Pega com pirueta!
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sábado, 16 de outubro de 2010
EFEMÉRIDE – Karl Ristikivi, escritor estoniano, nasceu em Läänemaa no dia 16 de Outubro de 1912. Morreu em Estocolmo, em 19 de Julho de 1977.Ristikivi figura entre os melhores escritores estonianos de todos os tempos, devido aos seus romances históricos.
Publicou apenas uma colecção de poemas, “A Jornada (Espiritual) de um Homem”, o que não o impediu de ser considerado também um dos melhores poetas estonianos de sempre. Ele foi um dos representantes do Realismo Socialista na Estónia.
Licenciado em Geografia pela Universidade de Tartu em 1941, Karl começara a ser um escritor reconhecido ao publicar o romance “Fogo e Ferro” em 1938.
Karl Ristikivi auto-exilou-se na Finlândia em 1943 e na Suécia a partir de 1944. A opressão e a falta de liberdade na Estónia daquele tempo eram inaceitáveis para a sua natureza pacífica. Ficou fora da pátria até à sua morte, embora tenha sido frequentemente convidado para voltar.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
EFEMÉRIDE – Mata Hari, de seu verdadeiro nome Margaretha Geertruida Zelle, dançarina exótica dos Países Baixos, acusada de espionagem e condenada a fuzilamento durante a Primeira Guerra Mundial, morreu em Vincennes no dia 15 de Outubro de 1917. Nascera em Leeuwarden, em 7 de Agosto de 1876.Mata Hari era filha de um empresário e de uma descendente de javaneses. No início do século XX, depois de uma tentativa fracassada de se tornar professora, de um casamento igualmente fracassado e de ter dois filhos, mudou-se para Paris. Posava como se fosse uma princesa javanesa e tornou-se dançarina exótica. O seu nome artístico “Mata Hari” quer dizer “sol” em malaio e em língua indonésia. Ela foi igualmente uma cortesã que teve casos amorosos com vários militares e políticos.
Durante a guerra, Mata Hari dormiu com inúmeros oficiais, tanto franceses como alemães, e tornou-se um peão da intriga internacional, apesar dos historiadores nunca terem esclarecido com exactidão se ela foi realmente uma espia e, em caso afirmativo, quais eram exactamente as suas actividades como tal. Em 1917 foi julgada pelos franceses, acusada de espionagem e de ser uma agente dupla da Alemanha e da França. Considerada culpada, foi fuzilada em 15 de Outubro do mesmo ano.
Existem vários rumores em torno da sua execução. Um dos mais fantasiosos diz que os soldados do pelotão de fuzilamento tiveram de ser vendados para não sucumbir ao seu charme. Outra história conta que Mata Hari lançou um beijo aos seus executores antes deles começarem a disparar. Uma terceira versão diz que ela abriu a túnica que vestia e morreu expondo-se completamente nua.
Nenhum familiar reclamou o seu corpo, que foi entregue à Faculdade de Medicina, onde foi dissecado pelos estudantes e depois incinerado. As cinzas foram deitadas numa vala comum, nada restando dos seus restos mortais.
O filme de 1931 “Mata Hari”, em que Greta Garbo interpretou o papel principal, descreve os seus últimos dias de vida. Existe uma outra versão deste filme, rodada em 1885, com a actriz holandesa Sylvia Kristel.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
EFEMÉRIDE – António José Conceição Oliveira, conhecido por Toni, ex-futebolista e treinador, nasceu em Mogofores, Anadia, no dia 14 de Outubro de 1946.Começou a jogar no clube da sua terra natal e, com 17 anos, ingressou na Académica de Coimbra. Em 1968, assinou o primeiro contrato com o Benfica, clube onde iria fazer toda a sua carreira de jogador profissional. Quatro anos mais tarde, foi eleito o Melhor Futebolista do Ano.
Jogou como médio durante 13 épocas ao serviço do Benfica, tendo feito 395 jogos e marcado 24 golos. Conquistou 14 títulos (8 Campeonatos, 5 Taças de Portugal e uma Super Taça) e foi internacional por Portugal 33 vezes (1969/1978). Em fim de carreira, alinhou ainda pelo Las Vegas Quick Silver (E.U.A).
Como treinador de futebol, esteve no Benfica por 3 vezes (1987/1989, 1992/1994 e 2000/2002), tendo conquistado 3 títulos (2 Campeonatos e 1 Taça de Portugal). Treinou ainda o Bordéus (França), o Sevilha (Espanha), a selecção dos Emiratos Árabes Unidos, o Al-Ahli (Egipto), o Shenyang Jinde (R. P. China) e o Sfaxien (Tunísia).
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
EFEMÉRIDE – Elzie Crisler Segar, cartoonista norte-americano, mundialmente conhecido por ser o criador de Popeye, personagem que apareceu pela primeira vez numa banda desenhada em 1929, morreu em Santa Mónica, Califórnia, no dia 13 de Outubro de 1938. Nascera em Chester, no Illinois, em 8 de Dezembro de 1894.Desempenhou vários ofícios, entre eles o de projeccionista num cinema. Os filmes de Charlie Chaplin inspiraram-lhe as “histórias aos quadradinhos”. O sucesso não foi imediato, mas um amigo encorajou-o para prosseguir, ajudando-o mesmo a entrar para o “Chicago Herald”, onde ele veio a publicar as histórias de Chaplin.
Em 1919 o seu trabalho foi descoberto pelo King Features Syndicate, que lhe encomendou uma série de banda desenhada. Nessa série já se pôde ver a silhueta filiforme de Olívia. Em 1929 fez aparecer mais um simples figurante, justamente o marinheiro Popeye. Encantado pelo seu personagem, Segar voltou a utilizá-lo e fez dele um herói que teve rapidamente sucesso internacional.
Segar viveu muito confortavelmente com a remuneração dos desenhos que fazia, mesmo no auge da grande depressão do fim dos anos 1920.
Morreu vítima de leucemia aos 43 anos de idade. Popeye foi depois “retomado” por numerosos desenhadores e cineastas, sempre com assinalável êxito.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
EFEMÉRIDE – Eugenio Montale, poeta, prosador, jornalista e tradutor italiano, nasceu em Génova no dia 12 de Outubro de 1896. Faleceu em Milão, em 12 de Setembro de 1981. Recebeu o Prémio Nobel de Literatura em 1975.Era o mais novo de seis irmãos e foi deixado um pouco entregue a si mesmo e à sua melancolia. Inscrito no Instituto Técnico Comercial Vittorio Emmanuel, onde obteve o diploma em 1915, Montale tinha todo o seu tempo livre para cultivar como entendesse os seus centros de interesse, principalmente literários, frequentar bibliotecas municipais e assistir mesmo a cursos privados de filosofia de uma sua irmã.
A sua educação foi a típica de um autodidacta, que descobriu a sua vocação através de um percurso livre de qualquer influência, para além da própria vontade e dos próprios limites. A literatura (Dante em primeiro lugar) e as línguas estrangeiras foram o terreno privilegiado onde o seu imaginário buscou as primeiras raízes.
Com a bagagem literária e espiritual adquirida, Montale chegou a Florença em 1927, para ocupar o cargo de redactor de uma editora. Os anos precedentes tinham sido decisivos para o nascimento da poesia moderna e para uma profunda renovação cultural que nem a censura fascista conseguira asfixiar. Montale entrou discretamente na poesia italiana, começando a escrever para todas as novas revistas literárias que nasciam e morriam naqueles anos de incessante pesquisa poética.
A sua vida em Florença prosseguiu entre incertezas económicas e frágeis relações sentimentais. Até à sua instalação em Milão (1948), no isolamento a que o fascismo obrigava, publicou muitos poemas, cuja maior divulgação a partir dos anos 1960 fez com que fossem considerados como dos mais importantes do século XX italiano.
Começou a colaborar no “Corriere della sera”, onde escreveu críticas musicais e fez reportagens que o levaram a vários países, entre outros os do Médio Oriente, quando da visita do Papa Paulo VI à Palestina. Mas viajar não fazia parte do seu imaginário poético. O seu mundo era a solidão e os sonhos no seu apartamento milanês. Paradoxalmente isto não o impediu de receber vários reconhecimentos oficiais: doutoramentos honoris causa (Milão 1961, Cambridge 1967 e Roma 1974), Senador de 1967 até à sua morte e Prémio Nobel.
Nos últimos anos da sua vida, Montale aprofundou a sua filosofia e tornou-se menos reservado, como se temesse não ter tempo para «dizer tudo o que lhe ia na alma».
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
EFEMÉRIDE – Jean Maurice Eugène Clément Cocteau, poeta, romancista, cineasta, designer, dramaturgo, actor e encenador de teatro francês, morreu em Milly-la-Forêt no dia 11 de Outubro de 1963. Nascera em Maisons-Lafitte, em 5 de Julho de 1889.Em conjunto com outros surrealistas da sua geração, Cocteau conseguiu conjugar com maestria os novos e os velhos códigos verbais, a linguagem de encenação e as tecnologias do modernismo, criando um paradoxo: um “modernismo clássico”.
As suas peças foram levadas aos palcos dos Grandes Teatros, nos Boulevards da época parisiense em que viveu e que ele ajudou a definir e a criar. A sua abordagem versátil e nada convencional e a sua enorme produtividade trouxeram-lhe fama internacional.
Jean Cocteau foi um dos mais talentosos artistas do século XX e actuou activamente em diversos movimentos artísticos. Foi eleito membro da Academia Francesa e da Academia Real da Bélgica em 1955.
Homossexual, nunca escamoteou a sua orientação sexual. Manteve estreita amizade com Jean Marais, o seu actor preferido. Entre os seus amigos contavam-se Édith Piaf, Jean Genet, etc.
Cocteau realizou sete filmes e colaborou como argumentista ou narrador em mais alguns, todos eles ricos em simbolismos e imagens surreais. É considerado um dos mais importantes cineastas de todos os tempos.
O pai suicidou-se quando ele tinha nove anos. Cocteau começou a escrever aos dez e aos dezasseis já publicava as suas primeiras poesias, um ano depois de abandonar a casa familiar. Apesar de se distinguir em todos os campos literários e artísticos, Cocteau insistia em que era fundamentalmente um poeta e que toda a sua obra era poesia. Em 1909, com vinte anos, publicou o seu primeiro livro de poemas “A Lâmpada de Aladino”. O seu segundo livro, “O príncipe frívolo”, foi editado no ano seguinte. Por esta altura conheceu os escritores Marcel Proust e André Gide.
Durante a Primeira Guerra Mundial, Cocteau prestou serviço na Cruz Vermelha como condutor de ambulâncias. Neste período conheceu o poeta Guillaume Apollinaire, os pintores Pablo Picasso e Amedeo Modigliani e numerosos outros escritores e artistas com quem mais tarde viria a colaborar. O empresário russo de ballet, Sergei Diaghilev, desafiou Cocteau a escrever um cenário para um novo bailado: “- Surpreende-me!”, teria dito Diaghilev. O resultado foi “Parade”, que seria produzido por Diaghilev em 1917, com cenografia de Picasso.
Expoente importante do Surrealismo, Cocteau teve enorme influência na obra de outros artistas. O consumo de ópio e os seus esforços para deixar esta droga afectaram profundamente o seu estilo literário. O seu livro mais famoso, “Les Enfants Terribles”, foi escrito numa semana em que fez uma dolorosa tentativa de abandonar o ópio. Em “Ópio, diário de uma desintoxicação” narrou a experiência da sua recuperação do vício em 1929.
Na década de 1930, Cocteau teve um surpreendente caso com a Princesa Natalie Paley, a linda filha de um Grão-duque da família Romanov, modelo e actriz, anteriormente casada com um costureiro. Natalie ficou grávida mas, para grande desgosto de ambos, veio a abortar.
Em 1940, “Le Bel Indifférent”, uma peça de teatro que Cocteau escreveu para Édith Piaf, teve um enorme sucesso. Trabalhou também com Pablo Picasso em diversos projectos e fez amizade com inúmeros artistas europeus. Publicou um considerável número de ensaios criticando a homofobia.
Os filmes de Cocteau que, na sua maioria, foram escritos e realizados por ele próprio, foram particularmente importantes para a introdução do Surrealismo no cinema francês e influenciaram, até um certo ponto, a “Nouvelle Vague”. Os seus filmes mais conhecidos são “Les parents terribles” (1948), “La Belle et la Bête”(1946) e “Orpheus” (1949).
Cocteau morreu de enfarte do miocárdio, apenas algumas horas depois de saber da morte da sua grande amiga Édith Piaf.
Pode ler-se no epitáfio da sua pedra tumular: «Fico convosco». Em 22 de Junho de 2010, a sua casa em Milly-la-Forêt, entretanto transformada em museu, foi inaugurada.
domingo, 10 de outubro de 2010
EFEMÉRIDE – Yul Brynner, de seu verdadeiro nome Juli Borisovich Bryner, famoso actor norte-americano de origem suíça, mongol e russa, morreu em Nova Iorque no dia 10 de Outubro de 1985, vítima de cancro num pulmão. Nascera em Vladivostok, em 11 de Julho de 1920.Era filho de um engenheiro, cônsul da Suíça na Rússia. Depois do pai deixar a família, na década de 1930, passou a infância com a mãe, entre Pequim e Paris, onde se instalaram em 1934. Estudou Filosofia na Sorbonne. Para ganhar a vida tocava guitarra em clubes nocturnos. Em 1941 foi para os Estados Unidos estudar teatro. Oito anos depois, estreou-se no cinema com o filme “Port of New York”.
Rapou a cabeça em 1951 (o que passou a ser a sua imagem de marca), quando foi convidado a representar o Rei do Sião no musical da Broadway, “O Rei e Eu”, peça em que actuou 4 525 vezes e com a qual recebeu, em 1952, o “Tony Award” de Melhor Actor de Comédia Musical. Transposto para o cinema em 1956, por Walter Lang, a sua interpretação valeu-lhe o Oscar de Melhor Actor. Nos anos 1970 retomaria aquele personagem numa série de TV.
Protagonizou várias produções de sucesso, entre as quais: “Os Dez Mandamentos”, “Sete Homens e um Destino”, “Anastácia, a Princesa Esquecida”, “Os Irmãos Karamazov”, “Taras Bulba" e “O Farol do Fim do Mundo”.
Casou-se quatro vezes, uma delas com Marlène Dietrich, e teve cinco filhos naturais e dois adoptivos (Vietnamitas).
No meio dos anos 1980, soube que tinha um tumor no pulmão devido ao seu consumo excessivo de tabaco (cinco maços por dia). Decidiu então colaborar num spot televisivo, que alertava para os perigos de fumar e que só foi exibido após a sua morte.
Misterioso sobre as suas origens, muitas vezes dizia chamar-se Taidje Khan, ser meio japonês e meio suíço, e ter nascido na ilha Sakhalina em 1920. Por vezes dizia-se de origem cigana. Depois do seu falecimento, um dos filhos desfez todos estes mitos, mas o ano do seu nascimento ainda hoje é controverso
Dominando perfeitamente a língua francesa, dobrava os seus próprios filmes nas versões francófonas.
Publicou dois álbuns de fotografia, actividade para a qual era bem dotado e que era a sua grande paixão. Publicou também dois livros: “Bring forth the children: A journey to the forgotten people of Europe and the Middle East”, em 1960, e “The Yul Brynner Cookbook: Food Fit for the King and You”, um livro de culinária, em 1983.
Possui uma estrela no Passeio da Fama em Hollywood. A sua casa de infância em Vladivostok é hoje um museu a si dedicado. As suas cinzas estão em Paris num cemitério privado.
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