sábado, 30 de junho de 2007

ESPECTÁCULO INTERESSANTE

Quando a janela abrir, não clicar para a aumentar; deixá-la no tamanho em que está!

Link: http://users.telenet.be/kixx/
EFEMÉRIDE - Michael Gerard Tyson, conhecido por Mike Tyson, pugilista norte-americano, nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, no dia 30 de Junho de 1966.
Teve um começo de vida difícil. O pai abandonou o lar, quando ele tinha apenas dois anos. A partir dos onze, foi internado numa instituição para delinquentes, onde veio a iniciar a prática do pugilismo. Aos quinze anos, sagrou-se Campeão Júnior dos Estados Unidos e, no ano seguinte, foi Campeão Mundial na mesma categoria.
Profissionalizou-se em 1985 e, neste primeiro ano, ganhou os 15 combates que efectuou, onze por K.O. no primeiro round. No ano seguinte, a sua fama alastrou-se a todo o Mundo e conquistou o título mundial de pesos pesados da Confederação Mundial de Boxe (WBC). Tinha apenas vinte anos.
Continuou a arrecadar títulos e a defrontar as grandes vedetas mundiais. Muitos dos adversários temiam-no. Em 1988, casou-se com uma actriz e modelo que, no ano seguinte, pediu o divórcio considerando-o maníaco-depressivo. A sua carreira viria a ser afectada e, em Fevereiro de 1990, uma derrota por K.O. fez-lhe perder o título mundial e parece ter marcado o começo do seu declínio. Ainda obteve várias vitórias mas, em 1991, convidado para fazer parte do júri do Concurso Miss América, foi acusado de violação por uma das concorrentes. Foi condenado a seis anos de prisão, tendo cumprido apenas metade, devido ao seu bom comportamento.
Enquanto esteve preso, converteu-se ao Islão, tendo adoptado o nome de Abdel Malek Aziz. Voltou a combater em Agosto de 1995 e, ao vencer um desconhecido campeão irlandês aos 89 segundos, recebeu 25 milhões de dólares. Realizou vários combates e desafiou o pugilista que o havia vencido em 1990 para a desforra. Voltou a perder e de novo o desafiou. Seria o “combate do século” mas, inesperadamente, a quarenta segundos do fim do terceiro round, Tyson mordeu a orelha do adversário, arrancando-lhe um bocado. Reatado o combate voltou a mordê-lo e foi desclassificado. Foi impedido durante mais de um ano de praticar a modalidade. Voltou a combater, mas já era uma sombra do passado. Já nos anos 2000, abandonou a carreira e dedicou-se a exibições, para poder pagar as suas dívidas.
Ao todo, realizou 58 combates, tendo sido derrotado apenas em seis. Foi várias vezes Campeão do Mundo. Reverso da medalha, teve várias condenações por agressão, violação e posse de cocaína. A sua vida inspirou alguns filmes, vários jogos de vídeo e de computador e uma banda desenhada.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Giacomo Leopardi, filósofo, moralista e poeta italiano, nasceu em Recanati, no dia 29 de Junho de 1798. Morreu em Nápoles, em 14 de Junho de 1837. É considerado um dos maiores poetas líricos de Itália. Por toda a sua obra, perpassam situações de pessimismo, melancolia e cepticismo.
Aos seis anos, seu pai, muito austero e disciplinador, entregou-o aos ensinamentos de preceptores religiosos, que o iniciaram no conhecimento dos clássicos gregos e latinos. Detentor de uma biblioteca composta por cerca de vinte mil volumes, o pai incentivava-o a fazer traduções. Aos dezasseis anos, o jovem Giacomo já se atrevia a escrever ensaios, denunciando defeitos dos autores clássicos. Simultaneamente aprendeu latim, grego, hebreu, inglês e francês.
O seu primeiro livro, Saggio Sugli Errore Popolari Degli Antichi, escrito em 1815, só veio a ser publicado após a sua morte. Por aquela época, foi vítima de várias complicações de saúde: problema cerebrospinal com cegueira progressiva de um olho, doença degenerativa, acidentes e mazelas resultantes de duelos, etc. Talvez por isso, Giacomo Leopardi se tenha privado de companhias femininas e desejasse a morte.
Viveu em várias cidades italianas, acabando por optar definitivamente por Nápoles. Deixou uma obra vasta, escrita ao mesmo tempo que ia perdendo gradualmente a visão o que, para o fim, já o impedia de ler. Chegou a tentar o suicídio. Acabou por morrer dias antes de completar trinta e nove anos.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Peter Paul Rubens, pintor barroco flamengo, nasceu em Siegen, no Sacro Império Romano-Germânico, em 28 de Junho de 1577. Morreu em Anvers, no dia 30 de Maio de 1640.
Viveu grande parte da sua vida na Flandres, hoje parte da Bélgica. Contrariamente ao que era hábito na época, a família não pôs obstáculos, antes pelo contrário, às tendências artísticas do jovem Peter Paul, que viria a celebrizar-se com o seu apelido de “Rubens”.
Cedo obteve o título de Mestre, outorgado pela Corporação dos Pintores da Antuérpia, que era uma condição necessária para exercer a profissão. Foi depois para Itália. O Duque de Mântua empregou-o como seu pintor oficial, dando-lhe ainda a possibilidade de viajar por outras cidades e prestar serviços a outros clientes. Esteve em Florença, Veneza e Roma, tendo estudado as pinturas de Rafael, de Ticiano e de Miguel Ângelo, este sobretudo na Capela Sistina.
Recebeu imensas encomendas para pinturas em igrejas e para fazer retratos de cardeais, duques, condes e burgueses. Tornou-se bastante popular, pois além de excelente pintor, era pessoa de bom relacionamento e grande simpatia. Reconhecendo as suas qualidades, o Duque de Mântua enviou-o em missões diplomáticas, nomeadamente a Espanha, onde Rubens aproveitou também para pintar. Voltou para Antuérpia ao saber que sua mãe estava doente, mas já não chegou a tempo de a encontrar viva. Decidiu ali ficar. Ganhou fama e dinheiro. Além de excelente pintor e diplomata, revelou-se hábil na condução dos negócios. Compreendia o francês, o alemão, o italiano, o espanhol e o latim.
Organizou um estúdio onde, com a ajuda dos seus discípulos, terá produzido cerca de dois mil quadros. Era um verdadeiro trabalho de equipa: ele fazia os primeiros esboços e encarregava os aprendizes de montar um modelo a apresentar em miniatura aos clientes. Se fosse aprovado, fazia então novo esboço mais elaborado, os discípulos colocavam a cor e o óleo e ele fazia a “arte final”. Em 2002, o seu quadro “O Massacre dos Inocentes” foi vendido por 61 milhões de euros.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Helen Adams Keller, escritora, conferencista e activista norte americana, nasceu em Tuscumbia, no Alabama, em 27 de Junho de 1880. Morreu em Westport, no dia 1 de Junho de 1968.
O exemplo da sua vida provou que se podem ultrapassar quase todas as barreiras quando se tem força de vontade. Helen ficou cega, surda e muda, aos dezanove meses, devido a uma febre cerebral. Segundo os conhecimentos actuais, teria sido vítima de escarlatina. Aos dez anos, já dominava a linguagem “Braille” e sabia mesmo servir-se de uma máquina de escrever. Exprimiu então o desejo de aprender a falar.
O seu primeiro livro, a história da sua vida, foi publicado em 1902. Iniciou seguidamente a carreira de jornalista e não mais parou de escrever. Viria a tornar-se célebre, pelo trabalho que desenvolveu em prol das pessoas portadoras de deficiência. Em 1904, obteve o bacharelato de Filosofia. Além do inglês, falava fluentemente francês, latim e alemão.
Foi agraciada com vários títulos e diplomas por Universidades de todo o Mundo. Em 1952 foi nomeada Cavaleiro da Legião de Honra de França. No Brasil, recebeu a Ordem do Cruzeiro do Sul e no Japão a condecoração do Tesouro Sagrado. Pertencia a várias sociedades científicas e organizações filantrópicas, nos cinco continentes.
A sua última aparição em público foi em 1961, ao ser recebida pelo presidente Kennedy. Declarou, então, que não se lembrava de quantos presidentes dos Estados Unidos conhecera pessoalmente. Morreu pouco antes de completar os 88 anos. Foram feitos dois filmes sobre a sua vida.

terça-feira, 26 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Pearl Sydenstricher Buck, escritora norte-americana, nasceu em Hillsborough, na Virgínia Ocidental, em 26 de Junho de 1892. Morreu em Danby, no Vermont, em 6 de Março de 1973.
Com três meses, foi para a China com os pais, que eram missionários. Estudou em Xangai e trabalhou num albergue chinês, para escravas e prostitutas. Em 1910, foi estudar Psicologia nos Estados Unidos, tendo-se diplomado quatro anos depois. Voltou para a China, leccionando na Escola Presbiteriana e cuidando de sua mãe, que estava bastante doente.
Casou-se com um americano e tiveram uma primeira filha deficiente mental. Durante a Guerra Civil, foi para o Japão e depois para os Estados Unidos, nunca mais tendo regressado à China.
Obteve o Mestrado de Literatura na Universidade de Cornell em 1926 e quatro anos mais tarde publicou “Vento de Leste, Vento de Oeste”, que teve os aplausos unânimes da crítica. Depois, o livro “A Terra Chinesa”, publicado 1931, vendeu quase dois milhões de exemplares, somente no primeiro ano, tendo-lhe sido atribuído o Prémio Pulitzer em 1932. Foi a primeira vez que uma mulher recebeu aquele prémio. Em 1938, foi laureada com o Prémio Nobel de Literatura.
Escreveu mais de cem livros, muitos dos quais foram adaptados ao cinema. O seu tema preferido era o amor inter racial. Foi uma defensora dos Direitos da Mulher e contribuiu imenso para que a China moderna fosse melhor compreendida no Ocidente.


segunda-feira, 25 de junho de 2007

SABER AS HORAS…

… em qualquer parte do Mundo. Veja este site:

http://www.timeticker.com/
EFEMÉRIDE - Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira, arquitecto português de prestígio internacional, com muitas obras espalhadas pelo Mundo, nasceu em Matosinhos, no dia 25 de Junho de 1933.
É um dos mais conhecidos arquitectos portugueses, tendo realizado obras de grande valor, como o Pavilhão de Portugal, na Exposição Internacional de Lisboa de 1998, a Igreja de Santa Maria, em Marco de Canaveses, e o Museu de Arte Contemporânea da Galiza. O seu estilo é ao mesmo tempo moderno e tradicional.
Formou-se em 1955, na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Alguns dos seus trabalhos constituem verdadeiros marcos na história da arquitectura portuguesa, tais como o Museu Serralves e o Museu para a Fundação Iberê Camargo no Brasil. É detentor de vários galardões, entre os quais o Prémio Pritzker em 1992, os Prémios Secil de 1996, 2000 e 2006, e o Prémio Wolf (categoria “Artes”) em 2001. É professor, desde 1976, na Escola de Arquitectura do Porto.

domingo, 24 de junho de 2007

MÚSICA

Visite este site http://www.musicovery.com/ , escolha o seu “estado de espírito” e oiça qualquer género de música, que poderá também escolher. Delicie-se com esta “Rádio personalizada” e com “músicas a pedido”.
EFEMÉRIDE - Juan Manuel Fangio, automobilista argentino, nasceu em Balcarce, no dia 24 de Junho de 1911. Morreu em Buenos Aires, em 17 de Julho de 1995, vítima de uma crise cardíaca associada a uma pneumonia. A Argentina decretou então três dias de luto nacional.
É considerado por muitos o melhor piloto da história da Fórmula 1, tendo sido designado o Melhor Automobilista de Todos os Tempos pela International Racing Press Association, em 1982, no Rio de Janeiro.
Correu 51 Grandes Prémios, tendo obtido 24 vitórias e conquistado cinco títulos mundiais (1951, 1954, 1955, 1956 e 1957), proeza que só seria ultrapassada em 2003 por Michael Schumacher. Nas oito temporadas em que competiu, obteve ainda dois vice-campeonatos. Juan Manuel Fangio correu por quatro equipas: Alfa Romeo (1950-1951), Maserati (1953-1954), Mercedes (1954-1955), Ferrari (1956) e, de novo, Maserati (1957-1958). É o único piloto da Fórmula 1 a ter sido campeão por quatro marcas diferentes.
Disputou a sua primeira corrida aos dezassete anos (1928), terminando em último. Só onze anos depois subiu ao pódio pela primeira vez, nas Mil Milhas da Argentina.
O seu mais grave acidente aconteceu no GP de Itália em 1952. Quando seguia para Monza, fez escala em Paris e não pôde continuar viagem em virtude do mau tempo. Não hesitou, pegou num carro e conduziu aproximadamente 700 km até ao destino. Ainda cansado, quase sem dormir, acabou por chocar com o seu Maserati durante os treinos e foi projectado para fora do carro. Esteve quarenta dias internado, com o pescoço e o tronco imobilizados, mas em breve voltava às corridas.
Quando de um GP de Havana, foi raptado pelos então rebeldes castristas e só foi libertado no dia seguinte. Houve um grande acidente mortal durante esta corrida e, mais tarde, Fangio diria que “o rapto talvez lhe tivesse salvo a vida
Depois de abandonar a carreira, foi grande admirador de Jim Clark e de Ayrton Senna, mantendo com este último vários contactos. O que muita gente não sabe é que Fangio só obteve a sua licença para conduzir em 1961, já depois de terminar a sua carreira. Incrível, não é? Mas é verdade!

sábado, 23 de junho de 2007

CURRICULUM VITAE

Nome:
Já me chamaram uns quantos
Apelido-me outros tantos
Alguns tão inomináveis
Que nem sequer os cito.
Idade:
A suficiente, não a bastante
Para ter juízo e não tenho
Para ser conforme e não sou
Para não sonhar tanto e sonho
Mas também para saber
Que já não serei o Che e não farei revolução.
Nacionalidade:
Imposta.
Nasci onde me pariram
Onde o acaso o ditou
Não escolhi país ou pátria
Estou aqui. Calhou.
Estado:
Muitas vezes zangada
Outras vezes cansada
Com tanta merda que vejo
E por nada poder fazer
Para mudar o estado das coisas
Por isso o estado mais frequente
É a precisar de mudança e em ebulição.
Habilitações literárias:
Algumas
Tenho as estantes dobradas
Com o peso dos livros que tenho.
Formação académica:
Nenhuma
Mas sou muito bem-educada
Até me chegar a mostarda ao nariz
E como nasci tesa e plebeia
Sem ascendentes importantes
E não bebi chá em pequenina
O verniz estala num instante.
Experiência:
Alguma
Nenhuma em áreas relevantes
Algumas muito interessantes
Outras pouco recomendáveis
Mas...
Para este curriculum não interessa nada.
Como o que vigora neste país
É a lei do desenrasca
Eu que tenho os nomes que me chamo
A idade que me apetecer
E sou uma pindérica sem cultura académica
Num país só de doutores.
Considero-me qualificada
Para me desenrascar
Em qualquer função e em qualquer lugar.

Encandescente
in Encandescente – Rui Brito, edições, Lisboa, 2005
EFEMÉRIDE - Zinédine Yazid Zidane, conhecido também por “Zizu”, ex-futebolista francês de origem argelina, nasceu em Coyron, perto de Marselha, em 23 de Junho de 1972.
Encerrou a sua carreira após o Mundial de 2006, em que a França foi vice-campeã. Tem promovido ao longo da sua vida a tolerância racial e religiosa, especialmente entre a juventude.
Foi o Melhor Jogador da Europa em 1998, do Mundo (FIFA) em 1998, 2000 e 2003, fez parte da selecção Campeã do Mundo em 1998 e da Europa em 2000. Recebeu a “Bota de Ouro”, atribuída ao Melhor Jogador do Mundial em 1998 e 2006.
Representou o AS Cannes (1987/1992), o Bordéus (1992/1996), a Juventus (1996/2001) e o Real Madrid (2001/2006). A transferência da Juventus para o Real Madrid custou 77 milhões de euros. Venceu dois campeonatos italianos e um espanhol.
Segundo cálculos do jornal “Le Figaro”, “Zizu” (Zizou em francês) ganhava 55 euros por segundo, tomando em conta os seus rendimentos anuais.
Dele disse Ronaldinho: «Zidane foi um dos melhores futebolistas de todos os tempos. Foi o jogador que mais prazer me deu ao vê-lo jogar. Era um “senhor” fora do campo e gostava de o defrontar. Tinha elegância e graça, um toque de bola maravilhoso e uma soberba visão de jogo».

sexta-feira, 22 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Dan Brown, escritor norte-americano, nasceu em Exeter, no estado de Nova Hampshire, em 22 de Junho de 1964.
O seu maior êxito, até agora, foi o polémico best-seller O Código Da Vinci, mas todos os seus outros livros tiveram igualmente sucesso. Está traduzido em mais de 40 línguas e os seus primeiros quatro livros figuraram na lista dos livros “mais vendidos”, no jornal The New York Times. Só de “O Código Da Vinci” foram vendidos mais de sessenta milhões de exemplares, em todo o mundo.
Após se ter diplomado em 1982, na academia de carácter religioso Phillips Exeter, entrou para o Amherst College, onde foi membro da Confraria Psi Upsilon. Durante o seu curso neste colégio, fez uma viagem à Europa, para aprofundar os conhecimentos em História da Arte, na Universidade de Sevilha, onde começou a estudar com afinco diversos trabalhos de Leonardo Da Vinci, que mais tarde seriam importantes para os seus romances.
Em 1996, Dan Brown abandonou o ensino para se dedicar inteiramente à literatura, publicando o primeiro livro em 1998 (Fortaleza Digital). A esposa Blythe, além de o ajudar em diversas pesquisas e na própria escrita, faz a promoção dos seus livros, redige os comunicados para a imprensa e encarrega-se da sua agenda de entrevistas para a televisão e de conferências de imprensa.
Em 2005, foi incluído pela revista “Times” na lista das cem pessoas mais influentes do ano e a revista “Forbes” colocou-o no 12º lugar das celebridades, calculando que o seu rendimento anual seria de quase 80 milhões de dólares.
Foi feito um filme sobre “O Código Da Vinci”, que serviu de abertura ao Festival de Cannes de 2006. Curiosamente, este filme seria, mais tarde, considerado um dos piores filmes do ano, mas o segundo no que respeita a receitas.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Nikolaï Andreïevitch Rimski-Korsakov, compositor e teórico musical russo, morreu em Lyubensk, no dia 21 de Junho de 1908, vítima de uma crise de angina de peito. Nascera em Tikhvin, Novgorod, em 18 de Março de 1844.
De família aristocrática, começou a ter aulas de piano aos seis anos. Aos nove já compunha e aos doze ingressou no Colégio Naval Imperial Russo de São Petersburgo. Em 1861, retomou os seus estudos musicais e, durante uma viagem de volta ao mundo, ainda na Marinha, escreveu parte da sua Primeira Sinfonia.
Em 1871, foi nomeado professor de composição e orquestração do Conservatório de São Petersburgo. Entre os seus alunos figuravam nomes como Prokofiev e Stravinsky. Casou-se entretanto com uma pianista e compositora. Durante os anos seguintes, estudou profundamente instrumentação, harmonia e contraponto, tornando-se no mais sábio músico russo da sua geração. Foi nomeado “professor de bandas” da Armada, o que evitou então a sua saída da Marinha.
De 1874 a 1881, foi director de concertos do Conservatório Livre. Entre 1883 e 1894, trabalhou na Capela da Corte, onde estudou a música da Igreja Ortodoxa Russa.
Rimsky-Korsakov causou grande polémica com a publicação de O galo de ouro (1906-07), em que criticava a monarquia russa de tal forma, que a ópera só foi representada em 1909, após sua morte.
Compôs muitas músicas e os seus maiores êxitos na Rússia foram as óperas. O Ocidente foi sobretudo conquistado pelas suas composições para orquestra, nomeadamente O Capricho Espanhol, A Grande Páscoa Russa e Scheherazade.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Jean Moulin, um dos principais heróis da Resistência Francesa, nasceu em Béziers, no Languedoc-Roussillon, em 20 de Junho de 1899 . Morreu ao largo de Metz, no dia 8 de Julho de 1943.
Formado em Direito, membro da Maçonaria, seguiu uma carreira administrativa que se adivinhava brilhante. Sendo bom desenhador, publicou também algumas caricaturas e desenhos humorísticos na revista Le Rire, sob o pseudónimo de Romanin.
Em 1925, foi o Vice-prefeito mais jovem de França e, doze anos mais tarde, o Prefeito mais novo, quando foi nomeado para Aveyron. Foi já nestas funções, mas em Chartres, que recusou, em 1940, assinar um documento que os alemães lhe apresentaram. O Governo colaboracionista de Vichy destitui-o, foi preso e tentou suicidar-se, cortando o pescoço com um caco de vidro. Não morreu, mas ficou com uma cicatriz que ele tapava sempre com um cachecol. Fugiu para Londres, passando por Espanha e por Portugal, sob nome falso, vindo a encontrar-se com o General Charles De Gaulle na capital britânica. Juntou-se à Resistência e foi encarregue da unificação dos vários movimentos de resistência ao ocupante nazi. Foi lançado de pára-quedas sobre o território francês, no primeiro dia de 1942, passando a ser conhecido por Rex e, mais tarde, por Max. Deslocou-se em várias ocasiões a Londres, para relatar a situação em França, na última das quais foi condecorado por De Gaulle com a Cruz da Liberdade.
Vítima de uma traição segundo uns, de uma imprudência segundo outros, foi preso nos arredores de Lyon, em Junho de 1943, e alvo de interrogatórios e torturas por Klaus Barbie, chefe da Gestapo em Lyon. Acabaria por morrer dentro do comboio que o levava de Paris até Berlim, de onde seria então encaminhado para um campo de concentração. As suas cinzas encontram-se no Panteão nacional francês desde 1964.

terça-feira, 19 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Francisco Buarque de Hollanda, conhecido como Chico Buarque, músico, cantor, compositor, dramaturgo e escritor brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de Junho de 1944.
Estudou Arquitectura e Urbanismo na Faculdade de São Paulo, mas desistiu no 5º ano para se dedicar de corpo e alma à música e às canções.
Tendo como origem uma família ilustre, conheceu Vinícius de Moraes antes ainda de iniciar a sua carreira, pois ele visitava frequentemente a casa de seus pais. Revelou-se ao grande público ao vencer o Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, com a canção A Banda, interpretada por Nara Leão.
Participou como actor e escreveu várias canções para o filme Quando o Carnaval Chegar. Compôs canções para muitos outros filmes e músicas para peças de teatro, entre elas a “Morte e Vida Severina”. Escreveu várias peças teatrais, como a “Ópera do Malandro” e alguns livros (Estorvo, Budapeste, etc.). Esta última obra venceu o prestigioso Prémio Jabuti.
Perseguido pelo regime militar, e tendo chegado a ser preso, exilou-se em Itália em 1969, onde fez espectáculos com Toquinho. Várias das suas canções eram entretanto censuradas no Brasil. Regressou no ano seguinte, continuando a denunciar as injustiças sociais, económicas e culturais. Para “fintar” a Censura, houve uma época em que assinava as suas canções com o pseudónimo “Julinho da Adelaide”. Para dar um ar de veracidade a este nome, chegou a ter cartão de identidade e a conceder uma entrevista a um jornal.
Escreveu muitas canções como se fossem de mulher, para serem cantadas por Nara Leão, Maria Bethânea, Elis Regina, Gal Costa e Simone. Várias canções foram igualmente celebrizadas pela voz de outros cantores, como por exemplo Ney Matogrosso. Não têm conta os discos que tem gravado ao longo da sua carreira. Em 1998, a escola de samba do Rio de Janeiro, Mangueira, foi a grande vencedora do Carnaval carioca, com um tema que o homenageava e que tinha uma música sua.
Várias das suas canções foram interpretadas em versões francesas por Claude Nougaro, Georges Moustaki, Dalida, etc. É muito popular em Portugal, tendo até feito uma canção sobre a Revolução dos Cravos. Esteve aqui, há dias, para disputar um jogo de futebol de apoio à Fundação Figo, ao lado de grandes vedetas mundiais do futebol e da canção.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Maria Bethânia Viana Teles Veloso, cantora brasileira de grande renome, nasceu em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, em 18 de Junho de 1946.
É irmã do também cantor Caetano Veloso, que aliás foi quem lhe escolheu o nome, inspirado na valsa “Maria Betânea”, que era um grande sucesso na época do seu nascimento.
Bastante jovem, tinha o sonho de ser actriz, mas a participação em vários shows juvenis, juntamente com Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil, marcou o seu brilhante destino. Estreou-se no teatro com 17 anos, mas a cantar.
Em 1964, participou em vários espectáculos, juntamente com os cantores já citados, entre outros. No ano seguinte, estreou-se como profissional, no show Opinião, substituindo Nara Leão, que estava doente. Gravou nesse ano o seu primeiro disco.
Foi dinamizadora do lendário grupo Doces Bárbaros, lançando um disco com o mesmo nome, juntamente com Gal Costa, Caetano e Gilberto Gil. Este disco, de 1976, é considerado uma obra-prima mas, curiosamente, foi mal recebido pela crítica da época. Foi a primeira cantora brasileira a vender mais de um milhão de cópias de um único disco (Álibi, 1978). Actualmente, tem mais de 26 milhões de discos vendidos.
Revolucionou a forma de fazer espectáculos, intervalando as suas canções com a leitura de poemas, o conjunto fazendo lembrar quase um show teatral. Alguns dos seus espectáculos estão entre os mais importantes da música popular brasileira. Esta a razão, porque muitos dos seus discos não são cantados em estúdio, sendo a fiel reprodução de espectáculos ao vivo. Foi grande a rivalidade entre ela, Elis Regina e Gal Costa, ainda hoje se discutindo qual será a melhor cantora do Brasil. Elis teria dito que era Gal, mas Bethânia nunca se pronunciou a este respeito, limitando-se a dizer que era fã de Elis Regina. Até hoje.
Em 2003, fundou a sua própria editora de discos “Quitanda”, que tem servido igualmente para lançar artistas que ela admira. Em 2005, foi feito o filme “Música é perfume”, sobre a sua vida e carreira. Em 2006, venceu o Prémio Tim, ganhando os títulos de Melhor Cantora, Melhor Disco e Melhor DVD. Neste mesmo ano, gravou “Mar de Sophia”, onde canta o mar, a partir da poesia da escritora portuguesa Sophia de Mello Breyner.

domingo, 17 de junho de 2007

DUAS QUADRAS

Se Terra rima com Guerra
E Esperança com Criança,
Não haja Guerra na Terra
Nem Criança sem Esperança!
(a)

Para ter Felicidade:
- Duas gotas de Esperança,
Alguns gramas de Verdade
E sorrisos de Criança!

(a) - 2º Prémio nos Jogos Florais da Academia de Santo Amaro – 2007
EFEMÉRIDE - Edouard Louis Joseph "Eddy" Merckx, de nacionalidade belga, considerado por muitos o melhor ciclista de todos os tempos, nasceu em Meensel-Kiezegem, no dia 17 de Junho de 1945.
Tendo começado a sua carreira em 1961, sagrou-se campeão mundial de amadores em 1964 e, no ano seguinte, passou a profissional, categoria em que seria igualmente campeão do mundo por 3 vezes.
Obteve 525 vitórias ao longo da sua carreira, ganhando jus ao título de “Canibal”. Entre as suas vitórias mais notórias, encontramos cinco na Volta a Itália, cinco na Volta a França e uma na Volta a Espanha. Na Volta a França, obteve vitórias em 34 etapas e vestiu a camisola amarela durante 96 dias. Em 1969, acabou o “Tour” de França com as camisolas amarela, verde e “da montanha”. Foi Campeão Mundial da Hora, em 1972, no México, com 49,432 km.

Em 1969, 1971 e 1974, foi considerado o melhor atleta a nível mundial. Abandonou as competições em 1978 e tornou-se um fabricante de bicicletas com muito sucesso. É comentador desportivo na televisão belga e organiza, em Bruxelas, um Grande Prémio com o seu nome, contra-relógio que reúne anualmente os melhores ciclistas do Mundo.

sábado, 16 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo, actor brasileiro, conhecido como Paulo Gracindo, nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de Junho de 1911. Morreu na mesma cidade, em 4 de Setembro de 1995. Ainda muito jovem, foi para Alagoas onde o pai chegou a ser Prefeito de Maceió.
Após a morte do pai, estudou Direito no Recife e fez o serviço militar por ocasião da Revolução de 1930.
Iniciou-se no Teatro Ginástico Português, mudou de nome artístico e passou a participar em peças de teatro profissionais. Trabalhou igualmente na rádio.
Popularizou-se ao interpretar o Primo Rico em “Balança, mas não cai” e sobretudo a figura do político Odorico Paraguaçu na telenovela “O Bem Amado”.
Era muito conhecido e apreciado também em Portugal, pelos seus papéis em “Rainha da Sucata”, “Roque Santeiro”, o “Casarão” e “Gabriela”. Seu filho, Gracindo Júnior, é igualmente actor.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Humor negro...
EFEMÉRIDE - Ella Jane Fitzgerald, uma das maiores cantoras de jazz americanas, morreu em Beverly Hills, na Califórnia, em 15 de Junho de 1996. Nascera em Newport News, na Virgínia, em 25 de Abril de 1917.
A mãe faleceu quando ela era ainda muito nova, o pai batia-lhe e, aos 16 anos, Ella Fitzgerald viu-se obrigada a viver nas ruas de Nova Iorque, cantando e dançando para sobreviver.
Com 17 anos tentou o teatro, ganhou mesmo um primeiro prémio num show, mas não foi aceite no grupo de teatro por ser muito feia.
Aos dezanove anos, no entanto, já era considerada a “Primeira-dama” do jazz e em 1938 fez a sua primeira gravação. Era perita na arte de improvisar e, ao cantar, fazia música. Repartiu com Sarah Vaughan o “título” de melhor cantora da história do jazz. Uma das suas improvisações mais célebres foi num concerto em Berlim em que, tento tido uma falha de memória, não hesitou em continuou a cantar, inventando o próprio texto.
Por vezes imitava outros cantores, fazendo-o de modo genial com Louis Armstrong, de quem imitava os próprios gestos. Cantou canções de grandes compositores americanos, como George Gershwin, Cole Porter e Duke Ellington. Percorreu toda a América, tendo feito igualmente várias tournées pela Europa. Cantou com notáveis cantores, entre os quais se salientam Count Basie, Dizzy Gillespie, Nat King Cole e Frank Sinatra.
Recebeu numerosos prémios, entre eles 13 Grammy Awards, e gravou inúmeros discos, entre os quais três com Louis Armstrong. Entrou em vários filmes.
Já cega, consequência de diabetes, sofreu a amputação das duas pernas em 1993 e morreu três anos mais tarde.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

SANTO ANTÓNIO E O PUCARINHO
(dois versos obrigatórios)

1

Santo António sai do altar
de pucarinho na mão
- Vem minha sede tirar
Borrifar meu coração.

2

Santo António sai do altar
de pucarinho na mão
- Minha alma vem acalmar
antes que eu perca a razão!

3

Santo António sai do altar
de pucarinho na mão
- Vem benzer quem quer casar
e selar esta união.

4

Santo António sai do altar
de pucarinho na mão
- Vem as lágrimas buscar
e acalmar meu coração.


Gabriel de Sousa
EFEMÉRIDE - Aloïs Alzheimer, médico psiquiatra, neurologista e neuropatologista alemão, celebrizado pela descrição da doença neurodegenerativa que hoje tem o seu nome, nasceu em Markbreit, na Baviera, em 14 de Junho de 1864. Morreu em Breslau, hoje Wrocław, em 19 de Dezembro de 1915, vítima de complicações renais e cardíacas, provocadas por reumatismo articular agudo.
Doutorou-se em Frankfurt em 1887, onde ficou a exercer a profissão. Voltou a Munique em 1903, onde fundou a Escola de Neuropatologia. Foi nomeado professor de Psiquiatria, em Breslau, em 1912.
Na origem da sua descoberta esteve uma paciente de 51 anos, internada no hospital de Frankfurt, em 1901, atingida por uma demência. Foi seguida pelo Dr. Alzheimer até à sua morte, que ocorreu em 1906. Examinou então o seu cérebro e descobriu anomalias fibrosas características da”futura” doença de Alzheimer.
Descreveu, em 1906, num Congresso Psiquiátrico, os sintomas e a análise histológica do cérebro daquela doente. Outros médicos vieram confirmar a descoberta em 1907 e 1909. Alzheimer, pelo seu lado, publicou a descrição de um segundo caso em 1911.
Foi o psiquiatra Emil Kraepelin que, finalmente, propôs o nome do seu colega para designar este tipo de demência, hoje muito mais frequente, certamente por ter aumentado a longevidade do Homem.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Fernando Martim de Bulhões e Taveira Azevedo, conhecido como Santo António de Lisboa, morreu em Pádua, Itália, em 13 de Junho de 1231, vítima de esgotamento. Nascera em Lisboa, no dia 15 de Agosto de 1195. Regra geral, os santos católicos são conhecidos pelo nome da cidade em que morrem, daí ele ser também conhecido por Santo António de Pádua. Foi canonizado em 1232, pelo Papa Gregório IX, portanto menos de um ano após o seu falecimento, o que constitui um recorde. O principal templo com o seu nome é a Basílica de Santo António de Pádua e a sua festa litúrgica coincide com a data da sua morte.
É Padroeiro de Portugal, de Lisboa, de Cascais, de Pádua, dos pobres, das grávidas, dos noivos, etc.
Fernando de Bulhões nasceu e foi criado em Lisboa, entrando aos quinze anos para o Convento dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Em 1220, mudou o seu nome para António e ingressou na Ordem dos Franciscanos.
Era um notável orador e erudito, sendo conhecido pela sua devoção aos pobres e pelo jeito com que convertia os heréticos. Ensinou Teologia em várias Universidades europeias.
O dia 13 de Junho é feriado em Lisboa. As festas começam na véspera à noite, com o desfile alegórico das Marchas Populares, dos vários bairros, que descem a Avenida da Liberdade, principal artéria da capital. Os rapazes compram manjericos (planta aromática) num pequeno vaso, geralmente com uma bandeirinha com uma quadra (trova) popular, para oferecer às namoradas. Um pouco por todo o lado são organizados arraiais, onde se dança e onde são comidas sardinhas assadas, acompanhadas de pimentos e vinho tinto.
A Autarquia de Lisboa costuma organizar também os chamados “casamentos de Santo António” com dezenas de jovens, de origem modesta, que recebem ofertas do município e de várias empresas, como ajuda para o começo de uma nova vida. Santo António tem também milhões de devotos no Brasil.

terça-feira, 12 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Eldred Gregory Peck, actor de cinema americano, morreu em Los Angeles, no dia 12 de Junho de 2003. Nascera em La Jolla, em 5 de Abril de 1916.
Desde 1936 que denotou grande interesse pela comédia, tendo colaborado com a secção de teatral da universidade onde estudava. Apareceu em cinco peças e, simultaneamente, para financiar os seus estudos, trabalhou como motorista de uma empresa de petróleo e também como cozinheiro. Gregory não hesitava em dizer que “aqueles anos tinham sido os três melhores anos da sua vida e tinham feito dele um Homem”. Depois de se licenciar em Inglês, foi para Nova Iorque estudar numa reputada escola de teatro. Viveu nessa época momentos de grande dificuldade, chegando a dormir ao relento no Central Park.
Em 1942, estreou-se na Broadway. Não fez o serviço militar, em virtude de um problema na coluna, no seguimento de uma queda durante uma aula de dança. A Twentieth Century Fox preferia no entanto dizer que o acidente tinha ocorrido durante uma prova de remo, pois o ballet era ainda considerado uma actividade feminina.
Chegou a Hollywood em 1944 e não lhe faltou trabalho. Durante a sua carreira foi nomeado cinco vezes para o Óscar do Melhor Actor. Ganhou-o precisamente à quinta nomeação, em 1962. O personagem que ele interpretava nesse filme, o advogado Atticus Finch, foi considerado em 2003, duas semanas antes da sua morte, como o maior herói da história do cinema, pelo American Film Institute.
Paralelamente à sua carreira de sucesso, Gregory Peck fundou em 1949 um grupo de Teatro (The La Jolla Playhouse) que ainda hoje existe.
Em 1947, assinou uma carta contra a “Caça às Bruxas” dos tempos de McCarthy, em que para se ser perseguido bastava ser “suspeito” de ter ideias comunistas. Mais tarde, em 1972, manifestou-se também contra a Guerra no Vietname, onde aliás um dos seus filhos se encontrava a combater. Simpatizante do Partido Democrático, chegou a ser pensado como candidato ao lugar de Governador da Califórnia e mais tarde para Embaixador na Irlanda.
Nos anos “1980”, interpretou vários filmes para a Televisão. Abandonou a carreira em 1991. Em 2000 foi Doutorado em Letras pela Universidade Nacional da Irlanda.
Em 1960, foi um dos primeiros actores a receber uma estrela no Passeio da Fama em Hollywood. Esta estrela foi roubada 45 anos mais tarde, no dia 30 de Novembro de 2005. Gregory Peck passou os últimos anos da sua vida percorrendo o Mundo, para fazer discursos e conferências. Morreu durante o sono, por causas naturais, quando tinha 87 anos.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Jacques-Yves Cousteau, oficial da marinha francesa e oceanógrafo, internacionalmente conhecido como Comandante do Calypso, nasceu em Saint-André-de-Cubzac, perto de Bordéus, em 11 de Junho de 1910. Morreu em Paris, no dia 25 de Junho de 1997.
Quando Cousteau começou a mergulhar, era tudo muito complicado, pois ainda só existiam escafandros pesados e com pouca mobilidade. Em 1943, juntamente com Émile Gagnan, inventou o escafandro autónomo moderno. Participou igualmente, como piloto de ensaio, na criação de aparelhos de ultra-som para fazer levantamentos geológicos do relevo submarino. Colaborou também no fabrico de equipamentos de fotografia e cinema, para operar em grandes profundidades. Em 1947, conseguiu um recorde de mergulho ao atingir os cem metros. Em 1950, foi-lhe doado um antigo “draga-minas” britânico. Cousteau transformou-o num navio oceanográfico - o Calypso.
Em 1956, conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, com o documentário “O Mundo Silencioso”, filmado no Mediterrâneo e no Mar Vermelho, em parceria com Louis Malle. Ao todo faria quatro longas-metragens e setenta documentários para televisão.
Pouco a pouco, começou a tomar consciência da degradação do mundo, tornando-se um defensor dos mares. Em 1960, conseguiu mesmo fazer cessar a imersão de dejectos radioactivos no Mediterrâneo, que a França se preparava para fazer. Criou, em 1974, uma Fundação nos Estados Unidos, para promover a salvaguarda e a defesa do planeta. Um dos seus filhos morreu num acidente de helicóptero, durante uma visita do Calypso a Portugal em 1979.
De 1957 a 1988, foi director do Museu Oceanográfico do Mónaco. Chegou a falar nas Nações Unidas, chamando a atenção dos maiores líderes mundiais para a defesa do ambiente submarino. Em 1965, Cousteau criou uma Casa Submarina, onde seis pessoas viveram durante um mês, a cem metros de profundidade. Recebeu em 1985, a Medalha da Liberdade das mãos de Ronald Reagan, Presidente dos Estados-Unidos e, três anos mais tarde, foi eleito para a Academia Francesa.
Em 1996, em Singapura, o Calypso afundou-se e imediatamente ele lançou uma campanha para construir o Calypso II, com uma previsão de lançamento ao mar para 1998. Morreu, porém, em 1997.
Jacques-Yves Cousteau foi indiscutivelmente uma das grandes figuras da segunda metade do século XX. A sua acção fez com que várias gerações descobrissem um mundo que, até aí, estava inexplorado e era quase desconhecido.

domingo, 10 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Antoni Placid Gaudí i Cornet, arquitecto catalão, morreu em Barcelona, no dia 10 de Junho de 1926. Nascera em Réus, Tarragona, em 25 de Junho de 1852.
A Catedral da Sagrada Família é considerada como a sua obra-prima, a ela tendo dedicado uma parte importante da vida, sobretudo os seus últimos doze anos. Ridicularizado pelos seus contemporâneos, teve a sorte de encontrar um empresário (Eusebi Güel) que foi seu mecenas, ajudando-o de todas as formas, incluindo com encomendas.
Atravessou várias fases: a “Mourisca” em que utilizou formas, cores e materiais tipo árabe; a “Arte Nova” que decorreu durante o mecenato do industrial Eusebi Güel; e a “Gótica”, com inovações bastante ousadas. Já com créditos firmados, procurou um estilo muito seu, com formas tão fantásticas e estruturas de tal modo complexas, que foram consideradas aberrantes.
O Palácio Güel, encomendado em 1889 pelo empresário já aludido, está inscrito no Património Mundial da UNESCO, o mesmo acontecendo com a Casa Milà (1907) e com o Parque Güell (1900/1914).
Só muito depois da sua morte, a obra de Gaudi foi reconhecida pelos espanhóis, que o consideram hoje como um dos seus mais brilhantes filhos, sendo respeitado, tanto por especialistas e críticos como pelo grande público.
Vestido de modo quase andrajoso, ninguém o reconheceu quando foi abalroado por um eléctrico, num dia de Junho de 1926. Morreu pouco tempo depois, vítima das sequelas do acidente. Teve finalmente direito a uma homenagem suprema, a de ser enterrado na cripta da “sua” Catedral . Um processo de beatificação foi aberto pelo Vaticano em 2003, tendo em conta vários episódios da sua vida.

sábado, 9 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Miguel Ángel Asturias, escritor e diplomata guatemalteco, faleceu em Madrid, no dia 9 de Junho de 1974, depois de uma longa doença. Foi enterrado no célebre cemitério Père-Lachaise em Paris. Nascera na Cidade da Guatemala, em 19 de Outubro de 1899.
Estudou Medicina durante um ano (1917), licenciando-se depois em Direito. Em 1920, participou numa revolta contra o ditador Estrada Cabrera.
Interessou-se pelas culturas pré-colombianas e foi estudar antropologia na Sorbonne, em Paris. Aqui encontrou muitos artistas e escritores, nas suas deambulações pelo bairro de Montparnasse. Começou então a escrever contos e poesias e, mais tarde, romances.
Regressado à Guatemala, lançou-se na política e foi eleito deputado em 1942. A partir de 1946, foi diplomata no México, na Argentina e em Salvador. De 1966 a 1970 foi embaixador em França, depois de ter estado exilado na Argentina de 1954 até 1961.
Em 1966, foi galardoado com o Prémio Lenine da Paz e, em 1967, com o Prémio Nobel da Literatura.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Novidade no Oceanário...

Comentários para quê??

EFEMÉRIDE -Robert Desnos, poeta francês, morreu no campo de Theresienstadt, na Checoslováquia, em 8 de Junho de 1945. Nascera em Paris, no dia 4 de Julho de 1900.
Foi sempre mau aluno mas, paradoxalmente, sentiu-se desde muito novo atraído pela literatura. Publicou os seus primeiros poemas no “Trait d’Union”, uma revista vanguardista. Mais tarde, conheceu André Breton e participou nos movimentos Surrealista e Dada. Em 1922, fez experiências de escrita automática, sobretudo sob hipnose. Breton disse a seu propósito: “O surrealismo está na ordem do dia e Desnos é o seu profeta”.
Para tentar aproximar-se de uma cantora quer era bastante cortejada, iniciou-se no consumo de ópio e escreveu-lhe poemas, um dos quais foi condenado por um tribunal de Paris, por obscenidade. Em 1926/1927, começou a afastar-se do movimento surrealista, do qual se separaria completamente em 1929.
Em 1928, ajudou o romancista Alejo Carpentier a fugir de Cuba, onde o tirano Machado o mantinha sob prisão. Com ele, Robert foi depois um dos pioneiros da criação radiofónica em França.
Em 1936, tentou aumentar a sua produção literária, escrevendo um poema por dia durante um ano. Paralelamente, escrevia poemas para sua mulher Youki e outros dedicados aos filhos dos seus amigos, alguns dos quais seriam adoptados por escolas maternais e primárias, e alguns adaptados para canções, uma delas tendo sido mesmo cantada por Juliette Gréco.
Participou em movimentos antifascistas e foi um dos raros intelectuais franceses a ter partido para a guerra por convicção. Em 1940, escreveu a sua mulher «Decidi tirar da guerra toda a felicidade que ela me pode dar: a prova de ter saúde, a de me sentir jovem e a grande satisfação de chatear Hitler».
Durante a ocupação continuou a escrever na imprensa, principalmente no jornal "Aujourd'hui", que adoptaria mais tarde uma atitude “colaboracionista”. Apesar de tudo, Desnos resolveu ficar, para continuar a ter uma tribuna, de onde podia apelar para que os seus concidadãos mantivessem a dignidade e a esperança. Ganhou então muitas inimizades dentro do jornal, havendo alguns que o acusaram mesmo de ser judeu, numa ocasião em que essa denúncia equivalia à deportação para um campo de extermínio.
No dia 22 de Fevereiro de 1944, foi avisado que a Gestapo o vinha buscar. Prenderam-no e, em Abril, foi enviado num grupo de 1700 homens para Auschwitz. Foi transferido mais tarde para Buchenwald. No fim de Abril de 1945, sob pressão dos aliados, os prisioneiros foram evacuados. Robert Desnos fez parte do grupo que foi encaminhado para Theresienstadt, onde morreu dois meses mais tarde.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

OS DISCURSOS DA CRISE

O Primeiro-Ministro está a fazer um dos habituais discursos:
- E a partir de agora temos de fazer ainda mais sacrifícios!
Ouve-se uma voz na multidão:
- Trabalharemos o dobro!
O Primeiro-Ministro continua:
- E temos de entender que haverá menos bens de consumo e alimentos!
A mesma voz:
- Trabalhamos o triplo!
O Primeiro-Ministro prossegue:
- E as dificuldades vão aumentar!
- Trabalhamos o quádruplo!
O Primeiro-Ministro vira-se então para o chefe da segurança e pergunta:
- Quem é aquele idiota que vai trabalhar tanto?
- É o coveiro, Senhor Primeiro-Ministro.
EFEMÉRIDE - Henry Miller, romancista norte-americano, morreu em Pacific Palisades, na Califórnia, em 7 de Junho de 1980. Nascera em Nova Iorque, no dia 26 de Dezembro de 1891.
Lutou desde muito novo para se tornar escritor, acabando por abandonar o emprego que tinha numa empresa de telégrafos, para se dedicar inteiramente à literatura. O caminho, porém, não seria fácil. Trabalhou em alguns jornais e, em 1930, mudou-se para Paris onde publicou, quatro anos mais tarde, o seu primeiro livro “Trópico de Câncer”. Proibido em vários países, incluindo nos Estados Unidos, sob a acusação de pornografia, só seria publicado na América em 1961, o que lhe valeu ainda um processo por “obscenidade”. Deixou Paris e voltou para os Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.
Na maioria das suas obras, Henry Miller mistura histórias da sua vida com ficção. Apesar de ser lembrado sobretudo como escritor pornográfico, escreveu igualmente livros de Viagens e Ensaios sobre Arte e Literatura. Foi considerado um clássico (no género), após a publicação da trilogia "Sexus, Plexus e Nexus".
Da sua ligação amorosa com a escritora Anaïs Nin foi feito o filme Henry and June, com a actriz portuguesa Maria Medeiros.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Geronimo (Go Khla Yeh, “O que boceja”), importante chefe indígena da América do Norte, líder dos Apaches Chiricahuas, que durante muitos anos lutaram contra a imposição pelos brancos de reservas tribais aos povos indígenas, nasceu em 6 de Junho de 1829. Faleceu em 17 de Fevereiro de 1909.
Em 1858, morreram sua mãe, sua mulher e os seus três filhos, às mãos do exército do México. Ele comandou então vários raids de represálias em território mexicano e vingou a sua família no dia 30 de Setembro de 1859, dia de São Jerónimo. Os gritos dos mexicanos, invocando o Santo para lhes acudir, inspiraram-no e adoptou nesse momento o nome de Geronimo.
Em 1871, depois de dez anos de guerra contra os Estados Unidos, os Apaches Chiricahuas negociaram um acordo de paz, obtendo a criação de uma reserva nas suas próprias terras, que foi no entanto fechada em 1876 pelas autoridades americanas. Os Índios que lá se encontravam foram deportados para uma outra reserva muito distante. Geronimo conseguiu fugir, foi preso e voltou a fugir. Foi para o México, onde passou a viver de pilhagens. Regressou à sua reserva em 1879, onde esteve até 1881. Lançou violentos ataques contra os colonos brancos e desapareceu nas montanhas mexicanas, de onde lançou vários ataques, matando soldados mexicanos e colonos.
Cinco mil militares e milhares de voluntários americanos, ajudados por três mil soldados mexicanos, foram mobilizados na luta contra os apaches. Geronimo e os seus homens conseguiram resistir durante cinco meses mas, em 1886, esgotado, fatigado de se bater, acabou por se render, juntamente com 16 guerreiros, 12 mulheres e 6 crianças. No ano seguinte, ele e catorze dos seus guerreiros foram levados para uma prisão de máxima segurança em Oklahoma. O clima húmido da Florida criou sérios problemas de saúde aos apaches, habituados ao deserto. Geronimo converteu-se ao cristianismo e tornou-se camponês. Até ao último dos seus dias, não se cansou de clamar o seu arrependimento por se ter rendido.
Ditou a história da sua vida em 1906, antes de morrer vítima de pneumonia. As suas operações de guerrilha ficaram para a posteridade como um perfeito exemplo do género, salientando-se a sua capacidade para explorar recursos humanos limitados e terrenos difíceis, que fizeram dele um estratega e um especialista táctico de primeira linha.
Fragmentos dos seus pensamentos: “Vamos desaparecer da face da terra… Ficaremos doentes e morreremos… Quanto tempo faltará para que se diga que já não existem mais Apaches?”

terça-feira, 5 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Federico García Lorca, poeta e dramaturgo espanhol, nasceu em Fuente Vaqueros, na Andaluzia, em 5 de Junho de 1898. Morreu em Víznar, no dia 19 de Agosto de 1936, tendo sido uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola.
Licenciou-se em Direito em Granada e cinco anos depois foi para Madrid, onde se tornou amigo de artistas como Luis Buñuel e Salvador Dali. Publicou na capital espanhola os seus primeiros trabalhos literários.
Nos anos “1920”, teve uma forte depressão nervosa, resultado talvez da dificuldade cada vez maior em ocultar da família e dos amigos a sua homossexualidade.
Em 1929/1930 esteve nos Estados Unidos e em Cuba, onde escreveu os seus poemas surrealistas, manifestando ao mesmo tempo o seu desprezo pelo modo de viver americano.
Regressado a Espanha, criou o grupo de teatro “La Barraca”, que tinha por finalidade representar clássicos, sobretudo em tournées pela Província. Escreveu então duas das suas mais conhecidas obras de Teatro: “Bodas de Sangue” e “A Casa de Bernarda Alba”. Nunca ocultou os seus ideais socialistas e deixou de esconder as suas tendências homossexuais, razões bastantes para ser considerado alvo a abater pelas forças que iriam tomar o poder em Espanha.
Receoso, refugiou-se em Granada, apesar de ter consciência que corria para a morte, visto ser uma cidade reputada pelas suas ideias ultra-conservadoras. Um deputado católico ordenou a sua prisão sob o célebre argumento de que ele era "mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver". Num dia de Agosto de 1936, sem julgamento, foi abatido friamente com um tiro na nuca pelos anti-republicanos e o seu corpo deitado para uma fossa comum. O crime teve repercussão a nível mundial. Os seus livros estiveram proibidos por Franco até 1953, sendo então autorizada a publicação das suas “Obras Completas”, mas com muitos textos censurados.
Com o fim do regime franquista, em 1975, e o regresso à Democracia, a Espanha pôde finalmente homenageá-lo, considerando-o como o maior autor espanhol desde Miguel de Cervantes. Apesar de ter morrido com 38 anos, deixou verdadeiras obras-primas, algumas das quais só foram publicadas depois da sua morte. Outra faceta menos conhecida de Lorca é o facto de ele ter sido, igualmente, um excelente pintor, um precoce compositor e um brilhante pianista.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Para sorriso (amarelo)...
EFEMÉRIDE - Giacomo Girolamo Casanova, abade, oficial, erudito, escritor, banqueiro, aldrabão, mágico, espadachim, espião e diplomata italiano, morreu em Dux, na Boémia, em 4 de Junho de 1798. Nascera em Veneza, no dia 2 de Abril de 1725 .
Teve uma vida exageradamente aventureira e entrou quase no domínio da lenda como libertino, conquistador e coleccionador de mulheres. De noite, percorria quase todos os bordéis, mantendo relações com dezenas de prostitutas. Protagonizou uma fuga das “inexpugnáveis” masmorras do Palácio Ducal de Veneza, através dos telhados, após estar prisioneiro durante 16 meses. Tinha sido acusado de levar uma vida dissoluta, de ter na sua posse livros proibidos e de fazer propaganda anti-religiosa.
Após a fuga, conseguiu atravessar a fronteira e partiu para Munique. Só voltaria a Veneza vinte anos mais tarde, em 1785, aceitando escrever regularmente relatórios secretos para a Inquisição, sobre as pessoas com quem privava durante as longas noites de jogo e de “loucura”. Ironicamente, denunciou nobres e banqueiros, de “crimes” que ele próprio cometia: adultério, deboche, posse de livros proibidos, conjuras contra o Estado e toda a espécie de patifarias. Após a publicação de um livro, em que ridicularizou um nobre, foi forçado a abandonar definitivamente Veneza, após ameaças da “Santa” Inquisição.
Viajou para Paris, frequentando salões eruditos e bibliotecas. Irrequieto, percorreu a França e parte de Itália. Esteve em Madrid, Praga, São Petersburgo, Istambul e Viena. Recordado sobretudo pelas suas aventuras galantes, acabou a sua vida como bibliotecário de um Conde. Simultaneamente, escreveu um romance e as suas memórias, estas redigidas em língua francesa. Nos 28 volumes que as compõem, Casanova diz ter dormido com milhares de mulheres ao longo da sua vida. Esta obra é considerada como uma das mais autênticas fontes de informação dos costumes e da vida social na Europa do século XVIII. Especialistas na matéria dão o seu aval ao que ele escreveu, afirmando que as suas memórias foram escritas de boa fé, apresentando apenas algumas inexactidões no que respeita a datas. Casanova não se privava, porém, de embelezar a “sua personagem”, o que não o impedia, no entanto, de descrever alguns momentos mais escabrosos da sua vida, como as suas recorrentes doenças venéreas, as relações incestuosas com a própria filha e a compra de uma rapariga russa, para satisfazer os seus desejos porventura já senis. Conta também como, em parceria com um abade, se encontrava com uma religiosa, com quem ora um ora outro mantinha relações sexuais, enquanto o outro espreitava através de buracos feitos numa tapeçaria. A sua “chama” extinguiu-se quase no fim do século.

domingo, 3 de junho de 2007

EFEMÉRIDE - Freda Josephine McDonald, conhecida como Joséphine Baker, célebre cantora, dançarina e artista de revista norte-americana, naturalizada francesa em 1937, nasceu em Saint Louis, no Missouri, em 3 de Junho de 1906, Morreu em Paris, no dia 12 de Abril de 1975.
Josephine era o fruto de uma grande miscigenação racial: além da origem negra, tinha genes de índios americanos e era descendente de nativos Appalaches e de escravos da Carolina do Sul. Ganhou o primeiro concurso de dança aos dez anos, abandonou o lar familiar aos treze e começou imediatamente a trabalhar. Aos quinze, já participava em espectáculos de Vaudeville e entre 1921 e 1924 actuou em alguns shows na Broadway.
Em 1925, estreou-se em Paris, no Théâtre des Champs-Élysées, obtendo enorme sucesso com as suas danças eróticas, em que aparecia quase nua em cena. Fixou-se em França e foi estrela do célebre “Folies Bergères”. Em 1927, lançou-se na canção e no cinema, mas neste último não obteve o mesmo êxito que tinha tido no music-hall.
Logo que começou a Segunda Guerra Mundial, Joséphine alistou-se na Cruz-Vermelha e participou na Resistência Francesa. Quando viu a vida ameaçada pelos ocupantes nazis, fugiu para Marrocos, onde se pôs à disposição dos Serviços de Informação da França Livre. No momento da Libertação, prosseguiu as suas actividades na Cruz-Vermelha e cantou para os soldados e resistentes. No fim das hostilidades, recebeu a Legião de Honra.
Sentia-se porém infeliz, por não poder ser mãe, em virtude de uma intervenção cirúrgica que lhe tinha sido feita. Comprou então uma propriedade na Dordogne, para acolher crianças de todas as origens, que adoptava e às quais chamava a sua “tribo arco-íris”. Dando emprego a numerosas pessoas, Joséphine Baker investiu todo o seu dinheiro nesta obra, multiplicando os concertos para a poder prosseguir.
Apesar de já ser francesa, não esqueceu o seu país natal e, em 1963, participou na Marcha para Washington organizada por Martin Luther King.
Arruinada, foi ajudada então pela sua amiga, princesa Grace do Mónaco, de origem americana e artista como ela, que lhe ofereceu alojamento para o resto da vida, convidando-a ainda para vários espectáculos de caridade.
Morreu praticamente no palco, sofrendo uma hemorragia cerebral quando actuava numa revista. Foi enterrada no Mónaco, tendo recebido honras militares francesas, durante o funeral.

sábado, 2 de junho de 2007

EFEMÉRIDEGuiseppe Balsamo, conhecido como “Alessandro, Conde Cagliostro”, aventureiro, ocultista, alquimista e maçon, nasceu em Palermo, no dia 2 de Junho de 1743. Morreu em Montefeltro, Itália, em 26 de Agosto de 1795.
Após uma tentativa de fuga da casa de um tio, com quem tinha ido viver depois da morte do pai, foi mandado para um seminário e mais tarde para um mosteiro Beneditino. Foi bom aluno, mas fugiria de novo, desta vez para se juntar a um bando de vagabundos que cometia toda a espécie de crimes. Foi por isso várias vezes preso.
Aos dezassete anos abandonou as más companhias e interessou-se pela alquimia. Em breve, deixou Palermo e começou a viajar pelo Mundo, passando pelo Egipto, Grécia, Pérsia, Rodes, Índia e Etiópia, ao mesmo tempo que estudava Ocultismo e Alquimia. Voltou a Itália, com 25 anos, juntando-se de novo aos mesmos bandidos que, entretanto, administravam um Casino que extorquia dinheiro aos incautos. Foram todos expulsos de Nápoles pela polícia e Cagliostro foi para Roma, estabelecendo-se como médico e levando a partir daí uma vida desafogada. A Inquisição, porém, passou a andar com o olho nele. Fugiu para Espanha e, quando voltou a Palermo, foi preso por denúncia de uma vítima das suas trapacices. Foi solto e, depois de roubar 100 000 coroas (um milhão de dólares) a outro alquimista, fugiu para Inglaterra em 1760, dizendo ter descoberto um grande segredo de alquimia. Conheceu então um Conde, que o iniciou nos rituais ocultistas do antigo Egipto e lhe terá ensinado as fórmulas de várias poções, como as da “Juventude” e da “Imortalidade”. Esteve em Espanha e em Portugal, fundou lojas maçónicas em várias cidades europeias e foi para Paris em 1772, onde passou a vender “elixires e pílulas”. Fazia truques de magia e de bruxaria, dizendo que podia fazer aparecer os mortos, sendo um percursor do Espiritismo. O rei Luís XVI interessou-se pela sua actividade e, em breve, ele se transformou num favorito da corte, entretendo-a com as suas mágicas e contos. Em 1789, envolveu-se no escândalo do desaparecimento de um colar de diamantes da Rainha. Nova prisão e expulsão de França. Foi para Inglaterra, Suiça e Roma, retomando a sua actividade de médico. Seria preso pela Inquisição em 1791, acusado de heresia, bruxaria e prática ilegal da maçonaria. Condenado à pena de morte, o Papa comutou-a em prisão perpétua. Morreria na prisão, considerado por uns como uma das maiores figuras do ocultismo e da alquimia, por outros simplesmente como mais um charlatão.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Adão e Eva em versão muçulmana...
EFEMÉRIDE - Norma Jeane Mortensen (ou Norma Jean Baker), que ficaria conhecida como Marilyn Monroe, actriz de cinema norte-americana, nasceu em Los Angeles, no dia 1 de Junho de 1926. Morreu, também em Los Angeles, em 5 de Agosto de 1962.
Passou grande parte da infância com famílias de acolhimento e em orfanatos. Casou-se em 1942, portanto com dezasseis anos, para se libertar justamente de uma daquelas instituições. O marido, entretanto, entrou para a Marinha e, dois anos mais tarde, foi transferido para o Pacífico Sul. Norma ficou só, arranjou um emprego numa fábrica e, pouco tempo depois, foi descoberta por um fotógrafo que a transformou, em dois anos, numa Modelo de sucesso, que aparecia na capa de várias revistas. Inscreveu-se em aulas de teatro e, quando o marido regressou em 1946, viu-se perante o dilema: casamento ou carreira? Divorciou-se em Junho e assinou o primeiro contrato com a Twentieth Century Fox em Agosto. Pouco tempo depois, adoptou o nome de Marilyn Monroe e tingiu o cabelo de loiro.
Começando em pequenos filmes, rapidamente passou a fazer papéis em filmes de sucesso, tornando-se numa das mais populares estrelas da década de “1950”. A sua beleza, as suas curvas, os seus lábios sensuais, a sua aparente vulnerabilidade e inocência, tornaram-na adorada em todo o mundo. Voltou a casar-se em 1954, mas a sua fama e a sua figura sexual fizeram com que o casamento só durasse nove meses, por “incompatibilidade de carreiras”.
Em 1955, mudou-se para Nova Iorque e foi estudar numa Escola de Actores. Considerava-se já suficientemente madura para poder, enfim, libertar-se da aura de “mulher furacão”. Em 1956, abriu a sua própria produtora, a MM Productions, que produziu dois filmes que serviram para ela mostrar definitivamente o seu talento e versatilidade.
Em 1956, novo casamento, que duraria cerca de cinco anos. Em 1957, começou a consultar regularmente um psiquiatra e vários psicanalistas. A sua saúde deteriorava-se: aumentou de peso, bebia e tornara-se irascível. Vários romances amorosos pelo meio: “falou-se” de Elvis Presley, Yves Montand, Marlon Brando, Sammy Davis Jr., Howard Hughes, Elia Kazan, Robert Kennedy, Frank Sinatra e John Kennedy. As visitas ao psiquiatra tornaram-se quase diárias.
Morreria aos 36 anos, enquanto dormia, na sua casa de Brentwood, na Califórnia. Chegara ao fim uma carreira, em que Marilyn Monroe fizera cerca de trinta filmes. A versão oficial foi a de que teria sido vítima de uma overdose de barbitúricos.

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