
Agraciado com o título de “Sir” em 1947, Laurence Olivier foi um dos mais carismáticos actores do século XX. A sua presença em palco fascinava o público e a sua credibilidade como intérprete, tanto nos dramas como nas comédias, proporcionou-lhe os maiores êxitos.
Filho de um pastor anglicano, pisou o palco pela primeira vez numa montagem amadora de "Júlio César", aos dez anos de idade, e foram justamente as peças de Shakespeare que lhe proporcionaram as maiores glórias da sua carreira, no cinema e no teatro.
Participou em 121 peças de teatro, apresentando-se em palcos da Inglaterra, de vários países da Europa e nos Estados Unidos da América. A sua trajectória no cinema foi extensa mas irregular, tendo feito 65 filmes, alguns deles também como director.
Quando da Segunda Guerra Mundial foi mobilizado. Seguiu cursos de pilotagem e esteve dois anos na Força Aérea, não tendo contudo chegado a combater.
Recebeu o primeiro Oscar em 1946, pela sua actuação e direcção em "Henrique V". Dois anos depois com "Hamlet" ganhou quatro Oscars: melhor filme, melhor actor principal, melhor direcção de arte e melhor figurino. Em 1978 recebeu um Oscar especial pelo conjunto da sua obra e pela sua contribuição para o Cinema.
Foi um dos fundadores do Royal National Theatre da Grã-bretanha que dirigiu de 1962 a 1973. Tinha fundado e dirigido também o Chichester Festival Theatre de 1962 a 1966.
Em 1970 a rainha Isabel II outorgou-lhe o título de Lorde, com direito a frequentar o Parlamento britânico.
Constatando que o seu trabalho, apesar do sucesso, não o tinha deixado ao abrigo de preocupações económicas, a partir dos anos 1970 começou a multiplicar as aparições no cinema e na televisão com fins estritamente financeiros.
Morreu, aos 82 anos, de doença cancerígena no estômago, sendo enterrado no “Canto dos Poetas” na Abadia de Westminster.
Laurence Olivier deixou-nos dois livros: “Confissões de um actor” e “Ser Actor” onde descreve a sua vida.
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