segunda-feira, 16 de outubro de 2017

16 DE OUTUBRO - PALMEIRO.


EFEMÉRIDE - Francisco Luís Palmeiro Rodrigues, futebolista português, nasceu em Arronches no dia 16 de Outubro de 1932. Morreu em 22 de Janeiro de 2017, aos 84 anos de idade. Ao serviço do SL e Benfica, marcou 36 golos em 117 jogos, num total de oito temporadas.
Envergou por três vezes a camisola da selecção nacional de Portugal, sempre em jogos amigáveis, tendo marcado três golos, todos eles num Portugal-Espanha realizado em Junho de 1956 e que Portugal venceu por 3-1.
Aos 13 anos, na temporada 1945/46, iniciou-se no Atlético Clube de Arronches, filial do Atlético Clube de Portugal, tendo passado para a equipa principal na temporada 1949/50. Pouco depois, representou O Elvas CAD, seguindo-se a ida para o GD Portalegrense (1951/53).
Aos 20 anos, ingressou nas reservas do Benfica, estreando-se em 25 de Dezembro de 1953. O último jogo em representação do clube ocorreu em Maio de 1961, na 1ª mão dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, frente ao Vitória de Setúbal.  Depois, jogou no Atlético CP (1961/63) e no Almada AC (1963/65).
Enquanto jogador do Benfica, foi o primeiro futebolista a marcar um golo no antigo Estádio da Luz, em 1 de Dezembro de 1954 (inauguração do estádio), e o primeiro jogador do clube a marcar nas competições europeias, na Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 19 de Setembro de 1957, contra o Sevilha FC.
No total, venceu três Campeonatos Nacionais (1954/55, 1956/57 e 1959/60) e três Taças de Portugal (1954/55, 1956/57 e 1958/59).
Jogou ainda no campeonato distrital de Setúbal: no GD Pescadores Costa da Caparica (1965/66) e Monte da Caparica AC (1966/67).
A sua terra natal, Arronches, homenageou-o com a atribuição do seu nome ao estádio municipal, o Estádio Municipal Francisco Palmeiro.

domingo, 15 de outubro de 2017

MERCEDES SOSA - "Todo cambia" (ao vivo)


15 DE OUTUBRO - JOHN L. SULLIVAN


EFEMÉRIDE - John Lawrence Sullivan, pugilista norte-americano, nasceu em Boston no dia 15 de Outubro de 1858. Morreu na mesma cidade em 2 de Fevereiro de 1918. Foi o primeiro campeão mundial dos pesos-pesados da era moderna do boxe e o último campeão da época em que ainda se combatia com as mãos nuas.
Descendente de imigrantes irlandeses, Sullivan nasceu em Roxbury, hoje um bairro de Boston. Na sua juventude, a fim de contribuir para os proventos familiares, que viviam na pobreza, John teve de fazer trabalhos braçais, que lhe trouxeram a sua notável força física.
Em 1878, aos 20 anos de idade, começou a interessar-se pelo boxe e fez as suas primeiras exibições no Cockerhill Hall, em Boston. Dois anos mais tarde, já se tinha tornado uma pequena celebridade local, tendo inclusivamente lutado e vencido alguns lutadores de renome.
No intuito de tornar Sullivan conhecido em todo os Estados Unidos, o seu empresário Billy Madden tirou-o de Boston e levou-o para Nova Iorque. Sullivan lançou então um desafio público, oferecendo 250 dólares a qualquer homem que lutasse contra ele. Em seguida, iniciou uma viagem pelo país, em busca de adversários que aceitassem o desafio.
Em 1882, Paddy Ryan, o então campeão dos pesos-pesados, aceitou enfrentar John Sullivan, colocando o seu título em disputa. Conforme as regras vigentes na época, os pugilistas lutaram com as mãos nuas, num embate previsto para 24 assaltos. Todavia, a luta não chegou nem próximo de seu último assalto, visto que, ao nono assalto, Sullivan pôs Ryan KO.
Com a vitória sobre Ryan, Sullivan passou a ser aclamado como o novo campeão mundial dos pesos-pesados; porém, para muitos historiadores do boxe, este era um título ao qual Sullivan não fazia jus na época, porque - até àquele momento - ele nunca tinha combatido fora dos Estados Unidos.
Portanto, existem defensores da tese que Sullivan somente se tornou campeão mundial em 1888, quando fez o seu primeiro combate fora dos Estados Unidos, mais precisamente em França, contra o pugilista britânico Charley Mitchell.
Outros ainda, por sua vez, creditam o título mundial a Sullivan somente a partir de 1889, quando enfrentou e derrotou Jake Kilrain, numa luta épica que durou 75 assaltos. Este combate levou ambos os lutadores ao limite das suas capacidades físicas. Foi a última vez na história, que um título mundial foi disputado com as mãos nuas.
Sullivan, que já se havia tornado num pugilista “de luvas”, antes da luta contra Kilrain, nunca mais voltou a lutar de mãos nuas após aquele combate. Considerado oficialmente como o primeiro campeão mundial dos pesos-pesados, a partir de 1885, data em que as regras modernas do boxe passaram a vigorar de facto, Sullivan perdeu o seu trono, em 1892, quando foi batido por KO pelo boxeur Jim Corbett.
Depois desta derrota, Sullivan resolveu aposentar-se e, nos 12 anos seguintes, somente entrou nos ringues para participar em exibições. Foi também actor, locutor, árbitro de basebol, repórter desportivo, proprietário de bar e deu o seu apoio a vários movimentos antialcoólicos.
Sullivan faleceu aos 59 anos. O funeral foi um verdadeiro evento nacional, pois todos os americanos lamentaram a perda de um grande ídolo.
Em 1990, John L. Sullivan fez parte, a título póstumo, da primeira selecção de pugilistas que entraram para o International Boxing Hall of Fame.

sábado, 14 de outubro de 2017

14 DE OUTUBRO - HAROLD ROBBINS


EFEMÉRIDE - Harold Robbins, escritor norte-americano, morreu em Palm Springs no dia 14 de Outubro de 1997. Nascera em Nova Iorque, em 21 de Maio de 1916.  Passou a infância num orfanato. Frequentou a Escola Secundária George Washington e, depois de deixar os estudos, começou a trabalhar em vários empregos.
Assim, aos 20 anos, vendia açúcar para o comércio grossista. No início da Segunda Guerra Mundial, mudou-se para Hollywood, onde trabalhou nos estúdios da Universal, primeiro como encarregado de expedições, depois já no próprio estúdio.
No seu primeiro livro, “Nunca Ame um Estranho” (1948), utilizou a própria vida de órfão nas ruas de Nova Iorque. Seguiu-se “Os Comerciantes de Sonho” (1949), sobre a indústria do cinema em Hollywood. Novamente, Robbins misturou as suas próprias experiências com factos históricos, melodrama, sexo e acção, numa história rápida e comovente.
O romance “Uma prece para Danny Fisher” (1952) foi adaptado ao cinema sob o título” Crioulo de Rei” (1958), contando com a participação de Elvis Presley.
Robbins veio a tornar-se num dos maiores autores de best-sellers do mundo, publicando mais de 20 livros, que foram traduzidos em 32 idiomas e vendidos em mais de 750 milhões de exemplares. Entre os livros mais conhecidos dele, está “Os Carpetbaggers”, baseado na vida de Howard Hughes, que leva o leitor de Nova Iorque para a Califórnia, da prosperidade da indústria aeronáutica para o fascínio de Hollywood. A continuação deste livro (“The Raiders”) foi publicada em 1995.
Em 1982, devido a problemas num quadril, foi forçado a usar uma cadeira de rodas, não deixando nunca de escrever.
Visitou muitas vezes a Riviera Francesa e Monte Carlo. Morreu de insuficiência cardiorrespiratória, aos 81 anos de idade. Foi cremado e as suas cinzas encontram-se no Forest Lawn Memorial Park (Cathedral City), na Califórnia. Tem uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

13 DE OUTUBRO - PAUL POTTS


EFEMÉRIDE - Paul Robert Potts, tenor britânico, nasceu em Bristol no dia 13 de Outubro de 1970. Foi o vencedor da primeira série do concurso de talentos “Britain's Got Talent”, transmitido pela ITV, onde cantou uma ária de ópera, surpreendendo o júri e a plateia com um timbre vocal excepcional. Foi-lhe proporcionada a gravação de um álbum.
Potts tinha cantado ópera como amador de 1999 a 2003, mas um acidente de bicicleta obrigou-o a uma pausa na carreira musical. Caiu em depressão e, para agravar a situação, tinha dificuldades financeiras.
Trabalhou então numa cadeia de supermercados e numa empresa de telemóveis. Tem a sua vida contada num filme intitulado “Apenas uma chance” (2013).
Em Junho de 2007, fez parte de uma busca de Simon Cowell para o show “Britain's Got Talent”. Cantou uma ária de Puccini (“Nessun dorma” da ópera “Turandot”). O vídeo do espectáculo foi disponibilizado no YouTube e em sites similares, atingindo rapidamente mais de 7 milhões de visualizações nos primeiros dias. Na semifinal, em 14 de Junho, Paul cantou alguns versos da ária “Con te partirò”. Por fim, na final de 17 de Junho, cantou a ária “Nessun dorma” por inteiro, acabando por receber mais votos do que a pequena Connie Talbot, que era a favorita nas casas de apostas.
Paul cresceu nos arredores de Bristol. De origem modesta, o pai era condutor de autocarros e a mãe caixa num supermercado. Desde criança que gostou de cantar, fazendo parte de vários coros, na escola e em igrejas. Aos 16 anos, comprou o seu primeiro disco de ópera.  Em 1993, obteve uma licenciatura em Ciências Humanas.
Em 1999, lançou-se na aventura da ópera.  Participou num karaoke, “mascarado” de   Luciano Pavarotti e concorreu a um jogo da televisão (“My Kind of Music”) em que ganhou 8 000 libras, o que lhe permitiu fazer uma viagem de três meses a Itália, para aprender a língua e estudar canto. Durante a sua formação, teve ocasião de realizar o sonho da sua vida – cantar em frente de Pavarotti.
Iniciou então a sua carreira, começando por pequenos papéis. Foi depois 2º solista em quatro óperas. Cantou também num espectáculo da Royal Philharmonic Orchestra, perante 15 000 espectadores.
Em Dezembro de 2007, actuou para a rainha Isabel II, durante a “Royal Variety Performance”. O primeiro-ministro Gordon Brown entregou-lhe, então, um disco de platina, por ter vendido 2 milhões de exemplares do seu álbum.
Em Janeiro de 2008, começou uma tournée mundial que previa 55 espectáculos, mas que acabou por ter mais de cem atendendo à sua crescente popularidade. Actuou em 23 países, tanto em salas de concerto como em estádios e arenas. 
Em Fevereiro de 2009, ganhou o Echo Award 2009 na Alemanha e, em Maio, publicou o seu 2º álbum (“Paixão”). Paralelamente, fez nova tournée mundial, apresentando-se na Austrália, Estados Unidos, Canadá, Europa, América do Sul e Ásia.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

PAUL POTTS - Espectáculo Surpresa na Alemanha


12 DE OUTUBRO - MARION JONES


EFEMÉRIDE - Marion Jones (Thompson), jogadora de basquetebol e atleta norte-americana, especializada em saltos e provas de velocidade, nasceu em Los Angeles no dia 12 de Outubro de 1975. Depois de se tornar um dos grandes nomes internacionais do atletismo, na viragem do século XXI, ao conquistar cinco medalhas em Jogos Olímpicos – três delas de ouro – e sete medalhas em Campeonatos Mundiais de Atletismo, confessou ter usado anabolizantes desde 1999.
Jones tornou-se o grande nome do atletismo feminino nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, ao conquistar três medalhas de ouro nos 100, 200 e estafeta 4x100 metros, além de duas medalhas de bronze no salto em comprimento e na estafeta 4x400m.
Em Outubro de 2007. confessou ter participado naqueles Jogos sob o efeito de esteróides anabolizantes e devolveu todas as medalhas olímpicas ao Comité Olímpico Internacional.
Na entrevista colectiva em que admitiu o uso de anabolizantes, após ter prestado depoimento num tribunal federal, aceitou a pena de dois anos de suspensão que lhe foi imposta pelo Comité Olímpico dos Estados Unidos, devolveu ao COI as medalhas conquistadas em Sydney e anunciou o fim da sua carreira.
Em reunião realizada em Dezembro de 2007, o COI retirou oficialmente as cinco medalhas a Marion Jones e baniu a atleta de competir nos Jogos de 2008 em Pequim, além de lhe retirar ainda o quinto lugar conquistado na prova de salto em altura nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004.
Em Janeiro de 2008, um tribunal de Nova Iorque condenou a velocista a seis meses de prisão, por ter cometido delitos de falso testemunho. Cumpriu a pena numa prisão do Texas.
Marion Jones casou-se três vezes, a ultima das quais em Fevereiro de 2007, com o sprinter de Barbados Obadele Thompson. Encontrava-se arruinada financeiramente. Tem um filho de um anterior casamento.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

11 DE OUTUBRO - FERNANDO SABINO


EFEMÉRIDE - Fernando Tavares Sabino, escritor e jornalista brasileiro, que exerceu também actividades como cineasta, morreu no Rio de Janeiro em 11 de Outubro de 2004. Nascera em Belo Horizonte no dia 12 de Outubro de 1923.
Aos 13 anos, começou a escrever contos. A sua primeira publicação, uma história policial, ocorreu na “Argus”, uma revista da polícia de Minas Gerais. Durante a adolescência, enviava com regularidade crónicas para a revista mineira, que promovia um concurso permanente. Sabino vencia com frequência, tanto que chegava a receber adiantado o dinheiro do prémio.
Desportista, era nadador do Minas Ténis Clube, tendo diversos recordes no estilo de costas, a sua especialidade, tornando-se mesmo campeão sul-americano em 1939.
No início da década de 1940, começou a cursar a Faculdade de Direito de Minas Gerais e ingressou no jornalismo como redactor da “Folha de Minas”. O seu primeiro livro de contos, “Os grilos não cantam mais”, foi publicado em 1941, no Rio de Janeiro, quando o autor tinha dezoito anos, sendo que alguns contos do livro haviam sido escritos quando Sabino tinha apenas quatorze anos. Nesse período, formava - com Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos - um grupo literário, apelidado de Grupo dos Vintanistas, devido ao facto de todos estarem na casa dos vinte anos. Esse grupo discutia literatura e fazia passeios boémios nas noites de Belo Horizonte. Entretanto, Sabino publicava contos e artigos nas revistas “Mensagem”, “Alterosa” e “Belo Horizonte”.
Depois da publicação de “Os grilos não cantam mais”, Sabino iniciou - em 1942 - correspondência com o escritor paulista Mário de Andrade. A troca de cartas durou até 1945, ano da morte de Mário, e pode ser lida no livro “Cartas a um jovem escritor e suas respostas”.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1944. Tornou-se colaborador regular do jornal “Correio da Manhã”, onde conheceu Vinicius de Moraes, de quem se tornou amigo. No mesmo ano, publicou a sua segunda obra, a novela “A marca”. Em 1945, conheceu a escritora Clarice Lispector, no Rio, de quem se tornou também amigo e, mais tarde, correspondente. Depois de se formar em Direito, em 1946, viajou com Vinicius até aos Estados Unidos. Fernando Sabino morou durante dois anos em Nova Iorque, onde exerceu função burocrática no consulado brasileiro. Colaborou com crónicas no “Diário Carioca” e em “O Jornal”, que foram publicadas na obra “A cidade vazia” (1950). No mesmo período, Sabino escreveu “Os movimentos simulados” (publicado em 2004, ano do seu falecimento) e os esboços das obras “O encontro marcado” (1956) e “O grande mentecapto” (1979).
Em 1957, Sabino decidiu viver exclusivamente como escritor e jornalista. Iniciou uma produção diária de crónicas para o “Jornal do Brasil”, escrevendo mensalmente para a revista “Senhor”. Em 1960, publicou o livro “O homem nu”, na Editora do Autor, fundada por ele, Rubem Braga e Walter Acosta. Publicou, em 1962, “A mulher do vizinho”, que recebeu o Prémio Fernando Chinaglia, do Pen Club do Brasil. Em 1964, mudou-se para Londres, onde passou a exercer a função de adido cultural junto da embaixada brasileira. Tornou-se correspondente do “Jornal do Brasil” e colaborou na BBC e nas revistas “Manchete” e “Claudia”.
Através da Editora do Autor, publicou nomes importantes da literatura brasileira e latino-americana. Deixou a editora em 1966 e fundou a Editora Sabiá. Em 1973, funou a Bem-te-vi Filmes, com David Neves, por meio da qual produziu várias curtas-metragens com escritores brasileiros. Realizou, na década de 1970, uma série de viagens ao estrangeiro para se documentar.
O grande mentecapto”, publicado em 1979, rendeu-lhe o Prémio Jabuti e acabaria por ser adaptado ao cinema em 1989 (e também ao teatro). Publicou em 1982, “O menino no espelho”; em 1985, “A faca de dois gumes” e, em 1989, “O tabuleiro de damas”, uma obra autobiográfica. Escreveu com regularidade na década de 1990. Em Julho de 1999, recebeu da Academia Brasileira de Letras o Prémio Machado de Assis pelo conjunto da sua obra. Em 2002, publicou “Cartas sobre a mesa” e, em 2004, “Os movimentos simulados”.
Fernando Sabino faleceu na sua casa em Ipanema, vítima de cancro no fígado, na véspera de completar 81 anos. Foi sepultado no Rio, no Cemitério São João Batista. 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

10 DE OUTUBRO - HELEN HAYES


EFEMÉRIDE - Helen Hayes Brown, actriz norte-americana de origem judaica, nasceu em Washington, DC, em 10 de Outubro de 1900. Morreu em Orangetown no dia 17 de Março de 1993. Conhecida como “a Primeira-dama do Teatro Norte-americano”, Hayes é uma das onze pessoas a ter recebido todos os mais importantes prémios da indústria de entretenimento do seu país (Emmy, Grammy, Oscar e Tony).
Hayes começou a carreira no teatro aos 5 anos de idade, cantando no Washington Belasco Theatre (na Lafayette Square, em frente à Casa Branca). Aos dez anos, protagonizou a curta-metragem “Jean e a chita Doll”.
Frequentou a Academia do Convento do Sagrado Coração, em Washington, licenciando-se em 1917. Três anos depois, já estava na Broadway e teve uma carreira teatral brilhante que durou mais de 60 anos.
A sua estreia no cinema sonoro foi em “O Pecado de Madelon Claudet” (1932), com o qual ganhou o Oscar de Melhor Actriz e o Prémio de Melhor Actriz no Festival de Veneza. Em seguida, participou em filmes como: “Médico e Amante”; “Adeus a armas” (com Gary Cooper); “The White Sister”; “What Every Woman Knows”; e “Vanessa: Her Love Story”. Nunca se tornou, porém, uma actriz favorita entre os fãs e achava o teatro mais sedutor. Decidiu mesmo privilegiar os palcos.
Hayes ganhou três prémios Tony pelas suas performances no teatro, o primeiro em 1947 com o musical “Parabéns” (1946/48); o segundo com “Time Remembered” (1958); e o terceiro em 1980, que lhe foi concedido em homenagem a sua carreira teatral. Recebeu ainda um segundo Oscar com “Aeroporto” (1970), este o de Melhor Actriz coadjuvante. Em Maio de 1986, o presidente Ronald Reagan atribuiu-lhe a Medalha Presidencial da Liberdade, o mais importante galardão civil dos EUA.
Em 1983, foi dado o seu nome a um teatro da Broadway (Helen Hayes Theatre). Tem uma estrela no Walk of Fame de Hollywood e o seu nome está inscrito no National Women's Hall of Fame. Helen Hayes faleceu aos 92 anos de idade, devido a insuficiência cardíaca. As luzes da Broadway foram diminuídas durante um minuto, às 8 horas do dia em que ela morreu.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

9 DE OUTUBRO - CARLOS ALBERTO NUNES


EFEMÉRIDE - Carlos Alberto da Costa Nunes, médico, homem de letras, poeta e tradutor brasileiro, morreu em Sorocaba no dia 9 de Outubro de 1990. Nascera em São Luís do Maranhão, em 19 de Janeiro de 1897. Traduziu o teatro completo de Shakespeare, a “Eneida” de Virgílio, a “Ilíada” e a “Odisseia” de Homero, e todos os diálogos de Platão.
Fez os seus estudos primários e secundários em São Luís do Maranhão. Em 1920, licenciou-se na Faculdade de Medicina da Bahia. Exerceu clinica no Acre.
Passou depois a residir no Estado de São Paulo, onde exerceu medicina no vilarejo de Bom Sucesso (hoje cidade de Paranapanema), em Angatuba, Tatuí, Santa Cruz do Rio Pardo, Fartura e Guaratinguetá, para – depois – definitivamente, se fixar na capital paulista, onde trabalhou - até se aposentar - no Instituto Médico Legal. Este cargo de médico legista, foi obtido através de concurso.
Quando da sua passagem por Angatuba, Carlos Alberto Nunes conheceu a jovem e viúva professora Filomena Turelli, filha de um paciente, o italiano Francesco Turelli. Como ele, o pai da sua futura esposa apreciava o estudo de história e literatura clássica. Após namoro, uniram-se definitivamente em casamento.
Filomena teria sido a maior incentivadora das suas primeiras tentativas como tradutor. O casal era bem considerado nos meios literários de São Paulo e, no final das suas vidas, doaram uma rica obra homeriana à Academia Paulista de Letras. Ele também pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.
Carlos Alberto Nunes veio a morrer em Sorocaba em Outubro de 1990. Os seus restos mortais foram sepultados junto dos de sua esposa, que falecera em 1983.
Em 1938, publicara o poema épico nacional “Os Brasileidas”. Graças a este poema, foi convidado a ingressar na Academia Paulista de Letras, o que se concretizou em Março de 1956.
Um dos maiores legados deixados pelo escritor foi o trabalho como tradutor de vários idiomas. Traduziu do alemão “Clavigo e Stella” de Goethe (1949), do inglês o teatro completo de Shakespeare (1955), do latim a “Eneida” de Virgílio (1975) e do grego antigo a “Ilíada” e a “Odisseia” (1962), bem assim como as obras de Platão.
Redigiu também os dramas “Estácio” (1971) e “Moema” (1950), além da obra poética “Os Brasileidas”.
A sua tradução de “Corpus Platonicum” (1973/80), do grego para a língua portuguesa, é uma obra de referência nas universidades brasileiras.
A tradução dos diálogos platónicos, editada pela Universidade Federal do Pará, tinha 14 volumes.
No caso da tradução da “Ilíada” e da “Odisseia” de Homero, Nunes conseguiu estabelecer uma rima inédita, feita directamente a partir do grego antigo.
Em 1954, terminou a tradução da obra de Shakespeare. Não foi o primeiro a traduzir Shakespeare, mas foi o primeiro a traduzir a obra completa em português.

domingo, 8 de outubro de 2017

8 DE OUTUBRO - KIRK ALYN


EFEMÉRIDE - Kirk Alyn, de seu verdadeiro nome John Feggo Jr., actor norte-americano, conhecido sobretudo por ter interpretado no cinema o personagem Super-homem (série de 1948) e, na sequência, em 1950, “Atom Man vs Superman”, nasceu em Oxford (Nova Jersey no dia 8 de Outubro de 1910. Morreu em The Woodlands, no Texas, em 14 de Março de 1999. Participou em mais de 60 filmes, entre séries, longas-metragens e películas para televisão.
Filho de imigrantes húngaros, viveu na sua juventude em Wharton, Nova Jersey, havendo uma placa comemorativa em sua homenagem no edifício municipal.
Alyn começou a sua carreira artística num coro, na Broadway, aparecendo em diversos musicais nos anos 1930.
Trabalhou, também, como cantor e dançarino em espectáculos de vaudeville, antes de se mudar para Hollywood, nos anos 1940, para actuar no cinema. Fez inicialmente apenas pequenos papeis em películas de baixo orçamento, até fazer o papel de Super-homem em 1948.
Protagonizou ainda outras séries, como “Federal Agents vs Underworld, Inc.” (1948), “Radar Patrol vs Spy King” (1950) e “Blackhawk” (1952).
A série do Super-homem de 1948 consistia em 15 episódios, que recontavam a chegada dele à Terra, como conseguiu um emprego de repórter no jornal “Daily Planet” e o encontro com Lois Lane e Jimmy Olsen. O enredo principal era a luta do Super-homem contra Spider Lady. Dois anos depois, surgiu “Atom Man vs Superman”.
Alyn publicou, em 1971, uma autobiografia intitulada “A Job for Superman”. O seu último filme foi “Scalps”, em 1983. Aposentou-se de seguida. Em 1988, participou no especial de TV “Superman 50th Anniversary”. Morreu aos 88 anos, assistido pelos três filhos.
Quando foi para Hollywood, Alyn conheceu a actriz e dançarina Virginia O'Brien, com quem casou em 1942, tendo um filho e duas filhas. Divorciaram-se em 1955.

sábado, 7 de outubro de 2017

7 DE OUTUBRO - GEOFFREY MUTAI


EFEMÉRIDE - Geoffrey Kiprono Mutai, atleta queniano, especializado em corridas de fundo, nasceu em Mumberes no dia 7 de Outubro de 1981.
Vencedor de diversas provas entre os 10 km e a meia-maratona, Mutai venceu as maratonas do Mónaco e de Eindhoven, na Holanda, antes de surpreender o mundo, em Abril de 2011, ao vencer a tradicional Maratona de Boston, com o tempo de 2h03m02s. A marca, porém, permanecerá como não-oficial, sem poder ser homologada como recorde mundial pela IAAF, devido a diversas particularidades do percurso (muitas descidas, ventos traseiros e corrida ponto-a-ponto), que colocam esta maratona fora das regras para que os seus tempos possam ser validados nos registos oficiais.
Em Novembro de 2011, venceu a Maratona de Nova Iorque, batendo um recorde de dez anos, com a marca de 2h05m05s. Em Setembro de 2012, foi 1º na Maratona de Berlim, tendo feito a melhor marca mundial do ano (2h04m15s).  Na época 2011/12, Geoffrey Mutai venceu ainda a prova World Marathon Majors. Na época 2012/13, venceu novamente a Maratona de Nova Iorque.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

6 DE OUTUBRO - VERÍSSIMO CORREIA SEABRA


EFEMÉRIDE - Veríssimo Correia Seabra, general da Guiné-Bissau, chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, morreu em Bissau no dia 6 de Outubro de 2004. Nascera na mesma cidade em 17 de Fevereiro de 1947.  Liderou o golpe de Setembro de 2003, que depôs Kumba Yalá, para, segundo ele, «repor a legalidade constitucional”.
Era filho de pai cabo-verdiano e de mãe da etnia manjaco. Em 1963, aos 16 anos, aderiu ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) como guerrilheiro. para lutar contra o domínio colonial português. Três anos mais tarde, foi enviado para a Bulgária a fim de estudar Engenharia Electrónica. Em 1971, frequentou formação em Artilharia Antiaérea numa escola militar da União Soviética.
Ao voltar para a guerra na Guiné-Bissau, passou a ser responsável por uma unidade de artilharia, perto da fronteira sul. Em 1976, depois da independência do seu país, foi enviado a Portugal para treino de Oficial.
Participou, nos anos 1980, no golpe de estado que depôs Luís Cabral. Foi comandante-adjunto do contingente guineense quando da missão das Nações Unidas em Angola, entre 1991 e 1992.
Em 1998, juntou-se ao general Ansumane Mané na tentativa de golpe de estado contra João Bernardo Vieira. O país conheceu então uma curta, mas sangrenta guerra civil. Foi implicado também no “golpe” de 1999 que tirou Vieira do poder. Foi nomeado então ministro da Defesa do presidente Kumba Yalá (2000).
Porque o comportamento do presidente Yalá era contestado e o governo não conseguia pagar os salários aos militares, ele preveniu-o que os militares seriam obrigados a intervir se a situação não se modificasse.
Em 14 de Setembro de 2003, Veríssimo assumiu a liderança do Estado guineense com um golpe de estado, sem disparar um tiro. Acusou Kumba Yalá de abuso de poder, prisões arbitrárias e fraude eleitoral no período de recenseamento. Assegurou interinamente a chefia do Estado até 28 de Setembro, restaurando a Constituição e a ordem democrática, depois de ouvidos os partidos políticos, a sociedade civil e o clero.
Henrique Rosa foi nomeado chefe de governo e tornou-se presidente em 28 de Setembro. Em 28 de Março do ano seguinte, foram finalmente realizadas eleições livres na Guiné-Bissau. Em 6 de Outubro de 2004, porém, soldados amotinados – ainda descontentes por questões salariais – detiveram Veríssimo Seabra e o tenente-coronel Domingos Barros, agredindo-os até à morte.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

5 DE OUTUBRO - JÚLIO PINTO


EFEMÉRIDE - Júlio António Baptista de Araújo Pinto, jornalista, humorista e activista político português, morreu em Lisboa no dia 5 de Outubro de 2000. Nascera em Oliveira de Azeméis, em 13 de Junho de 1949.
Iniciou a actividade política em finais dos anos 1960, vindo a aderir ao PCP, de que foi militante na clandestinidade. Desertor da guerra colonial, viria a ser preso e enviado para o forte da Trafaria, de onde escapou durante uma saída precária. Após o 25 de Abril de 1974, fez parte do gabinete de Correia Jesuíno (ministro da Comunicação Social) durante os governos provisórios de Vasco Gonçalves.
Em 1976, fez parte da equipa fundadora de “O Diário”, de onde saiu em 1981, na sequência do processo político-laboral que ficou conhecido como “Caso Júlio Pinto”, desencadeado por uma crónica de solidariedade com os ex-dirigentes do PRP, Carlos Antunes e Isabel do Carmo, que se encontravam presos e em greve de fome. Manter-se-ia independente para o resto da vida, mas não abandonou a actividade política. Participou nas campanhas eleitorais de Maria de Lurdes Pintasilgo (para a Presidência da República), de Jorge Sampaio e João Soares (para a Câmara Municipal de Lisboa) e do PSR, em diversas ocasiões.
Colaborou em diversas publicações (“O Jornal”, “Expresso”, “Diário Popular”, “Combate”, etc.) e trabalhou em publicidade. Fundador e director do semanário satírico “O Inimigo” (1993/94), foi o criador – juntamente com o desenhador Nuno Saraiva - da série de banda desenhada “Filosofia de Ponta”, publicada originalmente no semanário “O Independente” e, posteriormente, editada em três álbuns. “A Guarda Abília” e “Arnaldo, o Pós-Cataléptico” foram outras criações de grande êxito, de Júlio Pinto e Nuno Saraiva. Foi ainda colaborador da TSF (“Crónicas de Escárnio e Maldizer”) e da revista “Ler”. Desapareceu muito prematuramente, levado por uma doença que não perdoa.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

4 DE OUTUBRO - SPUTNIK 1


EFEMÉRIDE - Sputnik 1 foi a primeira missão do Programa Sputnik, que enviou o primeiro satélite artificial da Terra. A missão foi lançada pela URSS, em 4 de Outubro de 1957, do Cosmódromo de Baikonur. O Sputnik era uma esfera de aproximadamente 50 cm e pesava 83,6 kg.
Ele não tinha nenhuma função especial, a não ser transmitir um sinal de rádio, o “bip-bip”, que podia ser sintonizado mesmo por um radioamador.
O satélite orbitou a Terra durante três meses antes de cair. O foguete propulsor, chamado R-7 Semiorka, pesava 4 toneladas e entrou em órbita também. Ele tinha sido projectado originalmente para lançar ogivas nucleares.
Sputnik foi um marco na ciência e deu aos cientistas valiosas informações. A densidade da atmosfera superior podia agora ser deduzida pela resistência que o satélite aguentou em órbita e a propagação dos seus sinais de rádio deu indicações sobre a ionosfera.
O Sputnik 1 foi o primeiro satélite artificial a ser lançado pela antiga União Soviética e o primeiro satélite a ser lançado também pela humanidade. O seu lançamento abriu a “porta”, simbolicamente, para o começo da corrida espacial entre os Estados Unidos e a URSS.
A primeira fotografia do Sputnik em órbita foi tirada no Brasil, mais precisamente na cidade de Lavras. Isto ocorreu no dia 9 de Outubro de 1957, quando o cientista John Stout, após complicados cálculos, previu exactamente o local e a hora em que o satélite passaria sobre o solo brasileiro. Ex-alunos, que testemunharam o evento, disseram que o cientista isolou a área, para poder ter condições de total concentração na busca. Até mesmo o som do Sputnik foi captado naquela noite, que marcaria a carreira deste desbravador espacial. O feito repercutiu-se em todo o mundo e, durante muito tempo, ele foi convidado a fazer palestras e conferências sobre o assunto.

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