Frequentou o Liceu
Nacional Alexandre Herculano, no Porto, até 1944, ano em que se matriculou
no Curso de Preparatórios Militares da Faculdade de Ciências da Universidade
do Porto.
Aos vinte anos, ingressou na Escola
do Exército, concluindo o curso de Infantaria, a que se seguiu o
tirocínio na Escola Prática de Infantaria. Em 1949, iniciou efectivamente
a sua carreira militar, como alferes em Macau, onde permaneceu até 1951.
Em 1961, com o eclodir da Guerra
do Ultramar, prestou serviço em Angola, até 1964, e em Moçambique, entre
1965 e 1974.
Em 20 de Junho de 1962, foi
agraciado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Avis.
Após o 25 de Abril de 1974,
Pires Veloso foi nomeado governador de São Tomé e Príncipe, passando, a 18 de Dezembro
do mesmo ano, a alto comissário, função que manteve até à independência do
território, em 12 de Julho de 1975. Em Setembro de 1975, foi designado
comandante da Região Militar do Norte, substituindo o brigadeiro Eurico
Corvacho na sequência da histórica assembleia do MFA realizada em Tancos
a 5 de Setembro de 1975.
Chegando ao Porto no dia 12
de Setembro, a sua primeira preocupação foi desfazer a equipa da 2ª repartição
que se tinha destacada no combate ao ELP e colocar a Companhia de
Operações Especiais de Leixões como sua reserva pessoal.
Pires Veloso foi um dos
protagonistas do Golpe de 25 de Novembro de 1975 que pôs fim ao chamado Verão
Quente de 1975. Nesse dia, em que Portugal esteve a um passo da guerra
civil, o então comandante da Região Militar do Norte mobilizou as suas
tropas no apoio aos “moderados”, disponibilizando-se mesmo para acolher
no Porto um governo provisório.
Pires Veloso integrou o Conselho
da Revolução entre 1975 e 1977, ano em que também terminou a sua missão de
comandante da Região Militar do Norte. Candidatou-se a Presidente da
República Portuguesa, como independente, nas eleições de 1980, mas não obteve
mais do que 0,78% dos votos, num sufrágio em que foi reeleito Ramalho Eanes.
Com a frequência do Curso Superior de Comando e Direcção do Instituto
de Altos Estudos Militares, Pires Veloso ascendeu à patente de oficial
general em 1988.
No dia 25 de Abril de 2006
foi agraciado pelo então presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui
Rio, com a Medalha Municipal de Mérito (Grau Ouro), pelo seu «desempenho
militar» e «papel fundamental na consolidação da democracia nacional
durante o período em que comandou a Região Militar do Norte».
Publicou o livro “Vice-rei
do Norte: memórias e revelações”, em 2009. Pires Veloso era irmão mais novo
de Aureliano Veloso, o primeiro presidente da Câmara Municipal do Porto
eleito democraticamente após o 25 de Abril de 1974, e tio do
cantor Rui Veloso.
Faleceu em 2014, no Hospital
Militar do Porto, em decorrência de um acidente vascular cerebral.
Em 16 de Setembro de 2014,
foi noticiado que foi entregue na Assembleia Municipal do Porto uma
proposta para dar à Praça da República o nome do general Pires Veloso, pelo seu
papel no golpe de 25 de Novembro de 1975.
Em 25 de Novembro de 2022,
foi agraciado, a título póstumo, com o grau de Grã-Cruz da Ordem da
Liberdade.

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