quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

24 DE JANEIRO - DESMOND MORRIS


EFEMÉRIDE - Desmond John Morris, biólogo inglês, reconhecido pelo seu trabalho como zoólogo e etólogo, nasceu em Purton no dia 24 de Janeiro de 1928. É conhecido ainda como escritor, pintor surrealista e expert em sociobiologia humana.
Notabilizou-se nos anos 1960, como apresentador do programa “Zoo Time”, na Granada TV. Os seus estudos concentram-se no comportamento animal e humano, explicados de um ponto de vista zoológico.
Morris escreveu vários livros e produziu alguns programas de televisão, muitas das vezes convertendo-os também em livros. As suas análises dos humanos, de um ponto de vista zoológico, geraram muita controvérsia, mas são bastante populares nos meios académicos.
Ingressou - em 1951 - no departamento de zoologia da Universidade de Oxford, a fim de estudar o comportamento animal, a explanar na sua tese de doutoramento. Em 1954, iniciou os trabalhos de pesquiza sobre o comportamento reprodutivo de uma espécie de peixe. Prosseguiu depois o seu estudo sobre a reprodução dos pássaros, antes de estudar a habilidade dos macacos de grande porte para a pintura e para o desenho.
Em 1957, um dos co-fundadores do Instituto de Artes Contemporâneas de Londres convidou-o para expor as primeiras pinturas realizadas pelo seu chimpanzé Congo. 
Tornou-se, então, apresentador da emissão “Zoo Time”. Produtor de shows televisivos e autor de vários livros de zoologia, Morris continua a ser considerado um percursor da etnologia e da sociobiologia humana, nomeadamente através da obra “O Macaco Nu”, best-seller mundial, que foi vendido em mais de dez milhões de exemplares.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

23 DE JANEIRO - WALTER M. MILLER, JR.


EFEMÉRIDE - Walter Michael Miller, Jr., escritor norte-americano de ficção científica, nasceu em New Smyrna Beach no dia 23 de Janeiro de 1923. Morreu em Dayton Beach, em 9 de Janeiro de 1996.
Com o romance “A Canticle for Leibowitz”, único publicado em vida e traduzido para muitos idiomas, Miller ganhou o Prémio Hugo de Melhor Romance em 1961. O seu segundo romance, continuação do primeiro, intitulado “Saint Leibowitz and the Wild Horse Woman”, só foi publicado postumamente, em 1997. Ambas as obras reflectem as preocupações religiosas de Miller, que era católico convertido desde 1947, aos 25 anos, e a sua visão da humanidade e da história, segundo a qual as culturas passam por um ciclo de vida de nascimento e decadência. O “Cântico” é considerado «o melhor romance pós-apocalíptico». Publicou, ainda, cerca de 40 contos e novelas de ficção-científica.
Miller estudou na Universidade de Tennessee, de 1940 a 1942. Depois do ataque aéreo a Pearl Harbor, durante a II Guerra Mundial, alistou-se na Força Aérea Americana. Passou o resto da guerra como radiotelegrafista e artilheiro de retaguarda, tendo participado em 53 bombardeios sobre a Itália e os Balcãs. Num deles, destruiu o Mosteiro Beneditino de Monte Cassino, em Itália. O controverso ataque ao mais antigo mosteiro do mundo ocidental foi uma experiência traumatizante para o futuro escritor.
Depois da guerra, Miller casou-se com Anna Louise Becker e tiveram 4 filhos. Estudou Engenharia na Universidade do Texas e trabalhou para empresas de caminhos de ferro. Depois de sofrer de depressão durante décadas, Miller tornou-se patologicamente um recluso, evitando qualquer contacto com os conhecidos e até mesmo com membros da sua família. Suicidou-se, com um revólver, em Janeiro de 1996, poucos dias antes de completar 73 anos.
Miller começou a publicar contos na década de 1950. Em Março daquele ano, publicou “MacDoughal’s Wife Leibowitz”, no “American Mercury” e, em Maio do mesmo ano, “Month of Mary”, na revista “Extension Magazine”. A seguir, foi a vez de “Secret of the Death Dome”, em “Amazing Stories”. Em 1955, recebeu o Prémio Hugo pela novela “The Darfsteller”, sobre um teatro que substituiu os actores humanos por bonecos em tamanho real, controlados pelo Maestro, igualmente uma máquina.
Muitas das suas mais de 40 novelas e contos transfiguraram a ficção-científica convencional, por examinar questões éticas, a relação da humanidade com a tecnologia e o progresso na história. Em “Crucifixus Etiam, de 1953, um trabalhador peruano, trabalhando em Marte, descobre que não poderá jamais regressar à Terra e sacrifica, assim, o resto da sua vida pelas futuras gerações. O tema do sacrifício também é central em “Eu, sonhador”, no qual uma máquina com órgãos humanos empreende uma missão suicida para salvar um grupo de rebeldes.
Um Cântico para Leibowitz”, a mais conhecida obra de Miller, é sobre a longa e lenta reconstrução da civilização depois de uma guerra nuclear. Na superfície da Terra reverberam-se os temores da aniquilação nuclear, actualizada e metamorfoseada num novo grande Dilúvio de base religiosa, do período da Guerra Fria e o colapso dos ideais democráticos sob ideologias totalitárias. Contudo, a história épica de Miller não é uma alegoria política, mas uma ilustração do ditame de que «aqueles que não aprendem com a história estão condenados a repeti-la». “Um Cântico para Leibowitz” teve uma adaptação radiofónica em 1981.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

22 DE JANEIRO - ABOUBAKAR


EFEMÉRIDE - Vincent Aboubakar Pessoa, futebolista camaronês, pertencente actualmente ao FC do Porto, nasceu em Yaoundé no dia 22 de Janeiro de 1992.
Após se destacar no Coton Sport FC, desde os catorze anos, Aboubakar - que se estreou na Selecção Camaronesa em Maio de 2010, num jogo amigável contra a Eslováquia - assinou contrato com o Valenciennes FC, de França, onde esteve 3 épocas, sendo depois transferido para o FC Lorient.
Foi convocado para a disputa dos Mundiais de 2014. Em Agosto desse mesmo ano, assinou pelo Porto (30 milhões de euros, com cláusula de rescisão de 50 milhões), onde passou a utilizar a camisola 99, que não era usada desde que Vítor Baía saiu do clube. Na Liga dos Campeões Europeus, marcou um golo contra o FC Basileia, no jogo dos oitavos-de-final, que o Porto ganhou por 4-0.
No início da temporada 2015/16, na Liga Portuguesa, Aboubakar agarrou a titularidade, que pertencia a Jackson Martínez na época anterior. No primeiro jogo, marcou dois golos, na vitória por 3-0 frente ao Vitória SC de Guimarães.
Em 2016/2017, foi titular importante no Besiktas JK (emprestado pelo Porto). Ganhou também a Taça de África das Nações de 2017., em que os Camarões defrontaram e venceram o Egipto, sendo ele a marcar o golo da vitória.

domingo, 21 de janeiro de 2018

21 DE JANEIRO - IBRAHIM RUGOVA


EFEMÉRIDE - Ibrahim Rugova, escritor, político e ex-presidente do Kosovo, morreu em Priština no dia 21 de Janeiro de 2006. Nascera em Cerrcë, em 2 de Dezembro de 1944. Era um antigo membro do Partido Comunista Kosovar e secretário da União dos Escritores do Kosovo.
Licenciado em Letras pela Sorbonne, falava fluentemente francês, inglês, sérvio e albanês. Passou dois anos na Escola prática de altos-estudos da Sorbonne (1976/77), onde estudou a vida e a obra de Roland Barthes.
Era líder da Liga Democrática do Kosovo e defendia meios pacíficos para conseguir a independência desta região sob domínio sérvio. Por isso, era conhecido pelo Gandhi dos Balcãs. Em 1989, o presidente da então Jugoslávia, Slobodan Milošević, anulou a autonomia do Kosovo precipitando a declaração de independência dos kosovares de língua e etnia albanesas.
Foi sequestrado pelo regime de Milošević durante a guerra do Kosovo em 1999, quando foi forçado a fazer uma aparição pública na televisão estatal sérvia. Em Março de 2002, foi eleito presidente do Kosovo, que ficara sob administração da ONU desde o fim da guerra, cargo que ocupou até à sua morte. Foi vítima de um misterioso atentado (falhado) em 2005.
Grande fumador, Ibrahim Rugova faleceu aos 61anos, após uma longa luta contra um cancro de pulmão, diagnosticado em 2005. Era casado e pai de três filhos. 

sábado, 20 de janeiro de 2018

20 DE JANEIRO - BUZZ ALDRIN


EFEMÉRIDE - Buzz Aldrin, de seu nome original Edwin Eugene Aldrin Jr., engenheiro, ex-astronauta norte-americano, ex-coronel e piloto da Força Aérea dos Estados Unidos, nasceu em Glen Ridge no dia 20 de Janeiro de 1930. Foi o segundo homem a pisar a Lua, em 20 de Julho de 1969, como tripulante do módulo lunar Eagle, durante a missão Apollo 11, a primeira missão tripulada a pousar no nosso satélite.
Deixou a NASA após o passeio lunar, voltou à Força Aérea para ocupar um cargo de chefia   e passou a fazer palestras em todo o mundo promovendo a exploração espacial. Extrovertido, bem-humorado, culto, fez a dobragem de si próprio em séries da televisão americana, como “Os Simpsons”. Interpretou um reverendo num filme para a televisão sobre a Apollo 11 e confessou na sua autobiografia ter tido vários problemas de depressão e alcoolismo nos anos pós-Apollo 11, o que contribuiu para sua aposentadoria da USAF.
Foi dado o seu nome a uma cratera na Lua, localizada perto do ponto de alunagem da Apollo 11, e também a um asteróide. Tem uma estrela com o seu nome na Calçada da Fama em Hollywood.
Aldrin entrou para a NASA em Outubro de 1963 e foi ao espaço pela primeira vez na missão Gemini XII, a última do projecto Gemini, batendo o recorde de permanência fora da nave em actividades extra-veiculares, provando que os astronautas poderiam trabalhar no espaço, algo comum hoje em dia.
O seu nome em criança, e pelo qual ficou conhecido, deveu-se ao facto da irmã mais nova lhe chamar Buzzer (cigarra), palavra depois encurtada para Buzz. Nos anos 1980, ele mudou legalmente o seu nome para Buzz. O nome de solteira da mãe, de origem sueca, era – curiosamente - Marion Moon (Lua, em inglês). O pai, de origem escocesa, era funcionário da Standard Oil, fazendo viagens em serviço a pilotar uma aeronave.
Buzz Aldrin tem sido um forte apoiante para que os EUA tentem tudo para colocar humanos em Marte. Publicou cinco obras de ficção, todas sobre a aventura espacial, e ainda a sua autobiografia. Completa hoje 88 anos de idade.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

19 DE JANEIRO - JAVIER PÉREZ DE CUÉLLAR


EFEMÉRIDE - Javier Felipe Ricardo Pérez de Cuéllar y de la Guerra, diplomata e político peruano, nasceu em Lima no dia 19 de Janeiro de 1920. Foi secretário-geral das Nações Unidas de 1982 a 1991.
Candidatou-se à presidência do Peru em 1995, mas foi derrotado por Alberto Fujimori. Em Setembro de 2000, logo após a fuga do presidente Alberto Fujimori para o Japão, foi encarregado pelo presidente em exercício, Valentin Paniagua, para liderar o governo de transição e organizar as eleições, com a dupla incumbência de presidir ao Conselho de Ministros e ao ministério dos Negócios Estrangeiros (2000/01). No governo que resultou das eleições, Pérez de Cuéllar foi nomeado embaixador em Paris, terminando a sua carreira política e diplomática em 2004. Ficou em França, onde agora reside.
Em Março de 1996, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade de Portugal.
Entrara para o ministério de Negócios Estrangeiros em 1940 e para o serviço diplomático em 1944. Foi secretário nas embaixadas do Peru, em França, Reino-Unido, Bolívia e Brasil, país onde foi depois conselheiro do embaixador.
No seu regresso a Lima, com 41 anos, subiu ao posto de embaixador em 1962, desempenhando diversos cargos oficiais a partir daí.
Foi embaixador na Suíça e o primeiro embaixador peruano na União Soviética, sendo depois colocado na Polónia e seguidamente na Venezuela. 
Foi professor de Direito Internacional na Academia diplomática do Peru. É autor de um manual de Direito Diplomático, editado em 1964.
Foi membro da delegação peruana em várias sessões da Assembleia Geral das Nações Unidas. Em 1971, foi nomeado representante permanente do Peru na ONU. Em 1973 e 1974, representou o Peru no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A partir de 1981, exerceu as funções de representante pessoal do secretário geral para as questões relativas à situação no Afeganistão, tendo-se mesmo deslocado àquele país e ao Paquistão.
Em Maio de 1981, reintegrou o ministério dos Negócios Estrangeiros peruano, continuando – simultaneamente - o ocupar-se dos problemas no Afeganistão, até ser nomeado secretário geral da ONU, no fim de Dezembro do mesmo ano.  Sucedeu a Kurt Waldheim. Foi reeleito em 1986 para um segundo mandato.
Durante os seus dois mandatos, dirigiu as mediações entre o Reino-Unido e a Argentina, depois da guerra das Maldivas. Interveio igualmente nas negociações para a independência da Namíbia e no conflito entre Marrocos e a Frente Polisário.  A pedido dos membros do Conselho de Segurança, iniciou um 3º mandato em 1992 até que fosse encontrado o seu sucessor. Durante o seu 2º mandato, os “capacetes azuis” da ONU receberam o Prémio Nobel da Paz.
Em Julho de 2005, entrou nos cuidados intensivos de um hospital de Paris devido a um infarto. Teve alta uma semana depois. Participa ainda activamente em trabalhos da UNESCO. Completa hoje 98 anos de idade.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

18 DE JANEIRO - EDWARD BULWER-LYTTON


EFEMÉRIDE - Edward George Earle Bulwer-Lytton, escritor e político inglês, morreu em Torquay no dia 18 de Janeiro de 1873.   Nascera em Londres, em 25 de Maio de 1803. Era imensamente popular entre os leitores e escreveu uma série de best-sellers que lhe renderam uma fortuna considerável. Está sepultado na Abadia de Westminster, contra sua vontade.
Quando Edward tinha quatro anos, o pai morreu e a mãe mudou-se para Londres. Foi uma criança delicada, neurótica e mostrava-se infeliz na maioria dos colégios por onde passava. Quando tinha apenas quinze anos, uma das suas professoras encorajou-o a publicar o primeiro livro “Ishmael and Other Poems”. Em 1825, ganhou a Chancellor's Gold Medal, com os seus versos.
Em 1827, contra a opinião da mãe, esposou uma célebre beldade irlandesa.  Como represália, ela tirou-lhe a mesada, obrigando-o a ir trabalhar. O casal teve dois filhos, um deles tendo chegado a governador-geral e vice-rei das Índias britânicas (1876/80).
As suas actividades literárias e políticas, assim como as suas infidelidades conjugais, fizeram passar por rudes provas o seu casamento. Separaram-se em 1833, separação legalizada em 1836. A mãe morreu em 1843.
Em 1831/32, foi director do “Monthly Magazine”. Foi deputado entre 1831 e 1841, mantendo-se depois afastado da política, durante vários anos, só voltando em 1852/66. Foi o primeiro barão Lytton de Knebworth e membro do conselho privado do rei. Em Junho de 1858, entrou para o governo como secretário-de-estado das Colónias.
Durante a sua carreira literária, para além de poesias e peças teatrais, escreveu uma vintena de romances, explorando vários géneros e revelando a sua paixão pela história, pelas ciências e pelo saber de uma forma geral. Atingiu o cume da celebridade com “Godolphin” (1833).
Sofreu durante muito tempo de uma doença nos ouvidos e, nos últimos anos de vida, instalou-se em Torquay para tratar da saúde. Depois de uma cirurgia, teve complicações e morreu após uma semana de dores intensas.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

17 DE JANEIRO - ART BUCHWALD


EFEMÉRIDE – Arthur “ArtBuchwald, humorista, escritor, jornalista e notável colunista norte-americano, morreu em Washington no dia 17 de Janeiro de 2007. Nascera em Nova Iorque, em 20 de Outubro de 1925. Ficou célebre pela sua coluna no “The Washington Post”, que se baseava na sátira política e servia como forma de expressão para as suas opiniões. Recebeu o Prémio Pulitzer do Comentário em 1982 e, em 1986, foi eleito para a American Academy and Institute of Arts and Letters.
Buchwald também ficou conhecido pelo processo que ele e o seu sócio Alain Bernheim instauraram contra a Paramount Pictures, em 1988, motivado pela controvérsia com o filme de Eddie Murphy, “Coming to America”. Buchwald alegava que a Paramount lhe roubara o guião. Ele ganhou e aceitou um pedido de acordo da Paramount. O caso serviu de argumento para um livro de 1992 intitulado “Fatal Subtraction: The Inside Story of Buchwald V. Paramount”.
Em Fevereiro de 2006, recorreu a um hospital de Washington, devido à falência renal de que era vítima. Em Julho desse ano, teve alta e voltou para a sua casa de Verão, Martha's Vineyard, onde escreveu um livro sobre os cinco meses que passou no hospital: “Too Soon to Say Goodbye”.
Art Buchwald nasceu numa família de judeus alemães. A mãe, Helen Buchwald, passou 35 anos num hospital psiquiátrico e raramente viu o filho. Quando os negócios da família faliram, como consequência da grande depressão, o pai de Buchwald internou-o no Hebrew Orphan Asylum, em Nova Iorque. Buchwald foi transferido entre várias casas de acolhimento, incluindo uma hospedaria para crianças doentes em Queens, onde esteve até aos 5 anos de idade. O pai e as irmãs reuniam-se e viviam ocasionalmente numa comunidade residencial de Forest Hills, Queens. Buchwald não terminou os estudos no liceu de Forest Hills, acabando por fugir de casa aos 17 anos.
Durante a Segunda Guerra Mundial, quis alistar-se na marinha dos Estados Unidos, mas era demasiado novo para o fazer. Subornou então um alcoólico, com whisky, para que este assinasse como seu representante legal. Entre Outubro de 1942 e Outubro de 1945, serviu a marinha na 4th Marine Aircraft Wing. Passou dois anos no teatro de guerra do Pacífico e passou à disponibilidade como sargento.
No seu regresso, matriculou-se na Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, no G.I. Bill (programa para veteranos da Segunda Guerra Mundial). Na universidade, foi editor da revista do campus “Wampus” e tinha também uma coluna no jornal universitário, “Daily Trojan”.
Em 1948, deixou a universidade, sem ter conseguido a licenciatura, e comprou um bilhete só de ida para Paris. Conseguiu trabalhos eventuais como correspondente da revista “Variety”, em Paris. Em Janeiro 1949, ficou responsável por uma coluna para a edição europeia do “The New York Herald Tribune”, intitulada “Paris After Dark”. Era constituída por informações da vida nocturna parisiense. Foi contratado e juntou-se à equipa editorial. Em 1951, iniciou uma outra coluna, “Mostly About People”.
Os s escritos de Buchwald rapidamente ganharam leitores de ambos os lados do Atlântico. Numa edição de Agosto de 1959, a revista “TIME”, ao rever a história da edição europeia do “The Herald Tribune”, considerou as suas rubricas como tendo «qualidade institucional».
Nessa época, em Paris, conheceu e entrevistou Elvis Presley, durante um fim de semana que passou no Prince de Galles Hotel, incluindo-o no seu livro “I'll always have Paris”". Foi igualmente, algures entre 1948 e 1951, que surgiram os rumores de que Buchwald tivera um breve caso amoroso com Marilyn Monroe. Este caso, se realmente existiu, durou apenas algumas semanas. Foi dito que Buchwald converteu Marilyn ao Judaísmo (ao qual ela se converteu efectivamente mais tarde). Marilyn foi a base para uma personagem da sua novela “A Gift From The Boys”, publicada em 1958.
Buchwald voltou aos Estados Unidos em 1962 e foi associado da “Tribune Media Services”. As suas colunas apareceram em mais de 550 jornais no seu auge e foram publicadas em mais de 30 livros ao longo da vida.
Em 1967, colaborou com o cineasta francês Jacques Tati no guião do filme “Playtime” no qual escreveu os diálogos em inglês.
Buchwald e a sua esposa adoptaram três crianças e viveram em Washington. Em 2000, aos 74 anos de idade, Buchwald sofreu um derrame cerebral que o deixou no hospital durante dois meses.
Em Fevereiro de 2006, a Associação de Imprensa comunicou que uma das pernas de Buchwald tinha sido amputada em decorrência de problemas circulatórios. Durante a sua permanência no hospital, convidou Diane Rehm para o entrevistar naquilo que os funcionários do hospital chamaram de «revisão de vida», que serviu também como oportunidade para se despedir dos seus leitores. Durante a transmissão do espectáculo, que foi para o ar no dia 24 de Fevereiro de 2006, revelou a decisão de parar com a hemodiálise que havia iniciado para tratar da insuficiência renal. Se bem que demonstrasse alguma nebulosidade mental de vez em quando, o seu humor e charme mantiveram-se evidentes durante a entrevista.
Em Novembro de 2006, Kyra Phillips entrevistou-o para a CNN. Phillips tinha-o conhecido quando o entrevistara, ainda estudante, em 1989. No dia 22 de Novembro de 2006, Buchwald apareceu novamente no programa televisivo de Diane Rehm. Faleceria dois meses depois, com 81 anos de idade.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

16 DE JANEIRO - GERMANA TÂNGER


EFEMÉRIDEGermana Tânger, de seu nome completo Maria Germana Dias da Silva Moreira, pelo casamento Tânger Corrêa, actriz, encenadora, declamadora e divulgadora de poesia portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 16 de Janeiro de 1920.
Licenciou-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde, nos anos 1940, integrou o Grupo de Teatro. Na mesma época, começou também a declamar poesia, tendo privado com vários dos maiores poetas do seu tempo, como Almada Negreiros, Sofia de Melo Breyner, José Régio e Jorge de Sena, entre outros.
Mudou-se para Paris, onde tirou o curso de Dicção de George Le Roy, tornando-se, por convite de Medeiros Gouveia, lente de Luís Vaz de Camões na Universidade de Sorbonne.
Como divulgadora de poesia ao longos de vários anos, percorreu todo o país, com a Pró-Arte, e também vários países estrangeiros, na América, África e Ásia, acompanhada por vezes pelo pianista Adriano Jordão.
Foi professora de Dicção, ou Arte de Dizer, no Conservatório Nacional durante 25 anos e teve vários programas na Radiodifusão Portuguesa e na Radiotelevisão Portuguesa.
Dirigiu, encenou e adaptou vários espectáculos, no Festival de Sintra, na Torre de Belém, no Teatro Municipal de São Luís e no Festival de Teatro de Almada, no qual foi homenageada em 1998. Considerou por terminada a sua carreira artística com um espectáculo no Teatro da Trindade, em Novembro de 1999, tendo sido feita Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique em Março do ano seguinte. Foi agraciada pela Câmara Municipal de Lisboa com a Medalha Municipal de Mérito Grau Ouro em Maio de 2010.
Em Abril de 2016, para celebrar os seus 96 anos, lançou o livro “Vidas numa Vida”, através da Editora Manufactura. Continua a viver em Lisboa, completando hoje 97 anos de idade.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

15 DE JANEIRO - MARIE DUPLESSIS


EFEMÉRIDE - Marie Duplessis, de seu verdadeiro nome Rose Alphonsine Plessis, cortesã francesa que serviu de inspiração para a personagem Marguerite Gautier, no romance “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas Filho, nasceu em Nonant-le-Pin no dia 15 de Janeiro de 1824. Morreu em Paris, em 3 de Fevereiro de 1847.
Filha de um camponês alcoólatra, com a morte da mãe, ainda criança, ficou à mercê do pai. Trabalhou como criada de hotel e numa fábrica de guarda-chuvas. Com 15 anos, mudou-se para Paris e trabalhou como costureira e chapeleira.
Ambiciosa, percebeu que era grande a sua capacidade de atrair os homens, tornando-se uma cortesã de luxo. Aprendeu a ler e a escrever, a tocar piano e acabou por ser capaz de conversar sobre todos os assuntos.  Foi levada às rodas de nobreza de Paris, pelo duque de Guiche.
Alphonsine, querendo refinar-se, aprendeu como se portar como uma dama e teve aulas de dança e etiqueta, pelas mãos do duque. Foi nessa época que adoptou o nome de Marie Duplessis, por o achar mais atraente.
Nunca lhe faltaram amantes. Passou a ser sustentada pelo velho conde de Stackelberg, que lhe deu uma mansão, muitas jóias e uma carruagem com os respectivos cavalos. Marie seria parecida com a filha do velho conde, daí o motivo de tanta generosidade.
Marie Duplessis tinha vinte anos quando conheceu Dumas Filho, no Teatro de Variedades. Dumas, vestido segundo a última moda, refinado, logo atraiu o seu olhar. Apaixonaram-se sinceramente. Em 1845, porém, Dumas escreveu a Marie uma carta dizendo que «eles tinham de romper, pois não era rico para a amar como gostaria, nem pobre para ser amado da forma que ela desejaria». Marie partiu para Inglaterra, onde se casou com o conde Édouard de Perregaux (1846). O casamento durou pouco. Tuberculosa, Marie voltou para Paris e para a antiga vida mundana. A doença agravou-se seriamente. Morreu aos 23 anos, sem dinheiro e com a beleza destruída pela enfermidade. Foi deitada a uma vala comum no cemitério. O conde de Perregaux apressou-se, porém, a assegurar-lhe uma sepultura condigna.
Quando os seus pertences foram vendidos em leilão, para pagar as dívidas deixadas, muitos foram aqueles que quiseram guardar recordações suas. Menos de um ano mais tarde, Alexandre Dumas Filho homenageou-a, escrevendo “A Dama das Camélias”. Mais tarde, esta obra foi adaptada ao teatro pelo próprio autor, sendo representada em 1852. No ano seguinte, Verdi criou - tomando por base a peça - a célebre ópera “La traviata”, onde apresenta Marie Duplessis sob o nome de Violetta Valery.
O romance de Dumas Filho e a história de Marie Duplessis foram objecto de várias adaptações ao cinema, uma delas interpretada por Greta Garbo e Robert Taylor.

domingo, 14 de janeiro de 2018

14 DE JANEIRO - JUAN GELMAN


EFEMÉRIDE - Juan Gelman, poeta, jornalista e tradutor argentino, morreu na Cidade do México em 14 de Janeiro de 2014.  Nascera em Buenos Aires no dia 3 de Maio de 1930.  É um dos mais importantes poetas latino-americanos das últimas décadas, vencedor do Prémio Cervantes em 2007.
Há uma pequena colectânea de poemas publicada em Portugal, em 1998, pela editora Quetzal. No Brasil, há três livros publicados com a sua poesia: “Amor que serena, termina?”,  Isso” e “Com/posições”.  
Nascido num bairro de identidade judia, Juan Gelman era o terceiro filho (único nascido na Argentina) de um casal de imigrantes judeus ucranianos. Aprendeu a ler aos 3 anos e, aos oito, escreveu os primeiros poemas. Trabalhos seus foram publicados pela primeira vez, quando ele tinha apenas onze anos (1941), na revista “Rojo y Negro”.
Aos 15 anos, aderiu à Federación Juvenil Comunista. Três anos mais tarde, começou os estudos de Química na Universidade de Buenos Aires, mas em, breve os abandonou para se dedicar em pleno à literatura.
Em 1955, foi um dos fundadores de grupo de poetas El pan duro, composto de jovens militantes comunistas que propunham uma poesia engajada e popular, adoptando um funcionamento cooperativo para a publicação e difusão das suas obras. Em 1956, o grupo publicou o seu primeiro livro, “Violín y otras cuestiones”.
Em 1963, sob a presidência de José María Guido, foi preso juntamente com outros escritores por pertencer ao Partido Comunista. Quando foi solto, aproximou-se do Peronismo Revolucionário. Fundou o grupo Nova Expressão e a editora A Rosa Blindada que passou a difundir livros de esquerda recusados pelo comunismo ortodoxo.
Em 1966, lançou-se no jornalismo. Foi chefe de redacção da revista “Panorama” (1969), director do suplemento cultural do diário “La Opinión” (1971/73), secretário de redacção da revista “Crisis” (1973/74) e chefe de redacção do quotidiano “Noticias” (1974).
Em 1967, durante a ditadura militar (1966/73), aderiu às Fuerzas Armadas Revolucionarias (FAR). Mais tarde, com a Argentina sob nova ditadura, Gelman passou a residir em Roma, Madrid, Manágua, Paris, Nova Iorque e México, trabalhando como tradutor para a Unesco.
Por ter vários processos judiciais pendentes na Argentina, só voltou ao seu país em 1988. Embora vendo todos os processos anulados, decidiu instalar-se no México. Durante a segunda ditadora, os seus dois filhos e uma nora grávida de 7 meses tinham sido raptados e considerados desaparecidos.
Juan Gelman só voltou a publicar nos anos 1980, prosseguindo a sua carreira literária a partir de então, colaborando também em órgãos da imprensa argentina. Utilizou vários heterónimos (José Galván, Julio Grecco, Sidney West, John Wendell, Dom Pero, Yamanokuchi Ando…).
Ganhou inúmeros prémios literários importantes e vários dos seus poemas foram musicados por Juan Cedrón.

sábado, 13 de janeiro de 2018

13 DE JANEIRO - MELVIN JONES


EFEMÉRIDE - Melvin Jones, de nacionalidade norte-americana, fundador do Lions Clubs International, nasceu em Fort Thomas no dia 13 de Janeiro 1879. Morreu em Fluosmod, em 1 de Junho de 1961, aos 82 anos de idade.
Filho de um capitão do exército, comandou um grupo de escoteiros. Aos 20 anos, mudou-se para Chicago, onde se associou a uma companhia de seguros e, em 1913, fundou a sua própria agência. Foi nesta cidade que se filiou na Maçonaria, em 1906.
Como membro do Círculo de Negócios de Chicago, um grupo de empresários que se reunia regularmente, Melvin Jones foi eleito secretário. Este era um dos muitos grupos da época, que se dedicavam totalmente a promover os interesses financeiros dos seus membros. Devido ao seu apelo limitado, estes grupos estavam destinados a desaparecer. Ele, contudo, tinha outros planos. «Que tal se os homens, que têm sucesso devido à sua energia, inteligência e ambição, usassem os seus talentos para melhorar a vida nas suas comunidades?», perguntou ele.
Em 1914, como secretário do Círculo de Negócios de Chicago, manteve contactos com vários clubes independentes e associações de clubes dos EUA, interessando-os na unificação para formar uma associação que servisse os seus semelhantes. Entretanto, somente em Julho de 1917, e depois de numerosa correspondência, é que conseguiu reunir os delegados dos vários clubes, a fim de preparar os fundamentos para a formação da nova Associação, a qual começou a existir alguns meses depois, numa Convenção reunida em Dallas, em Outubro. Nessa Convenção, Melvin Jones foi eleito secretário do então criado Lions Clubs International. Foi estipulado que os sócios não poderiam promover ali os seus interesses comerciais.
Melvin Jones abandonou mesmo a sua agência de seguros, para se dedicar inteiramente ao Lions Clubs International. Foi sob a sua liderança dinâmica que os Lions Clubs conseguiram o prestígio necessário para atrair homens com mentalidade cívica. Em Julho de 1950, a Directoria Internacional concedeu-lhe o título de Secretário-Geral Perpétuo e, em Julho de 1958, o de Secretário-Geral e Fundador do Leonismo.
O fundador da associação foi também reconhecido como líder por outras entidades. Uma das maiores honras para Melvin Jones foi quando, em 1945, representou o Lions Clubs International como consultor, na Conferência das Nações Unidas sobre Organização Internacional, em São Francisco, ao ser criada a Organização das Nações Unidas (ONU).
Melvin Jones, o homem cujo lema pessoal era «Você não pode ir muito longe enquanto não começar a fazer algo pelo próximo», tornou-se o exemplo condutor de pessoas com espírito de serviço humanitário em todas as partes do mundo.
A Câmara Municipal de Lisboa prestou homenagem ao Leonismo, na pessoa do seu fundador, ao atribuir o nome de Melvin Jones a uma rua da freguesia de São Domingos de Benfica.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

12 DE JANEIRO - GEORGES CARPENTIER


EFEMÉRIDE - Georges Carpentier, pugilista francês, nasceu em Liévin no dia 12 de Janeiro de 1894. Morreu em Paris, em 27 de Outubro de 1975. Foi também um valoroso praticante de rugby.
Georges Carpentier começou a praticar boxe em 1908, quando tinha somente 14 anos de idade. Com apenas três anos entre os profissionais, conquistou o primeiro dos seus muitos títulos.
Lutando a princípio nos meios-médios, Carpentier tornou-se campeão francês nesta categoria em 1911, com uma vitória por KO sobre Robert Eustache. Em seguida, ainda naquele mesmo ano, novo KO sobre o britânico Young Joseph, tornando-se também o campeão europeu.
Em 1912, subiu de categoria e, tendo batido Jimmy Sulivan em apenas dois assaltos, conquistou o título de campeão europeu dos pesos-médios. O combate seguinte foi contra George Gunther, que se dizia campeão mundial dos pesos-médios, desde que Billy Papke tinha recusado lutar contra ele em 1911. Após um duelo de vinte assaltos, Carpentier obteve a vitória aos pontos, mantendo o seu título de campeão europeu.
Em 1913, apesar de alguns revezes no ano anterior, Carpentier decidiu subir de categoria mais uma vez. O seu oponente, Bandsman Dick Rice, resistiu apenas dois assaltos e Carpentier adicionou mais um título à sua carreira, o de campeão europeu dos meios-pesados.
Não satisfeito, ainda em 1913, Carpentier passou a ostentar o título de campeão europeu dos pesos-pesados, após bater por KO ao quarto assalto, o campeão britânico Bombardier Billy Wells. Carpentier ainda chegou a defender esse título uma vez, em 1914, antes de interromper a sua carreira para servir na aviação, durante a Primeira Guerra Mundial, tendo sido condecorado por duas vezes.
Cinco anos mais tarde, com o fim da Guerra, Carpentier pôde voltar aos ringues e logo mostrou que não havia perdido o jeito. Após defender por 3 vezes o seu título europeu dos pesados, Carpentier resolveu descer de categoria, a fim de disputar o título mundial dos meios-pesados.
Assim, em 1920, Carpentier bateu por KO o campeão Battling Levinsky, em apenas quatro assaltos, o que fez dele o novo campeão mundial dos meios-pesados. Em seguida, Carpentier tentou dar o salto mais alto de toda a sua carreira, quando desafiou o então campeão mundial dos pesos-pesados Jack Dempsey.
A luta entre Dempsey e Carpentier, em 1921, foi um verdadeiro massacre. Apesar de ter lutado heroicamente contra um adversário de maior envergadura, Carpentier foi batido por KO no quarto assalto, tendo terminado a luta bastante maltratado, enquanto Dempsey não tinha sequer um arranhão.
Depois da derrota com Dempsey, Carpentier acabou por perder o seu título mundial dos meios-pesados em 1922, quando foi derrotado por Battling Siki, numa luta de resultado controverso.
A última grande exibição de Carpentier aconteceu em 1924, quando combateu catorze rounds contra o peso-pesado Gene Tunney, antes de ser impedido pelo juiz de lutar o último assalto.
Dois anos mais tarde, em 1926, Carpentier aposentou-se. Passou a levar uma vida mundana, relacionando-se com diversas personalidades de renome, como Aga Khan III, Louis Renault, Santos-Dumont, Maurice Maeterlinck, Vaslav Nijinski, general Pershing, Charlie Chaplin, Mistinguett e “La Belle Otero”, entre outras.
Faleceu em 1975, em casa de sua filha, aos 81 anos de idade. Em 1991, o seu nome juntou-se à galeria dos maiores pugilistas de todos os tempos. Foi dado igualmente o seu nome a várias ruas e estádios franceses. 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

11 DE JANEIRO - PEPÍN BELLO


EFEMÉRIDEPepín Bello, de seu verdadeiro nome José Bello Lasierra, intelectual e escritor espanhol, morreu em Madrid no dia 11 de Janeiro de 2008, aos 103 anos de idade. Nascera em Huelva, em 13 de Maio de 1904.
Foi a última testemunha viva dos famosos amigos da Residência de Estudantes de Madrid, entre os quais se encontravam numerosos membros da Geração de 27, como Federico García Lorca, Salvador Dalí, Rafael Alberti e Luis Buñuel, de quem foi amigo íntimo durante toda a sua vida. Partilhou um quarto de estudante com Lorca durante alguns meses, na referida resistência.
Pepín Bello ficou conhecido também como o “fotógrafo da Geração de 27”, por ter realizado uma grande parte das fotos que retratam aquela época, tanto na Residência de Estudantes, como de diversos encontros intelectuais no fim dos anos 1920 e começo da guerra civil de 1936.
Filho de um engenheiro, ele esteve em contacto desde a infância com personalidades de relevo, amigos do seu pai. Integrou a residência estudantil logo aos onze anos. Estudou Medicina e, durante a República, ocupou vários cargos oficiais, de tal modo que -  antes da 2ª República espanhola – já tinha desempenhado diversas funções de grande responsabilidade.
Foi grande amigo do toureiro mítico Ignacio Sánchez Mejías, que morreu durante uma corria e ao qual García Lorca dedicou uma das suas obras-primas “Llanto por Ignacio Sánchez Mejías”.
Durante a guerra civil, ficou em Madrid. Recebeu a Medalha de Ouro de Mérito das Belas-Artes em 2003 e o Prémio de Aragão em 2004. Antes, tinha sido condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Afonso X, o Sábio (2001).
Entre as suas obras literárias, salientam-se: “Teatro español de vanguardia” (2003), “Visita de Richard Wagner a Burgos” e “Un cuento putrefacto”(edições póstumas em 2009 e 2010).

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

10 DE JANEIRO - RORY BYRNE


EFEMÉRIDE - Rory Byrne, engenheiro sul-africano, nasceu em Pretória no dia 10 de Janeiro de 1944. É consultor de design e desenvolvimento da Scuderia Ferrari Marlboro, à qual se juntou em 1997.
Diplomado em 1965 pela Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, começou a sua carreira no desporto automóvel no fim dos anos 1960, concebendo monolugares para provas na África do Sul. Prosseguiu a sua carreira na Inglaterra, a partir de 1972. Encontrou o empresário Ted Toleman, que o contrata como director técnico de uma equipa de Fórmula 2. Sob o seu impulso, os Toleman obtiveram bons resultados, o que incitou Ted Toleman a virar-se para a Fórmula 1, a partir de 1981. Apesar de meios financeiros escassos, os Toleman de Byrne realizaram alguns bons resultados, nomeadamente um 2º lugar de Ayrton Senna no Grande Prémio do Mónaco em 1984.
No fim da época de 1985, a Toleman foi comprada pela Benetton. Com um melhor orçamento e em parceria com a BMW, Byrne foi projectista da Benetton, equipa que deu a Michael Schumacher os seus dois primeiros títulos mundiais. Passou depois para a Ferrari nos anos 1990, assim como Michael Schumacher.
Os principais carros projectados com a assinatura de Byrne foram os Ferrari F2002 e F2004, considerados imbatíveis e que coleccionaram quase trinta vitórias, além de ter feito de Michael Schumacher o único piloto a terminar no pódio em todas as provas de uma temporada.
A partir de 2005, Rory começou a retirar-se da Ferrari, trabalhando apenas como consultor, sendo substituído por Aldo Costa, o seu braço-direito. A sua última grande criação “visível” foram as caixas para aquecimento de pneus, quando a Ferrari sofreu - em 2005 - com a regra que proibiu a troca dos compostos em pit-stops.
Deixou a F1 após a temporada de 2006, para cuidar de uma escola de mergulho submarino, na Tailândia. Era a sua outra paixão.
Regressou à Ferrari para uma consultoria rápida, com o intuito de auxiliar o desenvolvimento do novo carro de F1 da Ferrari, o SF70H, que tinha - como desenvolvedores principais – técnicos muito jovens. Voltou com o intuito de repassar a sua experiência e direccionar o projecto no bom sentido.
Rory, que pode ser considerado o melhor projectista da Fórmula 1 moderna, tendo como “rival” apenas outro génio - Adrian Newey, está na situação de pré-reforma desde 2004, mas colabora com a Ferrari, sempre que solicitado.

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