quarta-feira, 28 de setembro de 2016

28 DE SETEMBRO - AGNOLO FIRENZUOLA

EFEMÉRDEAgnolo Firenzuola, escritor toscano, nasceu em Florença no dia 28 de Setembro de 1493. Morreu em Prato, em 27 de Junho de 1543. O seu apelido provém da vila de Firenzuola, terra dos seus antepassados, situada nos Apeninos.
O avô de Agnolo conseguira obter a cidadania florentina e transmiti-la à sua família. Agnolo estudou Direito, primeiro em Siena e depois em Perugia, onde conheceu Pietro Aretino, que foi o seu melhor amigo e quem mais o influenciou na vida. Mais tarde, Agnolo ainda advogou durante algum tempo em Roma, mas não obteve muito sucesso.
Quase todos os seus biógrafos concordam em afirmar que ele, ainda jovem, vestiu o hábito monástico em Vallombrosa vindo a dirigir duas abadias.
Firenzuola deixou Roma após a morte do Papa Clemente VII e, depois de passar algum tempo em Florença, estabeleceu-se como abade de San Salvador em Prato.
Os seus escritos – publicados numa edição completa em 1548 – são uma parte em prosa e outra em verso. A sua obra poética é essencialmente satírica e burlesca. Entre as prosas, encontramos o “Discorsi degli animali”, uma imitação de fábulas orientais; “Dialogo delle bellezze delle donne”; “Ragionamenti amorosi”, uma série de contos elegantes e licenciosos à moda de Boccacio; “Discacciamento delle nuove lettere”, uma reacção à proposta do gramático Gian Giorgio Trissino de introduzir novas letras no alfabeto italiano; e duas comédias – “I Lucidi”, baseada em Plauto, e “La Trinuzia”.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

ELIS REGINA - "Como Nossos Pais"

27 DE SETEMBRO - OONA O'NEILL

EFEMÉRIDEOona O'Neill, também conhecida como Oona Chaplin ou Lady Chaplin, actriz britânica, morreu em Corsier-sur-Vevey (Suíça) no dia 27 de Setembro de 1991. Nascera em Warwick (Bermudas), em 14 de Maio de 1925.
Era filha do dramaturgo Eugene O'Neill (Prémio Nobel e Prémio Pulitzer) e da escritora Agnes Boulton. Foi a quarta esposa do actor, realizador e produtor Charles Chaplin, com quem se casou aos 18 anos e com quem teve oito filhos, entre os quais a actriz Geraldine Chaplin.
Nasceu durante a estadia dos seus pais nas Bermudas. Contava apenas dois anos de idade quando os pais se separaram.
Oona conheceu Chaplin durante as filmagens de uma das suas películas. Apesar da diferença de 36 anos de idade, casaram-se em Junho de 1943, casamento que não agradou ao pai dela. Apesar disso, foi a esposa definitiva de Chaplin, mantendo uma relação que durou 35 anos.
Juntamente com o marido, partiu para a Suíça devido à acusação, nos Estados Unidos, de que Chaplin seria comunista. O facto ocorreu quando da estreia de “Luzes da Ribalta”, em Setembro de 1952.
Oona renunciou então à sua cidadania norte-americana. Ela e Chaplin resolveram estabelecer-se definitivamente com a família em Corsier-sur-Vevey, na Suíça, onde passaram a maior parte da sua vida de casados e onde recebiam a visita de muitos amigos de Hollywood.
Após o falecimento de Charles Chaplin, voltou aos Estados Unidos para fechar a casa do casal na Califórnia e, discretamente, recolher os bens de Chaplin depositados em diversos cofres. Mais tarde, admitiu mesmo ter escondido notas de 1 000 dólares no forro do seu casaco de vison.
Oona veio a falecer, aos 66 anos de idade, vítima de cancro no pâncreas. Em 2010, foi publicada uma sua biografia, “Oona Chaplin”, da autoria de Bertrand Meyer-Stabley.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

26 DE SETEMBRO - ROBERT PALMER

EFEMÉRIDERobert Allen Palmer, cantor, instrumentista, compositor e produtor musical britânico, morreu em Paris no dia 26 de Setembro de 2003. Nascera em Batley, Yorkshire, em 19 de Janeiro de 1949.
Era conhecido pela mistura eclética de estilos musicais nos seus álbuns, combinando soul, jazz, rock, pop, reggae e blues. Fez sucesso tanto na carreira a solo como com o grupo The Power Station (com integrantes dos Duran Duran e dos Chic). Teve canções no Top 10 do Reino Unido e dos Estados Unidos.
Os seus icónicos vídeos musicais, dirigidos pelo fotógrafo de moda britânico Terence Donovan, mostravam mulheres a dançar – todas com vestidos idênticos e com rostos pálidos, maquilhagem pesada e batom vermelho brilhante, que se assemelhavam às mulheres retratadas nos quadros de Patrick Nagel, um artista muito popular na década de 1980.
O envolvimento de Palmer na indústria da música começou ainda na década de 1960, abrangeu quatro décadas e incluiu também um período com a banda Vinegar Joe.
Palmer recebeu vários prémios ao longo da sua carreira, salientando-se dois Grammy de Melhor Performance Vocal Rock Masculino, um Prémio de Música da MTV e duas nomeações para os Brit Awards, na categoria de Melhor Artista Masculino Britânico.
Robert Palmer morreu num quarto de hotel em Paris, em virtude de uma crise cardíaca inesperada., Tinha 54 anos. Estava na capital francesa, depois de ter gravado um programa na televisão em Londres, para a Yorkshire TV. Foi ainda socorrido pelos pais, filhos e namorada.
Entre muitos que o homenagearam, contam-se os Duran Duran, que afirmaram: «Ele era um amigo muito querido e um grande artista. Esta é uma perda trágica para a indústria musical britânica.».
Dos seus discos mais conhecidos, são de realçar “Best Of Both Worlds” e “Every kinda people” em 1978, “Johnny and Mary” em 1980 e “Looking for Clues” no ano seguinte.
Palmer habitava na Suíça desde 1997. Afirmava que nunca se tinha sentido atraído nem pelos excessos do rock nem pela celebridade.

domingo, 25 de setembro de 2016

FRANK SINATRA - "For Once In My Life"

25 DE SETEMBRO - GONÇALO WADDINGTON

EFEMÉRIDEGonçalo Filipe Waddington Marques de Oliveira, actor e encenador português, nasceu em Lisboa no dia 25 de Setembro de 1977.
Cursou Teatro/Interpretação na Escola Profissional de Teatro de Cascais (1994/97) e frequentou workshops de Comedia Dell Arte, Interpretação, Máscara e Técnicas de Clown.
Interpretou peças de Oscar Wilde, Luiz Francisco Rebello, David Mamet, Joe Orton e Samuel Beckett, entre outros.
Foi dirigido pelos encenadores Carlos Avilez, no Teatro Experimental de Cascais; Fernando Heitor, no Teatro São Luiz; Maria Emília Correia, no Teatro Villaret e no Teatro Nacional D. Maria II; João Lagarto e Almeno Gonçalves, no Teatroesfera; Bruno Bravo, no projecto “Primeiros Sintomas”; Miguel Seabra, no Teatro Meridional; e Jorge Silva Melo, nos Artistas Unidos.
No cinema, trabalhou com os realizadores Tiago Guedes e Frederico Serra em “Coisa Ruim” e “Entre Os Dedos”, participando também em “Alice” de Marco Martins, “Mal Nascida” de João Canijo e “Aljubarrota” de Margarida Cardoso. Destacou-se ainda em curtas-metragens como “Agora Tu” de Jeanne Waltz e “O Inferno” de Carlos Conceição.
Desde 1996 até agora, participou em mais de vinte trabalhos televisivos (RTP1 e SIC). É casado com a também actriz Carla Maciel, de quem tem dois filhos.

sábado, 24 de setembro de 2016

24 DE SETEMBRO - VICENTE LUCAS

EFEMÉRIDEVicente da Fonseca Lucas, ex-jogador de futebol português, nasceu em Lourenço Marques (actual Maputo) no dia 24 de Setembro de 1935. Representou sempre o CF os Belenenses (1954/67), sendo dos mais cotados defesas centrais da sua época.
Irmão de Matateu, venceu a Taça de Portugal de 1960. Foi seleccionado vinte vezes para a equipa de Portugal (1959/66), tendo sido titular no Mundial de 1966, realizado em Inglaterra, onde Portugal se classificou em 3º lugar e ele granjeou fama pela marcação irrepreensível que moveu ao craque brasileiro Pelé.
Em Dezembro de 1966, foi agraciado com a Medalha de Prata da Ordem do Infante D. Henrique.
Vicente abandonou o futebol depois do Mundial de Londres, em virtude de uma grave lesão num olho no seguimento de um acidente de automóvel.
Reconhecido como um dos melhores defesas da sua época, ele era pouco faltoso e era aliás citado pelo próprio Pele como «o maior defesa que encontrara na sua carreira».
Recentemente, já em 2016, foi hospitalizado no Hospital de S. Francisco Xavier em Lisboa, tendo-lhe sido amputada parte de uma perna. É considerado ainda hoje como um símbolo vivo do Belenenses e uma das grandes referências do futebol português.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

23 DE SETEMBRO - GUILHERME D'OLIVEIRA MARTINS

EFEMÉRIDEGuilherme Valdemar Pereira d'Oliveira Martins, jurista e político português, nasceu em Lisboa no dia 23 de Setembro de 1952.
Licenciado em Direito e mestre em Ciências Jurídico-Económicas, foi assistente na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, de 1977 a 1985, consultor jurídico dos Ministérios das Finanças e da Indústria e Comércio, entre 1975 e 1986, e director dos Serviços Jurídicos da Direcção-Geral do Tesouro. Entre 1987 e 1995, foi também professor auxiliar convidado na Universidade Internacional em Lisboa.
Foi militante fundador da Juventude Social Democrata em 1974 e secretário-geral adjunto do Partido Popular Democrático, sendo líder Francisco Sá Carneiro. Abandonou este partido em Abril de 1979, na cisão que deu origem à Acção Social Democrata Independente, acompanhando Joaquim Magalhães Mota, António Sousa Franco, Sérvulo Correia e outros. Iniciava assim a sua aproximação ao Partido Socialista. No mesmo ano, foi chamado a exercer funções como chefe de gabinete de António Sousa Franco, então ministro das Finanças do governo de Maria de Lourdes Pintasilgo. De 1980 a 1983, foi deputado à Assembleia da República, já eleito pelo PS.
Em 1985, envolveu-se na primeira candidatura presidencial de Mário Soares, como membro da Comissão Política e porta-voz do MASP – Movimento de Apoio Soares à Presidência. Com a vitória de Soares, foi designado assessor político da Casa Civil do Presidente da República, função que desempenhou até 1991.
Com a chegada de António Guterres ao governo, em 1995, Oliveira Martins foi chamado a ocupar os cargos de secretário de estado da Administração Educativa, de 1995 a 1999; ministro da Educação, até 2000; ministro da Presidência, de 2000 a 2002; e ministro das Finanças, entre 2001 e 2002.
Foi presidente do Tribunal de Contas entre 2005 e 2015 e, por inerência, do Conselho de Prevenção da Corrupção, de 2008 a 2015. Desde 2003, é professor catedrático convidado da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa e, desde 2008, também do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. É presidente do Centro Nacional de Cultura desde 2003. Em Outubro de 2015, foi cooptado como membro executivo do Conselho de Administração da Fundação Gulbenkian, sucedendo a Eduardo Marçal Grilo.
Entre os restantes cargos que exerceu, contam-se os de representante da Assembleia da República na Convenção para o Futuro da Europa, secretário-geral da Comissão Portuguesa da Fundação Europeia da Cultura, presidente da SEDES, vogal do Conselho de Administração da Fundação Mário Soares e vice-presidente da Comissão Nacional da UNESCO (1988/1994).
Em Março de 1996, foi agraciado com a Medalha de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. É sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa (eleito em Maio de 2010), membro efectivo da Academia de Marinha (eleito em Dezembro de 2014) e Académico de Mérito da Academia Portuguesa de História (eleito em Julho de 2015). Em Novembro de 2015, recebeu do presidente da República a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.
Entre as condecorações recebidas, de salientar ainda a Comenda da Ordem de Isabel a Católica (Espanha), a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul (Brasil) e o grau de Oficial da Ordem Nacional da Legião de Honra (França).

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

22 DE SETEMBRO - ÁLVARO MUTIS

EFEMÉRIDEÁlvaro Mutis Jaramillo, romancista, poeta e ensaísta colombiano, morreu no México em 22 de Setembro de 2013. Nascera em Bogotá no dia 25 de Agosto de 1923.
Acompanhando o pai que era diplomata, passou parte da infância na Bélgica, com a família, até 1932 – ano em que o progenitor faleceu.
Abandonou os estudos aos 18 anos. Antes de se iniciar como escritor, trabalhou na Colômbia como jornalista, locutor de rádio e distribuidor de filmes da 20th Century Fox na América Latina. Também fez dobragens, dando voz ao narrador da série “Os Intocáveis”. Ainda nos anos 1940, iniciou uma carreira de publicitário e de responsável de relações públicas em diversas empresas de vários ramos de actividade.
Em 1948, publicou a sua primeira obra poética, “La Balanza”, em colaboração com Carlos Patiño Roselli. Tornou-se amigo de Gabriel García Márquez em 1950.
Passou a residir no México em 1956, saindo da Colômbia em virtude de um escândalo financeiro numa empresa petrolífera onde trabalhava. Voltou à publicidade e trabalhou para a televisão, frequentando igualmente os meios literários da capital mexicana. Detido pela Interpol, passou 15 meses na prisão. Aproveitou este período, para escrever o seu primeiro romance, “Diario de Lecumberri”, publicado em 1960.
Nos anos 1970 e 1980, dedicou-se sobretudo aos romances. Desenvolveu, a partir de 1985, uma série de sete romances à volta do personagem ‘Maqroll el Gaviero’. As suas obras tiveram grande sucesso tanto na América Latina como na Europa.
Foi membro da comissão de honra da Casa Internacional dos Escritores de Saint-Malo (França). E considerado um dos maiores escritores hispano-americanos contemporâneos.
Entre os prémios que recebeu, destaca-se o Prémio Cervantes, considerado o principal prémio da língua espanhola (2001); o Prémio Príncipe das Astúrias de 1997, também importante na língua espanhola; e o Prémio Médicis de França (1989). Recebeu ainda o Prémio Nacional de Letras da Colômbia (1974) e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Latino-americana (1997). Foi condecorado pela França com o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

ADEUS PARA SEMPRE

 
Faz hoje um mês… Foi no dia 21 de Agosto de 2016. Como todos os domingos, minha filha, genro e netos vieram almoçar comigo. Depois, rumámos até à clínica, onde minha mulher se encontrava internada há nove meses, depois de um ano numa outra clínica na baixa lisboeta.
Na terça-feira anterior, estava ligada ao oxigénio (para a manter calma) e recebia soro (para a hidratar). Dois dias depois, já só tinha o oxigénio. Comera bem e até “fora ao cabeleireiro” afim de lhe cortarem o cabelo mais curto por causa  do calor.
Neste domingo, tinham voltado a pôr-lhe o oxigénio, mas pela razão anteriormente apontada. Falámos como habitualmente. Regressámos a nossas casas.
Pelas 19 horas, recebo uma chamada telefónica da minha filha: «Telefonaram-me agora, dizendo-me que a mãe teve uma paragem cardíaco respiratória…». «E… Que queres dizer com isso?... Morreu?».
O Mundo desmoronou-se à minha volta. Chegara ao fim um namoro de 63 anos e um casamento de 52. Repousa em Paz. Espera por mim.

21 DE SETEMBRO - ÉDOUARD GLISSANT

EFEMÉRIDEÉdouard Glissant, poeta, romancista, dramaturgo e ensaísta francês, nasceu em Sainte-Marie, na Martinica, em 21 de Setembro de 1928. Morreu em Paris no dia 3 de Fevereiro de 2011.
Estudou no Liceu Victor-Schœlcher de Fort-de-France. Em 1946, deixou a Martinica e rumou a Paris para estudar Etnografia no Museu do Homem e História e Filosofia na Sorbonne.
Começou então a publicar as suas primeiras obras. No início, foi adepto das teses de negritude, conceito desenvolvido por Léopold Senghor em prol de um retorno às raízes africanas. Defendeu depois o conceito de antilhanidade (valorização da cultura própria, nascida nas Antilhas, considerando o povo das ilhas «autónomo culturalmente» em relação a África) e de crioulização (valorização da cultura e língua crioulas).
Aproximando-se das ideias de Frantz Fanon, fundou – com Paul Níger – em 1959, a Frente antilhana-guiana independentista, e mais tarde autonomista, o que levou ao seu exílio de 1959 à 1965. Voltou à Martinica em 1965 e fundou o Instituto de Estudos de Martinica e o periódico “Acoma” de ciências humanas. Algumas das suas obras, como o “Discours Antillais”, são marcadas por um engajamento político anticolonialista.
Doutorou-se em Letras em 1980. De 1982 a 1988, foi director do periódico “Correio da Unesco”.
Em 1989, foi nomeado Distinguished University Professor do Estado de Luisiana, onde dirigiu o Centro de Estudos Franceses e Francófonos. Em 1992, foi finalista no Prémio Nobel de Literatura, perdendo por um voto para o escritor Derek Walcott. Desde 1995, foi professor especial de Literatura Francesa na Universidade Municipal de Nova Iorque.
As suas reflexões sobre a identidade das Antilhas inspiraram toda uma geração de escritores ao redor dos conceitos de crioulidade e antilhanidade, entre eles Patrick Chamoiseau, Ernest Pépin, Audrey Pulvar e Raphaël Confiant.
Esta antilhanidade seria forjada a partir da ideia da identidade múltipla ou identidade de raiz, aberta ao mundo e colocada em contacto com outras culturas. Foi uma terceira via que ele criou face às argumentações ao redor da ideia de negritude. A sua influência na política da Martinica continua forte nos meios ecológicos e independentistas.
Desde 2002, o Prémio Édouard-Glissant, criado pela Universidade Paris VIII, com o apoio da Casa da América Latina e do Instituto de Todo o Mundo, é destinado a «honrar uma obra artística marcante do nosso tempo, segundo os valores de Édouard Glissant».

terça-feira, 20 de setembro de 2016

20 DE SETEMBRO - JOÃO PEDRO PAIS

EFEMÉRIDEJoão Pedro Pais, autor, compositor e cantor português, nasceu em Lisboa no dia 20 de Setembro de 1971. Estudou na Casa Pia e foi campeão de luta greco-romana.
Tornou-se conhecido ao participar no programa televisivo “Chuva de Estrelas” (canal SIC), onde obteve o 2º lugar, ao interpretar a canção dos DelfinsAo Passar Um Navio”.
O seu primeiro disco, “Segredos”, foi editado em 1997. Em 1999, gravou o álbum “Outra Vez”, que foi disco de platina, em virtude do número de exemplares vendidos. O disco “Falar Por Sinais”, publicado em 2001, vendeu cerca de 70 mil unidades.
Em 2004, o quarto álbum “Tudo Bem” foi mais um grande sucesso de vendas e confirmou-o definitivamente como um dos mais bem sucedidos novos músicos portugueses.
Em 2003, foi convidado para fazer a 1ª parte da digressão ibérica de Bryan Adams, com espectáculos em Barcelona, Madrid, Lisboa, Porto e Guimarães. Em 2005, o cantor canadiano voltou a convidá-lo para fazer a 1ª parte dos seus três concertos em Portugal.
Em 2006, gravou – em conjunto com Mafalda Veiga – o álbum “Lado A Lado”. Em 2008, foi lançado mais um disco de canções inéditas, “A Palma e a Mão”. Dois anos depois, gravou o seu primeiro trabalho ao vivo no Coliseu dos Recreios em Lisboa (“O Coliseu”).
Em Dezembro de 2012, mais um álbum de canções de sua autoria, intitulado “Desassossego”, produzido por João Martins Sela e misturado por Adam Kasper, um nome conhecido na cena musical de Seattle (EUA). Neste disco, cantou com a participação de Mónica Ferraz e de Carlos Nobre (Pacman), entre outros artistas. Em Novembro de 2015, foi lançado o seu 7º álbum, “Identidade”.
Em 2001, recebeu dois Globos de Ouro: um na categoria de Melhor Interprete Individual e outro para a Melhor Canção, com “Não há”.
É um dos nomes ligados à Associação Fonográfica Portuguesa para o combate à pirataria na Internet.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

19 DE SETEMBRO - DAMON KNIGHT

EFEMÉRIDE Damon Francis Knight, escritor de ficção científica, editor e crítico norte-americano, nasceu em Baker City no dia 19 de Setembro de 1922. Morreu em Eugene, em 15 de Abril de 2002.
Aos 19 anos, deixou a terra natal para ir morar em Nova Iorque, onde se tornou membro do grupo The Futurians, na companhia – entre outros – de Isaac Asimov e de Frederik Pohl. Publicou a sua primeira novela, “Resilience”, justamente em 1941.
Antes de ser reconhecido como autor, celebrizou-se como crítico literário. O seu estilo era virulento. Curiosamente, sem azedumes, um dos alvos das suas críticas, o escritor Van Voght (a quem ele chamou «pigmeu que utiliza uma máquina de escrever gigante»), augurou-lhe uma «carreira literária brilhante”.
Entretanto, Knight comentou muitos romances para numerosos magazines e foi geralmente considerado como o primeiro crítico de ficção científica. Em 1956, recebeu o Prémio Hugo por uma compilação das suas críticas.
O seu primeiro romance, “Hell's Pavement”, foi publicado em 1955. Dez anos depois, fundou a Science Fiction and Fantasy Writers of America (SFWA), da qual foi presidente até 1967. Foi igualmente co-fundador da National Fantasy Fan Federation, das Milford Writers' Conferences e do Clarion Writers Workshop.
Em 1971, escreveu uma biografia de Charles Fort. Todavia, a sua actividade favorita era a de editor, em particular da antologia “Orbit” da qual foram publicados mais de 20 volumes.
Em 1994, a SFWA atribuiu-lhe o Grand Master Award pelo conjunto da sua obra. Depois do seu falecimento, este prémio foi rebaptizado Damon Knight Memorial Grand Master Award, em sua homenagem. 

domingo, 18 de setembro de 2016

THE POLICE - "Every Breath You Take"

18 DE SETEMBRO - IRVING KRISTOL

EFEMÉRIDEIrving Kristol, escritor, jornalista, editor e intelectual norte-americano, considerado o fundador do neoconservadorismo americano, morreu em Falls Church, Virginia, no dia 18 de Setembro de 2009. Nascera em Brooklyn, Nova Iorque, em 22 de Janeiro de 1920.
Irving nasceu numa família judia, não praticante e pobre, constituída por operários da indústria têxtil oriundos do leste da Europa. Quando dos seus estudos de História, foi membro da 4ª Internacional, fundada por Trotsky. Qualificado por vezes como neomarxista, neotrotskista, neosocialisdta ou neoliberal, ele afastou-se da esquerda e das ideologias progressistas depois da Segunda Guerra Mundial, durante a qual serviu na Europa num regimento de infantaria. Mais tarde, ele definiria o neoconservador como um homem de esquerda agredido pela realidade.
Foi editor da revista “Commentary” de 1947 a 1952 e da revista britânica “Encounter” (1953/58), esta última financiada secretamente pela CIA, por intermédio do Congresso para a liberdade da cultura.
Foi ainda fundador das revistas “The Public Interest”, centrada sobre questões políticas e culturais, e “The National Interest”, dedicada a assuntos do estrangeiro. Co-editou “ The Public Interest” desde a sua fundação em 1965 até 2002 (primeiro com Daniel Bell e depois com Nathan Glazer) e “The National Interest” de 1985 a 2001. Irving Kristol utilizou estas publicações para animar o movimento neoconservador.
Paralelamente com a sua actividade literária e editorial, foi professor de Sociologia na Universidade de Nova Iorque, especializado em questões de educação e de políticas sociais.
Para Irving Kristol, «as grandes políticas sociais tomam nas suas mãos o destino e a esperança dos pobres, que ficam assim condenados a mendigar a caridade. Têm por efeito ainda, embora não deliberado, encorajar a dependência e desincentivar os pobres de lutar e de dedicarem as suas energias à reinserção social.».
Foi agraciado, em Julho de 2002, pelo presidente norte-americano George W. Bush, com a Medalha Presidencial da Liberdade. Faleceu em 2009, vítima de cancro num pulmão.

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