segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

10 DE DEZEMBRO - ED WOOD


EFEMÉRIDE - Edward “Ed” Davis Wood Júnior, actor, guionista, montador, realizador e produtor norte-americano de filmes de terror, de ficção científica e eróticos, morreu em Hollywood no dia 10 de Dezembro de 1978. Nascera em Poughkeepsie, no Estado de Nova Iorque, em 10 de Outubro de 1924.
Depois do ataque a Pearl Harbor em 1941, alistou-se nos marines e esteve nas frentes de combate. De regresso aos Estados Unidos em 1946, mudou-se para a Califórnia e começou a propor os seus serviços aos principais produtores de cinema. Acaba por obter a direcção de um projecto de adaptação ao cinema de um livro de Christine Jorgensen sobre a transsexualidade. Em breve, abandonaram o projecto, optando por qualquer coisa origina.  Wood escreveu então o guião e realizou “Glen or Glenda”.
Os seus trabalhos destacaram-se pela inventividade frente aos limitados recursos técnicos e orçamentários de que dispunha.
Wood foi responsável pelos últimos filmes de Bela Lugosi, o célebre intérprete do Conde Drácula, de quem o realizador era grande admirador e amigo.
Ed Wood foi considerado por muitos críticos o «pior cineasta de todos os tempos e do planeta inteiro». Apesar do descrédito por parte da crítica, os seus filmes acabavam por manter um certo ar humorístico, contando actualmente com uma legião de fãs. 
O filme de maior sucesso de Ed Wood foi rodado em 1956, sob o título de “Plano 9 do Espaço Sideral”, e lançado em 1959.
Ed Wood costumava trabalhar com actores caricatos como Tor Johnson (ex-lutador de luta livre, cuja face se tornou uma máscara popular nas festas de Halloween) e o místico Criswell. Wood tinha obsessão por Maila Nurmi, actriz finlandesa que usava o nome de “Vampira” num programa de TV que ela apresentava. Wood escreveu vários papéis para esta actriz, mas Maila só aceitou actuar em “Plan 9 From Outer Space”.
A maioria dos seus filmes não sendo rentáveis, Ed Wood mergulhou na depressão e no álcool.  Apesar de tudo, conseguiu sobreviver - nos anos 1960/70 - escrevendo romances, de horror ou eróticos. Realizou depois vários filmes pornográficos. Morreu aos 54 anos de complicações devidas ao alcoolismo.
Em 1994, Tim Burton realizou o filme “Ed Wood” com Johnny Depp no principal papel.  Apesar de um mau resultado comercial, a película foi aclamada pela crítica, antes de ser recompensada com dois Oscars.

domingo, 9 de dezembro de 2018

9 DE DEZEMBRO - STAN RICE


EFEMÉRIDE - Stan Rice, professor universitário, poeta e pintor norte-americano, morreu em Nova Orleães no dia 9 de Dezembro de 2002.  Nascera em Dallas, em 7 de Novembro de 1942.
Era o marido da conhecida escritora Anne Rice. Conheceu-a numa escola de jornalismo em Richardson, tendo-se casada em Denton, em Outubro de 1961. Juntos, estudaram na North Texas State University em Denton, antes de se mudarem para San Francisco em 1962, para se inscreverem na San Francisco State University, onde ambos se licenciaram.
Rice foi professor de Inglês e Escrita Criativa na Universidade Estadual de San Francisco. Em 1977, recebeu o Prémio Edgar Allan Poe e, nos anos seguintes, também venceu o Prémio Henry Joseph Jackson e recebeu uma bolsa para escrever a partir do National Endowment for the Arts. Rice aposentou-se, após 22 anos de serviço como presidente do programa Escrita Criativa, bem como de director-adjunto do Centro de Poesia.
Foi a morte da sua primeira filha, Michele, aos seis anos, vítima de leucemia, que tornou Stan Rice num autor com livros publicados. O seu primeiro livro de poemas, publicado em 1975, tinha como base a doença da filha e a sua morte. Intitulou-o “Some Lamb”.
Foi ele que incentivou a esposa para sair do seu trabalho como garçonete, cozinheira, recepcionista e arrumadora de teatro, para se dedicar a tempo inteiro à literatura, tendo incentivado o filho, o futuro escritor Christopher Rice, a seguir igualmente uma carreira literária.
Escreveu para Anne vários poemas, que serviram de introdução ao seu livro “Queen of the Damned” (1988). Stan e a família mudaram-se posteriormente para o Garden District, em Nova Orleães, onde ele abriu a  Stan Rice Gallery.
As suas pinturas estão representadas nas colecções do Museu Ogden e no New Orleans Museum of Art. As Galerias de Arte da Southeastern Louisiana apresentaram uma exposição dos seus quadros, seleccionados em Março de 2005. Havia planos prospectivos em andamento, para expor também as suas obras em vários locais no México.
Stan. Rice morreu de cancro no cérebro, aos 60 anos de idade, assistido pelos seus familiares.

sábado, 8 de dezembro de 2018

8 DE DEZEMBRO - GOLDA MEIR


EFEMÉRIDE - Golda Mabovitch Meir, uma fundadora e primeira-ministra do Estado de Israel, morreu em Jerusalém no dia 8 de Dezembro de 1978.  Nascera em Kiev, em 3 de Maio de 1898. Emigrou para a Terra de Israel em 1921, tendo militado no sindicato Histadrut e no partido trabalhista Mapai. Além de primeira embaixadora israelita na URSS em 1948, foi ministra do Interior, das Negócios Estrangeiros, do Trabalho e secretária-geral do Mapai.
Conhecida pela firmeza das suas convicções, estava à frente do Estado de Israel no seu momento mais dramático: a Guerra do Yom Kipur, na qual tropas egípcias e sírias atacaram Israel, cuja população estava distraída pelas comemorações do Dia do Perdão judaico.
Proveniente de uma humilde família judaica, em 1906 emigrou com a família para Milwaukee, nos Estados Unidos. Após a conclusão dos seus estudos, Golda foi, durante algum tempo, professora primária em Milwaukee e delegada da secção norte-americana do Congresso Judaico Mundial.
Em 1917, casou com Morris Myerson, tendo emigrado em 1921 para a Palestina. Golda Meir tornou-se, então, membro do Kibutz Merchavia e, três anos mais tarde, aderiu à Histadrut (Confederação Geral do Trabalho), passando entre 1932 e 1934 a ser a sua representante no estrangeiro, nomeadamente nos Estados Unidos da América.
Nos anos que antecederam e durante a Segunda Guerra Mundial, Golda Meir ocupou lugares fulcrais na hierarquia política: foi chefe do departamento político da Agência Judaica (a maior autoridade em Israel sob administração britânica) e da Organização Sionista Mundial.
Após a Declaração de Independência do Estado de Israel em 1948, Golda Meir foi nomeada pelo primeiro-ministro, David Ben-Gurion, para o cargo de embaixadora de Israel na União Soviética, durante quatro anos. Posteriormente à nomeação, entre 1949 e 1956, Golda exerceu a função de ministra do Trabalho e, na década seguinte (1956/66), foi ministra dos Negócios Estrangeiros, bem como representante máxima da delegação israelita enviada aos Estados Unidos da América. Foi secretária-geral do Mapai, entre 1966 e 1968.
Desde a sua fundação, o novo Estado dotou-se de instituições democráticas: tinha uma câmara única - o Knesset - e foram fundados vários partidos políticos. O partido mais representativo de todos era o Mapai (movimento socialista). Sob o impulso de Golda Meir, o Mapai, o Ahduth Haavoda (União do Trabalho) e o Rafi (movimento de esquerda) fundiram-se em Julho de 1968, com o objectivo de formarem o Partido Trabalhista. No ano seguinte, este novo partido uniu-se ao Mapam (Partido Operário Unificado) constituindo uma aliança eleitoral - a Maarakh (Frente Operária).
Em 1969, após a morte do presidente Levi Eshkol, Golda Meir formou Governo, sendo primeira-ministra de Israel durante cinco anos (1969/1974). Na sua primeira entrevista colectiva de imprensa, como primeira-ministra, bradou, aos vizinhos árabes, que estaria disposta a qualquer coisa pela paz, excepto o suicídio nacional. Convidou, explicitamente, o então presidente do Egipto, Nasser, para a mesa de negociações, dizendo que iria mesmo ao Cairo, caso necessário, para negociar devoluções de território pacificamente. Embora Nasser tenha recusado, o seu sucessor Sadat atendeu aos pedidos.
Durante esse período, não acatou as resoluções da ONU, que invalidavam a anexação israelita de Jerusalém Oriental e ordenavam a retirada de Israel dos territórios árabes ocupados em 1967 na Guerra dos Seis Dias, por entender que, não havendo contrapartida para impedir ataques dos palestinianos e de nações árabes, tais medidas colocariam, em risco, a existência do Estado de Israel. Golda Meir aplicou uma política de medidas extremas contra membros de organizações que realizavam atentados, chegando a ordenar o assassinato das suas lideranças.
Em 6 de Outubro de 1973, deu-se a quarta guerra do conflito árabe-israelita, chamada Guerra do Yom Kipur (os israelitas celebram, nesse dia, a grande data religiosa de Yom Kipur, onde se faz jejum completo durante 25 horas, daí o nome atribuído ao conflito). No início da guerra, os israelitas foram apanhados completamente de surpresa pelas invasões do Egipto e da Síria, por acreditarem que seriam respeitados no dia mais importante do seu calendário religioso.
A Síria atacou pelas Colinas do Golan, ao norte de Israel, e o Egipto encarregou-se da península do Sinai e do canal de Suez, ao sul do país, desencadeando, assim, uma guerra em duas frentes. Os ataques árabes causaram enormes perdas às forças de defesa de Israel. Porém, após três semanas, as tropas de Israel obrigaram as tropas agressoras a recuarem. Penetraram com tanques e artilharia no território sírio, a precisamente 32 quilómetros da capital Damasco (que teve os seus subúrbios bombardeados) e a 100 quilómetros do Cairo, capital egípcia.
Como consequência do conflito, os países árabes decidiram parar de exportar petróleo para os Estados Unidos e para países que apoiavam a sobrevivência de Israel, o que levou à crise do petróleo.
Em Abril de 1974, Golda Meir apresentou a sua demissão, dadas as críticas à sua actuação e à do seu ministro da Defesa, Moshe Dayan (herói da Guerra dos Seis dias), na Guerra do Yom Kipur, e pelos baixos resultados alcançados nas eleições pelo Partido Trabalhista. Meir foi substituída pelo general Yitzhak Rabin.
Em 5 de Março de 1976, Golda Meir regressou ainda à cena política como dirigente do seu partido, em virtude da demissão de Meir Zarmi do cargo de secretário-geral, tendo publicado, nesse mesmo ano, um livro de carácter autobiográfico - “A minha vida”.
Em Dezembro de 1978, Golda Meir faleceu vítima de cancro, aos 80 anos de idade.  O seu nome foi dado a vários locais nos Estados Unidos e em Israel. A sua vida foi evocada em diversos filmes.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

7 DE DEZEMBRO - LEIGH BRACKETT


EFEMÉRIDE - Leigh Douglass Brackett, escritora norte-americana, nasceu em Los Angeles no dia 7 de Dezembro de 1915. Morreu em Lancaster, em 18 de Março de 1978.
Escrevia romances e livros de ficção científica, de fantasia e policiais.
Foi também guionista, conhecida pelo seu trabalho em filmes como “À Beira do Abismo” (1945), “Rio Bravo” (1959), “The Long Goodbye” (1973) e “O Império Contra-Ataca” (1980). Trabalhou muito com o realizador Howard Hawks. Escreveu igualmente o guião do filme “The Long Goodbye” (973), realizado por Robert Altman.
Colaborou durante quinze anos na revista “Planet Stories”, onde também publicou dezassete histórias.
Foi casada com Edmond Hamilton, que era igualmente escritor de ficção científica.
Em Fevereiro de 1978, algumas semanas antes de morrer, entregou a George Lucas um primeiro rascunho do guião para “The Empire Strikes Back”. No genérico deste filme, Leigh foi creditada como autora do guião, tendo a versão final sido escrita por Lawrence Kasdan (guionista) e George Lucas (realizador).

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

A MESMA NOTÍCIA NOS VÁRIOS CANAIS... (humor)



6 DE DEZEMBRO - RICARDO MATOSINHOS


EFEMÉRIDE - Ricardo Matosinhos, trompista português, pedagogo e autor de materiais didácticos, nasceu em 6 de Dezembro de 1982.
Estudou trompa com os professores Ivan Kučera (Esproarte) e Bohdan Šebestik (ESMAE). Prosseguiu os estudos musicais no jazz, tendo tido aulas com o saxofonista Mário Santos.
Participou em diversos cursos de aperfeiçoamento em Portugal e no estrangeiro. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, entre 1998 e 2004.
Em 2007, foi-lhe atribuído o 2º prémio no concurso Jovens Músicos na modalidade de Trompa Nível Superior. Como artista convidado, colaborou com a Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Norte, Orquestra de Jazz de Matosinhos, Remix Ensemble e ONP, entre outras. Ministrou diversos workshops e cursos de aperfeiçoamento, em Portugal e na República Checa.
Concluiu, em 2012, os mestrados em Ciências da Educação e em Ensino da Música na Universidade Católica, com a apresentação da dissertação “Bibliografia Seleccionada e Anotada de Estudos para Trompa Publicados entre 1950 e 2011”.
É autor de materiais pedagógicos para o ensino da trompa, publicados pela AvA Musical Editions e pela Phoenix Music Publications.
Os seus “15 Estudos para Trompa Grave” receberam uma menção honrosa no concurso de composição organizado em 2014 pela International Horn Society.
Actualmente, lecciona na Academia de Música de Costa Cabral e na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, ambas no Porto. É membro da International Horn Society.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

5 DE DEZEMBRO - PAMELA JELIMO


EFEMÉRIDE - Pamela Jelimo, atleta queniana, campeã olímpica dos 800 metros em Pequim (2008), nasceu em Kabirisang no dia 5 de Dezembro de 1989. É a única atleta queniana a ter ganho uma medalha de ouro olímpica e possui o recorde mundial de juniores nesta prova, além de ser a mais jovem queniana a conquistar uma medalha de ouro em Olimpíadas, o que fez aos 18 anos.
Jelimo começou a correr aos treze anos, ainda na escola básica, e logo se mostrou uma atleta promissora, vencendo campeonatos escolares, dos 100 aos 800 metros e no heptatlo. O seu antigo técnico lembra-se que Pamela costumava participar em provas masculinas, porque nenhuma menina conseguia competir com ela.
A família era pobre e não tinha condições de a mandar para a escola secundária. Assim, ela começou a vender leite para pagar as mensalidades e continuar a treinar nas equipas escolares. Ajudada pelo director da escola, que lhe deu equipamento desportivo e se responsabilizou durante um ano pelos seus estudos, ela estudava, treinava, competia e atingiu nível nacional nas provas de 400 metros.
Em Junho de 2007, chegou em quarto lugar nos 400 m do Campeonato Queniano de Atletismo e terminou o ano a vencer o Campeonato Africano Júnior nos 400 m e a estabelecer o recorde nacional dos 200 m. Foi depois destas competições que o seu técnico, Zaid Aziz, sugeriu que ela passasse para os 800 m, onde poderia ter resultados ainda melhores. Nesse mesmo ano, começou a trabalhar como polícia, na delegacia da cidade de Embu.
Num país onde o atletismo é o desporto mais popular, mas que sempre foi dominado pelas glórias masculinas, a aparição meteórica de Jelimo foi uma motivação para outras jovens. Na sua primeira prova oficial de 800 m, no início de 2008, no Campeonato Africano de Atletismo, bateu o recorde nacional júnior. Em Maio, no Grand Prix de Hengelo, bateu o recorde mundial júnior da prova, que resistia desde 1993, fixando-o em 1:55.76. Em Junho de 2008, pouco antes dos Jogos Olímpicos, estabeleceu novo recorde africano sénior (1:54.99), melhorando a marca que pertencia à moçambicana e campeã olímpica Maria de Lurdes Mutola, desde 1994.
Em Pequim, Jelimo ganhou o ouro nos 800 m com novo recorde olímpico, 1:54.87, derrotando a supercampeã Mutola, que dela disse: «Nunca vi nada igual». Com esta vitória, também se tornou a primeira queniana com a medalha de ouro olímpica, honraria até então reservada a atletas masculinos. No seu regresso, foi recebida pelo povo do Quénia de uma maneira que a imprensa apelidou de “Jelimomania”. Depois dos Jogos, continuou a dominar a sua prova e, em Zurique, em Agosto, fez a terceira melhor marca de todos os tempos, 1:54.01. No fim do ano, por ser a única atleta a vencer as suas provas da Golden League, recebeu 1 milhão de dólares, sendo a(o) primeira(o) atleta queniana(o) a receber este prémio.
No fim do ano, foi uma das três finalistas do prémio Atleta do Ano, atribuído pela IAAF, mas perdeu para Yelena Isinbayeva. Por outro lado, foi eleita a Atleta Revelação do Ano e recebeu o prémio de Desportista de 2008 no seu país.
Uma lesão no tendão de Aquiles dificultou os seus treinos no início de 2009. Em Maio, em Rabat, chegou em sexto lugar numa prova de 800 m, a primeira da sua carreira, nesta distância, que não venceu, e não teve boa classificação no Campeonato Mundial de Berlim, sendo eliminada nas meias-finais. Em 2010, aparentemente recuperada, venceu a primeira prova de 800 m que disputou num torneio no Quénia.
Nas Olimpíadas de 2012, Jelimo terminou em quarto lugar. Em Novembro de 2015, a Agência Mundial Antidoping recomendou que duas atletas russas, que tinham terminado em primeiro e terceiro lugar, fossem banidas para sempre, devido às suas violações de doping nas Olimpíadas. O Comité Olímpico Internacional desclassificou apenas uma delas, elevando Jelimo à medalha de bronze.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

4 DE DEZEMBRO - MARIA GADÚ


EFEMÉRIDE - Maria Gadú, de seu verdadeiro nome Mayra Corrêa Aygadoux, cantora, compositora e violonista brasileira de Música Popular, nasceu em São Paulo no dia 4 de Dezembro de 1986.
Foi atraída para a prática musical ainda na infância. Aos 7 anos, já gravava músicas em cassetes. Teve poucos meses de aulas de violão, longe do necessário para ler as partituras, mas o suficiente para criar as suas próprias canções. Fez, desde os 13 anos, shows em bares e festas de família.
Mudou-se para o Rio de Janeiro no início de 2008, começando a tocar em bares da Barra da Tijuca e da Zona Sul. A sua carreira passou a estar em ascensão, ao despertar a atenção de famosos ligados ao meio musical, como Caetano Veloso e Milton Nascimento, entre outros.
Maria Gadú ganhou destaque ao interpretar “Ne me quitte pas”, de Jacques Brel, para o realizador Jayme Monjardim, que estava em fase de pré-produção da mini-série “Maysa: Quando Fala o Coração”. Maysa, cantora e mãe do realizador, fizera muito sucesso nas décadas de 1950/60, cantando, entre outras, aquela canção. A versão de Gadú foi logo incluída na banda sonora da mini-série, que se estreou em Janeiro 2009 e na qual a cantora ainda fez uma participação especial como actriz.
No início de 2009, aos 22 anos de idade, Maria Gadú já preparava o seu primeiro álbum, homónimo, lançado pela etiqueta SLAP, da gravadora Som Livre. Além disso, iniciou uma temporada de shows no Cinemathèque, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Após o lançamento do álbum em meados de 2009, a cantora rapidamente ganhou espaço na imprensa brasileira. A canção “Shimbalaiê”, a sua primeira composição aos 10 anos de idade, foi incluída na banda sonora de mais uma produção da TV Globo, desta vez em horário nobre, a novela “Viver a Vida”.
Ne me quitte pas” foi regravada e, juntamente com “A história de Lilly Braun”, está na banda sonora da mini-série “Cinquentinha”, de Aguinaldo Silva. Em Agosto de 2011, Maria Gadú participou no show de gravação do DVD de Chitãozinho e Xororó, em comemoração aos 40 anos de carreira da dupla. O evento foi realizado na Sala São Paulo, na capital paulista, e contou com a participação da Orquestra Sinfónica Bachiana, do maestro João Carlos Martins. Além de Gadú, participaram no evento Caetano Veloso, Alexandre Pires, Fafá de Belém, Jair Rodrigues, Fábio Jr. e os filhos de Xororó, Sandy e Júnior.
Maria Gadú participou num show do cantor e compositor sueco-americano Eagle-Eye Cherry realizado na Via Funchal, em São Paulo, em Janeiro de 2010. O show foi gravado para um DVD ao vivo do cantor. Também participou no CD e no DVD do álbum “N9ve”, da cantora e compositora Ana Carolina, cantando a música inédita “Mais que a mim”. A banda sonora do filme “Sonhos Roubados” teve a participação de Maria Gadú na faixa principal. A faixa homónima da longa-metragem saiu na internet em Abril e foi lançada para promover o filme.
Em 2010, recebeu duas nomeações para o Grammy Latino nas categorias Melhor Artista Revelação e Melhor Álbum de Cantor/Compositor. A cantora teve igualmente uma participação especial no álbum “Umbigobunker!?, do cantor e compositor carioca Jay Vaquer, na sexta canção do álbum, intitulada “Do Nada, me Jogaram aos Leões”.
Em Dezembro de 2011, Maria Gadú lançou o seu segundo álbum de estúdio, “Mais Uma Página”, cuja primeira música, “Axé Acappella”, de Dani Black e Luísa Maita, foi lançada como single e disponibilizada para download gratuito no site da cantora. O disco também traz a regravação de “Amor de índio”, música já interpretada pelo grupo Roupa Nova, e contou com a participação de Lenine e do cantor português Marco Rodrigues no tema “A Valsa”.
Em Junho de 2014, voltou a Portugal para dois concertos nos Coliseus de Lisboa e do Porto, que tiveram, como sempre, casas cheias. Gadú cantou os seus principais êxitos.
Em Março de 2015, publicou no seu Facebook oficial uma imagem informando o lançamento para breve do seu terceiro álbum em estúdio. No final de Abril do mesmo ano, a cantora confirmou, com efeito, o lançamento do seu novo disco, “Guelã”, ainda durante o ano de 2015. O primeiro single do disco foi lançado pela cantora em Maio de 2015 (“Obloco”).  Em virtude do sucesso com o disco “Guelã”, foi gravado um DVD em Agosto de 2016 no Centro Cultural São Paulo.
Maria Gadú, abertamente homossexual, casou-se com a produtora Lua Leça no dia 3 de Junho de 2017, numa cerimónia íntima. As duas já tinham assinado, num cartório, um acordo de união estável em Novembro de 2013.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

3 DE DEZEMBRO - VIKTOR GORBATKO


EFEMÉRIDE - Viktor Vassilyevich Gorbatko, cosmonauta soviético, nasceu em Ventsy-Zarya no dia 3 de Dezembro de 1934. Morreu em Moscovo, em 17 de Maio de 2017. Foi um veterano com três missões no espaço, tendo participado nas missões Soyuz 7, Soyuz 24 e Soyuz 37.
O seu primeiro voo espacial, em 12 de Outubro de 1969, foi na missão Soyuz 7, um voo conjunto tríplice do programa espacial soviético, que previa um acoplamento em órbita e transferência de tripulação com a Soyuz 8, que não teve sucesso. Regressaram ao nosso planeta, em 17 de Outubro.
Em Fevereiro de 1977, comandou a missão Soyuz 24, uma viagem à estação espacial soviética Salyut 5 (17 dias).
A sua última missão espacial foi a Soyuz 37, em 23 de Julho de 1980, uma missão do programa Intercosmos, que levou também ao espaço o único cosmonauta - até hoje - do Vietname, Pham Tuan, para uma visita à Salyut 6. Os dois tripulantes voltaram à Terra a bordo da Soyuz 36, em 11 de Outubro.
Após deixar o programa espacial em 1982, Viktor tornou-se professor na Academia de Engenharia da Força Aérea, em Moscovo.
Foi condecorado duas vezes como Herói da União Soviética. Faleceu em 2017, aos 82 anos.

domingo, 2 de dezembro de 2018

2 DE DEZEMBRO - ROBERTSON DAVIES


EFEMÉRIDE - William Robertson Davies, escritor, crítico, jornalista e professor canadiano, morreu em Toronto no dia 2 de Dezembro de 1995. Nascera em Thamesville, em 28 de Agosto de 1913.  É considerado um dos autores mais conhecidos e populares do Canadá.  Davies foi o fundador do Massey College, uma faculdade associada da Universidade de Toronto.
Cresceu num meio que privilegiava a leitura e os livros. O pai era proprietário de jornais e, como a mãe, eram leitores apaixonados. No que lhe dizia respeito, Robertson lia tudo o que lhe vinha parar às mãos. Durante a juventude, participou igualmente em produções teatrais, o que foi o seu primeiro contacto com o teatro, que o interessou durante toda a vida.
Estudou no Upper Canada College em Toronto (1926/1932) e continuou os estudos na Universidade Queen’s em Kingston (Ontário), entre 1932 e 1935. Na Queen’s, seguiu um programa especial que não levava à obtenção de qualquer diploma. Deixou depois o Canadá, para estudar no Balliol College, em Oxford, onde obteve um bacharelato em Literatura (1938). A sua tese, “Shakespeare's Boy Actors”, foi publicada no ano seguinte.
Começou por ser comediante na província, sempre em Inglaterra. Em 1940, apresentou-se em Londres com a companhia teatral Old Vic e realizou um trabalho literário para o director deste grupo. Nesse mesmo ano, casou com uma australiana que conhecera em Oxford e que trabalhava igualmente na Old Vic.
O casal voltou ao Canadá em 1940, tendo Davies aceitado o lugar de director literário da revista “Saturday Night Magazine”. Dois anos mais tarde, tornou-se chefe de redacção do jornal “Peterborough Examiner”, na pequena cidade de Peterborough, no nordeste de Toronto.
Foi chefe de redacção do “Examiner” em 1942/1955 e editor do mesmo jornal de 1955 a 1965. Simultaneamente com todas estas actividades, publicou 18 livros, escreveu peças de teatro (que montava) e artigos para revistas. “Eros at Breakfast”, de sua autoria, foi considerada a melhor peça canadiana, em 1948. 
Davies escrevia igualmente ensaios humorísticos para o jornal “Examiner” sob pseudónimo (“Samuel Marchbanks”) e publicados depois em livro (1947, 1949 e 1967), assinados com o mesmo pseudónimo.  Em 1985, os três livros foram agrupados num só, com anotações do autor e o título de “The Papers of Samuel Marchbanks”.
No mesmo período, participou activamente no lançamento de um festival de teatro que, na actualidade, se chama Stratford Festival of Canada.
Apesar da grande actividade em diversos domínios, foi como romancista que alcançou os maiores sucessos.
Em 1960, integrou os professores da University of Trinity College na Universidade de Toronto, onde ficou a ensinar Literatura até 1981. No ano seguinte, publicou uma recolha de textos sobre literatura, “A Voice From the Attic”.
Davies inspirou-se na psicologia de Jung para criar aquele que será talvez o seu melhor romance - “Fifth Business”, em 1970. Para o escrever, serviu-se também das suas próprias experiências, do seu interesse pela mitologia e pela magia, sem esquecer a infância passada numa pequena cidade. 
Tinha sonhado durante muito tempo escrever uma ópera e o sonho tornou-se realidade, quando escreveu o libreto de “The Golden Ass”. A Canadian Opera Company montou a ópera em 1999.
Robert Davies foi o primeiro canadiano a tornar-se membro de honra da Academia Americana das Artes e das Letras.

sábado, 1 de dezembro de 2018

1 DE DEZEMBRO - REX STOUT


EFEMÉRIDE - Rex Todhunter Stout, escritor norte-americano, especialmente conhecido por ter criado a personagem do detective privado Nero Wolfe, nasceu em Noblesville no dia 1 de Dezembro de 1886. Morreu em Danbury, em 27 de Outubro de 1975.
Pouco depois do seu nascimento, os pais mudaram-se com os seus nove filhos para o estado do Kansas. O pai era professor e encorajou-o a ler, de tal modo que, por volta dos quatro anos de idade, Rex já tinha lido a “Bíblia” inteira duas vezes. Estudou na Universidade do Kansas. De 1906 a 1908, serviu na Marinha dos Estados Unidos (prestou serviço no iate do presidente Roosevelt) e, durante os quatro anos seguintes, trabalhou em cerca de treze empregos diferentes em seis estados. Foi paquete num escritório, empregado de loja, guarda-livros e gerente de hotel. Esporadicamente, vendia poemas, histórias e artigos para diversas revistas, entre as quais o “All-Story Magazine”.
Em 1916, devido à invenção de um sistema bancário escolar, ganhou dinheiro suficiente para lhe permitir extensas viagens pela Europa. Tratava-se de um sistema de registo de poupanças efectuadas pelos alunos, pelas quais recebiam royalties, e que foi adoptado em cerca de 400 instituições de ensino dos Estados Unidos.
Casou-se com Fay Kennedy em 1916, de quem se viria a separar em 1933, casando-se no mesmo ano com Pola Hoffman. Em 1929, em Paris, escreveu o seu primeiro livro, “How Like a God”. Após escrever mais três romances bem sucedidos, regressou aos Estados Unidos e começou uma carreira literária que incluiu romances policiais, contos e ficção científica.
O detective Nero Wolfe surgiu pela primeira vez no romance “Fer-de-Lance” (“Picada Mortal”), inicialmente publicado em fascículos no jornal “The Saturday Evening Post”, sendo posteriormente editado em livro (1934). O livro “The League of the Frightened Men” (“A Liga dos Homens Assustados”), publicado em 1935, foi adaptado ao cinema (1937). Ainda em 1937, criou a personagem Dol Bonner, uma detective privada, que viria a protagonizar diversos outros livros de Rex Stout.Durante a Segunda Guerra Mundial, interrompeu os seus escritos e integrou a Fight for Freedom Organization. Foi presidente do Author's Guild e dos Mystery Writers of America. Em 1959, recebeu o Grand Master Award desta última organização. Stout foi activista em causas liberais e ignorou uma intimação da Comissão das Actividades Antiamericanas, no auge da era McCarthy. Anos mais tarde, perdeu muitos amigos liberais devido à sua posição a favor da intervenção dos Estados Unidos na guerra do Vietname.
Escreveu mais de 70 romances policiais, 46 dos quais com Nero Wolfe, detective excêntrico e obeso, gourmet e grande apreciador de cerveja, cujo companheiro, o intrépido Archie Goodwin, o ajudava na resolução dos crimes. Após a morte de Stout, o escritor Robert Goldsborough continuou as aventuras de Nero Wolte, a partir do final dos anos 1980.
Nero Wolfe foi representado no cinema entre as décadas de 1930 e 1980. Em 1981, Nero Wolfe, representado por William Conrad, deu título a uma série de televisão de 14 episódios produzida pela Paramount Television e transmitida pela National Broadcasting Company (NBC), tendo sido nomeada para dois prémios Emmy. Em 2001, foi iniciada uma série televisiva, com Maury Chaykin no papel de Nero Wolfe, e Timothy Hutton, representando Archie Goodwin. Esta série, sob o título genérico “A Nero Wolfe Mystery”, foi produzida pela A&E, que transmitiu 29 episódios em duas temporadas, tendo sido nomeada para quatro prémios de diversas instituições.
Uma associação de fãs de Stout e de Wolfe, designada The Wolfe Pack, organiza eventos para os leitores, incluindo discussões bimensais sobre os livros e um congresso e banquete anual em Nova Iorque. Publica também a revista semestral “Gazette”.
Em 2000, o conjunto das aventuras de Nero Wolte recebeu o prémio de melhor série policial, sendo que entre os outros candidatos estavam Raymond Chandler, Agatha Christie, Dashiell Hammett e Dorothy Sayers.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

30 DE NOVEMBRO - GAEL GARCÍA BERNAL


EFEMÉRIDE - Gael García Bernal, actor, produtor e realizador mexicano, nasceu em Guadalajara no dia 30 de Novembro de 1978.
É conhecido pelos seus papéis em filmes como “O Crime do Padre Amaro”, “La mala educación”, “Diarios de motocicleta” e “Babel”, e pela série “Mozart in the Jungle”, que lhe valeu um Globo de Ouro na categoria de Melhor Actor em Televisão - Comédia ou Musical (2016).
Iniciou a sua carreira na televisão quando tinha apenas um ano de idade e passou a adolescência a trabalhar em telenovelas. Com 14 anos, ensinou indígenas mexicanos a ler e, no ano seguinte, participou numa demonstração pacífica durante a insurreição do Exército Zapatista de Libertação Nacional.
Começou a estudar Filosofia na Universidade Nacional Autónoma do México, mas desistiu do curso durante uma manifestação estudantil prolongada. Decidiu fazer um ano de pausa para viajar pela Europa, acabando por se mudar para Londres, onde se tornou no primeiro mexicano a ser aceite na prestigiada escola de representação Central School of Speech and Drama.
Gael viveu vários anos com a actriz argentina Dolores Fonzi, da qual se separou em 2014. Da união do casal, nasceram dois filhos.
Participou na versão de 1989 da telenovela mexicana “Teresa”. Desde então, trabalhou em numerosas produções de diversos países.
O seu primeiro papel de maior relevo a nível internacional foi o de Octavio em “Amores perros”, de Alejandro G. Iñárritu, que foi nomeado para o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira e catapultou Gael para o estrelato. Em 2001, trabalhou com o realizador Alfonso Cuarón no filme “Y tu mamá también”, que conta a história de dois rapazes adolescentes que fazem uma road trip com uma mulher mais velha e descobrem coisas sobre a vida, o amor, a amizade e o sexo. A película foi nomeada para o Oscar de Melhor Argumento Original em 2003 e Gael recebeu o Prémio Mercello Mastrioanni de Melhor Jovem Actor, no Festival de Cinema de Veneza.
Em 2002, protagonizou uma adaptação ao cinema do romance “O Crime do Padre Amaro” de Eça de Queirós, que foi nomeada para o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Ainda nesse ano, participou no seu primeiro filme em língua inglesa, “I'm With Lucky”. No ano seguinte, participou em mais dois filmes ingleses: “Dot the I” e “Dreaming of Julia”.
Em 2004, foi o protagonista de “La mala educación” do realizador espanhol Pedro Almodóvar, onde interpretou três personagens. No mesmo ano, fez o papel de Che Guevara no filme “Diarios de Motocicleta” do realizador brasileiro Walter Salles. O filme baseia-se num livro de memórias que Che Guevara escreveu aos 23 anos, sobre uma viagem de moto pela América do Sul, em 1952. O filme valeu-lhe a primeira nomeação para os prémios BAFTA, na categoria de Melhor Actor Principal.
No ano seguinte, Gael continuou a trabalhar em filmes de língua inglesa, ao interpretar o papel de Elvis em “The King”. Em 2006, protagonizou “The Science of Dreams” do realizador Michel Gondry. No mesmo ano, reuniu-se com o realizador Alejandro G. Iñarrítu em “Babel”, um filme que cruza várias narrativas que ocorrem em diversos locais do mundo. Foi um dos melhores filmes desse ano e recebeu sete nomeações para os Oscars. Foi ainda nomeado para o BAFTA de Estrela em Ascensão.
Em 2007, realizou o seu primeiro filme: “Déficit”, sobre uma reunião familiar que junta membros de classes sociais distintas. No ano seguinte, interpretou o papel do vilão, na adaptação ao cinema da obra “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago, realizada por Fernando Meirelles, e voltou a trabalhar com Diego Luna no filme “Rudo y Cursi” sobre dois meios-irmãos que rivalizam no futebol profissional.
Em 2009, entrou em dois filmes independentes de língua inglesa: “Mammoth” e “The Limits of Control”. Em 2010, participou no filme romântico “Letters to Juliet” e protagonizou a co-produção mexicana, espanhola e francesa “También la lluvia” que venceu vários prémios em festivais de cinema por todo o mundo e foi um dos grandes vencedores dos Prémios Goya de 2011.
Em 2012, protagonizou “No”, um filme sobre um executivo de publicidade, que é convidado a gerir a campanha a favor do “Não”, num referendo convocado pelo ditador Augusto Pinochet, onde era perguntado se o povo apoiava a sua permanência no cargo de presidente por mais oito anos. O filme foi bastante elogiado pela crítica e, entre outros prémios, foi nomeado para o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, em 2013.
Em 2014, estreou “Mozart in the Jungle”, uma série de drama e comédia transmitida pelo serviço de streaming Amazon Video. Este papel valeu-lhe um Globo de Ouro, na categoria de Melhor Actor Numa Série de Comédia ou Musical em 2016 e uma nomeação na mesma categoria em 2017.
Em 2016, foi um dos protagonistas do filme chileno “Neruda” sobre a perseguição política que o poeta Pablo Neruda sofreu depois de criticar o presidente Gabriel González Videla. O filme foi bastante elogiado pela crítica.
Em 2017, fez a dobragem do personagem Hector, no filme de animação da Disney e da Pixar, “Coco”, que venceu o Oscar de Melhor Filme de Animação.
A biografia de Gael está incluída na “Enciclopédia Britânica”. A revista “People” incluiu-o nas listas de Artistas Melhor Vestidos, Solteiros Mais Desejados e Las 50 Bellezas Latinas. A revista “GQ” elegeu-o como um dos Homens do Ano em 2004, ao lado de Tom Cruise e do britânico Jude Law.
Gael García Bernal e Diego Luna fundaram a companhia de produção Canana Films, através da qual apoiaram o Festival Ambulante, que teve como objectivo a exibição de documentários em zonas do México onde normalmente não chegam. A companhia associou-se à Golden Phoenix Productions, propriedade do Discovery Channel, para produzir vários documentários sobre os assassinatos por resolver de mais de 300 mulheres na cidade fronteiriça mexicana, Ciudad Juárez.
Em 2010, Gael rodou um spot publicitário para a marca Nike, onde interpretou o futebolista Cristiano Ronaldo. No mesmo ano, presidiu ao júri da Câmara de Ouro, no 63º Festival de Cannes.
Em Agosto de 2012, no Festival de Locarno, recebeu o troféu Excellence Award Moët et Chando, pelo conjunto da sua carreira.

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