segunda-feira, 15 de junho de 2009

EFEMÉRIDE – Konstantin Dmitrievich Balmont, poeta simbolista e uma das maiores figuras da “Idade de Prata” da poesia russa, nasceu perto de Vladimir no dia 15 de Junho de 1867. Faleceu em Noisy-le-Grand, França, em 24 de Dezembro de 1942.
Oriundo de uma família nobre, começou em 1886 os estudos superiores de Direito, mas foi expulso da Universidade por ter participado numa manifestação de estudantes.
O seu primeiro livro de poesia foi publicado em Iaroslavl em 1890. Cinco anos depois, juntou-se ao movimento simbolista. As viagens que fez pelo mundo inteiro forneceram-lhe detalhes exóticos para os seus poemas.
Segundo Nikita Struve, na sua antologia da poesia russa, a obra imensa de Balmont (dez volumes) nunca foi estudada. Ele renovou no entanto a técnica do verso, inventando novas sonoridades.
Traduziu para russo, entre outros escritores, Henrik Ibsen, Edgar Allan Poe, Pedro Calderón de la Barca e Walt Whitman.
Depois de ter saudado a revolução bolchevique de 1917, criticou-a e afastou-se, indo viver para França onde morreu pobre e esquecido.

domingo, 14 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – Manuel Vázquez Montalbán, jornalista, romancista, ensaísta, poeta e novelista espanhol, nasceu em Barcelona no dia 14 de Junho de 1939. Faleceu em Banguecoque, na Tailândia, em 18 de Outubro de 2003, vítima de crise cardíaca quando se encontrava no aeroporto.
O seu pai, Evaristo Vázquez, republicano exilado em França, entrou clandestinamente em Espanha para conhecer o filho recém-nascido e foi preso. Montalbán só o conheceria quando já tinha cinco anos. Enquanto estudava jornalismo, trabalhou como cobrador de uma agência funerária e deu aulas no seu bairro. Estudou Filosofia e Letras na Universidade Autónoma de Barcelona.
O seu primeiro trabalho profissional foi uma biografia do Cid. Em 1960 foi chefe nacional de propaganda do “Servicio Universitário del Trabajo” e depois colaborador interno da imprensa do “Movimiento”. Passou um ano e meio na prisão por ter participado numa manifestação. Ali escreveu o seu ensaio “Informe sobre la información” (1963). Entre 1963 e 1969 foi-lhe proibido o acesso aos meios de comunicação e foi-lhe retirado o passaporte até 1972.
Colaborou na revista “CAU” (1970-74), foi colaborador fixo da “Triunfo” e colaborador assíduo das revistas “Mundo Obrero”, “La Calle”, “Siglo XX”, “Por Favor”, “Interviu” e do jornal “El País”. Em 1977 ingressou no Comité Central do Partido Socialista Unificado da Catalunha.
Montalbán criou em 1972 a célebre figura do detective Pepe Carvalho, protagonista de uma série policial. Escreveu ainda livros de poesia e vários ensaios. Publicou também a “Autobiografia do General Franco” (1992).
Personalidade dificilmente catalogável, definia-se a si próprio como «jornalista, romancista, poeta, ensaísta, antologista, prefacista, humorista, crítico e gastrónomo» ou muito simplesmente como «um comunista hedonista e sentimental».
Recebeu vários prémios, de que se salientam: “Prémio Nacional de Narrativa” (1991), “Prémio Europa” (1992) e “Prémio Nacional das Letras Espanholas” pelo conjunto da sua obra (1995).

sábado, 13 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – Thierry Sabine, motociclista, piloto de todo-o-terreno francês e organizador de provas desportivas, nasceu em Neuilly-sur-Seine no dia 13 de Junho de 1949. Morreu no deserto do Mali, em 14 de Janeiro de 1986. Ficou conhecido, sobretudo, por ser o criador, o inspirador e um dos fundadores do rali “Paris-Dakar”.
Começou por criar, em 1975, o “Enduro du Touquet”, uma competição regional que, com o decorrer do tempo, teve grande desenvolvimento. Seguidamente promoveu a “Croisière Verte”, um “enduro” que ligava Le Touquet a Sète, por caminhos sinuosos.
Em 1977 perdeu-se no deserto da Líbia, devido a uma tempestade de areia, quando participava no rali “Abidjan - Nice”. Depois de a organização da prova ter abandonado as buscas ao fim de três dias, Sabine, sem combustível na moto, foi encontrado, no limite da desidratação, pelo piloto de uma pequena aeronave que lhe terá dito: «meu amigo, daqui para a frente, tudo o que você viver será lucro». Enquanto esteve perdido, apesar do seu sofrimento, manteve a paixão pelo deserto e prometeu que, se sobrevivesse, organizaria anualmente a maior prova de todo-o-terreno jamais vista, saindo da Europa e atravessando a África através do deserto, evento que mais tarde definiria como «um desafio para os que vão e um sonho para os que ficam». Desde então consagrou a sua vida à organização dos “Paris-Dakar”.
Morreu, no fim de um dia de Janeiro, quando o helicóptero, a partir do qual dirigia o “Dakar”, embateu numa duna, no deserto do Mali, durante uma tempestade de areia. No aparelho seguiam igualmente o cantor francês Daniel Balavoine, uma jornalista, o piloto e um técnico de rádio. Foi erigida uma lápide em sua memória, no deserto do Ténéré, num lugar baptizado desde então “Árvore de Thierry Sabine” devido a uma acácia solitária que ali se encontra.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE - Frédéric Passy, político e pacifista francês, faleceu em Neuilly-sur-Seine no dia 12 de Junho de 1912. Nascera em Paris, em 20 de Maio de 1822.
Recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1901. Foi fundador e presidente da Sociedade Francesa para a Paz.
Oriundo de uma família de notáveis políticos e cientistas, Frédéric preferiu seguir os estudos de jurista. Foi durante algum tempo auditor no Conselho de Estado antes de iniciar a carreira de jornalista.
No seguimento de uma campanha, que organizou no jornal “Le Temps”, contra uma guerra entre a França e a Prússia, fundou a Liga Internacional da Paz em 1867 e, três anos mais tarde, a Sociedade de Arbitragem entre as Nações, antecessora da ONU. Fundou em seguida a União Internacional para a Paz (1889) e facilitou a aproximação entre a França e a Inglaterra.
Em 1877, foi eleito para a Academia das Ciências Morais e Políticas. Pertenceu à Câmara dos Deputados após as eleições de 1881 e 1885. Foi autor de uma lei sobre acidentes de trabalho, favorável aos operários.
Em 1888, à frente de uma delegação de deputados franceses, encontrou William Randal Cremer, que viria a ser Nobel da Paz em 1903. No seguimento desta reunião, que juntou um grupo de parlamentares franceses, britânicos, italianos, espanhóis, dinamarqueses, húngaros, belgas e americanos, foi criada a União Interparlamentar, da qual Frédéric Passy foi um dos primeiros presidentes.
Apaixonado pela pedagogia, Frédéric Passy não abandonou nunca a sua vocação, ensinando até à idade de 81 anos e escrevendo numerosas obras. Defensor dos direitos das Mulheres e favorável à abolição da pena de morte, ele era - no domínio da economia - partidário do mercado livre e dos aforros.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – Vasco dos Santos Gonçalves, militar e político português, faleceu em Almancil no dia 11 de Junho de 2005. Nascera em Lisboa, em 3 de Maio de 1921.
Filho de um homem de negócios e antigo jogador de futebol, Vasco Gonçalves estava muito próximo dos ideais comunistas enquanto o pai era salazarista.
Aderiu ao “Movimento dos Capitães”, que levaria à Revolução dos Cravos de Abril 74, numa reunião alargada da sua comissão coordenadora, efectuada na Costa da Caparica em Dezembro de 1973. Coronel de engenharia, integrou a Comissão de Redacção do Programa do Movimento das Forças Armadas, passando a ser o elemento de ligação com o futuro Presidente da República Costa Gomes.
Membro da Comissão Coordenadora do MFA, foi mais tarde primeiro-ministro dos sucessivos governos provisórios (2º a 5º, em 1974/1975). Tido geralmente como pertencente ao grupo de militares próximos do Partido Comunista, perdeu toda a sua influência na sequência dos acontecimentos contra-revolucionários de 25 de Novembro de 1975.
Como primeiro-ministro, foi o dinamizador da reforma agrária, das nacionalizações dos principais meios de produção privados (bancos, seguros, transportes públicos, siderurgia, etc.), do salário mínimo para os funcionários públicos, do subsídio de férias (13º mês) e do subsídio de Natal.
O seu protagonismo durante os acontecimentos do “Verão Quente de 1975” levou os seus apoiantes, através do cantor Carlos Alberto Moniz, a comporem uma canção em que figurava o seu nome: «Força, força, companheiro Vasco, nós seremos a muralha de aço!».
Depois de afastado da vida política, limitava-se a aparecer publicamente em manifestações de Esquerda e Sindicais.
Morreu aos 84 anos, quando nadava numa piscina, em casa de um irmão no Algarve, aparentemente devido a uma síncope cardíaca.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – João Gilberto Prado Pereira de Oliveira, músico brasileiro, considerado o principal criador do ritmo bossa nova, nasceu em Juazeiro no dia 10 de Junho de 1931.
O pai deu-lhe um violão aos 14 anos de idade e, desde então, ele nunca mais o largou. Na década de 1940, o pequeno João Gilberto já adorava escutar Duke Ellington e Dorival Caymmi. Aos 18 anos decidiu mudar-se para Salvador com intenção de ser cantor de rádio. Em 1950 foi para o Rio de Janeiro, onde teve sucesso cantando no grupo “Garotos da Lua”. Foi excluído da banda por indisciplina e passou alguns anos numa existência marginal, mas sempre obcecado pela ideia de criar uma nova forma de se expressar com o violão. O seu esforço foi finalmente recompensado e, após conhecer Tom Jobim e um grupo de estudantes universitários de classe média, também músicos, lançaram o movimento que ficou conhecido por Bossa Nova.
O ritmo da bossa nova é uma mistura do ritmo sincopado da percussão do samba numa forma simplificada e a ao mesmo tempo sofisticada, que pode ser tocada num violão (sem acompanhamento adicional), uma técnica inventada por João Gilberto.
Por volta de 1962, a bossa nova tinha sido adoptada mesmo por músicos de jazz norte-americanos. A convite de Stan Getz, João Gilberto e Tom Jobim colaboraram naquele que se tornou um dos melhores álbuns de jazz de todos os tempos - “Getz/Gilberto”. Com este álbum, a composição de Jobim "Garota de Ipanema" tornou-se um sucesso mundial, também na sua versão em língua inglesa, cantada, entre outros, por Frank Sinatra, Nat King Cole e Ella Fitzgerald. Actualmente ela é interpretada em variadíssimas línguas e por muitos artistas de renome internacional.
João Gilberto continuou a fazer espectáculos na década de 1960, não tendo lançado porém outros trabalhos até 1968, ano em que gravou “Ela é Carioca”, durante o tempo em que residiu no México.
O disco “João Gilberto” foi lançado em 1973 e apresentou uma sensibilidade musical quase mística.
Nos anos 80, João Gilberto colaborou com Gilberto Gil, Caetano Veloso e Maria Bethânia (criadores, em fins da década de 1960, do movimento conhecido como Tropicália).
“João Voz E Violão”, lançado em 2000, assinalou um retorno aos clássicos da bossa nova, como "Chega de Saudade" e "Desafinado".
Anunciada uma das suas raras tournées pelo Brasil em 2008, os ingressos foram disputados em filas infindáveis, para duas apresentações no Auditório Ibirapuera de São Paulo. Os bilhetes esgotaram-se também, em menos de uma hora, para uma apresentação no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – Cole Albert Porter, músico, autor de comédias musicais e compositor norte-americano, nasceu em Peru, Indiana, no dia 9 de Junho de 1891. Morreu em Santa Monica, Califórnia, em 15 de Outubro de 1964. Salientou-se pelas suas letras sofisticadas, ritmos inteligentes e formas complexas.
Pertencente a uma família abastada, a mãe iniciou-o muito cedo no estudo da música. Aprendeu violino aos seis anos, piano aos oito e escreveu a primeira opereta (com o auxílio da mãe) aos dez.
O avô de Porter queria que ele se tornasse advogado e, pensando nessa carreira, enviou-o para a Academia de Worcester em 1905 e depois para a Universidade de Yale em 1909. Nesse período, Porter compôs uma série de canções estudantis, que são tocadas ainda hoje em Yale.
Porter passou também um ano na Faculdade de Direito de Harvard em 1913 e transferiu-se então para a Harvard's School of Music.
Em 1915 fez a sua primeira canção para a Broadway, "Esmeralda”, que teve grande êxito. Seguiram-se vários fracassos que o levaram a um auto-exílio, em que compunha e vendia músicas, embora recebendo também “mesadas” do avô e da mãe.
Viajou depois por toda a Europa, relacionando-se com alguns dos mais conhecidos intelectuais e artistas da época e tornando-se um dos membros da chamada "Geração Perdida".
Apesar de ter sido casado durante 34 anos com Linda Lee Thomas, apontam-se-lhe várias relações homossexuais.
Porter voltou à Broadway e aos sucessos com o musical "Paris" (1928) e apareceu com "Night and Day", aquele que terá sido talvez o seu maior êxito, no último show teatral de Fred Astaire (1932). Compôs várias músicas para filmes em Hollywood.
Em 1937, uma queda de um cavalo esmagou-lhe as pernas e deixou-o com dores horríveis e muito incapacitado. Os médicos aconselharam mesmo a amputação da perna direita e, eventualmente, da esquerda, mas a mãe e a mulher não concordaram. Porter submeteu-se a mais de trinta cirurgias e sofreu dores constantes durante o resto da vida. O número de operações levou-o a uma grave depressão. Foi uma das primeiras pessoas a experimentar a terapia de electro-choque.
Apesar das dores, Porter continuou a escrever musicais de grande sucesso. Em 1948, "Kiss Me, Kate" ganhou um “Tony Award de Melhor Musical” e Porter o prémio de “Melhor Compositor e Letrista”.
Após uma série de úlceras, a sua perna direita teve de ser amputada e substituída por uma prótese mecânica em 1958. A amputação sucedeu-se à morte da mãe em 1952 e de sua esposa em 1954. A sucessão de desgostos foi forte demais para Porter. Não escreveu mais nenhuma canção após 1958 e passou os seus últimos anos quase em reclusão.
Em 1990 foi publicado “Red Hot and Blue”, um álbum de CD em sua homenagem, cujos lucros foram dedicados à luta contra a Sida. Os seus principais sucessos foram nele cantados por grandes estrelas pop/rock, como os U2, David Byrne e Sinead O'Connor.
A sua vida inspirou o filme “Noite e Dia” (1946) com Cary Grant num dos papéis principais. Em 2004, foi rodado novo filme sobre a sua vida: “De Lovely”.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE - Seu Jorge, nome artístico de Jorge Mário da Silva, actor, cantor e compositor brasileiro de MPB, de Samba Pop, de Funk e de Afro Pop, nasceu em Belford Roxo no dia 8 de Junho de 1970.
Seu Jorge frequentou a escola e ajudou a mãe a tomar conta dos três irmãos mais novos. Começou a trabalhar com apenas dez anos de idade. As várias profissões que teve nunca o fizeram esquecer o sonho de se tornar músico. Desde adolescente, começou a frequentar grupos de samba cariocas, acompanhando o pai, e os bailes funks e bailes charmes da periferia. Cedo começou a profissionalizar-se, cantando à noite.
Seu Jorge é sobretudo conhecido como violonista, mas também toca outros instrumentos como por exemplo o baixo.
A morte do seu irmão Vitorio, numa chacina, desestruturou a família. Seu Jorge foi então um “sem abrigo” durante cerca de três anos. O clarinetista Paulo Moura convidou-o para fazer um casting para um musical de teatro. Foi aprovado e participou, como cantor e actor, em mais de 20 espectáculos do Teatro da Universidade do Rio de Janeiro.
Foi um dos fundadores da banda “Farofa Carioca”, que lançou o primeiro CD em 1998, com uma competente mistura de ritmos negros de várias partes do mundo, como o samba, o reggae, o jongo, o funk e o rap. A partir daí, Seu Jorge enveredou por uma carreira de êxitos e participou em vários projectos. Ele é considerado como o renovador do Samba Pop brasileiro.
Participou nos filmes “A Cidade de Deus” e “A Vida Aquática”, para o qual realizou uma boa parte da banda sonora, retomando - em português - alguns clássicos de David Bowie.

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