quarta-feira, 30 de junho de 2010

EFEMÉRIDEPhilippine Bausch, mais conhecida como Pina Bausch, dançarina, coreógrafa, pedagoga de dança e directora de ballet alemã, morreu em Wuppertal no dia 30 de Junho de 2009, cinco dias depois de lhe ter sido diagnosticado um cancro generalizado. Nascera em Solingen, em 27 de Julho de 1940.
Ainda criança, seguiu cursos de ballet e participou em pequenos espectáculos para crianças e em operetas. Com 14 anos, iniciou os estudos de dança na Folkwang-Hochschule, em Essen. Formou-se em “Cena e Pedagogia da Dança” na Folkwang (1958).
Beneficiando de uma bolsa de estudos, esteve em Nova Iorque de 1959 a 1962, dançando na Juilliard School e na Metropolitan Opera House. Voltou depois para a Alemanha, actuando como solista no recém-formado Folkwang Ballet.
A partir de 1968 dedicou-se à coreografia e, em 1969, foi nomeada directora artística da secção de dança da Folkwang-Hochschule, onde iniciara os seus estudos. Manteve o cargo até 1973 e, de novo, entre 1983 e 1989. Em 1972 passou a dar também cursos de dança moderna.
Em 1973 foi contratada para dirigir o Wuppertal Tanztheater, baptizado posteriormente Tanztheater Pina Bausch. Três anos mais tarde rompeu com as formas convencionais da dança, experimentando novas formas, contraposições estéticas, repetições propositadas e uma linguagem corporal fora de comum para a época.
Conhecida principalmente por contar histórias através da dança, as suas coreografias eram baseadas nas experiências de vida dos bailarinos e feitas conjuntamente com eles. Várias delas estão relacionadas também com cidades de todo o mundo, já que ela retirava muitas ideias das tournées que fazia, para aplicar nos seus trabalhos.
Entre os seus temas recorrentes estavam as interacções entre o masculino e o feminino - uma inspiração para Pedro Almodóvar, em cujo filme “Fale com ela”, Pina Bausch aparece numa bela sequência de dança (2001).
Em 1979 foi convidada para o Théâtre de la Ville de Paris, onde apresentou mais de trinta espectáculos entre os quais numerosas criações mundiais.
Em 2004 recebeu o Prémio Nijinski do Melhor Coreógrafo para homenagear a sua carreira; em 2007 foi agraciada com o Prémio Quioto e com um Leão de Ouro no Festival de Dança de Veneza; em 2008 ganhou o Prémio Goethe.
Pina Bausch foi igualmente a heroína de Federico Fellini no filme “E la nave va” (1982), onde interpretou o papel de uma princesa cega.

terça-feira, 29 de junho de 2010

EFEMÉRIDE Antoine Marie Jean-Baptiste Roger de Saint-Exupéry, romancista, desenhador, poeta e piloto da Segunda Guerra Mundial, nasceu em Lyon no dia 29 de Junho de 1900. Desapareceu no Mediterrâneo em 31 de Julho de 1944.
Apaixonado desde a infância pela mecânica, começou por estudar no Colégio Jesuíta de Notre-Dame de Sainte-Croix, no Mans, de 1909 a 1914. No início da Primeira Guerra Mundial, transferiu-se para o Colégio dos Maristas, em Friburgo, na Suíça, onde permaneceu até 1917, aí obtendo o bacharelato.
Quatro anos mais tarde, iniciou o serviço militar no 2º Regimento de Aviação de Estrasburgo, depois de ter sido reprovado nos exames para admissão na Escola Naval. Em 1921 obteve em Casablanca, onde fora colocado, o brevet de piloto civil. Em 1922 já era também piloto militar. Foi desmobilizado na Primavera de 1923, após um grave acidente no Bourget, com fractura do crânio.
Em 1926 foi admitido na Sociedade Latécoère de Aviação, onde começou a sua carreira de piloto de linha, transportando correio entre Toulouse e Dacar, na mesma equipa dos pioneiros Vacher, Mermoz, Guillaumet e outros. Em 1927 foi também chefe de escala em Cap July (Marrocos), tendo por missão principal melhorar as relações com os mouros e os espanhóis.
Paralelamente publicou os seus primeiros romances, entre os quais: “Correio do Sul” (1929) e “Voo de Noite” (1931), Prémio Femina, traduzido em várias línguas e adaptado ao cinema. Fez grandes reportagens, como jornalista do “Paris-Soir”, no Vietname (1934), em Moscovo (1935) e em Espanha (1936), que iriam alimentar a sua reflexão sobre os valores humanistas, por ele desenvolvidos em “Terra dos Homens” (1939), livro que obteve o “Prémio da Academia Francesa”.
Em 1939 foi mobilizado pela força aérea e colocado numa esquadrilha de reconhecimento. Desapareceu durante uma missão sobre Grenoble e Annecy, no último dia de Julho de 1944, quando fazia fotografias aéreas que se destinavam a cartografar uma das zonas previstas para o desembarque aliado. Só em 2000 os destroços do avião que pilotava foram detectados, a poucos quilómetros da costa de Marselha. O corpo nunca foi encontrado. Em 2008, o alemão Horst Rippert assumiu ser o autor dos tiros responsáveis pela queda do avião e disse ter lamentado a morte de Saint-Exupéry, de quem era um apaixonado leitor.
Uma das suas melhores criações literárias (80 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo) foi o romance “O Principezinho”, publicado nos Estados Unidos (1943) e em França (1945), ilustrado com as suas próprias aguarelas. As obras de Saint-Exupéry são dominadas pela aviação e pela guerra. Escreveu também artigos para várias revistas e jornais franceses e estrangeiros sobre assuntos como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França.
Em Lyon, foi dado o seu nome ao aeroporto e à estação de TGV, tendo sido também homenageado de múltiplas maneiras em vários outros locais do mundo.
Útil saber!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

EFEMÉRIDEAlexis Carrel, de seu verdadeiro nome Marie Joseph Auguste Carrel-Billiard, cirurgião e biologista francês, nasceu em Sainte-Foy-lès-Lyon no dia 28 de Junho de 1873. Morreu em Paris, em 5 de Novembro de 1944. Estudou medicina na Universidade de Lyon, licenciando-se em 1900.
Como na época não existiam anticoagulantes nas transfusões de sangue, as mesmas só eram possíveis mediante a ligação dos vasos do receptor aos do doador. Pela sua técnica, que melhorou as transfusões sanguíneas, Alexis Carrel recebeu o “Nobel de Fisiologia ou Medicina” em 1912.
Carrel sempre mostrou interesse pela possibilidade de reconstruir artérias, trabalho que começou a desenvolver em animais. Fascinado pelas experiências do cirurgião norte-americano Rudolph Matas sobre o tratamento de aneurismas, emigrou para os Estados Unidos em 1904. Os seus trabalhos tiveram continuidade na Universidade de Chicago e no Rockefeller Institute de Nova Iorque, onde permaneceu até 1938, ano em que regressou à Europa.
As investigações de Carrel diziam respeito fundamentalmente à cirurgia experimental e ao transplante de tecidos e órgãos intactos. Até aí as estruturas vasculares suturavam-se utilizando cânulas de osso ou de metais preciosos. Alexis Carrel idealizou um novo sistema de sutura que evitava unir directamente as bordas vasculares. Para isso realizava cortes nos extremos dos vasos e dava-lhes a volta. Depois utilizava material parafinado na sutura. Com este método conseguia evitar as hemorragias pós-operatórias e a formação de coágulos sanguíneos. Efectivamente, a sutura dos extremos para fora ou revertidos, fazia com que no interior não ficassem fios soltos que favorecessem a formação posterior de coágulos.
Em 1910 descreveu, num artigo, todos os seus avanços realizados com este novo sistema de sutura vascular. Com a sua técnica, Carrel conseguiu unir vasos sanguíneos de apenas um milímetro de diâmetro. Alentado pelas suas descobertas, dedicou a investigação aos transplantes vasculares, tomando uma porção de um vaso e conseguindo utilizá-lo em qualquer outro lugar do próprio paciente.
Entre as contribuições de Carrel para a cirurgia encontram-se igualmente os auto-enxertos em animais, onde obteve numerosos êxitos, embora se produzissem falhanços nos homo-enxertos (órgãos de indivíduos distintos da mesma espécie). Destacam-se ainda os transplantes de orelhas, tiróide, rim e baço, assim como a conservação dos vasos sanguíneos para transplantar, o que evitava a espera de um possível doador (para tal utilizou uma câmara fria). Além disso, criou um anti-séptico para desinfectar feridas, a solução “Carrel-Dakin”, de grande utilidade durante a Primeira Guerra Mundial, e também uma espécie de coração artificial.
Em 1935 publicou “O Homem, Esse Desconhecido”, que foi traduzido e reeditado por várias vezes, transformando-se num grande êxito mundial até 1950. Na obra, o leitor moderno encontra traços de eugenismo, incluindo a defesa da eutanásia de criminosos incuráveis e perigosos. Alguns trechos misóginos ou místicos podem igualmente chocar o leitor não inserido no contexto da época.
Como homenagem a Carrel, foi dado o seu nome a uma cratera no Mar da Tranquilidade na Lua.

domingo, 27 de junho de 2010

EFEMÉRIDEFabrizio Miccoli, futebolista italiano, nasceu em Nardò no dia 27 de Junho de 1979. É um avançado de baixa estatura, bom tecnicista e extremamente rápido.
Começou a carreira no Casarano (1996), jogando depois pelo Ternana (1998), onde esteve quatro épocas. A Juventus contratou Miccoli em 2002, emprestando-o ao Perugia, onde ele se notabilizou, o que lhe valeu em 2003 a estreia pela Selecção de Itália.
Vinculado à Juventus, ali regressou no Verão de 2003 mas, apesar das suas qualidades, a sua utilização por parte de Marcello Lippi e Fabio Capello, durante 3 anos, foi intermitente, com muitos altos e baixos.
Em 2005 assinou um contrato de empréstimo, válido por uma época, com o Sport Lisboa e Benfica, campeão português em título, na esperança de se fazer notar e conquistar assim um lugar na squadra azzurra para o Mundial de 2006 na Alemanha. Com a crise em redor da Juventus e ameaças de despromoção, o Benfica tentou a todo custo assegurar a contratação de Miccoli a título definitivo, tendo conseguido garantir apenas o empréstimo do avançado italiano até ao final da época de 2006/2007.
Bastante atacado por lesões, a sua primeira temporada no Benfica não correu da melhor maneira. Na temporada seguinte, apesar das lesões não estarem totalmente debeladas, fez uma excelente segunda parte do campeonato marcando 10 golos.
Ao serviço do Benfica, marcou golos importantes na Liga dos Campeões contra o o Lille e frente ao Liverpool, permitindo a passagem aos quartos de final da prova, onde viria a ser eliminado pelo Barcelona.
Na época 2007/2008 o Benfica tentou ainda novo empréstimo, mas a Juventus mostrou-se sempre renitente, exigindo negociar em definitivo o seu passe por troca com Luisão, mas o SLB - que pretendia segurar uma das suas jóias da coroa - não concordou com o negócio. Também o Porto mostrou interesse por ele, mas Miccoli sempre garantiu que, em Portugal, apenas jogaria pelo Benfica, após dois anos de grande empatia com os adeptos benfiquistas.
Após um longo período de indefinição, o passe do jogador acabou por ser vendido ao Unione Sportiva Città di Palermo, tendo também falado mais alto a vontade manifestada pelo “piccolo bombardiero” em voltar ao seu país.

sábado, 26 de junho de 2010

EFEMÉRIDEMaria Velho da Costa, escritora portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 26 de Junho de 1938.
Licenciou-se em Filologia Germânica, foi professora no ensino secundário e membro da Direcção e Presidente da Associação Portuguesa de Escritores de 1973 a 1978. Tem o Curso de “Grupo-Análise” da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria. Foi leitora do Departamento de Português e Brasileiro do King's College - Universidade de Londres, entre 1980 e 1987.
Tem sido incumbida pelo Estado Português de funções de carácter cultural: foi Adjunta do Secretário de Estado da Cultura em 1979 e Adida Cultural em Cabo Verde de 1988 a 1991. Desempenhou ainda funções na Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, trabalhando actualmente no Instituto Camões.
Colaborou regularmente, desde 1975, em argumentos cinematográficos, nomeadamente para filmes de João César Monteiro, Margarida Gil e Alberto Seixas Santos.
Consagrada, desde 1969, com o romance “Maina Mendes”, tornou-se mais conhecida depois da polémica em torno das Novas Cartas Portuguesas (1972), obra em que é manifestada uma aberta oposição aos valores femininos tradicionais. Esta publicação claramente antifascista e altamente provocatória para o regime, levou as suas três autoras a tribunal, tendo o 25 de Abril interrompido as sanções a que estavam sujeitas as denominadas “três Marias”: Maria Velho da Costa, Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno.
Foi galardoada em 1997, com o “Prémio Vergílio Ferreira” da Universidade de Évora, pelo conjunto da sua obra, e em 2002, com o prestigioso “Prémio Camões”.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

EFEMÉRIDEManuel Galrinho Bento, considerado por muitos o melhor guarda-redes português de todos os tempos, nasceu na Golegã em 25 de Junho de 1948. Faleceu no Barreiro, em 1 de Março de 2007.
Iniciou a sua carreira futebolística no Clube Atlético Riachense, de onde foi transferido para o F. C. Barreirense, passando a representar o Benfica em 1972. Inicialmente foi o substituto de José Henrique. Entre 1973 e 1976, Bento e Henrique alternaram na baliza, passando Bento a indiscutível titular em 1976, quando tinha 28 anos. Nesse mesmo ano passou a defender as cores nacionais, aí se mantendo até 1986, totalizando 63 internacionalizações.
Bento é recordado pelas suas defesas acrobáticas, sangue-frio e temeridade. Num treino, em 1986, fracturou uma perna estando sem jogar quase toda a temporada seguinte. A partir de então, passou a ser suplente do Benfica até ao final da sua carreira em 1991/92. Bento jogou 611 jogos pelo Benfica.
Depois de terminar a carreira de jogador, foi treinador de guarda-redes do S. L. Benfica. Tentou ainda a carreira de treinador principal no Leça, na União de Coimbra e no Amora, regressando ao Benfica para trabalhar na formação das camadas jovens do clube. Numa entrevista a um jornal local do Barreiro, onde vivia, Bento confessou um dos seus segredos… Dentro das balizas que defendia, colocava um par de luvas sobressalentes, onde guardava o seu amuleto: um pedaço do corno esquerdo de uma vaca.
Morreu no dia seguinte à comemoração, no Casino Estoril, do 103º aniversário do Sport Lisboa e Benfica, no qual esteve presente. Tinha 58 anos e foi vítima de um enfarte fulminante.
Foi dez vezes Campeão de Portugal, tendo vencido seis Taças de Portugal e duas Super Taças Cândido de Oliveira. Foi “Futebolista do Ano” em 1977 e o jornal “Record” considerou-o um dos “Cem Melhores Futebolistas Portugueses” de sempre.

Recordando publicidade de tempos idos...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

«Meu Mar de Portas Abertas
Eterno madrugador…
Porque sempre me despertas,
Soltando canções de Amor!»
Maria José Fraqueza


DESCOBERTAS


Percorri os Oceanos
Na era das Descobertas,
Tornei crentes os profanos,
Meu Mar de Portas Abertas!

Fui cada vez mais além,
Mostrando o nosso valor,
Aprendi a ser também
Eterno madrugador…

Apaixonado p’lo mar,
Mesmo nas horas incertas,
Adoro teu marulhar
Porque sempre me despertas.

Mostrámos mundos ao Mundo,
Vivi tempos de esplendor,
Escutei o Mar profundo
Soltando canções de Amor!


Gabriel de Sousa
EFEMÉRIDEA Batalha de São Mamede foi travada em 24 de Junho de 1128, entre D. Afonso Henriques e as tropas de sua mãe, D. Teresa de Leão, aliada com o conde galego Fernão Peres de Trava, que assim se tentavam apoderar do governo do Condado Portucalense. As duas facções confrontaram-se no campo de São Mamede, perto de Guimarães, tendo D. Afonso Henriques o apoio da nobreza portuguesa.
Com a derrota, D. Teresa e Fernão Peres abandonaram o Condado, que ficou nas mãos do infante e dos seus partidários, facto que desagradou ao bispo de Santiago de Compostela, Diogo Gelmires, que cobiçava o domínio daquelas terras.
D. Teresa, pelo seu lado, desistiu das ambições de ser senhora de Portugal. Existem rumores, não confirmados, que ela tenha estado aprisionada no Castelo de Lanhoso. Houve também quem tivesse relatado algumas maldições que D. Teresa lançou sobre o seu filho.
D. Afonso Henriques viria a ser coroado como primeiro rei de Portugal em 1139, após a Batalha de Ourique.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

EFEMÉRIDE Ted Lapidus, de seu verdadeiro nome Edmond Lapidus, famoso costureiro francês que democratizou a moda francesa com as suas colecções de “pronto-a-vestir”, nasceu em Paris no dia 23 de Junho de 1929. Faleceu em Mougins, devido a insuficiência respiratória, em 29 de Dezembro de 2008. Nos anos 1970, teve como promotores da sua moda os actores Brigitte Bardot e Alain Delon.
Filho de um alfaiate russo emigrante, fez os estudos secundários em Marselha e em Annecy, inscrevendo-se depois na Faculdade de Medicina de Paris.
Em 1950 mudou de orientação profissional e tornou-se alfaiate no “Club de Paris”, sob o signo da elegância francesa, criando no ano seguinte a sua própria casa de costura.
Em 1963 entrou para a Câmara Sindical de Alta-costura. Em 1970 lançou os perfumes Ted Lapidus, em colaboração com a L'Oréal. No mesmo ano adoptou uma política intensiva de licenças e lançou uma colecção de pronto-a-vestir (“Tex”) acessível a um grande número de clientes. Foi um dos primeiros costureiros a ter imposto a sua moda às pessoas mais comuns, com a saariana, o estilo uniforme e o espírito unisexo.
Em 1982, aos 53 anos, passou o testemunho ao seu filho Olivier. A actividade da casa Lapidus continuou com o lançamento de vários perfumes, criando “Pour Homme” em 1987 e “Fantasmes” em 1992.
Lapidus padecia de leucemia há muito tempo, tendo falecido perto de Cannes aos 79 anos de idade.

terça-feira, 22 de junho de 2010

EFEMÉRIDEEdward Rudolph Bradley, Jr., conhecido por Ed Bradley, jornalista americano que fez carreira ao serviço da CBS e ficou célebre pelas suas reportagens, nasceu em Filadélfia no dia 22 de Junho de 1941. Faleceu em Nova Iorque, em 9 de Novembro de 2006.
Foi o primeiro correspondente negro na Casa Branca (1976-1978), tendo recebido 19 prémios Emmy, entre outros galardões.
Ed Bradley foi durante 25 anos um dos jornalistas do “60 minutes” da CBS “News” e um dos mais conhecidos jornalistas da televisão. Era apreciador de jazz, tendo adoptado Nova Orleães como seu local de eleição.
Foi o único jornalista de televisão a entrevistar Timothy McVeigh, condenado à morte e executado pelo atentado à bomba contra o edifício federal de Oklahoma City que fez 168 mortos e centenas de feridos em 1995.
Entre os seus trabalhos mais distinguidos estão os que realizou sobre abusos sexuais no seio da Igreja Católica nos EUA, sobre doentes com cancro cerebral, sobre o tiroteio ocorrido num liceu em Columbine (Colorado) em Abril de 2001 e sobre as consequências do furacão Katrina em Nova Orleães (2005).
Considerado um dos mais brilhantes jornalistas afro-americanos da televisão, entrara na CBS em 1971 na qualidade de colaborador da delegação de Paris. No ano seguinte foi enviado para Saigão e ali permaneceu até 1974, ano em que regressou a Washington depois de ter sido ferido no Camboja.
Teve também o seu próprio programa televisivo - “CBS Sunday Night with Ed Bradley”.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

EFEMÉRIDEKonstantinos "Kostas" Katsouranis, futebolista grego, nasceu em Pátras no dia 21 de Junho de 1979.
Katsouranis iniciou a sua carreira profissional no Panathinaikos na época 1996/1997, tendo assinado pelo AEK de Atenas em 2002.
É um dos melhores jogadores gregos da actualidade, tendo chamado a atenção de vários clubes para além do Benfica, nomeadamente dos clubes alemães Werder Bremen e Borussia Mönchengladbach. Tem sido presença assídua na selecção grega (mais de cinquenta internacionalizações), tendo feito parte da equipa que venceu o Campeonato Europeu de 2004 disputado em Portugal.
Pertenceu aos quadros do Benfica, clube que o contratou por 2 milhões de euros em Julho de 2006. Foi uma peça fundamental, jogando por vezes a defesa central, mas destacando-se na sua posição natural, no meio-campo. Era o 3º capitão de equipa, logo após Nuno Gomes e Luisão.
Em Julho de 2009 regressou à Grécia para voltar a jogar no Panathinaikos. Está a disputar actualmente os “Mundiais” na África do Sul.

domingo, 20 de junho de 2010

Relembrando José Saramago - A falsa Democracia

EFEMÉRIDEMatilde Rosa Lopes de Araújo, escritora e pedagoga portuguesa, especializada em literatura infantil, nasceu em Lisboa no dia 20 de Junho de 1921.
Licenciou-se em Filologia Românica (1945), na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Frequentou igualmente o Curso Superior do Conservatório de Música. Foi professora do Ensino Técnico-Profissional e formadora de professores na Escola do Magistério Primário de Lisboa.
Tendo iniciado a sua vida literária ainda nos tempos da universidade, colaborou abundantemente em várias publicações periódicas ao longo das décadas seguintes. Por outro lado, o conjunto dos seus livros (de poesia e narrativa) constitui um dos mais significativos trabalhos de sempre da literatura portuguesa para e sobre a infância e a juventude.
Em 1980, recebeu o “Grande Prémio de Literatura para Crianças” da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1991 ganhou, no Brasil, um “Prémio para o Melhor Livro Estrangeiro”, atribuído a “O Palhaço Verde” pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 1996, recebeu o “Prémio para o Melhor Livro Infantil”, também da Gulbenkian.
Matilde Rosa Araújo foi condecorada com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e, em Maio de 2004, foi distinguida com o “Prémio Carreira” da Sociedade Portuguesa de Autores.
No decorrer da sua vida, tem-se dedicado também aos problemas da criança e à defesa dos seus direitos.
Publicou igualmente textos de ficção para adultos e outras obras que demonstram bem as suas qualidades de pedagoga. São de sua autoria alguns livros sobre a importância da infância na criação literária para adultos e sobre a importância da literatura infanto-juvenil na formação das crianças.

sábado, 19 de junho de 2010

EFEMÉRIDEJoaquim de Magalhães Fernandes Barreiros, mais conhecido por Quim Barreiros, cantor e tocador de acordeão português, popularizado pelas suas letras de duplo sentido, nasceu em Vila Praia de Âncora no dia 19 de Junho de 1947.
Aos 9 anos já tocava bateria no grupo do pai (Conjunto Alegria). O seu primeiro disco foi lançado em 1971, juntamente com o famoso guitarrista Jorge Fontes, quando apenas tocava acordeão e folclore minhoto.
Para além de canções de grande sucesso popular, Quim Barreiros tem igualmente na sua discografia diversos álbuns compostos essencialmente por faixas instrumentais de acordeão.
Na segunda metade da década de 1970 actuou em várias Casas de Fado, como o “O Solar da Hermínia”, “Timpanas”, “Adega Machado”, “A Taverna” e “Lisboa à Noite”.
Em Maio de 2007 lançou o álbum “Use Álcool”, o qual tem uma faixa em que canta para o neto, abrindo ao público o seu lado mais afectivo e sentimental, raramente observado visto que a maioria das suas músicas são de estilo brejeiro.
Já actuou em quase todos os países onde existem comunidades de portugueses (Canadá, E.U.A, Venezuela, Brasil, Bermudas, Namíbia, Austrália, África do Sul, França, Suíça, Bélgica, Andorra, Alemanha, Espanha, Inglaterra, etc.).
Costuma ser contratado, anualmente, para festas académicas, tendo actuado para os estudantes das Universidades de Coimbra, Porto, Évora, Lisboa, Braga, Aveiro, Vila Real e Faro. Gravou até agora cerca de uma centena de discos.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José de Sousa Saramago, escritor português, galardoado em 1998 com o Prémio Nobel da Literatura, faleceu hoje em Lanzarote, ilhas Canárias. Nascera na aldeia da Azinhaga, no Ribatejo, em 16 de Novembro de 1922. Fez os estudos secundários (liceal e técnico), mas não pôde ir mais além em virtude de dificuldades económicas. No seu primeiro emprego, foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido outras profissões: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor e jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance ("Terra do Pecado"), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção, colaborando também como crítico literário na revista "Seara Nova".Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores e, entre Abril e Novembro de 1975, foi director-adjunto do "Diário de Notícias". Desde 1976, vive exclusivamente do seu trabalho literário. Saramago é conhecido por utilizar frases e períodos muito compridos, usando a pontuação de uma maneira não convencional. Os diálogos das personagens são inseridos, sem aspas, nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma que não existem travessões nos seus livros. Apesar disso, o seu estilo não torna a leitura mais difícil, os leitores habituando-se facilmente ao seu ritmo. Enquanto uns o criticam, outros há que o consideram um mestre no tratamento da língua portuguesa. Entre as suas obras, contam-se livros de poesia, crónicas, viagens, teatro, contos e romances. Saramago apresenta, em vários dos seus romances, reconstituições de acontecimentos verídicos, realçando os factores humanos em detrimento das versões históricas oficiais. Ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa, vivendo há vários anos em Lanzarote, nas Ilhas Canárias.
EFEMÉRIDE - Procópio Ferreira, nome artístico de João Álvaro de Jesus Quental Ferreira, actor, director de teatro e dramaturgo brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 18 de Junho de 1979. Nascera na mesma cidade em 8 de Julho de 1898. É considerado um dos grandes nomes do teatro brasileiro.
Procópio cedo descobriu o modo de envolver as plateias, trazendo aos seus espectáculos um público numeroso, que ombrearia com os maiores sucessos de hoje. Em 62 anos de carreira, interpretou mais de 500 personagens em 427 peças.
Era filho de um casal português natural da ilha da Madeira. Ingressou na Escola Dramática do Rio de Janeiro em 22 de Março de 1917. Representou peças de todos os géneros, desde o teatro de revista até a tragédias gregas. Em toda a história do teatro brasileiro, foi o actor que maior número de peças nacionais interpretou e que maior número de autores lançou.
Procópio Ferreira actuava no “circo-teatro”, género que - se não foi criado no Brasil - teve grande desenvolvimento neste país. Tratava-se de um circo que, além de números de acrobacias, malabarismo e palhaços, apresentava a adaptação de peças de teatro. Do “circo-teatro” passou para as comédias.
Procópio Ferreira costumava dizer que «o sucesso chegara quando ele parou de pensar com a sua própria cabeça e passou a pensar com a cabeça do público».
A sua primeira peça foi “Amigo, Mulher e Marido”, em 1917, no Teatro Carlos Gomes. O maior sucesso no teatro foi o “Deus lhe Pague”, de Joracy Camargo, apresentado em todo o Brasil e também no estrangeiro.
Homem de intensas paixões, foi casado várias vezes e teve seis filhos. Do seu primeiro casamento, com a artista argentina Aida Izquierdo, nasceu uma das mais importantes actrizes e directoras brasileiras - Bibi Ferreira.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

FREAMUNDE (2010)

1
Freamunde, onde há
As Festas Sebastianas:
- Tu não queres que eu vá,
Eu não vou, mas é o tanas!

2
Quem a Freamunde for,
Vai toda a vida ter ganas
De voltar, com muito ardor,
Às Festas Sebastianas.

3
O peixe tem barbatanas
Para assim poder nadar…
…Tu tens as “Sebastianas”
P’ra me obrigar a voltar!


Gabriel de Sousa

EFEMÉRIDE José Carlos Calvário, compositor, maestro e um dos melhores orquestradores e arranjadores portugueses, faleceu em Oeiras no dia 17 de Junho de 2009. Nascera no Porto em 1951.
José Calvário iniciou os estudos musicais em meados de 1956, praticando no piano. Em 1957, no Conservatório de Música do Porto, executou o seu primeiro recital e, em 1961, com apenas dez anos de idade, deu o primeiro concerto, juntamente com a Orquestra Sinfónica do Porto dirigida pelo maestro Silva Pereira.
Mudou-se depois para a Suíça, onde os pais queriam que ele se formasse em Economia. Em 1968 fez parte de uma orquestra de jazz suíça. Tocou em Portugal com os “Psico” de Toni Moura.
Em 1971 regressou a Portugal, mudando-se para Lisboa e começando a trabalhar como arranjador e produtor. Fez o seu primeiro arranjo para a canção “E Alegre se Fez Triste” de Adriano Correia de Oliveira. Com José Sottomayor, foi autor da canção “Flor Sem Tempo”, interpretada por Paulo de Carvalho, que ficou em 2º lugar no Festival RTP da Canção de 1971.
No ano seguinte foi autor de “A Festa da Vida”, tema que Carlos Mendes levou ao Festival da Eurovisão, obtendo a nota mais alta que um músico português já tivera.
Colaborou no disco “Fala do Homem Nascido”, gravado em 1972 nos estúdios madrilenos Celada, com poesia de António Gedeão.
No Festival RTP da Canção de 1973 foi autor das canções de Duarte Mendes e Tonicha.
Foi autor igualmente da música de “E Depois do Adeus”, tema interpretado por Paulo de Carvalho, que venceu o Festival RTP da Canção de 1974 e que foi a primeira “senha” do 25 de Abril 1974.
Lançou vários álbuns de sucesso nos anos 1970 e 1980. Em 1991 compôs o seu primeiro concerto para orquestra.
Com a Hungarian State Symphony Orchestra gravou o álbum “Mapas”, lançado em 1996 pela editora Strauss. Gravou também um álbum com António Chaínho e a London Philarmonic Orchestra. Colaborou no álbum “Reserva Especial” de Luís Represas, que foi gravado com a Orquestra Sinfónica da República Checa. Foi autor da banda sonora do filme “Kiss Me”.
Sofreu uma paragem respiratória seguida de enfarte, em Novembro de 2008. Nunca se recompôs, ficando em estado vegetativo até à sua morte. Em Fevereiro de 2009, foi homenageado pela Rádio Televisão Portuguesa, durante o Festival RTP da Canção, com um bailado inspirado em algumas das canções com que concorreu a várias edições daquele festival.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

EFEMÉRIDE Marc Léopold Benjamim Bloch, historiador francês, foi fuzilado pelos nazis em Saint-Didier-de-Formans no dia 16 de Junho de 1944. Nascera em Lyon, em 6 de Julho de 1886.
Estudou na Escola Normal Superior de Paris e, posteriormente, em Berlim e em Leipzig, antes de ser bolseiro da Fundação Thiers (1909-1912).
Professor de liceu, participou na Primeira Guerra Mundial, tendo sido ferido e vindo a receber a Legião de Honra e a Cruz de Guerra.
Após este conflito, ingressou na Universidade de Estrasburgo, instituição onde conheceu e conviveu com Lucien Febvre, com quem fundou em 1929 a "Revue des Annales". Em 1936, sucedeu a Henri Hauser na cadeira de História Económica da Sorbonne. A revista e o seu conteúdo tiveram sucesso mundial, dando origem à chamada "Escola dos Annales".
Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial e a ocupação nazi, Bloch militou na resistência francesa, depois de se ver afastado da função pública por ser de origem judaica. Detido e torturado pela Gestapo (Março de 1944), foi fuzilado três meses depois.
Considerado o maior medievalista de todos os tempos e, na opinião de muitos, o maior historiador do século XX, os seus trabalhos e pesquisas abriram novos horizontes aos estudos sobre o feudalismo.
Foi um dos grandes responsáveis pelas inovações do pensamento histórico, defendendo o abandono de sequências pouco úteis de nomes e datas e uma maior reflexão na construção da História, como um todo entre o Homem, a Sociedade e o Tempo.
A sua última obra, “Derrota Estranha”, foi uma avaliação da derrota francesa a partir da invasão alemã. Na fase final da vida escreveu ainda “Apologia da História”, que deixou inacabada devido à sua morte.
George Altman, no posfácio de “Derrota Estranha”, descreveu os últimos instantes de vida deste grande resistente: «Um rapaz de dezasseis anos tremia a seu lado. “Isto vai doer”. Marc Bloch apertou-lhe afectuosamente o braço, dizendo-lhe: “Não, pequeno, isto não vai doer nada”»… E caiu baleado, ao mesmo tempo que gritava «Viva a França!».
Em Junho de 2006, vários historiadores pediram no “Figaro littéraire” a transferência dos restos mortais de Marc Bloch para o Panteão Nacional.

terça-feira, 15 de junho de 2010

EFEMÉRIDEDemis Roussos, de seu verdadeiro nome Artémios Ventoúris Roússos, baixista e cantor grego, nasceu em Alexandria, no Egipto, em 15 de Junho de 1946.
Foi fortemente influenciado pela música grega e árabe. A família voltou para a Grécia em 1961, após a Crise do Canal do Suez.
A partir de então, participou em vários grupos musicais. O primeiro, aos dezassete anos, foi “The Idols”, quando Demis teve de trabalhar para ajudar ao sustento da casa. Começaria a destacar-se como cantor, no dia em que lhe pediram para substituir o vocalista, que estava cansado.
Com o compositor Lakis Vlavianos, Roussos fundou a banda “We Five”, já como vocalista principal. Só se popularizou verdadeiramente, no entanto, a partir de 1968, com a banda de rock progressivo “Aphrodite's Child”, formada no Reino Unido, em que se associou a outros dois músicos gregos, respectivamente, Vangelis e Loukas Sideras, primeiramente como vocalista e depois também como guitarrista e tocador de baixo. Por falta de permissão para trabalhar na Inglaterra, o grupo mudou-se para Paris, em pleno de Maio de 1968. O primeiro álbum publicado foi “Rain and Tears”, que obteve enorme sucesso e vendeu um milhão de discos, apenas em França. Nos três anos seguintes, o desempenho do grupo foi excelente. Com a voz “estilo ópera” de Roussos, a banda passou a ter sucesso a nível internacional. Em 1979 decidiram porém acabar com o grupo.
Demis continuou, no entanto, a gravar com Vangelis. A obra de maior sucesso da dupla foi “Race to the End”. Participou, igualmente, na elaboração de bandas sonoras para filmes.
Uma editora discográfica deu ao cantor a possibilidade de gravar o seu primeiro compacto a solo, com a canção “We Shall Dance”. Logo a seguir, gravou o álbum “On the Greek Side of My Mind”, o qual - juntamente com o mencionado compacto - foram dois dos cinco discos mais vendidos em toda a Europa. Ganhou um disco de ouro com o seu LP “Demis”, que foi um grande sucesso nos Estados Unidos.
A partir de 1975 fez várias tournées mundiais, conseguindo encher o Estádio do Maracanã no Rio de Janeiro, com capacidade para 150 000 espectadores, façanha só igualada por Frank Sinatra.
Recebeu ao longo da sua carreira mais de 100 discos de ouro, platina e diamante. Em 1978, decidiu afastar-se por algum tempo e mudou-se com a família para um lugar onde não era conhecido: Malibu Beach na Califórnia. Emagreceu 54 kg e viajou então pelo mundo. Deixou depois os EUA, alternando a sua residência entre a Inglaterra e a Grécia.
Em 14 de Junho de 1985, ocorreu um facto que Demis considerou muito importante para a sua vida: o avião da TWA, no qual viajava de Atenas para Roma, foi sequestrado. O facto de ter visto a morte de perto levou o cantor a reflectir sobre o valor da vida, decidindo reassumir a sua carreira de cantor, com gravações e shows ao vivo, como forma de contribuir para um futuro melhor para a humanidade. Gravou então mais vinte canções, tendo compilado o álbum “The Story of Demis Roussos”. Paralelamente, participou em vários eventos voltados para a solução de problemas humanos, como - por exemplo - o Fórum pela Paz e Desarmamento (1987). Preocupado com os problemas ambientais, participou também na Reunião de Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro.
Desde 2004, Demis Roussos vive uma vida tranquila à beira mar, algures na Grécia, gozando os louros de ser considerado um dos mais talentosos cantores do século XX.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

EFEMÉRIDEDavid Fonseca, cantor, produtor musical e compositor português, nasceu em Leiria no dia 14 de Junho de 1973. Canta habitualmente em inglês e é um dos cantores portugueses mais populares nestes últimos anos.
Filho de uma professora e de um bancário, viveu em Marrazes até aos dezoito anos. Bacharelou-se em Cinema, variante de Imagem, na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa (1994), chegando a frequentar a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Iniciou a sua vida profissional como fotógrafo de moda, colaborando em diversos catálogos. Participou igualmente em exposições colectivas e individuais.
A sua carreira musical começou com os “Silence 4”, em conjunto com alguns amigos da sua terra natal. O álbum de estreia saiu em 1998: “Silence Becomes It”. Para grande surpresa de todos, o disco foi um enorme sucesso à escala nacional, vendendo quase 250 000 cópias (seis discos de platina). Dois anos depois, em 2000, foi lançado o segundo álbum, “Only Pain Is Real”, do qual foram vendidas aproximadamente 100 000 cópias. Em 2002, a banda terminou.
Em 2003 David Fonseca lançou o seu primeiro álbum a solo, “Sing Me Something New” (disco de ouro). O primeiro single deste disco foi “Someone That Cannot Love”, que foi tocado em simultâneo em 150 estações de rádio portuguesas, à meia-noite do dia 10 de Março desse mesmo ano.
Em 2004 colaborou no projecto Humanos, juntamente com Manuela Azevedo dos Clã e Camané, cantando temas inéditos de António Variações.
Dois anos após o primeiro álbum, em 2005, foi publicado “Our Hearts Will Beat As One”. Na primeira semana de vendas ganhou de imediato o estatuto de disco de ouro e foi considerado o melhor álbum Pop de 2005 (Portugal). Em Outubro de 2007, “Dreams In Colour” foi igualmente um sucesso.
Em Janeiro de 2008 David Fonseca foi eleito “artista do mês” na MTV. Em Abril encheu o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, com um concerto repleto de animação, luz e cor.
Em Setembro de 2009 David Fonseca foi nomeado para o “Best Portuguese Act” nos Europe Music Awards. Em Novembro, lançou o seu álbum de originais “Between Waves”, em que tocou na íntegra todos os instrumentos. Está também na origem da elaboração de muitas das capas dos seus discos.

domingo, 13 de junho de 2010

EFEMÉRIDEVasco António Rodrigues Santana, um dos maiores actores portugueses, faleceu em Lisboa no dia 13 de Junho de 1958. Nascera na mesma cidade em 28 de Janeiro de 1898.
Pai de outro conhecido actor português, Henrique Santana, e do produtor da RTP José Manuel Santana, foi casado com a também actriz Mirita Casimiro.
Adorado pelo público, Vasco Santana ficou para sempre como um marco incontornável na arte de representar. Actor genial, marcou de forma indelével a comédia à portuguesa. De enorme sensibilidade, dotado de invulgares técnicas teatrais, transformar-se-ia também num mito do cinema nacional.
A genialidade deste gigante da representação levou-o à rádio, ao cinema e ao teatro. A arte sempre lhe correra pelas veias. Desistiu do curso de arquitectura e seguiu a paixão pela pintura, frequentando a Escola de Belas-Artes. Mas não foi a desenhar ou a pintar que Vasco Santana alcançou a fama e se tornou célebre. Foi na arte da representação.
Aos 19 anos, depois de repetidamente ver a peça “O Beijo”, de Arnaldo Leite e Carvalho Barbosa, no Teatro Avenida, Vasco Santana foi convidado para substituir o actor Artur Rodrigues, por impedimento deste. Consumava-se assim, em 1917, a sua estreia em público. Daí em diante nunca mais parou, levando ao delírio centenas de espectadores.
Fez longas temporadas no Teatro São Luiz e participou em várias tournées no Brasil, com as companhias teatrais em que trabalhava.
Alcançou o estatuto de estrela de cinema, protagonizando filmes como “A Canção de Lisboa” (1933), em que contracenou com Beatriz Costa e António Silva; "O Pai Tirano" (1941), em que fez dupla com Ribeirinho; e “O Pátio das Cantigas” (1942), em que protagonizou alguns dos seus mais bem sucedidos momentos no cinema, como o “monólogo com o candeeiro” ou os diálogos com António Silva, repletos de trocadilhos.
A representação teatral acompanhou-o durante toda a carreira, fazendo-o quase até ao fim da vida e, cada vez que subia ao palco, oferecia ao público a alegria e a boa-disposição que lhe eram intrínsecas. Vasco Santana porém não fez apenas comédias, entrando também em algumas peças dramáticas, como “Três Rapazes e Uma Rapariga”. Brilhou igualmente nessa área, transmitindo grande humanidade aos personagens. Tinha talento nato, sabendo como ninguém improvisar.
Vasco Santana conheceu igualmente o sucesso na rádio, criando personagens como Zequinha, da série O Zequinha e a Lelé, juntamente com Irene Velez (1947/1948).

sábado, 12 de junho de 2010

EFEMÉRIDE Diego Alberto Milito, futebolista argentino de origem italiana, actualmente no Inter de Milão, nasceu em Bernal, Buenos Aires, no dia 12 de Junho de 1979.
Começou a sua carreira no Racing Club de Avellaneda em 1999 e ali permaneceu até 2004, sendo então contratado pelo Génova. Jogou uma temporada e meia neste clube e foi o melhor marcador da equipa nos dois Campeonatos Italianos que disputou.
Chamou a atenção do Real de Saragoça, que o contratou. Nas três temporadas em que actuou em Espanha, foi o artilheiro da sua equipa, marcando mais de 50 golos na liga espanhola. Mesmo assim, não evitou a baixa de divisão do clube e, em 2008, regressou ao Génova.
Fez um excelente Campeonato Italiano na temporada 2008/2009, transferindo-se par o Inter mesmo antes do fim do campeonato.
Logo na sua primeira temporada em Milão, inscreveu o seu nome na história do Inter, que conquistou o Campeonato Italiano, a Copa de Itália e a Liga dos Campeões da UEFA. Dos 100 golos da equipa, Milito marcou 30, sendo que 4 deles decidiram os títulos do Inter de Milão.
Desde 2005 tem sido convocado para a selecção Argentina, indo disputar os Mundiais de 2010 na África do Sul.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

EFEMÉRIDE – José António Carlos de Seixas, compositor barroco e organista português, nasceu em Coimbra no dia 11 de Junho de 1704. Morreu em Lisboa, em 25 de Agosto de 1742, vítima de febre reumática.
Estudou com o pai e cedo o substituiu como organista da Sé de Coimbra, cargo de grande responsabilidade, que exerceu durante dois anos. Aos 16 anos partiu para Lisboa, altura em que a corte portuguesa era das mais dispendiosas da Europa. Foi muito solicitado como professor de música de famílias nobres da corte, sendo nomeado organista da Sé Patriarcal e da Capela Real. Carlos Seixas gozava da fama de ser um músico e professor excelente. Na capital impôs-se como organista, cravista e compositor. Com o seu trabalho, sustentou a mulher, que desposara aos 28 anos, e os cinco filhos, adquirindo algumas casas nas vizinhanças da Sé.
No que diz respeito à composição, Carlos Seixas foi um dos maiores compositores portugueses para a música de tecla. Fez escola em Portugal, criando um estilo muito seu, apesar da influência italiana e francesa que se constatam em algumas das suas obras.
No século XVIII era exigido aos compositores que a sua música fosse fiel aos pensamentos e ideais estéticos do meio. A composição era, de certa forma, limitada a um rol de características previamente definidas. A obra de Seixas é, portanto, em grande parte, resultado dos ambientes em que compôs. Como organista da Capela da Sé Patriarcal tinha a possibilidade de tocar, antes e depois da missa, um trecho a solo que poderia ser uma tocata ou uma sonata. Para este efeito, havia uma preferência pelas peças de carácter vistoso e brilhante. Noutras partes da cerimónia, o organista podia ainda tocar em momentos que admitissem um solo instrumental. Desta forma, os compositores aproveitavam para dar a conhecer as suas composições ou improvisações. Carlos Seixas acompanhava ao cravo os saraus de música nos paços reais ou nos solares de algumas casas nobres. Nestes eventos tinha também a oportunidade de actuar como solista, aproveitando, provavelmente, para tocar as suas sonatas, compostas com o objectivo de ser reconhecido como concertista e compositor.
Para além da Capela Real e da Corte, apenas se dedicava ao ensino de música. Esta faceta obrigava-o a ter material didáctico diversificado, variando de aluno para aluno, consoante o grau e as capacidades de cada um, dos cravos ou clavicórdios que possuíam. Apesar de fortemente sujeita a um vasto rol de condicionantes, a obra de Seixas não deixa de parte a qualidade e a originalidade do seu estilo pessoal. A presença do temperamento lusitano é uma constante das suas composições.
Até agora não são conhecidos versos de Seixas. O mais provável é terem-se perdido durante o tremor de terra de 1755, uma vez que é pouco credível que tenha usado sempre versos alheios nas suas composições. Aliás, só chegaram até aos nossos dias três peças orquestrais e cerca de cem sonatas, mais um punhado de obras vocais para uso litúrgico.
As suas criações possuem elegância, leveza, suavidade e inspiração melódica. O seu fraseado é de carácter irregular e assimétrico e a sua linguagem harmónica é simples. As suas obras encontram-se na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, na Biblioteca Nacional de Lisboa e na Biblioteca da Ajuda.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

EFEMÉRIDE Mário Corino da Costa Andrade, médico e investigador, homem de vasta cultura humanística, uma das figuras cimeiras da neurologia portuguesa do século XX, nasceu em Moura no dia 10 de Junho de 1906. Faleceu no Porto em 16 de Junho de 2005, vítima de paragem cardiovascular.
Licenciou-se em Medicina e Cirurgia em Lisboa em 1929, tendo estagiado com Egas Moniz, Nobel de Medicina.
De 1931 a 1937, trabalhou no Laboratório de Neuropatologia da Faculdade de Medicina de Estrasburgo. Em 1937 partiu para Berlim, a fim de fazer um estágio nas áreas da Neurologia Clínica e da Neuropatologia, sob orientação do professor Oscar Voght.
Regressado a Portugal, radicou-se no Porto, cidade onde viveu até morrer. Em 1938, contratado como neurologista pelo Hospital de Santo António, ali criou e dirigiu o respectivo Serviço de Neurologia a partir do início da década de 1940.
Investigou mais tarde, em colaboração com Paula Coutinho, a epidemiologia e genética da doença de Machado-Joseph.
Fundou, com Nuno Grande, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto.
Corino Andrade foi o primeiro cientista a identificar e caracterizar, como nova entidade nosológica, a paramiloidose (ou polineuropatia amilóide familiar), uma doença neuro-degenerativa, cuja neuropatologia clínica e bases genéticas investigou em trabalho pioneiro na década de 1950 e que é hoje conhecida como doença de Andrade. Popularmente é também chamada “doença dos pezinhos”, uma condição neurológica típica das regiões piscatórias do Norte e Centro de Portugal, e que haveria de ser identificada noutras regiões litorais do Mundo (por exemplo, no Japão e na Suécia).
Cidadão de reconhecida intervenção cívica, fazendo muitas vezes questão de recordar que vivera os tempos da primeira e da segunda grandes guerras, Corino de Andrade escapou ao nazismo mas não à polícia política portuguesa (PIDE) do Estado Novo, que lhe moveu perseguições, no início da década de 1950, pelas suas convicções democráticas .
«Os meses que passei na cadeia serviram-me para muita informação e muita reflexão. Tirei disso muito proveito», diria ele em 1991.
Apoiou a candidatura de Norton de Matos à Presidência da República. Como opositor ao Estado Novo, fez parte do núcleo de homens de ciência do Porto, entre os quais se destacaram figuras notáveis, como Abel Salazar e Ruy Luís Gomes.
Confessava-se agnóstico e admitia que a Terra há-de tornar-se um planeta morto. As suas actividades, científica e cívica, mereceram-lhe distinções ao longo da vida, designadamente o Grau de Grande Oficial de Santiago de Espada (1979), a Grã-Cruz da Ordem do Mérito (1990), o Grande Prémio Fundação Oriente da Ciência (1990) e o Prémio Excelência de Uma Vida e Obra da Fundação Glaxo Wellcome (2000).

quarta-feira, 9 de junho de 2010

EFEMÉRIDEKosaku Yamada, primeiro compositor de ópera japonês, sendo sobretudo conhecido pela sua ópera “As Ovelhas Negras” (1940), nasceu em Tóquio no dia 9 de Junho de 1886. Faleceu na mesma cidade em 29 de Dezembro de 1965.
Em bastantes livros de referência ocidentais o seu nome é escrito Kósçak Yamada, uma transliteração fantasiosa que usou no ocidente.
Depois de estudar na “Tokyo Music School”, saiu do Japão rumo à Alemanha para se matricular na “Berlin Hochschule” onde aprendeu composição, antes de ir para os Estados Unidos da América durante dois anos. Ao voltar ao Japão, após o final da Primeira Guerra Mundial, dedicou-se à composição de óperas e à condução de orquestras.
Salientam-se as seguintes óperas de sua autoria: Reisho (1909), Ochitaru tennyo (1913), Shichinin no oujo (1913-1916), Ayame (1931), Kurofune (As Ovelhas Negras) (1940) e Hsiang Fei (1954).

terça-feira, 8 de junho de 2010


Ex-ginastas do Prof. Moura e Sá (Ateneu Comercial de Lisboa, décadas 1950/60/70). Confraternização na Casa do Alentejo (2 de Junho de 2010)

EFEMÉRIDEMaxi Pereira, de seu verdadeiro nome Victorio Maximiliano Pereira Páez, futebolista uruguaio ao serviço do Sport Lisboa e Benfica desde 2007, nasceu em Montevideu no dia 8 de Junho de 1984.
A sua transferência para o Benfica envolveu 3 milhões de euros por 70% do passe.
Fez a sua estreia oficial no Benfica no dia 2 de Setembro de 2007, num jogo no Estádio da Madeira frente ao Nacional. Um dos seus momentos altos nessa época foi a marcação de um belo golo no Estádio da Luz, frente ao AC Milan, em jogo a contar para a Liga dos Campeões Europeus (o jogo terminaria empatado 1-1)
Com a saída de Nélson para o Bétis de Sevilha, Maxi foi o escolhido para ocupar a posição de lateral direito. Agarrou a oportunidade e tornou-se um dos pilares da defesa do clube e um dos jogadores favoritos dos adeptos.
É também escolhido habitualmente para jogar na selecção uruguaia, tendo tido já cerca de 50 internacionalizações.
Antes de vir para Portugal, jogava do Defenser Sporting do Uruguai (2002/2007). Venceu por duas vezes a Taça da Liga Portuguesa (2008/2009 e 2009/2010) e foi Campeão de Portugal em 2010.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

EFEMÉRIDETom Jones, de seu verdadeiro nome Thomas Jones Woodward, cantor de música pop britânico, nasceu em Pontypridd, no País de Gales, em 7 de Junho de 1940.
Casou aos dezasseis anos com uma amiga de infância de quem teve um filho. Apesar das suas frequentes e muito divulgadas relações extra-conjugais, continua casado e é tido como um bom chefe de família. Mora nos Estados Unidos, visitando muitas vezes a sua terra natal.
Tom Jones alcançou a fama durante os anos 1960 e, depois de vários sucessos no Reino Unido, tornou-se um cantor de casinos em Las Vegas. Chegou a rivalizar com Elvis Presley como “rei do rock”. Dava mais de 200 concertos por ano, com grande êxito.
Depois de gravar “She's A Lady” (1971), a sua carreira estagnou e só ganhou novo fôlego em 1987, com o lançamento de “A Boy From Nowhere”. Depois, passou a gravar com uma geração mais nova de músicos.
O álbum “Reload”, lançado em 2000, transformou-se no maior sucesso da sua carreira, apresentando versões de outros artistas, gravadas em duetos com eles, utilizando os seus produtores e métodos de gravação. Em seguida veio “Mr. Jones” em 2002 e, no ano seguinte, foi premiado com um “Brit Awards” pela sua contribuição para a Música. Desde 1965 já vendeu mais de cem milhões de discos.

domingo, 6 de junho de 2010

EFEMÉRIDE – Maria Eugénia Menéres de Melo e Castro, cantora e compositora portuguesa, nasceu na Covilhã em 6 de Junho de 1958.
Filha de E. M. de Melo e Castro e de Maria Alberta Menéres, notáveis escritores, estudou Artes Gráficas e, posteriormente, em Londres, frequentou a “London Film School”, estudando cinema e fotografia.
Entre 1977 e 1978 teve experiências como actriz de teatro, com o grupo “Anima” (que fundou e onde desenvolveu trabalhos de poesia experimental encenada) e n' “A Barraca”.
No cinema, participou em filmes de Joaquim Leitão e Djalma Limonge Batista. Foi autora e produtora musical de televisão, compositora e apresentadora.
A partir da década de 1980 começou a estabelecer parcerias autorais e vocais com alguns dos mais consagrados artistas brasileiros, como Tom Jobim, Chico Buarque, Simone, Caetano Veloso, Milton Nascimento, entre muitos outros.
O seu primeiro álbum, “Terra de Mel” (1982) beneficiou da colaboração de músicos portugueses e brasileiros. Estas associações foram muito correntes nos álbuns seguintes. A sua música faz parte da “Música Popular Brasileira” (MPB).

sábado, 5 de junho de 2010

EFEMÉRIDEEugenio Montejo, poeta e ensaísta venezuelano, faleceu em Valência, vítima de cancro, em 5 de Junho de 2008. Nascera em Caracas em 1938.
Fundador da revista literária “Azar” e co-fundador da “Revista Poesia”, publicada pela Universidad de Carabobo, Eugénio Montejo foi investigador do Centro de Estudos Latino-Americano Romulo Gallegos, em Caracas.
Colaborou em inúmeras revistas nacionais e internacionais. Recebeu em 1998 o “Prémio Nacional de Literatura” e, em 2004, o “Prémio Internacional de Poesia Octavio Paz”. Um dos seus poemas é citado no filme “21 gramas” do realizador mexicano Alejandro González Iñárritu.
Foi embaixador da Venezuela em Lisboa durante vários anos. Diversos dos seus poemas são acerca de Portugal.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sem comentários...

EFEMÉRIDEPaulina Chiziane, escritora moçambicana, nasceu em Manjacaze, Gaza, no dia 4 de Junho 1955.
Cresceu nos subúrbios da cidade de Maputo, anteriormente chamada Lourenço Marques. Tinha por origem uma família protestante, onde se falavam os dialectos Chope e Ronga. Aprendeu a língua portuguesa na escola da missão católica.
Estudou Linguística na Universidade Eduardo Mondlane sem, todavia, ter concluído o seu curso. Participou activamente na política de Moçambique, como membro da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), onde militou durante a juventude. Depois da independência, candidatou-se e venceu as primeiras eleições multi-partidárias em Moçambique (1994).
Deixou posteriormente o envolvimento na política, para se consagrar à escrita e à publicação das suas obras. Além disso, ela não partilhava as escolhas do partido, sobretudo no que dizia respeito às ambivalências ideológicas internas ao nível da monogamia e da poligamia, assim como as posições da política marxista-leninista, sobretudo no que se referia à liberdade económica da mulher.
Iniciou a sua actividade literária em 1984, com contos publicados na imprensa moçambicana. Com o seu primeiro livro, “Balada de Amor ao Vento”, editado em 1990, tornou-se a primeira mulher moçambicana a publicar um romance.
Paulina Chiziane vive e trabalha na Zambézia. Recebeu em 2003 o Prémio José Craveirinha, com o livro “Niketche: Uma História de Poligamia”.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

“A NOSSA TERRA”
(quadras)

I

Se vais a Ponte de Sôr,
Gostarás de Montargil…
…A nossa Terra é flor
Que possui encantos mil!

II

Estando nós longe ou perto
E seja ela qual for,
Duma coisa estou certo:
- Nossa Terra é a melhor!

*
Gabriel de Sousa
EFEMÉRIDEAlain Resnais, realizador de cinema francês, nasceu em Vannes (Morbihan) no dia 3 de Junho de 1922. É conhecido sobretudo pelas suas obras-primas “Hiroshima meu amor” e “O Ano passado em Marienbad”.
Resnais também realizou documentários de grande importância na História do cinema, como “Noite e nevoeiro” (1955), sobre os campos de extermínio nazis.
Com catorze anos, filmou as primeiras curtas-metragens entre as quais uma adaptação de “Fantomas”. Além do cinema, interessava-se igualmente pela fotografia, pintura, banda desenhada e literatura, apreciando sobremaneira as obras de Marcel Proust e de André Breton.
Em 1942 fez um pequeno papel em “Os visitantes da Noite”. Chegou a pensar em se tornar livreiro mas, finalmente, passou o exame de admissão no IDHEC, onde ingressou em 1943 na secção de Montagem.
A sua carreira de realizador começou em 1948, com a curta-metragem “Van Gogh”. Depois, durante uma dezena de anos, rodou documentários com temas muito variados.
Em 1959 realizou a sua primeira longa-metragem de ficção, escrita por Marguerite Duras, “Hiroshima meu amor”. O filme, que evoca a bomba atómica, teve êxito mundial e foi apreciado tanto pela crítica como pelo público. Segundo o realizador francês Luís Malle «este filme fez com que a história do cinema desse um grande salto em frente». Seguiu-se “O ano passado em Marienbad” (1961).
Começava a definir-se o seu estilo, uma mistura de surrealismo, de onirismo e de distanciamento brechtiano. A vontade de destruir a narração linear era igualmente perceptível. Nos seus filmes encontra-se muitas vezes um engajamento social e político.
Os temas por si abordados, embora muito variados, focam sempre mecanismos psicológicos, a questão do livre arbítrio, do determinismo e do condicionamento sociocultural.
Nos anos 1990, Alain Resnais abriu-se a novas colaborações e passou a tocar um público ainda mais vasto, desenvolvendo o aspecto lúdico e fantasista do seu cinema. Resnais foi nomeado oito vezes para o “César do Melhor Realizador”, tendo sido galardoado por duas vezes (1978 e 1994). É igualmente o único cineasta com três obras coroadas com o “César de Melhor Filme” (1978, 1994 e 1998).
Tanto nos documentários como nos filmes de ficção, ele é reputado pelo seu trabalho de pesquisa meticuloso. «Procuro geralmente balizar sozinho os locais das filmagens. Quando cheguei a Hiroshima pela primeira vez, saí do hotel às três horas da manhã e parti ao acaso… Nesses momentos a máquina fotográfica é preciosa. Sirvo-me dela como se fosse um bloco-notas onde registo as imagens mais diversas. Elas servirão mais tarde para materializar os filmes». Ele exige também aos seus colaboradores uma ficha biográfica completa e fiável de todos os personagens.
Raramente concede entrevistas aos órgãos de informação. Foi casado com Florence Malraux, filha do escritor André Malraux. Em 1980 começou a viver com a sua actriz fetiche, Sabine Azéma, com quem casou em 1998. Era amigo próximo do cantor americano Jim Morrison (The Doors), tendo sido uma das últimas pessoas a vê-lo em vida.
Têm sido galardoado com inúmeros prémios, de que se destacam : Leão de Ouro no “Festival de Veneza” de 1961; Prémio da Crítica Internacional no mesmo festival em 1963; Grande Prémio do Júri no “Festival de Cannes” de 1980; Urso de Prata pela Melhor Contribuição Artística (1994) e pelo Conjunto da Carreira (1998) nos “Festivais de Berlim” desses mesmos anos; Leão de Prata pela Melhor Realização no “Festival de Veneza” em 2006 e Prémio Excepcional no “Festival de Cannes” em 2009 pelo Conjunto da sua Obra.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

EFEMÉRIDEAna Bola, actriz, cantora e autora de textos humorísticos portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 2 de Junho de 1952.
Frequentou o Liceu Francês Charles Lepierre e fez o curso de Secretariado no Instituto Superior de Línguas e Administração.
Conheceu, em 1976, o actor Henrique Viana que a levou ao Teatro Adóque. Estreou-se na comédia “1926 Noves Fora Nada”.
Em 1977, com o conjunto “Os Amigos”, ao lado de Paulo de Carvalho, Luísa Basto, Fernando Tordo, Eduardo Silva e Fernando Piçarra, venceu o Festival RTP da Canção. Em 1981 fez parte dos coros da canção “Playback”, vencedora do “Festival RTP”, cantada por Carlos Paião e que representaria Portugal no Festival da Eurovisão desse mesmo ano, na Irlanda.
Popularizada na televisão, com participações nos programas “O Fungagá da Bicharada” (1976) e “O Passeio dos Alegres” (1981), assinou sitcoms como “A Mulher do Senhor Ministro” (1994), acabando por iniciar com Herman José uma longa colaboração, a partir de 1987, data de “Humor de Perdição” e “Casino Royal”.
Actualmente divide a sua actividade de actriz com a de autora de textos humorísticos, tendo assinado a autoria das peças teatrais “Celadon” (2005) e “Avalanche” (2006). Para a televisão escreveu os guiões da série “Vip Manicure”, onde também representa juntamente com Maria Rueff.

terça-feira, 1 de junho de 2010

EFEMÉRIDEAlanis Nadine Morissette, cantora de rock, compositora, actriz, directora de videoclipes e produtora canadiana, nasceu em Otava no dia 1 de Junho de 1974. Já ganhou sete Grammys e, desde 1991, vendeu cerca de 72 milhões de discos em todo mundo.
Alanis começou a sua carreira, ainda adolescente, gravando dois discos. O seu primeiro álbum internacional foi “Jagged Little Pill”, lançado em 1995, que continua a ser o álbum de estreia mais vendido por uma cantora (mais de 33 milhões de cópias). Ela é, aliás, a cantora de rock que mais discos vendeu na história da música. Trabalhou como produtora em vários dos seus discos.
Filha de uma professora húngara e de um director de escola franco-canadiano, aos seis anos começou a tocar piano, a fazer ballet e a escrever diários.
Em 1984, com dez anos, escreveu a sua primeira música, que enviou para uma cantora local, Lindsay Morgan, que a recrutou como colega de trabalho.
Durante 1986, participou regularmente num programa de televisão e, em 1987, competiu pela primeira vez no “Rising Star Talent Competition”, concurso amador realizado em Toronto. Com o dinheiro recebido do programa televisivo, gravou e lançou a sua primeira música “Fate Stay With Me”.
Numa audição em Nova York, Alanis fez parte do “Star Search”, uma competição muito popular nos Estados Unidos. Em 1988, no Canadá, assinou um contrato com a “MCA Records Canada” para a produção de dois discos. Viajou depois para Los Angeles e Nashville, onde conheceu muitos produtores e músicos. Em 1994 mudou-se para Los Angeles, cidade em que conheceu Glen Ballard, que viria a produzir o seu primeiro disco internacional.
Em 2005 obteve a cidadania norte-americana, considerando-se a partir daí como “canadiana americana”. Nesse mesmo ano, fez uma compilação dos grandes sucessos da sua carreira, com a colectânea “The Collection”. Entretanto compôs também canções para vários filmes.
Em Junho de 2009, Alanis confirmou o fim do contrato com a produtora discográfica “Maverick Records”, com a qual vinha a lançar CD's desde 1995. O rompimento do contrato teve, como motivos principais, exigências contratuais que Alanis e a sua banda consideraram não poder aceitar e problemas de marketing com os últimos álbuns. Tem actuado igualmente em filmes, séries televisivas e algumas peças de teatro.
Para angariar fundos para a “Associação Nacional de Distúrbios Alimentares”, correu duas maratonas no final de 2009, em Susanville (Califórnia) e Nova Iorque.
Em Fevereiro de 2010 cantou “Wunderkind”, na cerimónia oficial de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver.
Em Abril de 2010, Alanis Morissette lançou a música “I Remain”, como parte da banda sonora do filme “Prince of Pérsia”.

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