quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

18 DE JANEIRO - VASSILIS TSITSANIS

EFEMÉRIDEVassilis Tsitsanis, compositor grego, nasceu em Trikala no dia 18 de Janeiro de 1915. Morreu em Londres, em 18 de Janeiro de 1984. Tornou-se um dos maiores compositores gregos do seu tempo e é amplamente reconhecido como um dos fundadores do estilo musical denominado “rebético”. Escreveu mais de quinhentas canções e ainda é lembrado como um dos maiores músicos gregos de sempre.
Desde muito jovem, Tsitsanis demonstrou grande interesse pela música e aprendeu a tocar bandolim, violino e bouzouki, que foi o principal instrumento das suas canções. Em 1936, foi para Atenas para estudar Direito e, em 1937, fez a sua primeira gravação.
Em 1937, mudou-se para Salónica, onde prestou o serviço militar, permanecendo na cidade durante vários anos, a parte final coincidindo com a ocupação da Grécia pela Alemanha. Tornou-se famoso e, nesse período, escreveu muitas das suas melhores canções, as quais só seriam gravadas no final da II Grande Guerra Mundial. Até ao fecho da editora pelos alemães em 1941, Tsitsanis já tinha gravado mais de 100 composições e tocado em muitas gravações de outros músicos.
Em 1946, Tsitsanis regressou a Atenas, recomeçando a gravar e continuando a compor. Morreu no dia do seu sexagésimo nono aniversário, no Royal Brompton Hospital em Londres, após cirurgia a um pulmão. Teve direito a funerais nacionais e continua – hoje – a ser considerado uma lenda da música grega.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

17 DE JANEIRO - GREGORY CORSO

EFEMÉRIDE - Gregory Nunzio Corso, poeta norte-americano, morreu em Minneapolis no dia 17 de Janeiro de 2001. Nascera em Nova Iorque, em 26 de Março de 1930. Ao lado de Jack Kerouac, Allen Ginsberg e William Burroughs, ele foi um dos quatro principais membros da Geração Beat.
A mãe de Gregory tinha apenas dezasseis anos quando ele nasceu e, um ano depois, abandonou a família e voltou para Itália. Corso viveu, assim, a maioria da sua infância em orfanatos e casas de adopção. O pai casou-se quando ele tinha onze anos e acabou por ficar com ele. Corso, no entanto, fugia repetidamente e foi mandado para um internato masculino, do qual também se escapava.
A sua adolescência complicada incluiu ainda vários meses na Tombs (Túmulos), a prisão municipal de Nova Iorque, por causa de um rádio roubado. Aos dezassete anos, foi condenado de novo por roubo e esteve preso três anos na  Clinton State Prison. Gregory mergulhou então na literatura, frequentando a biblioteca da prisão e começando a escrever poesia.
Depois de ser liberado em 1950, regressou a Nova Iorque e conheceu Allen Ginsberg num bar da Greenwich Village. Tiveram uma primeira e longa conversa. Mais tarde, Ginsberg acabou por introduzir Corso e a sua poesia junto de outros membros da Geração Beat.
O primeiro volume da poesia de Gregory Corso (“Vestal Lady on Brattle and Other Poems”) foi uma edição caseira publicada em 1955, com a ajuda dos colegas da Harvard, onde ele assistia a aulas como aluno ouvinte.
O segundo livro, “Gasoline”, foi editado em 1958, quando vivia em Paris no célebre Beat Hotel. Foi também na capital parisiense que compôs a recolha de poesia “The Happy Birthday of Death” (1960), publicando  no ano seguinte o seu único romance “The American Express”. Em 1962, escreveu novo livro de poesia, “Long Live Man”.
A sua vida caótica e a sua dependência da heroína explicam a ausência de publicações nos anos seguintes, mas ele continuava a escrever e a participar em leituras poéticas. Só publicou novos livros nos anos 1970/80: “Elegiac Feelings American” e “Herald of the Autochthonic Spirit”.
Em 1980, a publicação de “Mindfield: New and Selected Poems” fez com que muitos novos leitores descobrissem a sua obra.
Corso morreu vítima de cancro na próstata. As suas cinzas repousam, de acordo com os seus desejos, próximo do túmulo do poeta Percy Bysshe Shelley, no Cemitério Protestante de Roma.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

16 DE JANEIRO - ANATOLY SOLOVYEV

EFEMÉRIDEAnatoly Yakovlevich Solovyev, ex-cosmonauta e coronel da força aérea soviética e russa, recordista de “passeios” no espaço e de tempo passado fora de astronaves em órbita, nasceu em Riga no dia 16 de Janeiro de 1948.
Graduado pela Escola Superior de Aviação Militar em 1972, serviu durante quatro anos como piloto e comandante de esquadrão no Extremo Oriente até entrar para o curso de preparação de cosmonautas, no Centro de Treino de Cosmonautas Yuri Gagarin, na Cidade das Estrelas.
Completou o curso em 1979, passando os anos seguintes em treino no grupo seleccionado para missões nas naves Soyuz T e para estadias de longa duração nas estações Salyut e Mir. Em Julho de 1987, foi comandante/reserva da expedição russa que transportou um sírio até à Mir, a Soyuz TM-3, parte do programa político/espacial Inter-cosmos.
O seu primeiro voo espacial teve lugar em Junho de 1988, na Soyuz TM-5, em que foi comandante e que durou nove dias, levando – além dele – os cosmonautas Viktor Savinykh e Aleksandr Aleksandrov, este o segundo búlgaro no espaço, também integrante do programa Inter-cosmos e o primeiro a entrar numa estação orbital.
Na sua segunda missão, entre Fevereiro e Agosto de 1990, fez parte da tripulação permanente da Mir, passando 179 dias no espaço, transportado para lá pela Soyuz TM-9.
Durante a “Fase Um” do Programa Mir-bus Espacial, realizado pelos Estados Unidos e pela Rússia nos anos 1990, foi comandante da tripulação reserva da expedição Mir-18. Em Junho de 1995, tornou-se parte efectiva do programa, indo novamente ao espaço, desta vez na Atlantis STS-71 e como tripulante da Mir-19, cumprindo 75 dias de missão na estação orbital e regressando na Soyuz TM-21.
O seu último voo foi também o de mais longa permanência em órbita. Comandante da Soyuz TM-26, voou até à Mir, em dupla com Pavel Vinogradov, para uma permanência recorde de 197 dias, entre Agosto de 1997 e Fevereiro de 1998.
É detentor do recorde de “caminhadas” no espaço (16) e do maior número de horas nelas passadas (82). Solovyev foi condecorado por várias vezes: Ordem de Lenine, medalha de ouro da Ordem da Revolução de Outubro, Ordem da Amizade dos Povos e seis medalhas militares. Após passar à reserva, ficou a residir com a família na Cidade das Estrelas, próximo de Moscovo.

domingo, 15 de janeiro de 2017

15 DE JANEIRO - MASSIMO D'AZEGLIO

EFEMÉRIDEMassimo Taparelli D'Azeglio, pintor, escritor e político italiano, morreu em Milão no dia 15 de Janeiro de 1866. Nascera em Turim, em 24 de Outubro de 1798. É um dos pensadores e actores do Risorgimento. A sua obra “I miei ricordi”, publicada postumamente em 1867, é um clássico da literatura italiana.
Filho de um general que era embaixador em Roma, o jovem Massimo apaixonou-se pela pintura. Oficial de cavalaria, fixou-se em Roma onde se fez notar como paisagista depois de ter estudado no atelier de Martin Verstappen.
Em 1830, casou com a filha do grande poeta romântico Alessandro Manzoni, fundador da língua italiana moderna. 
D'Azeglio escreveu dois romances históricos – “Ettore Fieramosca, o la disfida di Barletta” (1833) e “Niccolò de' Lapi, ovvero i Palleschi e i Piagnoni” (1841) – em que desenvolveu o sentimento nacional. Em 1846, publicou “Gli ultimi casi di Romagna”, onde defendeu a ideia de que a unificação da Itália deveria ser feita pela casa de Sabóia.  
De tendência monárquica moderada e católico fervoroso, não tomou parte em nenhum dos complots nem nos numerosos levantamentos que tiveram lugar na história italiana durante a primeira metade do século XIX.
Em 1848, alistou-se no exército piemontês. Foi promovido a coronel e gravemente ferido durante a batalha de Vicence contra os austríacos. Em Maio de 1849, o rei Victor-Emmanuel II nomeou-o primeiro-ministro e ministro dos negócios estrangeiros. Durante o seu governo, foi suprimida a imunidade de que beneficiavam os eclesiásticos, o que provocou a hostilidade do Papa e dos católicos conservadores.
Em Outubro de 1850, fez entrar Cavour no governo, como ministro da agricultura e do comércio. Em Maio de 1852, D'Azeglio foi substituído por Cavour à frente do executivo.
Durante a 2ª Guerra da Independência, foi nomeado comissário de Victor-Emmanuel II em Bolonha. Foi ainda embaixador em Londres, prefeito em Milão, senador, general de brigada e ajudante-de-campo do rei. 
Em 1865, sucedeu ao seu irmão Roberto na direcção da Galeria Sabauda de Turim. No ano seguinte ao seu falecimento (1866), a filha publicou a sua autobiografia “I miei ricordi”. 

sábado, 14 de janeiro de 2017

PACO IBAÑEZ - "La poesia es..."


14 DE JANEIRO - CASSIANO RICARDO

EFEMÉRIDECassiano Ricardo Leite, jornalista, ensaísta e poeta brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 14 de Janeiro de 1974. Nascera em São José dos Campos, São Paulo, no dia 26 de Julho de 1894.
Representante do “modernismo de tendências nacionalistas”, esteve associado aos Grupos Verde-Amarelo e da Anta, sendo co-fundador do Grupo da Bandeira, reacção de cunho social-democrata àqueles grupos. A sua obra foi-se transformando ao longo da carreira, evoluindo formalmente de acordo com as novas tendências dos anos 1950 e participando no “movimento da poesia concreta”. Pertenceu às Academias Paulista e Brasileira de Letras.
Aos 16 anos, publicou o seu primeiro livro de poemas – “Dentro da noite”. Formou-se em Direito no Rio de Janeiro, em 1917. Rumou depois para São Paulo, onde trabalhou como jornalista em diversas publicações e chegou a fundar alguns jornais. Aproximou-se de Menotti Del Picchia e de Plínio Salgado, na época da Semana de Arte Moderna de 1922. Em 1924, fundou “A Novíssima”, uma revista modernista. Em 1928, publicou “Martim Cererê”, dentro da mesma linha.
Afastou-se das ideias de Plínio Salgado e fundou, com Menotti Del Picchia, o Grupo político da Bandeira (1937). Neste mesmo ano, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, sendo o segundo modernista aceite na instituição.
Em 1950, foi eleito presidente do Clube da Poesia de São Paulo e, entre 1953 e 1954, foi chefe do Escritório Comercial do Brasil em Paris, vindo a ocupar outros cargos públicos nos anos seguintes.
A sua obra passou por diversos momentos. Inicialmente, apresentou-se ligada ao Parnasianismo e ao Simbolismo. Com a fase Modernista, explorou temas nacionalistas e – depois – restringiu-se mais, louvando a epopeia bandeirante e detendo-se em temas intimistas e próximos da realidade observável.
A partir da década de 1950, já no período das tendências que têm sido chamadas por alguns críticos de “segunda vanguarda”, aproximou-se do grupo concretista das revistas “Planalto” e “Invenção”, mostrando claramente o seu espírito, desde sempre, vanguardista.
Em “Jeremias sem chorar” de 1964, Cassiano Ricardo mostra a sua grande capacidade em se reciclar, produzindo poemas tipográficos e visuais, sempre utilizando as possibilidades espaciais da página escrita e sem perder as suas próprias características. Cassiano Ricardo declarou que o verde-amarelismo tendo resultado no Integralismo, não havia mais nada a dizer a este respeito. Foi a causa do seu afastamento.
Na época em que foi um dos editores da revista concretistaInvenção”, sofreu uma certa rejeição do grupo, pela sua oposição, no passado, a Oswald de Andrade. Além disso, Cassiano, em função das diferenças de fundo entre a poesia concreta e a sua, considerava «radicais demais» os poetas concretistas. Estes desacordos levaram-no a afastar-se do grupo. Faleceu no Rio de Janeiro aos 79 anos de idade.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

13 DE JANEIRO - MICHAEL BRECKER

EFEMÉRIDEMichael Brecker, saxofonista de jazz, morreu em Nova Iorque no dia 13 de Janeiro de 2007. Nascera em Filadélfia, em 29 de Março de 1949. Ganhou onze Grammy Awards como músico e compositor e, postumamente, ainda lhe foi atribuído este prémio mais quatro vezes.
Criado em Cheltenham Township, Michael tomou contacto com a música ainda criança, em virtude do pai ser pianista de jazz amador. Pertencente a uma geração que viu o jazz rock não como um inimigo, mas como uma opção musical viável, Brecker começou a estudar clarinete e saxofone alto. Em seguida, ingressou numa escola, onde escolheu o saxofone tenor como seu principal instrumento.
Licenciou-se na Cheltenham High School em 1967 e, depois de um ano na Indiana University, mudou-se para Nova Iorque em 1970. Estreou-se aos 21 anos como membro da banda de jazz rock Dreams, que incluía o seu irmão mais velho Randy no trompete, o trombonista Barry Rogers e o baterista Billy Cobham. A duração da Dreams foi curta, apenas um ano, mas mesmo assim foi muito influente.
A maioria do trabalho inicial de Brecker teve por timbre uma abordagem baseada tanto nas guitarras de rock como nos saxofones do R&B. Após a Dreams, actuou com Horace Silver e com Billy Cobham, mais uma vez, antes de se unir novamente com o seu irmão Randy para formar a banda Brecker Brothers. A banda seguiu as tendências jazz/rock da época, mas com muito mais atenção aos arranjos estruturados e uma forte influência rock. A banda permaneceu junta de 1975 a 1982 com sucesso e musicalidade consistentes.
Ao mesmo tempo, Brecker deixou a sua marca como solista em numerosas gravações pop e rock. As suas mais notáveis colaborações incluíram Paul Simon & Arthur Garfunkel, Lou Reed, Joni Mitchell, Eric Clapton, Aerosmith, Frank Sinatra, Frank Zappa, John Lennon, Dire Straits e Bruce Springsteen, entre outros. No início de 1980, foi também membro da banda NBC's Saturday Night Live. Gravou ou tocou também com as principais figuras do jazz da sua época, incluindo Chet Baker, Quincy Jones e muitos outros.
Após a co-liderança, com Mike Mainieri, do grupo Steps Ahead, Brecker gravou finalmente um álbum a solo em 1987, que ficou marcado pelo retorno a uma configuração de jazz mais tradicional. Continuou a gravar álbuns nos anos 1990 e 2000, ganhando vários Grammy Awards. As suas tournées a solo ou em grupo, pelas principais cidades mundiais, tinham geralmente lotações esgotadas.
Durante uma apresentação no Festival de Jazz do Monte Fuji em 2004, Brecker sentiu uma forte dor nas costas. Pouco tempo depois, em 2005, foram-lhe diagnosticados sérios problemas sanguíneos (síndrome mielodisplásica). Apesar de uma busca amplamente divulgada, não foi possível encontrar um doador de células estaminais compatível. No final de 2005, foi submetido a um transplante experimental com células estaminais parcialmente compatíveis. Em 2006, parecia estar a recuperar, mas o tratamento acabou por não resultar na cura. Fez a sua última performance em público em Junho de 2006, no Carnegie Hall. Faleceu em 2007, vítima de leucemia.
Em Fevereiro de 2007, Michael Brecker foi premiado postumamente com dois prémios Grammy pela sua participação no trabalho do irmão, o álbum “Some Skunk Funk”. Foi de novo agraciado com dois Grammy Awards, por este mesmo álbum, nas categorias de Melhor Solo Instrumental e Melhor Álbum Instrumental de Jazz.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

ANA MOURA - "Leva-me Aos Fados"


12 DE JANEIRO - MAURICE GIBB

EFEMÉRIDEMaurice Ernest Gibb, cantor, compositor, pianista, guitarrista, baixista, teclista, multi-instrumentista britânico, morreu em Miami no dia 12 de Janeiro de 2003. Nascera em Douglas, Ilha de Man, em 22 de Dezembro de 1949. Foi conhecido principalmente por ser membro dos Bee Gees, um dos grupos de maior sucesso de sempre. Gémeo de Robin Gibb, Maurice era o mais novo de três irmãos por 35 minutos.
Foi um dos mais reconhecidos pianistas e teclistas de todos os tempos, tendo feito os arranjos de diversas músicas dos Bee Gees. Durante muito tempo, dedicou-se mais a tocar Baixo, instrumento que tocava com uma eficiência única. Outro instrumento que utilizou muito foi a Guitarra, que tocava com mestria. Era considerado um guitarrista excepcional, com um som moderno e inovador, tendo feito os arranjos de diversas canções do grupo, entre elas “This Is Where I Came In”, “She Keeps On Coming”, “Man in the Middle” e “Walking on Air”.
Maurice – embora quase nunca usasse – tinha um falsete perfeito, facto que pode ser comprovado nas partes finais da música “Nights on Broadway” cantada ao vivo, onde Maurice faz os falsetes enquanto os seus irmãos Barry e Robin fazem o coro.
Maurice era considerado também o “ponto de equilíbrio” entre as mentes opostas de Barry e Robin. Era muito brincalhão no palco, mas – como todos – tinha os seus pontos fracos: passou 30 anos da sua vida mergulhado no alcoolismo, vício do qual só se libertou em 1989.
Maurice Gibb casou-se com a cantora Lulu em Fevereiro de 1969, tendo-se divorciado em 1973. Casou-se depois, em Outubro de 1975, com Yvonne Spenceley, com a qual teve dois filhos.
Gibb morreu inesperadamente aos 53 anos, no Mount Sinai Medical Center em Miami, devido a complicações com uma oclusão intestinal e respectiva cirurgia. Tinha junto de si a esposa, filhos e irmãos. O seu funeral teve a participação de Michael Jackson, entre outros nomes famosos. A ex mulher, Lulu, esteve também presente.
Na gravação do último álbum, usou uma guitarra que lhe foi presenteada por John Lennon.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

MAURICE GIBB - "Wild Flower"


11 DE JANEIRO - ADA NEGRI

EFEMÉRIDEAda Negri, escritora italiana, morreu em Milão no dia 11 de Janeiro de 1945. Nascera em Lodi, na Lombardia, em 3 de Fevereiro de 1870.  Estudou na Escola Normal Feminina de Milão.  
Tendo por origem uma família de artesãos, tornou-se professora de aldeia em 1887, com apenas dezassete anos. A partir do ano seguinte, foi professora na escola primária de Motta Visconti. Começou, por essa época, a escrever para um jornal da Lombardia (“Fanfulla de Lodi”).
O seu primeiro livro de poesia, “Tempeste” (1891), conta a tragédia dos pobres abandonados, através de palavras de grande beleza.
O seu segundo volume poético, “Fatalità” (1892), confirmou a sua reputação como poetisa. Em 1894, conquistou o Prémio Giannina Milli. Foi professora, depois, no Instituto Superior Gaetana Agnesi em Milão.
Casou-se com um industrial de têxteis, com quem teve uma filha que foi sua fonte de inspiração para numerosos poemas. Tiveram uma segunda filha, que morreu com apenas um mês de idade. Durante este período, a sua poesia mudou consideravelmente, tornando-se muito introspectiva e autobiográfica.
Divorciou-se em 1913 e instalou-se em Zurique até ao fim da Primeira Guerra Mundial. Publicou em 1917 o volume “Os Solitários”, uma série de pequenas histórias centradas sobre as mulheres.
Era uma visitante frequente de Laglio, no lago de Como, onde escreveu o seu único romance “Estrela da Manhã”, publicado em 1921. Ada Negri foi a primeira mulher a ser membro da Academia de Itália (1940).

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

10 DE JANEIRO - ALEKSEY NICOLAYEVICH TOLSTOY

EFEMÉRIDEAleksey Nikolayevich Tolstoy, escritor russo, nasceu em Pougatchev no dia 10 de Janeiro de 1883. Morreu em Moscovo, em 23 de Fevereiro de 1945.
Estudou no Instituto de Tecnologia de São Petersburgo. Começou a sua carreira literária em 1907 com uma recolha de poemas e atingiu a plena notoriedade literária em 1911. Nos anos que antecederam a Revolução Russa, escreveu vários romances e sete peças teatrais, sendo considerado um dos mais dotados e brilhantes autores neo-realistas
No seguimento da Revolução de 1917, temendo represálias por ser aristocrata, exilou-se na Alemanha e depois em França. No Outono de 1921, cansado de estar fora do seu país, instalou-se em Berlim, na esperança de regressar à Rússia. Entretanto, colaborou num jornal pró soviético de Berlim. Reentrou na URSS em 1923, apoiando o governo e aproximando-se do Partido Comunista.
Aleksey Tolstoy foi uma figura pública proeminente do início do século XX. Pertencia à nobre família dos condes de Tolstoy e era parente de vários escritores. Trabalhou em muitos géneros literários, incluindo dramas, novelas sócio/psicológicas, romances históricos, ficção científica, contos folclóricos, histórias curtas e de não ficção, histórias e contos infantis, poesia, teatro e jornalismo. Era igualmente grande apreciador do folclore russo e tradutor.
Em 1939, foi honrado com a aceitação na Academia das Ciências da URSS e venceu três Prémios Estaline na área da literatura (1941, 1943 e 1946, este a título póstumo).
Em 1942, foi membro da comissão de investigação dos crimes dos invasores alemães, creditado como advogado de acusação e representante da União Soviética nos Julgamentos de Nuremberga.
Foi casado três vezes, tendo deixado uma descendência (filhos e netos) de cientistas, músicos, escritores e historiadores.  
Em 2001, a União dos Escritores da Rússia criou, em sua homenagem, um prémio nacional bianual para galardoar «as contribuições criativas para o desenvolvimento da literatura russa», abarcando duas tipologias: Narrativa Ficcional e Jornalismo.
Algumas das suas obras foram adaptadas ao cinema. Do seu romance “Ibycus” foi feita uma adaptação em banda desenhada, entre 1998 e 2001, tendo um dos álbuns vencido o Prémio de Melhor Álbum no Festival de Angoulême (França, 2000).

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

9 DE JANEIRO - RIGOBERTA MENCHÚ

EFEMÉRIDE Rigoberta Menchú Tum, indígena guatemalteca, nasceu em Uspantán, El Quiché, no dia 9 de Janeiro de 1959. Foi agraciada com o Prémio Nobel da Paz em 1992, pela sua acção em defesa dos direitos humanos, especialmente dos povos indígenas, sendo Embaixatriz da Boa Vontade da UNESCO (1993) e vencedora do Prémio Príncipe das Astúrias de Cooperação Internacional.
Filha de duas personalidades bastante respeitadas na sua comunidade natal, o pai era um activista na defesa das terras e dos direitos indígenas e a mãe uma parteira indígena, mister que é passado de geração em geração.
O Nobel foi atribuído a Rigoberta em reconhecimento da «sua acção pela justiça social e reconciliação étnico/cultural baseadas no respeito dos direitos dos povos indígenas».
Na leitura que fez quando da recepção do prémio, reivindicou os direitos históricos negados aos povos indígenas e denunciou a perseguição sofrida desde a “descoberta” do continente americano por Colombo, momento em que foi destruída uma civilização plenamente desenvolvida em todos os âmbitos do conhecimento. Insistiu na necessidade da paz, desmilitarização e justiça social no seu país, assim como no respeito pela natureza e pela igualdade para as mulheres.
Parte da sua popularidade adveio do livro auto-biográfico de 1982/83 “Me llamo Rigoberta Menchú y así me nació la conciencia”. O livro foi escrito pela venezuelana Elisabeth Burgos, a partir de várias entrevistas com Rigoberta. Neste livro, ela explica como iniciou a vida de trabalhadora numa plantação de café, aos cinco anos de idade, em condições tão péssimas que foram a causa da morte de um irmão e de um amigo.
Já adulta, participou em manifestações de protesto contra o regime militar, pelos seus abusos contra os direitos humanos. A Guerra Civil da Guatemala teve lugar entre 1962 e 1996, embora a violência tenha sido iniciada antes. Em 1980, o pai foi assassinado na embaixada espanhola na cidade da Guatemala, juntamente com outras vinte pessoas. Diversas ameaças forçaram-na ao exílio no México, em 1981.  
Em 1991, participou na elaboração da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas elaborada no seio da ONU.
Quando findou a guerra civil, tentou sem sucesso levar a tribunal diversos políticos e militares, por assassinato de cidadãos espanhóis e por genocídio contra o povo Maia da Guatemala. As acusações incluíam o ditador e ex-militar Efraín Ríos Montt.
Em 1998, foi galardoada com o Prémio Príncipe das Astúrias de Cooperação Internacional, juntamente com Fatiha Boudiaf, Fatana Ishaq Gailani, Somaly Mam, Emma Bonino, Graça Machel e Olayinka Koso-Thomas, «por su trabajo, por separado, en defensa y dignificación de la mujer».
Em 2007, anunciou que concorreria ao cargo de Presidente da Guatemala, tendo a esperança de vir a ser a primeira mulher a ocupar o cargo no seu país, mas obteve apenas 20,7% dos votos.
Rigoberta é presidente das companhias Salud para Todos e Farmácias Similares, que têm por finalidade fornecer a baixo custo medicamentos genéricos para as populações mais carenciadas. Por intermédio da fundação com o seu nome, organiza também diversas acções humanitárias.

domingo, 8 de janeiro de 2017

8 DE JANEIRO - ZHOU ENLAI

EFEMÉRIDEZhou Enlai, por vezes escrito também Chu En-Lai, político chinês, morreu em Pequim no dia 8 de Janeiro de 1976. Nascera em Huai'an, Jiangsu, em 5 de Março de 1898. Foi um célebre, influente e proeminente líder do Partido Comunista Chinês.
Desde a fundação da República Popular da China (1 de Outubro de 1949) até à sua morte, exerceu o cargo de primeiro-ministro e, entre 1949 a 1958, foi igualmente um hábil e qualificado ministro dos Negócios Estrangeiros.
Teve um papel importante na consolidação do controlo do poder pelo PCC, organizou a política estrangeira do país e desenvolveu a economia chinesa. 
Preconizou a coexistência política com o Ocidente, depois do impasse da Guerra da Coreia, participando nos acordos de Genebra em 1954 e ajudando a organização da visita de Richard Nixon à China em 1972.
Esteve na origem das políticas executadas face às crises diplomáticas com os Estados Unidos, Taiwan, União Soviética (depois de 1960), Índia e Vietname.
Ficou igualmente conhecido por ser um apoio de longa data de Mao Zedong, sobretudo no que respeita à política estrangeira. «Apesar das suas personalidades opostas, formaram uma equipa eficaz» segundo opinião de Henry Kissinger, diplomata americano que trabalhou com ambos.
Em grande parte graças à sua experiência, sobreviveu à purga de grandes dirigentes durante a Revolução Cultural nos anos 1960, sendo mesmo mediador em várias situações, o que o tornou ainda mais popular. Morreu oito meses antes de Mao Zedong. 

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