sexta-feira, 7 de agosto de 2009

EFEMÉRIDE – Oliver Hardy, de seu verdadeiro nome Norvell Hardy, comediante norte-americano, faleceu em Hollywood no dia 7 de Agosto de 1957, vítima de trombose cerebral. Nascera em Harlem, Georgia, em 18 de Janeiro de 1892. Os pais eram descendentes de ingleses e de escoceses. O nome Oliver era o de seu pai, que morreu quando ele tinha apenas dois anos de idade.
Educado pela mãe, seguiu uma escolaridade normal apaixonando-se simultaneamente pelo canto lírico. No entanto, a ideia de se tornar profissional de canto não o encantava sobremaneira. Prosseguiu os estudos e obteve o licenciamento como advogado, profissão que nunca chegou a exercer.
Em 1910 “descobriu” o cinema e abriu mesmo uma sala de projecção. Em 1913/1914 tornou-se actor. Fez muitos filmes, ainda mudos, e à noite cantava em cabarets. Na mesma época entrou para a Maçonaria.
O papel mais relevante de Oliver Hardy foi o de “Bucha”, em numerosos filmes da série Bucha e Estica (Laurel & Hardy). Fez mais de quatrocentas películas, curtas e longas-metragens, das quais cerca de duzentas com Stan Laurel, que conhecera em 1926 e que faleceu poucos tempo depois dele, inconsolável com a morte do seu companheiro e amigo.
Em 1951 foi produzido o último filme (“Utopia”), que marcou a despedida desta célebre dupla cómica. Oliver Hardy foi casado três vezes, não tendo deixado descendentes.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – Jorge Leal Amado de Faria, imortalizado como Jorge Amado, um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos, faleceu em Salvador no dia 6 de Agosto de 2001. Nascera em Itabuna, em 10 de Agosto de 1912.
Amado foi apenas superado até agora, em número de vendas, por Paulo Coelho mas, no seu estilo, romance ficcional, não tem paralelo no Brasil. Em 1994 viu a sua obra ser reconhecida com o Prémio Camões, o mais prestigiado da língua portuguesa. Ele foi também o autor mais adaptado para a televisão, com muitos sucessos tanto no Brasil como em Portugal. Entre outros, “Tieta”, “Gabriela” e “Dona Flor e Seus Dois Maridos”.
A obra literária de Jorge Amado conheceu ainda inúmeras adaptações para o cinema e teatro, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil. Os seus livros estão traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também edições em Braille.
Mesmo dizendo-se materialista, era simpatizante do candomblé, religião na qual exercia o posto de honra de Obá de Xangô no Ilê Opó Afonjá, do qual muito se orgulhava.
Como Érico Veríssimo e Rachel de Queiroz, ele foi um insigne representante do modernismo regionalista (segunda geração do modernismo brasileiro).
No ano seguinte ao do seu nascimento, uma epidemia de varíola obrigou a família a deixar a sua fazenda e a estabelecer-se em Ilhéus, onde viveu a maior parte da infância e que lhe serviu de inspiração para vários romances.
Foi depois para o Rio de Janeiro, a fim de estudar na Faculdade de Direito. Durante a década de 1930, a faculdade era um pólo de discussões sobre política e artes, tendo ali feito os seus primeiros contactos com o movimento comunista brasileiro.
Foi jornalista e aderiu ao Partido Comunista como muitos outros intelectuais e artistas da sua época. São constantes nas suas obras os temas sobre problemas e injustiças sociais, folclore, política, crenças, tradições e a sensualidade do povo brasileiro.
As suas obras são umas das mais significativas da moderna ficção brasileira, com 49 livros, propondo uma literatura sempre voltada para as raízes nacionais. Em 1945, foi eleito deputado federal pelo PCB.
Era casado com Zélia Gattai, também escritora, e que lhe sucedeu na Academia Brasileira de Letras.
Viveu exilado na Argentina e no Uruguai (1941 a 1942), em Paris (1948 a 1950) e em Praga (1951 a 1952). Escritor profissional, viveu exclusivamente dos seus direitos de autor.
Recebeu no estrangeiro entre outros os seguintes prémios: Prémio Lenine da Paz (Moscovo, 1951); Prémio de Latinidade (Paris, 1971); Prémio do Instituto Ítalo-Latino-Americano (Roma, 1976); Prémio Dimitrof de Literatura (Sofia, 1986); Prémio Pablo Neruda da Associação de Escritores Soviéticos (Moscovo, 1989) e Prémio Camões (Portugal, 1994).
No Brasil: Prémio Nacional de Romance do Instituto Nacional do Livro (1959); Prémio Graça Aranha (1959); Prémio Paula Brito (1959); Prémio Jabuti (1959 e 1995); Prémio Luísa Cláudio de Sousa do Pen Club do Brasil (1959); Prémio Carmen Dolores Barbosa (1959); Troféu Intelectual do Ano (1970); Prémio Brasília de Literatura, pelo conjunto da sua obra (1982); Prémio Moinho Santista de Literatura (1984); Prémio BNB de Literatura (1985), etc.
Recebeu também títulos de Comendador e de Grande Oficial, nas ordens da Argentina, Chile, Espanha, França, Portugal e Venezuela, além de ter sido feito Doutor Honoris Causa por dez universidades no Brasil, Itália, Israel, França e Portugal. O título de Doutor pela Sorbonne, em França, foi o último título que recebeu pessoalmente, em 1998, na sua derradeira viagem a Paris, quando se encontrava já bastante doente.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Recordando "Abril"

História de canibais...

EFEMÉRIDE – Henry-René-Albert-Guy de Maupassant, escritor e poeta francês, nasceu em Tourville-sur-Arques no dia 5 Agosto de 1850. Faleceu em Paris, em 6 de Julho de 1893.
Tinha predilecção por temas psicológicos e de crítica social. Além de romances e peças de teatro, escreveu 300 novelas, tudo obras de grande valor literário.
Morreu num manicómio, pouco antes de completar 43 anos, após duas tentativas de suicídio, originadas por perturbações causadas pela sífilis que o atormentava há vários anos. Foi um influente escritor europeu, tendo entre os seus seguidores o escritor irlandês James Joyce.
A sua carreira literária limitou-se a uma década (1880/90). Foi reconhecido em vida como escritor de primeiro plano, valor renovado mais tarde com numerosas adaptações dos seus livros ao cinema e à televisão.
Guy passou a sua infância entre o mar e o campo, onde nasceu o seu amor pela natureza e pelos desportos ao ar livre. Ia à pesca com os pescadores da costa e falava com eles no dialecto local.
Com treze anos entrou para um pensionato eclesiástico seguindo o desejo de sua mãe. Aqui começou a fazer os seus versos. Desta primeira educação católica ficou-lhe uma hostilidade marcante para com a religião. Acabou por ser expulso.
Inscrito então no liceu de Ruão, foi bom aluno e continuou a dedicar-se à poesia, participando também em muitas peças de teatro.
Obtido o bacharelato de letras em 1869, foi para Paris. A guerra que se anunciava contrariou-lhe os planos. Em 1870 alistou-se como voluntário para a Guerra franco-prussiana. Acabadas as hostilidades deixou a Normandia e instalou-se em Paris. Passou dez anos nos Ministérios da Marinha e da Instrução Pública. À noite continuava a escrever.
Em 1877 foi-lhe diagnosticada a sífilis. Para se descontrair passava os domingos e as férias passeando no rio Sena sempre em galantes companhias.
O escritor Gustave Flaubert tomou-o sob a sua protecção, guiando o seu começo no jornalismo e na literatura. Colaborou em jornais importantes, como Le Figaro, Gil Blas, Le Gaulois e L’Écho de Paris, dedicando-se mais tarde à elaboração dos seus romances e contos. Publicou o primeiro livro em 1879: uma centena de páginas sob o título “História dos Velhos Tempos”.
Tornando-se célebre pela publicação de vários contos, publicava anualmente entre dois e quatro volumes. Com os direitos de autor do seu primeiro livro de contos (A Casa Tellier) fez construir a sua própria casa. Todos os livros de Maupassant tiveram muitas reedições tal o êxito obtido junto do público.
A sua aversão natural pela sociedade, assim como a saúde frágil, levaram-no ao isolamento e à meditação. Viajou longamente pela Argélia, Itália, Inglaterra, Bretanha, Sicília e Auvergne, cada viagem sendo sinónimo de novas obras e de reportagens para a imprensa.
Durante os últimos anos de vida, começou alguns livros que não acabou e a última coisa que escreveu foi uma carta de adeus dirigida ao seu médico. Foi então internado, morrendo após dezoito meses de inconsciência quase total.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – Percy Bysshe Shelley, importante poeta romântico inglês, nasceu no Sussex em 4 de Agosto de 1792. Morreu no Mar Lígureno em 8 de Julho de 1822.
Descendente de uma família rica da aristocracia rural inglesa, teve uma vida anti-conformista e rebelde desde a sua juventude. Aos 19 anos, foi expulso da Universidade de Oxford por ter escrito um panfleto intitulado "A necessidade do ateísmo". O pai obteve a sua readmissão sob condição de que ele se retratasse, o que Percy recusou fazer rompendo as relações com a família. Conheceu entretanto o pensador William Godwin, precursor do anarquismo e que o iria influenciar fortemente.
Em 1813, com "Rainha Mab", um longo poema de nove cantos, atacaria “os males da humanidade de então”: o comércio, a guerra, a monarquia, a igreja, o casamento e o consumo de carne.
Foi companheiro de Lord Byron em noitadas de vinho e de discussões filosóficas. Em 1816 a sua primeira esposa suicidou-se.
Foi quase desprezado na era vitoriana pelas suas ideias libertárias. Morreu aos 29 anos, em Itália, num acidente com o seu veleiro Ariel, no golfo de Spezia, perto do Livorno.
Após a morte de Percy Shelley, a sua segunda mulher Mary, que também era escritora, autora de “Frankenstein”, responsabilizou-se pela publicação das suas obras já manuscritas. Acabou por se tornar num ídolo dos poetas vitorianos. Foi igualmente admirado por figuras como Karl Marx, Mahatma Gandhi, Isadora Duncan, George Bernard Shaw, Upton Sinclair, etc. Alguns compositores de renome escreveram músicas baseadas nos seus poemas.
Autor também de alguns romances, Shelley foi o poeta que mais influenciou as gerações que se lhe seguiram.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – Rui Silva, atleta português de meio-fundo, nasceu em Santarém no dia 3 de Agosto de 1977. Tem como especialidade principal os 1500 metros.
É um dos melhores corredores portugueses da actualidade e é considerado, juntamente com Fernando Mamede, um dos melhores atletas portugueses de meio-fundo de sempre. Representa o Sporting Clube de Portugal.
Foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas (2004) e no Campeonato do Mundo de Helsínquia (2005). Campeão do Mundo de 1500 metros em pista coberta (Lisboa, 2001), levou ao delírio o público que assistia aos campeonatos no Pavilhão Atlântico.
Foi Campeão da Europa de 1500 metros em pista coberta na cidade de Valência (1998), Campeão da Europa em Viena (2002) e Vice-campeão do Mundo de 3000 metros em pista coberta na capital húngara (2004).
Diversas lesões graves mantiveram-no afastado das pistas durante muito tempo, falhando várias provas importantes no período 2006/2008. Mesmo assim ganhou a medalha de bronze nos Campeonatos de Europa de Crosse de Toro, Espanha (2007), fazendo parte da equipa de Portugal que arrecadou a medalha de ouro.
Regressou recentemente, com a pujança de sempre, nos Campeonatos Europeus de Pista Coberta (Turim, 2009), conquistando a medalha de ouro nos 1500 metros.
Tem como característica principal um poderosíssimo final, razão porque prefere corridas que se desenrolem em ritmo mais lento, para poder proferir os seus “ataques mortíferos” na última volta.

domingo, 2 de agosto de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – Isabel Allende Llona, jornalista e escritora chilena, actualmente radicada nos Estados Unidos, nasceu em Lima, Peru, no dia 2 de Agosto de 1942. É filha de um diplomata, primo de Salvador Allende ex Presidente do Chile.
De 1953 a 1958 a família residiu na Bolívia e no Líbano, onde Isabel frequentou respectivamente uma escola americana e um escola inglesa. Voltou depois ao Chile onde acabou os estudos secundários.
De 1959 a 1965 trabalhou para a FAO (Food and Agriculture Organization) em Santiago. Casou em 1962 e no ano seguinte nasceu a sua filha Paula.
Em 1964/1965 passou um longo período na Europa, residindo em Bruxelas e na Suíça. Voltou ao Chile em 1966 onde nasceu o seu segundo filho Nicolás.
Até 1974 faz parte da redacção de revistas infantis e publicou contos para crianças, trabalhando igualmente para a televisão.
Em 1973 a sua peça de teatro “O embaixador” foi representada em Santiago. O golpe de Pinochet, que causou a morte de seu tio Salvador Allende, tornou a sua vida muito difícil. Em 1975 instalou-se com a família na Venezuela onde ficou treze anos, trabalhando no jornal “El Nacional” e numa escola secundária.
Em 1981, tomando conhecimento de que o seu avô, com 99 anos, estava a morrer, começou a escrever-lhe uma carta que se transformaria mais tarde no manuscrito de “A Casa dos Espíritos”, o seu primeiro romance.
Isabel é considerada uma das principais revelações da literatura latino-americana dos anos 1980. A sua obra é marcada pela ditadura no Chile. “A casa dos espíritos” conquistou o reconhecimento do público e da crítica. Esta obra foi passada ao cinema em 1993. Em 1994 lançou o livro “Paula”, que a autora escrevera para a sua filha que estava em estado de coma. Como não sabia se a memória lhe voltaria facilmente, Isabel Allende resolveu contar a sua história para auxiliar a filha a lembrar os factos ocorridos. Paula porém não recuperou e morreu tempos depois.
Tem conquistado numerosos prémios literários entre os quais se destacam: Melhor Novela no Chile (1983), Autor do Ano na Alemanha (1984), Melhor Romance Estrangeiro em Portugal (1987), Livro do Ano na Suíça (1987) e "Library Journal's Best Book" nos Estados Unidos (1988).
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sábado, 1 de agosto de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – Ney Matogrosso, de seu verdadeiro nome Ney de Sousa Pereira, cantor brasileiro, nasceu em Bela Vista, Mato Grosso do Sul, no dia 1 de Agosto de 1941.
Considerado um dos maiores intérpretes do Brasil, o seu nome artístico foi adoptado em 1971, quando foi para São Paulo. Teve uma infância e uma adolescência marcadas pela solidão, até completar dezassete anos, idade em que deixou a casa da família para entrar na Aeronáutica. Ney ainda não tinha ideia do que viria a fazer na vida. Gostava de teatro e cantava esporadicamente, mas acabou por ir trabalhar no laboratório de anatomia patológica do Hospital da Base de Brasília.
Tempos depois foi convidado para participar num festival universitário e chegou a formar um quarteto vocal, actuando mesmo num programa de televisão.
Correndo atrás do sonho do teatro, desembarcou no Rio de Janeiro em 1966, onde passou a viver da confecção e venda de peças de artesanato em couro. Ney adoptou nessa época a filosofia da vida hippy. Neste período, viveu entre o Rio, São Paulo e Brasília, até ser convidado para cantor do grupo Secos & Molhados.
Saiu do grupo no ano seguinte e, em 1975, lançou o seu primeiro disco a solo, chamado “Água do Céu - Pássaro”. O verdadeiro êxito chegaria com a canção "Bandido Corazón", composta por Rita Lee.
Ney terminou a década de 70 e começou a de 80 com completas “transgressões” ao poder vigente, sendo ameaçado várias vezes pelo regime militar. Nesse período, lançou alguns dos seus maiores sucessos: "Homem com H", "Vida, Vida", "Pro dia nascer Feliz", "Vereda Tropical", "Amor Objecto", "Seu tipo", "Por debaixo dos panos" e "Promessas demais", entre outros.
Apresentou coreografias erotizantes e acabou por influenciar toda uma geração de artistas. Também foi iluminador e dançarino, actuando ainda como director geral dos seus espectáculos musicais. O espectáculo “Sou eu”, em que dirigiu Simone, foi considerado o melhor do ano em 1992.
Em 1987 Ney Matogrosso entrou numa nova fase, com o LP "Pescador de Pérolas". Mostrou então uma faceta mais segura, abandonou as maquilhagens e passou a vestir-se normalmente, atraindo um novo público.
Durante a década de 90 gravou um CD com canções de Ângela Maria, outro só com canções de Chico Buarque, gravou Cartola, e o elogiado "Batuque", apenas com canções anteriores à década revolucionária de 60.
Ney mantém, no estado do Rio de Janeiro, uma área de preservação ambiental para micos-leões-dourados, espécie ameaçada de extinção.
Estreou no segundo semestre de 2007 um dos espectáculos mais comentados em 35 anos de carreira: o show "Inclassificáveis" - que será apresentado até 2009 por todo o Brasil. Em Junho de 2008, mais um ponto importante na sua carreira: os dezassete primeiros discos de Ney Matogrosso em CD.
Fez o “especial” da Rede Globo, exibido em 28 de Junho de 2008, cantando músicas de Cazuza. Regravou, ainda em 2008, a música “Lig Lig Lig Lé” para ser a abertura da novela “Negócio da China”, em que participou no primeiro capítulo protagonizando um dançarino em Macau.

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