Era
o único homem entre os cinco filhos do magnata do petróleo, John Davison
Rockefeller, considerado o empresário mais rico de todos os tempos. Era
invariavelmente chamado “Júnior”, para diferenciá-lo do seu pai famoso.
Quinto
e último filho de John D. Rockfeller (1839/1937), ele e a sua esposa Laura
Spelman viveram na mansão da família, localizada numa propriedade dos
Rockfellers, na 4 West 54th Street.
Formou-se
na Escola de Browning, criada por ele, e vinculada à Igreja Batista
Avenida do Parque (actual Igreja Presbiteriana Central), unidade sob
o seu comando, na West 55th Street.
Em
1897, graduou-se como Bacharel em Artes, depois de quase uma
dezena de cursos em ciências sociais, incluindo um estudo sobre o livro de Karl
Marx, “O Capital”.
Após
a formatura, Júnior juntou-se ao negócio do pai (1 de Outubro de 1897) e
estabeleceu operações no escritório da Standard Oil, empresa da família.
Ele tornou-se director da empresa e, mais tarde, também se tornou director da U.S
Steal, companhia de aço americana, que havia sido formada em 1901. Depois
de um escândalo envolvendo o então chefe da Standard Oil, John Dustin
Archbold (o sucessor do Sénior) e subornos que ele tinha feito a dois
congressistas proeminentes, Júnior demitiu-se de ambas as empresas, em 1910, numa
tentativa de «purificar» a sua filantropia em curso, a partir de
interesses comerciais e financeiros.
Rockefeller
Jr. é mais lembrado pela sua filantropia, doando mais de 537 milhões de dólares
a causas sociais durante a sua vida.
Criou
uma fundação, em 1938, para canalizar doações para as suas causas favoritas;
anteriormente, a sua principal organização filantrópica era a Fundação
Davison.
Em
Maio de 1913, tornou-se presidente da Fundação Rockefeller. A partir
daí, ele expandiu dramaticamente o escopo desta instituição fundada por seu
pai. Mais tarde, iria envolver-se em outras duas organizações criadas pelo Sénior:
a Universidade Rockfeller e o Conselho de Educação Internacional.
Nas
ciências sociais, fundou o Memorial Laura Spelman Rockfeller, em 1918,
que posteriormente foi incorporado na Fundação Rockfeller, em 1929. Um
internacionalista comprometido, ele apoiou financeiramente os programas da Liga
das Nações e financiou a criação e suas despesas correntes do Conselho
de Relações Exteriores e do seu edifício sede da inicial, em Nova Iorque,
em 1921.
Em
1900, convenceu o pai a apoiar a investigação do cancro genético. Construiu um
laboratório médico no campus do Centro Médico Cornell. Este tornou-se,
posteriormente, o Memorial Hospital, que, décadas mais tarde, se tornou
no renomado Memorial do Centro de Cancro Sloan-Kettering.
Rockfeller
Jr. estabeleceu o Escritório de Higiene Social em 1913, uma importante
iniciativa que investigou questões sociais como prostituição e doenças
venéreas, bem como estudos em administração da polícia, apoio e pesquisa para
as clínicas de controlo de natalidade.
Em
1924, por instigação da sua esposa, financiou Margaret Sanger no seu
trabalho pioneiro sobre controlo de natalidade e envolvimento em questões da
população.
Nas
artes, doou cinquenta quadros da extensa propriedade que possuía em West
Street, o Museu de Arte Moderna, que tinha sido co-fundada com a sua
esposa em 1929.
Em
Novembro de 1926, financiou a construção de um auditório para o Colégio
William e Mary Rockefeller, dedicado em memória dos organizadores da Phi
Beta Kappa, a fraternidade honorária da escola fundada em Williamsburg, em
1776. Rockefeller Jr. era um membro da sociedade.
Através
de negociações feitas pelo seu filho Nelson Rockefeller, em 1946, ele comprou,
por 8,5 milhões de dólares, através de um grande promotor imobiliário de Nova
Iorque, William Zeckendorf, um terreno ao longo do East River, em Manhattan, e
doou-o para que fosse construída a sede das Nações Unidas. Outra conexão
sua com a ONU foi o seu apoio financeiro inicial à instituição
antecessora, a Liga das Nações, o que incluiu um presente para dotar uma
biblioteca principal para a Liga, em Genebra, que ainda hoje continua
sendo um recurso para a ONU.
