Ela
foi uma das primeiras professoras negras da escola pública em Boston e foi
editora do “Woman’s Era”, primeiro jornal dos Estados Unidos publicado
por e para mulheres afro-americanas.
Florida
Ruffin Ridley nasceu numa ilustre família de Boston. O seu pai, George Lewis
Ruffin, foi o primeiro negro a formar-se na Harvard Law School e o
primeiro juiz negro dos EUA. a
mãe, Josephine St. Pierre Ruffin, foi uma notável escritora, activista pelos
direitos civis e sufragista.
Ridley
frequentou escolas públicas de Boston e formou-se no Boston Teachers’
College em 1882. Ela foi a segunda professora negra a leccionar em escolas
públicas da cidade.
Ela
trabalhou na Grant School de 1880 até ao seu casamento em 1888 com
Ulysses A. Ridley, dono de uma alfaiataria no centro de Boston. O casal mudou-se
para Brookline, Massachusetts em 1896, onde possivelmente foram os primeiros
proprietários afro-americanos da cidade.
Ridley
foi uma das fundadoras da Second Unitarian Church em Brookline. Ela e o seu
marido tiveram uma filha, Constance, e um filho, Ulysses A. Ridley, Jr.
Seguindo
os passos de sua mãe, Ridley tornou-se politicamente activa durante a
juventude. Ela esteve envolvida no início dos movimentos a favor do sufrágio
feminino e também foi activista anti/linchamento.
Com
a sua mãe e Maria Louise Baldwin, Ridley co-fundou inúmeras organizações
não-lucrativas. Em 1894, elas fundaram o Woman’s Era Club
(posteriormente renomeado New Era Club), um grupo de defesa das mulheres
negras. Em 1895, elas fundaram o que mais tarde se tornou no National
Association of Colored Women’s Clubs (Associação Nacional de Clubes de
Mulheres de Cor); as palestrantes do primeiro encontro incluíram a
abolicionista e líder religiosa Eliza Ann Gardner, a notável estudiosa
afro-americana Anna J. Cooper e Ella Smith, a primeira mulher negra a receber o
grau de Master of Arts (M.A.) no Wellesley College.
Em
1918, Ridley, Ruffin e Baldwin fundaram a Liga das Mulheres pelo Serviço
Comunitário. A liga, que actualmente ainda existe, fornecia serviços
sociais, educacionais e de caridade para a comunidade negra.
Em
1923, Ridley concebeu e dirigiu uma exibição sobre abolição e conquistas dos
negros na Biblioteca Pública de Boston em nome da liga.
Ridley,
que tinha um interesse especial pela história negra, também co-fundou a Society
for the Collection of Negro Folklore em 1890, e fundou a Society of the
Descendants of Early New England Negroes nos anos 1920.
Como
jornalista e ensaísta, Ridley escreveu principalmente sobre a história negra e
relações raciais na Nova Inglaterra. Ela contribuiu para o “Journal of Negro
History, The Boston Globe”, e outros periódicos, e também publicou uma
série de contos.
Ela
foi membro do Saturday Evening Quill Club, grupo organizado pelo editor
e colunista do Boston Post Eugene Gordon em 1925. Outros membros notáveis do
grupo eram Pauline Hopkins e Dorothy West.
O
“Saturday Evening Quill”, jornal anual do grupo, publicava trabalhos de
artistas e escritoras afro-americanas, incluindo Ridley, Helene Johnson e Lois
Mailou Jones.
Ridley
também foi editora do “Woman’s Era”, o primeiro jornal dos Estados
Unidos publicado por e para mulheres negras.
Ridley
faleceu na casa de sua filha em Toledo, Ohio, em Fevereiro de 1943. A sua casa
na Charles Street é uma parada da Boston Women’s Heritage Trail, série
de passeios a pé em Boston a locais importantes para a história das mulheres da
cidade.
Em
Setembro de 2020, a Coolidge Corner School, em Brookline, foi renomeada
como Florida Ruffin Ridley School em sua homenagem.

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