segunda-feira, 9 de junho de 2008

Piada de Loira - a eterna perseguida...

domingo, 8 de junho de 2008

Ginástica - acidentes e (ou) azelhices...

EFEMÉRIDE – Sónia Maria Campos Braga, actriz brasileira, nasceu em Maringá, no Paraná, em 8 de Junho de 1950.
Iniciou a sua carreira aos 18 anos na célebre peça teatral “Hair”, em que foi a principal actriz. Entrou em muitos filmes e fez vários trabalhos para televisão, o primeiro dos quais foi a versão brasileira do programa infantil “Vila Sésamo”. Os seus primeiros grandes êxitos foram as telenovelas “Gabriela” e “Dancin’Days”.
Ganhou fama internacional com o filme “Gabriela” (1983), adaptação para o grande ecrã do romance de Jorge Amado “Gabriela, Cravo e Canela”, o que lhe abriu as portas dos Estados Unidos da América, para onde foi viver aos 35 anos.
Actuou em vários filmes e programas de televisão, tendo participado na famosa série americana “O Sexo e a Cidade”. Posou para a revista “Playboy” em 1984 e 1985.
Em 2006 regressou ao Brasil, para participar em algumas telenovelas. Em 2007 interpretou uma das figuras da série “Donas de Casas Desesperadas”, versão brasileira de “Desperate Housewives”. Caetano Veloso fez duas canções inspiradas em Sónia Braga: “O Trem de Cores” e “Tigresa”, cantada por Gal Costa.
Fez até agora mais de trinta filmes, cerca de vinte nos Estados Unidos, e duas dezenas de trabalhos televisivos.

sábado, 7 de junho de 2008

EFEMÉRIDE – Adalgisa Maria Feliciana Noel Cancela Ferreira, conhecida por Adalgisa Nery, poeta e jornalista brasileira, morreu no Rio de Janeiro em 7 de Junho de 1980. Nascera na mesma cidade no dia 29 de Outubro de 1905.
Nasceu pobre e teve uma infância triste. Ficou órfã de mãe, tinha apenas nove anos. Estudou num colégio interno de freiras, mas foi expulsa por ser considerada “subversiva” ao defender órfãs que eram subalternizadas e maltratadas pelas religiosas. Como estudos convencionais, fez apenas a instrução primária, entre os 9 e os 12 anos.
Tinha quinze anos quando se apaixonou por um vizinho, o pintor Ismael Nery, com quem casou um ano depois. O casamento durou até à morte do pintor, doze anos mais tarde. Após o casamento, Adalgisa entrou na vida intelectual, graças a muitas reuniões efectuadas em sua casa e a uma estadia de dois anos na Europa com o marido, adquirindo assim a cultura que não tinha podido assimilar durante a adolescência. Da relação do casal, sempre muito conflituosa, nasceram sete filhos, todos rapazes, mas só o mais velho e o mais novo sobreviveram.
Em 1959 Adalgisa publicou o romance autobiográfico A Imaginária, que foi o seu maior sucesso editorial. Viúva aos 29 anos, sem muitos recursos e com dois filhos para criar, Adalgisa trabalhou primeiro na Caixa Económica e posteriormente no Conselho do Comércio Exterior do Itamaraty.
Em 1937 lançou um primeiro livro de poesia intitulado Poemas. Em 1940 casou-se com o jornalista e advogado Lourival Fontes, que era o director do Departamento de Imprensa e Propaganda, criado por Getúlio Vargas em 1939.
Seguiu o marido, em funções diplomáticas em Nova Iorque de 1943 a 1945 e como embaixador no México em 1945. No México desenvolveu amizade com os pintores Diego Rivera (que a retratou), Frida Kahlo e outros. Em 1952, regressou ao México como embaixadora plenipotenciária, para representar o Brasil na posse do presidente Adolfo Ruiz Cortines.
O casamento com Lourival durou treze anos e o divórcio ocorreu quando ele se apaixonou por outra mulher. Em razão do grande sofrimento que isso lhe causou, apesar do seu valor literário ser reconhecido não só no Brasil como em França, Adalgisa resolveu abandonar a própria fama e renegar a sua obra. A partir daí, tornou-se jornalista, escrevendo apenas para o jornal Última Hora. Dedicou-se mais tarde à política e foi eleita deputada três vezes, primeiro pelo Partido Socialista Brasileiro e depois pelo Movimento Democrático Brasileiro. Em 1969 foram-lhe tirados o mandato e os direitos políticos.
Pobre, sem ter onde morar, passou parte dos anos 1974-1975 numa casa de um amigo em Petrópolis, onde viveu quase como reclusa. Contrariando o seu propósito de nunca mais escrever, publicou ainda dois livros de poesia, dois de contos, um de artigos e um romance.
Em Maio de 1976, sem ter doença alguma, resolveu internar-se numa casa de repouso para idosos, em Jacarepaguá. Um ano mais tarde, foi vítima de um acidente vascular cerebral e ficou afásica e hemiplégica, vindo a falecer em 1980.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

EFEMÉRIDE – D. José I, de seu nome completo José Francisco António Inácio Norberto Agostinho de Bragança, rei de Portugal desde 1750 até à sua morte, cognominado “O Reformador” devido às reformas empreendidas durante o seu reinado, nasceu em Lisboa no dia 6 de Junho de 1714. Morreu na Real Barraca, no Alto da Ajuda, em 24 de Fevereiro de 1777.
O seu reinado foi marcado sobretudo pela política do seu Primeiro-Ministro, o Marquês de Pombal (Sebastião José de Carvalho e Melo). Este reorganizou as leis, a economia, o ensino e a sociedade portuguesa em geral, transformando Portugal num país moderno. D. José tinha recebido um país em bancarrota, provocada pelo abrandamento das entradas de oiro em proveniência do Brasil.
Em 1 de Novembro de 1755, D. José I e a família sobreviveram à destruição do Paço Real durante o grande Terramoto de Lisboa por se encontrarem ausentes. A cidade foi reconstruída num plano rectilíneo sob o impulso do Marquês de Pombal.
D. José I foi objecto de uma tentativa de regicídio em 1758, que levou ao célebre processo dos Távoras. Os Marqueses de Távora, o Duque de Aveiro e muitos dos familiares próximos foram executados, enquanto a Companhia de Jesus foi declarada ilegal e os jesuítas expulsos um ano mais tarde.
Todo o seu reinado foi caracterizado pela criação de instituições, especialmente no campo económico e educativo, com a finalidade de adaptar o País às grandes transformações que se tinham operado anteriormente. Foi reorganizado igualmente o exército. Em matéria de política externa, D. José conservou a política de neutralidade adoptada pelo pai. De salientar, no entanto, o corte de relações com a Santa Sé, que durou uma década.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A crise do Petróleo... e o preço da Gasolina em Portugal

EFEMÉRIDE – Pancho Villa, “nome de guerra” de Doroteo Arango Arámbula, um dos heróis da Revolução Mexicana, nasceu no Río Grande, Durango, em 5 de Junho de 1878. Morreu em Parral, Chihuahua, no dia 20 de Julho de 1923.
Aos 16 anos, por ter morto um rico fazendeiro que tentava violar a sua irmã Martina, e para fugir das perseguições da justiça, alistou-se no exército mexicano.
Em 1910 apoiou Francisco Madero no combate à ditadura de Porfirio Díaz. Um ano depois, Pancho foi mandado para o exílio e Madero assumiu o governo. Dois anos mais tarde, o general Victoriano Huerta, que tinha deposto e substituído Madero, condenou Pancho Villa à morte por insubordinação.
Conseguiu refugiar-se nos Estados Unidos e mais tarde voltou ao México para combater a ditadura de Huerta, integrando as forças de Venustiano Carranza, opositor do regime. Com aderentes espalhados por todo o território, Pancho Villa, Venustiano Carranza, Álvaro Obregón e Emiliano Zapata formaram um exército para combater a ditadura. Pancho recebeu o comando da Cavalaria com mais de 40 mil homens, força que foi decisiva para derrubar o regime. Carranza assumiu o poder, apoiado pelos Estados Unidos, mas Pancho Villa, eterno insatisfeito, voltou à luta armada, após se ter desentendido com o novo governante. Controlou o norte do país (fazendo até algumas incursões vitoriosas em território americano) até à deposição de Carranza, tornando-se então fazendeiro no interior do México. Foi casado várias vezes e teve filhos de oito mulheres. Em 1923, foi assassinado numa emboscada em que foi atingido por 47 tiros certeiros.
Ironicamente, hoje, perto de Columbus, uma das cidades americanas invadidas por Pancho Villa, existem - com o seu nome - um lugarejo e um parque nacional.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Morena burra (em defesa das loiras...)

EFEMÉRIDE – Vivina de Assis Viana, escritora brasileira de literatura infanto-juvenil, nasceu numa fazenda no Morro do Ferro, Minas Gerais, no dia 4 de Junho de 1940.
Licenciou-se em Letras (Línguas Neolatinas) em Belo Horizonte, onde veio a dar aulas de Português e Francês, antes de se mudar para São Paulo em 1960.
A sua estreia literária deu-se em 1973, com a publicação do conto “A Coisa Melhor do Mundo”, no livro “Os Contos da Mulher Brasileira”. Em 1977 publicou o seu primeiro livro infantil “O dia de ver meu pai”.
Em 1989 ganhou o Prémio Jabuti (“Melhor Livro para Crianças”) com a obra “O mundo é para ser voado”.
Nos anos 90 colaborou no “Estado de Minas Gerais”, publicando crónicas aos domingos no suplemento “Fim-de-semana”.
Actualmente é consultora de várias editoras e escreve esporadicamente crónicas e críticas para jornais e revistas.
Publicou mais de dez livros para crianças e alguns contos para adultos, inseridos em antologias brasileiras e traduzidos em Japonês, Polaco e Holandês.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Segurança numa fronteira alemã, durante a 2ª Guerra Mundial...

EFEMÉRIDE – Georges Alexandre-César-Léopold Bizet, compositor francês da época Romântica, morreu em Bougival no dia 3 de Junho de 1875. Nascera em Paris, em 25 de Outubro de 1838.
Originário de uma família de músicos, foi um “menino-prodígio” e, aos nove anos, ingressou no Conservatório de Paris onde coleccionou prémios em solfejo, piano, órgão, etc.
Em 1857 foi agraciado com um prémio patrocinado por Jacques Offenbach pela sua ópera “Le Docteur Miracle”, obtendo igualmente o Grande Prémio de Roma, cidade onde estudou durante três anos na “Academia de França”. Na capital italiana escreveu várias obras como a Sinfonia em Dó Maior e a ópera Don Procópio.
Regressado a Paris, dedicou-se por inteiro ao ensino e à composição. Em 1863 escreveu a ópera “Os Pescadores de Pérolas”, a sua primeira grande obra.
Em 1875 Bizet escreveu “Cármen”, a sua última e mais famosa ópera que é, até hoje, uma das peças mais representadas em todo o mundo. Teve por base uma novela com o mesmo nome, da autoria de Prosper Mérimée. Foi nomeado Cavaleiro da Legião de Honra Francesa no dia da sua estreia. Não teve êxito imediato, junto da crítica e do público, apesar do seu mérito ter sido imediatamente reconhecido por compositores como Tchaikovsky e Debussy. Composta de 1 200 folhas, foi durante a sua redacção que ele sofreu as primeiras crises de angina de peito e de reumatismo articular.
Pouco tempo depois da estreia de “Cármen”, Bizet entrou numa profunda crise de depressão e faleceu aos 36 anos de idade, na data do aniversário do seu casamento, vítima de angina de peito e outras complicações cardíacas. Foi sepultado no célebre cemitério “Père Lachaise” em Paris.
Se bem que seja mais conhecido como compositor, foi também um grande pianista, elogiado inclusivamente por Franz Liszt, que o considerou um dos melhores executantes de toda a Europa. Devido a ser um perfeccionista, Bizet não terminou muitos dos seus trabalhos e cerca de quarenta óperas ficaram para sempre inacabadas.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Truque em época de crise... É só uma sugestão ...

EFEMÉRIDE - Ana Cristina Cruz Cesar, também conhecida por Ana C., poetisa brasileira, nasceu no Rio de Janeiro em 2 de Junho de 1952, tendo morrido na mesma cidade em 29 de Outubro de 1983. Pertencia a uma família culta da classe média, protestante, e passou quase toda a sua vida entre Niterói e Copacabana. É uma das principais poetisas da chamada “Literatura Marginal” dos anos 1970.
Os seus primeiros poemas foram feitos antes mesmo de saber escrever quando, aos quatro anos, os ditava a sua mãe para que ela os escrevesse.
Em 1969 passou um período em Londres, onde tomou contacto com a literatura inglesa. Quando regressou ao Brasil, dedicou-se a escrever e a fazer traduções, ingressando dois anos depois na Faculdade de Letras do Rio. Escreveu igualmente letras para canções e deu aulas.
Na década de 1970 iniciou a publicação de textos e poemas em colectâneas, revistas e jornais. Os seus primeiros livros foram “Cenas de Abril” e “Correspondência Completa”. Fez também pesquisas literárias e de cinema, assim como um mestrado em Comunicação. Voltou a Inglaterra em 1980, para fazer um mestrado em Tradução Literária na Universidade de Essex. De volta ao Rio, publicou “Luvas de Pelica”, que fora escrito em Inglaterra. Trabalhou ainda como jornalista e também na televisão. Nas suas obras há uma linha muito ténue entre a ficção e a autobiografia.
Suicidou-se em 1983, atirando-se da janela do apartamento dos seus pais. Poemas de Ana Cristina Cesar estão inseridos na antologia “26 poetas Hoje” de Heloísa Buarque e um poema seu foi incluído no livro “Os cem melhores poemas brasileiros do século”, Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2001, selecção de Ítalo Moriconi.

domingo, 1 de junho de 2008

O verdadeiro portátil!!

EFEMÉRIDE – Maria Marly de Oliveira, talentosa e prestigiada poetisa brasileira, morreu no Rio de Janeiro em 1 de Junho de 2007, depois de ter estado internada numa clínica durante cerca de dois meses. Em Fevereiro do mesmo ano, tinha feito um transplante de fígado. Nascera em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, no dia 11 de Junho de 1935.
Era membro da Academia Brasileira de Letras e viúva do também poeta João Cabral de Mello Neto. Especialista e tradutora de literatura hispano-americana, foi autora de uma importante obra poética: cerca de quinze de livros publicados entre 1957 e 2001.
Ganhou o Prémio de Poesia do Instituto Nacional do Livro em 1958 e o Prémio Jabuti em 1998. Apresentou e prefaciou alguns dos livros do seu marido.
Está sepultada no mausoléu da Academia Brasileira de Letras.

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