Foi
autor do livro mais editado em Portugal nesse século: a “Missão Abreviada”.
Manuel
José Gonçalves Couto era natural de Zimão, freguesia de Telões, concelho de
Vila Pouca de Aguiar. Faleceu no mesmo lugar de Zimão, na casa fronteira à que
nascera.
Era
o sexto filho dos dez que José António Dias e Maria José Gonçalves levaram à
pia baptismal da Igreja de Telões.
Eram
seus avós paternos António Dias do Cabo e Ana Maria Alves da Costa; e seus avós
maternos António Gonçalves do Couto e Mariana Gonçalves.
Com
25 anos, recebe a ordenação presbiteral em Braga, no dia 21 de Dezembro de
1844, das mãos do seu Arcebispo, D. Pedro Paulo de Figueiredo da Cunha e Mello
que, no ano seguinte, seria elevado ao cardinalato (30/09/1845).
De
uma família de lavradores abastados, viveu pobre e desprendidamente, com uma
única preocupação: viver e pregar a Boa Nova. Não apenas uma pregação
geral, esporádica e dispersa, mas uma pregação sistemática e exigente: tornou-se
missionário itinerante, pregador de missões populares, dedicando-se
intensivamente a este ministério que implicava despender horas e horas a ouvir
confissões (tendo chegado a confessar durante dezasseis horas seguidas). Ia,
portanto, de terra em terra, formando equipa com outros missionários, a pregar
missões que, por regra, duram quinze dias em cada lugar missionado.
Deste
seu empenho na pregação das missões, da realidade da vida com que
permanentemente contacta, decide, no tempo que lhe medeia entre missões,
escrever um livro que, dando continuidade às mesmas, sustentar o fruto das
missões, permitindo ainda chegar onde ele não podia ir. Nasceu assim a “Missão
Abreviada”, que teve a sua primeira edição em 1859, no editor Sebastião
José Pereira, do Porto.
É
notória a influência que o Pe. Couto, mormente através da “Missão Abreviada”,
teve na forma portuguesa de viver o cristianismo.

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