Quem mandou tirar-lhe os óculos? - Coitada...
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sexta-feira, 2 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
EFEMÉRIDE – Aram Ilitch Khachaturian, célebre compositor soviético, de origem arménia, morreu em Moscovo no 1º de Maio de 1978. Nascera em Tbilisi, na Geórgia, em 6 de Junho de 1903.Contrariamente à maioria dos músicos, que começa a estudar música desde a infância, Khachaturian só começou a sua formação musical aos 19 anos. Autodidacta, aprendeu sozinho a tocar tuba e piano. Em 1921, mudou-se para Moscovo, onde estudou violoncelo e composição. Em 1922 deu o seu primeiro concerto e iniciou-se no estudo de Biologia ao mesmo tempo que estudava Composição. Entrou depois para o Conservatório de Moscovo, onde mais tarde viria a ser professor. Sendo um apaixonado pela música popular e folclórica, viajou pela sua terra natal, pesquisando danças e canções populares e compondo com base nesses temas.
Em 1932 escreveu um “Trio para clarinete, violão e piano”, que foi muito apreciado por Prokofiev que o fez interpretar em Paris. Começava para Khachaturian uma longa e gloriosa carreira. Produziu mais de quarenta obras para o cinema, ballet e teatro
Contribuiu de forma muito significativa para a divulgação da música moderna, integrando-a no ballet clássico. As suas obras mais famosas são as músicas do ballet Spartacus e Gayane. É no último acto deste ballet que nos podemos deliciar com a famosa "Dança do Sabre". Escreveu igualmente três Sinfonias.
Foi deputado do Soviete Supremo da URSS.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
EFEMÉRIDE – Juhan Liiv, um dos mais famosos poetas da Estónia, nasceu em Alatskivi no dia 30 de Abril de 1864. Morreu em Kavastu-Koosa, em 1 de Dezembro de 1913.Os pais, apesar de pobres, enviaram-no para Tartu, afim de estudar jornalismo. Problemas de saúde obrigaram-no porém a abandonar a escola e a voltar para casa. Começou então a escrever os seus primeiros poemas e a colaborar no jornal Olevik.
O sucesso em vida, no entanto, só chegou quando escreveu, em 1894, o primeiro de vários contos (“A Sombra”). Liiv tinha uma personalidade sombria e triste que se reflectia nas suas obras.
A seguir à publicação deste conto, passou a frequentar assiduamente uma clínica de psiquiatria, tenho-lhe sido diagnosticada uma paranóia. Por vezes afirmava ser filho do Czar Alexandre II. Lutou até morrer, nos momentos de lucidez, contra a doença mental que o afligia e o oprimia.
Em 1909, publicou uma recolha de 495 poemas, quase todos dominados pela melancolia, causada pela doença, pela pobreza e pela falta de amigos. Só alguns deles, muito poucos, são menos tristes e descrevem sobretudo a natureza e o amor pelo seu País.
Num dia Novembro de 1913, Liiv foi encontrado dentro dum comboio sem ter bilhete. Porque também não tinha dinheiro, foi posto borda fora numa área deserta e teve de continuar a viagem a pé para casa. Enfrentou temperaturas de tal modo baixas durante as duas semanas do trajecto que apanhou uma pneumonia que lhe foi fatal.
Desde 1965, no dia 30 de Abril de cada ano, é atribuído na Estónia o Prémio de Poesia Juhan Liiv.
terça-feira, 29 de abril de 2008
EFEMÉRIDE – Alfred Joseph Hitchcock, cineasta britânico/norte-americano, considerado o mestre dos filmes policiais de suspense e um dos mais conhecidos e populares realizadores de todos os tempos, faleceu em Los Angeles no dia 29 de Abril de 1980, de insuficiência renal. Nascera em Leytonstone, nos arredores de Londres, em 13 de Agosto de 1899.Recebeu uma rígida educação católica numa escola londrina, de que não gostava pois temia os castigos corporais, cuja estrutura era baseada nos ensinamentos dos jesuítas. Aos catorze anos perdeu o pai, deixou a escola e foi trabalhar numa fábrica, onde se tornou notado sobretudo na publicidade.
A sua carreira cinematográfica começou em 1920, com um emprego na Famous Players-Lasky onde, durante dois anos, fez os "cartões" que apareciam como diálogos nos filmes mudos. Aprendeu também a fazer guiões e montagens. Em 1922, tornou-se cenógrafo, assistente de direcção e fez o primeiro filme, chamado Number Thirteen, mas o projecto foi abandonado.
Entre 1923 e 1925, Hitchcock trabalhou em Berlim, na U.F.A.. A sua criatividade chamou a atenção dos dirigentes deste estúdio, que decidiram promovê-lo a realizador, tendo tido a sua primeira oportunidade com o filme “The Pleasure Garden”. No ano seguinte, estreou-se no suspense com o filme “O pensionista”, que foi o seu primeiro grande sucesso. A partir daí, Hitchcock apareceu em vários dos seus filmes, em momentos rápidos e geralmente no princípio, o que se tornou uma sua “imagem de marca”.
Em 1929, Hitchcock filmou “Blackmail”, o primeiro filme sonoro britânico. Em 1933, foi trabalhar na Gaumont-British Picture Corporation e o seu primeiro filme para esta companhia chamou-se “O Homem que Sabia Demais” (1934). Seguiram-se vários filmes, todos com sucesso junto do público, que chamaram a atenção de Hollywood. Mudou-se para os Estados Unidos em 1939 e tornou-se cidadão americano em 1955. O seu primeiro filme americano foi Rebecca, que ganhou o Óscar do Melhor Filme. Fez depois muitos outros filmes, diversificando por vezes os temas que passaram mesmo pela Comédia.
“The Paradine Case” de 1947 foi o seu primeiro filme a cores e foi protagonizado por Gregory Peck.
Em 1954 “Disque ‘M’ Para Matar”, com Ray Milland e Grace Kelly nos papéis principais, foi o primeiro filme em que Hitchcock trabalhou com Grace Kelly e em que o realizador utilizou pela primeira vez a técnica das “3 Dimensões”. São inúmeros os seus filmes, tendo trabalhado com os maiores actores do cinema.
“Vertigo” e “Psycho”, consideradas duas das suas obras-primas, foram eleitos pelo Instituto do Cinema Americano como dois dos cem melhores filmes de todos os tempos. Alfred Hitchcock recebeu o “Prémio Irving Thalberg” da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood pelo conjunto da sua obra. Em 1980 recebeu a KBE da Ordem do Império Britânico. Morreu quatro meses depois.
Apesar de nunca ter recebido nenhum Óscar como realizador, foi considerado pela “The Screen Directory”, uma das mais sérias e respeitadas publicações mundiais sobre cinema, como o maior realizador de todos os tempos.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
EFEMÉRIDE – Oskar Schindler, empresário alemão célebre por ter salvo 1 200 trabalhadores judeus do Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial, nasceu em Zwittau-Brinnlitz, no dia 28 de Abril de 1908. Morreu em Hildesheim, em 9 de Outubro de 1974.Tornou-se membro do Partido Nazi em 1938. No início da Segunda Guerra Mundial, mudou-se para a Polónia a fim de se tornar empresário. Em Cracóvia, abriu uma fábrica de utensílios esmaltados, onde passou a empregar trabalhadores judeus. A origem destes trabalhadores era o Gueto de Cracóvia, local onde todos os judeus da cidade tinham sido confinados.
Em Março de 1943 o gueto foi desactivado e os moradores que não foram executados no local foram enviados para o campo de concentração de Plaszow. Os operários de Schindler trabalhavam o dia todo na fábrica e à noite voltavam para Plaszow. Quando, em 1944, os administradores de Plaszow receberam ordens de fechar o campo, devido ao avanço das tropas russas - o que significava mandar os seus habitantes para outros campos de concentração onde seriam executados - Oskar Schindler convenceu-os, através de suborno, que necessitava desses operários "especializados" e criou a famosa “Lista de Schindler”. Os judeus integrantes desta lista foram transferidos para a sua cidade natal de Zwittau-Brinnlitz, onde foram colocados numa fábrica de munições por ele adquirida, sem algum projecto de consolidação e que em breve iria falir.
No fim da guerra, 1 200 judeus entre homens, mulheres e crianças tinham sido assim salvos de morrer num campo de concentração. Schindler conseguiu ir para a Alemanha, em território controlado pelos Aliados, livrando-se de ser preso devido a eventuais depoimentos dos judeus a quem ajudara.
Ele e a esposa Emilie foram agraciados com uma pensão vitalícia do governo de Israel como agradecimento pelos seus actos humanitários. O seu nome foi inscrito, junto a uma árvore plantada por ele, na Avenida dos Justos do Museu do Holocausto em Jerusalém, ao lado do nome de outras cem personalidades não judias que ajudaram os judeus durante o Holocausto. Durante a guerra prosperou, mas acabou por gastar quase todo o seu dinheiro com a ajuda prestada aos judeus que salvou e com empreendimentos falhados após acabar a guerra. Emigrou para a Argentina, mas voltou à Alemanha em 1958. Morreu pobre, com 66 anos de idade. Foi enterrado no cemitério cristão (ele era católico) no Monte Sião em Jerusalém com honras de herói.
A sua história foi contada em livro e depois filmada por Steven Spielberg (“A Lista de Schindler”) em 1993. Este filme é considerado pelo próprio Spielberg e pela crítica como a sua obra-prima e é indicado como um dos dez melhores filmes da história de Hollywood. O filme foi feito a preto-e-branco para criar um efeito sombrio adequado à história retratada. O filme foi o vencedor do Óscar de 1994 e Steven Spielberg ganhou o Óscar de Melhor Realizador.
domingo, 27 de abril de 2008
EFEMÉRIDE – Mstislav Leopoldovitch Rostropovich, violoncelista e maestro russo, naturalizado norte-americano, faleceu em Moscovo no dia 27 de Abril de 2007, vítima de doença oncológica. Nascera em Baku, no Azerbeijão, em 27 de Março de 1927. É considerado o maior violoncelista do século passado.Começou a aprender a tocar piano aos quatro anos com a mãe e, aos dez, o pai iniciou-o no violoncelo. Em 1937 deu o seu primeiro concerto como solista e ganhou os 1ºs. Prémios nos Concursos Internacionais de Praga e Budapeste, em 1947, 1949 e 1950. Aos dezasseis anos, entrara no conservatório da capital, para onde a família se tinha mudado. Em 1945, recebeu o Primeiro Prémio no Concurso dos Jovens Músicos da URSS.
Em 1950, apenas com 23 anos, recebeu a mais alta distinção civil da União Soviética. Estreou várias obras para violoncelo dos principais compositores do seu tempo, como Prokofiev, Shostakovich, Khatchatourian e Bernstein. Foi professor nos Conservatórios de Leninegrado e de Moscovo.
A sua carreira internacional começou em 1964, dando um concerto na República Federal Alemã.
Em 1974, Rostropovich saiu da então URSS para o exílio, devidamente autorizado, em virtude de ter dado o seu apoio a vários dissidentes, como o escritor Soljenitsyne, laureado com o Prémio Nobel, e Andreï Sakharov. Em 1978 veria a sua cidadania Soviética revogada, devido à sua oposição ao regime. Voltou ao país, já na Era de Mikhail Gorbachov, que assinara um decreto para o reabilitar (1990).
De 1977 a 1994 dirigiu a Orquestra Sinfónica Nacional (Washington), fundando e dirigindo vários festivais de música.
Recebeu inúmeras distinções: Grande Oficial da Legião de Honra de França, Cavaleiro da Ordem do Império Britânico, membro da Academia das Artes e das Ciências dos Estados Unidos, da Academia Real da Grã-Bretanha e da Academia Real da Suécia. Foi Doutor Honoris Causa em cerca de quarenta Universidades. Em 1998 tornou-se Embaixador da Boa Vontade para a UNESCO e deu o seu apoio a vários projectos de educação e cultura.
sábado, 26 de abril de 2008
EFEMÉRIDE – Augusto Roa Bastos, escritor paraguaio, morreu em Assunção no dia 26 de Abril de 2005, em consequência de uma queda no seu apartamento. Nascera em Iturbe, em 13 de Junho de 1917. Foi jornalista e escreveu poesias, contos, peças de teatro e romances.Entre 1932 e 1935, participou na “Guerra del Chaco”, entre a Bolívia e o Paraguai, com apenas 15 anos. Devido à perseguição da ditadura, foi obrigado a exilar-se na Argentina em 1947, onde publicou o seu primeiro livro. Para sobreviver exerceu várias profissões entre elas a de carteiro. Mais tarde faria cenários para cinema, seria compositor de peças para teatro, jornalista e professor de várias universidades. Nos anos 1970, devido a nova ditadura, exilou-se em França onde ensinou, em Toulouse, literatura hispano-americana e a língua guarani.
Em 1974, publicou o seu principal livro “Yo el supremo”, uma das obras-primas da literatura hispânica.
Em 1982, numa breve visita ao seu país, perdeu a nacionalidade paraguaia, sendo-lhe concedida a cidadania espanhola no ano seguinte.
Recebeu vários prémios, como reconhecimento pela sua obra: "Concours International de Romans Losada” em 1959, o “Prémio do Memorial da América Latina” em 1988 e o “Prémio Miguel de Cervantes” em 1989. Algumas das suas obras estão traduzidas em cerca de 25 línguas.
Nunca aderiu a nenhum partido, mas tomou sempre a defesa das classes mais desfavorecidas do seu país.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
EFEMÉRIDE – Emilio Salgari, escritor italiano, morreu em Turim no dia 25 de Abril de 1911. Nascera em Verona, em 21 de Agosto de 1862.Foi autor de romances e contos de aventuras que têm despertado o interesse e o entusiasmo de sucessivas gerações de jovens. Vários foram adaptados ao cinema e à televisão.
Nos últimos quinze anos da sua vida, escreveu cerca de 200 novelas que decorrem sobretudo em regiões exóticas como a Malásia, as Antilhas e as Bermudas. Podia pensar-se que os seus livros eram o resultado de viagens que ele tivesse feito ao estrangeiro. Não foi porém o caso, pois Salgari apenas efectuou uma viagem no mar Adriático, quando frequentou um curso que lhe poderia ter dado a profissão de capitão da marinha. As suas grandes fontes de inspiração foram simplesmente os relatos de viajantes, aventureiros e exploradores da sua época.
Apesar de tudo o que escreveu, nunca atingiu um desafogo económico que lhe tivesse permitido viver sem dificuldades. Passou os últimos anos da sua vida sem recursos, acabando por se suicidar.
Um dos seus principais heróis foi Sandokan, presente em muitas das suas obras, como “Sandokan Vence o Tigre da Índia”, “Sandokan na Ilha de Bornéu”. “Sandokan Reconquista Mompacém” e “Sandokan, Soberano da Malásia”.
Utilizou ainda outros personagens, com igual êxito, em “Os Pescadores de Pérolas”, “O Corsário Negro”, “Os Últimos Corsários”, “O Capitão Tormenta”, “O Tesouro dos Incas”, “O Escravo de Madagáscar” e “A Heroína de Cuba”.
Um dos seus livros, também deveras interessante, “As Maravilhas do Ano 2000”, fez sonhar durante muitas décadas como seria o ano que marcava o fim do milénio. A maioria das previsões foi ultrapassada como por exemplo a velocidade das viagens aéreas, mas outras como a transmissão directa de notícias através da televisão revelaram-se verdadeiras. Uma curiosidade deste livro consiste no facto da narrativa terminar em Lisboa, local onde as suas personagens, vindas do passado, não conseguem aguentar o novo ritmo da vida. Lembre-se que, na época em ele escreveu este livro, a electricidade dava ainda os primeiros passos havendo, como hoje noutras novidades tecnológicas, quem alertasse para os perigos eminentes que daí poderiam advir para a saúde.
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