domingo, 15 de fevereiro de 2026

15 DE FEVEREIRO - YELENA BONNER

EFEMÉRIDE - Yelena Georgievna Bonner, médica, activista dos direitos humanos e proeminente dissidente da época da União Soviética, nasceu em Moscovo no dia 15 de Fevereiro de 1923. Morreu nos EUA em 18 de Junho de 2011. Foi casada com o físico Andrei Sakharov.

O seu padrasto foi preso e enviado para um campo de trabalho forçado (Gulag) em 1937 sob a acusação de actividades anti-soviéticas nunca comprovadas. Posteriormente, ele viria a morrer na prisão por maus-tratos. Devido aos crimes supostamente cometidos pelo marido, até mesmo a mãe de Yelena Bonner foi enviada para um campo de trabalhos forçados, em 1937, lá permanecendo durante oito anos.

Quando a Alemanha nazi invadiu a União Soviética, em 1941, Yelena Bonner serviu como enfermeira para o Exército Vermelho.

No período entre 1947 e 1953, cursou Medicina em Leninegrado, especializando-se em Pediatria. Posteriormente, ela actuou como médica em distritos, numa maternidade e até mesmo realizando alguns trabalhos no Iraque.

Casou-se com um antigo colega de turma, o médico Ivan Semenov, com quem viria a ter dois filhos, Tatiana e Alexei. Anos depois, contudo, ela viria a divorciar-se de Semenov.

Em 1965, uniu-se ao Partido Comunista da União Soviética. Contudo, ela viria a desiludir-se dos ideais do partido após a União Soviética intervir violentamente na Checoslováquia, em 1968, no episódio que passaria a ser conhecido como Primavera de Praga. Entre 1968 e 1972, anos em que deixou o partido comunista, Bonner tornar-se-ia um dos mais activos membros do grupo de dissidentes soviéticos.

Em Janeiro de 1972, casou-se com um dos mais famosos dissidentes soviéticos, o físico Andrei Sakharov.

Em 1975, Bonner tornou-se co-fundadora da organização de direitos humanos Helsinki Watch, sediada em Helsínquia, na Finlândia. Em 1977 e 1978, Tatiana e Aleksey, filhos de Yelena Bonner, mudaram-se para os Estados Unidos, devido às pressões exercidas pela KGB contra a sua família.

Em 1984, ao criticar publicamente o regime soviético, ela viria a ser condenada a cinco anos de prisão. Contudo, em 1985, foi libertada.

Após a morte de Sakharov, em 1989, Bonner continuou o seu activismo pelos direitos humanos, inclusive após a dissolução da União Soviética, em 1991.

Posteriormente, ela vigorosamente se levantaria contra a guerra na Chechénia e a de Nagorno-Karabakh, região disputada por Arménia e Azerbaijão.

Na Rússia, Bonner é mais lembrada, contudo, por haver prestado grande apoio ao então presidente Mikhail Gorbatchov no seu intento de implementar a glasnost e a perestroika, políticas que muito contribuiriam para o fim da Guerra Fria.

Faleceu em Junho de 2011, aos 88 anos. Está sepultada, junto ao marido, no Cemitério Vostryakovo, em Moscovo.

Sem comentários:

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
- Lisboa, Portugal
Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...