quinta-feira, 31 de outubro de 2013

MONFORTE (glosa em quadra)




«És vida, poema e cor,
Que sais da terra fresquinha,
Espelho, pureza, esplendor,
Fonte da vida, rainha.»
Rosa Pires

MONFORTE

Desde que fui a Monforte,
Relembro-te com amor.
És terra com muita sorte,
És vida, poema e cor.

De tudo o que vi gostei,
Comi na bela tasquinha,
Mesmo a ti saboreei,
Que sais da terra fresquinha.

Tuas ribeiras e festas
Afastam qualquer torpor.
És a vida sem arestas:
Espelho, pureza, esplendor.

És agora a lembrança,
Recordação muito minha.
És uma linda criança,
Fonte da vida, rainha!


Gabriel de Sousa

31 DE OUTUBRO - ALI FARKA TOURÉ



EFEMÉRIDEAli Ibrahim “Farka Touré, cantor e guitarrista maliano e um dos músicos mais conhecidos do continente africano, nasceu em Kanau no dia 31 de Outubro de 1939. Morreu em Bamako, em 7 de Março de 2006, vítima de um cancro que o afligia há vários anos.
O pai era militar e morreu na 2ª Guerra Mundial. A família instalou-se em Niafunké, localidade situada a 250 km de Tombouctou. Não frequentou a escola e passava os dias a trabalhar no campo. Já se interessava na época pela música e, mais particularmente, por certos instrumentos, como o gurkel, pequena guitarra tradicional, e o njarka, violão popular.
Mais tarde, paralelamente à sua profissão (ele era então motorista), começou a tocar e a cantar canções tradicionais. Encontrou depois o escritor Amadou Hampâté Bâ, com quem percorreu o Mali à procura de músicas tradicionais.
Em 1960, fundou e dirigiu um grupo, com o qual tocou e cantou em vários festivais. Em 1968, efectuou a sua primeira viagem fora do continente africano para actuar no Festival Internacional de Sófia (Bulgária). Dois anos depois, ingressou na orquestra da Rádio Mali, trabalhando simultaneamente como engenheiro de som. Em 1973, a orquestra acabou e Farka Touré começou uma carreira a solo, dando concertos em toda a África Ocidental. O seu primeiro disco (“Farka”) foi lançado em 1976. Nos anos 1980, efectuou tournées pela Europa, Japão e Estados Unidos. Depois de vários álbuns com sucesso, gravou em 1993 “Talking Timbuktu”, em dueto com o guitarrista americano Ry Cooder, disco que o lançou na cena internacional e lhe proporcionou um Grammy Award.
Em 1997, anunciou que queria dedicar-se à agricultura na vila onde vivia. O seu investimento principal foi o de fazer instalar bombas de água que bombeassem água do Níger para irrigar os campos agrícolas. A sua contribuição para o desenvolvimento local fez com que ele fosse eleito presidente da Câmara. Como corolário desta sua acção, editou o álbum “Niafunké”, onde abordou – através de canções de trabalho da terra – temas como a educação, a justiça e o apartheid.
Em 2005, gravou “In the Heart of the Moon”, álbum que obteve no ano seguinte o Grammy Award de Melhor Álbum de Música Tradicional do Mundo. Em Abril de 2005, criou uma fundação com o seu nome, com a finalidade de organizar um festival bianual de jazz em Niafunké, e um centro de formação de jovens artistas em instrumentos tradicionais locais. Quando faleceu, acabava de terminar o seu trabalho naquele que seria o seu último disco e que foi editado postumamente (“Savana”).  
Várias das suas músicas têm sido utilizadas como bandas sonoras de alguns filmes. A sua música é considerada como um ponto de intersecção da tradicional música do Mali e dos blues. Ali Farka Touré foi classificado como o nº 76 na lista dos 100 Melhores Guitarristas de Sempre pela revista “Rolling Stone”.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

30 DE OUTUBRO - ANDRÉ CHÉNIER



EFEMÉRIDE – André Marie Chénier, poeta francês associado aos acontecimentos da Revolução Francesa, nasceu em Gálata, Constantinopla, em 30 de Outubro de 1762. Foi guilhotinado em Paris no dia 25 de Julho de 1794, aos 31 anos de idade.
Filho de um comerciante francês e de mãe grega, passou parte da usa vida em Carcassone (sul de França) e, desde a adolescência, começou a traduzir poetas gregos, sendo um entusiasta da poesia clássica. Estudou em Paris, como aluno interno do Colégio de Navarra.
Frequentou círculos literários e salões aristocráticos e foi secretário da embaixada francesa em Londres. Colaborou no “Jornal da Sociedade” do qual foram publicados quinze números (1789). Desde 1781, foi colaborador do “Jornal de Paris”, órgão do Partido Constitucional, condenando os “excessos” da Revolução. Preocupado com a sua segurança, saiu de Paris, mas recusou-se a emigrar, voltando mesmo à capital francesa para tentar evitar a condenação ao cadafalso de Luís XVI.
Em Março de 1794, foi preso. Envolvido numa falsa conspiração, foi condenado à morte pelo Tribunal Revolucionário sob a alegação de esconder documentos do embaixador espanhol que comprovariam a extensa corrupção deste junto da Assembleia. André Chénier foi guilhotinado em Julho, dois dias antes da prisão de Robespierre. Foi enterrado numa vala comum, juntamente com outras 1 300 vítimas do “Terror”.
A sua obra, inacabada, que só foi publicada progressivamente a partir de 1819, fez dele uma figura importante do Helenismo em França. Inspirou a ópera “André Chénier” do compositor Umberto Giordano, estreada no Scala de Milão em Março de 1896. 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

29 DE OUTUBRO - ISAO TAKAHATA



EFEMÉRIDE Isao Takahata, realizador, guionista e produtor de cinema japonês, que ganhou fama internacional pelos seus trabalhos como realizador de filmes de desenhos animados, nasceu em Ise no dia 29 de Outubro de 1935. Estudou Literatura Francesa na Universidade de Tóquio. É conhecido mundialmente por ter criado as séries Marco e Heidi (anos 1970).
Foi co-fundador do Studio Ghibli, com uma longa colaboração com Hayao Miyazaki. Já dirigiu filmes de guerra (“Grave of the Fireflies”), dramas românticos (“Only Yesterday”), aventuras ecológicas (“Pom Poko”) e comédias (“My Neighbors the Yamadas”). Destes, “Grave of the Fireflies” é considerado, por alguns críticos, como um dos melhores filmes de guerra de todos os tempos. 
Ao contrário de outros realizadores do género, Takahata não desenha e nunca trabalhou como animador, antes de se tornar realizador de filmes de animação. De acordo com Hayao Miyazaki, «a música e o estudo são os seus principais hobbies».

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

28 DE OUTUBRO - ROGÉRIO SAMORA



EFEMÉRIDE – José Rogério Filipe Samora, actor português, nasceu em Lisboa no dia 28 de Outubro de 1958.
Bacharelou-se em Teatro (Formação de Actores), na Escola Superior de Teatro e Cinema. Estreou-se como actor na Casa da Comédia, com a peça “A Paixão Segundo Pier Paolo Pasolini”, de René Kalisky (Prémio de Actor Revelação - 1981), dirigido por Filipe La Féria. Com o mesmo encenador, trabalhou depois regularmente em espectáculos como “A Marquesa de Sade” de Mishima, “A Ilha do Oriente” de Mário Cláudio e “Eva Perón” de Copi. Trabalhou ainda com Carlos Avilez, Fernanda Lapa, João Lourenço, Artur Ramos e Luís Miguel Cintra, entre outros.
Actuou regularmente na televisão (séries, novelas, telefilmes e teatro) e participou em quase meia centena de longas-metragens no cinema. Foi dirigido por realizadores conceituados: Manoel de Oliveira, João Mário Grilo, João Botelho, António Pedro Vasconcelos, Maria de Medeiros, Luís Filipe Rocha, Margarida Cardoso, José Fonseca e Costa, etc. 
Entre as suas mais recentes participações, salienta-se “98 Octanas” (2006) de Fernando Lopes (realizador que também o dirigiu em “O Delfim”, com o qual foi nomeado para Melhor Actor nos Globos de Ouro de 2003) e “O Capacete Dourado” (2007) de Jorge Cramez. Participou igualmente na dobragem portuguesa do filme “O Rei Leão”, dando voz – quer nos diálogos, quer nas canções – ao personagem Scar.

MILAGRE!...

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NA RATOLÂNDIA...


domingo, 27 de outubro de 2013

27 DE OUTUBRO - JEAN-PIERRE CASSEL



EFEMÉRIDEJean-Pierre Cassel, de seu verdadeiro nome Jean-Pierre Crochon, actor, dançarino e cantor francês, nasceu em Paris no dia 27 de Outubro de 1932. Morreu na mesma cidade em 19 de Abril de 2007. Fez a sua estreia no cinema em 1954, a convite de Gene Kelly. Tornou-se célebre em comédias musicais dos anos 1950/60, graças aos seus sapateados. Na década de 1970, foi vedeta de – entre outros filmes – “O Charme Discreto da Burguesia” de Luis Buñuel.
Filho de um médico e de uma cantora de ópera, seguiu cursos de representação, depois de ter chumbado na obtenção do bacharelato, começando a fazer alguns papéis de figurante.
Ao longo dos seus 50 anos de carreira, conviveu com grandes realizadores, de Gene Kelly a Robert Altman, passando por Claude Chabrol, Luis Buñuel, Joseph Losey, René Clément e Jean Renoir, entre outros. Era muito apreciado também pela nova geração de realizadores franceses, como Mathieu Kassovitz, Gilles Lellouche ou ainda Mabrouk El Mechri. Contracenou com grandes actores e actrizes do cinema francês e internacional: Catherine Deneuve, Stéphane Audran, Claude Jade, Jean Seberg, Marie Dubois, Jacqueline Bisset, etc.
Os seus múltiplos talentos levaram-no também aos palcos, tendo-se estreado com a peça “O Idiota” de Marcel Achard. Apaixonado pelo music-hall, aos 74 anos, ainda dedicou ao cantor Serge Gainsbourg, que ele conhecera no início da carreira (1950), um espectáculo intitulado “Jean-Pierre Cassel canta e dança Gainsbourg Suite”.
Cassel terá no seu activo perto de 50 peças e espectáculos, uma centena de filmes para televisão e outros tantos para cinema. Faleceu vítima de doença oncológica.
Entre os prémios que recebeu, saliente-se o NBR Award com “Pronto-a-vestir” de Robert Altman  e o Prémio Homenagem Especial no Festival de Ficção TV de Saint-Tropez (2005). Foi nomeado para um César pela sua interpretação em “A Cerimónia” de Claude Chabrol.

sábado, 26 de outubro de 2013

SERGE GAINSBOURG & JANE BIRKIN

26 DE OUTUBRO - TOMÁS DA ANUNCIAÇÃO



EFEMÉRIDETomás José da Anunciação, pintor português do Romantismo que, após tentar vários géneros, acabou por se dedicar à pintura de animais, nasceu em Lisboa no dia 26 de Outubro de 1818. Morreu, igualmente na capital portuguesa, em 3 de Abril de 1879.
Estudou na Academia das Belas-Artes, que funcionava então no Convento de S. Francisco, local onde chegou a dar aulas de Pintura da Paisagem e Desenho do Antigo. Estudou igualmente em França.
A sua obra, que revela minuciosamente os detalhes mais ínfimos, manifesta influências tanto do Romantismo como do Naturalismo Realista. Participou em diversas exposições: 3.ª e 4.ª Exposições Trienais da Academia Real de Belas Artes, em 1852 e 1856; 1.ª Exposição da Sociedade Promotora de Belas-Artes; Exposição Universal de Paris (1867); e Exposição de Madrid (1871). Foi director da Real Galeria de Pintura do Palácio Nacional da Ajuda.
O seu quadro mais conhecido, “O Vitelo” (1871), encontra-se no Museu Nacional de Arte Contemporânea, mas também se encontram outras obras suas noutros museus, como a Casa-Museu dos Patudos em Alpiarça e o Museu Grão-Vasco em Viseu.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

25 DE OUTUBRO - RICHARD BYRD



EFEMÉRIDERichard Evelyn Byrd, contra-almirante, aviador e explorador polar norte-americano, nasceu em Winchester no dia 25 de Outubro de 1888. Morreu em Boston, em 11 de Março de 1957.
Cursou, a partir de 1912, a Academia Naval dos Estados Unidos em Annapolis, obtendo o seu brevet de aviador em 1916. Frequentou a Escola de Voo da Marinha e, no final da Primeira Grande Guerra, comandou uma unidade aérea na Nova Escócia.
Iniciou as actividades que o tornariam famoso, com a expedição de D. B. MacMillan à Groenlândia em 1924 e sobrevoou o Pólo Norte com o piloto Floyd Bennett em 1926.
Alcançou o seu maior prestígio quando organizou uma expedição científica de exploração da Antárctica, nas proximidades do Pólo Sul. Passou o Inverno a voar e a identificar vários pontos do território e, em 1928, fundou a base Little America, na Baía das Baleias. Pilotado por Bernt Balchen, voou sobre o Pólo Sul em 1929 e as experiências e conhecimentos adquiridos permitiram-lhe fazer depois outras viagens ao continente Antárctico.
Em 1930, já almirante, voltou à Antárctica, comandando uma expedição de 50 homens e, entre 1933 e 1934, fez vários sobrevoos do continente e diversas experiências meteorológicos e geológicas. Na sequência disto, e visando estudos meteorológicos, permaneceu cinco meses sozinho numa tenda, a 198 km a sul da base Little America. Passou ali a longa noite polar e a experiência foi descrita no seu livro “Sozinho” (“Alone”).
Participou, como piloto de guerra, na Segunda Guerra Mundial, na Europa e no Pacífico. Em 1946, comandou outra grande expedição, com quatro mil homens e muitos recursos materiais. Mapeou o continente gelado e procurou minerais, entre eles o urânio.
Entre 1946 e 1947, organizou a operação High Jump, durante a qual descobriu e cartografou 1 390 000 km² de território antárctico. Em 1955, realizou a expedição Deep Freeze, também na Antárctica, tendo voado pela última vez sobre o Pólo em 1956.
Em 1927, Byrd chegara a competir com Charles Lindbergh para fazer a primeira travessia do Atlântico Norte, mas um acidente que feriu o seu piloto Floyd Bennett impediu-o de continuar. Porém, ainda nesse mesmo ano, com Balchen como piloto, completou a travessia Nova Iorque – Normandia. Recebeu, ao longo da sua carreira, diversas medalhas e honrarias por heroísmo em combate e pelas suas expedições e descobertas.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

24 DE OUTUBRO - DELMIRA AGUSTINI



EFEMÉRIDEDelmira Agustini, poetisa e militante feminista uruguaia, nasceu em Montevideu no dia 24 de Outubro de 1886. Morreu na mesma cidade em 6 de Julho de 1914.
Com origem italiana, o pai era uruguaio e a mãe argentina. Começou a escrever poesia aos dez anos de idade, estudando também francês, música e pintura.
Colaborou nas revistas “La Alborada” e “Apolo”. Fez parte da chamada Geração de 1900, juntamente com outros escritores latino-americanos, como Julio Herrera y Reissig, Horacio Quiroga, Leopoldo Lugones e Rubén Darío. Delmira considerava Rubén Darío como o seu grande mestre. Ele, por sua vez, chegou a compará-la a Santa Teresa, dizendo que Delmira era a única, desde a Santa, a expressar-se como Mulher.
Agustini especializou-se na sexualidade feminina, numa época em que o mundo estava dominado pelos homens. Eros, o deus do amor, foi a fonte de inspiração para muitos dos seus poemas. A sua terceira obra, “Los cálices vacíos” (1913), foi mesmo dedicada a Eros e veio consagrar a sua pertença ao movimento literário Vanguarda Modernista, no seio do movimento feminista do século XX.
Em Agosto de 1913, casou-se com Enrique Job Reyes. Devido a inúmeras desavenças, Delmira abandonou-o um mês e meio depois, divorciando-se em Junho de 1914. Em Julho do mesmo ano, foi assassinada pelo ex-marido, que se suicidou em seguida. Acabava assim, prematuramente, uma carreira literária da qual havia muito ainda a esperar.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

23 DE OUTUBRO - DIANA DORS



EFEMÉRIDEDiana Dors, actriz inglesa, nasceu em Swindon no dia 23 de Outubro de 1931. Morreu em Windsor, em 4 de Maio de 1984.
Impôs-se nos anos 1950 como “a loira erótica”, num cinema britânico que estava dominado pelas morenas (Jean Simmons e Joan Collins, entre outras.) e que ia buscar as loiras ao estrangeiro (Odile Versois, Brigitte Bardot, etc.).
Fez vários filmes assinados por David Lean, Charles Crichton, Frank Launder e Terence Fisher. A importância dos seus papéis foi aumentando. O seu melhor filme terá sido “The Unholy Wife”, realizado por  John Farrow, onde impôs o seu talento dramático, contracenando com Rod Steiger. Consagrada como estrela internacional, fez vários filmes ao lado de Victor Mature e Vittorio Gassman, sobretudo comédias, em Itália, Espanha e, mais tarde, na Suécia.
Os seus sucessos, porém, começaram a diminuir tão rapidamente como tinham surgido. Jack Cardiff e Michael Winner ainda a dirigiram no começo dos anos 1960 e representou o seu próprio papel numa comédia francesa (“Allez France!”) realizada em Londres.  
Passou a dividir-se entre filmes de horror e outros eróticos. Trabalhou também para a televisão, tendo aparecido em vários filmes no programa Alfred Hitchcock apresenta!”. Protagonizou “Helena de Tróia”, teve bastante êxito numa adaptação de Shakespeare e numa versão de “Dr. Jekyll e Mr. Hyde”.
A sua carreira acabaria em beleza, como ela afinal merecia, entrando numa obra-prima de Joseph Losey (“Steaming”). A sua foto ilustrou a capa de um álbum dos Beatles. Durante a sua carreira, interpretou cerca de quarenta filmes. Quando faleceu, tinha apenas 52 anos.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

22 DE OUTUBRO - TIMOTHY LEARY



EFEMÉRIDETimothy Francis Leary, professor, psicólogo, neurocientista, escritor, futurista e libertário norte-americano, ícone dos anos 1960 e do hedonismo, nasceu em Springfield no dia 22 de Outubro de 1920. Morreu em Beverly Hills, em 31 de Maio de 1996. Ficou famoso por ser um defensor dos benefícios terapêuticos e espirituais do LSD, uma substância psicadélica. Era amigo pessoal de John Lennon. A canção “Come Together” dos Beatles foi inspirada nele.
Estudou no College of the Holy Cross, em Worcester, mas reagia mal à disciplina dos jesuítas. Frequentou depois a Academia Militar de West Point, sendo expulso ao fim de 18 meses. Licenciou-se em Psicologia na Universidade de Alabama em 1943, doutorando-se na Universidade de Berkeley em 1950. Foi professor auxiliar em Berkeley de 1950 a 1955 e, seguidamente, director de pesquisas da Fundação Kaiser (1955/58) e professor e conferencista em psicologia na Universidade Harvard (1959/63).
De férias no México, consumiu cogumelos halucinogénicos, uma experiência que mudaria radicalmente o curso da sua vida. Logo que voltou a Harvard, começou as pesquisas, juntamente com os estudantes, sobre o efeito do LSD. Afirmava ele que esta substância, correctamente doseada, de preferência sob orientação de um profissional, poderia modificar radicalmente o comportamento. Ele tinha por finalidade, encontrar – graças à exposição da consciência – os melhores tratamentos para o alcoolismo, para a reabilitação de criminosos e para a dinamização da libido. Foi expulso de Harvard em 1963, após ter promovido uma experiência psicotrópica com uma turma inteira de estudantes de psicologia (com o consentimento destes, naturalmente).
Prosseguiu então os seus trabalhos em Nova Iorque. Era vigiado pelo FBI e acabou por estar preso durante vários anos por «detenção de droga». Ao entrar na prisão, teve de fazer testes psicológicos standards, aplicados aos detidos para a atribuição de tarefas. Tendo sido ele quem criara aqueles testes, deu respostas que o predispuseram para trabalhar no jardim da prisão, de onde – em 1970 – a Weather Underground Organization, um movimento de esquerda radical, o ajudou a evadir.
Deixou clandestinamente os Estados Unidos com destino à Argélia. O seu plano era refugiar-se em companhia do “pantera negra” Eldridge Cleaver.  Foi uma má ideia, pois Eldridge tentou tomá-lo como refém. Conseguiu fugir para a Suíça. Acabou por ser novamente detido por agentes do governo americano, agora no Afeganistão, e extraditado para os USA em 1974, sendo libertado dois anos depois.
Mais tarde, a administração americana fez do professor Leary um bode expiatório na sua luta contra a contracultura, que abundava nessa época, encarcerando-o mais uma vez pela sua veemente posição contra a proibição do LSD.
Nos anos 1980, fascinado pelos computadores, Leary dedicou-se a este novo mundo e teve imenso sucesso. Criou softwares de design e continuou a escrever livros e a fazer conferências. Embora o seu interesse principal fosse então a tecnologia, era ainda reconhecido como o guru do LSD.
Nos meses que antecederam a sua morte, em consequência de um cancro da prostata inoperável, escreveu um livro chamado “Projecto para morrer”, uma tentativa de mostrar às pessoas uma nova perspectiva da morte e do morrer. As suas últimas palavras foram «Why not?» (Porque não?).
Timothy Leary faleceu, aos 75 anos, na sua própria cama, rodeado de amigos. De acordo com o seu desejo, a cabeça foi retirada do corpo e congelada. O restante foi cremado e, em Outubro de 1996, sete gramas das suas cinzas foram transportadas pela nave espacial “Pegasus” e libertadas no espaço, juntamente com as de outros cientistas.

CHARLES AZNAVOUR - La Bohème

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

21 DE OUTUBRO - GENTO



EFEMÉRIDEPaco Gento, de seu nome completo Francisco Gento López, futebolista espanhol, considerado um dos melhores jogadores do seu tempo, nasceu em Guarnizo, Cantábria, no dia 21 de Outubro de 1933.
Fez a sua formação no Real Racing Club de Santander e jogou pela primeira vez na Liga Espanhola em 1952/53. Foi contratado depois pelo Real Madrid CF, onde se iria tornar um jogador lendário. No princípio, teve dificuldades em ganhar um lugar na equipa, recheada de grandes estrelas, mas em breve se impôs ao lado de Alfredo Di Stefano. Logo na primeira época, foi Campeão de Espanha, bisando um ano depois. Venceu a Taça Latina de 1955 e, na temporada seguinte, conquistou a 1ª edição da Liga dos Campeões Europeus. O Real Madrid iniciava, assim, cinco anos de domínio na Europa. Voltou a ganhar a Taça Latina em 1957.   
Em 1960, os merengues qualificaram-se para a 1ª edição da Taça Intercontinental, a disputar com os uruguaios do CA Peñarol. Empate a zero em Montevideu e vitória em Madrid por 5-1, com o quinto golo a ser marcado por Gento.
É o único jogador a ter vencido por seis vezes a Liga dos Campeões Europeus (1956 até 1960 e 1966), ganhou 12 Ligas de Espanha, duas Taças do Rei e a Taça do Mundo de Clubes de 1956. Até 2013, foi o futebolista espanhol com mais títulos oficiais conquistados (24). O seu recorde foi superado por Xavi, quando este ajudou o FC Barcelona a vencer a Super Taça de Espanha de 2013, o seu 25º título oficial.
É considerado um dos jogadores mais rápidos de todos os tempos, pois podia correr 100 metros na casa dos 10 segundos, com a bola nos pés, tempo próximo das marcas obtidas por atletas velocistas nas provas de 100 metros.
É o melhor artilheiro da história do Troféu Ramón de Carranza, ao lado de Eusébio. Representou o Real Madrid durante 18 épocas e jogou na Selecção de Espanha de 1955 a 1969. Abandonou a prática desportiva em 1971.
Seguiu depois a carreira de técnico, treinando equipas relativamente modestas, como o Real Madrid Castilla CF, o CD Castellón, o CF Palencia e o Granada CF. Foi embaixador do Real Madrid na Europa. Completa hoje oitenta anos de idade.

domingo, 20 de outubro de 2013

20 DE OUTUBRO - JOMO KENYATTA

EFEMÉRIDEJomo Kenyatta, de seu nome original Kamau wa Ngengi, político queniano de etnia kikuyu, considerado o fundador da nação, nasceu em Ngenda, Gatundu, então África Oriental Britânica, em 20 de Outubro de 1894. Morreu em Mombaça no dia 22 de Agosto de 1978.
Estudou na escola missionária escocesa de Thogoto e converteu-se ao cristianismo em 1914, sendo baptizado como John Peter Kamau, nome que ele posteriormente modificou para Johnstone Kamau. Ingressou na política em 1924 e, em 1928, começou a editar o jornal “Muigwithania” (“Reconciliador”).
Em 1929, foi para Londres, encarregado de tratar dos interesses dos kikuyu ligados à posse de terras. Durante a sua estadia, escreveu diversos artigos para jornais britânicos sobre o mesmo tema.
Regressou ao Quénia em Setembro de 1930, começando a trabalhar em escolas kikuyu. Em 1931, voltou ao Reino Unido, indo trabalhar no Woodbrooke Quaker College em Birmingham.
Entre 1932 e 1933, estudou Economia em Moscovo. Em 1934, regressou a Londres para estudar Antropologia Social na London School of Economics. Em 1938, publicou a sua tese “Ao pé do Monte Quénia”, já assinada com o nome como ficaria conhecido – Jomo Kenyatta.
Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou numa herdade britânica em Sussex, para escapar ao recrutamento pelo exército britânico. Leccionou na Associação Educacional dos Trabalhadores e, em 1946, regressou ao Quénia. Nesse mesmo ano, fundou a Federação Pan-Africana e tornou-se professor titular no Kenya Teachers College. Em 1947, foi eleito presidente da União Africana do Quénia (KAU), passando a receber ameaças de morte da parte de colonos brancos.
A sua reputação junto do governo britânico foi prejudicada pelo seu envolvimento com a rebelião Mau Mau. Preso em Outubro de 1952, foi acusado de, juntamente com mais seis pessoas, “comandar e integrar" a Sociedade Mau Mau. O julgamento durou cinco meses, sendo condenado a 7 anos de trabalhos forçados. Foi libertado apenas em 1961, sob pressão dos dois partidos que sucederam à antiga KAU: a União Nacional Africana do Quénia (KANU) e a União Democrática Africana do Quénia (KADU). Em Maio de 1960, ainda preso, foi eleito presidente da KANU. Após a libertação, foi admitido no Parlamento Legislativo, contribuindo assim para a criação da nova Constituição queniana.
A KANU ganhou 83 dos 124 lugares nas eleições de Maio de 1963 e, em Junho, Kenyatta tornou-se primeiro-ministro do governo autónomo. Pediu então aos colonos brancos que não deixassem o país e apoiou a reconciliação nacional. Manteve o cargo de primeiro-ministro após a independência, declarada em Dezembro de 1963. Um ano mais tarde, o Quénia tornava-se uma república, tendo Kenyatta como presidente.
A política de Kenyatta foi de continuidade administrativa, mantendo vários funcionários civis coloniais nos seus antigos postos. Em Novembro de 1964, a KADU juntou-se à KANU, formando um único partido.
Kenyatta instituiu uma reforma agrária relativamente pacífica, conseguiu a admissão do seu país nas Nações Unidas e concluiu acordos comerciais com o Uganda e a Tanzânia. Seguiu uma política externa pró ocidental. A estabilidade atraiu investimentos estrangeiros e ele tornou-se uma figura influente em toda a África. No entanto, as suas políticas autoritárias despertaram críticas e dissidências.
Foi reeleito em 1966 e, no ano seguinte, mudou a Constituição para ter mais poderes. As suas forças de segurança ameaçavam os dissidentes e foram suspeitas de ligação com o assassinato de diversos opositores. Voltou a ser reeleito em 1974, em eleições que não foram livres nem justas e nas quais concorreu sozinho. Morreria quatro anos depois.
Figura controversa, foi acusado pelos seus críticos de ter deixado o país à mercê de rivalidades tribais. O Aeroporto de Nairobi, recebeu o seu nome, em sua homenagem.
Deve-se a ele esta afirmação curiosa: «Quando os missionários chegaram, os africanos tinham a terra e os missionários tinham a Bíblia. Eles ensinaram-nos a rezar de olhos fechados. Quando os abrimos, eles tinham a terra e nós tínhamos a Bíblia».

sábado, 19 de outubro de 2013

19 DE OUTUBRO - ANTÓNIO GRANJO



EFEMÉRIDEAntónio Joaquim Granjo, advogado e político português, foi assassinado em Lisboa na noite de 19 de Outubro de 1921. Nascera em Chaves, em 27 de Dezembro de 1881.
Republicano desde a sua juventude, foi membro da Assembleia Nacional Constituinte, eleito em 28 de Maio de 1911. Lutou durante a participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial e escreveu um livro sobre as suas experiências. Foi iniciado na Maçonaria, com o nome simbólico de Buffon, tendo mantido ligações a esta organização até ao final da sua curta vida.
Depois do assassinato do presidente Sidónio Pais, António Granjo insurgiu-se contra a Monarquia do Norte (1919) e a sua tentativa de instaurar um regime monárquico. Foi presidente da Câmara Municipal de Chaves de Fevereiro a Julho de 1919, sendo eleito no mesmo ano para a Câmara dos Deputados, pelo Partido Republicano Evolucionista. Mais tarde, foi um dos fundadores do Partido Republicano Liberal.
Ministro da Justiça durante o governo de coligação de Domingos Pereira, foi presidente do Ministério (actual primeiro-ministro) em dois breves mandatos, de Julho a Novembro de 1920, num governo liberal, e – novamente – para substituir Tomé de Barros Queirós, de Agosto a Outubro de 1921.
Foi assassinado na noite de 19 de Outubro de 1921, conhecida por “Noite Sangrenta”, na sequência de uma revolução de cariz radical que o levara a pedir a demissão do cargo de primeiro-ministro. Os seus assassinos foram marinheiros e soldados da GNR integrantes de um movimento revolucionário em curso, comandados pelo cabo Abel Olímpio, o “Dente de Ouro”. António Granjo foi levado da casa de Francisco Cunha Leal, afecto ao Partido Democrático, onde tinha tentado obter protecção, e levado para o Arsenal da Marinha. À sua chegada, foi ferido com dois tiros no pescoço, tendo sido tratado na enfermaria e recolhido a um quarto. Um grupo de revolucionários entrou então no quarto, onde ele se encontrava gravemente ferido, crivando-o de balas. Depois disso, um corneteiro da GNR ainda lhe cravou um sabre no ventre.
Foram igualmente assassinados, nessa noite, outros republicanos do 5 de Outubro de 1910, entre os quais os revolucionários Machado Santos e José Carlos da Maia. Em comum, entre todos eles, o facto de terem sido opositores da corrente radical que dominou a Primeira República, com excepção de poucos e breves interregnos.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

AFECTOS (quadras)



Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

18 DE OUTUBRO - JEAN-CLAUDE VAN DAMME



EFEMÉRIDEJean-Claude Van Damme, de seu verdadeiro nome Jean-Claude Camille François Van Varenberg, actor, realizador e produtor de cinema belga, especialista em artes marciais, nasceu em Berchem-Sainte-Agathe no dia 18 de Outubro de 1960.
Em criança era muito franzino e sensível, o que levou o pai a procurar algo que pudesse fortalecê-lo, tanto física como mentalmente. Foi assim que, aos dez anos, começou a treinar artes marciais. Simultaneamente, tornou-se um bom bailarino e fez ballet durante seis anos. Aos dezasseis, recebeu o cinto negro do karaté e tornou-se Campeão Europeu, vencendo o European Pro Karate Association. Tornou-se popular também no culturismo, conquistando o título de Mr. Bélgica.
Emigrou para os Estados Unidos (Los Angeles) em 1982, mesmo sem falar inglês, com a finalidade de iniciar uma carreira no cinema. Para sobreviver, começou por desempenhar várias tarefas, como entregar pizas ao domicílio, colocar alcatifas, treinador de culturismo e motorista de limusinas. Este último trabalho proporcionou-lhe alguns encontros, como por exemplo travar conhecimento com o actor Chuck Norris. Começou a fazer pequenos papéis no cinema e passou, por essa época, a usar o nome pelo qual ficaria conhecido.
Ainda nos anos 1980, alcançou sucesso com vários filmes, entre os quais “Bloodsport” e “Kickboxer”. Nos anos 1990/2000, protagonizou, entre outros, “Duplo Impacto”, “Soldado Universal” e “O Alvo”. Em 1994, o “Guardião do Tempo” foi campeão de bilheteiras, com mais de 100 milhões de dólares de receitas.
Nunca mais deixou o cinema, não só como actor, mas também como escritor, guionista, produtor, realizador e coreógrafo de cenas de luta. Em 1996, realizou o seu primeiro filme, “O Grande Torneio”, no qual foi igualmente cenarista, produtor e actor. Foi um êxito.
Vários realizadores asiáticos convidaram-no para os seus filmes, servindo-se dele como um trampolim para o mercado americano.
Em 1998, foram-lhe diagnosticados problemas bipolares com tendências suicidárias. Em 1998/99, começou a consumir drogas, conseguindo no entanto fazer ainda dois filmes. Submeteu-se depois, com êxito, a um tratamento anti-drogas.
Em 2000, voltou ao cinema mas sem o sucesso anterior. Em 2009, no seguimento de um contrato com a Sony, protagonizou um filme editado directamente em DVD (“Universal Soldier - 3). Produziu, mais tarde, “The Eagle Path”, destinado também ao lançamento em DVD. Este filme foi escrito, realizado, representado e – sobretudo – financiado até ao último cêntimo por ele próprio.
No Festival de Cannes de 2013, Van Damme anunciou que está à frente de um projecto de uma série para televisão a realizar no Dubai. Esta série, “Luxury meets justice”, será produzida pela Fashion TV e será exibida durante duas temporadas, cada uma com um filme-piloto e doze episódios.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

"CARTA DE UM CONTRATADO" - António Jacinto (Angola)

17 DE OUTUBRO - MONTGOMERY CLIFT



EFEMÉRIDE – Edward Montgomery Clift, actor norte-americano, nasceu em Omaha, Nebraska, no dia 17 de Outubro de 1920. Morreu em Nova Iorque, em 23 de Julho de 1966.
Começou a actuar na Broadway aos treze anos, tendo grande sucesso nos palcos. Ali representou durante uma década, antes de viajar para Hollywood, onde se estreou no cinema em “Rio Vermelho” (1948), ao lado de John Wayne e Walter Brennan. Tanto um como outro sentiram-se incomodados com a homossexualidade de Clift, mantendo-se o mais possível afastados dele. Pelo seu lado, Clift sentia-se ofendido pelas ideias ultraconservadoras daqueles actores.
Em 1958, recusou um papel em “Rio Bravo”, que o teria posto de novo a contracenar com Wayne e Brennan. O seu papel foi para Dean Martin. Ainda em 1948, foi nomeado para o Oscar de Melhor Actor pela sua interpretação em “Perdidos Na Tormenta”. Surgia um novo modelo de actor, sensível, emocional e com uma beleza melancólica.
A sua carreira foi repleta de êxitos, sendo nomeado várias vezes para os Oscars e convertendo-se num grande ídolo. As suas cenas de amor com Elizabeth Taylor, em “Um lugar ao sol” (1951), estabeleceram um novo padrão para o romance no cinema. Os seus papéis em “A Um Passo da Eternidade” (1953) e “Os Deuses Vencidos” (1958) são considerados os mais importantes da sua vida.
Em 1956, durante as filmagens de “A Árvore da Vida”, Clift foi embater num poste telefónico com o seu Chevrolet, ao sair embriagado de uma festa promovida por Elizabeth Taylor, uma das suas melhores amigas. As filmagens foram interrompidas até à sua recuperação. Ficou desfigurado e a cara, apesar de várias tentativas de cirurgia plástica, nunca voltou a ser a mesma. Este episódio marcou o começo de sua dependência de barbitúricos e drogas pesadas, seguindo um caminho de autodestruição que foi considerado o «suicídio mais longo da história de Hollywood».
Co-protagonizou “Os Desajustados”, em 1961, que foi o último filme feito por Marilyn Monroe e Clark Gable. Marilyn, que estava a ter problemas emocionais, descreveu Clift como «a única pessoa que conheço que está pior do que eu».
No filme “Julgamento em Nuremberga” (1961), em que também participavam Spencer Tracy, Marlene Dietrich, Burt Lancaster e Judy Garland, Clift teve uma actuação de apenas sete minutos.
A Universal despediu-o em 1962, durante a gravação de um filme, em virtude das suas frequentes ausências. O realizador Stanley Kramer escreveria nas suas memórias que Clift não conseguia recordar-se dos diálogos, acrescentando no entanto que «ele era um dos três ou quatro maiores actores da época».
Segundo alguns biógrafos, ele seria bissexual. A mãe de Clift, no entanto, «falava sem problemas da homossexualidade do filho, dizendo que ele se dera conta de ser homossexual muito cedo, talvez com doze ou treze anos».
Faleceu no seu apartamento de Nova Iorque, devido a um AVC e a complicações de saúde relacionadas com a sua dependência do álcool e das drogas. Tinha apenas 45 anos de idade.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

LANÇAMENTO DO LIVRO "MANIFESTO ANTICRISE"



Oiçam tudo. Estou lá para o meio. 
O som não está famoso, mas é uma boa recordação...

16 DE OUTUBRO - MOSHE DAYAN



EFEMÉRIDEMoshe Dayan, militar e político israelita, morreu em Telavive no dia 16 de Outubro de 1981. Nascera em Degania, na então Palestina, território sob domínio otomano, em 20 de Maio de 1915. Foi também um notável arqueólogo amador.
Iniciou a sua vida militar aos catorze anos, na Haganah (guerrilha sionista) que combatia os árabes. Quando esta organização foi declarada ilegal pelos britânicos, em 1939, Dayan e outros elementos judeus foram presos pelas autoridades britânicas durante cerca de dois anos.
Durante a Segunda Guerra Mundial, integrou uma divisão de infantaria australiana que combateu na Síria e no Líbano. Durante os combates na Síria, em 1941, perdeu o olho esquerdo, atingido por uma bala, e passou a usar uma pala negra que o tornou uma figura inconfundível. Foi condecorado pelo exército britânico.
Em 1948, na luta pela independência, comandou a região militar de Jerusalém. Na chefia das forças armadas de Israel desde 1953 e por um período de cinco anos, planeou e liderou a invasão da península do Sinai, em 1956, o que lhe valeu a reputação de grande comandante militar.
Em 1959, passou a dedicar-se à política, ingressou no Mapai, o grande partido da esquerda israelita, e foi eleito para o Knesset (parlamento). No mesmo ano, foi nomeado ministro da Agricultura do governo de David Ben-Gurion.
Em Junho de 1967, como ministro da Defesa, foi figura de proa na vitoriosa Guerra dos Seis Dias e passou a exercer crescente influência na política externa. O seu prestígio e popularidade foram abalados, porém, em Outubro de 1973, quando o Egipto e a Síria atacaram Israel de surpresa e desencadearam a Guerra do Yom Kippur. Disse-se então que o excesso de confiança, que ele transmitira ao país durante os seis anos que mediaram as duas guerras, tinha levado a enormes perdas durante os primeiros combates.
Em 1977, retirou-se por uns tempos da vida política, reaparecendo no ano seguinte como ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de Menachem Begin. Foi um dos obreiros dos Acordos de Camp David, os primeiros assinados entre Israel e um país árabe (Egipto). Faleceu dois anos depois, vítima de cancro no cólon.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

15 DE OUTUBRO - NOLITO



EFEMÉRIDENolito, de seu verdadeiro nome Manuel Agudo Durán, futebolista espanhol a jogar actualmente no Celta de Vigo, nasceu em Sanlúcar de Barrameda, Cádiz, no dia 15 de Outubro de 1986.
Começou a jogar no UD Algaida de Sanlúcar, passando depois pelo Atlético Sanluqueño, pelo Mestalla e pelo Écija Balompié, tendo ingressado no FC Barcelona com 22 anos. Estreou-se na Liga Espanhola em Outubro de 2010. No mês seguinte, marcou o primeiro golo ao serviço dos catalães, na Taça do Rei 2010/11.
Em Julho de 2011, no fim do contrato com o Barcelona, transferiu-se para o SL e Benfica, estreando-se num jogo em casa contra o Tabzonspor da Turquia, de qualificação para a Liga dos Campeões Europeus. Marcou o primeiro golo, acabando o Benfica por ganhar por 2-0. No seu segundo jogo, novamente contra o Tabzonspor, voltou a marcar um golo (1-1). Em Agosto de 2011, igualou um recorde de Eusébio, ao marcar golos nos seus cinco primeiros jogos oficiais na época de estreia.
Em Janeiro de 2013, foi emprestado ao Granada até ao fim da temporada. Em Julho, assinou um contrato de quatro anos com o Celta de Vigo por 2,6 milhões de euros.
Do seu palmarés, fazem parte: o título de Campeão de Espanha 2010/11 (Barcelona), Vice Campeão de Portugal 2011/12 e vencedor da Taça da Liga de Portugal 2011/12 (Benfica).

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

14 DE OUTUBRO - CLIFF RICHARD


 
EFEMÉRIDECliff Richard, de seu verdadeiro nome Harry Rodger Webb, cantor britânico, nasceu em Lucknow, na Índia, no dia 14 de Outubro de 1940.
Com a banda “The Shadows”, dominou o cenário musical popular britânico no final dos anos 1950 e começo dos 1960. No fim da década de 1960, Cliff e os outros componentes dos “Shadows” decidiram seguir carreiras separadas. O grupo prosseguiu as suas actuações, só voltando a actuar com Cliff em 2009 e 2010. A partir de então, só causas humanitárias e de beneficência os voltarão a reunir.
A conversão ao Cristianismo (conhecida oficialmente em 1966) e uma subsequente sofisticação na sua música fez com que evoluísse do rock e hard rock inicial para outros estilos, como: pop rock, gospel (rockspell), reggae, country, comédias musicais, etc.. Depois de meio século de carreira, Cliff continua a ser muito popular no Reino Unido, na Europa, na Austrália, na Nova Zelândia e no Japão, embora nunca tenha tido grande êxito nos Estados Unidos. Dedica-se a muitas obras de caridade e, durante os seus concertos, refere-se frequentemente à sua fé em Deus.
Editou mais de 100 CD de sucesso, sendo – juntamente com Elvis Presley – o único artista a estar na lista dos discos mais vendidos durante os anos 1950 a 1990, tendo por isso direito a ser mencionado no “Guiness Book”. Terá vendido até hoje para cima de 250 milhões de discos.
É frequentador assíduo do Algarve desde 1961, dividindo actualmente a sua vida entre Portugal e os Barbados. Adquiriu uma casa em Albufeira e dedica-se à produção de vinhos. A sua marca “Vida Nova” tem sido premiada em inúmeros concursos internacionais, enquanto ele se tornava num dos grandes embaixadores do turismo algarvio. Possui também moradias em Nova Iorque e Inglaterra.
Foi feito Oficial da Ordem do Império Britânico em 1980, tendo sido enobrecido em 1995 pela rainha Isabel II, o que lhe dá o direito a ser tratado por “Sir”.

domingo, 13 de outubro de 2013

CLIFF RICHARD - 73º ANIVERSÁRIO AMANHÃ


13 DE OUTUBRO - CRISTOVAM PAVIA



EFEMÉRIDECristovam Pavia, de seu verdadeiro nome Francisco António Lahmeyer Flores Bugalho, poeta português, morreu em Lisboa no dia 13 de Outubro de 1968. Nascera, igualmente na capital portuguesa, em 7 de Outubro de 1933, tendo passado a infância em Castelo de Vide. Era filho do também poeta Francisco Bugalho, da geração da revista “Presença”. Utilizou igualmente os pseudónimos Sisto Esfudo, Marcos Trigo e Dr. Geraldo Menezes da Cunha Ferreira.
A partir de 1940, residiu em Lisboa, onde terminou os estudos liceais. Frequentou depois a Faculdade de Direito de Lisboa, que abandonou para ingressar na Faculdade de Letras.
Entre 1960 e a sua morte, trabalhou na construção civil, vivendo entre Lisboa, Castelo de Vide, Paris e Heidelberg, onde recebeu acompanhamento psicoterapêutico.
A sua única obra poética editada em vida, “35 Poemas”, data de 1959, embora tenha colaborado com poesias de sua autoria em diversos jornais e revistas, como “Diário Popular”, “Árvore”, “Anteu”, “Távola Redonda” e “Serões”. Morreu, prematuramente, seis dias depois de ter completado 35 anos de idade.

L.I.B.E.R.D.A.D.E.

(Formatação de Fátima de Souza - Bahia)

sábado, 12 de outubro de 2013

12 DE OUTUBRO - JOÃO RUI DE SOUSA


 
EFEMÉRIDEJoão Rui de Sousa, poeta, ensaísta e crítico literário português, nasceu em Lisboa no dia 12 de Outubro de 1928. Depois de ter concluído um curso de Técnico Agrícola na Escola Prática de Agricultura D. Dinis, e já a trabalhar num organismo de coordenação económica, onde desempenhou funções no sector da documentação e edições, licenciou-se em Ciências Históricas e Filosóficas na Faculdade de Letras de Lisboa.
Dirigiu em 1955, juntamente com António Carlos, António Ramos Rosa, José Bento e José Terra – todos eles ligados à revista “Árvore”, extinta compulsivamente pela PIDE (polícia política do regime de Salazar) em 1953 – a revista “Cassiopeia”, onde se estreou literariamente com dois poemas e o ensaio “A Angústia e o Nosso Tempo”. Poemas seus foram igualmente publicados nos “Cadernos do Meio-Dia” e em “Notícias do Bloqueio”.
Integra uma geração poética que assimila e supera as estéticas surrealista e neo-realista e que tende a recusar todo o tipo de tentação de facilidade, seja a nível rítmico, seja a nível da expressão imagética, vocacionando-se para a fixação do real num enquadramento de reflexão ontológica.
A partir de 1982 e até à sua aposentação em 1993, trabalhou como investigador na área de espólios literários da Biblioteca Nacional de Lisboa. Foi membro do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários e júri de diversos prémios de poesia.
Os seus poemas só começaram a ser revelados em livro no início da década de sessenta, com “Circulação”. Colaborou em muitos jornais e revistas, nacionais e estrangeiros, e tem participado em recitais de poesia em diversos pontos do país. Está representado em mais de três dezenas de antologias e volumes colectivos.
Ao nível de actividade ensaística, e com predomínio da crítica de poesia, tem igualmente colaboração em cerca de vinte publicações periódicas, destacando-se: “Colóquio – Letras”, “JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias”, “A Capital”, “O Tempo e o Modo”, “Seara Nova”, “Crítica”, “Folhas de Poesia”, “Bandarra”, “Cronos” e “Nova Renascença”, entre outras.
Em sessões públicas de vária índole ou sob a forma prefacial, tem feito a apresentação de muitos autores e de algumas das suas obras. Para além de estudos mais desenvolvidos e já recolhidos em publicações, nomeadamente sobre Cesário Verde e Mário Saa, teve responsabilidades na organização e na apresentação de volumes como “Fotobibliografia de Fernando Pessoa” (1988) e “Poesias Completas de Adolfo Casais Monteiro” (1993).
Em 2002, recebeu o Prémio da Associação Nacional de Críticos Literários, ex-aequo com o jornalista e escritor Baptista Bastos. Em 2012, foi distinguido por unanimidade com o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores/Caixa Geral de Depósitos. Este prémio de consagração, no valor de 25 mil euros, tem sido atribuído – de dois em dois anos – a escritores de ficção, poesia e ensaio. Distinguiu até agora, entre outros, José Saramago, Miguel Torga, Eugénio de Andrade e Mário Cesariny.

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