quinta-feira, 25 de maio de 2017

25 DE MAIO - JOAQUIM PEDRO DE ANDRADE

EFEMÉRIDE Joaquim Pedro de Andrade, cineasta brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 25 de Maio de 1932. Morreu na mesma cidade em 10 de Setembro de 1988.
O pai foi o fundador do Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional. Joaquim passou a infância no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, entre os mais importantes intelectuais brasileiros da época. Manuel Bandeira era tão amigo da família que acabou por ser seu padrinho de crisma.
Em 1950, iniciou a sua licenciatura em Física, no Rio, onde frequentava o cineclube do Centro de Estudos Cinematográficos. Recebeu a influência de Plínio Sussekind Rocha, professor de mecânica analítica, teórico do cinema mudo e fundador do Chaplin Club.
Joaquim Pedro escrevia sobre cinema no jornal da faculdade e chegou a fazer experiências como cineasta amador. Namorou Sarah de Castro Barbosa, com quem se casaria mais tarde. Entre as experiências cinematográficas da época, actuou no filme “Les Thibault”, de Saulo Pereira de Melo, e trabalhou como assistente de realização na curta-metragem “Caminhos”, de Paulo César Saraceni.
A troca definitiva da Física pelo Cinema viria em 1957, mas – antes da sua primeira experiência profissional como assistente de realização do filme “Rebelião em Vila Rica” – foi obrigado pelo pai a fazer um estágio em Congonhas, na restauração da obra “Os Passos da Paixão”, do artista Aleijadinho.
O seu primeiro filme como realizador foi a curta-metragem “O Poeta do Castelo e o Mestre de Apipucos”, financiada pelo Instituto Nacional do Livro. O filme regista a intimidade do poeta Manuel Bandeira e a do escritor e sociólogo Gilberto Freyre.
Em 1960, produziu a curta-metragem “Couro de Gato”, filmado no morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro, com actores amadores. Contemplado pelo governo francês com uma bolsa de estudos, foi depois estudar cinema em França.
Em 1963, foi convidado para dirigir o documentário “Garrincha, Alegria do Povo”, ideia de Luís Carlos Barreto, que o produziu e fez o guião, ao lado de Armando Nogueira. Em 1965, fundou a produtora Filmes do Serro e iniciou as filmagens de “O Padre e a Moça”.
Preso pela ditadura militar em 1969 e libertado alguns dias depois, começou a filmar “Macunaíma”, o seu maior sucesso segundo a crítica.
No Festival de Veneza de 1972, o seu filme “Os Conspiradores” recebeu o Prémio do Comité Internacional de Difusão da Arte e das Letras.
Casou-se pela segunda vez, em 1976, com a actriz Cristina Ache, com quem teve um casal de filhos e que dirigiu em “Guerra Conjugal” e “Contos Eróticos”.
Vítima de cancro num pulmão, morreu aos 56 anos, antes de realizar o seu projecto de adaptar ao cinema “Casa-Grande e Senzala” de Gilberto Freyre.
Em 2006, durante o Festival Internacional de Cinema de Veneza, foi feita uma retrospectiva da sua obra. Foram exibidas seis longas-metragens restauradas em formato digital pela sua filha, a também cineasta Alice de Andrade.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

24 DE MAIO - EDUARDO DE FILIPPO

EFEMÉRIDEEduardo De Filippo, dramaturgo, actor, realizador e cenarista italiano, nasceu em Nápoles em 24 de Maio de 1900. Morreu em Roma, em 31 de Outubro de 1984.
Filho do actor e dramaturgo Eduardo Scarpetta e da costureira de teatro Luisa De Filippo, iniciou a sua carreira sob a orientação do pai. Começou pela escrita dramática, com “Farmácia de serviço” (1920). 
Em 1929, juntamente com a irmã e o irmão, estreou-se como actor no Teatro Nuovo de Nápoles. Dois anos mais tarde, fundaram a Compagnia Umoristica i De Filippo.
A partir de 1937, representaram sobretudo peças de Eduardo, cuja audiência se estendeu por toda a Itália. Em 1944, os irmãos separam-se e, em 1946, a companhia passou a chamar-se Il Teatro di Eduardo.
Pelo conjunto das suas contribuições para a Arte, De Filippo foi nomeado senador vitalício pelo presidente italiano Sandro Pertini. Foi igualmente aventada a hipótese do seu nome ser indicado para o Prémio Nobel da Literatura, o que não veio a concretizar-se.  
Escreveu cerca de sessenta peças, realizou vários filmes e protagonizou muitas peças teatrais, a maioria das quais de sua autoria.
Morreu aos 84 anos, sendo sepultado no cemitério de Campo Verano, em Roma.

terça-feira, 23 de maio de 2017

23 DE MAIO - MARGARET FULLER

EFEMÉRIDE – Sarah Margaret Fuller Ossoli, jornalista, escritora, crítica literária e militante feminista norte-americana, nasceu em Cambridge, Massachusetts, no dia 23 de Maio de 1810. Morreu em Fire Island, em 19 de Julho de 1850.
Foi a primeira crítica literária nos Estados Unidos, a tempo inteiro. O seu livro “Woman in the Nineteenth Century” é considerado também o primeiro trabalho literário feminista escrito na América.
Teve uma educação prematura e substancial dada pelo pai, que era advogado. Seguiu depois estudos mais formais e tornou-se professora (1836/39). Antes, começou a assistir ao que ela chamava «conversas», debates entre mulheres com o objectivo de compensarem o seu não acesso ao ensino superior.
Em 1840, tornou-se a primeira editora do jornal transcendentalista “The Dial”, antes de se juntar à equipa do “New York Tribune”, como crítica literária (1844).
Aos 30 anos, Fuller tinha ganho a reputação de ser a «pessoa mais culta de Nova Inglaterra» e foi a primeira mulher autorizada a utilizar a biblioteca de Harvard. O seu trabalho “Woman in the Nineteenth Century” foi publicado em 1845. Um ano depois, Margaret foi enviada à Europa pelo “NY Tribune”, como sua primeira correspondente do sexo feminino. Entrevistou então grandes personalidades mundiais.
Cedo se começou a envolver com a Revolução Italiana e aliou-se com o revolucionário Giuseppe Mazzini. Teve uma relação com Giovanni Ossoli, também revolucionário, com o qual se casou em 1847 e teve um filho.
Os três membros da família morreram num naufrágio perto de Fire Island, quando viajavam de Itália para Nova Iorque em 1850. O corpo de Margaret Fuller nunca foi encontrado. Entre os escritos perdidos havia o manuscrito da “História da República Romana”. Parte do espólio literário de Fuller acabaria por ser reunido pelo seu irmão, nos volumes “At Home and Abroad” (1856) e “Life Without and Life Within” (1858).
Um memorial foi-lhe consagrado no cemitério de Mount Auburn. O seu nome está inscrito no National Women's Hall of Fame.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

22 DE MAIO - ZÉ RODRIX

EFEMÉRIDEZé Rodrix, de seu verdadeiro nome José Rodrigues Trindade, compositor, multi-instrumentista, cantor, publicitário e escritor brasileiro, morreu em São Paulo no dia 22 de Maio de 2009. Nascera no Rio de Janeiro em 25 de Novembro de 1947.  
Iniciou a sua carreira musical, integrando – com colegas do Colégio de Aplicação da UFRJ – o grupo vocal Momentoquatro. O grupo acompanhou Marília Medalha, Edu Lobo e o Quarteto Novo na apresentação de “Ponteio”, vencedor do Festival da Record em 1967, além de ter gravado um compacto duplo e um LP pela gravadora Philips.
Estudou depois no Conservatório Brasileiro de Música, desenvolvendo a sua actividade multifacetada – tocava piano, violão, acordeão, flauta, bateria, saxofone e trompete.
Na década de 1970, participou na banda Som Imaginário, grupo criado para acompanhar Milton Nascimento.
Desligou-se da banda em 1971 e venceu o Festival da Canção de Juiz de Fora, com a canção “Casa no campo”, uma das suas composições mais famosas, que se tornaria um grande sucesso na voz de Elis Regina.
Por essa época, compôs várias músicas em parceria com Luiz Carelos Sá e Guttemberg Guarabyra. Saiu deste trio em 1973, para seguir a carreira a solo e ter participações especiais em gravações de diversos artistas, como o disco de estreia dos Secos & Molhados.
Na década de 1980, passou a dedicar-se mais à publicidade do que à musica. Em 1983, integrou o grupo Joelho de Porco, com o qual gravou um LP. Participou no Festival dos Festivais em 1985, ganhando o prémio de Melhor Letra, com a canção “A Última Voz do Brasil”.
Entre 1989 e 1996, assinou a direcção musical dos espectáculos “Não fuja da Raia” e “Nas Raias da loucura” e do programa “Não fuja da Raia”, protagonizado pela actriz Cláudia Raia.
Em 1993, foi galardoado com o Prémio Kikito, no Festival de Cinema de Brasília, com a banda sonora do filme “Batman e Robin”.
Em 2001, reuniu-se novamente a Sá e Guarabyra, tendo o show de estreia ocorrido no Rock in Rio. Logo após o lançamento de “Outra Vez Na Estrada”, com o trio em 2001, Zé Rodrix conheceu o Clube Caiubi de Compositores, em São Paulo, e passou a desenvolver parcerias com novos autores da música brasileira.
Em Dezembro de 2008, Zé Rodrix lançou um single ao lado de Sá e Guarabyra, chamado “Amanhece um outro dia”. A canção foi tema de abertura da telenovela “Revelação”.
No início da década de 2000, revelou que era maçom, chegando a lançar uma obra sobre a maçonaria, intitulada “Trilogia do Templo”. Sobre a trilogia, o escritor Luís Eduardo Matta afirmou no prefácio do terceiro volume: «Nunca, em toda a trajectória literária brasileira, um escritor se aventurou com tamanha obstinação por uma saga épica monumental como é o caso desta trilogia, que se debruça sobre os primórdios da maçonaria, uma das fraternidades iniciáticas mais antigas do mundo, mesclando erudição e fluência, onde realidade e ficção se confundem num incrível mosaico narrativo». Ainda de acordo com Matta, a “Trilogia do Templo” foi uma das mais fantásticas obras literárias produzidas no Brasil na primeira década do século XXI.
Zé Rodrix morreu, após sentir-se mal e ter sido transportado para o Hospital das Clínicas, em São Paulo, cidade onde vivia. Tinha 61 anos. 

domingo, 21 de maio de 2017

21 DE MAIO - HILTON VALENTINE

EFEMÉRIDEHilton Valentine, músico britânico que foi guitarrista da banda inglesa The Animals, nasceu em North Shields, Northumberland, no dia 21 de Maio de 1943.
Entrou no mundo da música tocando em bandas de skiffle, antes de se juntar – em 1962 – ao grupo do organista Alan Price, que se tornará então na banda The Animals. Em Março de 1964, foi lançado o primeiro singleBaby Let me Take You Home”. Valentine é sobretudo lembrado pela sua introdução de guitarra na canção “The House of the Rising Sun” (Junho de 1964), que esteve nos Tops de vendas ingleses e norte-americanos e tem inspirado muitos guitarristas. A banda foi dissolvida em Setembro de 1966.
A sua actividade nas décadas 1970/80 é pouco conhecida, mesmo consultando o seu site oficial.  
Em 1994, juntamente com os antigos membros dos The Animals, Eric Burdon, Alan Price, John Steel e Chas Chandler, entrou para o Rock and Roll Hall of Fame. Seriam também “entronizados” no Passeio da Fama de Hollywood em Março de 2001.
Tempos mais tarde, mudou-se para a Califórnia e gravou um álbum a solo intitulado “All In Your Head”. Regressou a Inglaterra e, em 2004, lançou o álbum “It's 'n' Folk Skiffle, Mate!”.
Entre Fevereiro de 2007 e Novembro de 2008, fez uma tournée com Eric Burdon. Em 2009, actuou em toda a Inglaterra, Nova Iorque e Carolina do Sul, com o seu projecto a solo “Skiffledog”. No início de 2009, lançou duas gravações na sua página no MySpace.

sábado, 20 de maio de 2017

HILTON VALENTINE (The Animals) - "House Of The Rising Sun"


20 DE MAIO - ANNA NERY

EFEMÉRIDEAnna Justina Ferreira Nery, mais conhecida como Anna Nery ou Ana Néri, enfermeira brasileira, pioneira da enfermagem no Brasil, morreu no Rio de Janeiro em 20 de Maio de 1880. Nascera em Cachoeira, Bahia, no dia 13 de Dezembro de 1814.  
Casou-se com o capitão-de-fragata Isidoro Antônio Nery em 1837, com quem teve três filhos. O marido morreu em 1843.
Dois filhos de Anna Nery eram oficiais do Exército e, ao deflagrar a Guerra do Paraguai, em Dezembro de 1864, seguiram para o campo de batalha, acompanhados do tio, o major Maurício Ferreira, irmão de Anna.
Anna requereu, então, ao presidente da província da Bahia, que lhe fosse facultado acompanhar os filhos e o irmão durante os combates ou que, pelo menos, pudesse prestar serviço nos hospitais do Rio Grande do Sul. Deferido o pedido, Anna partiu de Salvador, em Agosto de 1865, incorporada no 10º batalhão de voluntários, na qualidade de enfermeira.
Durante toda a campanha, prestou serviços ininterruptos nos hospitais militares de Salto, Corrientes, Humaitá e Assunção, bem como nos hospitais da frente de operações. Viu morrer na luta um dos seus filhos.
Terminada a guerra, regressou à sua cidade natal, onde lhe foram prestadas grandes homenagens. O governo imperial concedeu-lhe a Medalha Geral de Campanha e a Medalha Humanitária de 1ª classe.
Anna morreu aos 65 anos. Em sua homenagem, foi lançado um selo postal e foi dado o seu nome à primeira escola oficial brasileira de enfermagem.
Em 1938, Getúlio Vargas assinou um decreto que instituiu o “Dia do Enfermeiro”, em que anualmente devem ser prestadas homenagens especiais à memória de Anna Nery, nos hospitais e escolas de enfermagem do Brasil. Em 2009, Anna Justina Ferreira Nery entrou para o livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

19 DE MAIO - FERNANDA SENO

EFEMÉRIDEFernanda Seno Cardeira Alves Valente, poetisa, jornalista e professora portuguesa, morreu em Lisboa no dia 19 de Maio de 1996. Nascera em Canha, Montijo, em 23 de Fevereiro de 1942.
Deixou o lar aos dez anos, para continuar os estudos fora da localidade onde nasceu. Viveu em casa de pessoas próximas e amigas dos pais, em Portugal, na Alemanha e em Inglaterra. Concluiu o ensino secundário em Évora, licenciando-se em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Abraçou a carreira do ensino, que exerceu em escolas de Almada, Reguengos de Monsaraz e Évora.
Começou a escrever poesia ainda muito jovem. Como jornalista, colaborou na imprensa regional e local, escrevendo nos jornais “Mouranense”, “Palavra” e “A Defesa”. Foi chefe de redacção no “Jornal de S. Brás” e redactora principal do boletim “Igreja Eborense”. Escreveu ainda na revista “Ao Largo” (Lisboa).
Em 1998, a Câmara Municipal de Évora homenageou-a atribuindo o seu nome a uma rua do Bairro da Horta das Figueiras.
Fernanda Seno escreveu “As Palavras Às Vezes” (1984), “Trilho de Pó” (1991) e “Cântico Vertical” (1992). Postumamente, foi publicado “Na Fronteira da Luz” (1997). Faleceu aos 54 anos. Não conseguimos encontrar uma fotografia sua.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

18 DE MAIO - GEORGE STRAIT

EFEMÉRIDEGeorge Harvey Strait, cantor, compositor e produtor musical norte-americano, nasceu em Pearsall, no Texas, no dia 18 de Maio de 1952. Conhecido como o “King of Country” (“Rei do Country”), é considerado um dos artistas mais populares dos Estados Unidos. Trouxe o country de volta às suas raízes, longe do estilo pop da década de 1980.
George cresceu na terra natal, onde o pai era professor de matemática. Passou a infância num rancho, onde a família trabalhava durante os fins-de-semana e as férias. Quando tinha nove anos, os pais divorciaram-se. A mãe foi viver com uma filha, enquanto ele e um irmão foram educados pelo pai. Começou a interessar-se pela música quando estava no liceu, onde tocou num grupo de rock.
O sucesso começou com o singleUnwound”, em 1981. Durante a década de 1980, cerca de sete dos seus álbuns ficaram no top dos mais vendidos de música country. Nos anos 2000, George Strait foi nomeado Artista da Década pela Academy of Country Music e eleito para o Hall da Fama da Música Country, tendo ainda ganho o seu primeiro Grammy com o álbum “Troubadour”.
Strait foi nomeado Artista do Ano pela CMA em 1989, 1990 e 2013. Ganhou também o mesmo prémio, outorgado pela ACM, em 1990 e 2014. Ganhou mais galardões destas duas organizações do que qualquer outro músico. Em 2009, bateu o recorde de Conway Twitty de maior número de canções seguidas a atingirem o primeiro lugar das mais tocadas nas listas Hot Country Songs da Billboard. No total, cerca de 60 das suas músicas atingiram os tops nos Estados Unidos.
Ao todo, George vendeu mais de 100 milhões de cópias dos seus discos em todo o mundo, o que faz dele um dos artistas mais bem sucedidos da história. Já recebeu 33 discos de platina e 38 de ouro. Está entre os vinte músicos que mais álbuns venderam nos Estados Unidos.
Casado, teve dois filhos. A filha, Jenifer, morreu aos 13 anos num acidente de automóvel. A família criou uma fundação (The Jenifer Lynn Strait Foundation) em sua memória. É avô desde Fevereiro de 2012 e ao neto foi dado o seu nome (George H. Strait).
Nos seus tempos livres, George gosta de caçar, pescar, esquiar, jogar golfe e andar de moto. 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

GEORGE STRAIT - "Troubadour"


17 DE MAIO - SUGAR RAY LEONARD

EFEMÉRIDESugar Ray Leonard, de seu verdadeiro nome Ray Charles Leonard, ex-pugilista norte-americano, nasceu em Wilmington, Carolina do Norte, no dia 17 de Maio de 1956. É considerado um dos maiores boxeurs da história da modalidade.
Foi Campeão Olímpico em Montreal (1976) e depois profissional. Esteve três anos afastado em razão do deslocamento da retina esquerda, após ter conquistado dois títulos mundiais, nas categorias de meios/médios e de médios/ligeiros. Operado com êxito, regressou em 1987 e conquistou os títulos em três categorias: médios, super/médios e meios/pesados. Anunciou depois a sua retirada dos ringues, mas ainda fez dois combates, em 1991 e 1997 (aqui, já com 41 anos de idade).
Fez 40 combates: 36 vitórias (25 por KO), três derrotas e um empate. Dextro e muito móbil, dotado duma prodigiosa rapidez de reacção e de um golpe de vista “supersónico”, estava sempre muito seguro de si e possuía um sentido táctico bastante agudizado.
Foi Pugilista do Ano (“King Magazine”) em 1979 e 1981. É membro do International Boxing Hall of Fame desde 1997. Colaborou em alguns filmes e programas de televisão.

terça-feira, 16 de maio de 2017

16 DE MAIO - FELICIA HEMANS

EFEMÉRIDEFelicia Dorothea Browne Hemans, poetisa inglesa, morreu em Dublin no dia 16 de Maio de 1835. Nascera em Liverpool, em 25 de Setembro de 1793.
Era neta do cônsul veneziano em Liverpool. Os negócios do pai levaram a família para Denbighshire, no norte do País de Gales, onde passou a juventude. Construíram uma casa perto de Abergele e St Asaph. Felicia veio a considerar-se galesa por adopção.
Os seus primeiros poemas, dedicados ao príncipe de Gales, foram publicados em Liverpool (1808), quando tinha apenas catorze anos, despertando o interesse do poeta Percy Bysshe Shelley, que chegou a corresponder-se com ela. Escreveu seguidamente “England and Spain” (1808) e “The domestic affections”, publicado em 1812, ano do seu casamento com o capitão Alfred Hemans, um oficial do exército irlandês, alguns anos mais velho do que ela. O casamento fez com que tivesse de deixar o País de Gales, para ir viver em Daventry, até 1814.
Durante os primeiros seis anos de matrimónio, Felicia deu à luz cinco filhos, separando-se em seguida. O casamento, contudo, não a impediu de continuar a sua carreira literária, com a publicação de vários volumes de poesia, como “The Restoration of the works of art to Italy” (1816) e “Modern Greece” (1817). “Tales and historic scenes” foi uma recolha lançada em 1819.
As suas principais recolhas de poemas, entre elas “The Forest Sanctuary” (1825), “Records of Woman” (1828) e “Songs of the Affections” (1830), foram muito populares, especialmente entre os leitores do sexo feminino. De 1831 em diante, morou em Dublin, onde o irmão mais novo se tinha estabelecido. Os seus últimos livros foram: “Scenes and Hymns of Life” e “National Lyrics and Songs for Music”.
Era então já uma figura literária bem conhecida, altamente considerada pelos seus contemporâneos e igualmente com grande adesão popular nos Estados Unidos. Quando morreu, vítima de edema, os poetas Wordsworth e Walter Savage Landor escreveram versos memoriais em sua homenagem.
Para as poetisas da sua época, britânicas, norte-americanas e europeias, ela foi um valioso modelo. Para muitos leitores, Hemans foi uma voz de mulher confidenciando um julgamento das mulheres. Entre as obras que ela mais valorizou, estão o inacabado “Superstition and Revelation” e o panfleto “The Sceptic”, que buscou um anglicanismo mais sintonizado com as religiões do mundo e as experiências das mulheres. No seu livro de maior sucesso, “Records of Woman”, Felicia narra a vida de mulheres, famosas e anónimas.
Alguns dos seus poemas foram considerados moralmente exemplares e, mais tarde, aconselhados às crianças em idade escolar, mesmo nos Estados Unidos. Como consequência, em certos meios, ela passou a ser vista como uma poetisa para crianças, ao invés de ser considerada na totalidade dos seus trabalhos literários.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

15 DE MAIO - ARTHUR SCHNITZLER

EFEMÉRIDEArthur Schnitzler, médico e escritor austríaco, nasceu em Viena no dia 15 de Maio de 1862. Morreu na mesma cidade em 21 de Outubro de 1931. É um dos autores mais importantes da “modernidade vienense” do fim do século XIX e começo do século XX.
O pai pertencia a uma família judaica que se mudou de Budapeste para Viena, tornando-se um respeitado médico e director da Allgemeine Poliklinik.
Arthur frequentou o liceu entre 1871 e 1879, tendo depois completado o curso de Medicina na Universidade de Viena. Viria a doutorar-se em 1885. Colaborou na revista médica “Allgemeine Klinische Rundschau” e cedo começou a interessar pela psicologia. Trabalhando com o psiquiatra Theodor Meynert, fazia experiências com a hipnose e a sugestão, como técnicas terapêuticas.
Foi assistente e médico no Hospital Wiener Allgemeines Krankenhaus e, mais tarde, assistente do seu pai no Hospital Poliklinik. Em 1893, abriu uma clínica privada, à qual se começou a dedicar cada vez menos devido à sua crescente actividade literária.
Schnitzler é frequentemente comparado com Sigmund Freud. Nas suas peças de teatro, novelas e romances, usava a técnica do “fluxo de consciência”, onde mostrava drasticamente a actividade subconsciente dos seus protagonistas. Em consequência da sua representação intransigente do pensamento, foi inúmeras vezes criticado. Alguns dos seus livros tiveram também problemas com a censura por abordarem temas sexuais, anti-semitas e anti-militaristas.
As semelhanças entre Sigmund Freud (1856/1939) e Arthur Schnitzler (1862/1931) são indiscutíveis. Ambos viveram a psicanálise, cada um a seu modo, mas intensamente.
Numa carta para Schnitzler, datada de Maio de 1922, Freud fez algumas observações acerca da obra do escritor e confessa ter evitado, durante muito tempo, ser apresentado a ele, pois – ao ler os seus textos – parecia-lhe que se tratava de um seu «duplo». Alguém que, como ele, era «explorador das profundezas» e mostrava «as verdades do inconsciente». Freud afirmava ainda: «Sempre que me deixo absorver profundamente pelas suas belas criações, parece-me encontrar, sob a superfície poética, as mesmas suposições antecipadas, conclusões e interesses que reconheço como meus próprios. Fica-me a impressão de que o senhor sabe por intuição – realmente, a partir de uma fina auto-observação – tudo o que tenho descoberto noutras pessoas por meio de um trabalho meticuloso.».
Arthur Schnitzler morreu aos 69 anos, vítima de hemorragia cerebral, sendo sepultado no Cemitério Central de Viena.

domingo, 14 de maio de 2017

BOBBY DARIN - "Dream Lover/Splish Splash"


14 DE MAIO - BOBBY DARIN

EFEMÉRIDEBobby Darin, de seu verdadeiro nome Walden Robert Cassotto, autor-compositor-cantor e actor norte-americano, nasceu em Nova Iorque no dia 14 de Maio de 1936. Morreu em Los Angeles, em 20 de Dezembro de 1973. Foi um dos artistas norte-americanos mais populares nas décadas 1950/60.
Teve uma existência dramática, vindo do nada até atingir o estrelato. Bobby Darin, desde o seu nascimento, enfrentou diversas dificuldades. Ainda na infância, um médico constatou que ele sofria de doença grave, com implicações cardíacas, e previu-lhe pouco tempo de vida. Esta a razão porque, já adulto, decidiu fazer tudo de maneira muito intensa e viver cada dia como se fosse o último.
Bobby é um exemplo de superação, encontrando força nas lembranças de infância, que nunca esqueceu, e enfrentando a vida com alegria e acima de tudo com muito talento.
Para começar, venceu uma infância extremamente difícil, porque além de ficar recluso por causa da doença, sem poder brincar como as outras crianças, não conheceu o pai, que morreu antes dele nascer.
Bobby cresceu num bairro pobre e, mesmo contra as recomendações do médico no sentido de não fazer muitos esforços, veio a tornar-se uma das maiores estrelas da América de então.
Os seus maiores sucessos foram as canções “Dream lover” e “Splish splash”. A mãe, ao pensar que o filho talvez não chegasse aos 15 anos, incentivara-o a aprender a tocar vários instrumentos, para se distrair.
Quando foi à Itália gravar “Quando Setembro Vier”, conheceu aquela que viria a ser a sua esposa, a também actriz Sandra Dee. Fez tudo para a conquistar e acabou por o conseguir. Casaram-se em 1960, no dia seguinte ao fim das gravações. Bobby começou depois a brilhar mais do que a sua companheira no cinema, sendo mesmo nomeado para um Oscar. O seu brilho apagava o da mulher. Este talvez tenha sido o maior problema no relacionamento. Em 1961, nasceu o único filho, mas acabariam por se divorciar em 1967.
Lutando muito, dia após dia, percorreu um caminho que o levou dos duvidosos clubes nocturnos até ao seu destino de sonho, o Copacabana, onde levou multidões ao delírio com as suas interpretações. Ele era o máximo, tanto a cantar como a escrever ou a tocar, apesar da doença que o continuava a minar.
Isolado e confuso, confiou nos amigos, na família e no seu extraordinário talento, para “acalmar os demónios” e aceitar quem era e o que a sua vida significava. Ganhou um Grammy em 1960.
No cinema, em 1962, conquistou um Golden Globe Award. No ano seguinte, recebeu o prémio de Melhor Actor no Festival de Cannes.
Por causa de Sandra, Bobby interrompera a sua carreira para se dedicar mais à vida particular e isso fez com que a sua fama se esfumasse.
Em tempos de guerra, tentando dar uma volta por cima, Bobby começou a apoiar o presidente Kennedy e a escrever músicas sobre a guerra do Vietname. Conseguiu ainda recuperar o antigo esplendor ao voltar aos palcos. Foi operado uma primeira vez ao coração em 1971.
Em 1972, chegou a ter um programa televisivo (na NBC). Meses depois, teve de parar, vindo a falecer na sequência de nova cirurgia, em Dezembro de 1973.
Em 2004, foi lançado um filme sobre a sua história, “Beyond the Sea, realizado, produzido e interpretado pelo cineasta e seu admirador Kevin Spacey.

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