Nasceu
com o nome de Giuseppe e, mais tarde, mudou para Joseph. Com apenas três anos
de idade emigrou para os EUA, onde se tornou um dos mafiosos mais famosos
daquela época. Junto com outros mafiosos, como Lucky Luciano, Frank Costello e
Vito Genovese, Bonanno criou uma organização criminosa que teve repercussões na
economia americana.
Tinha
26 anos quando se tornou capo de uma das cinco famílias que dominaram o
submundo nova-iorquino na década de 1930.
A
história da Máfia deve muito a Bonanno e ao seu capo, Joe. Foi
dele a ideia de reunir as cinco famílias em guerra e propor uma trégua,
conhecida como “Pax Bonanno”.
Mario
Puzo retratou com maestria o episódio no seu romance “O Poderoso Chefão”,
obra inspirada no mafioso, e que por sua vez serviu de base para o guião do
filme “O Poderoso Chefão”, de 1972.
Ele
era um dos integrantes originais da Comissão, o selecto grupo de chefões
da Máfia, criado para resolver disputas internas das famílias e, durante
os anos de 1950 e 1960, Bonanno dirigiu a Comissão.
Ele
foi preso várias vezes, na década de 1930, quando supostamente estava
ligado a Al Capone, mas passou apenas dois anos na cadeia. Só na década de 1980
ele voltou, para cumprir pena de 22 meses por obstrução da justiça e desprezo
pelas autoridades.
Ele
colaborou com Luciano na aliança que levou a Máfia a dar sustentação ao
desembarque das tropas aliadas na Sicília, durante a Segunda Guerra Mundial.
O
capo faleceu de insuficiência cardíaca, em Tucson, no Arizona, aos 97
anos, onde, milionário, vivia com filhos e netos, deixando uma enorme fortuna e
várias histórias, algumas documentadas na sua autobiografia de 1983, intitulada
“A Man of Honor” (“Um Homem de Honra”).

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