sexta-feira, 20 de julho de 2018

20 DE JULHO - DOBRI DOBREV


EFEMÉRIDE - Dobri Dimitrov Dobrev, pedinte búlgaro, nasceu na aldeia de Bailovo em 20 de Julho de 1914. Morreu em Kremikovtsi no dia 13 de Fevereiro de 2018.
Era também conhecido como Vovô Dobri, Velho Dobri ou O Santo de Bailovo. Andava vários quilómetros por dia para se colocar, sentado ou em pé, em frente da Catedral de Alexandre Nevsky, em Sofia, para recolher dinheiro para causas beneficentes. Dobri vivia numa humilde acomodação, tendo apenas uma reforma mensal de 80 euros. Apesar disso, doava todo o dinheiro que recolhia a instituições de caridade, orfanatos, igrejas e mosteiros. Dobri era cristão ortodoxo. O seu nome em búlgaro significa bom ou gentil.
O pai morreu na Primeira Guerra Mundial e a mãe teve de criar os filhos sozinha. Dobrev não se lembrava dos anos da sua juventude nem da escola. Decidiu casar-se por volta de 1940, ano em que a Bulgária entrou na Segunda Guerra Mundial. Num dos ataques a Sofia, uma bomba explodiu perto dele e fê-lo perder quase totalmente à audição. Dobrev e a esposa tiveram quatro filhos, dos quais apenas dois sobreviveram.
Ao longo dos anos, afastou-se dos aspectos materiais da vida e dedicou-se inteiramente ao mundo espiritual. Em 2000, com 86 anos, decidiu doar todos os seus bens à igreja ortodoxa e passou a viver modestamente numa pequena extensão, na igreja paroquial da aldeia natal. A sua missão passou a ser a de arrecadar fundos para a restauração de igrejas e mosteiros em toda a Bulgária. Foi esta nova direcção na sua vida e o exemplo que ele dava com o seu ascetismo que levou muitos a chamá-lo de O Santo de Bailovo. Desapareceu aos 103 anos de idade.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

19 DE JULHO - FRANK McCOURT


EFEMÉRIDE - Francis “FrankMcCourt, professor e escritor norte-americano, morreu em Nova Iorque no dia 19 de Julho de 2009. Nascera em Brooklyn, em 19 de Agosto de 1930. Em 1997, ganhou o Prémio Pulitzer com o livro “As Cinzas de Ângela”.
Cresceu na cidade de Limerick, na Irlanda, para onde a família foi em 1934 por causa da Grande Depressão nos Estados Unidos. Passou uma infância à beira da miséria, vivendo com um pai alcoólatra, numa sociedade extremamente católica e conservadora. O pai acabou por deixar a família e ir trabalhar para Inglaterra, tinha ele doze anos. Francis deixou a escola aos treze e, para se alimentar a si, à mãe e aos 3 irmãos sobrevivos, alternava entre a delinquência e pequenos ofícios.  Teve de lutar contra a chuva e o frio, mas a falta de dinheiro era a sua maior preocupação.
Conseguiu, apesar de tudo, amealhar algum dinheiro e voltou aos Estados Unidos quando tinha 19 anos. Estudava à noite e, para sobreviver, desempenhava várias tarefas durante o dia. Fez a Guerra da Coreia e, quando regressou, conseguiu ingressar na universidade. Obteve um diploma na Universidade de Brooklyn, em 1958. Tornou-se professor de inglês nos liceus McKee e Stuyvesant, em Nova Iorque.
Recebeu o National Book Critics Award e, depois, o Prémio Pulitzer pelo seu livro de memórias “As Cinzas de Ângela”, que foi adaptado ao cinema.
O seu irmão Malachy tornou-se animador de radio e, também, escritor autobiográfico. Juntos, criaram a peça de teatro “A Couple of Blaguards”, onde os dois personagens detalham as suas experiências de vida.
Em 2002, recebeu um diploma de honra da Universidade de Western Ontario. Frank McCourt era membro do National Arts Club. Passou o fim da sua vida entre Nova Iorque e o Connecticut, morrendo aos 79 anos, vítima de um melanoma.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

18 DE JULHO - REBECCA SCHAEFFER


EFEMÉRIDE - Rebecca Lucile Schaeffer, modelo e actriz norte-americana, morreu em Los Angeles no dia 18 de Julho de 1989. Nascera em Eugene, Oregon, em 6 de Novembro de 1967.
Após uma carreira de modelo infantil, instalou-se em Nova Iorque, onde se estreou em 1984, como actriz da telenovela “One Life to Live” (transmitida pela ABC, de Julho de 1968 até Janeiro de 2012). Em 1986, actuou no seriado “My Sister Sam”, assim como em “Radio Days” (de Woody Allen, lançado em 1987). Em 1988, trabalhou nas filmagens da comédia “Scenes from the Class Struggle in Beverly Hills” (o filme foi lançado em 1989, poucas semanas antes da sua morte).
Rebecca foi também porta-voz de uma associação de beneficência a favor de crianças necessitadas. Teve pequenas actuações em “The End of Innocence” e “Voyage of Terror: The Achille Lauro Affair” (filmes que estrearam em 1990, quase um ano após o seu falecimento), e em “Out of Time”, um telefilme.
Em Julho de 1989, Rebecca foi assassinada a tiro, na portaria do edifício em que morava, pelo fã obcecado Robert John Bardo, que a perseguia desde 1986. Em meados da década de 1990, o Estado da Califórnia aprovou algumas leis, baseando-se neste crime, como a que impede - agora - que o Departamento de Transito do Estado forneça o endereço de donos de automóveis para qualquer cidadão, pois foi deste modo que Robert Bardo soube da morada da actriz.
Schaeffer estava noiva do realizador Brad Silberling, que se basearia nesta tragédia para fazer a longa-metragem “Moonlight Mile”. 

terça-feira, 17 de julho de 2018

17 DE JULHO - BRUNO JASIEŃSKI


EFEMÉRIDE - Bruno Jasieński, de seu verdadeiro nome Wiktor Bruno Zysman, escritor polaco, nasceu em Klimontów no dia 17 de Julho de 1901. Morreu em Moscovo, em 17 de Setembro de 1938. Esteve ligado ao Movimento revolucionário do proletariado e foi um dos dinamizadores do Futurismo no seu país.
Diplomou-se na Universidade Jagellon, em 1922. Obras de sua autoria começaram a ser publicadas em 1918. As suas opiniões políticas foram formadas sob influência da Insurreição de Cracóvia. A sua obra principal, neste período, foi o poema “Slowo о Jakubie Szeli” consagrado à revolta dos camponeses polacos em 1846/48.
Emigrou para França em 1925 e aderiu ao Partido Comunista Francês, sendo expulso pelas autoridades locais em 1929, devido ao seu activismo político. Acolhido pela URSS, aderiu ao PCUS, sendo convidado para a redacção do jornal “Internatsionalnaïa Literatura”.
Duas viagens ao Tajiquistão, em 1932, inspiraram-no para escrever o seu romance mais célebre, “O Homem muda de pele”, que conta a história da construção de um canal no rio Vakhsh.
Em 1934, tornou-se membro da União dos Escritores Soviéticos. Encontramos o seu nome entre os autores da obra colectiva “O Canal Estaline”. No ano seguinte, a convite dos operários da fábrica Ouralmach, visitou Sverdlovsk. Preparou depois a redacção do romance “Complot de indiferentes”, baseado nos elementos colectados durante esta viagem. Este projecto não veria a luz do dia.
No Verão de 1937, foi demitido de todas as suas funções e expulso da União dos Escritores, acusado de actividades contra-revolucionárias. Detido em Agosto de 1937, foi julgado e condenado - em Setembro de 1938 - «por pertencer a uma organização terrorista». Fuzilado de imediato, seria reabilitado em 1955.
O seu romance O Homem muda de pele” foi adaptado depois ao cinema e televisão, sendo os filmes exibidos na União Soviética, respectivamente em 1959 e 1979.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

FUSETA (quadras)


FUSETA, MEU PARAÍSO




Fuseta, meu paraíso,
Uma terra a visitar.
Eu rasgo um largo sorriso,
Ao pensar em lá voltar.    (a) 


Fui à Fuseta em criança,
Nunca te irei olvidar.
Não perdi a esperança
De ao Paraíso voltar. 


Gabriel de Sousa


(a) - Menção Honrosa nos 48ºs Jogos Florais Internacionais de Nossa Senhora do Carmo – 2018

16 DE JULHO - JOHN F. KENNEDY, JR.


EFEMÉRIDE - John Fitzgerald Kennedy, Jr., conhecido também como John-John, advogado, jornalista e editor norte-americano, morreu ao largo da ilha de Martha's Vineyard em 16 de Julho de 1999. Nascera em Washington no dia 25 de Novembro de 1960. Era filho do ex-presidente dos Estados Unidos, JFK, e de Jacqueline Kennedy.
John nasceu 17 dias depois do pai ser eleito presidente dos EUA, vivendo os primeiros anos da sua vida na Casa Branca. O pai, John F. Kennedy, foi assassinado em 22 de Novembro de 1963, três dias antes do seu 3° aniversário. O processo do funeral ocorreu no dia do aniversário de John-John.
Nasceu no Georgetown University Hospital. São célebres algumas das suas fotos de infância, como aquela em que brinca debaixo da secretária do pai na Sala Oval ou uma outra em que faz continência em frente do caixão de seu pai.
Depois da morte do progenitor, ficou a viver com a mãe e irmãos em Nova Iorque. Estudou na Brown University, onde obteve o bacharelato de Artes em História (1983). Simultaneamente, tentou ser actor contra a vontade da mãe. Depois, mais ou menos contrariado, estudou Direito. Obteve o doutoramento em 1989, na New York University Law School, entrando para a Barra de Justiça de Nova Iorque no ano seguinte.  Seguidamente, foi nomeado assistente do procurador de Nova Iorque. Participou num programa de reabilitação para prisioneiros exemplares.
Depois da morte da mãe em 1994, vítima de um cancro fulminante, sentiu-se mais à vontade nas suas escolhas sentimentais e profissionais.  Continuou a viver em Nova Iorque e, em 1995, fundou a revista “George”. Em Setembro de 1996, casou-se com a modelo Carolyn Bessette.
Três anos depois, ele, a esposa Carolyn e a cunhada Lauren morreram num acidente de aviação. Era Kennedy quem pilotava o monomotor. Os três dirigiam-se para o casamento de uma prima. À cerimónia fúnebre assistiu o presidente Bill Clinton.

domingo, 15 de julho de 2018

15 DE JULHO - MARKY RAMONE


EFEMÉRIDE - Marky Ramone, de seu verdadeiro nome Marc Bell, músico norte-americano, nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, no dia 15 de Julho de 1956. Tornou-se conhecido por ser o baterista da banda de punk rock The Ramones, substituindo Tommy Ramone, que saiu da banda em 1978.
Antes dos Ramones, tocou em bandas como Dust, Estus e The Voidoids. Marky actuou nos Ramones de 1978 até 1983, ano em que foi substituído por Richie Ramone. Em Setembro de 1987, voltou à banda permanecendo nela até ao final, em 1996.
Em 1992, Marky Ramone, Joey Ramone, Daniel Rey e Andy Shernoff juntaram-se e fizeram uma série de shows em Nova Iorque, começando pelo Rock for Choice, com a pré-banda Joey Ramone & The Resistance, numa campanha a favor do aborto.
De 1996 a 2000, Marky participou em Marky Ramone & The Intruders, gravando dois discos.
Em Setembro de 2004, lançou um DVD intitulado “Ramones RAW”, contendo vídeos caseiros da convivência dos Ramones no final dos anos 1980 e começo dos anos 1990. O DVD possui também alguns clipes e cenas de shows.
Em 2006, gravou o disco “Marky Ramone & Tequila Baby ao vivo”, com a banda de punk rock brasileira Tequila Baby.
Em 2012, Marky Ramone apresentou-se em São Paulo, na arena do Two Wheels Brazil. Também participou no programa “Agora é Tarde”.  
Em Setembro de 2013, durante quase uma hora, foi a atracção principal do Palco Sunset do Rock in Rio, no Brasil. Escorado pelo vocalista Michale Graves, ex-Misfits, Ramone encontrou uma tarde de sol e um público entusiasta para assistir ao seu show. Tudo correu de um modo muito parecido com o que poderia ser um concerto dos The Ramones, se os seus antigos colegas da banda ainda fossem vivos.

sábado, 14 de julho de 2018

14 DE JULHO - JAMES BLACK


EFEMÉRIDE - James Whyte Black, médico e farmacêutico britânico, nasceu em Uddingston no dia 14 de Julho de 1924. Morreu em Londres, em 22 de Março de 2010.
Foi agraciado com o Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1988. É considerado o criado dos betabloqueadores, importantes fármacos usados no tratamento de doenças cardiovasculares e noutras áreas da medicina. Sintetizou a cimetidina e o propranolol.
Black fez os seus estudos na Universidade de Saint Andrews, onde estudou Medicina, no Departamento de Fisiologia. Depois, foi mestre de conferências na Universidade de Malaya, na Malásia. No seu regresso à Escócia, em 1950, foi colocado na Universidade de Glasgow, onde criou o Departamento de Fisiologia.
Trabalhou na Imperial Chemical Industries (1958/1964), na GlaxoSmithKline (1964/1973) e na Wellcome Trust (1978/1984). Foi nomeado professor de Farmacologia na University College de Londres (1973/1978) e no King's College em Londres (1984/1992).
Contribuiu para a Cardiologia, como médico e cientista. A sua invenção do propranolol revolucionou a gestão médica da angina de peito.
Foi chanceler da Universidade de Dundee, entre 1992 e 2006. Em 2000, foi nomeado para a Ordem do Mérito pela rainha Isabel II.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

13 DE JULHO - ALEKSEI YELISEYEV


EFEMÉRIDE - Aleksei Stanislavovich Yeliseyev, cosmonauta soviético, nasceu em   Zhizdra no dia 13 de Julho de 1934. Voou em três missões do programa Soyuz como engenheiro de voo: Soyuz 5, Soyuz 8, e Soyuz 10.
Licenciado pela Bauman Higher Technical School em Moscovo, Yeliseyev trabalhou como engenheiro no departamento de design de Sergei Korolev, antes de ser seleccionado para o treino de cosmonauta.
Foi ao espaço pela primeira vez em Janeiro de 1969, a bordo da Soyuz 5, uma missão conjunta com a Soyuz 4, o primeiro acoplamento de duas naves russas no espaço, em que Yeliseyev e outro tripulante foram transferidos de naves em órbita, regressando à Terra na Soyuz 4.
Em Outubro de 1969, voltou ao espaço, desta vez para a tentativa de um primeiro acoplamento triplo com as missões Soyuz 6 e 7 em órbita, que não se concretizou por problemas na Soyuz 7. Foi a primeira e única vez, em que três naves espaciais do mesmo país estiveram simultaneamente em órbita.
A sua última missão espacial, em Abril de 1971, foi uma missão cheia de problemas. A Soyuz 10 tentou pela primeira vez uma acoplagem entre uma nave e uma estação espacial, a Salyut 1, colocada em órbita em Abril daquele mesmo ano, sendo malsucedida, por problemas na escotilha da estação. Durante a reentrada na atmosfera terrestre, o cosmonauta Nikolai Rukavishnikov, integrante da tripulação, desmaiou na cápsula devido ao vazamento de gases tóxicos no seu interior, mas felizmente a tripulação conseguiu aterrar sem danos fatais.
Após a sua retirada do programa espacial em 1985, assumiu uma posição administrativa na Escola Bauman durante vários anos, antes de se aposentar completamente.
Aleksei Yeliseyev foi condecorado como Herói da União Soviética em duas ocasiões (Janeiro e Outubro de 1969). Também recebeu por duas vezes a Ordem de Lenine. Eram as duas maiores condecorações da antiga União Soviética.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

12 DE JULHO - JORDAN ROMERO


EFEMÉRIDE - Jordan Romero, alpinista norte-americano, nasceu em Redlands, Califórnia, no dia 12 de Julho de 1996.
Em 22 de Maio de 2010, com treze anos, tornou-se o mais jovem alpinista a escalar o Monte Everest, o mais alto cume do mundo (8 848 metros). Nesta ascensão, estava acompanhado do pai e da madrasta, também alpinistas, e de três sherpas. Aos 9 anos, ele já tinha escalado igualmente o Kilimanjaro, na Tanzânia, e o Aconcágua, na Argentina.
O seu sonho, desde a 3ª classe primária, era subir as mais altas montanhas de cada continente. Passava todos os dias, na escola, em frente de uma pintura que representava os sete maiores cumes mundiais.
O recorde precedente pertencia a um jovem nepalês (Ming Kipa) que fizera a subida do Everest aos 15 anos (2003).
Em 24 de Dezembro de 2011, com 15 anos, Jordan Romero tornou-se a pessoa mais jovem a ter subido os mais altos cumes dos sete continentes.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

11 DE JULHO - ARTURO GATTI-


EFEMÉRIDE - Arturo Gatti, pugilista italo-canadiano, morreu em Ipojuca, Brasil, no dia 11 de Julho de 2009. Nascera em Cassino, na Itália, em 15 de Abril de 1972.
Cresceu num bairro operário de Montreal. As suas aptidões para o boxe revelaram-se quando havia escaramuças com outros jovens. Começou a treinar num ginásio, aos 8 anos de idade.
Foi campeão canadiano em Juvenis (1988) e em Juniores (1990).  Finalmente, foi na sua cidade de adopção, New Jersey, nos arredores de Nova Iorque, que Arturo viria a mostrar as suas grandes qualidades atléticas.
Iniciou a sua carreira profissional em 1991. Recebeu o Cinturão Mundial de Superplumas (1995/1998), ao vencer o norte-americano Tracy Harris Patterson. Entre 2004 e 2005, foi detentor do título de Campeão Mundial de Superleves, depois de bater por KO o italiano Gianluca Branco.
A sua esposa, Amanda Rodrigues, encontrou-o morto, num apartamento que tinham alugado em Porto de Galinhas, no Brasil, onde estavam a passar uma “segunda lua-de-mel”. Amanda foi detida no dia seguinte, acusada de crime, sendo libertada 18 dias mais tarde, depois dos investigadores terem concluído que se tratara de suicídio, tese confirmada pelas autoridades americanas e canadianas, chamadas para o efeito.
Artur Gatti é membro do International Boxing Hall of Fame desde 2013. Quatro dos combates que disputou durante a sua carreira foram considerados Combates do Ano pela revista “Ring Magazine” (1997, 1998, 2002 e 2003).

terça-feira, 10 de julho de 2018

10 DE JULHO - MATS MAGNUSSON


EFEMÉRIDE - Mats Ture Magnusson, ex-futebolista sueco, nasceu em Helsingborg no dia 10 de Julho de 1963.
Durante a sua carreira, iniciada em 1981, jogou pelo Malmö FF, A. Servette FC, SL e Benfica e Helsingborgs IF, clube onde terminou a sua actividade em 1994.
Disputou o Campeonato do Mundo de 1990, em Itália, onde viu a sua equipa ultrapassar a primeira fase da prova. Sofreu uma lesão que o afastou dos estádios durante um ano. Foi internacional sueco 30 vezes, tendo marcado 12 golos.
Pelo Benfica, foi Campeão de Portugal em 1988/89 e 1990/91, sendo finalista da Liga dos Campeões Europeus em 1988 e 1990. Foi ainda finalista da Supertaça em 1987, 1989 e 1991, conquistando a de 1989. Foi finalista da Taça de Portugal de 1988/89. Recebeu a Bola de Prata de 1989/90 (33 golos em 32 jogos). Durante a sua passagem pelo Benfica, marcou 86 golos em 164 encontros.
Pelo Malmö, foi Campeão da Suécia em 1985, 1986 e 1987, e venceu as Taças da Suécia de 1984 e 1986.
Enquanto jogou em Lisboa, partilhou a representação do Benfica com vários compatriotas seus: Jonas Thern (1989/92), Stefan Schwarz (1990/94) e o treinador Sven-Göran Eriksson (1989/92).
Dezasseis anos após se ter retirado, foi convidado pelo Benfica para um jogo de beneficência para recolher fundos   para as vítimas de um tremor de terra no Haiti (2010). A equipa de Magnusson era o Benfica All Stars, composta por jogadores actuais e antigos. A outra equipa era a Zidane XI, composta por jogadores e personalidades seleccionadas por Zinédine Zidane. Magnusson que, entretanto, ganhou muitos quilos, só jogou 7 minutos no final do jogo, sendo muito aclamado ao entrar em campo. Fez rir o público ao atirar-se sozinho para o solo, para reclamar um penalti…

segunda-feira, 9 de julho de 2018

9 DE JULHO - MATTHEW GREGORY LEWIS


EFEMÉRIDE - Matthew Gregory Lewis, romancista e dramaturgo inglês, nasceu em Londres no dia 9 de Julho de 1775. Morreu no Oceano Atlântico em 16 de Maio de 1818. É muitas vezes referido como “Monk Lewis”, por causa do sucesso do seu romance gótico de 1796, “O Monge”.
Matthew iniciou a sua educação numa escola onde aprendeu Latim, Grego, Francês, Escrita, Aritmética, Desenho, Dança e Esgrima. Durante todo o dia, na escola, os alunos só eram autorizados a conversar em francês. Como muitos dos seus colegas de classe, Lewis usou depois o Seminário Maryleborne como um trampolim para a Escola de Westminster. Estudou na Christ Church, em Oxford, com a idade de quinze anos. Formou-se com o diploma de bacharel em 1794. Em 1797, obteve o grau de mestre.
Destinado a uma carreira diplomática como o seu pai, Matthew passava a maior parte das suas férias escolares no exterior, para se preparar para o futuro e para estudar línguas modernas. Estas viagens levaram-no à Escócia, França e Alemanha. Durante as idas ao estrangeiro, Lewis gostava de passar o tempo em sociedade, um traço de personalidade que manteve durante toda a vida. Foi nessa época que começou a traduzir algumas obras e a escrever as suas próprias peças de teatro.
Em 1791, escreveu uma farsa, “The Epistolary Intrigue”. Durante este tempo, completou também um romance em dois volumes. No entanto, este romance só chegou aos nossos dias em fragmentos, na obra publicada postumamente “The Life and Correspondence of M. G. Lewis”. Em Março de 1792, traduziu a ópera francesa “Félix”.
Tentou escrever mais romances, mas as suas preferências iam para o teatro.  Fez a peça “The East Indian”, que só sete anos depois foi apresentada em palco.  Na Alemanha, traduziu “Oberon de Wieland”, uma difícil obra de poesia.
Enquanto perseguia as suas ambições literárias, principalmente para ganhar dinheiro para sua mãe, as influências do pai garantiram-lhe o cargo de adido na embaixada britânica em Haia, durante seis meses. Foi aqui que produziu, em dez semanas, o romance “Ambrosio, or the Monk”, que foi publicado no Verão do ano seguinte, trazendo-lhe muita fama. No entanto, algumas passagens da obra eram de tal natureza que, cerca de um ano após o seu aparecimento, a venda foi proibida. Numa segunda edição, Lewis removeu o que ele assumiu que eram as passagens censuráveis.
Com a morte do pai, herdou uma grande fortuna e, em 1815, partiu para as Índias Ocidentais a fim de visitar os domínios que tinha herdado. Durante a viagem, que durou 4 meses, escreveu “The Journal of a West Indian Proprietor”, que só seria publicado em 1833. Fez uma outra viagem à Jamaica (1817), onde pretendia familiarizar-se com a condição dos escravos e encontrar modo de a melhorar. Esgotado, em pleno clima tropical, contraiu a febre amarela que o conduziria à morte, em pleno mar, na viagem de regresso.
The Life and Correspondence of M. G. Lewis, em dois volumes, foi publicado postumamente em 1839. “The Effusions of Sensibility, o seu primeiro romance, nunca foi concluído.

domingo, 8 de julho de 2018

8 DE JULHO - RICHARD ALDINGTON


EFEMÉRIDE - Richard Aldington, de seu verdadeiro nome Edward Godfree Aldington, escritor britânico, nasceu em Portsmouth no dia 8 de Julho de 1892. Morreu em Sury-en-Vaux (França), em 27 de Julho de 1962.
Como poeta, pertenceu ao grupo dos imagistas. A maior parte dos seus romances, como por exemplo “Death of a Hero” (1929), tem origem nas experiências que viveu durante a Primeira Guerra Mundial.
Filho de um solicitador, frequentou durante um ano a Universidade de Londres. Em 1911, encontrou a jovem poetiza Hilda Doolittle (H.D.), com quem se casou dois anos depois. Ela era amiga, desde a sua juventude, dos poetas William Carlos Williams e Ezra Pound. Os três participavam em sessões poéticas, que se realizavam no restaurante La Toure Eiffel em Londres. Foi aqui que Richard a viu pela primeira vez.
Em Fevereiro de 1914, foi publicada em Nova Iorque a antologia poética vanguardista “Os imagistas” organizada por Ezra Pound e na qual uma terça parte dos poemas eram assinados por Richard Aldington. Os textos de Aldington eram versos livres (sem rimas).
Colaborou na revista “The Egoist” (1914/1919), da qual veio a ser secretário da redacção. Aqui, também, foram publicados numerosos textos modernistas e a influência de Ezra Pound era preponderante.
Em 1916, Aldington foi para a frente de batalha, onde foi ferido no ano seguinte. Nunca se restabeleceu totalmente dos ferimentos. Em 1919, H. D. deixou-o, mas só se viriam a divorciar em 1938, tendo ficado sempre bons amigos.
Em 1928, instalou-se em Paris. A sua vida sentimental era complicada. Vivia das traduções que fazia. Apesar de tudo, conseguiu publicar a sua obra-prima, o romance “Death of a Hero”. Publicou depois romances mais ligeiros.
Em 1942, emigrou para Estados Unidos e lançou-se em trabalhos biográficos, alguns causando celeuma pelas revelações que fazia. Voltou a viver em França, onde faleceu, algumas semanas depois de ter sido homenageado em Moscovo na qualidade de «escritor brilhante». Os seus livros, traduzidos em russo, eram bem aceites na União Soviética. A ironia da história era que Aldington, no fim da sua vida, tinha passado a expressar opiniões conservadoras e anticomunistas.  Desapareceu aos 70 anos. Escreveu quase uma centena de livros.

sábado, 7 de julho de 2018

7 DE JULHO - ARTUR DE AZEVEDO


EFEMÉRIDE - Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo, jornalista, dramaturgo, poeta e contista brasileiro, nasceu em São Luís (Maranhão) no dia 7 de Julho de 1855. Morreu no Rio de Janeiro em 22 de Outubro de 1908.
Ao lado do seu irmão, o escritor Aluísio Azevedo, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras à qual pertenceu desde 1897 até à sua morte. Tendo escrito milhares de artigos sobre eventos artísticos e encenado mais de cem peças no Brasil e em Portugal, Azevedo foi um dos maiores defensores da criação do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, cuja inauguração ocorreu meses depois da sua morte. As suas peças mais conhecidas são “A jóia”, “A Capital Federal”, “A almanjarra” e “O Mambembe”, entre outras.
Artur Azevedo era filho de David Gonçalves de Azevedo, vice-cônsul de Portugal em São Luís e de Emile Amália Pinto de Magalhães. Aos oito anos, Azevedo já dava indícios de inclinação para as actividades teatrais, adaptando de forma amadora textos de Joaquim Manuel de Macedo e, posteriormente, criando peças próprias, que representava. Aos 15 anos, escreveu a obra teatral “Amor por Anexins”, que alcançou êxito regional e nacional.
Devido a discordâncias com a administração provincial, Artur de Azevedo apresentou-se a um concurso aberto para vagas de amanuense da Fazenda. Sendo classificado, transferiu-se para a capital federal, à época o Rio de Janeiro. Lá ficou, empregado no Ministério da Agricultura e no Colégio Pinheiro, onde leccionava português. Foi nesse período que iniciou a sua carreira jornalística, fundando diversos periódicos literários, como “A Gazetinha”, “Vida Moderna” e “O Álbum”. Juntamente com Machado de Assis, colaborou em “A Estação” e, com Alcindo Guanabara, Moreira Sampaio, Olavo Bilac e Coelho Neto, no jornal “Novidades”.
Defendeu a abolição da escravatura tanto em artigos de jornal como em obras dramáticas, como “O Liberato” e “A família Salazar”, sendo que esta última, escrita com Urbano Duarte, foi publicada sob o título de “O escravocrata”.
Foi por insistência de Artur de Azevedo, principalmente através dos seus artigos na imprensa, que - em 1895 - foi aprovada a lei que previa a construção de um teatro municipal no Rio de Janeiro. Ele tinha a convicção de que somente a construção desse teatro poria fim à má fase em que se encontravam as artes cénicas na segunda metade do século XIX. A criação da lei traria resultado somente em 1904, quando foi aberto concurso para a construção do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Artur de Azevedo, que sustentou a campanha vitoriosa para construção do Teatro, não assistiria à sua inauguração em 14 de Julho de 1909, pois faleceu nove meses antes.

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