sexta-feira, 22 de junho de 2018

22 DE JUNHO - GEORGE VANCOUVER


EFEMÉRIDE - George Vancouver, oficial da marinha e explorador britânico, nasceu em King's Lynn no dia 22 de Junho de 1757. Morreu em Petersham, em 10 de Maio de 1798. Ficou conhecido pelas suas expedições na América do Norte, em especial na costa oeste do continente, nos actuais Estados americanos de Oregon e Washington, no Alasca, no Havai, na costa sul da Austrália e na província canadiana de Colúmbia Britânica.
As cidades de Vancouver (Washington) nos Estados Unidos, Vancouver no Canadá e a ilha Vancouver, são assim chamadas em homenagem a este explorador.  
Entrou para a Royal Navy com treze anos. Dois anos depois, embarcou no HMS Resolution, quando da segunda viagem do capitão James Cook em busca da Terra Australis.  Acompanhou igualmente Cook quando da terceira viagem (1776/1780). Participou no primeiro reconhecimento e exploração pelos europeus do arquipélago do Havai. No seu regresso à Grã-Bretanha, foi nomeado tenente da marinha real.
George Vancouver passou uma dezena de anos em navios de guerra, antes de ser encarregado de uma expedição cartográfica das costas americanas (1791/1794).
Regressou à Grã-Bretanha em Setembro de 1795, reformando-se em Petersham, onde se dedicou a descrever por escrito as suas viagens de exploração. Morreu aos quarenta anos, deixando o trabalho inacabado.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

21 DE JUNHO - GIDEON SUNDBÄCK


EFEMÉRIDE - Otto Fredrik Gideon Sundbäck, engenheiro e inventor sueco, morreu em Meadville no dia 21 de Junho de 1954. Nascera em Jönköping, em 24 de Abril de 1880. Está associado à invenção do zíper (fecho éclair).
Gideon Sundbäck, após os seus estudos na Suécia, mudou-se para a Alemanha, onde estudou na escola politécnica em Bingen am Rhein. Em 1903, recebeu o diplomas de engenheiro eléctrico. Dois anos mais tarde, mudou-se para os Estados Unidos.
Em 1905, começou a trabalhar na Westinghouse Electric and Manufacturing Company em Pittsburgh. No ano seguinte, foi contratado para trabalhar na Universal Fastener Company em Hoboken. Foi depois promovido a chefe projectista na Universal Fastener.
Foi-lhe atribuída nos Estados Unidos a patente Nº 1 219 881 (pedida em 1914 e atribuída em 1917) pelo invento do zíper (fecho éclair). Sundbäck concebeu também as máquinas necessárias para a montagem destes fechos.
Em 2006, foi incluído no National Inventors Hall of Fame dos Estados Unidos, pelo seu trabalho no desenvolvimento do zíper. Em 24 de Abril de 2012, no 132º aniversário de seu nascimento, a Google publicou um Google Doodle a ele dedicado.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

20 DE JUNHO - TERENCE YOUNG


EFEMÉRIDE - Shaun Terence Young, cenarista e realizador de cinema britânico, nasceu em Xangai no dia 20 de Junho de 1915. Morreu em Cannes, vítima de crise cardíaca, em 7 de Setembro de 1994. Entre os filmes que realizou, contam-se três da saga James Bond: “007 contra Dr. No” (1962), “007 - Da Rússia com amor” (1963) e “Thunderball (1965), todos protagonizados por Sean Connery.
Foi educado numa escola pública britânica. Participou na 2ª Guerra Mundial, como comandante de tanques, na Batalha de Arnhem, nos Países Baixos.
Começou a carreira cinematográfica, como guionista, na década de 1940 (“On the Night of the Fire”). Em 1946, foi co-realizador do filme “Theirs is the Glory”. O seu primeiro trabalho de direcção a solo foi com “Corridor of Mirrors” (1948), um filme de sucesso feito em França.
Após dirigir alguns filmes britânicos, Young começou a realizar vários filmes para Irving Allen e Albert R. Broccoli, na produtora Warwick Films, na década de 1950, incluindo “The Red Beret”, com Alan Ladd. Esta associação de cineastas fez com que ele recebesse a oferta para dirigir os primeiros filmes de James Bond.
Durante as filmagens de “007 - Da Rússia com amor”, Young e um fotógrafo quase morreram, quando o helicóptero em que viajavam caiu no mar durante as filmagens de uma cena. Foram resgatados por membros da equipa. Muito resistente, Young recomeçou a trabalhar meia hora depois do acidente.
Em 1979, fez a montagem e uma parte da realização de um telefilme com a duração de seis horas sobre a vida de Saddam Hussein.
Era casado com a novelista Dorothea Bennett.

terça-feira, 19 de junho de 2018

19 DE JUNHO - PETER TOWNSEND


EFEMÉRIDE - Peter Wooldridge Townsend, piloto britânico e palafreneiro do rei Jorge VI entre 1944 e 1952 e da rainha Isabel II entre 1952 e 1953, morreu em Saint-Léger-en-Yvelines (França) no dia 19 de Junho de 1995. Nascera em Rangoun (Birmânia), em 22 de Novembro de 1914.
Foi educado no Haileybury College, em Hertford Heath. Em 1933, ingressou na Royal Air Force, treinando em Cranwell. Serviu no Training Command e, como instrutor de voo, em Montrose. Por volta de 1940, uniu-se ao esquadrão nº 43 da RAF. Foi comandante de voo em operações nocturnas (1941) e oficial de comando do esquadrão nº 611.
Townsend foi um dos mais notáveis pilotos da Batalha da Grã-Bretanha, servindo como oficial de comando no esquadrão nº 85, que voava com aviões Hawker Hurricanes. Continuou a liderar a unidade, apesar de ter sido ferido em acção.
Subsequentemente, Peter Townsend foi líder do esquadrão nº 605, uma unidade que operava de noite, e estudou num colégio de comando militar em Outubro de 1942. Em Janeiro de 1943, foi oficial de comando em West Malling. Foi promovido a capitão de grupo em 1948.
Em 1944, foi nomeado palafreneiro temporário de Sua Majestade O Rei, servindo até 1953, quando se tornou palafreneiro extra, um posto honorário que deteve até à sua morte. Em Agosto de 1950, foi feito Deputy Master of the Household. Em 1952, passou a desempenhar as funções de controlador, trabalhando para a rainha-mãe. Retirou-se dos arranjos domésticos da corte no ano seguinte. De 1953 até 1956, foi adido aeronáutico em Bruxelas.
Em Julho de 1941, casou com Cecil Rosemary Pawle, com quem teve dois filhos. Divorciaram-se em 1952.
Peter Townsend é mais e melhor conhecido pelo seu romance com a princesa Margarida. Apesar da sua respeitável carreira, ele - por ser divorciado - não tinha nenhuma chance de desposar uma princesa e a relação entre ambos causou grande polémica no começo dos anos 1950. Casou-se depois com uma senhora belga - Marie-Luce Jamagne.
Em 1968, foi um dos muitos conselheiros militares do filme “A Batalha da Grã-Bretanha”. Peter Townsend passou muito tempo dos seus últimos anos de vida a escrever livros não-fictícios, incluindo uma autobiografia.
Morreu de cancro no estômago, aos oitenta anos, em França, país onde mantinha residência há 20 anos.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

18 DE JUNHO - LÍDIA JORGE


EFEMÉRIDE - Lídia Guerreiro Jorge, escritora portuguesa, nasceu em Boliqueime no dia 18 de Junho de 1946.
Licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo sido professora do Ensino Secundário. Foi nessa condição que passou alguns anos em Angola e Moçambique, durante o último período da guerra colonial, mas a maior parte da sua carreira docente decorreu em Portugal. Foi professora na Escola Secundária Rainha Dona Leonor, membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social e integrou o Conselho Geral da Universidade do Algarve.
Iniciou-se na actividade literária com o romance “O Dia dos Prodígios” (1980). Constituiu um acontecimento importante, num período em que se inaugurava uma nova fase da literatura portuguesa. Desde logo se tornou um dos nomes mais notáveis, nomeadamente na renovação da técnica romanesca. Além do sucesso que obteve a nível nacional, passou a integrar o programa dos concursos de agregação da cadeira de Português, nas universidades francesas.
Mais tarde, seguiram-se os romances: “O Cais das Merendas” (1982) e “Notícia da Cidade Silvestre” (1984), ambos distinguidos com o Prémio Literário Município de Lisboa, o primeiro dos quais em 1983, ex aequo com o “Memorial do Convento” de José Saramago.
A publicação de “Notícia da Cidade Silvestre” (1984) veio confirmar o valor da sua escrita. Diferenciando-se das duas obras anteriores, é um livro despojado, despido da retórica que os outros tinham.
Foi, porém, com “A Costa dos Murmúrios” (1988), livro que reflecte a experiência colonial passada em África, que a autora confirmou o seu destacado lugar no panorama das letras portuguesas. Depois dos romances “A Última Dona” (1992) e “O Jardim sem Limites” (1995), seguiu-se “O Vale da Paixão” (1998), galardoado com o Prémio Dom Dinis da Fundação Casa de Mateus, o Prémio Bordalo de Literatura da Casa da Imprensa, o Prémio Máxima de Literatura, o Prémio de Ficção do P.E.N. Clube e, em 2000, o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia (Escritor Europeu do Ano).
Lídia Jorge publicou “O Vento Assobiando nas Gruas” (2002), romance que mereceu o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio Correntes d'Escritas. “Combateremos a Sombra”, publicado em Portugal em 2007, recebeu em França o Prémio Michel Brisset 2008, atribuído pela Associação dos Psiquiatras Franceses. Com chancela da Editora Sextante, publicou em 2009, o livro de ensaios “Contrato Sentimental”, reflexão crítica sobre o futuro de Portugal. Seguiu-se-lhe o romance “A Noite das Mulheres Cantoras” (2011) e, em Março de 2014, “Os Memoráveis”.
Lídia Jorge publicou também antologias de contos: “Marido e Outros Contos” (1997), “O Belo Adormecido” (2003) e “Praça de Londres” (2008), além das edições separadas de “A Instrumentalina” (1992) e “O Conto do Nadador” (1992). A sua peça de teatro “A Maçon” foi levada à cena no Teatro Nacional Dona Maria II, em 1997, com encenação de Carlos Avilez. Também foi apresentada nos palcos uma adaptação teatral de “O Dia dos Prodígios” realizada e encenada por Cucha Carvalheiro no Teatro da Trindade, em Lisboa. O romance “A Costa dos Murmúrios” foi adaptado ao cinema por Margarida Cardoso (2004).
Os romances de Lídia Jorge encontram-se traduzidos em mais de 20 línguas, além de edições no Brasil.  Têm sido objecto de estudos nos meios universitários portugueses e estrangeiros e da publicação de vários ensaios.
Em Portugal, o presidente da República, Jorge Sampaio, em Março de 2005, condecorou-a com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. O presidente da República Francesa, Jacques Chirac, em Abril de 2005, condecorou-a como Dama da Ordem das Artes e das Letras de França, sendo posteriormente elevada ao grau de Oficial. Em 2006, a autora foi distinguida na Alemanha, com a primeira edição do Prémio de Literatura Albatroz da Fundação Günter Grass, atribuído pelo conjunto da sua obra. A Universidade do Algarve, em Dezembro de 2010, outorgou-lhe o doutoramento honoris causa. A União Latina, em Maio de 2011, atribuiu-lhe o Prémio da Latinidade João Neves da Fontoura. A Associación de Escritores en Lingua Gallega deu-lhe, em Maio de 2013 o título de Escritora Galega Universal.

domingo, 17 de junho de 2018

17 DE JUNHO - CHARLES GOUNOD


EFEMÉRIDE - Charles-François Gounod, compositor francês, famoso sobretudo pelas suas óperas e música religiosa, nasceu em Paris no dia 17 de Junho de 1818. Morreu em Saint-Cloud, em 18 de Outubro de 1893.
Gounod era filho de um pintor (falecido quando ele tinha 5 anos) e de uma pianista. Entrou muito jovem para o Conservatório de Paris. Em 1839, compôs uma cantata (“Fernand”) e ganhou o Prix de Rome, um prémio famoso para jovens compositores, que dava direito a uma bolsa de estudos em Itália.
Gounod foi para Roma, onde ficou durante três anos, entrando em contacto com a música polifónica do século XVI, em especial a música do compositor renascentista italiano, Giovanni Pierluigi da Palestrina. Tomado por ideias místicas (que nunca o abandonaram completamente), pensou em entrar para o sacerdócio e começou a compor música religiosa.
Terminados os estudos em Itália, decidiu regressar à França. Assumiu o cargo de organista e mestre de capela na Igreja das Missões Estrangeiras em Paris, que ocupou durante três anos. Por volta dessa época, conheceu duas mulheres, que tiveram grande influência na sua vida: uma foi a cantora Pauline Viardot, que o introduziu no mundo da ópera, e a outra foi Fanny Hensel, que o apresentou ao seu irmão, o célebre compositor Felix Mendelssohn. Através de Mendelssohn, entrou em contacto com a música de Bach, então pouco conhecida.
A primeira ópera de Gounod, “Sapho”, foi estreada em 1851. Várias óperas se seguiram, mas as mais importantes são “Fausto” (1859), “Mireille” (1864) e “Roméo et Juliette” (1867), que estão entre as mais populares do repertório operístico francês.
Em 1852, Gounod tornou-se regente do Orphéon Choral Society, em Paris, para o qual escreveu várias peças de música coral, incluindo duas missas.
Ao rebentar a Guerra Franco-Prussiana (1870), Gounod refugiou-se em Inglaterra, onde permaneceu até 1875 e onde a sua música fez grande sucesso.
Nos últimos anos de vida, Gounod só compôs música religiosa.

sábado, 16 de junho de 2018

16 DE JUNHO - MARGARIDA CARPINTEIRO


EFEMÉRIDE - Margarida Maria Martins Carpinteiro, actriz e escritora portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 16 de Junho de 1943.
Se bem que nascida na capital, encontra-se muito ligada à Beira Baixa (principalmente à aldeia Vales de Cardigos, no concelho de Mação). É desse espaço que Margarida guarda parte das suas recordações de infância e onde tem as suas raízes.
Frequentou o curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, antes de se dedicar à representação. Entrou no filme “A Rapariga dos Fósforos” de Luís Galvão Teles, inspirado num conto de José Cardoso Pires (produção Cinequanon, 1973). Esteve na companhia teatral Cornucópia, com Luís Miguel Cintra, Jorge Silva Melo, Filipe La Féria e Orlando Costa.
Apareceu no filme “A Confederação”, também de Luís Galvão Teles, e fez teatro na companhia A Barraca em peças como “Zé do Telhado” (1978) ou “D. João VI” (1979).
Participou no programa “O Passeio dos Alegres”, de Júlio Isidro, onde desempenhou a personagem D. Dores Paciência. O sucesso levou-a a gravar um single. Continuou depois a colaborar no programa “Festa É Festa”.
Foi a Mariette de “Vila Faia”, a primeira telenovela portuguesa. Entrou ainda em vários programas de Herman José: “O Tal Canal” (1983) e “Hermanias” (1984), “Humor de Perdição” (1988) e “Casino Royal” (1989). Em 1985, lançara o seu primeiro livro, a que se seguiram outros. Participou, também, na série “Lá Em Casa Tudo Bem”.
Trabalhou em novelas como “Roseira Brava” (1995) e “Filhos do Vento” (1996). Em 1999, regressou aos palcos de teatro com a peça “Segredos de Cozinha”, da nova produtora NCIE, com encenação de Cucha Carvalheiro.
Na TVI, gravou diversas novelas, entre as quais “Tudo por Amor”, “Coração Malandro” e “Queridas Feras”. Entrou também na série “Conta-me como Foi”, da RTP.
Em 2005, lançou o livro “Um Navio na Gaveta”, baseado numa recolha de palavras e expressões já em desuso, descrevendo a dureza da vida nos anos 1920, numa aldeia da Beira Baixa. A autora fez a pesquisa em Vales de Cardigos, terra das suas raízes.
Participou na novela “Laços de Sangue” da SIC e na reposição de “Dancin'Days”.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

15 DE JUNHO - STAN WINSTON


EFEMÉRIDE - Stanley Winston, especialista em efeitos especiais, em maquilhagens e realizador de cinema norte-americano, morreu em Malibu no dia 15 de Junho de 2008. Nascera em Arlington, Virginia, em 7 de Abril de 1946. Os seus trabalhos mais conhecidos ocorreram na trilogia “Terminator” e em “Jurassic Park”, “Aliens”, “Predator”, “Edward Scissorhands” e “Batman Returns”.
Graduou-se na Washington-Lee High School em 1964. Estudou pintura e escultura na Universidade de Virginia, tendo-se licenciado em 1968. Em 1969, depois de actuar na Universidade da Califórnia, em Long Beach, mudou-se para Hollywood em busca de uma carreira como actor. Com a dificuldade em encontrar trabalho adequado, começou a trabalhar como aprendiz de maquilhador nos Estúdios Disney.
Em 1972, fundou a sua própria empresa, Stan Winston Studio, ganhando logo o prémio Emmy com o seu trabalho nos efeitos do filme “Gargoyles”, para TV. Nos 7 anos seguintes, continuou a receber nomeações para os Emmy. Winston criou também as fantasias do Wookiee, para o Especial de Natal de “Star Wars” de 1978.
Em 1982, recebeu a sua primeira indicação para o Oscar com “Heartbeeps”. O trabalho que o fez destacar-se mais em Hollywood foi feito para o clássico de terror/ficção científica “The Thing”.
Em 1983, desenhou as máscaras para o videoclipe “Mr. Roboto” do grupo de rock americano Styx.
Winston deu mais um salto na escadaria da fama, em 1984, quando trabalhou com James Cameron no primeiro “Terminator”. Ganhou o seu primeiro Oscar de Melhores Efeitos Visuais em 1985, com o filme “Aliens”.
Em 1989, fez a sua estreia na realização com o filme de terror “Pumpkinhead”. O seu trabalho posterior, como realizador, foi no filme infantil “A Gnome Named Gnorm” (1990).
No mesmo ano. dessa vez para “Terminator 2-Judgement Day”, o seu trabalho foi agraciado com mais dois Oscars:  Melhor Efeito Especial e Melhor Maquilhagem. Em 1992, foi convidado por Tim Burton para trabalhar em “Batman Returns”.
Winston mudou depois o seu foco para os dinossauros de Steven Spielberg, contratado por este para trazer aos ecrãs dos cinemas o “Jurassic Park”. Em 1993, o filme tornou um grande sucesso e Winston levou para casa mais um Oscar de Melhores Efeitos Visuais.
Em 1993, Stan Winston e James Cameron fundaram o Digital Domain, um dos principais estúdios de efeitos visuais e digitais do mundo. Em 1998, depois do grande sucesso de “Titanic”, Cameron e Winston cortaram a relação de trabalho na empresa. Winston e a sua equipa continuaram, porém, a fornecer os seus trabalhos em efeitos especiais para diversos filmes.
Um dos seus mais ambiciosos trabalhos foi em “Inteligência Artificial” de Steven Spielberg, que lhe rendeu mais um Oscar de Melhores Efeitos Visuais.
Em 1996, dirigiu e co-produziu o mais longo e caro videoclip de todos os tempos, “Ghosts”, que foi baseado numa ideia original de Michael Jackson e Stephen King. Este vídeo musical apresenta um número de efeitos visuais jamais visto e promoveu a música de dois álbuns consecutivos de Jackson, que figuram entre os mais vendidos de sempre.
Stan Winston morreu em 2008, depois de sofrer durante 7 anos de um cancro de tipo hematológico.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

14 DE JUNHO - STEFFI GRAF


EFEMÉRIDE - Stefanie (Steffi) Maria Graf, ex-tenista alemã radicada nos Estados Unidos, nasceu em Mannheim no dia 14 de Junho de 1969. É considerada uma das melhores tenistas de sempre, tendo conquistado 22 títulos do Grand Slam e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1988 em Seul.
Foi a primeira tenista - e até hoje a única (entre homens e mulheres) - a ter vencido os quatro torneios do Grand Slam e os Jogos Olímpicos na mesma temporada, completando assim o Golden Slam (nome dado a esta proeza).
Integra uma lista de tenistas do chamado Década Slam, o que significa ter ganho durante dez anos consecutivos pelo menos um dos torneios do Grand Slam por temporada. No caso de Steffi Graf, conseguiu o feito de 1987 a 1996.
Steffi deixou as competições profissionais em 1999 e foi incluída no International Tennis Hall of Fame em 2004. É companheira do também ex-tenista Andre Agassi desde 1999, tendo-se casado em 2001, em Las Vegas. Têm dois filhos.
Durante a sua carreira (1982/1999) conquistou 107 títulos em singulares e 11 em pares-senhoras. É também a tenista que mais tempo ocupou o nº 1 do ranking mundial.
Stefanie iniciou-se na modalidade aos 4 anos. Desde os 3 anos, era ensinada pelo pai, em casa, na sala-de-estar, com uma raqueta de madeira.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

13 DE JUNHO - MARLENE


EFEMÉRIDE - Marlene, de seu verdadeiro nome Victória Bonaiuti de Martino Delfino dos Santos, cantora e actriz brasileira, morreu no Rio de Janeiro em 13 de Junho de 2014. Nascera em São Paulo no dia 22 de Novembro de 1922.
Tendo gravado mais de quatro mil canções durante a sua carreira, Marlene (juntamente com Emilinha Borba) foi uma das maiores lendas da rádio brasileira na sua época de ouro. A sua popularidade nacional também resultou em convites para o cinema e teatro, tendo igualmente trabalhado em cinco revistas. As suas actividades internacionais incluíram tournées pelo Uruguai, Argentina, Estados Unidos (onde se apresentou no Waldorf-Astoria Hotel e em Chicago) e França (apresentando-se durante quatro meses e meio no Olympia de Paris, a convite de Édith Piaf, que a vira no Copacabana Palace, no Rio). Também compositora, fez o samba-canção “A grande verdade” (parceria com Luís Bittencourt) gravado por Dalva de Oliveira, em 1951.
Os pais eram italianos e Victória Bonaiuti de Martino era a mais nova de três filhas. O pai, morreu sete dias antes do seu nascimento. A viúva, Antonieta, não se casou novamente e criou sozinha as filhas, dando aulas de alfabetização no Instituto de Surdos e Mudos de São Paulo e fazendo trabalhos de costura.
Devota da Igreja Baptista, internou a filha mais nova no Colégio Baptista Brasileiro, cujas mensalidades foram dispensadas em troca de serviços prestados ao colégio, como arrumação dos quartos. Marlene estudou ali, dos nove aos quinze anos, destacando-se nas actividades desportivas, assim como no coro juvenil da igreja.
Quando deixou o colégio, ingressou na Faculdade do Comércio, com o objectivo de se tornar contabilista. Na mesma época, empregou-se também num escritório. Começou a participar igualmente numa associação de estudantes, recém-formada, a qual passou a dispor de um espaço na Rádio Bandeirantes - “A Hora dos Estudantes”, programa onde seria cantora. Foi nessa época que os seus colegas escolheram, por eleição, o seu nome artístico, em homenagem à actriz alemã Marlene Dietrich.
Marlene acabou por deixar o curso para segundo plano, dando prioridade à actividade artística. Em 1940, estreou-se como profissional na Rádio Tupi de São Paulo. Fez tudo isto às escondidas da família que, por razões religiosas e sociais vigentes naquele tempo, não admitiria esta incursão no mundo artístico. O nome artístico escondeu a sua verdadeira identidade até ser descoberta, por faltar às aulas, o que resultou num castigo exemplar por parte de sua mãe.
Mas ela já estava decidida a seguir a carreira. Assim, em 1943, apesar da desaprovação familiar, partiu para o Rio de Janeiro onde, após ser aprovada no teste, passou a cantar no Casino Icaraí, em Niterói. Ali permaneceu dois meses, até ser convidada para o Casino da Urca, contratada para vocalista da orquestra.
Em 1946, houve a proibição dos jogos de azar e o consequente encerramento dos casinos, por decreto presidencial. Marlene, então, mudou-se com a orquestra para a Boîte Casablanca. Dois anos depois, tornou-se a artista principal do Copacabana Palace.
Passou a actuar também na Rádio Mayrink Veiga e, no ano seguinte, na Rádio Globo. Entretanto, já se tinha estreado em disco, pela Odeon, em meados de 1946, com as gravações dos sambas “Suingue no morro” e “Ginga, ginga, moreno”. Foi, porém, no carnaval do ano seguinte que Marlene teve o seu primeiro grande sucesso - a marchinha “Coitadinho do papai”. E foi a cantar esta música que ela se estreou no programa César de Alencar, na Rádio Nacional, em 1948. Marlene tornava-se uma das maiores estrelas da emissora. Ainda nesse ano, foi contratada pela gravadora Continental. Marlene esperou o fim do seu contrato com o Copacabana Palace para abandonar os espectáculos nas boîtes, dedicando-se à rádio, aos discos e, posteriormente, ao cinema e ao teatro.
Marlene teve também, juntamente com o seu marido nessa época (Luís Delfino), um programa exclusivo que era transmitido aos sábados às 20 horas e se intitulava “Marlene Meu Bem”.
Marlene foi internada no Hospital Casa de Portugal em 7 de Junho de 2014, devido a uma pneumonia severa. A sua morte ocorreu seis dias depois.

terça-feira, 12 de junho de 2018

12 DE JUNHO - JOHANNA SPYRI


EFEMÉRIDE - Johanna (Heusser) Spyri, escritora suíça de expressão alemã, nasceu em Hirzel no dia 12 de Junho de 1827. Morreu em Zurique, em 7 de Julho de 1901. Foi autora de obras de literatura infantil e juvenil, tendo sido a criadora da personagem ‘Heidi’.
Era a quarta de uma família com seis crianças. O pai era médico, cirurgião e cuidador de doentes mentais. A mãe era filha de um pastor, compositor de cânticos e escritor.
Johanna fez a instrução primária na sua terra natal, recebendo também lições particulares. Prosseguiu depois a sua formação em Zurique, aprendendo línguas modernas e piano.
De regresso a Hirzel, entre 1845 e 1852, ajudou a mãe a educar as duas irmãs mais novas. Tornou-se uma leitora apaixonada, sobretudo de obras de Annette von Droste-Hülshoff e de Goethe.
Em 1852, casou com o advogado Johann Bernhard Spyri, tendo tido um filho. O marido e o filho faleceram em 1884. Depois das suas mortes, Johanna consagrou-se inteiramente ao trabalho literário e a obras de caridade, até ao fim da vida.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

11 DE JUNHO - JOÃO III DE PORTUGAL


EFEMÉRIDE - João III, rei de Portugal de 1521 até à sua morte, morreu em Lisboa no dia 11 de Junho de 1557, vítima de apoplexia. Nascera na mesma cidade em 7 de Junho de 1502. Apelidado de “o Piedoso”, era o filho mais velho do rei Manuel I e da sua segunda esposa, a infanta Maria de Aragão e Castela, tendo ascendido ao trono com apenas dezanove anos de idade.
Herdou um império vastíssimo e disperso nas Ilhas Atlânticas, Costas Ocidental e Oriental de África, Índia, Malásia, Ilhas do Pacífico, China e Brasil. Continuou a política centralizadora do pai. Durante o seu reinado, negociou as Molucas com Espanha, no Tratado de Saragoça. Adquiriu novas colónias na Ásia: Diu, Bombaim e Macau. Um grupo de portugueses chegou pela primeira vez ao Japão em 1543, estendendo a presença portuguesa de Lisboa até Nagasaki.
Para fazer face à pirataria, iniciou a colonização efectiva do Brasil, que dividiu em capitanias hereditárias, estabelecendo o governo central em 1548. Ao mesmo tempo, abandonou diversas cidades fortificadas em Marrocos, devido aos custos da sua defesa face aos ataques muçulmanos. Extremamente religioso, permitiu a introdução da inquisição em Portugal em 1536, o que levou à fuga de muitos mercadores judeus e cristãos-novos, forçando o recurso a empréstimos estrangeiros.
Viu morrer os dez filhos que gerou e a crise iniciada no seu reinado viria a ampliar-se no governo do seu neto e sucessor, o rei Sebastião de Portugal.
João III fora educado em Latim e nos Clássicos pelo bispo de Viseu, que morreu em 1519, e depois por Luís Teixeira, que lhe ensinou Direito Civil. O clérigo Tomás de Torres, deu-lhe noções de Matemática, Astronomia e Geografia. Com João de Menelau, aprendeu Grego.
Portugal destacava-se entre as potências europeias do ponto de vista económico e diplomático, mas não chegava a ter um milhão e meio de habitantes.
João III foi um rei que teve de gerir muitas crises (e de toda a ordem).  Acrescente-se a proliferação da peste, maus anos agrícolas, instabilidade meteorológica e até um grande terramoto em 1531.

domingo, 10 de junho de 2018

10 DE JUNHO - JACK JOHNSON


EFEMÉRIDE - John Arthur “JackJohnson, pugilista norte-americano, morreu em Raleigh no dia 10 de Junho de 1946. Nascera em Galveston, em 31 de Março de 1878. Entrou para história, ao ter-se tornado o primeiro negro campeão mundial dos pesos-pesados, título conquistado em 1908 e mantido até 1915.
Filho de ex-escravos, estudou apenas durante cinco anos, tendo deixado a escola para trabalhar como estivador nas docas.
Iniciou a sua carreira no boxe, discretamente, em 1897, não tendo enfrentado grandes adversários até 1901, quando perdeu para o consagrado Joe Choynski. Esta luta mudaria a carreira de Johnson, não pelo que aconteceu no ringue, mas pelo que se sucedeu depois do combate. Detidos na prisão após a luta, Choynski e Johnson permaneceram um mês encarcerados juntos, o que acabou por selar uma amizade entre os dois, que levou o veterano Choynski a tornar-se treinador de Johnson.
Numa época de extrema segregação racial na América, Johnson teve de ser considerado primeiro o maior lutador negro do seu tempo, antes de poder pensar em conquistar o título mundial. Após travar grandes combates contra John Haines e Hank Griffin, em 1902, Johnson conseguiu uma importante vitória sobre Frank Childs, que o colocou em posição de desafiar o campeão Denver Ed Martin.
Em 1903, Johnson derrotou Denver e tornou-se campeão mundial negro dos pesos-pesados, título este que o levou a poder desafiar o campeão mundial dos pesos-pesados James Jeffries. Naturalmente, seguindo o pensamento segregacionista da época, Jeffries recusou-se a colocar o seu título em disputa contra Johnson, pois apesar das lutas inter-raciais já acontecerem naquele tempo, a defesa de um título mundial contra um negro ainda era algo inconcebível para a sociedade branca.
O estilo diferente de Johnson boxear também foi alvo de críticas pela imprensa discriminatória da época. Lutando defensivamente, sempre a espera de um erro do adversário, que lhe permitisse uma abertura para um golpe mais preciso e cauteloso, Johnson foi apelidado pelos jornais de lutador covarde e desonesto. Em contrapartida, uma década antes, essa mesma imprensa enaltecia o então campeão Jim Corbett, chamando-o «o mais inteligente homem no mundo do boxe». Agora, não tomava em consideração que Johnson repetia basicamente as mesmas tácticas praticadas por Corbett.
Apesar de tudo, com a ascensão do canadiano Tommy Burns à condição de campeão mundial dos pesos-pesados, Johnson vislumbrou uma nova oportunidade de tentar disputar o título mundial. Assim, quando Burns iniciou a sua volta ao mundo, Johnson seguiu-o pela Inglaterra, e depois até à Austrália, sem nunca perder uma oportunidade de desafiar o campeão na presença de jornalistas.
Finalmente, em Dezembro de 1908, Tommy Burns e Jack Johnson subiram ao ringue, numa inédita disputa pelo título mundial dos pesos-pesados. Realizado em Sydney, na Austrália, o combate atraiu a atenção de um público de mais de vinte mil pessoas, que assistiu à técnica de Johnson prevalecer sobre a agressividade do campeão Burns. A filmagem da luta foi cortada quando se tornou evidente que Johnson iria pôr Burns KO. Como a polícia interrompeu o combate no 14º assalto, coube ao árbitro declarar Johnson como vencedor e novo campeão mundial dos pesos-pesados.
Após esta vitória, a questão racial tomou proporções tão profundas, que se deu início à época das «esperanças brancas», um perí0do em que a reconquista do título mundial por um pugilista branco se tornou o foco principal no mundo do boxe. Nunca antes houvera um campeão tão impopular como Johnson. Somente em 1909, Johnson teve de defender o seu título contra diversas «esperanças brancas».
Em 1910, o campeão dos pesos-pesados James Jeffries, que se havia aposentado invicto, cinco anos antes, decidiu voltar aos ringues com o único intuito de destronar o campeão negro Jack Johnson. Mais do que um desafio pessoal, Jeffries deixou bem claro que a razão da luta era a questão racial.
Aconteceu em 4 de Julho de 1910 a chamada «Luta do Século», que juntou um público de vinte e dois mil espectadores, rendendo duzentos e vinte e cindo mil dólares. Inflamada com coros racistas contra Johnson, o público presenciou estupefacto a queda da «grande esperança branca» no 15º assalto. Jeffries, que nunca havia sofrido uma queda na sua carreira, conseguiu reerguer-se, tão somente para tornar a ser derrubado por Johnson. A multidão passou então a pedir a paragem da luta, a fim de evitar o KO de Jeffries.
Com a vitória sobre o grande James Jeffries, Johnson silenciou de vez todos os seus críticos, que vinham tentando desvalorizar o título conquistado frente a Tommy Burns, sob a alegação de que o lutador canadiano era um falso campeão. Por outro lado, nas ruas, surgiu uma onda de violência racial, em confrontos que aconteceram em mais de cinquenta cidades, ao longo de todo os Estados Unidos, e que causaram pelo menos vinte e cinco mortes, além de centenas de feridos.
Johnson defendeu com sucesso o seu título mais seis vezes, antes de acabar por o perder, em 1915, para Jess Willard. A luta entre Johnson e Willard, ocorrida em Havana, foi presenciada por um público de vinte e cinco mil pessoas, que assistiram à derrocada de Johnson, quando este foi posto KO no 26º assalto, numa luta programada para durar 47. O título estava de regresso a um pugilista branco.
Johnson continuou a lutar. O último combate registado aconteceu em 1938, quando já tinha 60 anos de idade. Faleceu vítima de um acidente de carro, em 1946. 
Em 1990, Jack Johnson fez parte da primeira selecção de pugilistas que entraram para a galeria dos mais distintos boxeadores de todos os tempos, que hoje estão imortalizados no International Boxing Hall of Fame.

sábado, 9 de junho de 2018

9 DE JUNHO - OUSMANE SEMBÈNE


EFEMÉRIDE - Ousmane Sembène, realizador de cinema e escritor senegalês, morreu em Dacar no dia 9 de Junho de 2007. Nascera em Ziguinchor, em 1 de Janeiro de 1923.
Frequentou a escola até aos 14 anos, passando depois por várias profissões: pescador, mecânico, pedreiro e militar. Em 1942, foi mobilizado e participou em campanhas em Itália e França, contra o fascismo e o nazismo. No fim da Segunda Guerra Mundial, trabalhou em Marselha como estivador durante dez anos, passando logo a activista sindical e militante comunista. Esta experiência proporcionou-lhe estudar sobre a temática, no seu primeiro livro, “Le docker noir” (1956), e em algumas histórias de “Voltaique” (1962).
De regresso a África, depois da independência do Senegal, entregou-se entusiasticamente a uma dupla actividade criativa: a literatura e o cinema. Estudou numa escola de cinema em Moscovo (1961). Realizou a sua primeira curta-metragem no ano seguinte. Em 1966, fez a sua primeira longa-metragem, que é também a primeira negro-africana, intitulada “La Noire de…” (Prémio Jean-Vigo). 
Apontada como uma das suas obras-primas e galardoada com o Prémio da Crítica no Festival de Veneza, “Le Mandat” (1968) é uma comédia acerba contra a nova burguesia senegalesa, surgida com a independência.
Foi considerado um dos maiores autores do sub-sahara africano e é frequentemente denominado como o Pai do Cinema Africano.
Ousmane Sembène faleceu com 84 anos de idade, vítima de doença prolongada. No ano anterior, tinha sido condecorado como oficial da Legião de Honra Francesa.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

8 DE JUNHO - BRUCE McCANDLESS


EFEMÉRIDE - Bruce McCandless, astronauta norte-americano, nasceu em Boston no dia 8 de Junho de 1937.  Morreu em Los Angeles, em 21 de Dezembro de 2017. Foi o primeiro homem a caminhar livre no espaço, sem ligação à nave-mãe.
McCandless formou-se em Ciências na Academia Naval dos Estados Unidos, recebendo treino de piloto de combate. Obteve o doutoramento em Engenharia Eléctrica na Universidade de Stanford em 1965. No começo dos anos 1960, serviu como piloto da marinha, baseado nos porta-aviões USS Forrestal e USS Enterprise, onde se encontrava durante a crise dos mísseis de Cuba, em Outubro de 1962.
Em Abril de 1966, foi um dos dezanoves oficiais seleccionados pela NASA para o treino de astronauta e as suas primeiras missões foram fazer parte da equipa de apoio da Apollo 14 e a de ser piloto-reserva da primeira missão Skylab. Nesta época, McCandless foi também um dos principais colaboradores no desenvolvimento da Unidade Portátil de Manobra, uma nova experiência que permitiria aos astronautas realizarem actividades no espaço sem estarem ligados à nave-mãe.
Bruce McCandless esteve duas vezes no espaço e, na primeira delas - em 1984, a bordo da Challenger, missão STS-41-B, tornou-se o primeiro astronauta da história a andar no espaço completamente livre.
Na sua segunda missão, STS-31, em Abril de 1990, fez parte da tripulação da Discovery, que colocou em órbita o telescópio espacial Hubble.
Em Agosto de 1990, deixou a vida militar e a NASA, para se tornar consultor aeroespacial, baseado em Houston.
Faleceu, aos 80 anos, no seu domicílio na Califórnia. Foi casado duas vezes, tendo deixado dois filhos e duas netas.

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