terça-feira, 19 de setembro de 2017

19 DE SETEMBRO - JEREMY IRONS


EFEMÉRIDE - Jeremy John Irons, actor britânico, vencedor de um Oscar, três Emmys e dois Globos de Ouro, nasceu em Cowes, Ilha de Wight, no dia 19 de Setembro de 1948.
Frequentou a Sherborne School em Dorset, entre 1962 e 1966. Enquanto estudante, Jeremy fez parte de uma banda onde tocava bateria e harmónica. A banda chamava-se Four Pillars of Wisdom e Jeremy tocava temas como “Stairway to Heaven” e “Moon River”. Aos domingos à tarde, a banda tocava no laboratório de Física da escola durante duas horas. Escolhiam este local, porque os alunos não estavam autorizados a frequentar locais que não fossem de estudo, de forma a desencorajar a preguiça.
Para além da música, Jeremy fazia parte de uma dupla de comédia que actuava no Halloween e nos jantares de fim de semestre.
Jeremy Irons estudou Arte Dramática na conceituada Bristol Old Vic School e acabou por entrar para a companhia de teatro Bristol Old Vic, onde ganhou experiência a trabalhar em diversas peças, desde obras de Shakespeare até dramas contemporâneos.
Em 1971, mudou-se para Londres e conseguiu o papel de ‘João Baptista’ na peça de teatro “Godspell”. Iniciou uma carreira bem sucedida no teatro e na televisão, tendo-se estreado no cinema na película “Nijinski” (1980), que conta a história deste famoso bailarino russo. Sendo extremamente elegante e bem-falante, Jeremy Irons encaixava perfeitamente em papéis que retratassem membros da aristocracia. Assim, em 1981, desempenhou o papel principal na famosa série da BBCBrideshead Revisited”, que contava - entre outros nomes consagrados - com a presença de Laurence Olivier. A sua fama ultrapassou as fronteiras da Europa, chegando aos Estados Unidos. Nesse mesmo ano, contracenou com Meryl Streep no filme “The French Lieutenant's Woman”. Voltou a dar provas do seu talento no papel de um missionário no filme “The Mission” (1986), ao lado de Robert DeNiro, trabalho que lhe valeu uma nomeação para o Globo de Ouro.
Dois anos depois, Irons desempenhou o papel de dois gémeos ginecologistas com uma relação bastante forte e que vão caminhando, ao longo do filme, para a separação, no controverso e chocante trabalho do realizador David Cronenberg, “Dead Ringers” (1988). Em 1990, desempenhou o papel de um milionário suspeito de assassínio, no filme “Reversal of Fortune”, onde contracenou com Glenn Close, desempenho que lhe valeu o Oscar de Melhor Actor (principal) e o Globo de Ouro de Melhor Actor em Filme Dramático.
Consagrado como um dos actores mais respeitados tanto na Europa como nos Estados Unidos, a sua carreira inclui muitos outros filmes de renome. Deslocou-se também a Portugal, na década de 1990, onde se desenrolou parte das filmagens de “The House of the Spirits”, um filme inspirado no livro de Isabel Allende.
Em 1996, participou no drama romântico de Bernardo Bertolucci, “Stealing Beauty”. Um ano depois, ofereceu ao público um desempenho subtil e comovente, vestindo a pele de ‘Humbert Humbert’, no filme “Lolita”. Em 1998, juntou-se a outros nomes famosos - John Malkovich, Gérard Depardieu, Gabriel Byrne e Leonardo DiCaprio - como um dos ‘Mosqueteiros’, no filme “The Man in the Iron Mask”. Em 2002, foi o vencedor do César de Honra francês, em homenagem à sua carreira. Nesse ano, participou também em “The Time Machine”.
Em 2006, ganhou o Golden Globe Award de Melhor Actor coadjuvante em televisão e o Emmy de Melhor Actor coadjuvante com “Elizabeth I”.
Jeremy casou-se com Julie Hallam em 1969 e divorciou-se no mesmo ano. Em 1978, consorciou-se com a actriz Sinéad Cusak, com quem teve dois filhos.
Na edição de 1991 dos Tony Awards, Jeremy Irons foi uma das poucas celebridades a usar o então recém-criado laço vermelho que simboliza o apoio à luta contra a SIDA e foi a primeira celebridade a utilizar este símbolo numa transmissão televisiva. Ele apoia igualmente um grande número de instituições de caridade.
Em 2010, Jeremy protagonizou um vídeo promocional para o projecto 1billionhungry, um apelo a nível mundial para conseguir pelo menos um milhão de assinaturas numa petição para chamar a atenção dos líderes mundiais para a priorização da questão da fome nos seus programas políticos. Em 2013, narrou o documentário “Sahaya Going Beyond” sobre o trabalho da instituição de caridade Sahaya Internacional.
Em 1998, Jeremy e a esposa surgiram na lista dos maiores doadores privados do Partido Trabalhista.
Foi membro do júri de longas-metragens do Festival de Cannes 2000 e presidente do júri internacional do Festival do Filme de Sarajevo 2007. Em 2003, presidiu também o júri de curtas-metragens, no Festival Internacional do Filme de Marraquexe.
Em Outubro de 2011, foi nomeado embaixador da Boa Vontade da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

18 DE SETEMBRO - DEE DEE RAMONE


EFEMÉRIDE - Dee Dee Ramone, de seu verdadeiro nome Douglas Glen Colvin, baixista e compositor norte-americano e um dos fundadores (1974) de uma das bandas mais influentes na história do punk rock, os Ramones, nasceu em Fort Lee, Virginia, em 18 de Setembro de 1951. Morreu em Hollywood no dia 5 de Junho de 2002.
Dee Dee passou a sua infância na Alemanha devastada pela Segunda Guerra Mundial, tendo-se mudado para Nova Iorque com catorze anos de idade, acompanhado da irmã e da mãe, quando a última se separou do pai, um militar americano que trabalhava na fronteira com a Alemanha Oriental.
Já em Nova Iorque, conheceu - em 1970 - Joey, Tommy e Johnny. Juntos, formariam os Ramones. Dee, ao princípio, tinha dificuldade em tocar e cantar ao mesmo tempo. Quase não cantava, mas contribuía com a maioria das letras.
No meio da tournée para lançamento do álbum “Brain Drain” (1989), Dee Dee saiu da banda, alegando estar cansado de tournées exaustivas (anos mais tarde, admitiu que estava a abusar de heroína e outras drogas). Iniciou uma curta carreira a solo como rapper, adoptando o nome artístico Dee Dee King. O álbum de rap que ele lançou, “Funky Man”, foi rejeitado pela crítica e pelo público, fazendo-o voltar ao punk rock. Continuou a gravitar durante anos, ao redor dos Ramones, contribuindo com letras e músicas para os discos seguintes. Teria sido ele a compor mais de metade do reportório da banda.
Em 1997, depois da separação dos Ramones, com a colaboração de Verónica Kofman, lançou a sua autobiografia “Poison Heart. Surviving The Ramones”.
Foi encontrado morto em sua casa, atrás de um sofá, vítima de uma overdose “acidental” de heroína, consumo que teria deixado há largo tempo, segundo os amigos e a mulher. Foi sepultado no Hollywood Forever Cemetery, em Hollywood.

domingo, 17 de setembro de 2017

"JE VEUX" (Zaz)


17 DE SETEMBRO - LUÍS AMADO


EFEMÉRIDE - Luís Filipe Marques Amado, economista e político português, nasceu em Porto de Mós no dia 17 de Setembro de 1953.
É licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa. Consultor de empresas, iniciou a sua carreira profissional como professor do Ensino Secundário na Madeira. Posteriormente, foi auditor na Secção Regional da Madeira do Tribunal de Contas.
Militante e membro do Secretariado do Partido Socialista, foi deputado à Assembleia Legislativa Regional da Madeira (1985/88) e à Assembleia da República (eleito em 1992 e reeleito em 1995 e 2009).
Foi secretário de estado dos Negócios Estrangeiros dos XIII e XIV Governos, e secretário de estado adjunto da Administração Interna do XIII Governo, ambos chefiados por António Guterres.
Em 2005, ingressou no governo de José Sócrates, como ministro da Defesa Nacional. De 2006 a 2009, foi ministro dos Negócios Estrangeiros e ministro de Estado, cargo para o qual foi renomeado em 2009.
Foi visiting professor na Universidade de Georgetown. Em Abril de 2009, recebeu a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo. Foi também condecorado pelos seguintes países: Espanha (2000 e 2007), França (1999), Bélgica (2000), Grécia, Argentina (2003), Lituânia (2007), Paraguai (2007), Suécia (2008), Polónia (2009), Alemanha (2009), Jordânia (2009), Noruega (2009), Chile (2010), Vaticano (2010), Malta (2010), Luxemburgo (2010), Benim, Togo e Gabão.
Decidiu retirar-se da vida política em Junho de 2011 e, em Março de 2012, passou a ser presidente do Conselho de Administração do banco Banif.

sábado, 16 de setembro de 2017

16 DE SETEMBRO - GRACE AGUILAR


EFEMÉRIDE - Grace Aguilar, escritora inglesa, interessada sobretudo por temas da História e da religião judaica, morreu em Frankfurt am Main no dia 16 de Setembro de 1847.  Nascera em Hackney, em 2 de Junho de 1816.
Depois de escrever alguns dramas e poemas, publicou nos Estados Unidos, em 1842, “O Espírito do Judaísmo”, em defesa da sua fé, e - em 1845 – “A Fé Judaica e A Mulher de Israel”. Ela é, no entanto, mais conhecida pelos seus romances, dos quais os principais são: “A Influência do Lar” (1847) e “Uma Recompensa de Mãe” (1850).
Aguilar era a filha mais velha de pais com origem portuguesa, que buscaram asilo na Inglaterra, durante o século XVIII. Para reforçar a sua constituição física, que desde a infância era muito fraca, foi levada para a beira-mar e para várias localidades rurais da Inglaterra. O seu amor pela natureza foi cultivado por essas experiências. Aos doze anos, dedicou-se - por vontade própria - ao estudo das ciências naturais, aumentando uma colecção de conchas iniciada por ela, quando tinha apenas quatro anos de idade, e complementando-a com colecções de mineralogia e botânica.
Grace Aguilar foi educada principalmente pelos pais. A mãe, uma mulher culta e de forte sentimento religioso, treinou-a para ler as Escrituras sistematicamente, e - quando Grace tinha catorze anos - o pai lia-lhe com regularidade, em voz alta, principalmente livros de História, enquanto ela desenhava e bordava. Foi igualmente uma assídua aluna de música até a saúde lho permitir.
Aguilar revelou o interesse pela escrita aos sete anos de idade, quando começou um diário, que continuou quase ininterruptamente até à sua morte. Antes dos doze anos, tinha já escrito também um drama, “Gustavus Vasa”, a que se seguiram os primeiros versos. O primeiro trabalho a ser publicado (anonimamente, em 1835) foi uma recolha dos seus poemas, que ela intitulou “A Guirlanda Mágica”. O seu primeiro conto baseou-se na história marrana e o seu primeiro romance, na história escocesa (“Os Dias de Bruce”, 1852). O mais popular dos seus contos judaicos é “O Vale dos Cedros, ou o Mártir: Uma História da Espanha no Século XV”, escrito antes de 1835, mas só publicado em 1850 e duas vezes traduzido para alemão e duas vezes para hebraico. As suas outras histórias, baseadas em episódios judaicos, estão incluídas numa colecção de dezanove contos.
A primeira das obras religiosas de Aguilar foi uma tradução da versão francesa de “Israel Defended” de Isaac Orobio de Castro, impressa para circulação privada. Foi logo seguida por “Espírito do Judaísmo”, cuja publicação foi por algum tempo retardada em virtude da perda do manuscrito original.
Outros escritos religiosos de Aguilar, alguns deles elaborados em 1836, foram reunidos num só volume: “Ensaios e Miscelâneas” (1851-1852). O seu último trabalho foi um esboço da “História dos Judeus na Inglaterra”.
Os últimos anos de vida de Aguilar foram repletos de provações familiares. A sua crescente fraqueza e sofrimento obrigaram-na a mudar de ares e, em 1847, foi para a Europa continental. Antes da sua partida, algumas senhoras judaicas de Londres ofereceram-lhe um presente e uma comovedora mensagem referindo-se às suas realizações em prol do judaísmo e das mulheres judias.
Aguilar visitou o seu irmão mais velho em Frankfurt am Main e, no início da estadia, parecia estar a beneficiar com a mudança. Porém, algumas semanas depois, piorou e veio a falecer com apenas 31 anos de idade.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

15 DE SETEMBRO - LEON HIRSZMAN


EFEMÉRIDE - Leon Hirszman, cenarista e realizador brasileiro, figura notável do Cinema Novo, morreu no Rio de Janeiro em 15 de Setembro de 1987. Nascera na mesma cidade no dia 22 de Novembro de 1937.
Ainda estudante de Engenharia, já frequentava cineclubes onde se relacionou com Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, entre outros cineastas. Começou a sua actividade cinematográfica, aliada à sua vigorosa e consistente militância política, no movimento estudantil do Rio de Janeiro, tendo sido um dos fundadores do CPC – Centro Popular de Cultura, da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Foi no CPC que se estreou, realizando a curta-metragem “Pedreira de São Diogo”, um dos cinco episódios do filme “Cinco vezes favela”, lançado em 1962. A sua primeira longa-metragem foi uma adaptação de Nelson Rodrigues, “A Falecida”, protagonizada por Fernanda Montenegro e que já versava um dos temas caros a Leon - a alienação das classes populares.
Documentarista e autor de ficção, na sua obra figuram os documentários “Nelson Cavaquinho”, “Megalópolis (1972)”, “Ecologia” e “Sexta-feira da Paixão, Sábado de aleluia”. Em 1971, realizou o longa-metragem “São Bernardo”, baseada na história homónima de Graciliano Ramos, mas que apesar de bem recebida pela crítica, não conseguiu transformar-se num sucesso popular, mercê talvez da acção da Censura política.
Ainda na década de 1970, filmou os importantes documentários “Cantos do trabalho no campo” em 1976, a longa-metragem “Que país é esse?” em 1977, e “Rio, carnaval da vida” em 1978. Realizou “ABC da Greve”, sobre o movimento operário da região paulista.
Em 1981, recebeu a consagração do público e da crítica. Foi premiado no Festival de Veneza, foi nomeado para o Leão de Ouro e recebeu vários prémios, com a película “Eles não usam black-tie”, adaptação da peça teatral de Gianfrancesco Guarnieri, que também trabalhou como actor no filme.
Leon Hirszman teve um papel extremamente importante na afirmação do cinema brasileiro e deixou vários textos onde se podem ler agudas reflexões sobre as condições da produção cinematográfica no Brasil, o mercado nacional e a respectiva legislação de protecção, a Embrafilme, as correntes de criação cinematográfica e o cinema político.
Leon morreu vítima de SIDA, que contraiu na sequência de uma transfusão de plasma sanguíneo. Deixou viúva e três filhos.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

14 DE SETEMBRO - PÉREZ PRADO


EFEMÉRIDE – Dámaso Pérez Prado, pianista, compositor e maestro cubano, considerado o maior expoente do Mambo, morreu na Cidade do México em 14 de Setembro de 1989. Nascera em Matanzas em 11 de Dezembro de 1916. Ficou imortalizado como ‘Rei do Mambo’ devido ao seu grande sucesso.
Dámaso aprendeu a tocar piano clássico, ainda era criança. Em 1942, instalou-se em Havana, onde tocou em cabarets e depois em diferentes orquestras: Orquesta Cubaney, Orquesta de Paulina Alvarez e na célebre Orquesta Casino de la Playa. Em 1947, gravou “Qué rico el mambo” e partiu em tournée pela Argentina e Venezuela. 
Em 1948, a sua música inspirava-se no jazz de Stan Kenton e as editoras discográficas cubanas desinteressaram-se. Pérez Prado partiu então para o México, onde trabalhou também para o cinema.
Passou a compor tantos fragmentos musicais que deixou mesmo de lhes dar nomes, mas números, sendo “Mambo nº 5” e “Mambo nº 8” os mais conhecidos.
Em Dezembro de 1949, foi lançado um disco, com “Qué rico el mambo” numa face e “Mambo nº 5” na outra. Este disco lançou a ‘mambo mania’ nos Estados Unidos.
Em 1955, a sua versão chachachá de “Cherry Pink and Apple Blossom White” tornou-se top de vendas durante dez semanas no Billboard, o hit-parade norte-americano.
Em 1958, “Patricia” foi um sucesso mundial, sendo utilizado nomeadamente como música do filme “Dolce Vita” de Federico Fellini (1960).
Adquiriu a nacionalidade mexicana em 1980 e residiu os últimos anos de vida no seu país de adopção. Faleceu vítima de paragem cardíaca.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

13 DE SETEMBRO - LEONOR ANDRADE


EFEMÉRIDE - Leonor Andrade, cantora e actriz portuguesa, nasceu no Barreiro em 13 de Setembro de 1994. Vencedora do Festival RTP da Canção 2015, representou Portugal no Festival Eurovisão do mesmo ano, realizado em Viena de Áustria.
Em 2014, participara no programa “The Voice Portugal” da Rádio Televisão Portuguesa. Foi escolhida também para a telenovela “Água de Mar”, onde desempenhou o papel de ‘Joana Luz’.
Em Março de 2015, ao vencer o Festival RTP da Canção, com “Há Um Mar Que Nos Separa” da autoria de Miguel Gameiro, deixou para trás alguns grandes nomes da música portuguesa como Adelaide Ferreira e Simone de Oliveira.
Desde os quatro anos que toca piano, mas só começou a cantar quando foi preciso uma vocalista na banda do irmão. Fez depois o casting para o “The Voice Portugal”, tendo sido aceite (2014).
Em 2016, lançou o álbum “Setembro”, que inclui canções em inglês e em português.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

12 DE SETEMBRO - LECI BRANDÃO


EFEMÉRIDE - Leci Brandão da Silva, cantora, compositora brasileira e umas das mais importantes intérpretes da música popular do Brasil, nasceu no Rio de Janeiro em 12 de Setembro de 1944.
Começou a sua carreira no início da década de 1970, tornando-se a primeira mulher a participar na ala de compositores da Mangueira. Ao longo da sua carreira, Leci gravou 13 LP, 8 CD, 2 DVD e 3 compactos, num total de 26 obras. Participou no Festival MPB-Shell promovido pela Rede Globo, em 1980, com a música “Essa Tal Criatura”. Em 1985, gravou “Isso É Fundo de Quintal”. Em 1995, foi a intérprete do samba-enredo da Académicos de Santa Cruz durante o Carnaval. Actuou na telenovela “Xica da Silva”, protagonizando a líder quilombola Severina. Escrita por Walcyr Carrasco e dirigida por Walter Avancini, a telenovela foi exibida pela TV Manchete entre 1996 e 1997.
Entre 1984 e 1993, Leci foi comentarista dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro para a TV Globo. Após uma pausa de seis anos, voltou a comentar o Carnaval carioca de 2000 e 2001. Entre 2002 e 2010, comentou os desfiles das escolas de samba paulistas para a mesma emissora. Foi conselheira da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher a convite do então presidente da República Lula da Silva, permanecendo nos Conselhos durante dois mandatos (2004 a 2008). Em 2008, participou no clip do Dia de Fazer a Diferença, da Rede Record em parceria com o Instituto Ressoar. É madrinha do grémio recreativo Escola de Samba Académicos do Tatuapé, campeã do Carnaval de 2017, agremiação que acompanha desde 2012, ano em que foi tema do enredo da escola. Leci Brandão completou 40 anos de carreira artística em 2015 e lançou um novo trabalho, “Simples Assim – Leci Brandão”, em 2017. Actualmente, dedica-se à carreira musical e ao parlamento paulista.
Em Fevereiro de 2010, Leci Brandão filiou-se no Partido Comunista do Brasil e candidatou-se a deputada estadual por São Paulo, tendo sido eleita com mais de 85 mil votos e reeleita em 2014. Como parlamentar, afirma dedicar-se à promoção da igualdade racial, ao respeito das religiões de matriz africana e à cultura brasileira. Segunda deputada negra da história da Assembleia Legislativa de São Paulo (a primeira foi a Dra. Theodosina Rosário Ribeiro), Leci defende também as causas das populações indígena e quilombola, da juventude, das mulheres e do movimento LGBT.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

11 DE SETEMBRO - JUAN ALMEIDA BOSQUE


EFEMÉRIDE - Juan Almeida Bosque, compositor, escritor, militar e político cubano, um dos comandantes originais da Revolução Cubana, morreu em Havana no dia 11 de Setembro de 2009. Nascera na mesma cidade em 17 de Fevereiro de 1927.
Juan Almeida é considerado como a terceira figura mais relevante do poder cubano, depois de Fidel Castro e do seu irmão Raúl Castro. Integrante da luta contra a ditadura de Fulgencio Batista, começou a sua actividade revolucionária em 1952, participando no assalto ao Quartel Moncada em 1953. Destacou-se nas lutas revolucionárias depois do desembarque do “Granma”, sendo nomeado comandante em 1958. Após o triunfo da Revolução em 1 de Janeiro de 1959, Almeida assumiu numerosas responsabilidades.
Fez parte do Bureau Político do Comité Central do Partido desde a sua fundação em 1965, sendo ratificado em todos os congressos. Foi eleito deputado para a Assembleia Nacional e vice-presidente do Conselho de Estado, desde a primeira legislatura do Parlamento cubano pós Janeiro de 1959. Foi presidente da Associação de Combatentes da Revolução Cubana.
Na sua faceta de compositor e escritor, lançou mais de 300 canções e escreveu dezenas de poemas e treze livros.

domingo, 10 de setembro de 2017

10 DE SETEMBRO - MANUEL HERMÍNIO MONTEIRO


EFEMÉRIDE - Manuel Hermínio Monteiro, empresário português, editor da Assírio & Alvim, nasceu em Vila Real no dia 10 de Setembro de 1952. Morreu em Lisboa, em 3 de Junho de 2001.
Os seus primeiros estudos foram divididos entre Arouca, Mogofores e Porto, até que - no 8º ano – se mudou para Lisboa, licenciando-se em História na Faculdade de Letras, após uma curta passagem por Direito.
Em 1975, ingressou na Assírio & Alvim como vendedor e, em pouco tempo, os seus percursos tornaram-se intimamente comuns. Quando da sua entrada na editora, esta - com dois anos de existência - encontrava-se numa grave crise, quase de falência. Em 1983, Hermínio Monteiro assumiu a direcção da editora e conseguiu não só salvá-la da falência, como a transformar num dos maiores casos de sucesso editorial em Portugal. Apostando sobretudo em poetas lusófonos pouco conhecidos do grande público, foi granjeando uma notoriedade nos meios culturais pela excelente qualidade, que culminou em edições de obras de figuras já tão notórias como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Teixeira de Pascoaes, Herberto Hélder e Mário Cesariny, entre outros.
O seu percurso não se deu somente na edição. Foi também impulsionador de outras formas de divulgação de cultura, como: um espaço/galeria de arte, pelo qual passaram vários artistas plásticos, pintores, escultores e fotógrafos; dinamizou livrarias nos cinemas King, de Lisboa em 1995 e no Porto em 1998, organizando lançamentos de livros, encontros, debates e espectáculos musicais; lançou em 1986 a revista mensal “A Phala”, concebida para veicular o espírito muito próprio da editora; e criou a “Assírio Líquida”, o primeiro bar-livraria no Bairro Alto.
Faleceu aos 48 anos, vítima de doença oncológica.

sábado, 9 de setembro de 2017

9 DE SETEMBRO - MAX REINHARDT


EFEMÉRIDE - Max Reinhardt, produtor e diretor de teatro austríaco, nasceu em Baden, perto de Viena, em 9 de Setembro de 1873. Morreu em Nova Iorque no dia 31 de Outubro de 1943. Tornou famoso pelas suas grandes produções teatrais.
Max Reinhardt tinha por origem uma família judia e o seu nome de nascimento era Maximilian Goldmann.
Entre 1902 e 1933, fez experiências com diversas formas e estilos, em vários teatros de Berlim. Na montagem da pantomima religiosa “O Milagre”, alterou o interior de um teatro afim de lhe dar o aspecto de uma catedral. Encenou também “Sonho de uma noite de Verão” de Shakespeare, tendo mais tarde – já nos EUA -  realizado um filme baseado nesta peça.
Dirigiu o célebre cabaret satírico Schall und Rauch. De 1905 a 1930 dirigiu o Deutsches Theater em Berlim e de 1924 a 1933 o Theater in der Josefstadt em Viena.
Em 1920, fundou o Festival de Teatro de Salzburgo, na Áustria. Depois dos nazis tomaram o poder, emigrou para Inglaterra e depois para os Estados Unidos, naturalizando-se cidadão norte-americano em 1940.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

8 DE SETEMBRO - SINHÔ


EFEMÉRIDE Sinhô, de seu verdadeiro nome José Barbosa da Silva, instrumentista e compositor brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 8 de Setembro de 1888. Morreu na mesma cidade no dia 4 de Agosto de 1930. É considerado um dos mais talentosos compositores de samba e, para muitos, o maior da primeira fase do samba carioca.
Filho de um pintor, admirador dos grandes “chorões” da época, foi estimulado pela família para estudar flauta, piano e violão.
Casou-se cedo, aos 17 anos, com a portuguesa Henriqueta Ferreira, tendo que labutar para sustentar os três filhos. Por volta de 1911, tornou-se pianista profissional, animando os bailes de agremiações dançantes, como o Dragão Club Universal e o Grupo Dançante Carnavalesco Tome a Bença da Vovó. Não perdia nenhuma roda de samba na casa da baiana Tia Ciata, onde se encontrava com outros sambistas.
O gosto pela sátira trouxe-lhe alguns problemas sérios, quando compôs “Fala Baixo”, em 1921, uma brincadeira com o presidente Artur Bernardes. Teve de fugir para casa da mãe para não ser preso. Cultivou a fama de farrista, promovendo grandes festas em bordéis, o que não o impediu de ganhar o nobre título de “O Rei do Samba”, durante a Noite Luso-Brasileira realizada no Teatro República, em 1927.
Durante 1928, ministrou aulas de violão a Mário Reis, que se tornaria o seu intérprete preferido e que lançaria dois dos seus maiores sucessos: “Jura” e “Gosto que me enrosco”. Compôs o último samba, “O homem da injecção”, em Julho de 1930, um mês antes do seu falecimento. No entanto, a letra e a melodia deste samba desapareceram misteriosamente, não chegando ao conhecimento do público.
Morreu vítima de tuberculose, a bordo da barca “Terceira”, durante uma viagem entre o centro do Rio e a Ilha do Governador, onde morava. O seu velório e funeral foram descritos com tintas literárias por Manuel Bandeira. Foi sepultado no Cemitério do Caju.
Em 1952, sob a direção de Lulu de Barros, a actriz Cármen Santos produziu o filme “O Rei do Samba”, sobre a vida de Sinhô.
Em Dezembro de 2010, foi transmitido, pela TV Brasil, o programa “De Lá pra Cá”, onde se focou a história de Sinhô que, nesse ano, completava 80 anos de falecimento. O programa teve a participação de vários cantores, entre eles Zeca Pagodinho.
Em 2011, para comemorar o centenário do surgimento de Sinhô na vida artística, o cantor Luiz Henrique, o showman Bob Lester e a cantora de rádio Marion Duarte homenagearam Sinhô com o show “Tributo ao Rei do Samba Sinhô”, que foi apresentado em várias salas do Rio de Janeiro. No espetáculo, os cantores interpretaram grandes sucessos do ‘Rei do Samba’. O show foi ilustrado também com canções de compositores contemporâneos de Sinhô, como Pixinguinha e Noel Rosa.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

7 DE SETEMBRO - ANTÓNIO BARBOSA DE MELO


EFEMÉRIDE - António Moreira Barbosa de Melo, jurista, investigador e político português, morreu em Coimbra no dia 7 de Setembro de 2016. Nascera em Penafiel, Lagares, em 2 de Novembro de 1932.
Especialista em Direito Administrativo, foi docente e investigador da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Direito e terminou o Curso Complementar de Ciências Político-Económicas, equivalente ao actual mestrado. A sua dissertação, intitulada “Do vício de forma no acto administrativo” (1961), foi galardoada com o Prémio Calouste Gulbenkian.
Após o 25 de Abril de 1974, Barbosa de Melo foi um dos fundadores do então Partido Popular Democrático (actual PSD), juntamente com Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota. Foi então um dos juristas de Coimbra — grupo onde também se inseria Carlos Alberto da Mota Pinto — que influenciou o partido do ponto de vista programático, atenuando o efeito liberalizante do esboço inicial. Mais tarde, na sequência do congresso de Leiria, em Outubro de 1976, Barbosa de Melo foi também um importante dirigente da ala de Sá Carneiro, quando este reconquistou o partido, passado o período revolucionário.
Integrou a Comissão para a Elaboração da Lei Eleitoral para a Assembleia Constituinte, em 1974, na qual seria deputado, entre 1975 e 1976. Foi então, a par de Jorge Miranda, entre outros, uma das vozes mais empenhadas em consagrar as normas constitucionais que salvaguardassem o pluralismo democrático e a liberdade económica na Lei Fundamental. De seguida, foi eleito para a Assembleia da República, onde permaneceu até 1977. Eleito, de novo, e sucessivamente, nas legislativas de 1980, 1985, 1987, 1991 e 1995.
Em 1991, foi eleito como 9º presidente da Assembleia da República, função que exerceu até 1995. Foi ainda membro do Conselho de Estado, de 1985 até 2005.
Entre os restantes cargos que exerceu foi vogal da Comissão Instaladora do Instituto Nacional de Administração, fundado em 1979, e participou na fundação do Centro de Estudos e Formação Autárquica, em 1981, entidade que presidiu até 1991. Em ambas, esteve envolvido no desenvolvimento de um sistema de formação profissional, para o desempenho de funções na Administração Pública. Além da Universidade de Coimbra, também lecionou na Universidade Católica e exerceu uma função preponderante no arranque do curso de Direito no Porto.
Barbosa de Melo morreu aos 83 anos, no Centro Hospital e Universitário de Coimbra. Entre as condecorações que recebeu, salientam-se: a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (1995); a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade (2011); a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2016); e a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul do Brasil (1996).

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

6 DE SETEMBRO - ANDREA CAMILLERI


EFEMÉRIDE - Andrea Calogero Camilleri, escritor, guionista e diretor de teatro e televisão italiano, nasceu em Porto Empedocle, na Sicília, em 6 de Setembro de 1925. Foram vendidos mais de 3 milhões de exemplares das suas obras em todo o mundo.
Vive em Roma desde o final dos anos 1940. Desde Setembro de 2014, é cidadão honorário da cidade de Santa Fiora (Itália), que ele descreveu como «seu lugar do coração».
Na infância, depois de um breve período no colégio episcopal, foi estudar na Escola Empédocles de Agrigento, onde - em 1943 - com o desembarque iminente das forças aliadas na Sicília, as autoridades decidiram fechar as escolas. Em 1945, publicou poemas e contos em revistas e foi estudar Literatura na Universidade de Palermo. Estudou também na Academia Nacional de Arte Dramática de Roma.
Nos seus romances, a sua cidade natal surge transfigurada como a cidadezinha imaginária de Vigàta, situada na igualmente fictícia província de Montelusa. Estreou-se como romancista em 1978. Os seus livros, principalmente os policiais protagonizados pelo comissário Salvo Montalbano, têm grande sucesso na Itália e noutros países.
Em 1957, casou-se com Rosetta Dello Siesto, tendo três filhas e quatro netos. Recebeu a Ordem do Mérito da República Italiana (grande-oficial) em 2003.
Foi funcionário da emissora RAI durante muitos anos, como director e produzindo as famosas séries policiais do comissário Maigret e do tenente Sheridan. O seu primeiro romance, escrito em 1978, foi adaptado para uma série de TV, com o título “Com a mão nos olhos”.
Colaborou na “Enciclopedia dello Spettacolo” e foi professor no Centro Experimental de Cinematografia.
Professor de Direcção na Academia Nacional de Arte Dramática, é autor de inúmeros ensaios sobre o espectáculo teatral e de livros como: “Os teatros estáveis na Itália (1898-1918)”.
Participou no evento “No Cav Day”, em Julho de 2008, na Piazza Navona, contra as políticas do governo de Berlusconi, juntamente com jornalistas, intelectuais, políticos e personalidades do mundo do entretenimento.
Confessando-se comunista, afirmou acerca da Máfia: «Mantive-a sempre em segundo plano (nos livros), embora sempre presente, porque negá-la teria sido negar a existência do próprio ar. Influi em todas as relações, condiciona a existência e o Estado ainda não sabe como lutar contra ela. No início eram analfabetos e hoje têm nível superior, mas continuam sendo mafiosos. Estão na política, na indústria, por todo o lado...».
Andrea Camilleri completa hoje 92 anos. É autor de uma centena de obras literárias. O 100º livro, “L'altro capo del filo”, foi publicado em 2016.
Em 1947, recebeu o prémio de poesia Libera Stampa, à frente de Pasolini, e - em 1948 - em Florença, ganhou o prémio da comuna com a peça de teatro “Giudizio a mezzanotte”.

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