"Escrita - Acto Solitário, mas que se deve Partilhar" - Gabriel de Sousa *** "Quanto mais envelhecemos, mais precisamos de ter que fazer" - Voltaire *** "Homens de poucas palavras são os melhores" - Shakespeare *** "Um Banco é como um tipo que nos empresta o chapéu-de-chuva quando está sol e que o pede assim que começa a chover" - Mark Twain
domingo, 7 de junho de 2009
EFEMÉRIDE – Nara Lofego Leão, cantora brasileira, faleceu no Rio de Janeiro em 7 de Junho de 1989. Nascera em Vitória no dia 19 de Janeiro de 1942, tendo ido para a capital carioca com apenas um ano de idade.Durante a infância, Nara teve aulas de violão e aos catorze anos resolveu estudar na Academia de Carlos Lyra e Roberto Menescal, onde seria mais tarde professora.
A bossa nova nasceu em reuniões no apartamento dos seus pais, em Copacabana, nas quais participaram nomes que viriam a ser consagrados no mundo do espectáculo. Muito próxima de Carlos Lyra e das suas ideias de esquerda, passou a interessar-se pela música produzida nos morros do Rio de Janeiro.
Estreou-se profissionalmente, ao lado de Vinícius de Moraes e de Carlos Lyra, na comédia “Pobre Menina Rica” (1963). Um cronista chamou-lhe então a “Musa da Bossa Nova”. A verdadeira consagração ocorreu após o movimento militar de 1964, com a apresentação de “Opinião”, um espectáculo de crítica social à dura repressão imposta pelo regime.
Entre as suas interpretações mais conhecidas, destacam-se O Barquinho, A Banda e Com Açúcar e com Afecto. Nara Leão foi mudando as suas preferências musicais ao longo dos anos 1960. De “Musa da Bossa Nova” passou a ser cantora de protesto.
Em 1966, interpretou a canção ”A Banda”, de Chico Buarque, no Festival de Música Popular Brasileira, tendo ganho o festival e conquistado o público. Aderiu igualmente ao movimento tropicalista.
Casou-se com o cineasta Cacá Diegues, com quem teve dois filhos e, no fim dos anos 1960, mudou-se para a Europa, onde permaneceu três anos, entre França e Itália.
No começo dos anos 1970, decidiu estudar psicologia, pois planeava abandonar a música, mas não chegou a deixar a profissão de cantora, apenas diminuiu o ritmo de trabalho e modificou o estilo dos seus shows.
Morreu numa manhã de Junho de 1989 vítima de um tumor inoperável. Tinha 47 anos. O seu último disco foi “My foolish heart”, lançado naquele mesmo ano, interpretando versões de clássicos americanos. Toda a sua obra foi reeditada em CDs no ano de 2002.
sábado, 6 de junho de 2009
EFEMÉRIDE – Björn Rune Borg, jogador de ténis sueco, nasceu em Estocolmo no dia 6 de Junho de 1956 e cresceu na cidade de Södertälje.Tendo-se profissionalizado aos dezasseis anos, ganhou durante uma década (1973-1983) 98 torneios, somando cerca de 100 milhões de dólares em prémios e contratos de publicidade.
Em 1974, com apenas dezassete anos, Borg venceu o Torneio de Roland-Garros, tornando-se o tenista mais jovem do mundo a conquistar um torneio do Grande Slam. A sua calma e a frieza com que jogava fez com que lhe chamassem “Iceborg”.
Ganhou cinco vezes o Torneio de Wimbledon (1976/77/78/79/80) e seis vezes o Torneio de Roland-Garros (1974/75/78/79/80/81). Em 1979 e 1980, terminou a temporada como “número 1” do ranking mundial. Deixou a competição prematuramente aos 26 anos, sendo considerado um dos melhores tenistas de todos os tempos. Depois de abandonar os courts ainda venceu os torneios de Osaka (1984) e de Tóquio (1985), o que o fez totalizar cem vitórias em torneios.
Borg entrou para o “International Tennis Hall of Fame “em 1987. No final dos anos 1970 ele era, juntamente com Mohamed Ali, o atleta mais popular do mundo, o que lhe deu acesso a contratos publicitários milionários, matéria em que foi um pioneiro.
Dois casamentos falhados e uma perda de 30 milhões de dólares em negócios levaram Borg a uma tentativa de suicídio em Milão (1989), tomando 20 comprimidos de Roipnol.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
EFEMÉRIDE – Fernando de Portugal, o Infante Santo, príncipe português da dinastia de Avis, morreu em Fez, Marrocos, no dia 5 de Junho de 1443. Nascera em Santarém, em 29 de Setembro de 1402. Fernando era o sexto filho do rei João I de Portugal e de sua mulher Filipa de Lencastre. Era o mais novo dos membros da chamada Ínclita Geração.Fernando mostrou interesse pelas questões religiosas e, ainda muito jovem, foi ordenado Grão-mestre da Ordem de Avis pelo seu pai. Por ser o irmão mais novo, não tinha acesso a tantas riquezas como os irmãos mais velhos e virou as suas atenções para as conquistas em Marrocos, das quais lhe poderia vir imensa fortuna.
Em 1437 participou numa expedição militar ao Norte de África, comandada pelo irmão mais velho, o Infante D. Henrique, mas com o voto desfavorável dos outros infantes. A campanha revelou-se um desastre e, para evitar a chacina total dos portugueses, foi estabelecida uma rendição segundo a qual as forças portuguesas se retirariam, mas deixando o Infante como penhor da devolução de Ceuta, conquistada pelos portugueses em 1415.
Houve divisões em Portugal entre os apoiantes da entrega de Ceuta e os da sua manutenção, na esperança de conseguir o resgate de Fernando por meios diplomáticos ou bélicos, o que veio impossibilitar a resolução do problema.
O Infante foi levado entretanto para Fez, sendo sido tratado ora com todas as honras, ora como um prisioneiro de baixa condição. Nenhuma decisão foi tomada e Fernando morreu no cativeiro. Pelo seu sacrifício em nome dos interesses nacionais, Fernando viria a ganhar o epíteto de Infante Santo.
A devolução de Ceuta acabaria por se resolver naturalmente e os restos mortais do Infante foram entregues aos portugueses e trasladados para o Mosteiro da Batalha.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
EFEMÉRIDE – Nino Manfredi, de seu verdadeiro nome Saturnino Manfredi, actor cómico e realizador italiano, faleceu em Roma no dia 4 de Junho de 2004. Esteve em estado de coma durante quase um ano, após hemorragia cerebral. Nascera em Castro dei Volsci, em 22 de Março de 1921.Foi o último sobrevivente de uma geração de actores cómicos muito populares, não só em Itália mas também no estrangeiro, considerados como a encarnação do génio nacional italiano na arte da comédia: Ugo Tognazzi, Vittorio Gassman e Alberto Sordi, uma equipa de comediantes satíricos, sedutores volúveis e homens de talento.
Antes de se lançar na carreira cinematográfica, tinha-se licenciado em Direito. Inscreveu-se depois na Academia Nacional de Artes Dramáticas, integrando mais tarde um grupo teatral de Vittorio Gassman. Representou em Milão e Roma.
Os seus primeiros passos no cinema foram modestos : dobrava actores estrangeiros e mesmo italianos, tendo sido por exemplo a voz italiana do actor francês Gérard Philipe. Os seus dois primeiros papéis principais datam de 1949: “Monasterio di Santa Chiara” e “Torna a Napoli”. A produção destes filmes era financeiramente pobre e - diz-se - que Nino Manfredi se tinha contentado em que lhe pagassem as refeições.
Foi em 1955, graças ao filme “Os Amorosos”, apresentado no Festival de Cannes, que ele começou a ser mais conhecido. Nos anos 1960, aproveitando a renovação do cinema italiano, tornou-se uma das suas principais estrelas, tendo feito cerca de noventa filmes.
Como realizador foi uma revelação sobretudo na sátira anticlerical “Milagre à Italiana”, que obteve em 1971 o “Prémio da primeira obra” no Festival de Cannes. Manfredi costumava dizer que «não realizava mais filmes, porque a profissão de actor o excitava muito mais».
O seu grande desgosto foi nunca ter filmado com Fellini, mas afirmava «achar-se muito complicado e pouco dócil para trabalhar com o Mestre».
Em 2003, quando da exibição do seu último filme (“A luz prodigiosa” do espanhol Miguel Hermoso) no Festival de Veneza, recebeu um Prémio Especial pelo conjunto da sua carreira.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
EFEMÉRIDE – Raúl Modesto Castro Ruz, político e revolucionário cubano, actual Presidente do Conselho de Estado da República de Cuba, nasceu em Birán no dia 3 de Junho de 1931.Em 2006 assumiu temporariamente a Presidência de Cuba, em virtude de doença grave do seu irmão Fidel Castro, cargo em que foi confirmado após eleição realizada em Fevereiro de 2008.
Estudou no Colégio Jesuíta de Dolores em Santiago de Cuba e no Colégio de Belém em Havana. Ao contrário de Fidel, Raúl foi desde muito jovem um socialista convicto e cedo se filiou na Juventude Socialista, órgão do Partido Comunista Cubano, então chamado Partido Socialista Popular.
Participou activamente em algumas manifestações estudantis violentas. Em 1953 foi um dos integrantes do Movimento Revolucionário 26 de Julho, que atacou o Quartel de La Moncada. Falhado o assalto, passou 22 meses na prisão. Durante o seu posterior exílio no México, participou nos preparativos da expedição “Granma” desembarcando em Cuba em Dezembro de 1956.
Raul Castro conheceu Ernesto "Che" Guevara no México e introduziu-o no círculo revolucionário de Fidel.
Como combatente do exército rebelde, tomou parte na campanha de Sierra Maestra em 1958, sendo nomeado comandante. É general máximo das Forças Armadas Revolucionárias desde 1959.
Após a vitória da Revolução, Raúl Castro Ruz passou a fazer parte da Direcção Nacional das Organizações Revolucionárias Integradas e do Partido Unido da Revolução Socialista de Cuba. Foi segundo secretário do Comité Central do Partido desde que foi promulgada a primeira constituição em 1965 e segundo comissário da Assembleia Nacional do Poder Popular desde a sua criação em 1976 até substituir o irmão.
Definiu como prioridades do seu governo a alimentação, os transportes e o alojamento, tendo começado em 2007 um debate a nível nacional para discutir os problemas do país. Os cubanos reuniram-se em grupos de discussão para apresentar as suas ideias e as suas queixas. Mais de um milhão de cubanos participaram nestes debates, entre os quais o sociólogo Aurelio Alonso, director da Revista “Casa de las Americas”, que denunciou um «sistema demasiadamente estatizado, muito burocratizado e com um nível de participação popular muito limitada ao nível das decisões». O cantor Pablo Milanes, pelo seu lado, defendeu o rejuvenescimento do Conselho de Estado: «É necessário passar o testemunho às novas gerações para que elas construam um novo socialismo».
Em 2008 assinou dois acordos de Direitos do Homem nas Nações Unidas, deu à agricultura terras que não estavam a ser utilizadas pelo Estado, promulgou várias amnistias e diminuiu as restrições de viagens para os Cubanos.
Tem tentado melhorar as relações com a Rússia, muito abaladas depois do desmembramento da União Soviética, e diminuir as tensões com os Estados Unidos, sobretudo depois da eleição de Barack Obama.
terça-feira, 2 de junho de 2009
EFEMÉRIDE – Takijirō Ōnishi, almirante japonês, conhecido como o pai da ideologia kamikaze, nasceu em Ashida no dia 2 de Junho de 1891. Faleceu em Tóquio, em 16 de Agosto de 1945.No início da Guerra do Pacífico, na Segunda Guerra Mundial, foi o chefe da Divisão de Desenvolvimento de Aviação Naval do Ministério das Munições do Japão e responsável por alguns detalhes técnicos do ataque a Pearl Harbor em 1941, sob o comando geral do Almirante Isoroku Yamamoto. Por curiosidade diga-se que Ōnishi não era apologista do ataque, pois acreditava que ele iria causar uma guerra em larga escala, com um inimigo que tinha recursos para obrigar o Japão a uma rendição incondicional.
Após Outubro de 1944, foi nomeado comandante da Primeira Frota Aeronaval no norte das Filipinas. É considerado o aconselhador e dinamizador da utilização de ataques aéreos suicidas (Kamikaze) contra os porta-aviões Aliados. No entanto, o projecto já existia antes e ele era, originalmente, contra a ideia. Com a derrota japonesa na Batalha das Ilhas Marianas em 1944, Ōnishi acabou por alterar a sua posição e ordenou os ataques.
Takijirō Ōnishi cometeu “seppuku” nos seus aposentos em Tóquio, um dia após o anúncio da rendição incondicional do Japão. Não quis utilizar um “kaishakunin”, assistente encarregado de decepar a cabeça do suicida logo após este ter rasgado o estômago com um punhal. Morreu do ferimento 15 horas após o suicídio.
Na sua carta de despedida, pediu desculpas aos pilotos que tinha enviado para a morte e incitava todos os jovens civis, que tinham sobrevivido à guerra, a trabalharem de modo a reconstruir o Japão e a defender a paz entre as nações.
Aproximadamente quatro mil soldados japoneses, na maioria estudantes universitários, morreram como pilotos kamikaze.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
EFEMÉRIDE – Yves Henri Donat Mathieu-Saint Laurent, grande costureiro francês e um dos nomes mais importantes da alta-costura do século XX, faleceu em Paris no dia 1 de Junho de 2008, vítima de um tumor cerebral. Nascera em Oran, na Argélia, então uma possessão francesa, em 1 de Agosto de 1936.Filho do presidente de uma companhia de seguros, o seu gosto pela moda foi-lhe despertado pela mãe. Aos 18 anos, deixou a casa dos pais para seguir cursos de desenho em Paris e trabalhar com o célebre Christian Dior, de quem herdou o controlo criativo após a sua morte ocorrida em 1957. Com apenas 21 anos de idade, assumiu o desafio de salvar o negócio da ruína financeira. Pouco depois de ter conseguido sucesso neste objectivo, Yves foi convocado para o exército francês, durante a guerra de independência da Argélia. Após 20 dias, o stress levou-o a ser internado num hospital, onde foi submetido a tratamento psiquiátrico, devido a esgotamento nervoso. Ficaria deprimido por toda a vida, sofrendo de uma psicose maníaco-depressiva que o levava a muitas e, por vezes, longas hospitalizações.
Voltando à vida civil em 1961, St. Laurent saiu da Dior e fundou a própria marca, “YSL”, financiado pelo seu companheiro Pierre Bergé.
Nos anos 60 e 70, a marca tornou-se conhecida em todo mundo, pelo seu lado prático conjugado com uma certa sofisticação. Um dos pontos altos da sua criatividade foi o lançamento do smoking feminino, que permitiria dali em diante às mulheres trabalharem de calças compridas como os homens. Criou igualmente os “blusões negros” que foram o look dos beatniks, nos anos 1960. Em 1966, foi o primeiro a popularizar o “Pronto-a-vestir” de luxo, a preços mais acessíveis que a alta-costura, primeiro na sua boutique da Rive Gauche, em Paris, e depois em várias lojas “franqueadas”. Foi o primeiro estilista do mundo a usar manequins negras em desfiles de moda. Desenhou igualmente roupa e decorações para teatro e cinema.
Durante quase quatro décadas foi amigo e vestiu algumas das mais belas e mais ricas mulheres do mundo. A “YSL” tornou-se num ícone da moda, tendo apresentado mais de setenta colecções de alta-costura e lançado uma infinidade de produtos para venda em todo o mundo.
Em 1980 comprou um jardim botânico turístico em Marraquexe, onde viriam a repousar as suas cinzas, vinte e oito anos mais tarde. Em 1985 recebeu as insígnias de Cavaleiro da Legião de Honra das mãos do Presidente Mitterrand.
Em Janeiro de 2002, anunciou a retirada, apresentando um desfile com a retrospectiva de todas as suas criações. No ano anterior tinha sido condecorado com o grau de Comandante da Legião de Honra pelo Presidente Chirac e, em 2007, foi nomeado Grande Oficial pelo Presidente Sarkozy.
Juntamente com Pierre Bergé, criou uma Fundação, que mostra toda a história da casa YSL, com mais de 15 mil objectos e 5 mil peças de vestuário.
Em Fevereiro de 2009, a sua colecção de arte foi leiloada por 370 milhões de euros, recorde para leilões desta natureza.
domingo, 31 de maio de 2009
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