sábado, 16 de setembro de 2006

OS PORTUGUESES E O MUNDO

O cariz internacionalista do povo português é inegável.
Senão vejamos:
- Se tem um problema para ultrapassar... diz que se vê grego;
- Se alguma coisa é difícil de compreender... diz que é chinês;
- Se trabalha de manhã à noite... diz que é um mouro;
- Se tem uma invenção moderna e mais ou menos inútil... diz que é uma americanice;
- Se alguém mexe em coisas que não deve... diz que é como o espanhol;
- Se alguém vive com luxo e ostentação... diz que vive à grande e à francesa;
- Se alguém faz algo para causar boa impressão aos outros... diz que é só para inglês ver;
- Se alguém tenta "regatear" o preço de alguma coisa... diz que é pior que um marroquino;
Mas quando alguém faz merd@ ou alguma coisa corre mal... diz que é à PORTUGUESA!!!!

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

PODEMOS CONFIAR NAS MULHERES??

Ocorreu um acidente de trânsito, com dois carros batendo de frente, um guiado por um homem e o outro por uma mulher.
Ficaram completamente destruídos mas, surpreendentemente, os motoristas nada sofreram. Saíram completamente ilesos.
Depois de saírem dos seus carros, o homem estava pronto para a agredir verbalmente, mas a mulher rapidamente diz:
- Interessante, você um homem e eu uma mulher, com os carros totalmente destruídos, mas estamos sem nenhum arranhão. Isto deve ser um sinal de Deus. Nós realmente precisávamos de nos encontrar. Estava nos nossos destinos que devíamos nos conhecer e ficarmos vivendo em paz, como grandes amigos, até ao fim dos nossos dias.
- Concordo!
Disse o homem.
- Isto com certeza é um sinal de Deus. E olhe outro milagre, meu carro está completamente destruído, mas esta garrafa de vinho não se quebrou. Está claro que o destino quer que a bebamos para celebrar a nossa vida, que foi salva milagrosamente neste acidente. Vamos celebrar!Então a mulher passa a garrafa para o homem. Ele concorda sem titubear e vira o gargalo na boca até beber a metade da garrafa. Entrega a garrafa pela metade para a mulher. Ela pega a rolha e recoloca no gargalo, imediatamente, sem beber nenhum gole.
Sem entender nada, o homem pergunta:
- Não vai beber a sua metade para comemorar?A mulher responde:
- Agora não. Vou esperar que a polícia chegue primeiro...
EFEMÉRIDE – Manuel Maria Barbosa du Bocage, considerado um dos melhores poetas portugueses e, depois de Camões, o mais popular e celebrado de todos, nasceu em Setúbal no dia 15 de Setembro de 1765. Faleceu com 40 anos, em Lisboa, vítima de aneurisma, no dia 21 de Dezembro de 1805.
Os seus primeiros estudos foram feitos com um mestre, que o maltratava. Mais tarde, entrou na aula régia de gramática do padre espanhol D. João de Medina, onde aprendeu línguas.
No ano de 1779 começou a fazer o serviço militar como cadete no regimento n.º 7 de infantaria de Setúbal, vindo depois para Lisboa onde estudou na Academia Real de Marinha.
Em 1786, partiu para as terras que inspiraram Camões. A nau em que viajava arribou ao Rio de Janeiro, por causa de uma tempestade, e Bocage foi muito bem recebido pelo vice-rei do Brasil, Luís de Vasconcelos e Sousa, e pela melhor sociedade fluminense. Voltando a Portugal, em Abril desse ano, tornou a partir na mesma nau e chegou finalmente a Goa em 29 de Outubro. Em 1789 foi para Macau, onde teve problemas por ter sido considerado desertor. Voltou a Portugal.
Em 1790 foi convidado e aderiu à Academia das Belas Letras ou Nova Arcádia, onde adoptou o pseudónimo Elmano Sadino.
No ano de 1797, foram denunciados à polícia, como escritos pelo poeta, uns papéis «ímpios, sediciosos e satíricos» … Bocage soube-o e tentou fugir, mas foi preso, só sendo libertado no ano seguinte.
Em 1801 aceitou a proposta de um naturalista brasileiro, padre José Mariano da Conceição Veloso, para fazer traduções de vários poemas didácticos, tarefa que cumpriu com brilhantismo.
Entre 1791 e 1799, publicou os seus principais livros. Os derradeiros cinco anos da sua vida foram muito dolorosos, agitados por terrores e ansiedades, vendo-se pobre e doente.
Em 21 de Dezembro de 1872, a Câmara Municipal de Setúbal inaugurou um monumento em sua honra. O dia 15 de Setembro é feriado municipal naquela cidade.

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Grace Patrícia Kelly, actriz de cinema, nascida nos Estados Unidos da América, Princesa do Mónaco em virtude do seu casamento com o Príncipe Rainier III, morreu no Mónaco em 14 de Setembro de 1982, num acidente de carro em que perdeu o controlo do seu Rover V8, após sofrer um derrame cerebral.
Nascera em 12 de Novembro de 1929 em Filadélfia, tendo sido educada num convento. Aos 17 anos já queria ser comediante, apesar da oposição da família. Posou para a Coca-Cola e Colgate afim de pagar com o próprio dinheiro o seu Curso de Arte Dramática.
Estreou-se no cinema aos 22 anos. Em 1952, entrou num filme com Gary Cooper e, em 1953, contracenou com Clark Gable e Ava Gardner. Foi intérprete de três filmes de Alfred Hitchcock. Em 1955, ganhou o Óscar da melhor actriz.
Conheceu o Príncipe Rainier em 1955, quando do Festival de Cannes de Cinema. Renunciou à sua carreira cinematográfica após uma última comédia com Bing Crosby e Frank Sinatra.
Grace e Rainier tiveram três filhos: Caroline, Stéphanie e Albert, actual Príncipe do Mónaco.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Natália de Oliveira Correia, poetisa, romancista, dramaturga, ensaísta, jornalista e política, nasceu em 13 de Setembro de 1923 nos Açores.
Veio para Lisboa com sua mãe aos onze anos de idade. Cedo se notabilizou na Literatura e na Imprensa e, mais tarde, na Televisão.
Participou em vários movimentos de oposição à ditadura, sendo uma notável activista na defesa da cultura, dos direitos humanos e da emancipação da Mulher.
Em 1966 foi condenada a três anos de prisão, com pena suspensa, por ter organizado uma Antologia da Poesia Erótica e Satírica, o que ofendia a moral e os bons costumes - segundo os acólitos de Salazar.
Abriu em 1971 o Bar Botequim onde, durante as décadas de 1970 e 1980, se reuniu grande parte da intelectualidade portuguesa.
Foi deputada à Assembleia da República entre 1980 e 1991.
Natália Correia recebeu, em 1991, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores pelo seu livro Sonetos Românticos. No mesmo ano foi-lhe atribuída a Ordem da Liberdade e, antes, já tinha sido consagrada com a Ordem de Santiago.
É considerada uma figura proeminente da literatura portuguesa no século XX. A sua obra foi influenciada pela sua ilha natal e seus poetas, pelo surrealismo, pela lírica galaico-portuguesa e pelo misticismo.
Faleceu em Lisboa a 16 de Março de 1993.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE – Amílcar Lopes Cabral, agrónomo, intelectual, escritor, poeta, revolucionário e político guineense, nasceu em Bafatá, Guiné-Bissau, em 12 de Setembro de 1924. Aos 8 anos de idade, a sua família mudou-se para Cabo Verde, onde completou o curso liceal em 1943.
Em 1945, obteve uma bolsa de estudos e ingressou no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa. Após se licenciar em 1950, trabalhou dois anos na Estação Agronómica de Santarém.
Contratado pelos Serviços Agrícolas e Florestais da Guiné, regressou a Bissau em 1952. As suas actividades políticas trouxeram-lhe, no entanto, problemas com as autoridades coloniais e foi obrigado a emigrar para Angola.
Em 1959, juntamente com Aristides Pereira, com o seu meio-irmão Luís Cabral e outros, fundou o partido clandestino PAIGC - Partido Africano para a Independência da Guiné e do Cabo Verde. Quatro anos mais tarde, o PAIGC sai da clandestinidade ao estabelecer uma delegação na cidade de Conacri. Em 23 de Janeiro de 1963 teve início a luta armada contra Portugal.
Em 1970, Amílcar Cabral, acompanhado de Agostinho Neto (Angola) e de Marcelino dos Santos (Moçambique), foi recebido pelo Papa Paulo VI em audiência privada, o que constituiu mais um duro golpe para o regime fascista português.
Em 1972, a ONU considerou oficialmente o PAIG como legítimo representante dos povos da Guiné e de Cabo Verde.
Em 20 de Janeiro de 1973, Amílcar Cabral foi assassinado em Conacri por dois membros guineenses de seu próprio partido, julga-se que manipulados ou com a conivência da polícia política portuguesa. Não chegou, assim, a assistir à auto-proclamação da independência do seu país, seis meses mais tarde, nem ao seu reconhecimento após a Revolução dos Cravos em Portugal.
Amílcar Cabral deixou uma obra teórica notável, com vários textos sobre cultura, sociologia, política e revolução, tendo sido autor igualmente de muitos poemas.

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

11 DE SETEMBRO

Até eu, que não acredito em Deus,
Orei.
Orei pelos que morreram,
Orei pelos que desapareceram,
Orei pelos pais sem filhos,
Orei pelos órfãos,
Orei pelos lares destruídos,
Orei pelos irmãos sem irmãos,
Orei pelos amigos sem amigos,
Orei pelos que não puderam voltar a casa!
E chorei.
Chorei olhando as labaredas e os aviões,
Chorei vendo os destroços e o pânico,
Chorei com as dores que vi nos rostos...
E pensei.
Pensei que os dias seguintes não iam ser fáceis,
Pensei como tinha sido possível tal barbárie!
(Seguramente, se Deus existisse,
Os carrascos e seus aliados seriam castigados,
Nem que levasse algum tempo...)
Sim, orei e chorei em Santiago do Chile,
No dia 11 de Setembro de 1973...

Olhando as Torres de Nova Iorque a arder,
Quase três décadas volvidas,
Orei de novo por vítimas inocentes,
Chorei de novo com o sofrimento alheio,
Continuei a não acreditar em (nenhum) Deus!


Gabriel de Sousa/2001
EFEMÉRIDE - Antero Tarquínio de Quental, escritor, pensador, político e poeta português, faleceu nos Açores no dia 11 de Setembro de 1891. Nascera em Ponta Delgada, nos Açores, em 18 de Abril de 1842.
Em 1855 foi estudar para Coimbra, matriculando-se na Faculdade de Direito em 1858 e concluindo o curso em 1864.
Em 1865 envolveu-se na polémica conhecida por Questão Coimbrã, em que humilhou António Feliciano de Castilho, seu antigo professor e conhecido escritor e crítico literário. Castilho criticara o seu livro "Odes Modernas" referindo «o aventureirismo de um jovem tolo que escreve de forma assaz estranha e de gosto muito duvidoso». Antero respondeu com um opúsculo (Bom senso e Bom gosto), em que definia a sua literatura por oposição à instituída: «ao Ultra-Romantismo decadente, torpe, beato, estupidificante e moralmente degradado, oponho o Realismo, a exposição da vida tal como ela é, as chagas da sociedade, a pobreza, a exploração». Chegou a bater-se em duelo, realizado no Porto, com Ramalho Ortigão, que tomara o partido de Feliciano Castilho.
Antero defendia a poesia como Voz da Revolução, uma forma de alertar as consciências para as desigualdades sociais e para os problemas da humanidade.
Em 1866 foi viver para Lisboa, onde trabalhou como tipógrafo, profissão que exerceu também em Paris. Regressou a Lisboa, onde formou o Cenáculo, grupo literário de que fizeram parte, entre outros, Eça de Queirós e Teófilo Braga.
Em 1873 Antero herdou uma quantia considerável, por morte de sua mãe, o que lhe permitiu viver o resto dos seus dias de forma desafogada e independente.
Em 1874 adoeceu de psicose maníaco-depressiva, doença que o acompanharia até ao fim da vida. Em 1881 abandonou a vida pública e retirou-se em Vila do Conde.
Em Junho de 1891, embarcou para a sua terra natal e, três meses mais tarde, suicidou-se com dois tiros de revólver.

Obras principais:
Raios de Extinta Luz, Primaveras Românticas, Odes Modernas e Sonetos.

domingo, 10 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - António Agostinho Neto, médico, poeta, revolucionário e político angolano, morreu em Moscovo no dia 10 de Setembro de 1979, no seguimento de uma intervenção cirúrgica.
Nascera em Angola em 17 de Setembro de 1922. Filho de um pastor metodista, fez os seus estudos primeiro em Coimbra e depois em Lisboa, onde se formou em Medicina na Universidade de Lisboa. Fez parte de uma geração de estudantes africanos que viria a desempenhar um papel decisivo na independência dos seus países.
Foi preso pela polícia política portuguesa em 1960 e deportado para o Tarrafal (Cabo Verde) onde esteve dois anos, sendo-lhe depois fixada residência em Portugal, de onde fugiu para o exílio em Marrocos. Aí assumiu a direcção do MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola).
A Revolução dos Cravos em Portugal pôs fim ao regime colonial-fascista de Salazar. Foi fixada a data de 11 de Novembro de 1975 para a declaração de independência de Angola. As autoridades portuguesas, não querendo privilegiar qualquer dos grupos militares angolanos em presença, organizou conversações com eles (MPLA, FNLA e UNITA) e um acordo foi assinado em Alvor (Algarve) no dia 10 de Janeiro de 1975. Agostinho Neto representou o MPLA.
Um governo de transição foi nomeado em 31 de Janeiro, mas caiu em Agosto. Começa a guerra civil que duraria quase um quarto de século. Cada um dos três Movimentos controlava uma parte do território. Na capital, Luanda, estava o MPLA e Agostinho Neto declara-se Presidente da República em 10 de Novembro. No dia seguinte, Portugal concede a independência, não a um governo mas sim ao «Povo Angolano» e o Governador português não assiste à cerimónia. O reconhecimento internacional do regime do MPLA foi rápido.
Agostinho Neto foi Presidente da Republica entre 1975 e 1979. Gravemente doente, foi transportado para Moscovo onde faleceu. O seu corpo foi embalsamado, para ser posteriormente instalado num mausoléu em Luanda, face ao Oceano Atlântico.
Deixou viúva, Maria Eugenia Neto, portuguesa de quem teve 3 filhos.
Agostinho Neto publicou, em 1974, uma recolha dos seus poemas sob o título Sagrada Esperança.

sábado, 9 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Cesare Pavese, escritor italiano, nasceu em Santo Stefano Belbo no dia 9 Setembro de 1908, tendo morrido em Turim em 26 de Agosto de 1950.
Pavese estudou filologia inglesa e escreveu uma tese sobre o poeta americano Walt Whitman em 1930. Além disso, traduziu para italiano Moby Dick de Herman Melville, assim como obras de John Dos Passos, de William Faulkner, de Daniel Defoe, de James Joyce e ainda de Charles Dickens.
Colaborou na revista Culture, com artigos sobre a literatura americana, publicando em 1936 uma recolha de poemas seus (Trabalhar Cansa). Foi conselheiro da editora Einaudi e professor da língua inglesa.
Em 1935, foi preso por actividades antifascistas e exilado na Calábria durante oito meses.
Escreveu vários livros (ensaios, ficção, poesia e também o diário Ofício de Viver). Suicidou-se em 1950, no quarto de um hotel de Turim, depois de várias crises depressivas. Acabara de receber um prémio literário.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

PIADA ALENTEJANA

Três amigos alentejanos a esgrimirem as suas qualidades:
- Ê so tão preguiçoso que no outro dia, vi uns maços de notas no chão, e não os apanhê p'rá nã ter que m'agachari.
Prossegue um outro:
- Isso nã é nada. A minha vizinha super-sexy tocou-me à porta, a convidar-me para ir passar a noite à casa dela e eu recusei p'ra nã ter que atravessar a rua.
E o terceiro:
- Pois o mê caso foi piori. No domingo fui ao cinema e passei o filme todo a chorari.
- Só isso? - comentaram os outros.
- É que ao sentar-me, entalê os tomates e nã estive p'ra me levantari.
EFEMÉRIDE - Antonín Leopold Dvorak, compositor musical checo, nasceu em Nelahozeves no dia 8 de Setembro de 1841.
Dvorak, cujas obras conheceram bastante sucesso mesmo no seu tempo, deslocou-se muitas vezes a Inglaterra, onde recebeu, em 1891, o doutoramento honoris causa da Universidade de Cambridge. Obteve o mesmo título da Universidade de Viena e da Universidade de Praga.
Em 1892, aceitou o convite para dirigir o Conservatório de Nova Iorque, cargo que ocupou até 1895. Escreveu então algumas das suas obras mais famosas. No entanto, a saudade de seu país fez com que o compositor voltasse ao seu lugar de professor de composição em Praga.
Dvorak é um dos raros exemplos de compositor romântico que abordou com sucesso quase todos os géneros musicais, com a única excepção do ballet. A sua obra é imensa e variada, desde obras para instrumentos específicos até música de câmara, passando por óperas e música religiosa.
A sua música inspirou-se nos seus antecessores europeus, mas também no folclore nacional checo e americano (espirituais negros e cantos populares).
Morreu em Praga, no 1º de Maio de 1904, vítima de congestão cerebral.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Camilo Pessanha, poeta português, nasceu em 7 de Setembro de 1867 na cidade de Coimbra, tendo tirado o curso de Direito nesta cidade.
Em 1894, transferiu-se para Macau onde, durante três anos, foi professor secundário de Filosofia. Deixou de leccionar em 1900, quando foi nomeado conservador do registro predial e depois juiz de comarca.
Levou uma vida de solitário excêntrico. Doente dos nervos, voltou a Portugal algumas vezes em busca de cura mas, desiludido, voltou definitivamente para Macau em 1915.
Os seus poemas, escritos em folhas soltas e oferecidos a pessoas amigas, dispersaram-se ou chegaram mesmo a perder-se, sem que o autor se desse ao cuidado de guardar cópias, sendo no entanto capaz de reproduzi-los de memória quando desejasse. Assim, graças a um amigo, a quem ditara as suas produções, foi impresso o volume Clepsidra (1920), com alguns poemas já publicados em revistas mas na maioria ainda inéditos.
Influenciado por Cesário Verde, tornou-se o mais puro dos simbolistas portugueses. Os seus poemas influenciaram muito a geração de Orpheu, desde Mário de Sá-Carneiro até Fernando Pessoa.
O contacto com a cultura chinesa levou-o a escrever vários estudos e a fazer traduções de alguns poetas chineses. Camilo Pessanha morreu em Macau, no dia 1 de Março de 1926, vítima do ópio.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Sully Prudhomme (René Armand François Prudhomme), poeta francês, faleceu em 6 de Setembro de 1907. Nascera na Capital francesa em 16 de Março de 1839.
Começou por trabalhar numa fábrica, depois num notário, mas o acolhimento favorável dispensado aos seus primeiros poemas encorajaram-no a seguir uma carreira literária.
Depois de publicar os seus primeiros livros de poemas, começou a interessar-se também por estética e filosofia, publicando livros sobre estes temas.
Foi eleito para a Academia Francesa em 1881, sendo o primeiro escritor a receber o Prémio Nobel, em 10 de Dezembro de 1901. A maior parte da soma recebida foi destinada à criação de um prémio literário de poesia.
As suas principais obras são Stances et Poèmes, Les Épreuves e Les Solitudes.
A sua saúde, que tinha ficado bastante abalada quando da guerra de 1870, fez com que ele acabasse a sua vida quase recluso em Châtenay-Malabry (Hauts-de-Seine), sofrendo ataques de paralisia mas trabalhando sempre. Ali morreu em 1907, sendo enterrado no célebre cemitério Père Lachaise em Paris.

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Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...