sábado, 24 de agosto de 2019

24 DE AGOSTO - LEONID STADNIK


EFEMÉRIDE - Leonid Stepanovich Stadnik, veterinário ucraniano que ganhou notoriedade devido à sua elevada estatura, morreu em Oblast de Jitomir no dia 24 de Agosto de 2014.  Nascera no mesmo local em 5 de Agosto de 1970.
Chegou a ser considerado o homem mais alto do mundo, segundo o “Guinness World Records”. O “Ukrainian Book of Records” reconheceu em 2008 uma altura de 2,57 m.
Entretanto, em Agosto de 2008, num anúncio do editor-chefe do “GWR”, Craig Glenday, o título de homem mais alto foi devolvido a Bao Xishun, nativo da Mongólia, com 2,36 m, ex-detentor do recorde, após a recusa de Stadnik de ser medido sob as directrizes estabelecidas pelo Guinness
No anúncio de Glenday, ele escreveu: «Nós percebemos que há muito interesse e entusiasmo nests categoria relacionada com a altura. Por isso, é importante demais para ser certificada por apenas um médico». E ele completou, «Então, decidimos esclarecer as coisas completamente, para ter certeza de que não há dúvidas».
O crescimento excessivo de Stadnik começou após uma cirurgia no cérebro, aos 14 anos de idade. Ele desenvolveu um tumor na hipófise, que causou uma secreção em larga escala de hormônios do crescimento, resultando num gigantismo acromegálico. 
Trinta anos após a cirurgia, os médicos descobriram que o tumor desaparecera misteriosamente e Leonid estava saudável e tinha parado de crescer. Muitas pessoas questionaram a legitimidade da altura exagerada, não apenas pelo facto de ele não ter sido medido pelo “Guinness World Records”, mas também porque o prof. Michael Besser, endocrinologista da London Clinic, creditado por tê-lo medido e «constatado» a altura, negou que o tivesse feito. Besser disse: «Não o medi. Eles pensaram que eu o tinha feito. Estavam enganados». 
Leonid morreu aos 44 anos de idade, vítima de uma hemorragia cerebral. Era veterinário cirírgico diplomado. Viveu sempre com a mãe, numa vila ucraniana. Dormia em duas camas coladas uma à outra. Pesava 200 kg, em Abril de 2009.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

23 DE AGOSTO - VERA MILES


EFEMÉRIDE - Vera Miles, de seu verdadeiro nome Vera June Ralston, actriz norte-americana, nasceu em Boise City, Oklahoma, no dia 23 de Agosto de 1929
Foi eleita Miss Kansas em 1948. Casou-se três vezes: com Bob Miles, de 1948 a 1954; com Gordon Scott, de 1954 a 1959; e com Keith Larsen, de 1960 a 1971. 
Trabalhou na empresa financeira Western Union e foi diplomada pela Wichita North High School.
No princípio dos anos 1950, foi para Los Angeles, onde interpretou pequenos papéis no cinema e na televisão, como na comédia musical “Os Bastidores da Broadway (1951), onde conheceu Janet Leigh, que era a heroína do filme e com quem faria, nove anos mais tarde, o clássico de Alfred Hitchcock “Psicose”. 
Chamou a atenção dos produtores, que a fizeram assinar diversos contratos, com diferentes estúdios de publicidade.  
Sob contrato com a Warner Bros, protagonizou filmes como “The Charge At Feather River” (em 3 dimensões) e “House of Wax”. Interpretou também a namorada de Tarzan em “Tarzan's Hidden Jungle” (1955). Gordon Scott, que interpretava o herói, esposou-a em 1954.
Em 1956, o lendário John Ford ofereceu-lhe um papel secundário no western “A Prisioneira do deserto”, com John Wayne e Natalie Wood. O sucesso do filme lançou a sua a carreira. Fez então, sob a direcção de Robert Aldrich, “Folhas de Outono”, onde contracenou com Joan Crawford e Cliff Robertson. 
Um ano mais tarde, assinou um contrato com Hitchcock, que queria fazer dela uma «nova Grace Kelly». Começou por fazer um episódio da série televisiva “Alfred Hitchcock apresenta…”. Muito impressionado com o seu desempenho, ofereceu-lhe o papel de uma mulher desorientada, esposa de Henry Fonda, acusado erradamente de crimes, em “O Falso Culpado” (1956). O filme foi um êxito e Miles tornou-se a actriz fetiche de Hitchcock. 
Escolheu-a para “Suores frios”, com vontade deliberada de fazer dela uma grande estrela mundial. No entanto, atrasos da produção e a gravidez da actriz fizeram com que ela desistisse, para desespero do realizador, que foi obrigado a substitui-la por Kim Novak, actriz com quem estava sempre a discutir. 
Em 1960, Vera Miles volta a filmar com Hitchcock, interpretando a irmã de Janet Leight em “Psicose”. A sua performance neste filme é considerada a melhor da sua carreira.
Com John Wayne e James Stewart, protagonizou “O Homem que matou Liberty Valence”, dirigido por John Ford. Em 1968, voltou a contracenar com John Wayne em “Hellfighters”.  
A sua carreira toma um rumo inesperado quando assinou um contrato com The Walt Disney Company, interpretando vários filmes, ainda nos anos 1960. Na década seguinte, continuou a trabalhar para os estúdios da Disney. Nos anos 1980, interpretou várias séries televisivas. Em 1983, regressou ao seu papel mais célebre, o de Lila Crane, em “Psicose II”. 
Despediu-se dos ecrãs com “Dupla Personalidade”, em 1995, ano em que anunciou a sua reforma. Vive na Califórnia, recusando entrevistas, aparições públicas, etc.  Tem uma estrala no Hollywood Walk of Fame. Completa hoje 90 anos de idade.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

22 DE AGOSTO - MICHELINE PRESLE


EFEMÉRIDE - Micheline Presle, de seu verdadeiro nome Micheline Chassagne, actriz francesa, nasceu em Paris no dia 22 de Agosto de 1922. Pela sua longevidade e pelo prestígio da sua carreira, ela é uma das lendas vivas do cinema francês.
Obteve o seu primeiro papel, no filme “La Fessée” de Pierre Caron (1937). O nome artístico (Presle) vem do seu primeiro sucesso, em “Jeunes filles en détresse” de Georg Wilhelm Pabst (1939), onde protagonizou a personagem Jacqueline Presle. 
No fim dos anos 1940, deixou o seu país e foi para os Estados Unidos. Aqui conheceu William Marshall, divorciado de Michèle Morgan. Casaram-se em 1950 e tiveram uma filha, que se tornaria realizadora de cinema. Divorciaram-se em 1964. 
No fim dos anos 1960, ganhou grande notoriedade incarnando a petulante mulher de Daniel Gelin, em “Les Saintes chéries”, uma série televisiva de sucesso. 
Em 2007, publicou um livro de entrevistas com o escritor Stéphane Lambert, no qual aborda a sua longa e rica carreira.  
A título pessoal, é membro do comité de honra da Associação para o direito de morrer com dignidade e co-assina, em 2009, um texto pedindo a despenalização da eutanásia. 
Em 2007, ainda fez uma peça de teatro; em 2014, fez parte do elenco de um filme; e, em 2015, fez um trabalho para a televisão. 
Em 1947, foi a Melhor Actriz Francesa com o filme “Le Diable au corps”. Ouro tanto, com “Les Derniers Jours de Pompéi”, em 1950.  Em 2004, recebeu um César de Honra. Completa hoje a bonita idade de 97 anos.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

21 DE AGOSTO - KURT NEUMANN


EFEMÉRIDE - Kurt Neumann, realizador, cenarista e produtor de cinema alemão, radicado nos EUA, morreu em Hollywood no dia 21 de Agosto de 1958. Nascera em Nuremberga, em 5 de Abril de 1908.
Emigrou para os Estados Unidos no final dos anos 1920, justamente nos começos do cinema falado. Foi contratado para versões em alemão de filmes produzidos por grandes estúdios de Hollywood.  
Em virtude de dominar bem a língua inglesa e ter adquirido reputação de realizador eficaz, dirigiu uma série de produções de baixo orçamento, nos anos 1930.
Em 1941, Neumann assinou um contrato com o produtor Hal Roach, para realizar uma série de média-metragens, com a duração de 45 minutos (ou sejam 4 bobines): comédias como “About Face” (1942), “Brooklyn Orchid” (1942), “Taxi, Mister?” (1943) e “Yanks Ahoy” (1943). 
Em 1945, ingressou na produtora Sol Lesser, que o contratou como produtor e cenarista principal de uma série para a RKO, com o personagem Tarzan (1945/1954) protagonizado por Johnny Weissmuller e, mais tarde, por Gordon Scott.
A celebridade chegaria em definitivo com filmes de ficção científica, como “Rocketship X-M” (1950) e “The Fly” (1958). Dirigiu outros filmes que misturavam ficção científica e terror. No total, Neumann realizou mais de sessenta filmes. 
Suicidou-se pouco antes da estreia de “A Mosca Negra”. Nunca soube, portanto, o grande sucesso alcançado por este filme, que é hoje considerado um clássico do género.  

terça-feira, 20 de agosto de 2019

20 DE AGOSTO - ROBERT PLANT


EFEMÉRIDE - Robert Anthony Plant, cantor e compositor britânico, conhecido pelo seu trabalho como vocalista na banda de rock Led Zeppelin, nasceu em West Bromwich no dia 20 de Agosto de 1948.
Durante a sua carreira, Plant influenciou diversos artistas, como Freddie Mercury e Axl Rose. Actualmente, revitalizou o projecto The Band of Joy, banda à qual pertenceu em 1965, antes da Led Zeppelin.
Foi colocado em 15º lugar, na lista dos melhores cantores da história, pela revista “Rolling Stone”. Em 2006, a revista “Hit Parader” considerou-o como o «melhor vocalista de heavy metal de todos os tempos». 
Robert começou a cantar profissionalmente em pubs e clubes, com apenas 16 anos de idade, participando em diversas bandas. Fez a sua estreia em disco, gravando dois compactos (a solo) para a CBS
Em seguida à fase solo, Plant foi cantar numa banda chamada The Band of Joy, onde se reencontrou com John Bonham, que já conhecia desde os tempos em que tocaram juntos no Crawling King Snakes
Em 1968, Jimmy Page estava a reformular os Yardbirds, depois da saída de Jeff Beck do grupo. A ideia de Jimmy Page era formar um supergrupo e começou por chamar Steve Marriott (Small Faces) e Steve Winwood (Traffic). Porém, somente conseguiu a adesão de John Paul Jones. Para o vocal, Jimmy Page e John Paul Jones convidaram Terry Reid, mas este inexplicavelmente recusou o convite e sugeriu Robert Plant, que na época cantava no Hobsweedle. Foi assim que Plant entrou para a banda que se iria chamar Led Zeppelin. Logo após ter sido entrevistado e aprovado por Page, Jones e Peter Grant (empresário do Led Zeppelin), Robert Plant participou numa sessão de gravações, em Setembro de 1968. 
Rapidamente, Plant tornou-se um dos maiores cantores de rock da história, com o seu estilo poderoso. Os agudos rasgados de Plant influenciaram mesmo vários cantores de rock e metal
Plant ficou doze anos no Led Zeppelin, até ao desmembramento da banda em 1980, causado pela morte do baterista John Bonham. Por ser amigo de Bonham desde a juventude, Plant pensou por vezes reerguer o Led Zeppelin, mas logo abandoava a ideia. 
Depois do fim do Led Zeppelin, Plant reiniciou a carreira a solo e lançou 15 discos. Fez algumas tournées, às vezes acompanhado do ex-colega de banda Jimmy Page, com o projecto intitulado “Page & Plant”, onde voltaram a tocar vários clássicos do Led Zeppelin, alguns nunca tocados ao vivo. Também gravaram clipes para as músicas “Nobody´s Fault But Mine” e “Black Dog”. A união dos dois rendeu ainda um vídeo gravado em 1994. 
Em Dezembro de 2008, foi agraciado com o título honorífico de comandante do Império Britânico, pela rainha Isabel II. Em 2009, foi premiado em 5 categorias do Grammy Award

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

19 DE AGOSTO - IAN GILLAN


EFEMÉRIDE - Ian Gillan, cantor de rock britânico que se tornou conhecido em todo o mundo como vocalista e compositor da banda de rock Deep Purple, nasceu em Hounslow no dia 19 de Agosto de 1945. Participou em diversas formações da banda, incluindo a considerada clássica. Gillan também cantou na Black Sabbath, gravando o disco “Born Again”, lançado em 1983.
Inicialmente influenciado por Elvis Presley, Gillan liderou vários grupos em meados dos anos 1960, nomeadamente o Episode Six, mas o seu primeiro encontro com o sucesso foi depois de ingressar no Deep Purple em 1969.
Depois de uma carga de trabalho, quase sem parar, em que gravaram seis álbuns, as relações problemáticas com a banda, especialmente com o guitarrista Ritchie Blackmore, levaram à demissão de Gillan, em Junho de 1973, depois de ter dado um longo prazo de pré-aviso aos empresários.
A sua alcunha mais famosa é a de “Silver Voice” (“Voz de Prata”), salientando assim o seu grande potencial vocal. Gillan é considerado um dos maiores cantores de heavy metal de todos os tempos. Ficou em 4° lugar, numa eleição da rádio digital Planet Rock, e em 43º na revista especializada em heavy metalHit Parade”.
Algumas lendas sobre Gillan dão conta que ele usaria umas calças muito apertadas, para potenciar os gritos em “Child in Time”, e que cantaria nu em estúdio, durante as gravações, para se sentir mais à vontade.
Ian começara a sua carreira na adolescência, como vocalista de diversas bandas de hard rock inglesas, como: The Sweet, The Javelins e Episode Six.
Jon Lord e Ritchie Blackmore convidaram Ian Gillan para substituir Rod Evans como vocalista do Deep Purple, após assistirem a uma das suas apresentações na Episode Six, em 1969.
Gillan permaneceu no Deep Purple, numa das fases mais aclamadas da banda, gravando diversos álbuns.  Durante esta época, participou ainda na opera rock “Jesus Christ Superstar”, fazendo a voz de Jesus Cristo, numa produção original de 1970.
Continuou a cantar, a solo ou dando voz a diversos grupos. Dedica-se igualmente a causas humanitárias, desde o sismo na Arménia em 1991, que fez mais de 20 000 mortos e destruiu milhares de habitações. Juntamente com vários amigos músicos, financia também uma escola de música, inaugurada em 2013, em Erevan, a capital daquele país. 

domingo, 18 de agosto de 2019

18 DE AGOSTO - ROBERT REDFORD


EFEMÉRIDE - Robert Redford, actor, realizador e produtor de cinema norte-americano, nasceu em Santa Monica no dia 18 de Agosto de 1936. Tem origens inglesa, irlandesa e escocesa. Actuou principalmente m nas décadas 1960/70, sendo então considerado um dos maiores sex/symbols masculinos do cinema americano.
Depois de estudos de Pintura na Universidade do Colorado, de Comédia na American academy of dramatics arts (Nova Iorque) e de estadias em Paris e Florença, iniciou uma carreira profissional no teatro, nos anos 1950.  Fez igualmente algumas séries televisivas.
Como actor de cinema, protagonizou alguns dos maiores sucessos de Hollywood, na época, como “The Chase”, “Butch Cassidy and the Sundance Kid”, “Barefoot in the Park”, “Three Days of the Condor”, “Jeremiah Johnson”, “The Sting”, “All the President’s Men” e, mais recentemente, em filmes como “Indecent Proposal”, “Spy Game, Captain America: The Winter Soldier” e “Avengers: Endgame”.
Como realizador, ficou consagrado ao receber o Oscar de Melhor Realizador, com “Ordinary People”, em 1981.  Realizou “The Milagro Beanfield War”, onde dirigiu a actriz brasileira Sónia Braga.
No fim da década de 1980, criou o maior festival americano de filmes independentes, o Sundance Film Festival.
É filiado no NRDC (Natural Resources Defense Council) e dirige a Redford Foundation. Defende direitos dos índios dos Estados Unidos e causas ecológicas, sendo membro de honra da ONG Green Cross International.
Recebeu um Oscar de Honra pelo conjunto da sua obra, em 2002.
Em Novembro de 2016, com 80 anos, anunciou o fim da sua carreira de actor, para se poder dedicar à realização.
Esteve casado com Lola Van Wagenen, desde Setembro de 1968, tendo tido quatro filhos. Divorciaram-se em 1985. Voltou a casar-se, em Julho de 2009, com a pintora Sybille Szaggars, com quem já vivia desde 1996.

sábado, 17 de agosto de 2019

17 DE AGOSTO - GILBY CLARKE


EFEMÉRIDE - Gilbert “Gilby” John Clarke, guitarrista, compositor e produtor musical norte-americano, nasceu em Cleveland no dia 17 de Agosto de 1962. Foi guitarrista do grupo Guns N’ Roses.
As suas primeiras influências musicais foram os Beatles, os Rolling Stones, T. Rex e Johnny Thunders. Ele queria tocar num grupo de rock’n’roll, o que não era possível naquela época em Cleveland. Mudou-se para Los Angeles, nos anos 1980.
Tocou em pequenas bandas, como a Candy, com quem editou o álbum “Whatever Happened to Fun...” (1985), e a Kills for Thrills, com quem lançou dois álbuns, “Dynamite From Nightmareland” e “Commercial Suicide”.
Em 1991, Izzy Stradlin saiu do Guns N’ Roses, por intrigas internas, e Gilby foi contratado para a tournée “Use Your Illusion Tour”.
Gilby ainda tocou um tempo no Rolling Stones, fazendo a segunda guitarra. Em 1993, gravou com o GunsThe Spaghetti Incident?” e. ainda nesse ano, saiu da banda, sob a alegação que Axl Rose não dava importância às suas músicas. Após não receber os direitos que ele dizia serem seus, Clarke processou a banda em 1995. Clarke diz que não queria ir aos tribunais, mas decidiu fazê-lo porque ninguém do GN’ R respondia às suas ligações. O GN’ R processou-o também. O assunto acabaria por ser sanado com um pagamento não revelado, da banda a Clarke.
Desde então, lançou 4 álbuns-solo: “Swag”, “Rubber”, “The Hangover” e “Pawnshop Guitars”.
Tocou com a banda Slash's Snakepit do ex-Guns Slash, com quem gravou o álbum “It’s 5 o’clock Somewhere” em 1995. Depois, tocou com The Starfuckers.
Em 2006, Gilby estrelou um reality show, ao lado de Tommy Lee (Motley Crue) e de Jason Newsted (ex-Metallica), que tinha por finalidade escolher um vocalista, para formarem a banda Supernova. Lukas Rossi foi o vencedor. Em 2007, a banda lançou o CD “Rockstar Supernova”, que não teve vendas significativas, o que levou ao fim do grupo.
A mulher de Clarke é estilista, tendo baptizado diversas roupas masculinas com a marca “Gilby”, em sua homenagem. Têm uma filha.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

16 DE AGOSTO - JULES LAFORGUE


EFEMÉRIDE - Jules Laforgue, poeta inovador e romancista francês, nasceu em Montevideu no dia 16 de Agosto de 1860. Morreu em Paris, em 20 de Agosto de 1887. Muitas vezes é considerado como um poeta simbolista, porém, mais frequentemente, é classificado como decadentista.  Críticos e comentaristas da sua obra têm defendido igualmente uma influência do Impressionismo na sua poesia.
Filho de pais franceses, nasceu no Uruguai. Tinha 6 anos, quando a família regressou à França. Jules Laforgue fixou-se em Paris, em 1877.
Publicou os seus primeiros poemas em revistas, no ano de 1879. Em 1880, conheceu Paul Bourget, que se tornou o seu protector.
Escreveu, em 1881, o romance “Stéphane Vassiliew” (só publicado em 1943). Costumava visitar com frequência o Museu do Louvre e passava os dias em bibliotecas, quase sem comer. Assistiu aos cursos de Hippolyte Taine, na escola de Belas Artes, e interessou-se efectivamente pelo Impressionismo.
Em 1882, foi viver na Alemanha, nomeado Leitor de francês pela imperatriz Augusta, esposa de Guilherme I. Escreveu artigos para diversas revistas e o seu primeiro livro de poemas, “Les complaintes”, foi publicado em 1885, à sua custa.
Em 1886, casou-se com a inglesa Leah Lee em Londres e foi viver com ela em Paris, no ano seguinte. Colaborou no jornal “Le Figaro”"e na “Revue Indépendante”. O casal passou por grandes dificuldades financeiras e ele contraiu a tuberculose, vindo a falecer quatro dias após completar 27 anos.
Filosoficamente, ele foi um discípulo do pessimismo de Schopenhauer, o que o alinhava com o Decadentismo. O Budismo, Heine e Taine também influenciaram as suas abordagens temáticas. A combinação incomum destes elementos contribuiu para um discurso diferente do que era utilizado por todos os outros poetas da época.
Formalmente, Laforgue também evitou a coesão tradicional e a univocidade. Nas suas experiências linguísticos, o poeta usou a ironia, a frase corrente e coloquial, inclusive o balbuciar e a descontinuidade sintáctica. Toda a sua poesia, além disso, está repleta de exclamações e interjeições, o que se traduz num ritmo entrecortado e muito marcante.
Tradutor de Walt Whitman, Laforgue foi um dos primeiros poetas franceses a escrever em verso livre, o primeiro a fazê-lo de forma sistemática. A sua poesia causou igualmente grande impacto sobre os surrealistas.
A maior parte da sua obra foi publicada postumamente. Sua mulher morreria um ano depois, em Londres, vítima da mesma doença.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

15 DE AGOSTO - ALTAMIRO CARRILHO


EFEMÉRIDE - Altamiro Aquino Carrilho, compositor e flautista brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 15 de Agosto de 2012. Nascera em Santo António de Pádua, Rio de Janeiro, no dia 21 de Dezembro de 1924.
Ao longo da sua carreira, Altamiro gravou mais de cem discos e compôs cerca de duzentas canções, tendo-se apresentado em mais de quarenta países, divulgando o Choro brasileiro.
É o flautista com maior número de gravações registadas, na história do disco no Brasil, além de ser considerado, por críticos e especialistas da área, como um dos maiores flautistas da história do instrumento.
Foi indicado, pelo flautista francês Jean Pierre Rampal, como o melhor flautista do Mundo.
Faleceu aos 87 anos, vítima de cancro.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

14 DE AGOSTO - COLISEU DOS RECREIOS


EFEMÉRIDE - O Coliseu dos Recreios, sala de espectáculos polivalente situada em Lisboa, foi inaugurada em 14 de Agosto de 1890. Nessa data, foi apresentada a opereta “Boccaccio”, de Franz von Suppé, interpretada pela companhia Caracciolo.
Quatro empresários arrojados (o solicitador José Frederico Ciríaco, o professor de filosofia Pedro António Monteiro, o dono de armazéns António Caetano Macieira e o comerciante de carnes João Baptista G. de Ahneida) conceberam a edificação da maior sala coberta do mundo, no campo dos espectáculos, e cuja lotação ultrapassaria os 4 000 lugares.
A partir de 1888, os custos elevados da construção foram necessariamente cobertos com recurso a uma subscrição pública. Tão grande era a vontade dos quatro elementos promotores e o seu entusiasmo, que souberam e conseguiram recolher o montante suficiente, com contribuição do próprio rei D. Carlos.
Tendo o contributo de artistas estrangeiros, o Coliseu dos Recreios foi inovador na introdução da arquitectura do ferro, ainda insipiente em Portugal, através da espectacular cúpula em ferro, colocada sobre um octógono em alvenaria.
O telhado, também em ferro, foi instalado em 1889, sob responsabilidade do engenheiro Lacombe. O traço da obra deveu-se aos engenheiros Francisco Goulard, pai e filho (engenheiros franceses), e aos portugueses Manuel Garcia Júnior, Frederico Ressano Garcia, M. Gouveia Júnior e Xavier Cordeiro. A construção metálica coube a Castanheira das Neves. Do arquitecto Cesare Ianz, foi o projecto da fachada do edifício, última parte concluída, de três pisos, com motivos decorativos em reboco e algumas carrancas, que lhe conferem e aumentam a grandiosidade. Na fase final, foi dada rédea livre ao maior dos cenógrafos lisboetas, Eduardo Machado, para que procedesse a uma decoração em beleza e pusesse a funcionar o palco, com 40 m de profundidade, 18 de largura, uma teia em madeira e maquinismos manuais.
O Coliseu dos Recreios assumiu-se sempre como uma sala de espectáculos popular, estabelecendo preços baixos e apresentando espectáculos de diversos tipos, entre os quais a ópera (poucos anos antes, em 1887, tinha aberto ao público um outro Coliseu, na Rua da Palma, no qual também se apresentaram companhias de ópera, mas que teve uma vida efémera).
O Coliseu evidenciou-se especialmente no campo da ópera durante a Primeira República, constituindo então uma alternativa ao S. Carlos. Em Dezembro de 1916, estreou-se uma companhia, organizada por Ercole Casali, da qual faziam parte Elvira de Hidalgo e Tito Schipa. A partir daí, cantaram no Coliseu nomes como Alfredo Kraus, Antonietta Stella, Carlo Bergonzi, Elena Suliotis, Fiorenza Cossotto, Joan Sutherland, Piero Cappuccilli, Tito Gobbi ou Tomás Alcaide.
Entre 1959 e 1981, os espectáculos líricos passaram a ser organizados em colaboração com o S. Carlos, oferecendo a possibilidade de ouvir algumas das grandes vozes que vinham a Lisboa, por preços acessíveis.
Objecto de obras de remodelação entre 1992 e 1994, o Coliseu foi reaberto em Fevereiro de 1994, com um concerto que assinalou o início dos acontecimentos culturais da “Lisboa 94”.
Tem uma lotação de 2 846 lugares em disposição de plateia sentada ou 5 672 em disposição de plateia em pé.
No Coliseu dos Recreios pode ver-se igualmente, além de shows musicais, espectáculos de teatro, companhias de circo, ballet, ginástica e até congressos e comícios políticos.   Entre muitos artistas nacionais e estrangeiros, Amália Rodrigues também aqui cantou o fado.
Em Julho de 2018, foi o local escolhido para a abertura do Congresso Mundial de Esperanto.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

ALTAMIRO CARRILHOP - "Canarinho teimoso"


13 DE AGOSTO - CARLOS MALHEIRO DIAS


EFEMÉRIDE - Carlos Malheiro Dias, jornalista, cronista, romancista, político e historiador português, nasceu no Porto em 13 de Agosto de 1875. Morreu em Lisboa no dia 19 de Outubro de 1941.
Estudou no Liceu de Lamego, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde iniciou o curso de Direito, e na Universidade de Lisboa, onde concluiu a licenciatura no Curso Superior de Letras.
Filho de pai português e mãe brasileira, repartiu entre os dois países a sua vocação para as letras. Foi para o Rio de Janeiro em 1893, iniciando a sua vida literária e colaborando em jornais da então capital brasileira.
A sua primeira publicação, o romance naturalista “A Mulata” (1896), sobre o baixo-mundo do Rio de Janeiro, cuja personagem principal é uma prostituta, foi recebido violentamente pela crítica, que o considerou um insulto para a época, tendo sido adjectivado de «livro infame, em que nada do Brasil escapara ao insulto» e uma verdadeira «enxurrada de lama».
Diante da reacção desfavorável, o autor voltou para Portugal, onde ingressou na política. Monárquico militante, foi deputado entre 1897 e 1910.
Com a proclamação da República Portuguesa (1910), exilou-se voluntariamente no Brasil, onde viveu até 1935. Quando do seu retorno em 1910, a comunidade portuguesa do Rio de Janeiro ofereceu-lhe, na conceituada Confeitaria Colombo, um jantar de homenagem e de desagravo pelas hostilidades ocorridas quando da publicação do seu primeiro e polémico romance. Compareceram políticos, escritores e representantes da classe conservadora, todos vaiados por um grupo de jornalistas, poetas e jovens intelectuais na Rua do Ouvidor, à porta da Colombo, inclusive Rui Barbosa que, embora recebido em respeitoso silêncio, ao entrar na confeitaria, ouviu o protesto do poeta Bastos Tigre, que lhe gritou: - Não sou tigre de tapete!».
A comunidade portuguesa no Brasil ofereceu-lhe, também, a residência onde viveu, em Lisboa, na Avenida do Brasil, perto do Campo Grande, e que hoje já não existe.
Em Junho de 1919, foi feito grande-oficial da Ordem Militar de Cristo, tendo sido elevado a grã-cruz da mesma Ordem alguns dias mais tarde.
Abandonou posteriormente a ficção e passou para a historiografia e temas cívicos e políticos. Coordenou a publicação da monumental “História da Colonização Portuguesa do Brasil” (1921), com reconhecida mestria, em que confluíram o realismo historicista e o neo-romantismo nacionalista. Fundou e dirigiu a famosa revista carioca “O Cruzeiro” (1928).
Além de ter sido director da revista “Ilustração Portuguesa” e co-director de “O Domingo Ilustrado” (1925/1927), colaborou em diversas publicações periódicas, nomeadamente em “Branco e Negro” (1896/1898), “Brasil-Portugal” (1899/1914), “Serões” (1901/1911), “Revista do Conservatório Real de Lisboa” (1902), “Atlântida” (1915/1920), “Contemporânea” (1915/1926), “Homens Livres (1923), “Lusitânia” (1924/1927) e “Feira da Ladra” (1929/1941).
Foi também um dos fundadores da Academia Portuguesa de História (1936), considerada sucessora da Academia Real de História Portuguesa. Foi membro-correspondente da Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Eça de Queiroz. Romancista, contista e cronista, é considerado um dos maiores e mais talentosos escritores portugueses da geração seguinte à do autor de “O primo Basílio” (Eça).

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

12 DE AGOSTO - MAFALDA LUÍS DE CASTRO


EFEMÉRIDE - Mafalda Martins da Silva Luís de Castro, actriz portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 12 de Agosto de 1989.
A irmã Joana Luís de Castro, mais velha 4 anos, é que sempre manifestara vontade de ser actriz. Mafalda queria tornar-se ginasta profissional e, depois, quis seguir o exemplo dos pais, que são ambos jornalistas. Porém…
Em 2000/2001, deu os primeiros passos na representação, ao ser escolhida para protagonizar Margarida, na novela “Olhos de Água”, da TVI.
Logo a seguir, gravou a série “Um Estranho em Casa”, da RTP, onde contracenou com a irmã, que se tornou amiga da autora Isabel Medina, quando ambas dividiram o camarim nos bastidores da peça “Fidelidades”, apresentada no Teatro Maria Matos.
Em 2003/2004, participou na série “Ana e os Sete”, da TVI, onde fez parte do grupo de sete irmãos, dando vida a Marta.
Em 2005, foi Maria no filme “A Escada”, de Jorge Paixão da Costa. No mesmo ano, teve uma participação especial em “Inspector Max - A Fuga”, da TVI, onde interpretou Marta.
Em 2007, fez parte do elenco da mini-série “Nome de Código: Sintra”, da RTP, onde interpretou Mariana.
Entretanto, teve participações especiais em “Equador” e “Meu Amor” e foi ainda Ana em “Casos da Vida - Vida Dupla” e Marina em “Ele é Ela”, tudo na TVI.
Em 2010, teve o seu primeiro papel de protagonista principal, interpretando Isabel, em “Lua Vermelha”, da SIC. Em 2011, foi Inês em “Sedução”, da TVI.
Participou no videoclip da música “Cais”, dos GNR. Já em 2012, fez parte do elenco do telefilme “Os Abutres” do projecto TVI Filmes, na TVI.
Em 2012, protagonizou a novela da TVI, “Louco Amor”, ao lado de José Carlos Pereira.
Faz regularmente dobragens para filmes e séries de televisão, entre as quais se destacam a voz de Hermione Granger, personagem interpretada por Emma Watson, no 2º, 3º e 4º filmes da saga “Harry Potter” em português, bem como em todos os jogos de vídeo com este tema. Deu voz ainda a: Princesa Pea no filme “A Lenda de Despereaux”; a Sam O'Hare no filme “HOP”; a Branca de Neve no filme “Espelho, Espelho Meu!”; e a um dos Smurfs, no filme “Os Smurfs”.

domingo, 11 de agosto de 2019

11 DE AGOSTO - DUARTE LEITE


EFEMÉRIDE - Duarte Leite Pereira da Silva, professor, historiador, matemático, jornalista, diplomata e político republicano português, nasceu no Porto em 11 de Agosto de 1864. Morreu em Lousada, em 29 de Setembro de 1950.
Licenciou-se em Matemática na Universidade de Coimbra, em 1885. Foi lente da Academia Politécnica do Porto, onde regeu, durante vinte e cinco anos, (1886/1911), as cadeiras de Geometria descritiva, Astronomia e Geodesia. Simultaneamente, foi director do diário “A Pátria”.
A partir de 1906, ocupou sucessivamente diferentes cargos políticos: vereador da Câmara Municipal do Porto e, em seguida, depois da queda da Monarquia, ministro das Finanças no governo presidido por João Chagas (1911/1912).
De Junho de 1912 a Janeiro de 1913, foi primeiro-ministro e ministro do Interior, num governo que integrou democráticos, evolucionistas e unionistas. De 1914 a 1931, foi embaixador de Portugal no Brasil.
Em Agosto de 1922, foi condecorado com a grã-cruz da Ordem Militar de Cristo.
A partir de 1931, passou a viver na sua casa de Meinedo (Douro), onde escreveu alguns livros sobre a História de Portugal, assim como sobre a história dos descobrimentos. Os seus estudos sobre os descobrimentos portugueses deram origem a uma monografia, em dois volumes, intitulada “História dos descobrimentos”.
Fiel durante toda a sua vida aos princípios republicanos de esquerda, tornou-se membro do Movimento para a unidade da democracia (1945/48) que, durante a sua breve duração, funcionou como uma oposição legalizada ao governo de Salazar. Duarte Leite faleceu aos 86 anos.

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