quinta-feira, 26 de junho de 2008

EFEMÉRIDE – José Adriano Rodrigues Barata-Moura, filósofo, escritor e cantor português, nasceu em Lisboa no dia 26 de Junho de 1948. Foi reitor da Universidade de Lisboa de 1998 até 2006.
Fez todos os estudos pré-universitários em França, mas foi em Portugal, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que se licenciou (1970) e doutorou (1980) em Filosofia.
É autor de canções infantis que ficaram célebres em várias gerações, como “Joana come a papa” e o “Fungágá da Bicharada”.
Estreou-se no canto de intervenção política, em 1970, no programa televisivo Zip Zip, cantando em francês "Ballade du Bidonville", visto a versão em português ter sido proibida pela censura de Marcelo Caetano. Foi autor e cantor de muitas canções revolucionárias, relacionadas com a Liberdade e a com a Revolução dos Cravos. Editou cerca de 20 discos e tem uma vasta obra literária sobre Filosofia.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

EFEMÉRIDE – Miguel Andresen de Sousa Tavares, advogado, jornalista, cronista, comentador e escritor português, nasceu no Porto em 25 de Junho de 1952.
Filho da conceituada poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen e do advogado Francisco Sousa Tavares, conhecido lutador antifascista durante a ditadura de Salazar, começou a sua vida profissional como advogado, passando depois a jornalista e mais tarde, simultaneamente, à escrita literária. Tem uma obra bastante diversificada: crónicas e reportagens, escreveu um livro infantil e vários contos e romances de que se destaca “Equador”, best-seller em Portugal desde 2004 e prestes a ser transformado em filme (agora em rodagem). Traduzido em várias línguas.
Colabora actualmente no semanário Expresso, no canal de televisão TVI como comentador por vezes polémico e, semanalmente, no jornal desportivo A Bola onde escreve a coluna "Nortada", em que defende os seus pontos de vista (muitas das vezes parciais) acerca sobretudo do Futebol Clube do Porto.
Entre outros livros, publicou também “Não Te Deixarei Morrer, David Crockett” e, mais recentemente (2007), “Rio das Flores”.
Ganhou um Prémio Nacional de Reportagem com um filme de 52 minutos sobre a história da colonização da Amazónia e um Prémio do Festival de Cinema e de Televisão do Rio de Janeiro.

terça-feira, 24 de junho de 2008

“SEBASTIANAS”

(quadras)

I
Se te quiseres divertir,
Com todas as tuas ganas,
A Freamunde tens de ir
No mês das Sebastianas !

II
Até fechares as pestanas,
Tens diversões sem parar…
…Nas festas Sebastianas
Tudo é espectacular !

III
Nas festas Sebastianas,
Vais saber o que é brincar…
…Durante muitas semanas,
Irás delas te lembrar !


Gabriel de Sousa

EFEMÉRIDE – Nuno Álvares Pereira, igualmente conhecido por Santo Condestável, Beato Nuno de Santa Maria, ou simplesmente Nun'Álvares, general português que desempenhou um papel fundamental em 1383-1385, na luta pela independência frente a Castela, nasceu em Cernache do Bonjardim, concelho da Sertã, distrito de Castelo Branco, no dia 24 de Junho 1360. Morreu em 1 de Novembro de 1431, um domingo de Páscoa, no Convento do Carmo em Lisboa. O seu túmulo foi destruído no Terramoto de 1755.
Luís de Camões, de forma explícita ou implícita, referiu-se a ele catorze vezes n’ “Os Lusíadas”. Está representado numa escultura no Arco da Rua Augusta, na Praça do Comércio, em Lisboa.
Nun’Álvares, que foi um dos vinte e seis filhos do prior do Crato e de Iria Gonçalves do Carvalhal, casou com Leonor de Alvim em 1377 na Vila Nova da Rainha, Azambuja.
Quando o rei Fernando de Portugal morreu em 1383, sem deixar herdeiros a não ser a princesa Beatriz, casada com o rei João I de Castela, Nuno foi um dos primeiros nobres a apoiar as pretensões de João, o Mestre de Avis, à coroa do reino, pois seria uma hipótese preferível à perda de independência para os castelhanos. Depois da primeira vitória de Álvares Pereira frente aos castelhanos na Batalha dos Atoleiros em Abril de 1384, João de Avis nomeou-o “Condestável de Portugal”. Em 1385, João seria reconhecido pelas cortes, reunidas em Coimbra, como Rei de Portugal. O génio militar de Nuno Álvares Pereira foi decisivo depois, na Batalha de Aljubarrota, em que, à frente de 6 000 portugueses e aliados ingleses, derrotou 30 000 castelhanos. Finda a ameaça castelhana, Nuno Álvares Pereira permaneceu como condestável do reino e, entre 1385 e 1390, ano da morte de João de Castela, dedicou-se a realizar raides contra a fronteira castelhana, com o objectivo de manter a pressão e dissuadir o país vizinho de novos ataques.
Considerado como um dos melhores generais portugueses, dedicou os seus últimos anos à vida religiosa carmelita, recolhendo-se em 1423 no Convento do Carmo, após a morte de sua mulher.
No ano em que Nuno Álvares morreu, o Rei D. João I visitou-o, pois sempre considerou que fora ele que o tinha colocado no trono, salvando a independência de Portugal. Foi beatificado em 1918 pelo Papa Bento XV.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

EFEMÉRIDE – Michèle Mouton, corredora automobilista de ralis, primeira e, até hoje, única mulher a vencer uma etapa do Campeonato Mundial “WRC” (San Remo, 1981), nasceu em Grasse no dia 23 de Junho de 1951.
Em 1975 participou nas “24 Horas de Le Mans” com uma equipa feminina, ganhando a categoria “1601 - 2000 cm 3” e, em 1978, foi piloto de ensaio da Fiat.
Em 1982, após um muito bem disputado campeonato, terminou na segunda posição do WRC, vencendo as provas de Portugal, Brasil e Acrópole, pilotando um Audi Quattro.
Em 1985 foi a primeira mulher a vencer a subida de Pike's Peak, famosa corrida realizada nos Estados Unidos, Colorado, batendo todos os recordes. Em 1986 abandonou a carreira nos Ralis, após a Volta à Córsega, para se dedicar mais à vida familiar. Depois disso foi ainda figura chave na organização da “Race of Champions”, em homenagem a Henri Toivonen, e organiza anualmente a “Corrida dos Campeões Michelin”, nas ilhas Canárias, que serve de fecho a cada época.
É muito frequente ver Michèle Mouton nas diferentes etapas do Campeonato do Mundo de Ralis, uma forma que ela encontrou de mitigar a sua saudade.

domingo, 22 de junho de 2008

EFEMÉRIDE – Fred Astaire, de seu verdadeiro nome Frederick Austerlitz, actor e dançarino norte-americano, morreu em Los Angeles no dia 22 de Junho de 1987, vítima de pneumonia. Nascera em Omaha, no Nebraska, em 10 de Maio de 1899.
Nos seus filmes, Astaire conseguiu dar uma nova emoção à dança, fosse ela simples ou trágica. Sempre trajado a rigor, o seu charme tornou-se lendário.
Apresentou-se no palco pela primeira vez aos cinco anos e, juntamente com a irmã Adele, representou na Broadway em 1917, formando parceria com ela durante alguns anos até Adele se casar.
Estreou-se no cinema em 1915, fazendo uma pequena passagem e, em 1933, apareceu ao lado de Joan Crawford e Clark Gable, em Dancing Lady. Nesse mesmo ano, actuou no primeiro de uma série de dez filmes ao lado de Ginger Rogers. Os dois formavam um par impecável que se tornou célebre.
Foi estrela de vários musicais que tiveram cerca de 300 representações cada um. Em 1933 iniciou uma carreira cinematográfica sem precedentes, ao ser contratado para interpretar “Carioca” (Flying Down to Rio).
Em The Gay Divorcee (A Divorciada Alegre), Fred Astaire obteve uma percentagem sobra as receitas, coisa extremamente rara nos costumes de Hollywood. Em 1946 declarou ir abandonar o cinema, mas o público exigiu que ele voltasse com a palavra atrás no ano seguinte. Hollywood conferiu-lhe um Oscar Especial em 1950, «pela sua contribuição para a técnica dos musicais no cinema». Gravou igualmente várias emissões especiais para televisão, uma das quais ganhou nove Prémios Emmy em 1958.
Deixou de ser dançarino em 1968 para passar a interpretar papéis dramáticos. Curiosamente, fora dos estúdios não gostava de dançar e dizia que as danças de salão o enchiam de tédio. Em 1981, com oitenta e dois anos, entrou no seu último filme “O Fantasma de Milburn”.
O célebre arquitecto americano Frank O. Gehry projectou um edifício em Praga, capital da República Checa, em homenagem ao par “Fred & Ginger”. O edifício toma a forma do casal e parece mostrá-los em plena dança.

sábado, 21 de junho de 2008

"Festa" na Azambuja...

EFEMÉRIDE – Jean-Paul Charles Aymard Sartre, escritor e filósofo existencialista francês, nasceu em Paris no dia 21 de Junho de 1905. Morreu na mesma cidade, em 15 de Abril de 1980, vítima de um edema pulmonar. O seu funeral foi acompanhado por mais de 50 000 pessoas.
Órfão de pai desde os dois anos, Sartre sofreu as primeiras influências por parte da mãe e do avô, que o iniciou na literatura clássica. De 1922 a 1924, despertou o seu interesse pela Filosofia. Em 1924 ingressou na École Normale Supérieure, onde conheceu, em 1929, Simone de Beauvoir que se tornaria sua companheira e colaboradora até ao fim vida.
Sartre e Beauvoir não formavam um casal comum, de acordo com padrões convencionais. Ambos possuíam amantes e partilhavam confidências sobre as suas relações com outros parceiros. Este modo de vida violava os valores da tradicional sociedade francesa da época, que se escandalizava com esta relação.
De 1936 a 1939, foi professor no Havre, em Laon e em Paris e escreveu as suas primeiras obras filosóficas: “A Imaginação” (1936) e “A Transcendência do ego” (1937). Em 1938 publicou “A Náusea”, um romance onde desenvolveu algumas das ideias que posteriormente desenvolveria na sua obra filosófica.
Em 1939 alistou-se no exército francês e serviu na Segunda Guerra Mundial como meteorologista. Em Nancy foi preso pelos alemães em 1940 e permaneceu na prisão até Abril de 1941. De volta a Paris, entrou na Resistência Francesa, onde conheceu e se tornou amigo do escritor Albert Camus. A amizade entre Sartre e Camus perduraria até 1952, quando os dois romperam a relação publicamente, devido à publicação do livro do Camus "O Homem Revoltado", no qual atacava criticamente o marxismo e a URSS. Sartre defendia uma relação de colaboração critica com o regime da URSS e permitiu a publicação de uma critica acutilante sobre o livro do Camus, na sua revista “Les Temps Modernes”. Camus respondeu de maneira extremamente violenta e assim acabou uma relação de amizade. Até ao final da vida, porém, Sartre admirará Camus, como o expressou em várias entrevistas.
Em 1943 publicou o seu mais famoso livro filosófico”O ser e o nada”. Escreveu também várias peças teatrais e romances em que são tratadas as formas como o homem reage às contingências da vida.
Nos anos 1950/1956 aderiu ao comunismo, defendeu a independência da Argélia e passou a escrever obras em que tentava conciliar o existencialismo e o marxismo.
Em 1963 escreveu “As palavras”, uma autobiografia que seria a sua despedida da literatura. Em 1964 foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, que recusou. Já antes, em 1945, recusara a Legião de Honra Francesa. Estas honrarias, segundo ele, só teriam alienado a sua liberdade.
A saúde de Sartre começa a deteriorar-se, resultado de uma hiperactividade literária e política e do uso e abuso do tabaco e do álcool, bem assim como de medicamentos para o manter “em forma”.
No “Maio de 1968” apoiou os grupos maoistas e em 1971 tornou-se director do jornal “A Causa do Povo”, para assim o poder proteger com o seu prestígio. Vendeu o jornal pelas ruas, juntamente com Simone de Beauvoir. Em 1973 lançou, juntamente com vários jornalistas , o jornal “Libération”.
Foi um lutador de todas as causas que julgava justas. No fim da vida, reconhecendo embora a legitimidade do Estado de Israel, denunciou a vida miserável dos palestinos, como justificação para a revolta e para o terrorismo. Já quase cego, ainda encontrou forças para visitar um revolucionário alemão preso em Estugarda, na Alemanha, e para vir a Portugal apoiar a “Revolução dos Cravos” (1974).

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Pintou o cabelo, mas... é ***** burra...

EFEMÉRIDE – Clara Zetkin, professora, jornalista e política alemã, figura histórica do feminismo mundial, morreu em Arkhangelskoïe, perto de Moscovo, no dia 20 de Junho de 1933. Nascera em Wiederau, na Saxónia, em 5 de Julho de 1857.
Desde os anos 1870 que começou a frequentar os movimentos feministas. Viveu exilada em Zurique, onde conheceu o revolucionário russo Ossip Zetkin, que reencontrou em Paris em 1882. Se bem que nunca se tivessem casado, tomou o apelido do seu companheiro, de quem teve dois filhos. Ossip morreu em 1889. Clara casou-se dez anos depois com um pintor, com quem viveu até 1928, conservando o apelido Zetkin.
Em Paris, participou activamente na “Segunda Internacional”, onde reclamou a igualdade completa dos direitos profissionais e sociais da Mulher.
De volta à Alemanha, desenvolveu o movimento feminino socialista e fundou a revista das mulheres socialistas “Die Gleichheit” (A Igualdade) que seria publicada até 1917.
Em 1907 presidiu à Primeira Conferência Internacional das Mulheres Socialistas realizada em Estugarda. Na Segunda Conferência, realizada em Copenhaga no dia 8 de Março de 1910, propôs a criação do Dia Internacional da Mulher, que foi aceite e é comemorado até hoje em cada dia 8 de Março.
Foi membro do Partido Social-Democrata até 1917, ano em que, juntamente com Rosa Luxemburgo, criou a ala esquerda (Liga Spartakista) do USPD. Daqui nasceria em 1918 o Partido Comunista da Alemanha, em representação do qual Clara Zetkin foi deputada no Reichstag de 1920 a 1933.
Foi opositora da 1ª Guerra Mundial e dirigiu várias acções pacifistas, que lhe valeram frequentemente a prisão.
Em 1932 presidiu ao Reichstag, por ser a deputada mais antiga e apelou ao combate contra o nazismo. Com a chegada dos nazis ao poder, foi obrigada a fugir e morreu algumas semanas depois, exilada em Moscovo. O seu túmulo encontra-se nas muralhas do Kremlin na Praça Vermelha. Desaparecera alguém que consagrou grande parte da sua vida a combater pela supressão do capitalismo e a instauração do socialismo, pelo direito ao voto das mulheres, pelo direito ao divórcio, pelas uniões livres e pela igualdade entre os sexos.
A então República Democrática Alemã homenageou-a, fazendo figurar a sua efígie nas notas de 10 marcos.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Mozart a quatro mãos e... uma guitarra.

EFEMÉRIDE – Aung San Suu Kyi, birmanesa, líder e activista dos direitos humanos, galardoada com o Nobel da Paz em 1991, nasceu em Rangum, no dia 19 de Junho de 1945.
É filha do general Aung San, herói da independência da Birmânia, que foi assassinado quando Suu Kyi tinha apenas dois anos de idade.
Viveu em Londres entre 1964 e 1967, onde estudou filosofia, política e economia, depois de ter feito os estudos secundários na Índia, onde se encontrava com sua mãe.
Aos 24 anos, mudou-se para Nova Iorque onde prosseguiu os estudos superiores, tornando-se simultaneamente secretária num Comité das Nações Unidas.
Regressou ao seu país em 1988, por altura da doença e morte da mãe. O seu retorno à Birmânia, no momento denominada Myanmar, coincidiu com a eclosão de uma revolta popular contra os vinte e seis anos de ditadura. Em pouco tempo, Suu Kyi tornou-se líder do movimento de contestação ao regime militar.
Após o seu partido (Liga Nacional para a Democracia) ter obtido uma vitória estrondosa nas eleições de 1990, realizadas devido a uma grande pressão popular, Suu Kyi foi presa no domicílio. A ditadura “ignorou” o resultado das eleições, mas a luta pela democracia ganharia finalmente uma visibilidade internacional. Em 1990, Aung San Suu Kyi ganhou o “Prémio Sakharov da Liberdade”, o “Prémio Rafto” e, no ano seguinte, o Prémio Nobel da Paz.
Em 1995 foi-lhe levantada a pena de prisão domiciliária, mas as liberdades individuais de Suu Kyi continuaram a ser muito limitadas. Entretanto o seu marido, a viver em Inglaterra, morreu de doença oncológica. Suu Kyi, contrariando a vontade das autoridades birmanesas, recusou-se a ir ao Reino Unido, onde também estão os filhos, pois sabia que não a deixariam voltar ao seu país. Em 2000 foi de novo presa. Seria libertada cinco meses depois, sob pressão das “Nações Unidas”.
Em 2001 o grupo de rock irlandês U2 criou a canção “Walk On” que foi escrita e dedicada a Suu Kyi. A canção foi proibida na Birmânia.
Mais tarde foi de novo presa e assim tem passado a sua vida, ora em prisões ora vigiada no seu domicílio. Gravemente doente, foi-lhe recusada a presença de um médico e passou o seu 61º aniversário na prisão, sem acesso ao telefone e com o correio censurado.
É doutorada Honoris Causa pela Universidade Livre de Bruxelas e pela Universidade Católica de Lovaina. Em 2005 recebeu o Prémio Olof Palme e, em 2007, foi considerada Cidadã de Honra do Canadá.
Para esta grande Mulher, a luta continuará até à vitória ou até à morte!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

EFEMÉRIDE – Ana de Castro Osório, jornalista, ensaísta e conferencista portuguesa, considerada uma das mais notáveis teóricas dos problemas da emancipação feminina e uma dedicada e incansável pioneira da luta pela igualdade dos direitos da Mulher, nasceu em Mangualde no dia 18 de Junho de 1872. Morreu em Setúbal, em 23 de Março de 1935.
É de sua autoria “Mulheres Portuguesas”, uma colectânea de artigos sobre questões feministas, considerada o “primeiro manifesto feminista português”. Ao longo destas 250 páginas, publicadas em 1905, exortou as mulheres ao trabalho e ao estudo, afirmando que não deveriam ser meras peças decorativas.
Casada com o poeta e diplomata Paulino de Oliveira, membro do Partido Republicano, esteve muito próxima deste partido. Depois da instauração da República colaborou na Lei do Divórcio, sendo consultora do Ministro da Justiça.
Fundou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, o Grupo de Estudos Feministas e a Cruzada das Mulheres Portuguesas. É igualmente considerada a fundadora da Literatura Infantil em Portugal.
Escreveu alguns livros que foram utilizados como manuais escolares e publicou ainda a colecção “Para as Crianças”, que lhe ocupou perto de quatro décadas de trabalho e foi uma obra notável na sua época. Outros livros dignos de realce são “A Minha Pátria” e “A Mulher no Casamento e no Divórcio”.
Em 1903 publicou o romance “Ambições”, que foi o primeiro de uma série de histórias de ficção para adultos. Traduziu contos de Hans Christian Andersen e de outros escritores estrangeiros. Escreveu igualmente peças de teatro infantil. Por sua vez, muitas das suas obras foram traduzidas para francês, espanhol e italiano.
Entre 1911 e 1914, viveu no Brasil com o marido, que foi cônsul de Portugal em São Paulo. Ali exerceu as actividades de professora e escritora, tendo alguns dos seus livros sido adoptados também em escolas brasileiras. Foi o seu contributo para a construção da Lusofonia.

terça-feira, 17 de junho de 2008

EFEMÉRIDE – Cláudio Besserman Vianna, conhecido pelo nome artístico de Bussunda, humorista brasileiro, morreu em Vaterstetten, perto de Munique, no dia 17 de Junho de 2006, vítima de ataque cardíaco, quando realizava a cobertura do Mundial de Futebol, para o seu programa televisivo. Nascera no Rio de Janeiro em 25 de Junho de 1962.
Não se interessou muito pelos estudos, embora tenha seguido o curso de Comunicação Social da UFRJ. Costumava dizer: «Na faculdade pública, os meus pais não podiam reclamar que pagavam mensalidades e a faculdade ajudava o meu projecto de vida de não fazer nada. Não me formei, mas foram uns óptimos anos». Bussunda encontrou no humor e na alegria aquilo que realmente gostava de fazer na vida. Junto com os seus companheiros do grupo “Casseta & Planeta”, construiu uma carreira prodigiosa na Rede Globo. Além do bom humor, uma das suas fortes características era zombar do próprio facto de ser glutão, o que o levava a imitar personagens que tivessem a mesma característica.
Escreveu onze livros colectivamente, lançou três discos, encenou uma peça de teatro e protagonizou o filme “A Taça do Mundo é Nossa”. Teve ainda uma participação especial na película “Como ser solteiro” e deu voz ao personagem principal das séries infantis “Shrek” I e II, na versão brasileira.
Começara a sua carreira como redactor do jornal humorístico “Casseta Popular”, quando ainda era estudante. Nos anos 80 iniciou a participação em programas de TV, primeiro como apresentador e mais tarde como redactor. “Casseta & Planeta, Urgente!”, um programa com enorme êxito, estreou-se em 1992 e prolongou-se até ao fim da sua vida. Entre muitas personalidades por ele parodiadas, salienta-se: o Presidente Lula, Ronaldo, Diego Maradona e Boris Ieltsin.
A principal avenida da Vila do Pan, no Rio de Janeiro, recebeu o nome de Cláudio Besserman Vianna, em sua homenagem. Postumamente, foi estreado o último filme em que entrou: “Seus Problemas Acabaram”…

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Mote
«
Palavras, mesmo à distância,
Quando são bem sentidas,
Podem conter a fragrância
De salvar almas e vidas
»
Glória Marreiros


CARTA

Segue sempre os meus conselhos,
Não me deixes qualquer ânsia,
São boas, vindas de velhos,
Palavras, mesmo à distância

Na carta que estás a ler,
Vão ideias bem sentidas
Que ajudam sempre a viver,
Quando são bem entendidas

Virás a ter que optar
Entre igualdade e ganância…
… Os passos que tu vais dar
Podem conter a fragrância:

- Um perfume uma intenção
De ganhar causas perdidas
- Um desejo uma emoção
De salvar almas e vidas


Gabriel de Sousa


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- Lisboa, Portugal
Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...