domingo, 17 de fevereiro de 2019

17 DE FEVREIRO - BARZAN IBRAHIM al-TIKRITI


EFEMÉRIDE -. Barzan Ibrahim al-Tikriti, de seu verdadeiro apelido Al-Hassan, director do Mukhabarat, os serviços secretos iraquiano, nasceu em Tikrit no dia 17 de Fevereiro de 1951. Morreu em Bagdad, em 15 de Janeiro de 2007. Era meio-irmão de Saddam Hussein e tinha sido embaixador do Iraque na ONU.
Até 1995, geriu a fortuna pessoal de Saddam. Esta tarefa era levada a cabo por uma rede de corretores estrangeiros, dado que Saddam decidira que não se podia confiar esta tarefa a ninguém no Iraque.
Os oficiais do exército norte-americano descreveram-no como membro da «Dúzia Suja de Saddam», sendo responsável por torturas e assassinatos no Iraque. Foi capturado pelas forças americanas em Abril de 2003. Era o “Cinco de Paus” no baralho iraquiano dos mais procurados, pelo que, em Novembro de 2006, foi condenado à forca por um tribunal especial, tal como Saddam Hussein e Awad Hamed al-Bandar, acusados de um massacre de cerca de 200 xiitas ocorrido em 1982.
Foi executado aos 55 anos de idade. A execução realizou-se no dia 15 de Janeiro de 2007 e, durante esta, foi decapitado pela corda que ia enforcá-lo, tendo-se separado a cabeça do corpo e caído a alguns metros deste. Ele tinha um cancro na coluna vertebral e um movimento mais brusco da cabeça teria sido suficiente para lhe fracturar a nuca. Segundo os médicos, de qualquer modo, ele não teria tido mais de seis meses de vida.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

16 DE FEVEREIRO - IAIN MENZIES BANKS


EFEMÉRIDE - Iain Menzies Banks, escritor escocês, nasceu em Dunfermline no dia 16 de Fevereiro de 1954. Morreu em Kirkcaldy, em 9 de Junho de 2013. Assinava os seus romances como Iain Banks e os livros de ficção científica como Iain M. Banks.
O pai era oficial do Estado-Maior da Armada Britânica e a mãe foi patinadora profissional sobre gelo. Banks estudou Inglês, Filosofia e Psicologia na Universidade de Stirling.  Desde a infância que gostava de escrever.
O seu primeiro romance, “The Wasp Factory”, foi publicado em 1984. Em 1997, uma sondagem organizada pela livraria britânica Waterstones e pelo Canal 4 de televisão, junto de 25 000 pessoas, designou esta obra como um dos 100 melhores livros do século XX.
Em 2004, foi uma das personalidades mais activas num grupo que fez campanha para a demissão de Tony Blair, depois da invasão do Iraque. Em sinal de protesto, Banks cortou em dois o seu passaporte antes de o enviar pelo correio para o 10 Downing Street. Na obra “Raw Spirit”, ele relata as suas preocupações sobre a referida invasão.
Várias das suas obras foram adaptadas à rádio, ao cinema e à televisão. Em 2009, tornou-se membro da Royal Society of Literature.
Em Abril de 2013, anunciou - no seu website - que tinha um cancro na vesícula biliar e que seria improvável que vivesse mais de um ano. Acabaria por falecer dois meses depois.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

15 DE FEVEREIRO - WALDEMAR HENRIQUE


EFEMÉRIDE - Waldemar Henrique da Costa Pereira, pianista, compositor e maestro brasileiro, nasceu em Belém do Pará no dia 15 de Fevereiro de 1905. Morreu na mesma cidade, em 29 de Março de 1995. E um artista símbolo do Pará, tendo na cidade de Belém uma Praça e um Teatro com o seu nome.
Waldemar Henrique era filho de um descendente de portugueses. Tendo perdido a mãe quanto tinha apenas um ano de idade, foi criado por uma tia. Veio depois com o pai para Portugal, regressando ao Brasil em 1918. A partir de então, viajou pelo interior da Amazónia, tendo contactado com os elementos da cultura e do folclore amazónicos, que seriam mais tarde característicos da sua obra musical.
A sua infância foi vivida na cidade do Porto, em Portugal, país que lhe inspirou posteriormente a composição de três canções. Waldemar Henrique possuía sérios problemas de vista, que foram descobertos aos seis anos de idade, enquanto estudava numa escola em Portugal. Antes disso, achavam que ele era uma criança lenta e desajeitada, que deixava os copos cair e que esbarrava nas cadeiras. Levaram-no a um oftalmologista, por recomendação da professora, e foi prescrito que começasse a usar óculos, mas partia-os com frequência durante as suas brincadeiras. Por isso, proibiram-no de brincar, o que fez dele um menino extremamente observador e pensador.
A sua primeira música de sucesso foi “Minha Terra”, composta em 1923. Em 1929, estudou no Conservatório Carlos Gomes. A família era contra e o pai insistiu para que ele se desviasse da sua vocação, empregando-o mesmo num banco.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1933, onde estudou piano, composição, orquestração e regência. As suas obras têm principalmente como tema o folclore amazónico, indígena, nordestino e afro-brasileiro.
Ele admirava o seu próprio trabalho e vivia perseguindo a elaboração de uma obra-prima. Talvez ele tenha feito não uma, mas várias, já que escreveu mais de cento e cinquenta canções, além de peças para piano solo, coro e orquestra, e música para novelas, teatro e cinema.
Foi o autor da primeira versão musical (1958) de “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, poema dramático premiado pelo “Jornal do Comércio”.
Rádios, teatros e casinos do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte foram os locais onde W. Henrique mais actuou. Fez também tournées por várias outras cidades do Brasil e no estrangeiro, como Argentina, Uruguai, França, Espanha e Portugal.
Durante mais de dez anos, dirigiu o Theatro da Paz em Belém do Pará, cidade onde, em Setembro de 1979, foi inaugurado um teatro para 220 pessoas, baptizado com o seu nome.
Tendo sofrido de problemas de visão durante toda a vida (glaucoma e catartas), e tendo-lhe sido diagnosticado um cancro, acabou por falecer «sem sofrimento» aos 90 anos de idade, segundo informação do seu secretário particular.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

14 DE FEVEREIRO - SIMPLÍCIO


EFEMÉRIDE - Simplício, de seu nome Francisco Flaviano de Almeida, humorista brasileiro, morreu em Itu no dia 14 de Fevereiro de 2004.   Nascera na mesma cidade em 5 de Outubro de 1916. Foi o responsável pela fama de Itu ser a cidade onde tudo é grande.
O seu interesse pela carreira artística surgiu quando assistiu ao espectáculo de um circo. Impressionou-se ao ponto de deixar a sua cidade e partir juntamente com os artistas do circo, tornando-se um deles. Com a companhia de circo, percorreu o interior do estado de São Paulo e grande parte do país, acabando por conhecer o actor Manuel de Nóbrega, que o convidou para trabalhar.
Já a morar em São Paulo, passou a actuar em programas humorísticos nas rádios Cultura (com o programa “O Clube dos Mentirosos”) e Piratininga (com o programa “Torre de Babel”). Fez parte do primeiro programa de humor da televisão brasileira, “A Praça da Alegria”, transmitido pela TV Tupi, a convite de Manuel de Nóbrega.
Simplício ainda passou pela Rede Record, Rede Bandeirantes, Rede Globo e SBT. Foi na Rede Globo, em 1967, que começou a fazer o personagem que divulgava Itu como «a cidade onde tudo é grande». O que começou como piada, acabou por ser a “marca” da cidade, tornando Simplício muito querido entre os seus conterrâneos.  O seu último trabalho na televisão foi no programa “A Praça É Nossa” do SBT.
Antes da carreira artística, Simplício trabalhou como vendedor num armazém e também numa fábrica de tecidos, além de ter sido pipoqueiro, engraxador, jornaleiro e vendedor de guloseimas nos comboios. Ele gostava também de música e tocava bateria. Chegou a ser secretário municipal da Cultura e Turismo em Itu.
Simplício casou-se em 1959, tendo tido dois filhos e vários netos. Numa das suas últimas entrevistas, Simplício contou que passara a ser chamado por esta alcunha na sua estreia no circo, na cidade de Amparo, quando alguém o lembrou que ele precisava de um nome artístico. «Eu sempre fui um cara muito simples, quase simplório, aí começaram a chamar-me Simplício» - confessou ele.
Simplício morreu aos 87 anos, num hospital em Itu, vitimado por uma hemorragia interna, decorrente da falência múltipla de órgãos. O então prefeito de Itu, Lázaro Piunti, decretou luto oficial por três dias. O comércio central trabalhou com as portas entreabertas, em sinal de luto.
Em 2001, o jornalista Salathiel de Souza iniciou pesquisas com o objectivo de escrever a primeira biografia oficial do humorista. Em 2003, o resultado foi apresentado como “Trabalho de Conclusão do Curso de Comunicação Social na Faculdade Prudente de Moraes de Itu». Resultou daqui o livro “Simplício: Um Contador de Histórias – Vida e Obra de Francisco Flaviano de Almeida”, lançado em 2016, na Academia Ituana de Letras, na comemoração do centenário do seu nascimento.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

13 DE FEVEREIRO - MICHELE GRECO


EFEMÉRIDE - Michele Greco, membro da famosa máfia Italiana, responsável por inúmeros homicídios, morreu em Roma no dia 13 de Fevereiro de 2008. Nascera em Ciaculli, Sicília, em 12 de Maio de 1924.
Ingressou na Cosa Nostra em 1963. A alcunha de “il Papa” (“o Papa”) foi-lhe atribuída em virtude da sua capacidade para mediar disputas entre famílias mafiosas e por estar a ler a Bíblia a toda a hora. Greco foi também líder da Comissão da máfia italiana.
Condenado, em 1987, a prisão perpétua, por vários homicídios, cumpria a pena em Rebibbia, quando foi solto em Março de 1991 após acalorada decisão do Tribunal Supremo. No mesmo ano, no entanto, foi detido novamente, por ordem do conhecido juiz Giovanni Falcone.
Morreu em 2008, após internamento em estado grave, num hospital de Roma.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

12 DE FEVEREIRO - STEVE HACKETT


EFEMÉRIDE - Stephen “Steve” Richard Hackett, compositor e guitarrista britânico, nasceu em Londres no dia 12 de Fevereiro de 1950. Ganhou fama como um dos integrantes da banda de rock progressivo Genesis, da qual se tornou membro em 1970. Hackett gravou com eles oito álbuns, deixando a banda em 1977 para iniciar uma carreira a solo.
Em 1986, co-fundou o supergrupo GTR, juntamente com outros músicos de rock progressivo: Steve Howe (do Yes e Asia), Jonathan Mover (ex-Marillion), Phil Spalding (ex-Original Mirrors) e o cantor Max Bacon. Lançaram um álbum no mesmo ano, que atingiu a 11ª posição da Billboard 200, nos Estados Unidos. Com a sua saída da banda em 1987, o grupo acabou, terminando as suas actividades.
Hackett reassumiu a sua carreira a solo, editando álbuns e fazendo tournées.
Também teve uma participação especial no primeiro álbum de Ritchie, “Voo de Coração” em 1983, gravando o solo da música de título (composta por Ritchie). Foi co-autor da música “A Mulher Invisível”, do 2º LP deste seu conterrâneo radicado no Brasil e ainda tocou guitarra na faixa “Meantime” (um poema de Fernando Pessoa musicado por Ritchie) no 4º LP do artista (“Loucura e Mágica”).
Em 2012, associou-se a Chris Squire, para gravar o álbum “A Life Within A Day”. O seu último álbum gravado em estúdio foi “The Night sirenv”, com onze canções, lançado em 2017. O álbum seguinte estava previsto para o fim de Janeiro de 2019, com o título “The Edge Of Light”.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

11 DE FEVEREIRO - MÁRIO PRATA


EFEMÉRIDE - Mário Alberto Campos de Morais Prata, escritor brasileiro, nasceu em Uberaba no dia 11 de Fevereiro de 1946.
Conquistou reconhecimento como romancista, autor de telenovelas e de peças de teatro, sendo os seus maiores sucessos a novela “Estúpido Cupido” (1976), as peças de teatro “Fábrica de Chocolate” (1979) e “Besame Mucho” (1982) e os livros “Schifaizfavoire - Dicionário de Português” (1994), “Diário de um Magro” (1997), “Minhas Mulheres e Meus Homens” (1998) e “Purgatório” (2007).
Mário Prata foi criado na cidade paulista de Lins desde pequeno. Com catorze anos de idade, já escrevia «numa velha Remington, no laboratório de meu pai, crónicas horríveis, geralmente pregando a liberdade e duvidando da existência de Deus». Com esta idade, começou também a escrever em “A Gazeta de Lins”, assinando uma coluna social sob o pseudónimo Franco Abbiazzi. Produzia igualmente reportagens e artigos.
Foi sempre um leitor voraz, principalmente das revistas mais populares da época, como “O Cruzeiro” e “Manchete”, pois estas publicavam textos de grandes cronistas, como Millôr Fernandes, Rubem Braga, Fernando Sabino, Stanislaw Ponte Preta, Paulo Mendes Campos e Nelson Rodrigues. Daí a forte influência que os citados escritores tiveram no seu estilo.
A sua primeira peça de teatro, “O Cordão Umbilical”, estreou em 1970 com direcção de José Rubens Siqueira, recebendo críticas positivas.
Mário deixou a Faculdade de Economia na Universidade de São Paulo e demitiu-se do emprego que tinha na época, no Banco do Brasil, para se dedicar exclusivamente à carreira literária. As peças que surgiram, ainda na década de 1970, foram “E se a gente ganhar a guerra?” (1971) e “Fábrica de Chocolate” (1979). Fez vários guiões de cinema, ganhando dois Kikito no Festival de Gramado, o mais importante do Brasil.
Com textos irreverentes, cómicos e inteligentes, Prata tornou-se um autor versátil - escreveu novelas, guiões para cinema, livros para adultos e infanto-juvenis, além de peças teatrais e mais de três mil crónicas em jornais e revistas (“O Pasquim”, “Folha de S. Paulo”, “O Estado de S. Paulo”, “Istoé”, “Época” e “Última Hora”.
Na televisão, a sua estreia foi com a telenovela “Estúpido Cupido” (1976/77), o seu maior sucesso na TV e também a última novela a preto e branco da televisão brasileira. Na Rede Globo, ainda fez mini-séries e casos especiais. Na extinta Rede Manchete, fez a novela “Helena” (1987), uma das suas favoritas. Outros trabalhos conhecidos das décadas de 1980 e 1990 foram a premiada peça de teatro “Besame Mucho”, de 1982 (o seu maior sucesso nos palcos), que foi adaptada ao cinema e ganhou o Kikito de Melhor Guião no Festival de Gramado, em 1987, e os livros “O Diário de um Magro” (1997) e “Minhas Mulheres e Meus Homens” (1999). Em 2000, o livro “Os Anjos de Badaró” foi feito totalmente on-line, um capítulo por dia, com colaborações e sugestões de internautas. Foi a primeira experiência no mundo, chamando a atenção de vários jornais europeus.
Mário Prata escreveu três livros infanto-juvenis e dezasseis livros para adultos, ao longo da carreira. Nove deles estiveram nas listas dos Dez Mais Vendidos, chegando a liderá-las seis vezes. Já recebeu, no total, 18 prémios nacionais e estrangeiros.
Em 2008, apresentou aos leitores o detective fictício Ugo Fioravanti Neto, que se estreou na aventura policial “Sete de Paus”. O personagem voltou em 2010, desta vez nas páginas do livro “Os Viúvos”. Morador de Florianópolis há mais de dez anos, foi na Ilha da Magia que ele se inspirou para criar o detective Fioravanti, mesclando tramas que exploram a geografia da cidade, as praias e os costumes dos manezinhos, como são conhecidos aqueles que nasceram na capital catarinense.
Mário Prata tem três filhos com a escritora Marta Góes e outo com a escritora e contadora de histórias Regina Machado. Tem três netos.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

10 DE FEVEREIRO - JOHN FRANKLIN ENDERS


EFEMÉRIDE - John Franklin Enders, biologista norte-americano, nasceu em West Hartford, no Connecticut, em 10 de Fevereiro de 1897. Morreu em Waterford no dia 8 de Setembro de 1985.
Foi agraciado com o Prémio Nobel de Medicina em 1954, pelo cultivo do vírus da poliomielite, que tornou possível a descoberta da vacina Salk.
Depois dos estudos na Universidade Yale, John Enders tentou enveredar por uma carreira de agente imobiliário e homem de negócios. Renunciou finalmente aquela via e decidiu defender uma tese de Microbiologia na Universidade de Harvard, em 1930.
Em 1954, recebeu o Prémio Nobel, juntamente com Frederick Robbins e Thomas Weller, pelos seus trabalhos sobre o isolamento e os métodos de cultura do poliovírus.
Em 1960, finalizou a elaboração da primeira vacina contra o sarampo. Os testes foram efectuados pela sua equipa em 1 500 crianças de Nova Iorque e 4 000 da Nigéria.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

9 DE FVEREIRO - BENEDICT KIELY


EFEMÉRIDE - Benedict Kiely, escritor e jornalista literário irlandês, morreu em Dublin no dia 9 de Fevereiro de 2007. Nascera em Omagh, Irlanda do Norte, em 15 de Agosto de 1919.
Em 1920, a família Kiely mudou-se par Gallows Hill, zona que viria a ser uma inspiração permanente para Benedict.
Na adolescência, Kiely começou a sentir o desejo de se tornar escritor. Tinha grande interesse pelo trabalho de Bernard Shaw, HG Wells e Johnathan Swift. Em 1936, depois de completar a sua educação na Mount St. Columba Christian Brothers School, em Omagh, Kiely foi trabalhar como secretário na estação de correios de Omagh, mas percebeu logo que aquele lugar não lhe proporcionaria a vida de literato que tanto desejava. Por isso, na Primavera de 1937, deixou os correios e começou uma vida nova em Emo Park, Condado de Laois, onde decidiu receber ensinamentos para se tornar padre jesuíta.
A sua vida como jesuíta não estava, porém, destinada a realizar-se. Exactamente um ano depois, em 1938, Kiely sofreu uma séria lesão na coluna vertebral, que resultou numa longa permanência no Cappagh Hospital, em Finglas, Dublin. Durante a sua estadia no hospital, Kiely teve muito tempo para pensar sobre o caminho que a sua vida tomara e sobre aquele que poderia vir a tomar. Percebeu igualmente que nunca seria um verdadeiro religioso e por isso abandonou a aprendizagem para padre jesuíta.
Quando saiu do hospital em 1939, Kiely voltou a Omagh, para recuperar do seu problema de coluna. No ano seguinte, começou a trabalhar como jornalista em part-time no jornal “The Weekly Standard”. Em 1943, licenciou-se em História e Letras na National University.
Em Julho de 1944, casou com Maureen O'Connell. Deste casamento nasceram quatro filhos. Em 1945, começou a trabalhar para o “Irish Independent”, onde foi jornalista, escritor e crítico. Em 1950 (então com 30 anos e pai de quatro filhos), juntou-se á equipa do “Irish Press” como editor literário.
Em 1964, mudou-se para os E.U.A., onde foi um escritor residente da Emory University, professor visitante da University of Oregon, e escritor residente no Hollins College. Passou três anos nestas três instituições.
Em 1968, voltou à Irlanda, depois de ter passado quatro anos na América.
Em 1996, Kiely foi nomeado “Saoi de Aosdána”, a maior honra dada pelo Arts Council of Ireland.
Kiely continuou a receber aclamações pelo que escrevia (uma carreira que desenvolveu durante mais de seis décadas), recebendo o Prémio de Literatura da Irish Academy of Letters, sendo um dos mais conhecidos escritores irlandeses.
Em Agosto de 1999, visitou Omagh para celebrar o seu 80º aniversário, sendo aproveitada a ocasião para descerrar uma placa no exterior da casa da sua infância, na zona de Gallows Hill. Em Outubro de cada ano, em Omagh, um evento chamado “The Benedict Kiely Literary Weekend” celebra também o escritor.
De acordo com as notícias da RTE (Televisão Pública da Irlanda), Kiely faleceu no St. Vincent's Hospital em Dublin. Tinha 87 anos. Estava seriamente doente nos dias que antecederam a sua morte.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

8 DE FEVEREIRO - R. M. BALLANTYNE


EFEMÉRIDE - R. M. Ballantyne, de seu nome completo Robert Michael Ballantyne, escritor escocês, autor sobretudo de livros para jovens, morreu em Roma no dia 8 de Fevereiro de 1894. Nascera em Edimburgo, em 24 de Abril de 1825.  Foi também um pintor talentoso, tendo exposto algumas aquarelas na Academia Real Escocesa.
O pai era editor de um jornal e tipógrafo na empresa familiar Ballantyne & Co. Um tio era editor do escritor escocês Walter Scott.  Em 1832, a família mudou-se para a Fettes Row, no norte da New Town de Edimburgo. Uma crise bolsista no Reino Unido, em 1825, resultou no colapso da empresa de impressão Ballantyne & Co no ano seguinte, com dívidas de 130 000 libras esterlinas, o que levou ao declínio da fortuna da família.
Ballantyne foi para o Canadá com 16 anos e passou cinco a trabalhar para a Companhia da Baía de Hudson. Negociou peles de animais com os nativos americanos locais, o que exigiu dele deslocações de canoa e trenó para as áreas ocupadas pelas províncias modernas de Manitoba, Ontário e Quebec, experiências que formaram a base da sua novela “Snowflakes and Sunbeams: The Young Fur-Traders” (1856). As saudades da família e de casa, durante esse período, levaram-no a escrever longas cartas para a mãe. Ballantyne relembra-o na sua autobiográfica “Personal Reminiscences in Book Making” (1893).
Em 1847, Ballantyne voltou para a Escócia e soube que o pai tinha morrido. Publicou o seu primeiro livro no ano seguinte, “Hudson's Bay: or, Life in the Wilds of North America”, e durante algum tempo foi empregado dos editores, os senhores Constable. Em 1856, desistiu do emprego para se concentrar na carreira literária e iniciou a série de histórias de aventuras para jovens, com a qual o seu nome é popularmente associado. Publicou, com regularidade, mais de 100 livros.
The Coral Island” é a mais popular das obras de Ballantyne, ainda hoje lida e lembrada. Passou algum tempo com os faroleiros em Bell Rock, antes de escrever “The Lighthouse” e, ao pesquisar para redigir o livro “Deep Down”, esteve alguns dias com os mineiros de estanho da Cornualha.
Em 1866, casou-se com Jane Grant, de quem teve três filhos e três filhas. Passou os últimos anos de vida em Harrow, Londres, antes de se mudar para Itália por causa da sua saúde, possivelmente sofrendo da doença de Ménière não diagnosticada. Morreu em Roma, aos 68 anos.
O escritor Robert Louis Stevenson, seu contemporâneo, ficou de tal moldo impressionado com a leitura de “The Coral Island” que veio a escrever o romance “A Ilha do tesouro”, inspirado em vários temas abordados por Ballantyne. Stevenson, aliás, homenageou-o com um poema introdutório.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

7 DE FEVEREIRO - MARIA CECÍLIA BONACHELLA


EFEMÉRIDE - Maria Cecília Bonachella, poetisa brasileira, morreu em Piracicaba no dia 7 de Fevereiro de 2007. Nascera em Franca, no interior de São Paulo, em 16 de Outubro de 1940.
Maria Cecília viveu em São Simão até aos onze anos de idade, altura em que a família se mudou para Piracicaba. Foi com os pais que aprendeu a amar a poesia. Os seus poetas favoritos eram Fernando Pessoa (o seu preferido), Manuel Bandeira, Ferreira Gullar, Thiago de Mello e Paulo Bomfim, entre outros.
Tudo ao seu redor era motivo de inspiração. A poesia nascia a qualquer hora, em qualquer lugar, pulsava do coração, de um olhar e até mesmo de uma situação menos boa. «Mamãe dizia o que sentia por intermédio dos seus textos», disse Maria Cecília Bonachella Soares, uma das filhas da poetisa, que também deixou Maria Beatriz e Nelson Luiz Machado Bonachella. «Ela tinha muita fé e demonstrava isso nos seus textos. Neles apareciam questões de segurança, força, vínculo e amor. Eram um pouco do seu auto-retrato».
A primeira poesia de Maria Cecília foi publicada no “JP”, na coluna social do poeta Lino Vitti, em 1958. Dez anos depois, publicou o seu primeiro livro, intitulado “Três Fases”, no qual narrou as três fases de uma mulher. No segundo livro, escrito em 1992, “Era Uma Vez um País”, contou a história do Brasil através de poesias.
Em 1980, começou a assinar - no “Jornal de Piracicaba” - a coluna semanal “Palavras & Versos”, que foi publicada aos sábados, ininterruptamente, durante 27 anos. O objectivo da coluna era lançar novos poetas. «Ler e escrever poesia foi a minha meta. Hoje, o que interessa é fazer com que Piracicaba mostre a poesia que tem», disse em entrevista ao “JP”, publicada no dia 25 de Dezembro de 2005. A poetisa recebia os textos para publicação em casa. Os interessados encaminhavam os seus poemas por e-mail para selecção. A poesia poderia ser rimada, ritmada, metrificada, moderna, até mesmo sonetos à moda antiga. A sua exigência maior era para com a gramática: o português tinha que ser perfeito, caso contrário - o texto não poderia ser publicado.
Maria Cecília foi uma das fundadoras do Clip (Centro Literário de Piracicaba) e foi presidente desta associação de 1994 a 1996. Também fazia parte da União Brasileira de Escritores e da Academia Piracicabana de Letras, desde 1978.
Faleceu aos 66 anos, vitimada por uma paragem cardíaca.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

6 DE FEVEREIRO - GARY MOORE


EFEMÉRIDE - Robert William Gary Moore, da Irlanda do Norte, guitarrista, cantor e, compositor de blues, hard rock e rock progressivo, morreu em Estepona, Espanha, em 6 de Fevereiro de 2011. Nascera em Belfast no dia 4 de Abril de 1952.
Gary Moore é considerado um dos guitarristas mais completos da história do rock, desde o jazz rock até ao hard rock, passando por baladas e blues.
Cresceu no meio das bombas do Exército Republicano Irlandês (IRA) e das lutas religiosas do pós-guerra, o que se reflectia no som da sua guitarra: extremamente triste e sofrido, mas também visceral e técnico quando era necessário. Tivera a sua primeira guitarra aos 14 anos e aprendera a tocar num instrumento normal, embora fosse canhoto. Passou a viver em Dublin, a partir de 1968.
Iniciou a sua carreira por volta dos 16 anos de idade, tendo como ídolos Albert Kingh, Elvis Presley, The Shadows, The Beatles, Eric Clapton e Jimi Hendrix. Participou nas gravações de um álbum da banda de folk Dr. Strangely Stranger. Pouco tempo depois, Gary Moore ingressava na banda irlandesa Thin Lizzy, onde colaborou em shows e no álbum “Black Rose” (1979).  
Apesar do seu fanatismo pelos blues, o jazz também lhe enchia a cabeça, tanto que foi o estilo melhor explorado no seu primeiro álbum a solo, “Grinding Stone” (1973), e na sua breve parceria com a segunda encarnação do grupo Colosseum, baptizado então de Colosseum II.
Fez a sua carreira a solo e obteve muito sucesso na Europa e no Japão, com destaque para duas fases distintas - a mais pesada, de discos como “Corridors Of Power”, “Victims Of Future” e “Wild Frontier”, na década de 1980, e a mais dedicada aos blues, e comercialmente mais rentável, de álbuns como “Still Got the Blues” (1990).
Os seus temas mais conhecidos são “Parisienne Walkways”, “Still Got the Blues”, “Over The Hills and Far Away” e “Out In The Fields”, em parceria com Phil Lynott e Empty Rooms.
Gary morreu, enquanto dormia num quarto de hotel, horas depois de ter entrado no mesmo. A causa da morte foi um ataque cardíaco devido a excesso de álcool.
Tinha quatro filhos e deixou um património avaliado em mais de dois milhões de libras esterlinas.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

5 DE FEVEREIRO - W. S. VAN DYKE


EFEMÉRIDE - W. S. Van Dyke, de seu nome complete Woodbridge Strong Van Dyke, realizador de cinema norte-americano, morreu em Brentwood no dia 5 de Fevereiro de 1943. Nascera em San Diego, em 21 de Março de 1889.
Van Dyke foi actor infantil em peças de teatro do estilo vaudeville. Durante os seus primeiros anos de adulto, não teve nenhum emprego fixo até chegar a Hollywood. O seu primeiro trabalho cinematográfico foi como assistente de D. W. Griffith, no filme “Intolerance” de 1916. Durante a época do cinema mudo, aperfeiçoou-se na realização e, após o advento do cinema falado, tornou-se um dos realizadores da MGM.
Van Dyke tornou-se conhecido na indústria, graças à rapidez com que completava os seus filmes. Apesar de não ter sido reconhecido pela MGM como um dos melhores realizadores, era reconhecido pela sua grande versatilidade. Dirigiu dramas de época, westerns, comédias e musicais. Muitos dos seus filmes tornaram-se campeões de bilheteira.
Em 1934, foi nomeado para o Oscar de Melhor Realização, com “The Thin Man” e novamente em 1936, com “San Francisco”. Também realizou, em 1933, o clássico “Eskimo”, o primeiro filme protagonizado por um actor de origem indígena (Ray Mala), que venceu o Oscar de Melhor Edição. Em 1934, dirigiu “Manhattan Melodrama”, filme vencedor do Oscar de Melhor Guião Original, que lançou as carreiras dos actores William Powell e Myrna Loy. Em 1938, foi nomeado para o prémio de Melhor Realizador, no Festival de Veneza, com o filme “Marie Antoinette”.
Ainda nos anos 1930, realizou a primeira adaptação ao cinema de ‘Tarzan’ (“Tarzan, o homem macaco”, com Johnny Weissmuller no papel principal). Dirigiu actores como Clark Gable, Joan Crawford, Spencer Tracy e Ingrid Bergman, entre outros.
Devoto da Ciência Cristã, Van Dyke recusou tratamento médico durante os seus últimos e dolorosos dias de vida (de acordo com esta religião, a oração tem poder de cura). Vítima de cancro incurável, após terminar o seu último filme, disse adeus à esposa e aos filhos e suicidou-se. Como era seu desejo, Jeanette MacDonald e Nelson Eddy cantaram no seu funeral.
Postumamente, foi-lhe atribuída uma estrela na Calçada da Fama, localizada no Hollywood Boulevard.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

4 DE FEVEREIRO - WANDA RUTKIEWICZ


EFEMÉRIDE - Wanda Rutkiewicz, alpinista polaca, nasceu em Plungė, na Lituânia, em 4 de Fevereiro de 1943. Morreu em Kangchenjunga, na Índia, em 12 ou 13 de Maio de 1992. Foi a primeira mulher a subir até ao topo do K2, a segunda montanha mais alta do mundo, feito conseguido em 1986, sem oxigénio suplementar.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a família regressou à Polónia, fixando-se em Wrocław. Wanda começou a praticar alpinismo aos dezoito anos. Fez grande número de expedições à Noruega, França e Afeganistão. Em 1975, deslocou-se ao Paquistão.
Em 16 de Outubro de 1978, tornou-se na terceira mulher, a primeira polaca e primeira europeia, a atingir o cume do monte Evereste.
O objectivo de Wanda era ser a primeira mulher a conseguir subir às 14 montanhas com mais de 8 000 metros de altitude. Conseguiu subir aos cumes de: Monte Evereste (1978), Nanga Parbat (1985), K2 (1987), Shisha (1987), Gasherbrum II (1989), Gasherbrum I (1990), Cho Oyu (1991), Annapurna I (1991) e Kangchenjunga (1992. Desconhece-se se chegou ao topo).
Foi ao escalar o Kangchenjunga, aos 49 anos de idade, que Rutkiewicz foi vista pela última vez com vida, pelo alpinista mexicano Carlos Carsolio. Ela estava abrigada a alta altitude (8 300 metros), na vertente noroeste, tendo acampada durante a ascensão daquela que era a sua nona montanha de mais de 8 000 metros conquistada. Naquele momento, estava fisicamente debilitada e incapaz de tomar uma decisão racional, que a poderia ter salvo. Carsolio disse que não teve a força mental para a convencer a descer, porque estava também enfraquecido.
Wanda Rutkiewicz terá falecido em 12 ou 13 de Maio de 1992. O seu corpo nunca foi encontrado.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

3 DE FEVEREIRO - SEGINHO HERVAL


EFEMÉRIDE - Sérgio “SerginhoHerval Hollanda de Lima, baterista e cantor brasileiro, integrante da banda Roupa Nova, nasceu no Rio de Janeiro em 3 de Fevereiro de 1958.
Começou a tocar bateria ainda criança, aos 5 anos de idade, com latas improvisadas. Com pouco mais de 12 anos, passou a tocar em bailes. No final da década de 1970, tocou na banda A Bolha, que chegou a acompanhar Erasmo Carlos.
À medida que tocava, descobriu que gostava de fazer vocais, tomando gosto também pelo canto. Gravou um compacto simples com duas músicas, das quais uma, “Meu Pensamento É Você”, fez parte da banda sonora da novela “Pecado Rasgado” exibida pela Rede Globo em 1978. A segunda canção do compacto, “Uma Noite na Discoteca”, foi banda sonora do filme “Sábado Alucinante” de Cláudio Cunha, lançado em 1979. Durante a gravação deste compacto, conheceu alguns integrantes da banda de bailes Os Famks, que posteriormente viria a transformar-se no Roupa Nova, banda na qual foi convidado a ingressar ainda no ano de 1978.
Devido ao intenso esforço ao tocar bateria, Serginho lesionou a coluna (hérnia discal), pela má postura e a falta de exercícios para o fortalecimento muscular, mas isso não o impediu de prosseguir a carreira.
Serginho Herval é responsável por tocar bateria na banda Roupa Nova. Além disso, é o cantor principal em diversas canções da banda, como “Anjo” (tema da novela “Guerra dos Sexos”), “Dona” (tema da Viúva Porcina na novela “Roque Santeiro”),  Whisky a Go Go” (versão de estúdio, tema da telenovela da Rede GloboUm Sonho a Mais”), “De Volta ao Começo” (tema da telenovela da Rede Globo, “Renascer”),  A Viagem” (tema de abertura da novela com o mesmo nome), “Amar É...” (tema da novela “Anjo de Mim”), “Bem maior” (tema da novela “Suave Veneno”), “Amor de Índio” (tema das novelas “Estrela Guia” e “Desejo Proibido”), etc.
No álbum “Roupacústico” (2004), Serginho tocou violão nas faixas “Volta Pra Mim” e “Sapato Velho”. No álbum seguinte, “Roupacústico 2” (2006), revezou violão e bateria na canção “Cartas”. O cantor e baterista também aparece ao violão nas canções “Lembranças” do álbum “Roupa Nova em Londres” (2009) e na faixa “It Don't Matter To Me” do álbum “Todo Amor do Mundo”, lançado em 2015.
Também assinou composições, como “Cristina”, “Tímida”, “Sonho” e “'Filhos”, todas gravadas pelo Roupa Nova, além de “Retratos Rasgados”, gravada pelo Roupa Nova e pela dupla Victor & Léo, “Clarear”, gravada por Netinho, e “Voz do Coração” gravada por Angélica.
Com o grupo Roupa Nova, Serginho já fez duetos com artistas de renome, como Roberto Carlos em “A Paz”, para o programa “Roberto Carlos Especial” exibido pela Rede Globo em 2007. Na década de 1980, tocou com Steve Hackett, da banda Genesis.
Como músico, Serginho Herval já participou em diversos álbuns de artistas consagrados da MPB, como Erasmo Carlos, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Simone, Fafá de Belém e Roberto Carlos, além de participar em várias bandas sonoras de programas da Rede Globo.
Completa hoje 61 anos.

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