quinta-feira, 19 de abril de 2018

19 DE ABRIL - PIERRE CURIE


EFEMÉRIDE - Pierre Curie, físico francês, pioneiro no estudo da cristalografia, magnetismo, piezoelectricidade e radioactividade, morreu em Paris no dia 19 de Abril de 1906. Nascera na mesma cidade em 15 de Maio de 1859. Recebeu o Prémio Nobel de Física de 1903, juntamente com a sua mulher Marie Curie, outra famosa física, e com Henri Becquerel.
Pierre foi um dos fundadores da física moderna. Não frequentou a escola primária nem a secundária, sendo educado em casa pelos pais. Nos primeiros anos da sua adolescência revelou uma forte aptidão para a matemática e a geometria. Aos 16 anos, obteve o bacharelato em Ciências e, aos 18 anos, já tinha estudos equivalentes a um grau superior, mas não seguiu imediatamente para o doutoramento por falta de dinheiro. Em vez disso, trabalhou como instrutor de laboratório.
Em 1880, Pierre e o seu irmão mais velho, Jacques Curie, demonstraram que se gerava um potencial eléctrico quando se comprimiam cristais, a piezoelectricidade, e esse comportamento foi utilizado mais tarde em gira-discos e altifalantes. Pouco depois, em 1881, demonstraram a existência do efeito inverso: que os cristais podiam ser deformados quando submetidos a um campo eléctrico. Quase todos os actuais circuitos electrónicos digitais recorrem a este fenómeno.
Antes dos seus famosos estudos de doutoramento sobre o magnetismo, concebeu e aperfeiçoou uma balança de torsão extremamente sensível para medir os coeficientes magnéticos. Os investigadores que o seguiram nesta área utilizaram regularmente este equipamento. Pierre Curie estudou o ferromagnetismo, o paramagnetismo e o diamagnetismo para a sua tese de doutoramento, descobrindo o efeito da temperatura sobre o paramagnetismo que é actualmente conhecido por lei de Curie. A constante material da lei de Curie é conhecida como a constante de Curie. Também descobriu que as substâncias ferromagnéticas apresentam uma temperatura crítica de transição, acima da qual as substâncias perdem o seu comportamento ferromagnético. Esta temperatura é conhecida por ponto de Curie.
Pierre trabalhou com a sua mulher Marie Curie no isolamento do polónio e do rádio. Eles foram os primeiros a usar o termo “radioactividade”, sendo pioneiros no seu estudo.
Pierre Curie e um estudante seu foram os primeiros a descobrir a energia nuclear, ao identificarem a emissão contínua de calor das partículas do rádio. Ele também investigou as emissões de radiação das substâncias radioactivas e conseguiu demonstrar, com o recurso a campos magnéticos, que as emissões apresentavam carga positiva, negativa ou eram neutras. Essas emissões correspondem às partículas alfa, beta e radiações gama.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

18 DE ABRIL - GUILLERMO GONZÁLEZ CAMARENA


EFEMÉRIDE - Guillermo González Camarena, engenheiro, cientista e inventor mexicano, morreu em Las Lajas no dia 18 de Abril de 1965. Nascera em Guadalajara, em 17 de Fevereiro de 1917. Em 1940, inventou um sistema para transmitir televisão a cores: o sistema tricromático sequencial de campos. Também inventou, mais tarde, nos anos 1960, um sistema simplificado de geração de cores - o sistema bicolor simplificado. Guillermo lançou a televisão a cores no México, anos antes da implementação do sistema NTSC.
Quando era criança, adorava fabricar brinquedos movidos a energia eléctrica, que idealizava no seu local de trabalho: um laboratório na cave da sua casa. Com apenas 9 anos de idade, inventou um alarme sísmico, que - quando a terra começava a tremer - ouvia-se uma cigarra e acendiam-se algumas luzes. Com 12 anos, já tinha construído o seu primeiro transmissor amador.
Assim, ninguém estranhou que ele viesse a cursar Electrónica no Instituto Politécnico Nacional Mexicano. Somente com 17 anos, já tinha fabricado a sua própria televisão, usando peças avulsas de rádio. Devido às suas primeiras experiências com a televisão, muitos amigos e parentes achavam que ele estivesse louco, porque para eles parecia ficção científica.
Em 1930, licenciou-se na Faculdade de Engenharia Mecânica e Eléctrica do Instituto Politécnico Nacional; obtendo a sua primeira licença de Rádio dois anos depois.
Em 1940, inventou o adaptador cromoscópico para televisão, antecessor do sistema de transmissão de televisão a cores. A patente foi registada nos Estados Unidos em 1941.  Apresentou melhorias da sua patente em 1960 e 1962.
Em Agosto de 1946, enviou a primeira transmissão a cores, desde o seu laboratório na sede da Liga Mexicana de Experiências em Rádio, na Cidade do México.
Ele também contribuiu no campo da radiodifusão. Em 1945, o Ministério das Comunicações e Obras Públicas do México encomendou-lhe um estudo sobre o volume, ruído e atenuação dos sistemas de comunicação eléctrica, a fim de estabelecer as unidades legais de referência no quadrante da rádio. Quatro anos mais tarde, elaborou as leis que regulavam o funcionamento e a operação das estações de rádio mexicanas, onde foi incluída a televisão, a frequência modulada, as ondas curtas, as ondas largas e o rádio fac-símile. Em 1948, fundara os Laboratórios Gon-Cam.
Os seus trabalhos estenderam-se ao campo da medicina, quando começou a usar a televisão a preto e branco, depois a cores, como meio de ensino.
Em 18 de Abril de 1965, quando voltava da inspecção ao transmissor do Canal 5 em Las Lajas, Guillermo sofreu um acidente automobilístico, morrendo de imediato. Em sinal de luto, as emissoras de televisão ficaram fora do ar durante todo aquele dia.

terça-feira, 17 de abril de 2018

17 DE ABRIL - RICCARDO PATRESE


EFEMÉRIDE - Riccardo Gabriele Patrese, ex-piloto automobilista italiano, nasceu em Pádua no dia 17 de Abril de 1954. É o 3° piloto que mais corridas disputou na história da Fórmula 1 (256). Disputou as temporadas de 1977 a 1993, sendo superado apenas em 2008 pelo piloto brasileiro Rubens Barrichello. Além da carreira na F-1, sagrou-se Campeão Mundial de Kart em 1974 e Campeão da Europa de Fórmula 3 em 1976.
Começou a carreira pela equipa Shadow Racing Cars (1977) e, depois, passou pela Arrows (1978 a 1981), Brabham (1982 a 1983 e 1986 a 1987), Alfa Romeo (1984 a 1985), Williams (1988 a 1992), onde se sagrou vice-campeão em 1992, e terminou a carreira na Benetton em 1993. Recusou ainda uma proposta de Frank Williams para substituir Ayrton Senna em 1994.
Durante a sua carreira, apenas em 1985, quando era piloto da Alfa Romeo, não pontuou.
Em Setembro de 2008, foi anunciado que Patrese, então com 54 anos, voltaria a pilotar um carro de Fórmula 1 num teste para a equipa Honda, 15 anos após ter abandonado a categoria. O teste teria sido uma homenagem ao seu recorde de 256 grandes prémios disputados, que permaneceu até este mesmo ano, quando foi superado por Barrichello.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

16 DE ABRIL - ROLAND TOPOR


EFEMÉRIDE - Roland Topor, desenhador, pintor, escritor, cenarista e actor francês, conhecido pela natureza surrealista dos seus trabalhos, morreu em Paris no dia 16 de Abril de 1997, vítima de hemorragia cerebral.  Nascera na mesma cidade em 7 de Janeiro de 1938. Era descendente de judeus polacos, que se refugiaram em França para fugir ao nazismo.
Estudou nas Belas-Artes de Paris a partir de 1955 e, em 1958, realizou a capa da revista “Bizarre”. Em 1960, foi feita uma exposição dos seus trabalhos e publicado o seu primeiro livro de desenhos, “Les Masochistes”. Publicou igualmente a sua primeira novela, “L’amour fou”, na revista “Fiction”, onde passou a colaborar regularmente.
A obra literária mais famosa de Topor é o romance “O Inquilino” (“Le Locataire Chimérique”), publicado pela primeira vez em 1964. O livro conta a história de um parisiense, descendente de polacos, que aluga um apartamento e começa a ter problemas depois da mudança. O livro explora os temas da alienação e identidade, e faz perguntas perturbadoras sobre como definimos quem somos. O livro foi adaptado ao cinema pelo realizador polaco Roman Polanski, em 1976.
Roland Topor trabalhou em diversos filmes de animação, em parceria com o realizador francês Rene Laloux. A primeira curta-metragem desta dupla foi “Les Temps Morts”, de 1964, seguida por “Les Escargots”, em 1965.
O seu filme mais famoso foi a longa-metragem “La Planète Sauvage”, de 1973. O filme mostra um planeta habitado por gigantescos humanóides azuis que têm seres humanos como animais de estimação. Foi premiado em Cannes.
Topor também trabalhou no cinema, como actor. O seu papel mais conhecido é o de Renfield no filme “Nosferatu: Phantom der Nacht”, de Werner Herzog, em 1976.
Entre outras actividades: criou o Movimento Pânico (teatro), com Alejandro Jodorowsky e Fernando Arrabal (1962); de 1061 a 1965, colaborou nas revistas francesas “Hara Kiri” e “Elle”; criou os desenhos de introdução do filme “Viva La Muerte”, de Arrabal (1971); e lançou a popular série de TV francesa “Téléchat”, uma paródia de telejornal apresentado por marionetas (1983).
Em 1988, empreendeu uma adaptação cinematográfica da vida do marquês de Sade.
Entre várias homenagens recebidas durante a sua carreira, foi-lhe entregue - em 1990 - o Grande Prémio da Cidade de Paris.

domingo, 15 de abril de 2018

15 DE ABRIL - CORRIE TEN BOOM


EFEMÉRIDE - Corrie ten Boom, de seu nome completo Cornelia Johanna Arnolda ten Boom, escritora e resistente holandesa, que ajudou a salvar a vida de muitos judeus ao escondê-los dos nazis durante a II Guerra Mundial, nasceu em Amesterdão no dia 15 de Abril de 1892. Morreu em Placentia, Califórnia, em 15 de Abril de 1983.
Ten Boom escreveu, entre outros livros, a sua autobiografia “O Refúgio Secreto”, que foi posteriormente adaptada ao cinema num filme com o mesmo título. Em Dezembro de 1967, foi homenageada pelo Estado de Israel com a inclusão do seu nome na lista ‘Justos entre as Nações’.
Nasceu numa família cristã, sendo a mais nova de quatro irmãos. Poucos meses depois do seu nascimento, a família mudou-se para Haarlem. O pai era relojoeiro. A mãe morreu de ataque cardíaco aos 63 anos de idade. Corrie começou a aprender relojoaria em 1920 e, em 1922, tornou-se na primeira mulher relojoeira licenciada na Holanda. Mais tarde, seria também, além de escritora, professora itinerante.
Em 1940, os nazis invadiram a Holanda e, em 1942, Corrie e a família tornaram-se activistas na resistência holandesa, escondendo refugiados em sua casa. Dessa forma, livraram muitos judeus da morte certa pelas mãos dos SS nazis. A família ten Boom era conhecida pela sua atitude prestativa para com todos e, em relação aos judeus isso foi ainda mais evidente.
Em Maio de 1942, uma mulher muito bem vestida chegou à porta dos ten Boom. Nervosamente, disse que era judia, que o seu marido havia sido preso meses antes e que o seu filho queria esconder-se. Corrie e o pai prontamente concordaram. Assim começava ‘o refúgio secreto’.
Receberam vários refugiados, alguns dos quais eram judeus, outros, membros da resistência procurados pela Gestapo e a sua congénere holandesa. Havia diversas salas extras na casa, que foram escamoteadas.
Em Fevereiro de 1944, os alemães prenderam toda a família, com a conivência de um informador holandês. Foram enviados para a prisão de Scheveningen (onde o pai de Corrie morreu dez dias após a prisão), em seguida para o campo de concentração Vught (ambos na Holanda), e - finalmente - para o campo de Ravensbrück, na Alemanha, onde Betsie, a irmã de Corrie, morreu também. Corrie foi solta um dia após o Natal de 1944. Soube mais tarde que a sua libertação se devera a um erro administrativo. As prisioneiras da sua idade, que ficaram no campo, foram todas mortas uma semana depois.
Em 1977, aos 85 anos, mudou-se para Orange (Califórnia). Vítima de ataques cerebrais, em 1978, viu reduzida a sua capacidade de comunicação e ficou inválida. Em 15 de Abril de 1983, dia do seu 91º aniversário, veio a falecer.
Ten Boom foi homenageada pela rainha da Holanda, em reconhecimento da sua actividade durante a Grande Guerra, e um museu em homenagem da família foi criado na cidade de Haarlem.

sábado, 14 de abril de 2018

14 DE ABRIL - PERCY SLEDGE


EFEMÉRIDE - Percy Sledge, cantor de soul e R&B norte-americano, morreu em Baton Rouge (Louisiana) no dia 14 de Abril de 2015. Nascera em Leighton (Alabama), em 25 de Novembro de 1940. Ficou mundialmente conhecido por interpretar a canção “When a Man Loves a Woman”.
Percy Sledge, que ficou órfão de pai aos dois meses, ambici0onou ser jogador de basebol, mas deixou cedo a escola para ocupar vários pequenos empregos, trabalhando depois no0 Colbert County Hospital, antes de se tornar famoso.
Começou por cantar numa igreja e em pequenos grupos musicais. Depois de ser ouvido pelo produtor Quin Ivy, obteve um contrato com uma editora discográfica. “When a Man Loves a Woman” foi o primeiro single resultante desse contrato e não demorou muito para que a canção se tornasse um hit. Lançado em 1966, alcançou o 1º lugar nas paradas americanas e canadianas e ficou em 4º lugar no Reino Unido.
Sledge alcançaria sucesso com outras composições, como “Warm and Tender Love”, “It Tears Me Up”, “Take Time to Know Her” e “Cover Me”.
Voltou a figurar nas paradas de sucesso em meados dos anos 1980, quando o seu trabalho foi usado num comercial da marca de jeans Levi's.
Em 2005, Percy Sledge foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll. Em Maio de 2007, entrou para o Hall da Fama da Música de Louisiana pelas suas contribuições para a música. O seu nome encontra-se igualmente no Delta Music Museum, em Louisiana.
Sledge morreu de cancro de fígado na sua casa em Baton Rouge, aos 74anos. Foi casado duas vezes, tendo tido doze filhos dos dois casamentos.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

13 DE ABRIL - TEATRO NACIONAL D. MARIA II


EFEMÉRIDE - O Teatro Nacional D. Maria II, localizado na Praça de D. Pedro IV (Rossio), em Lisboa, foi inaugurado em 13 de Abril de 1846, durante as comemorações do 27º aniversário de D. Maria II (1819/53), passando por isso a exibir o seu nome na designação oficial. Na inauguração, foi apresentado o drama histórico em cinco actos “O Magriço e os Doze de Inglaterra”, original de Jacinto Heliodoro de Aguiar Loureiro.
A história do Teatro Nacional D. Maria II começara dez anos antes da sua inauguração. Na sequência da revolução de 9 de Setembro de 1836, Passos Manuel assumiu a direcção do Governo e uma das medidas que tomou nesse mesmo ano foi encarregar, por portaria régia, o escritor e político Almeida Garrett de pensar o teatro português em termos globais, incumbindo-o de apresentar «sem perda de tempo, um plano para a fundação e organização de um teatro nacional, o qual, sendo uma escola de bom gosto, contribua para a civilização e aperfeiçoamento moral da nação portuguesa». Por esse mesmo decreto, Almeida Garrett ficou encarregue de criar a Inspecção-Geral dos Teatros e Espectáculos Nacionais e o Conservatório Geral de Arte Dramática, instituir prémios de dramaturgia, regular direitos autorais e edificar um Teatro Nacional «em que decentemente se pudessem representar os dramas nacionais».
O ambiente Romântico que se vivia nessa altura em toda a Europa determinou a urgência em encontrar um modelo e um repertório nacionais.
A escolha de um arquitecto italiano, Fortunato Lodi, para projectar e executar o Teatro Nacional, não foi isenta de críticas e, só em 1842, Almeida Garrett conseguiu dar início às obras.
Durante um largo período de tempo, o Teatro Nacional foi gerido por sociedades de artistas que, por concurso, se habilitavam à sua gestão. A companhia Rosas e Brasão esteve neste espaço entre 1881 e 1898. A gestão mais duradoura foi a de Amélia Rey Colaço / Robles Monteiro, que permaneceu no teatro de 1929 a 1964.
Em Dezembro de 1964, o Teatro Nacional foi “palco” de um brutal incêndio que apenas poupou as paredes exteriores. O edifício que hoje conhecemos e que respeita o original estilo neoclássico, foi totalmente reconstruído e, só em 1978, reabriu as suas portas.
Neste teatro, têm brilhado muitas estrelas e muitos talentos se revelaram. Entre muitos outros, cite-se:  Amélia Rey Colaço, Eunice Muñoz, Lurdes Norberto, Carmen Dolores, Ruy de Carvalho, Laura Soveral, Mariana Rey Monteiro, Catarina Avelar, João Perry, Fernanda Borsatti, Jacinto Ramos, Beatriz Batarda, Fernanda Lapa, Lia Gama, Glória de Matos, João Grosso e João Lagarto. Em 2012, o teatro foi reclassificado como monumento nacional.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

PERCY SLEDGE - "When A Man Loves A Woman"


12 DE ABRIL - INCA GARCILASO DE LA VEGA


EFEMÉRIDE - Inca Garcilaso de la Vega, de seu verdadeiro nome Gómez Suárez de Figueroa, conhecido também como El Inca, cronista e escritor peruano, nasceu em Cuzco no dia 12 de Abril de 1539. Morreu em Córdova, em 23 de Abril de 1616. Tinha ascendência espanhola e inca, sendo considerado o “príncipe dos escritores do Novo Mundo”.
Residiu em Cuzco, antiga capital do Império Inca, até 1560, ano da morte do seu pai. Deixou então definitivamente o Peru, para se instalar em Espanha.
Pertenceu à época dos cronistas pós-toledanos, durante o período colonial da história do Peru. O pai era um conquistador estremenho, Sebastián Garcilaso de la Vega, e a mãe, uma princesa inca, Isabel Chimpu Ocllo.
Era tido como o peruano mais insigne da colónia, tendo sabido expressar a sua exaltada nacionalidade na sua obra-prima “Comentários Reais dos Incas”, a qual chegou a ser vetada, nos vice-reinos do Peru e Buenos Aires, pela coroa espanhola, por ser considerada judiciosa e perigosa para os seus interesses.
Seguindo as correntes humanistas em voga na época, Garcilaso iniciou um ambicioso e original projecto historiográfico centrado no passado americano e em especial no do Peru. Considerado como o pai das letras do continente americano, em 1605 deu a conhecer em Lisboa a sua “História da conquista da Flórida”.  
A primeira parte do título mais célebre de Inca Garcilaso (“Comentarios reales) apareceu em 1609, também em Lisboa. Escrito a partir das suas próprias recordações de infância e juventude, de contactos epistolares e visitas a personagens destacados do Vice-reino do Peru, o relato constitui, apesar dos problemas das suas fontes orais e escritas e das incongruências de muitas datas, uma das tentativas mais conseguidas, tanto conceptual como estilisticamente, de salvaguardar a memória das tradições da civilização andina. Por esta razão, é tomado como o ponto de partida da literatura latino-americana. A segunda parte foi publicada, em Córdova, no crepúsculo da sua vida.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

11 DE ABRIL - D. JOÃO I DE PORTUGAL


EFEMÉRIDE - D. João I, rei de Portugal e dos Algarves de 1385 até à sua morte, nasceu em Lisboa no dia 11 de Abril de 1357. Morreu na mesma cidade em 14 de Agosto de 1433. Conhecido como o Mestre de Avis e apelidado de “O de Boa Memória”, foi o primeiro monarca português da Casa de Avis. Filho ilegítimo do rei D. Pedro I e de uma dama galega chamada Teresa Lourenço, foi escolhido e aclamado como rei durante a Crise de 1383/1385.
Com o apoio do Condestável do reino, Nuno Álvares Pereira, e dos aliados ingleses, travou a Batalha de Aljubarrota contra o reino de Castela, que invadira o país. A vitória foi decisiva: Castela retirou-se, acabando - anos mais tarde - por o reconhecer oficialmente como rei. Para selar o Tratado de Aliança Luso-Britânica, ainda hoje vigente, D. João I casou com Filipa de Lencastre (1387), dedicando-se desde então ao desenvolvimento do reino.
Terminada a guerra com Castela, em 1411, foi assinado um tratado de aliança e de paz com aquele reino, reconhecendo sem quaisquer reservas D. João I como 10º rei de Portugal. O tratado de paz foi reconfirmado em 1431.
Em 1415, conquistou Ceuta, praça estratégica para a navegação no norte de África, o que iniciaria a expansão portuguesa. Aí foram armados cavaleiros os seus filhos D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique, apelidados por Camões de “ínclita geração”.
Cronistas seus contemporâneos descrevem D. João I como um homem arguto, cioso em conservar o poder, mas ao mesmo tempo benevolente e de personalidade agradável. Na juventude, a educação que recebeu como Grão-Mestre da Ordem de Avis transformou-o num rei invulgarmente culto para a época.
No reinado de D. João I foram descobertas as ilhas de Porto Santo (1418), da Madeira (1419) e dos Açores (1427), além de se fazerem expedições às Canárias. Teve início, igualmente, o povoamento dos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
D. João I faleceu em 1433. Jaz na Capela do Fundador, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, mandado construir por ele, em co0memoração da vitória em Aljubarrota. Foi cognominado “O de Boa Memória”, pela lembrança positiva do seu reinado na memória dos portugueses.

terça-feira, 10 de abril de 2018

10 DE ABRIL - MICHAEL CURTIZ


EFEMÉRIDE - Michael Curtiz, realizador de cinema húngaro-americano, morreu em Hollywood no dia 10 de Abril de 1962. Nascera em Budapeste, em 24 de Dezembro de 1886. Também era conhecido por Mihaly Kertesz ou Manó Kertész Kaminer, seu nome de nascimento.
Dirigiu pelo menos cinquenta filmes na Europa e cerca de cem nos Estados-Unidos, tendo sido muito bem sucedido nos inícios da Warner Bros.. Adquiriu a reputação de competência e eficiência, mas também de dificuldade em trabalhar com ele. Os seus filmes mais conhecidos são “Casablanca” (com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman) e “As Aventuras de Robin Hood”. Este último foi o de maior sucesso numa série de filmes de aventuras clássicas em que ele dirigiu o actor Errol Flynn. Nos anos 1950, dirigiu Elvis Presley no filme “King Creole”. Teve menos sucesso a partir do final dos anos 1940, quando tentou mudar da direcção de filmes para a produção e para o trabalho independente.
Nasceu numa família judaica de Budapeste que, na época, fazia parte do Império Austro-Húngaro. Gostava de contar histórias sobre a sua infância e juventude. Por exemplo, que teria fugido de casa para se juntar a um circo e que tinha feito parte da selecção húngara de esgrima nos Jogos Olímpicos de 1912, em Estocolmo. Estudou na Universidade de Markoszy e na Academia Real de Teatro e Arte, onde se diplomou em 1906. Em 1912, começou a sua carreira de actor e encenador sob o pseudónimo de Mihály Kertész, no Teatro Nacional Húngaro.
Quando começou a Primeira Guerra Mundial, serviu durante um breve período na artilharia do exército Austro-Húngaro, tendo voltado à realização de filmes em 1915. Neste ou no ano seguinte, casou com a actriz Lucy Doraine, tendo-se divorciado em 1923.
Curtiz deixou a Hungria quando a indústria cinematográfica foi nacionalizada, em 1919, e fixou-se em Viena. Fez pelo menos 21 filmes para o estúdio Sascha-Film, entre eles os épicos bíblicos “Sodom und Gomorrha” (1922) e “Die Sklavenkönigin” em 1924. O último foi lançado nos Estados Unidos como “Moon of Israel” e chamou a atenção de Jack Warner, que contratou Curtiz para o seu estúdio, com a intenção de o fazer dirigir um filme similar para a Warner Bros.. O filme foi “Noah's Ark”, que elo dirigiu em 1928. O segundo casamento de Curtiz, de novo com uma actriz, chamada Lili Damita, durou apenas de 1925 a 1926.
Curtiz chegou aos Estados-Unidos em 1926, adoptando então o nome de Michael Curtiz. Teve uma carreira hollywoodiana longa e prolífica, em muitos géneros cinematográficos. Durante os anos 1930, chegou a figurar nos créditos de quatro filmes num único ano. Contudo, nem sempre ele era o único realizador nesses projectos.
No meio dos anos 1930, iniciou um ciclo muito bem sucedido de filmes de aventura, estrelados por Olivia de Havilland e Errol Flynn, que incluíram “Capitão Blood” (1935), “A Carga da Brigada Ligeira” (1936), “As Aventuras de Robin Hood” (1938) e “A Estrada de Santa Fé” de 1940.
No início dos anos 1940, Curtiz já estava bastante rico, ganhando 3 600 dólares por semana. Era dono de uma grande mansão, que incluía um campo de polo. Bons exemplos dos seus trabalhos nos anos 1940 foram “O Lobo do Mar” (1941), “Casablanca” (1942) e “Alma em Suplício” de 1945. Durante esse período, também dirigiu “Missão em Moscovo”, um filme de propaganda pró-soviética de 1943, para o qual foi indicado a pedido do presidente Franklin D. Roosevelt, a fim de auxiliar no esforço de guerra.
Apesar de Curtiz ter saído da Europa antes da ascensão do nazismo, outros membros da sua família não tiveram a mesma sorte, sendo enviados para Auschwitz, onde morreram. Curtiz doou parte do seu salário para o European Film Fund, uma associação beneficente que auxiliava refugiados europeus, que eram da indústria de cinema, a estabelecerem-se nos Estados-Unidos.
No final da década de 1940, fez um novo acordo com a Warner, segundo o qual o estúdio e a produtora de filmes de Curtiz dividiriam os custos e os lucros dos próximos filmes. A experiência não correu bem. Michael passou a ser freelancer anos mais tarde.
O seu último filme, “Os Comancheros”, com John Wayne, foi lançado menos de um ano antes de sua morte, vítima de cancro.
Curtiz, durante a sua vida, sempre foi extremamente activo. Os seus dias de trabalho eram muito longos e praticava vários desportos. Não gostava de actores que almoçassem formalmente durante as filmagens, pois acreditava que esta refeição retirava a energia para o trabalho à tarde.
Foi nomeado quatro vezes para o Oscar de Melhor Realizador, tenho ganho em 1944 com o filme “Casablanca”. 

segunda-feira, 9 de abril de 2018

9 DE ABRIL - ISAAC NAVÓN


EFEMÉRIDE - Isaac Navón, escritor, educador e político israelita, nasceu em Jerusalém no dia 9 de Abril de 1921. Morreu na mesma localidade em 6 de Novembro de 2015. Foi o 5º presidente do seu país (1978/1983).
Em 2005, foi considerado como o 108º maior israelita de todos os tempos, numa votação organizada pelo site de notícias “Israel Ynet”, que visava determinar os 200 maiores israelitas de sempre.
Descendia, por parte do pai, de judeus espanhóis que se instalaram na Turquia em 1492. A família instalou-se em Jerusalém em 1670. Pelo lado da mãe, a família tinha origem sefardita marroquina, residindo em Jerusalém há três séculos.
Isaac estudou numa escola religiosa, prosseguindo depois os estudos na Universidade Hebraica de Jerusalém, licenciando-se em Literatura Árabe, Cultura Muçulmana e Pedagogia.
De 1946 a 1949, foi chefe administrativo da Haganah, na região de Jerusalém, A seguir à independência, foi enviado como diplomata para o Uruguai e Argentina.
Em 1951, foi nomeado secretário de estado do ministro dos Negócios Estrangeiros e, no ano seguinte, foi colocado como secretário administrativo do primeiro-ministro. 
Em 1963/65, foi secretário do ministério da Educação e da Cultura. Navón teve então um papel importante no programa de preparação dos futuros soldados e iniciou um programa de ensino de hebreu para adultos.
Em 1965, foi deputado. Três anos depois, integrou o novo Partido Trabalhista Israelita. Foi eleito presidente do Estado de Israel em 1978, trazendo para o cargo uma maior intervenção e não apenas a representatividade vigente até então. Contribuiu para atenuar as diferenças sociais e as relações inter-religiosas.  Foi igualmente o primeiro a lançar a ideia de um pacto para definir as relações israelo-palestinianas.
No que respeita à literatura, escreveu numerosos contos e, com a colaboração de um musicólogo e de um cantor, escreveu duas das mais populares obras do teatro musical de Israel.

domingo, 8 de abril de 2018

8 DE ABRIL - BASÍLIO DA GAMA


EFEMÉRIDE - José Basílio da Gama, poeta luso-brasileiro que usava o pseudónimo “Termindo Sipílio”, nasceu em São José do Rio das Mortes (actual cidade de Tiradentes) no dia 8 de Abril de 1741. Morreu em Lisboa, em 31 de Julho de 1795. Ficou célebre com o seu poema épico “O Uraguai”, de 1769. Pertencia à Academia Brasileira de Letras.
O pai, Manuel da Costa Villas-Boas, era capitão-mor do Novo Descobrimento e a mãe era neta do oficial militar Leonel da Gama Beldes.
Em 1757, já órfão de pai, começou a frequentar o Colégio dos Jesuítas no Rio de Janeiro. Quando, dois anos depois, em 1759, Gomes Freire de Andrade ordenou o fecho do colégio, como parte da campanha de perseguição contra a Companhia de Jesus, o jovem Basílio manteve-se fiel à sua vocação e seguiu para Roma, à procura do apoio da igreja católica para a sua fé.
Entre os anos 1760/66 foi admitido, graças ao poeta Michel Giuseppe Morei, na Arcádia Romana, com o pseudónimo de “Termindo Sipílio”. O facto de um poeta da Brasil/colónia ter sido admitido numa agremiação tão importante como a Arcádia Romana pressupõe que, quase certamente, ele teria sido recomendado pelo clero jesuítico português.
No decorrer de 1768, esteve de novo no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, mas regressou à Europa, dirigindo-se para Coimbra. Nesta ocasião, foi detido em Lisboa, acusado de simpatia para com os jesuítas. Em troca da liberdade, prometeu às autoridades ir viver em Angola. Logo em seguida, buscando evitar o degredo, capitulou diante do poder exercido por Sebastião José de Carvalho e Melo, marquês de Pombal, responsável directo pela perseguição aos jesuítas.
Basílio escreveu então um epitalâmio, dedicado à filha do Marquês, exaltando-o, vindo a cair, em 1769, nas graças deste. No mesmo ano, foi publicado o poema épico “O Uraguai”, dedicado a Francisco Xavier de Mendonça Furtado, irmão do marques de Pombal, onde se percebe o intuito de agradar ao homem forte do Portugal daquele tempo. Além dos guerreiros portugueses, os guaranis são tratados de maneira positiva pelo autor, cabendo unicamente aos jesuítas o papel de vilões, por serem contrários à política pombalina, retratados como interessados em ludibriar os indígenas.
Por essa época, estreita-se a sua ligação com Pombal, de forma que se torna oficial administrativo e seu secretário. Com a queda política do seu protector, Basílio passou a sofrer perseguições políticas, sendo obrigado a deslocar-se várias vezes da Corte para a colónia do Brasil e vice-versa, como forma de se livrar de arbitrariedades cometidas contra si.
Veio a falecer num período em que estava em Lisboa, tendo sido sepultado na Igreja da Boa Hora.

sábado, 7 de abril de 2018

7 DE ABRIL - GERALD BRENAN


EFEMÉRIDE - Gerald Brenan, de seu verdadeiro nome Edward Fitgerald Brenan, escritor britânico radicado em Espanha na maior parte da sua vida, nasceu em Sliema, Malta, no dia 7 de Abril de 1894. Morreu em Alhaurín el Grande, em 19 de Janeiro de 1987.
Filho de um militar de carreira inglês, estudou numa escola para filhos de oficiais, onde se fazia instrução militar. Combateu na I Guerra Mundial, em França, e foi promovido a capitão aos 25 anos, depois de ter passado 2 anos e meio nas trincheiras. Na Guerra, perdeu todos os amigos menos um: Ralph Partridge, que seria o seu elo de ligação com o grupo de Bloomsbury e a quem dedicaria “South from Granada”.
Brenan foi para Espanha porque «queria fugir da vida característica da classe média inglesa dos anos 1920: a Inglaterra que conhecia, estava petrificada por sentimentos de classe e convencionalismos rígidos». Queria respirar ares mais puros e, com a sua modesta pensão, viver o maior tempo possível dedicado quase em exclusivo ao estudo, já que a guerra o impedira de ir à Universidade. Viveu em Yegen, uma pequena aldeia de Alpujara.
Gerald Brenan é sobretudo conhecido pela obra “O Labirinto Espanhol”, um trabalho de história sobre a Guerra Civil de Espanha.
Aos 18 anos, contra a opinião do pai, decidiu ir para a China, com um amigo fotógrafo. Entre Agosto de 1912 e Janeiro de 1913, fizeram 1 560 km, atingindo a Bósnia, mas por falta de dinheiro tiveram de voltar para trás.  Gerald passou os dez meses seguintes na Alemanha, onde a aprendeu a língua.
Em 1930, conhecera a poetisa norte-americana Gamel Woolsey, com quem se viria a casar em Roma no ano seguinte. Gamel faleceu em 1968.
Gerald Brenan escreveu cerca de 20 obras, uma das quais inacabada e publicada postumamente.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

6 DE ABRIL - ALEXANDER KIELLAND


EFEMÉRIDE - Alexander Lange Kielland, considerado um dos quatro maiores escritores noruegueses de sempre, morreu em Bergen no dia 6 de Abril 1906. Nascera em Stavanger, em 18 de Fevereiro de 1849.
A maior parte da sua produção literária foi publicada no princípio e no meio dos anos 1880.  A acção dos seus romances desenrola-se sobretudo em Stavanger e denuncia a hipocrisia, a exploração dos trabalhadores pela burguesia, o sistema escolar e a Igreja.
Alexander nasceu no seio de uma família rica, uma das mais antigas famílias de mercadores da cidade, e poucos ousariam prever para o seu futuro outra actividade que não fosse o comércio.  No entanto, o pai era muito religioso e fez o possível para proteger o filho da vida dos negócios, principalmente para evitar que ele sobrestimasse o dinheiro.
O pequeno Alexandre foi enviado para uma escola religiosa, onde obteve boas notas sem, no entanto, se entusiasmar com os estudos. Ele ajustaria contas, aliás, com esta escola e os seus métodos de educação, no romance “Gift”.
Os passatempos de Kielland durante a infância eram o desenho e a flauta. A mãe morreu pouco antes dele completar 13 anos.
Aos 18 anos, ficou noivo de Beate Ramsland que tinha dezasseis. No fim dos seus estudos na escola religiosa, partiu com Beate para Kristiania (actual Oslo). Estudou Direito, não por interesse especial, mas por ser o curso com menos duração. Comprou uma fábrica de tijolos que geriu até 1881. Paralelamente, lia muito, livros de direito, mas também de outros géneros e de filosofia.
Em 1878, partiu para França, onde encontrou o escritor norueguês Bjørnstjerne Bjørnson. Mostrou-lhe o que já tinha escrito e este encorajou-o a publicar, indicando-lhe mesmo um editor. Pode datar-se de 1879, o início da sua carreira literária, com a publicação de uma recolha de novelas - “Noveletter”.
Nos anos 1881/83, habitou na Dinamarca, onde passava bastante tempo com o seu modelo Georg Brandes. No regresso a casa, ficou em contacto com ele por correspondência.
Entre os filósofos que o interessavam, contavam-se Charles Darwin, John Stuart Mill, Georg Brandes e Søren Kierkegaard. Quando tentou obter uma bolsa de poesia do Parlamento (1885), o pedido foi rejeitado porque «os seus escritos e os seus poemas representavam um perigo para a calma e ordem públicas».
Em 1889 e 1890, trabalhou para o jornal “Stavanger Avis”.  Dois anos mais tarde, foi presidente da Câmara de Stavanger e, em 1902, prefeito de Romsdal. Durante a ocupação destes cargos, escreveu pouco, também por razões de saúde. Faleceu com 57 anos.

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