domingo, 30 de junho de 2013

QUADRAS SOLTAS DO SANTO ANTÓNIO

SANTO ANTÓNIO
EM PEDREIRAS
 1
A crise é das verdadeiras
(Faço figas ao demónio),
Mas irei até Pedreiras
Festejar o Santo António.
2
Em Pedreiras festejado,
Santo António, meu amor:
- Deixa-me estar ao teu lado
Neste dia redentor!
3
Afugento o demónio,
Amenizo as canseiras,
Bailarei no Santo António
Festejado em Pedreiras.
4
Santo António, meu santinho,
Vou saltar tuas fogueiras,
Comer sardinhas com vinho
Nessa noite, em Pedreiras.

Gabriel de Sousa

30 DE JUNHO - TOMISLAV IVIĆ

EFEMÉRIDETomislav Ivić, ex jogador de futebol e treinador jugoslavo, nasceu em Split no dia 30 de Junho de 1933. Morreu na mesma cidade, então já em território croata, em 24 de Junho de 2011. Como treinador, conquistou títulos em seis países diferentes (Jugoslávia, Holanda, Bélgica, Turquia, Portugal e Espanha) e treinou três selecções nacionais.
Teve uma curta e modesta carreira de jogador, representando os dois clubes da sua terra natal (RNK Split e Hajduk Split). Como treinador, teve uma carreira brilhante.
Treinou o FC do Porto em 1987/88, tendo conquistado a Super Taça da UEFA e a Taça Intercontinental de 1987, e o Campeonato e a Taça de Portugal 1987/88. Antes, já tinha vencido a Liga Holandesa com o Ajax (1976/77) e o Campeonato Belga com o Anderlecht (1980/81). Treinara igualmente o RNK Split, o Hajduk Split (3 vezes Campeão Jugoslavo e 4 vezes vencedor da Taça da Jugoslávia), a Selecção Jugoslava, o Dínamo de Zagreb, o Galatasaray (venceu a Taça da Turquia 1984/85), o US Avellino de Itália e o Panathinaïkos da Grécia, entre outros.
Depois de sair do Porto, orientou o Paris Saint-Germain, o Atlético de Madrid (venceu Taça de Espanha 1990/91) e o Olympique de Marselha.
Na época 1992/93, foi treinador do SL Benfica e, em 1993/94, voltou ao Porto, sem contudo ganhar qualquer título. Do Porto, saiu mesmo antes da época findar. Em 1994, treinou a Selecção Croata e, em 1995, regressou ao Dínamo de Zagreb. Em 1995, voltou à Turquia como responsável do Fenerbahçe. Seguidamente foi para os Emiratos Árabes, para treinar durante duas épocas o Al Wasl Dubaï. Em 1997, partiu para o Irão para orientar durante uma temporada um dos maiores clubes do país, o Persépolis FC. Treinou depois a Selecção Iraniana.
Em 1998/1999 e em 2000, dirigiu a equipa do Standard de Liège. Em 2001/02, voltou ao Marselha como director desportivo, numa ocasião em que o clube lutava pela sua manutenção na liga principal. O objectivo foi atingido, mas Tomislav Ivić deixou o clube por se sentir cansado e doente. Decidiu mesmo parar com a sua carreira, embora tenha sido ainda director desportivo do Al-Ittihad da Arábia Saudita em 2002/04. Morreu aos 77 anos, devido a problemas cardíacos, após uma carreira movimentada e atribulada, mas cheia de sucessos.  

sábado, 29 de junho de 2013

29 DE JUNHO - ANA FREE

EFEMÉRIDEAna Free, de seu verdadeiro nome Ana Gomes Ferreira, cantora, compositora e intérprete portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 29 Junho de 1987. É uma presença musical crescente no popular site YouTube, onde os seus vídeos já tiveram mais de 29 milhões de visualizações. É considerada uma seguidora de Mia Rose, que se tornou famosa igualmente através daquele site. Aliás, em 2008, Ana Free e Mia Rose apareceram juntas no tema “Seen your Face”.
Filha de mãe britânica e de pai português, cresceu com o seu irmão mais velho em Cascais. Muito cedo, mostrou a sua paixão pela poesia, começando a escrever e a compor aos dez anos de idade. Aos 8 anos, o pai começara a ensiná-la a tocar numa pequena guitarra que pertencia ao irmão mais velho.
Durante os anos seguintes, já tocava guitarra fluentemente e acumulou mais de 300 composições originais. Teve aulas de piano durante 3 anos e foi igualmente apaixonada pela dança, tendo participado em aulas de jazz, ballet e sapateado. Durante a infância, estudou na St. Julian’s International School em Carcavelos, onde adquiriu um sotaque característico. Em Maio de 2005, terminou o seu bacharelato internacional.  
Ana Free foi muito influenciada pelas músicas que o pai costumava tocar para ela, quando era criança. Cresceu a ouvir artistas como Eric Clapton, The Beatles e Bob Marley. Aprendeu a tocar muitas canções de blues na guitarra, que praticava com o pai. Costumava pedir emprestados os álbuns do irmão e ouvia artistas como Bryan Adams, Guns'n'Roses, Bon Jovi e Aerosmith. Também era fã de artistas pop muito conhecidas: Christina Aguilera, Britney Spears e Spice Girls.
Teve a sua primeira actuação ao vivo na televisão em 2007, na TVI, onde cantou “Crazy”, uma canção original. O seu primeiro single, que foi lançado em Maio de 2008, “In My Place”, foi um sucesso. A popularidade desta canção levou a que o tema fosse escolhido para banda sonora de séries e novelas como “Morangos com Açúcar” e “Podia Acabar o Mundo”.
Em Novembro de 2008, foi convidada para gravar o tema português “Voa Até Ao Teu Coração”, quando do lançamento do filme da DisneySininho”, para o qual também gravou um videoclip.
No Outono de 2009, gravou em Londres o seu primeiro EP “Radian”, com 5 faixas acústicas pop. Em Fevereiro e Março de 2010, lançou este EP através de actuações em Miami e Nova Iorque. Teve ainda grande destaque através de um outdoor exposto na Times Square. As faixas seleccionadas para este álbum correspondem às músicas mais populares no seu canal do YouTube.
Em Maio de 2010, viajou para a cidade de Nova Iorque para trabalhar com o realizador de cinema, produtor musical e escritor britânico Mark Maclaine, com o objectivo de filmar o videoclip de “Questions In My Mind”, a primeira faixa do EP “Radian”.
Ana está frequentemente em digressão por Portugal e, ocasionalmente, em Londres e Nova Iorque. Abriu o palco para o cantor/compositor britânico James Morrison no Verão de 2010 e, em Novembro, abriu o espectáculo da Shakira, momento que ela considera um dos mais especiais da sua carreira. Foi a única artista feminina a abrir o palco ao cantor Joe Brooks, na sua digressão pelo Reino Unido. Algumas das suas canções mais populares atingiram mais de um milhão de visualizações no YouTube.
Encontra-se actualmente a viver e a gravar em Inglaterra e terminou em 2008, com menção honrosa, a licenciatura em Economia na Universidade de Kent. Escreveu uma dissertação sob o título “Qual o Impacto da Tecnologia sobre a Estrutura das Grandes Gravadoras (entre 1995 e 2005)”, pela qual recebeu uma distinção.
No momento em que a sua popularidade online começou a aumentar, foi abordada por várias gravadoras que queriam contratá-la, mas isso não se concretizou na altura devido ao seu desejo de terminar o curso universitário antes de tomar uma decisão. Para além de ser fluente em Inglês e Português, Ana fala também Espanhol, Francês e Grego.
Ana Free tem contribuído para várias causas de beneficência, incluindo a Liga Portuguesa contra o Cancro. Em 2010, a Make A Wish Foundation trabalhou com ela para satisfazer os desejos de uma jovem fã adolescente que sofre de fibrose cística, convidando-a a ela e à família para passar cinco dias em Londres.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

28 DE JUNHO - PIETRO MENNEA

EFEMÉRIDEPietro Paolo Mennea, atleta italiano especialista em provas de velocidade, nasceu em Barletta no dia 28 de Junho de 1952. Morreu em Roma, em 21 de Março de 2013, vítima de cancro. Foi detentor do recorde mundial dos 200 metros durante dezassete anos, entre 1979 e 1996, ano em que essa marca foi batida por Michael Johnson. Considerado como um dos melhores velocistas europeus de todos os tempos (ainda hoje é o oitavo melhor de sempre nos 200 metros), Mennea foi Campeão Europeu desta prova em 1974 e 1978 e de 100 metros em 1978. Em 1980, sagrou-se Campeão Olímpico de 200 metros nos Jogos de Moscovo.
Iniciara-se na modalidade de marcha, antes de se dedicar às provas de velocidade sob a orientação de Carlo Vittori, que foi o seu treinador durante toda a sua carreira.
Em 1971, ganhou a medalha de bronze na estafeta 4x100 m dos Campeonatos Europeus. Nova medalha de bronze nas Olimpíadas de Munique (1972) na final dos 200 metros.
O recorde mundial dos 200 metros (19.72 s) foi obtido nos Jogos Mundiais Universitários realizados no México em 1979.
Depois de abandonar o atletismo, Mennea concluiu os estudos de Direito e seguiu a carreira da advocacia, ao mesmo tempo que exercia a actividade de professor de Ciências Motoras e do Desporto na Universidade Gabriele d'Annunzio de Chieti. Também desempenhou actividade política, tendo sido eleito para deputado do Parlamento Europeu entre 1999 e 2004.
As suas melhores marcas foram 10.01 s nos 100 metros (4/9/1979), 19.72 s nos 200 metros (12/9/1979) e 45.87 s nos 400 metros (15/5/1977). Continua a ser detentor do recorde europeu de 200 metros.
Tinha o hábito de apontar o dedo indicador para o céu, após cada vitória. Era «o dedo de Deus», segundo a sua própria explicação.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

27 DE JUNHO - SVETLANA KUZNETSOVA

EFEMÉRIDESvetlana Aleksandrovna Kuznetsova, tenista russa, nasceu em Leninegrado, actual São Petersburgo, no dia 27 de Junho de 1985. Profissional desde 2000, ganhou dois torneios do Grande Chelem: o US Open de 2004 e o Roland Garros em 2009.
Svetlana Kuznetsova faz parte de uma família de grandes desportistas ligados ao ciclismo. O pai foi treinador de vários campeões mundiais e olímpicos, a mãe foi seis vezes Campeã do Mundo e o irmão foi Medalha de Prata nas Olimpíadas de 1996 em Atlanta. 
Svetlana começou igualmente a praticar ciclismo, mas esta modalidade não a seduziu e passou a concentrar-se no ténis. Ganhou o seu primeiro troféu pouco antes de completar 16 anos, ao vencer o ITF de Cagliari. Ganhou vários torneios de pares juntamente com a espanhola Arantxa Sánchez, entrando para a lista das 100 Melhores Jogadoras do Mundo.
Em 2003, chegou aos quartos de final do torneio de Wimbledon, depois de uma difícil vitória sobre uma outra esperança do ténis russo, Maria Sharapova.
A sua consagração chegaria em 2004: após vencer vários torneios, em singulares e pares, venceu o US Open, depois de derrotar sucessivamente Amy Frazier, Mary Pierce, Nadia Petrova, Lindsay Davenport e, finalmente, a sua compatriota Elena Dementieva.
Em 2005, confrontada com alguns problemas pessoais, baixou nitidamente de forma, embora conseguindo algumas vitórias em pares. Recuperou em 2006, chegando à final de vários torneios e sendo a nº 4 do Top Mundial no fim da época.
Em 2007, chegou à final do US Open, mas perdeu com a nº1 mundial. Ascendeu ao 2º lugar da classificação WTA.
Em 2008, desceu para nº 4 mundial, atrás de Ana Ivanović, Maria Sharapova e Jelena Janković. Em 2009, conseguiu finalmente o seu segundo título do Grand Chelem, vencendo a final do torneio Roland Garros e subindo para nº 3 mundial. A sua carreira parece ter começado a entrar em declínio a partir de 2010. É actualmente a 28º tenista do ranking mundial. 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

26 DE JUNHO - ANA ZANATTI

EFEMÉRIDE Ana Maria Zanatti Olival, actriz, escritora e apresentadora de televisão portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 26 de Junho de 1949.
Estudou num colégio católico e, mais tarde, no Liceu Pedro Nunes. Na Faculdade de Letras de Lisboa, frequentou o curso de Filologia Românica, que acabou por abandonar para ingressar no Curso de Teatro do Conservatório Nacional e dedicar-se ao teatro, rádio, televisão e cinema.
Estreou-se em 1968 no Teatro da Trindade, na Companhia Nacional de Teatro dirigida por Francisco Ribeiro (Ribeirinho). Anos depois, foi convidada para ser apresentadora na RTP onde, a par do seu trabalho como actriz, tem dado voz a inúmeros documentários, telejornais, concursos, noites de cinema, programas sobre artes/espectáculos e festivais da canção, alguns deles em parceria com apresentadores bastante conhecidos como Eládio Clímaco, Fialho Gouveia, Alice Cruz, Maria Elisa, António Sala, Artur Agostinho e Henrique Mendes. Ao longo de 12 anos, foi também a voz institucional do canal Odisseia.
Entre 1968 e 1999, participou em inúmeras peças de teatro de diversos géneros, incluindo o teatro de revista, onde recebeu o Prémio Revelação (1980).
Iniciou a sua carreira no cinema em 1968, com o filme “Estrada da Vida” de Henrique Campos, mas foi em 1982 que desempenhou o papel mais importante da sua carreira, no filme “O Lugar do Morto” de António Pedro Vasconcelos, um marco na história do cinema português e até hoje um dos filmes que teve mais espectadores. A sua presença no cinema e em telefilmes tem-se mantido assídua e foi galardoada com diversos prémios, como o Sete (1986) e o Globo de Ouro da SIC (1997).
Desde 1978, a sua participação em telenovelas e em outros trabalhos de televisão tem sido uma constante. Participou em séries como “A Senhora Ministra”, “Ballet Rose”, “Nico D'Obra”, “Nós os Ricos”, “Médico de Família”, “Morangos com Açúcar”, “Os Compadres”, bem como nas telenovelas “Vila Faia”, “Verão Quente”, “Desencontros”, “Ajuste de Contas”, “A Senhora das Águas” e “Saber Amar”, entre outras.
Em 1984, foi convidada para representar Portugal no espectáculo comemorativo da entrada de Portugal e Espanha na CEE em Estrasburgo, no Parlamento Europeu.
Em 1988, foi co-autora com Rosa Lobato de Faria, da telenovela “Passerelle” e, a partir desse momento, desenvolveu outros trabalhos de autoria, como “O Espírito da Cor” (um documentário em 12 episódios) e “Cacau da Ribeira” (10 episódios de ficção), tendo em 2009 sido co-autora e apresentadora do programa “Sete Palmos de Testa” na RTP2.
Foi também autora de letras para diversas canções, interpretadas por vários cantores, nomeadamente “Telepatia” de Lara Li e outros temas cantados por Mafalda Sacchetti, Paulo de Carvalho, Carlos Zel, Dina, Lena d'Água, Alexandra e outros.
Em 2003, publicou o seu primeiro romance “Os Sinais do Medo”, seguindo-se “Agradece o Beijo” e uma trilogia de contos infantis “O Povo Luz e os Homens Sombra”.
Ana Zanatti tem sido membro de diversos júris de cinema, quer para atribuição de subsídios estatais quer para atribuição de prémios.
Em 2009, foi convidada para ser uma das oradoras na sessão de apresentação pública do primeiro movimento da sociedade civil de defesa dos direitos dos homossexuais ao casamento, realizada no Cinema São Jorge, em Lisboa. Nessa altura, tornou pública a sua homossexualidade.
Em 2011, editou o livro, “Teodorico e as Mães Cegonhas” e fez as dobragens do jogo “Uncharted 3 (PlayStation). Em Maio de 2013, publicou o romance “E onde é que está o Amor?”.

terça-feira, 25 de junho de 2013

25 DE JUNHO - GUILHERME PARAENSE

EFEMÉRIDEGuilherme Paraense, primeiro brasileiro a conquistar uma Medalha de Ouro Olímpica, nasceu em Belém no dia 25 de Junho de 1884. Morreu no Rio de Janeiro em 18 de Abril de 1968.
Quando tinha 5 anos, a família mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ele viria a frequentar a Escola Militar do Exército. Tornou-se soldado aos 18 anos e posteriormente cabo, até chegar a tenente na década de 1910. Nessa época, passou a competir como atirador, em representação do Fluminense Football Club. Foi um dos 25 atletas convidados para participar na primeira delegação brasileira a ir a uma Olimpíada, mais precisamente aos Jogos Olímpicos de Antuérpia, em 1920.
Embarcou com mais sete companheiros, a bordo do navio “Curvello”, todos por conta própria. Desembarcaram em Lisboa, de onde prosseguiram de comboio para a Bélgica, visto terem sido informados que o navio não chegaria a Antuérpia a tempo de poderem participar nos Jogos. Depois de uma viagem de 27 dias até à capital belga, foram-lhes roubadas as armas e as munições durante o transbordo para Antuérpia.
Com tantos percalços, chegaram aos Jogos bastante desmoralizados, com fome e sem material desportivo. Impressionados com a situação dos colegas, os atiradores norte-americanos emprestaram-lhes armas e munições modernas, fabricadas especialmente pela empresa Colt. Com elas, vieram a ganhar medalhas de Ouro, Prata e Bronze. Paraense venceu a prova de revólver a 30 metros, obtendo 274 pontos dos 300 possíveis e conquistando a primeira Medalha de Ouro Olímpica brasileira. Ganhou ainda uma Medalha de Bronze por equipas, na prova de pistola livre a 50 metros.
No regresso ao Brasil, foram recebidos triunfalmente no porto do Rio de Janeiro e homenageados pelo presidente da República, Epitácio Pessoa. Antes de encerrar a carreira de atirador, em 1930, Guilherme Paraense foi ainda Campeão nos Jogos Sul-Americanos de 1922 e no I Campeonato Brasileiro de Tiro em 1927. No Exército, chegou à patente de tenente-coronel em 1941, passando à reserva em 1952.
Era casado e pai de três filhos. Morreu aos 83 anos, vítima de enfarte. O polígono de tiro da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, foi baptizado com o seu nome, em sua homenagem.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

24 DE JUNHO - JACK DEMPSEY

EFEMÉRIDEJack Dempsey, de seu verdadeiro nome William Harrison Dempsey, boxeur americano, nasceu em Manassa, Colorado, no dia 24 de Junho de 1895. Morreu em Nova Iorque, em 31 de Maio de 1983. Foi Campeão Mundial de Pesos Pesados entre 1919 e 1926.
Filho de pais de origem humilde, Dempsey saiu de casa aos 16 anos de idade, a fim de tentar ganhar a vida pelos seus próprios meios.
No início da carreira, fez alguns combates sob o nome artístico de “Kid Blackie”, tendo depois resolvido trocar o seu nome para Jack Dempsey. O seu primeiro combate, de que há memória, ocorreu em 1914, quando empatou com Young Herman, num combate de seis assaltos.
O estilo agressivo e o poder destruidor de Dempsey fizeram dele um dos pugilistas mais populares de toda a história do boxe. Ágil e forte, usava de combinações e golpes duros para derrotar os adversários. Dempsey, que era destro, era também capaz de assumir uma postura de canhoto durante os combates, o que confundia os adversários.
Procurando disputar o título mundial de pesos pesados, Dempsey defrontou vários concorrentes. Foi superado por Jim Flynn, em 1917, na única vez que foi derrotado por KO em toda a sua carreira.
Após brilhantes actuações em 1918, conseguiu a chance de disputar o título mundial, em meados de 1919, subindo ao ringue frente ao campeão Jess Willard. Realizado em Toledo, no Ohio, o combate acabou por se transformar num verdadeiro massacre, em que Dempsey bateu por KO o gigante Willard, que resistiu estoicamente mas foi impedido de continuar o combate, em virtude dos seus graves ferimentos, que incluíam fracturas na mandíbula e nos ossos da face, além da quebra de vários dentes e de algumas costelas. Esta vitória tornou-se motivo de controvérsia, em virtude de haver especulações levantando a suspeita de que Dempsey havia colocado objectos metálicos no interior das luvas, o que explicaria a extensão das lesões sofridas por Willard. Em contraposição, existe uma outra versão que, através de análises fotográficas, sugere que as lesões de Willard podem ter sido exageradas nos relatos da imprensa da época.
Uma vez campeão mundial, Dempsey colocou o seu cinturão em disputa pela primeira vez em 1920, contra Billy Miske. Fez a sua segunda defesa de título contra Bill Brennan, encontrando um adversário à sua altura. Aos dez assaltos, Dempsey sangrava profusamente da orelha esquerda e encontrava-se atrás na contagem de pontos. Todavia, no décimo segundo assalto, desferiu uma poderosa sequência de golpes em Brennan, que foi ao chão e já não se levantou.
Na sua terceira defesa do título de pesos pesados, defrontou o francês Georges Carpentier, então campeão mundial de meios pesados e que – para muitos do seu tempo – era considerado o melhor pugilista daquela época. O combate realizou-se em 1921 e foi o primeiro a ser transmitido pela rádio, além de ter atraído um público de mais de 80 mil pessoas, o que acabou por o transformar no primeiro a gerar um encaixe superior a 1 milhão de dólares. Dentro do ringue, Carpentier parecia o melhor e controlou o combate até ao segundo assalto, altura em que fracturou o polegar da mão direita. A partir de então, Dempsey passou a dominar, castigando Carpentier, que acabou por ir à lona no quarto round. Carpentier ainda conseguiu erguer-se, mas foi definitivamente batido por KO.
Dempsey só voltou a colocar o seu cinturão em disputa em 1923, derrotando Tommy Gibbons e o argentino Luis Ángel Firpo.
Dempsey negou-se depois a pôr o título em jogo contra o negro Harry Wills e passou a dedicar-se a outras formas de ganhar a vida, tais como diversas participações em filmes.
Após três anos de afastamento dos ringues, em meados de 1926 regressou contra Gene Tunney, num combate que atraiu um público recorde de mais de 120 000 pessoas. Amplamente dominado por Tunney, ao longo de dez assaltos, Dempsey acabou por perder aos pontos, o que lhe custou a perda do título. Após pensar em dizer adeus ao boxe, voltou a enfrentar Tunney, num combate que valia novamente o título mundial de pesos pesados. Realizado em Chicago, resultou num recorde de bilheteira. Dempsey foi novamente derrotado aos pontos, após um combate polémico. Incapaz de recuperar o seu título mundial, Dempsey nunca mais voltou a realizar um combate oficial e retirou-se depois definitivamente dos ringues.
Em 1977, com a colaboração da filha Barbara, redigiu a sua autobiografia (“Dempsey”). Faleceu em 1983, aos 87 anos de idade, em virtude de uma insuficiência cardíaca. Em 1990, fez parte da primeira lista de pugilistas que tiveram os seus nomes imortalizados no International Boxing Hall of Fame.

domingo, 23 de junho de 2013

23 DE JUNHO - JONAS SALK

EFEMÉRIDE – Jonas Edward Salk, médico, biólogo, virologista e epidemiologista norte-americano, conhecido por ter sido o inventor da primeira vacina anti-poliomielite, morreu em La Jolla no dia 23 de Junho de 1995. Nascera em Nova Iorque, em 28 de Outubro de 1914.
Os pais eram imigrantes judeus oriundos da Rússia. Fez os seus estudos na Universidade de Michigan. Foi depois apoiado financeiramente pelo exército americano, que o contratou para desenvolver uma vacina contra a gripe, a ser aplicada nos combatentes da Segunda Guerra Mundial.
Depois dos primeiros sucessos, Salk criou o seu próprio laboratório na Universidade de Pittsburgh, onde se tornou também professor. A Infantile Paralysis Foundation concedeu-lhe uma generosa bolsa, que lhe permitiu descobrir em 1954 uma vacina contra a poliomielite. Depois de testada em mais de um milhão de crianças, a vacina foi declarada eficaz em Abril de 1955. Decidiu não registar a respectiva patente, para que a vacina ficasse mais acessível aos milhões de pessoas que dela necessitavam. Segundo algumas estimativas, ele teria assim renunciado a um lucro de cerca de 7 mil milhões de dólares. Em 1960, fundou em La Jolla o Salk Institute for Biological Studies, que se tornaria um dos maiores centros de pesquisas médicas do mundo.
Até 1955, quando a vacina começou a ser administrada, a poliomielite era considerada como o problema de saúde pública mais assustador do pós-guerra norte-americano. As epidemias anuais eram cada vez mais devastadoras. A epidemia de 1952 foi o pior surto na história dos Estados Unidos. Dos quase 58 mil casos notificados naquele ano, 3 145 pessoas morreram e 21 269 ficaram com algum tipo de paralisia. A maioria das vítimas eram crianças. De acordo com um documentário da PBS feito em 2009, o segundo maior temor dos americanos, naquela época, era a poliomielite, perdendo apenas para o medo que o país tinha de ser atacado por uma bomba atómica. Foi por isso que os cientistas iniciaram uma corrida frenética para encontrar um meio de prevenir e curar a doença. Salk trabalhou dezasseis horas por dia, sete dias por semana, durante muito tempo, para chegar à descoberta da vacina.
Em 1969, Jonas Salk encontrou em La Jolla, por intermédio de amigos comuns, Françoise Gilot, uma pintora que tinha vivido vários anos com Pablo Picasso (de quem teve dois filhos: Claude e Paloma Picasso). Casaram-se em 1970 na cidade de Paris e viveram juntos até à morte do cientista.
Nos últimos anos de vida, Salk dedicou muita da sua energia para tentar desenvolver uma vacina contra a Sida. Ele não buscava fama nem fortuna com as suas descobertas e teria mesmo dito: «A quem pertence a minha vacina? Ao povo! Alguém pode patentear o Sol?». Não tinha qualquer ambição de se tornar milionário, dizendo que o seu salário e as dádivas recebidas eram mais que suficientes para viver serenamente.

sábado, 22 de junho de 2013

22 DE JUNHO - LUÍS FILIPE VIEIRA

EFEMÉRIDELuís Filipe Ferreira Vieira, empresário português e actual presidente do SL e Benfica, nasceu em Lisboa no dia 22 de Junho de 1949.
Foi presidente do FC de Alverca, então filial do Benfica, no princípio do ano 2000. Em 2001, passou a fazer parte da estrutura do Benfica, sendo o responsável pelo futebol profissional. Foi eleito em Novembro de 2003 como 33º presidente da direcção. Foi um dos impulsionadores da construção do novo Estádio da Luz e do novo centro de estágios do Seixal. O Benfica tornou-se a instituição com maior número de sócios, detendo o recorde do Guinness.
Foi reeleito para um segundo mandato em Outubro de 2006. Três anos depois, em Julho de 2009, foi eleito para um terceiro mandato, tendo obtido 91,74% dos votos, depois de se ter demitido para provocar eleições antecipadas.
Em Outubro de 2012, foi mais uma vez reeleito, sendo – na história do Benfica – o presidente com mais tempo à frente dos destinos do clube.
Durante os seus mandatos, a equipa principal de futebol conquistou os Campeonatos de 2004/05 e 2009/10, a Taça de Portugal de 2003/04, a Super Taça de 2004/05 e as Taças de Liga de 2008/09, 2009/10, 2010/11 e 2011/12. Nas restantes modalidades, o Benfica conquistou numerosos títulos nacionais e internacionais.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

PACIÊNCIA CANINA

21 DE JUNHO - JOÃO LOURENÇO

EFEMÉRIDEJoão Lourenço, actor e encenador português, nasceu em Lisboa no dia 21 de Junho de 1944.
Iniciou-se na rádio em 1952, como intérprete da Emissora Nacional. Estreou-se no teatro em 1957, na Companhia Rey Colaço – Robles Monteiro (Teatro Nacional), em “D. Inez de Portugal” de Alexandre Casona.
Em 1959, ingressou no Teatro Nacional Popular, companhia dirigida por Francisco Ribeiro. Quando esta terminou, trabalhou durante alguns anos em diversas companhias dos empresários Vasco Morgado e Giuseppe Bastos. Interpretou, entre outros autores, Samuel Beckett, Bernard Shaw, William Shakespeare, Garcia Lorca, Steinbeck, Molière, Goldoni, Beaumarchais e Lope de Vega.
Em 1966, deslocou-se ao Brasil numa digressão da companhia de Vasco Morgado. Passou pelo Teatro Ginásio do Rio de Janeiro e tomou contacto com grupos de teatro moderno brasileiro: Arena, Oficina e Opinião.
Fundou em 1966/67 o Grupo 4, ao lado de Irene Cruz, Rui Mendes e Morais e Castro. Aí produziu e interpretou diversas peças, regressando como actor ao Teatro São Luiz, numa companhia formada por Luiz Francisco Rebello.
Estreou-se como encenador em 1973, dirigindo na Casa da Comédia a peça “Oh Papá, Pobre Papá, a Mamã Meteu-te no Armário” e “Eu Estou Tão Triste”, de Arthur Kopit.
Integrando o Grupo 4, construiu em 1974/1975 um novo teatro em Lisboa, o Teatro Aberto. Em 1982, foi co-fundador do Novo Grupo de Teatro, a companhia residente do Teatro Aberto a partir de então.
Entre mais de cinquenta trabalhos, encenou obras de Bertolt Brecht, Dario Fo, Anton Tchekov e Ibsen. Participou em 1988 nas comemorações do 90° aniversário do nascimento de Bertolt Brecht, em Berlim Leste, com uma comunicação sobre as suas encenações de peças daquele autor.
No cinema, trabalhou como actor em filmes de João Mendes e Herlander Peyroteo. Para a televisão, participou no primeiro folhetim da RTP (“Enquanto Os Dias Passam”), realizou o filme “Romeu e Julieta – Uma Peça em Construção” (1989) e encenou peças de Jean Cocteau e de Poulenc.
Foi premiado como Melhor Encenador e Autor do Melhor Espectáculo, pela Associação Portuguesa de Críticos, tendo recebido várias outras distinções. Foi casado com a actriz Irene Cruz.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

20 DE JUNHO - CLÁUDIA VIEIRA

EFEMÉRIDECláudia Patrícia Figueira Vieira, actriz e modelo portuguesa, nasceu em Loures no dia 20 de Junho de 1979.
Estreou-se como actriz na série de humor da SICMaré Alta”, mas foi na TVI que se tornou mais conhecida, em “Morangos com Açúcar”. No ano seguinte, entrou na telenovela que a lançou junto do grande público, “Ilha dos Amores”, co-produzida pela TVI e pela NBP e gravada maioritariamente nos Açores.
Participou no programa televisivo “Canta Por Mim”, que tinha como finalidade apoiar diversas causas sociais. Foi eleita Mulher Triumph 2007 e, por isso, foi representante da conhecida marca de lingerie.
Após cinco anos de ligação à TVI, regressou à SIC em Junho de 2008, tendo assinado um contrato de exclusividade por três anos. A mini-série “A Vida Privada de Salazar” foi o primeiro projecto nesta nova fase da sua vida. Entrou também na telenovela “Podia Acabar o Mundo”.
Em 2009 e 2010, apresentou – juntamente com João Manzarra – duas edições do talent-showÍdolos”, que tiveram um grande sucesso e notáveis audiências.
Em 2011/12, protagonizou a novela “ Rosa Fogo”, ao lado de grandes actores como Rogério Samora, Helena Laureano, Ana Padrão, Rosa do Canto e Manuel Cavaco, entre outros. Em Março de 2012, voltou como apresentadora de mais uma edição de “Ídolos”.
Tem participado em numerosos desfiles de moda, tendo sido considerada uma das 100 Modelos Mais Bonitas de Sempre. Em 2008, participou num catálogo para a marca Mike Davis, tendo viajado até uma estância de Innsbruck para a respectiva sessão fotográfica. Fez spots televisivos para: Banco Totta, Donuts, Sagres, TMN, Adágio, Modelo, Herbal Essences, Santander Totta, etc.
Cláudia Vieira, que vive desde 2005 com o actor Pedro Teixeira, foi mãe em Abril de 2010. Interessa-se pelos problemas sociais dos mais desfavorecidos e é madrinha da Casa da Palmeira, um centro de acolhimento temporário para crianças em risco, situado em Loures, sua cidade natal.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

19 DE JUNHO - ÓSCAR BENTO RIBAS

EFEMÉRIDEÓscar Bento Ribas, escritor e etnólogo angolano, morreu em Alcoitão, Portugal, no dia 19 de Junho de 2004. Nascera em Luanda, em 17 de Agosto de 1909, filho de pai português e de mãe angolana. Fez os estudos primários em Luanda, esteve num seminário e concluiu o 5º ano no Liceu Salvador Correia. Após uma estada em Portugal, onde frequentou um curso comercial, empregou-se na Direcção dos Serviços de Fazenda e Contabilidade de Luanda. Viveu igualmente em Novo Redondo, Benguela, Ndalantando e Bié.
Considerado o fundador da ficção literária moderna angolana, iniciou a sua actividade de escritor quando ainda era estudante. A sua primeira novela, “Nuvens que passam”, foi publicada em 1927. Revelou-se profundamente interessado em temas da tradição oral, da filologia, da religião tradicional e da filosofia dos povos de língua kimbundo, sobretudo em tudo o que escreveu na década de 1960. 
Para além das suas obras de ficção, escreveu também: “Alimentação Regional Angolana” (1965), “Izomba – Associativismo e Recreio” (1965), “Cultuando as Musas” – poesia (1992) e “Dicionário de Regionalismos Angolanos”.
Ganhou o Prémio Margaret Wrong (1952), o Prémio de Etnografia do Instituto de Angola (1959), o Prémio Monsenhor Alves da Cunha (1964) e o Prémio Nacional de Cultura e Artes, nas categorias de Literatura e Investigação em Ciências Sociais e Humanas (2000).
Era membro titular da Sociedade Brasileira de Folclore (1954), Oficial da Ordem do Infante D. Henrique do governo português (1962), detentor da Medalha Gonçalves Dias da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1968) e do Diploma de Mérito da Secretaria de Estado da Cultura (1989).
Faleceu aos 94 anos, num lar da terceira idade em Alcoitão, sendo cremado como era seu desejo. As suas cinzas repousam em solo angolano. Fixara-se em Portugal na década de 1980, estando cego há longos anos. 

terça-feira, 18 de junho de 2013

18 DE JUNHO - FABIO CAPELLO

EFEMÉRIDEFabio Capello, ex futebolista italiano e actual treinador da Selecção Nacional Russa, nasceu em San Canzian d'Isonzo no dia 18 de Junho de 1946.
Durante a sua carreira de jogador, representou os seguintes clubes: SPAL Ferrara (onde se iniciou), AS Roma, Juventus e Milan AC. Pela Roma e pelo Milan, ganhou duas Taças de Itália (1968/69 e 1976/77). Pela Juventus, venceu os Campeonatos de Itália de 1971/72, 1972/73 e 1974/75. Fabio Capello vestiu 32 vezes a camisola da Selecção Italiana (1972/76).
Iniciou a carreira de treinador no Milan (1991/1996), conquistando quatro Campeonatos Italianos, três Taças de Itália e sendo finalista três vezes consecutivas da Liga dos Campeões Europeus, tendo vencido a de 1993/94, Ganhou também a Super Taça Europeia em 1994.
Em 1996/1997, treinou o Real Madrid, conquistando o Campeonato Espanhol na temporada de 1996/97. Voltou ao Milan na época seguinte, quedando-se por um modestíssimo 10º lugar no Campeonato Italiano.
De 1999 a 2004, foi treinador da Roma, conquistando o Campeonato Italiano e a Taça de Itália em 2000/01. Foi para a Juventus nas duas temporadas seguintes, conquistando os Campeonatos Italianos de 2004/05 e 2005/06, títulos que foram posteriormente anulados pela justiça italiana, no seguimento de um processo de corrupção desportiva.
Em 2006/07, voltou a treinar o Real Madrid. Após um início conturbado, conquistou o Campeonato Espanhol, o que não impediu a sua saída no final da época.  Ainda em 2007, foi anunciado como novo técnico da Selecção Inglesa, cargo de que se demitiu em Fevereiro de 2012, por não concordar com a retirada da braçadeira de capitão ao jogador John Terry.
Treina a Selecção da Rússia desde Julho de 2012. Sofreu a primeira derrota em Junho de 2013, precisamente contra a Selecção Portuguesa (qualificação para os Mundiais de 2014 a disputar no Brasil).

segunda-feira, 17 de junho de 2013

17 DE JUNHO - FÉLIX MOURINHO

EFEMÉRIDEFélix Mourinho, de seu nome exacto José Manuel Mourinho  Félix, ex guarda-redes e treinador de futebol, nasceu em Lagoa, Ferragudo (Algarve), no dia 17 de Junho de 1938.
Como jogador, representou apenas o Vitória de Setúbal (1958/68) e o CF os Belenenses (1968/74). Jogou uma vez pela Selecção de Portugal (1972).  
Foi treinador do Belenenses (1970/71), Estrela de Portalegre (1976/77), Caldas SC (1977/78), União de Leiria (1078/79), Amora FC (1979/81), Rio Ave (1981/82), Belenenses (1982/83), Rio Ave (1983/84), Varzim SC (1985), União da Madeira (1985/86), Elvas CAD (1988/89), Benfica de Castelo Branco (1989/1990) e Vitória de Setúbal (1995/1996).
Não esquece uma grande penalidade que defendeu no jogo da estreia de Eusébio no Benfica, marcada precisamente pelo Pantera Negra. Félix Mourinho, no entanto, relativiza as coisas: «Ele era ainda um menino de 19 anos…». Na altura, defendia-se sem luvas e com cuspo nas mãos…
Foi Vice Campeão Nacional na época 1972/73, em representação do Belenenses. É pai do famoso José Mourinho, actual treinador do Chelsea FC.

domingo, 16 de junho de 2013

16 DE JUNHO - LENA D'ÁGUA

EFEMÉRIDELena d’Água, de seu verdadeiro nome Helena Maria de Jesus Águas, cantora portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 16 de Junho de 1956. Subiu pela primeira vez a um palco em 1974, numa reunião de moradores do Bairro de Santa Cruz, em Benfica, quando um amigo – que se encontrava a actuar – a chamou para o acompanhar na interpretação de um tema de Sérgio Godinho. Seguiu-se a sua inesperada estreia verdadeiramente a solo, quando se acompanhou à guitarra para cantar “Ne Me Quitte Pas” de Jacques Brel.
Em Portugal, Lena d'Água foi a primeira mulher a integrar, como vocalista, uma banda de rock (os Beatnicks). A sua estreia na banda aconteceu na festa de finalistas do Liceu de Sintra, em Maio de 1976. Seguiram-se dois anos com bastantes concertos ao vivo, tendo a banda viajado também para a ilha Terceira em Julho de 1977, onde participou no Festival Musical dos Açores. A sua última actuação com a banda aconteceu em Março de 1978, na noite em que os Beatnicks fizeram a 1ª parte do concerto de Jim Capaldi, no Coliseu dos Recreios de Lisboa. Não chegou a participar no EP que a banda viria a gravar nesse ano.
Pouco tempo depois, foi convidada para fazer parte do coral do grupo Gemini, no Festival da Canção da RTP, e acompanhou-os à Eurovisão em Paris, com a canção “Dai li Dou”. Começou então a ser contratada para trabalhos de estúdio, em publicidade ou em coros de artistas consagrados. Foi igualmente em 1978, que participou na gravação do álbum “Ascensão e Queda” do grupo Petrus Castrus.
Concluíra entretanto o Curso do Magistério Primário e, no final desse ano, fez parte da Oficina de Teatro e Comunicação, uma companhia de teatro independente com quem levou à cena a peça para crianças “Ou isto ou aquilo”, com poemas de Cecília Meirelles. Lena d’Água participou como actriz e foi a directora musical. Este espectáculo foi apresentado em vários bairros pobres da periferia de Lisboa, no âmbito das campanhas de dinamização cultural que tiveram lugar naquela época.
No ano de 1979, gravou o seu primeiro disco, o singleO nosso livro” (Florbela Espanca) /”Cantiga da babá” (Cecília Meirelles). O primeiro disco de longa duração “Qual é coisa qual é ela?” foi editado pela Edipim. Juntamente com dois músicos, fundou em 1980 a banda Salada de Frutas na qual era a vocalista principal. O álbum “Sem açúcar” foi lançado em Novembro desse ano, seguindo-se vários meses de actuações ao vivo. Em Maio de 1981, foi lançado o singleRobot/Armagedom”, que teve entrada directa para o 1º lugar do TOP 20 de vendas e foi um dos maiores sucessos da década de 1980 em Portugal.
Em Setembro de 1981, Lena e um dos músicos (Luís Pedro) abandonaram o grupo para formarem a Banda Atlântida e, no mês seguinte, assinaram contrato com a editora Valentim de Carvalho. Em Novembro, foi lançado o singleVígaro Lá Vígaro Cá/Labirinto” e foi dado início aos concertos ao vivo com a nova banda.
O primeiro álbum em nome próprio, “Perto de Ti”, de 1982, foi disco de prata, falhando por pouco o de ouro, vendendo perto de 18 mil cópias. Seguiu-se, em 1983, o single ecológico “Jardim Zoológico/Papalagui” e, em 1984, o álbum “Lusitânia”, que foi igualmente disco de prata. Neste álbum, foi incluído o tema que viria a ser considerado o ex-líbris da cantora, “Sempre que o amor me quiser”. Em 1986, mudou para a editora CBS e gravou o álbum “Terra Prometida”.
Em 1987, foi editado “Aguaceiro”, igualmente disco de prata. Em 1989, gravou e editou o álbum “Tu aqui”, que incluiu a participação de Mário Laginha na canção “Essa Mulher” celebrizada por Elis Regina.
Em 1993, juntou-se a Helena Vieira e a Rita Guerra para uma produção musical do maestro Pedro Osório, gravada ao vivo com orquestra no Casino do Estoril. “As canções do século” foi disco de prata. Este espectáculo foi apresentado um pouco por todo o país até finais de 1999.
Entre 1995 e 1996, dividiu o palco com Adelaide Ferreira, numa série de concertos em que as duas cantoras se fizeram acompanhar por um septeto, para interpretarem temas de ambos os repertórios com arranjos de Pedro Osório.
Em 1996, colaborou com o grupo de música popular Gallandum em espectáculos na Ilha Terceira, em Angra do Heroísmo e no Festival Maré de Agosto na ilha de Santa Maria. Colaborou com a Brigada Victor Jara nos discos “Novas Vos Trago” de 1999 e “Ceia Louca”, que foi Prémio Zeca Afonso 2006.
Ainda em 1999, estreou no Hot Clube de Portugal um concerto dedicado ao repertório de Billie Holiday, que apresentou entre 2000 e 2003. Também por essa altura, montou o “tributo a Elis Regina”, com o qual fez alguns espectáculos durante o inverno. Foi nesta fase que aprofundou os seus conhecimentos musicais, no contacto que teve em palco com excelentes músicos de jazz portugueses.
Em 2000, apresentou-se em Angola e no México, onde participou no Festival da OTI. Também nesse ano, gravou com Jorge Palma o tema “Laura”, canção principal do telefilme da SIC A Noiva”.
Em 2006, produziu a “festa concerto” de comemoração dos seus 50 anos, no Cabaret Maxime, em Lisboa. Este espectáculo em três actos – Billie Holiday, Elis Regina e Lena d'Água – foi gravado em DVD.
Foi editado em Maio de 2007, pela EMI Portugal, o CD/DVD “Lena d'Água SEMPRE, ao vivo no Hot Clube de Portugal” gravado em Dezembro de 2005.
Filha primogénita de José Águas, glória inesquecível do futebol benfiquista e da selecção portuguesa, no período de 1950 a 1963, Lena escreveu o livro “José Águas, o meu pai herói”, que foi lançado em 2011 pela editora Oficina do Livro.

sábado, 15 de junho de 2013

TEMPOS DE CRISE (glosa)


Eu sou a folha caída
Tão triste, sem solução…
Sou experiência vivida,
Neste Mundo de ilusão!
Maria Romana

TEMPOS DE CRISE

1
Eu sou a folha caída
Desta árvore imensa,
Sou o que resta da vida
Que vivi de forma intensa.

2
Vejo o porvir tão escuro,
Tão triste, sem solução,
Um presente sem futuro
Passado em turbilhão.

3
Minha alma está dorida,
Vejo tudo do avesso.
Sou experiência vivida
Numa tristeza sem preço.

4
A injustiça impera,
Faz sofrer meu coração,
Nada de bom me espera
Neste Mundo de ilusão!


Gabriel de Sousa

15 DE JUNHO - JOSÉ GIL

EFEMÉRIDEJosé Gil, filósofo, ensaísta e professor universitário português, nasceu em Muecate, Moçambique, no dia 15 de Junho de 1939.
Após completar o ensino secundário na capital moçambicana, veio estudar Matemática na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, antes de partir para França, onde se exilou até ao fim do salazarismo. Ali prosseguiu os estudos de Matemática, passando depois para Filosofia, tendo-se licenciado em 1968 na Faculdade de Letras da Sorbonne. Um ano depois, obteve o grau de mestre, com uma tese sobre a moral de Immanuel Kant.
Iniciou a sua carreira de professor em 1965. Em 1973, já doutorado em Filosofia, com uma tese intitulada “Corpo, espaço e poder”, ascendeu a coordenador do Departamento de Psicanálise e Filosofia da Universidade de Paris VIII. Ao mesmo tempo, colaborou como tradutor de textos científicos num organismo da OCDE.
Voltou a Portugal em 1976, ao ser escolhido para adjunto do Secretário de Estado do Ensino Superior e da Investigação Científica. Em 1981, instalou-se definitivamente em Portugal, tornando-se professor auxiliar convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Destacou-se no ensino de Estética e Filosofia Contemporânea. Leccionou igualmente no Colégio Internacional de Filosofia de Paris, numa escola em Amesterdão e na Universidade de São Paulo, no Brasil. Orientou também vários seminários em Porto Alegre, no Brasil, e participou em congressos de Filosofia nos Estados Unidos da América.
A partir de 1996, passou a dirigir a Colecção de Filosofia da editora Relógio D' Água. Publicou entretanto diversos artigos e ensaios científicos em revistas e enciclopédias de todo o mundo. Também elaborou alguns trabalhos sobre o poeta Fernando Pessoa. Autor de vasta obra, assinou – em 2004 – “Portugal, Hoje. O Medo de Existir”, a sua primeira obra escrita directamente em português, que rapidamente se tornou um sucesso de vendas.
Em 2005, foi considerado pela conceituada revista francesa “Le Nouvel Observateur” como um dos 25 grandes pensadores do mundo. Em Março de 2010, deu a sua última aula, enquanto professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa

sexta-feira, 14 de junho de 2013

14 DE JUNHO - JAMELÃO

EFEMÉRIDEJamelão, de seu verdadeiro nome José Bispo Clementino dos Santos, cantor brasileiro, intérprete de “sambas enredo” na escola de samba Mangueira, morreu no Rio de Janeiro em 14 de Junho de 2008. Nascera na mesma cidade em 12 de Maio de 1913.
Começou bastante cedo a trabalhar para ajudar a família, pois os pais tinham-se separado. Levado por um amigo músico, conheceu a Estação Primeira de Mangueira e apaixonou-se pela escola de samba.
Passou a usar, um pouco mais tarde, o nome artístico de Jamelão. Começou, ainda jovem, a tocar tamborim na bateria da Mangueira e, depois, tornou-se um dos principais intérpretes da escola. Passou para o cavaquinho e, posteriormente, conseguiu alguns trabalhos na rádio e em boîtes.
A consagração chegou, verdadeiramente, como cantor de samba. A sua primeira editora foi a Odeon. Depois, trabalhou para a Companhia Brasileira de Discos, para a Philips e – mais tarde – para a Continental, onde gravou a maioria dos seus álbuns. Mais tarde, gravou ainda para a RGE e, finalmente, para a Som Livre. Entre os seus sucessos, contam-se: “Fechei a Porta”, “Leviana”, “Folha Morta”, “Não Põe a Mão”, “Matriz ou Filial”, “Exaltação à Mangueira”, “Eu Agora Sou Feliz”, “O Samba É Bom Assim” e “Quem Samba Fica”.
Jamelão foi intérprete de “sambas enredo” na Mangueira, de 1949 até 2006, sendo a voz principal a partir de 1952. Em Janeiro de 2001, recebeu a Medalha da Ordem do Mérito Cultural, entregue pelo então presidente da república brasileira, Fernando Henrique Cardoso.
Diabético e hipertenso, Jamelão teve problemas pulmonares e, desde 2006, sofreu dois derrames. Morreu numa madrugada de Junho, aos 95 anos, por falência múltipla de órgãos vitais. 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

13 DE JUNHO - GERALDINE PAGE

EFEMÉRIDEGeraldine Sue Page, actriz norte-americana, morreu em Nova Iorque no dia 13 de Junho de 1987. Nascera em Kirksville, em 22 de Novembro de 1924.
Geraldine foi nomeada para o Tony, o prémio máximo de teatro, com a peça “Doce Pássaro da Juventude” de Tennessee Williams, que voltaria a protagonizar no cinema com Paul Newman e que lhe valeria também a nomeação para o Oscar de Melhor Actriz Secundária.
Nos anos 1960, participou em diversas peças de sucesso e notabilizou-se como grande actriz de teatro. Um dos seus mais notáveis êxitos foi “Agnes de Deus”, peça representada 599 vezes, sempre com muitos aplausos do público e da crítica.
As suas raras mas brilhantes aparições na televisão, também lhe valeram dois Emmy de Melhor Actriz em Drama, com duas histórias clássicas de Truman Capote, “A Christmas Memory“ (1967) e “The Thanksgiving Visitor” (1969).
Interpretou grandes papéis em diversos filmes, como “Anjo de Pedra” (1961), “O Dia do Gafanhoto” (1975), “O Estranho Que Nós Amamos” com Clint Eastwood (1971) e “Interiores de Woody Allen (1978). Deu voz à vilã Madame Medusa em “Bernardo e Bianca” da produtora Walt Disney (1977).
O maior prémio chegaria em 1986, um ano antes da sua morte. Depois de oito nomeações, ganhou finalmente o Oscar de Melhor Actriz, com a sua interpretação no filme “The Trip to Bountiful”, sendo aplaudida longamente de pé por todos as pessoas presentes na cerimónia. Foi também nomeada duas vezes para os Globos de Ouro (1979 e 1986).
Casada durante mais de vinte anos com o actor Rip Torn, sete anos mais novo que ela, Geraldine Page morreu aos 62 anos de idade, vítima de ataque cardíaco. Estava a representar, na Broadway, a peça “Blithe Spirit” de Noel Coward. Geraldine Page foi professora de Arte Dramática, sobretudo nos anos 1980, tendo formado muitos artistas de várias nacionalidades. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

12 DE JUNHO - ADRIANA LIMA

EFEMÉRIDEAdriana Lima, top-model brasileira, nasceu em Salvador da Baía no dia 12 de Junho de 1981. Foi criada pela mãe, em virtude do pai as ter deixado quando ela tinha apenas seis meses de vida. Em 1996, ficou em segundo lugar na final mundial do concurso “Supermodel of the World”, promovido pela agência Ford Models. Aos 16 anos, assinou um contrato com a agência Elite Model e fixou-se em Nova Iorque.
Segundo a revista “Forbes”, Adriana foi a 5ª modelo mais bem paga do mundo em 2004, com ganhos calculados em quatro milhões e meio de dólares. Entre 2006 e 2009, subiu para a 4ª posição, com o ponto mais alto em 2008, com oito milhões de dólares, caindo para sete milhões e quinhentos mil em 2009, para voltar a ganhar oito milhões de dólares em 2010. Em 2005, 2006 e 2012 foi considerada, pela mesma revista, como uma das “100 celebridades mais influentes do mundo”.
Posou e desfilou em campanhas publicitárias de empresas conceituadas mundialmente, como: Ralph Lauren, Armani, Dior, Versace, Emanuel Ungaro, Valentino, Loewe, Guess, Bulgari, Pirelli, Givenchy e Louis Vuitton, entre outras. Foi capa e assunto de reportagens em algumas das mais importantes revistas de moda do mundo: “Vogue”, “Elle”, “GQ”, “Esquire” e “Cosmopolitan”. Alem de português, fala fluentemente inglês e espanhol, tendo ascendência portuguesa, francesa, africana, japonesa e índia.
Em 2007, apareceu como estrela convidada num episódio da série televisiva “How I Met Your Mother”. No ano seguinte, foi convidada para um episódio da série “Ugly Betty”, onde encarnou o seu próprio papel.
Desde 2008, é considerada a modelo mais sexy do mundo pelo site "models.com”. Em Fevereiro de 2009, casou-se com Marko Jarić, basquetebolista sérvio que joga no Real Madrid. Em Novembro de 2009, nasceu-lhes a primeira filha e, em Setembro de 2012, nasceu – igualmente em Nova Iorque – a segunda filha do casal.
Adriana Lima faz parte do grupo de manequins mais notáveis do mundo, ao lado de Claudia Schiffer, Kate Moss, Naomi Campbell, Cindy Crawford, Gisele Bündchen e Linda Evangelista.
Adriana tem apoiado diversas acções humanitárias e contribuiu para a construção do orfanato “Caminhos da Luz” na sua cidade natal. Ofereceu igualmente dinheiro a um hospital em Istambul, para crianças que estão a lutar contra a leucemia.  

GEORGES MOUSTAKI EM PORTUGUÊS


terça-feira, 11 de junho de 2013

BREVEMENTE, A UTILIZAÇÃO DOS BANCOS DE JARDIM TAMBÉM SERÁ PAGA...

Exploração pela empresa Coelho, Gaspar & Silva

11 DE JUNHO - RICARDO RANGEL

EFEMÉRIDERicardo Achiles Rangel, fotógrafo e fotojornalista moçambicano, morreu no Maputo em 11 de Junho de 2009. Nascera em Lourenço Marques (actual Maputo), no dia 15 de Fevereiro de 1924.
Filho de um empresário grego, Rangel tinha ascendência africana, europeia e chinesa. Foi criado por uma avó, nos subúrbios de Lourenço Marques. Nos anos 1960, contraiu matrimónio com uma senhora suíça, com quem viveu até falecer.
Ricardo Rangel começou a sua carreira de fotógrafo no início dos anos 1940, trabalhando na revelação de imagens num estúdio privado, o que despertou nele o interesse pela fotografia. Foi contratado como o “primeiro não branco” pelo jornal moçambicano “Notícias da Tarde”, onde trabalhou como fotógrafo em 1952. Quatro anos mais tarde, passou para o principal jornal de Moçambique, o “Notícias”.
Foi fotógrafo-chefe do semanário “A Tribuna”, de 1960 a 1964. Mudou-se para a cidade da Beira em meados dos anos 1960, trabalhando como fotógrafo para vários jornais, como o “Diário de Moçambique”, a “Voz Africana” e o “Notícias da Beira”. Regressou à capital no final da década de 1960, voltando para o “Notícias”.
Rangel juntou-se a quatro jornalistas moçambicanos em 1970, para fundar o semanário “Tempo” que, na verdade, viria a agir como a única publicação que se opunha ao governo colonial. Trabalhou no “Tempo” como fotógrafo-chefe, documentando frequentemente a pobreza e a política colonial. Muitas  das suas fotografias foram então destruídas ou proibidas pela Censura, não podendo ser publicadas ou exibidas até à independência de Moçambique. Ele era um alvo frequente da PIDE, a polícia política portuguesa.
Moçambique alcançou a independência em 1975 e Rangel teve um papel activo na formação de novos fotógrafos, durante o período pós-independência e na época da guerra civil. Foi nomeado chefe dos fotógrafos do “Notícias” em 1977, depois da maioria dos fotojornalistas portugueses ter deixado o país. Em 1981, tornou-se o primeiro director do semanário moçambicano “Domingo”. Dois anos depois, fundou o Centro de Formação (escola de fotografia) na cidade de Maputo.
Mostrou os seus trabalhos em África e na Europa, em exposições, publicações e museus. Foi eleito para a Assembleia Municipal de Maputo de 1998 a 2003, em representação do grupo de cidadãos “Juntos Pela Cidade”. Fundou também a Associação Fotográfica Moçambicana, sendo o primeiro presidente da organização e, posteriormente, seu presidente honorário. Em 2008, recebeu o doutoramento honoris causa em Ciências Sociais, «pela sua contribuição para a cultura moçambicana», da Universidade Eduardo Mondlane, que é a maior e mais antiga universidade de Moçambique.
Rangel morreu durante o sono aos 85 anos. O funeral contou com a presença de várias personalidades, incluindo a primeira-ministra de Moçambique. Música de jazz foi tocada durante o funeral, de acordo com a sua vontade. O filme “Ricardo Rangel – Ferro em Brasa”, realizado por Licínio de Azevedo, foi exibido no Instituto Camões, em Luanda, no quadro do Ciclo de Cinema da CPLP que decorreu na capital angolana em Setembro de 2009.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

10 DE JUNHO - LINO DE CARVALHO

EFEMÉRIDELino António Marques de Carvalho, político português, morreu em Lisboa no dia 10 de Junho de 2004. Nascera em Leiria, em 4 de Outubro de 1946. Técnico de contas de profissão, aderiu ao Partido Comunista Português em 1969, integrando o respectivo Comité Central desde 1988.
Entre 1987 e 2004 foi deputado à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Évora. Foi vice-presidente da Assembleia da República, membro da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa e da direcção do Grupo Unitário de Esquerda, vice-presidente do Grupo Parlamentar do PCP e deputado na Assembleia Municipal de Évora.
Foi distinguido com o prémio de Melhor Deputado, pela Associação de Jornalistas Parlamentares, em 2003. Defensor da Reforma Agrária, foi vice-presidente da Federação Nacional de Cooperativas Agrícolas de Produção e membro da Comissão Organizadora das doze Conferências da Reforma Agrária. Publicou os livros “Um Marco no Caminho da Liberdade” (2000) e “Reforma Agrária – Da Utopia à Realidade”, editado pela Campo das Letras em 2004. Foi co-autor de “As Cooperativas em Questão” (1972).
Lino de Carvalho lutou desde sempre pelos ideais da liberdade, da democracia e do progresso social. Profundamente empenhado na luta anti-fascista, participou em diversas frentes de combate à ditadura e de luta pela democracia, sendo activista de movimentos estudantis, cine clubistas e das cooperativas culturais.
Integrou a oposição democrática, envolvendo-se – desde o início – no movimento das Comissões Democráticas Eleitorais (CDE), primeiro como representante da Comissão de Estudantes Democratas de Lisboa e, depois, como dirigente na Comissão Coordenadora Nacional da CDE, intervindo activamente na experiência das candidaturas da oposição em 1969.
A sua participação na oposição e na luta antifascista levou a que sofresse perseguições e represálias da ditadura. Foi expulso do Serviço Militar Obrigatório em 1969 e preso duas vezes pela PIDE/DGS, em Janeiro de 1971 e em Abril de 1974, encontrando-se na prisão quando eclodiu a Revolução dos Cravos.
Depois do 25 de Abril de 1974, foi ainda membro da Comissão Executiva e da Comissão Nacional do Movimento Democrático Popular e candidato à Assembleia Constituinte.
Na Assembleia da República, destacou-se pela convicção e brilhantismo das suas intervenções, pelo profundo conhecimento das matérias, pela cuidada fundamentação das propostas, pela constante ligação à vida e aos problemas das populações e do país, mas também pela capacidade de diálogo e pela extrema afabilidade com que se relacionava com os outros, o que lhe granjeava simpatias em todos os quadrantes políticos. Integrou diversas comissões parlamentares, com destaque para as de Agricultura e Economia
O Presidente da República, Jorge Sampaio, que recebeu a notícia da sua morte em Bragança, onde se deslocara para as comemorações do Dia de Portugal, lamentou emocionado a perda de um «amigo de longa data”. Para o primeiro-ministro de então, Durão Barroso, «a Assembleia da República ficara mais pobre», referindo-se a Lino de Carvalho como «alguém muito combativo e por todos reconhecido como um parlamentar excepcional».

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