quinta-feira, 9 de outubro de 2008

EFEMÉRIDE – Tadeusz Różewicz, poeta e dramaturgo polaco, nasceu em Radomsko no dia 9 de Outubro de 1921.
Pertence à primeira geração nascida depois da Polónia ter reconquistado a independência em 1918. Os seus primeiros poemas foram publicados em 1938 e o primeiro livro em 1944. Durante a Segunda Guerra Mundial foi membro da Resistência Polaca.
O seu livro “Inquietude", e especialmente o poema “Ocalony”, espelham bem um homem destruído pela catástrofe inexprimível que foi a 2ª Grande Guerra.
O seu irmão Janusz, também poeta, foi executado pela Gestapo em 1944. Tadeusz conseguiu sobreviver, obteve um bacharelato em 1945 e começou depois a estudar História de Arte na Universidade de Cracóvia, estudos que não concluiu.
Iniciou-se na dramaturgia em 1960 e foi autor de muitas recolhas de poemas que tiveram grande sucesso.
Em 1968 foi viver para Wrocław e, desde então, publicou uma quinzena de peças de teatro. Różewicz é considerado um dos melhores poetas polacos no período pós-guerra e um dos maiores inovadores do teatro. A sua peça “Kartoteka” revolucionou todo o teatro polaco e influenciou grandemente o teatro mundial.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Próxima aquisição do Benfica... Para substituir o Quim!
EFEMÉRIDE – Catulo da Paixão Cearense, poeta, músico e compositor brasileiro, nasceu em São Luís do Maranhão no dia 8 de Outubro de 1863. Morreu no Rio de Janeiro em 10 de Maio de 1946.
A família mudou-se para o Rio em 1880, tinha ele 17 anos. Trabalhou como relojoeiro, juntamente com o pai. Depois da morte dos pais, viu-se obrigado a ser estivador para sobreviver. À noite, integrava-se nos meios boémios da cidade. Associou-se a um livreiro, que passou a publicar em “folhetos de cordel” as modinhas da época. Catulo da Paixão Cearense organizou várias colectâneas, além de publicar obras próprias.
Viveu despreocupado, mas morreu na pobreza. As suas composições mais famosas são “Luar do Sertão” (1908), que é considerado “o hino do sertanejo brasileiro”, e “Flor amorosa” (data desconhecida). Foi responsável igualmente pela reabilitação do violão nos salões da alta sociedade carioca e pela reforma das “modinhas”. Em 1908 conseguiu actuar no Instituto Nacional de Música, o que levou um crítico a considerar quase uma heresia a presença de um violão num salão de música erudita. Porém, depois da sua actuação, esse mesmo crítico confessou a sua precipitação e aplaudiu-o com entusiasmo.
Catulo foi um dos poucos poetas populares brasileiros que, ainda em vida, recebeu todas as glórias e honrarias, merecendo a adoração do povo. Em parte, porque usou toda a sonoridade que o sotaque nordestino lhe proporcionava, sabendo utilizar versos simples, ingénuos e puros.
Autodidacta, aprendeu matemática e francês, língua que dominou de tal modo, que pôde traduzir para português poetas gauleses muito populares naquela mudança de século. Entretanto, o gosto pela literatura francesa não o transformou em mais um parnasiano, tendo sabido guardar a influência do “Nordeste” e compondo modinhas bem brasileiras. Foi professor, cantou para vários Chefes de Estado e inaugurou - ele próprio - uma estátua em sua homenagem.
Mário de Andrade classificou-o como «o maior criador de imagens da poesia brasileira».

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Telejornal Brasileiro para sorrir...

EFEMÉRIDE – Mario Lanza, de seu verdadeiro nome Alfredo Arnoldo Cocozza, tenor norte-americano de ascendência italiana, faleceu em Roma no dia 7 de Outubro de 1959, vítima de crise cardíaca. Nascera na Filadélfia, em 31 de Janeiro de 1921.
Teve grande sucesso nos anos 1940/50, principalmente pelas suas participações no cinema, interpretando o grande Enrico Caruso em sete filmes, que lhe trouxeram notoriedade mundial.
Foi considerado o mais famoso tenor dos EUA, mas durante toda a sua carreira enfrentou vários problemas com o excesso de peso, o consumo de álcool e de barbitúricos. Influenciou vários cantores, tanto clássicos como populares, e o próprio Elvis Presley declarou que fora um dos seus maiores fãs.
Foi escutando as gravações do seu ídolo Caruso, guardadas religiosamente pelo seu pai, que o jovem Mário Lanza descobriu a sua própria voz.
Referenciado pelo maestro Serge Koussevitsky em 1942, ele veio a optar por uma carreira cinematográfica, se bem que com interpretações líricas, participando em vários filmes produzidos pela MGM. Começou a sua carreira em Hollywood em 1944.
Manteve sempre relações tensas com os meios cinematográficos e com os críticos jornalísticos, o que o levou a deixar os Estados Unidos, instalando-se em Itália no ano de 1956.
Em 1958 cantou sem microfone para 8 000 pessoas, deixando até os grandes especialistas surpreendidos com a potência, a dimensão e a beleza da sua voz ao natural. Conta-se que, com a força e vibração da voz, chegava a fazer estalar vidros e peças de loiça. Uma outra sua faceta era o profundo respeito que tinha pelos textos e poemas que cantava.
Os abusos de álcool agravaram uma profunda depressão que o consumia, morrendo aos 38 anos. Mário Lanza ficou para a posteridade como uma lenda do Canto. A sua mulher só lhe sobreviveria cinco meses, em virtude do abuso de soníferos.
Os tenores de referência José Carreras, Placido Domingo e sobretudo Luciano Pavarotti reconheceram ter muito aprendido com ele. O “Baker's Dictionary of Opera” consagra-lhe uma longa rubrica apesar da sua breve carreira. Meio século depois da sua morte, ele continua a ser considerado um fenómeno verdadeiramente único na história da arte lírica. Mário Lanza deu mais de duzentos concertos nas mais prestigiosas salas e locais do mundo.
Espera-se (deseja-se, pelo menos) que a editora discográfica que possui o espólio das suas gravações, a “RCA”, aproveite o cinquentenário do seu desaparecimento para divulgar mundialmente muitas das suas interpretações.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

EFEMÉRIDE – Roland Adrien Georges Garros, pioneiro da aviação francesa, nasceu em Saint-Denis de la Réunion no dia 6 de Outubro de 1888. Morreu em combate, nas Ardenas, em 5 de Outubro de 1918.
Foi campeão de França de ciclismo em 1906. O primeiro avião pilotado por Garros foi, em 1909, o “Demoiselle” de Santos Dumont. O avião só voava bem se o piloto fosse pequeno e leve, o que era o seu caso. Dois anos mais tarde qualificou-se para pilotar os monoplanos “Blériot”, tendo disputado com eles várias corridas aéreas.
Esteve no Brasil, onde ensinou pilotagem no Estado de São Paulo. Em 9 de Março de 1912, juntamente com Eduardo Pacheco Chaves, cada qual pilotando o seu próprio avião, realizou a primeira viagem aérea São Paulo - Santos - São Paulo.
Em 1913 passou a voar num “Morane Saulnier”. Em 23 de Setembro desse mesmo ano, efectuou a primeira travessia aérea do Mediterrâneo sem escala, em 7 h 53 m, apesar de um motor se ter avariado por cima da Córsega. Tinha partido da cidade de Fréjus na costa sul da França. Restavam-lhe cinco litros de gasolina, quando se pousou em Bizerte, na Tunísia.
O conflito de 1914-1918 transformou-o em piloto de guerra, tendo obtido quatro vitórias. No fim de 1914, participou no aperfeiçoamento dos tiros de metralhadora através das hélices. Abatido pelos alemães, foi feito prisioneiro. Na tentativa de ocultar a nova arma, tentara destruir o seu avião antes de ser capturado, porém não o conseguiu e o seu sistema foi então estudado e aperfeiçoado por Anthony Fokker, do que vieram a beneficiar os alemães.
Conseguiu fugir três anos depois, retomou o posto na sua esquadrilha, mas foi morto durante um combate aéreo, na véspera de completar trinta anos. Fora nomeado Oficial da Legião de Honra em Março de 1918.
Membro do “Stade Français” desde 1906, o seu nome foi dado postumamente (1927) ao estádio de ténis parisiense. Em sua homenagem, também o aeroporto internacional da Reunião tem o seu nome.

sábado, 4 de outubro de 2008

EFEMÉRIDE – Jacques Offenbach, de seu nome verdadeiro Jacob Eberst, compositor e violoncelista alemão da Era Romântica, naturalizado francês, paladino da opereta e precursor do teatro musical moderno, morreu em Paris no dia 5 de Outubro de 1880. Nascera em Colónia, em 20 de Junho de 1819.
Recebeu os primeiros ensinamentos de música de seu pai, que era cantor na sinagoga da cidade. Aos doze anos, já era um exímio violoncelista e a família decidiu mandá-lo para o Conservatório de Paris, onde poderia receber uma melhor educação musical. Um ano depois, já actuava na orquestra da “Opéra-Comique”. Entretanto, mudou de identidade (Jacob para Jacques), sendo o apelido uma homenagem à terra natal de seu pai (Offenbach am Main).
Foi considerado pela crítica como o "Liszt do violoncelo". Compôs várias obras para este instrumento e actuou nas principais capitais europeias. Na corte londrina, apresentou-se para a Rainha Vitoria I e para o príncipe Alberto.
No fim da década de 1850, foi estreada a primeira opereta de Offenbach, “Orfeu no Inferno”, em que um dos temas musicais, o Can-Can, adquiriu fama mundial. No espaço de dez anos, escreveu cerca de cem operetas, a maioria das quais com grande sucesso. Compôs igualmente muitas músicas de dança (quadrilhas, polcas e valsas).
A derrota dos franceses na guerra franco-prussiana de 1870 e os incêndios da Comuna de Paris trouxeram uma profunda depressão a Offenbach que, apesar das suas raízes alemãs, se considerava um verdadeiro parisiense.
Com a sua fortuna delapidada, Offenbach arrependeu-se muitas vezes de ter desperdiçado o seu talento, compondo músicas populares e de gosto duvidoso. Atraído pelas histórias fantásticas do escritor e compositor alemão Hoffmann, lançou-se então febrilmente na composição de uma ópera séria que ficasse como seu testamento para a posteridade. Já com 60 anos e muito doente, trabalhou com afinco para concluir “Os contos de Hoffmann”. Não assistiu à sua montagem por ter falecido quatro meses antes da estreia. A ópera seria considerada o maior evento da temporada, atingindo o recorde de 101 representações.
Muitas das suas obras não chegaram até aos nossos dias e mesmo a partição dos “Contos de Hoffmann”, que se julgava ter sido destruída num incêndio em 1887, só foi encontrada em 2004 nos arquivos da Ópera Nacional de Paris. A versão alemã tinha sido devorada pelas chamas de um incêndio na capital austríaca, em 1881, o que veio conferir à obra uma reputação de “maldita”.
Muitos dos seus temas musicais foram adaptados também ao ballet, o mais célebre sendo porventura “Gaîté parisienne”, realizado para os Ballets Russos.

As aparências enganam e, neste caso, muito!

EFEMÉRIDE – Richard Sorge, jornalista alemão, revolucionário e espião da União Soviética no Japão, antes e durante a Segunda Guerra Mundial, nasceu em Adjikent, capital do actual Azerbaijão, em 4 de Outubro de 1895. Morreu executado, no Japão, em 7 de Novembro de 1944. O seu nome de código era "Ramsay".
Era filho de um engenheiro alemão e de uma russa. A família mudou-se para a Alemanha quando ele tinha 3 anos. Um seu tio foi secretário de Karl Marx.
Em Outubro de 1914, Sorge ofereceu-se como voluntário para combater na Primeira Guerra Mundial. Foi incorporado num batalhão de Artilharia, tendo sido gravemente ferido em Março de 1916. Promovido a cabo, recebeu a Cruz de Ferro e foi desmobilizado.
Em 1925 instalou-se em Moscovo, tornando-se membro do Partido Comunista Soviético. Foi enviado para a China em 1930, pelo serviço de espionagem do Exército Vermelho. Ao longo dos três anos de estadia foi jornalista independente e familiarizou-se com a Ásia.
Os dirigentes soviéticos, interessados em conhecer melhor as verdadeiras intenções dos japoneses, enviaram então Sorge para o Japão em 1933. A sua missão era importante: tentar descobrir se os japoneses tinham intenções de cumprir o Pacto Anti-Komintern e atacar a Rússia, aproveitando também para reunir informações sobre as relações entre o Japão e a Alemanha, sobre as várias indústrias pesadas e sobre tudo o que se relacionasse com o exército japonês.
Sorge, com brilhante reputação como jornalista do Frankfurter Zeitung, rapidamente se tornou amigo e confidente do general Eugen Ott, embaixador alemão em Tóquio. Amante de mulheres belas (entre elas a esposa do próprio embaixador) e de bebidas fortes, Sorge passou despercebido aos serviços de contra-espionagem japoneses, não deixando nunca transparecer que, sob a máscara de um jornalista e herói de guerra alemão, estava um fervoroso espião soviético. Sorge passou muitas informações importantes a Moscovo, como a data exacta do início da Operação Barbarossa (que Estaline negligenciou) e - a mais importante - a de que o Japão não atacaria a URSS, o que permitiu a transferência para Oeste dos exércitos soviéticos, que se encontravam na fronteira com o Japão, possibilitando assim parar, em Estalinegrado, a invasão alemã da União Soviética.
Ozaki Hozumi, um jornalista japonês do “Asahi Shimbunwas”, que trabalhava como informador para Richard Sorge, foi preso no dia 14 de Outubro de 1941. Interrogado, acabou por denunciar Sorge, que foi preso em Tóquio quatro dias depois. Ambos foram enforcados em Novembro de 1944. A sua missão de espionagem permaneceu ignorada durante muitos anos por razões de Estado e, só em 1964, recebeu a título póstumo o título de “Herói da União Soviética”, sendo-lhe erguida uma estátua em pleno centro de Moscovo.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Porque há poucos restaurantes italianos no Irão?... Só para sorrir (com todo o respeito)

EFEMÉRIDE – Miguel Augusto Bombarda, médico psiquiatra e político republicano, morreu em Lisboa no dia 3 de Outubro de 1910. Nascera no Rio de Janeiro em 6 de Março de 1851, tendo-se naturalizado português em 1877.
Estudou na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, onde viria a ser também professor. Em 1892, foi nomeado director do Hospital de Rilhafoles, onde criara o Laboratório de Histologia em 1887.
Pertencia a várias sociedades médicas e à Academia das Ciências de Lisboa. Notável a sua organização do “Congresso Internacional de Medicina e Cirurgia de Lisboa”, em 1906, ano em que inaugurou igualmente o novo edifício da Escola Médica.
Era um Republicano assumido e acérrimo anti-clerical. Entrou para o Partido Republicano Português em 1909, tendo sido eleito deputado em Agosto de 1910. Era membro do Comité Revolucionário, que viria a implementar a República em Portugal, dois dias depois da sua morte. Foi assassinado com vários tiros, por um demente que tinha o delírio da perseguição, poucas horas antes de eclodir a revolta que levaria ao fim da Monarquia. O seu assassino, que estudara nos Jesuítas e se tornara tenente do exército, estivera internado no Hospital de Rilhafoles e fora também observado em França por várias sumidades da psiquiatria. Correram então boatos, segundo os quais se tratado de um assassinato político, mas nada foi provado.
Miguel Bombarda foi fundador da revista “Medicina Contemporânea” em 1883 e deixou publicados vários escritos, entre os quais “A Contribuição ao Estudo dos Microcéfalos” e “Consciência e Livre Arbítrio” (1898).

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

EFEMÉRIDE – Rock Hudson, de seu nome verdadeiro Roy Harold Scherer Junior, actor norte-americano, faleceu em Beverly Hills, Los Angeles, no dia 2 de Outubro de 1985. Nascera em Winnetka, Illinois, em 17 de Novembro de 1925.
A sua vida foi muito agitada. Aos quatro anos foi abandonado pelo pai, sendo educado pela mãe, que vivia com dificuldades e era autoritária, e pelo padrasto que era extremamente violento. Estudou na New Trier High School, de Illinois, fazendo a distribuição de jornais para ganhar algum dinheiro. Aos 18 anos, alistou-se na Marinha, servindo na lavandaria. Entrou para a Universidade e foi aconselhado por um professor a mudar de nome se quisesse seguir uma carreira artística. Tirou várias fotos e enviou-as para vários agentes de Hollywood.
Em 1946, após sair da Marinha, foi para Los Angeles onde, para se sustentar, trabalhou como camionista durante dois anos. Chamou a atenção de um “caçador de talentos”, conheceu um produtor musical e adoptou então o nome artístico de Rock Hudson.
Estreou-se em 1948 no filme “Fighter Squadron” e assinou um contrato com os Estúdios Universal que lhe garantiu a realização de 22 filmes em quatro anos. O seu primeiro grande papel, a chamar atenção da crítica e do público, foi “Sublime Obsessão”.
Com uma óptima apresentação e 1 m 93 de altura, Rock Hudson ia começar uma carreira de sucesso como galã, entrando em vários westerns e comédias, algumas ao lado de Doris Day. Foi nomeado para o Oscar em 1956, pelo filme “Giant”, onde contracenava com James Dean e de Elizabeth Taylor, que se transformaria numa das suas melhores amigas. Ganhou quatro vezes o “Globo de Oiro”.
Nos anos 50 e 60 figurou entre as dez estrelas com maior sucesso de bilheteira no cinema norte-americano. Quando começaram a circular rumores em Hollywood de que, ao contrário do galã romântico que ele interpretava no cinema, a sua orientação sexual seria outra, o seu agente cinematográfico “organizou” o casamento de Rock com a secretária Phyllis Gates. Passaram a lua-de-mel na Jamaica e em Manhattan, e divorciaram-se em 1958.
Nos anos 1970, a carreira de Rock parecia estar a chegar ao fim. Assinou então contrato para uma série televisiva. Para um astro de sua grandeza, era de qualquer modo uma queda. E o pior é que teria de participar em “cenas de sexo” com a actriz Susan St. James. Para ele, era demais. Começou a beber e a descuidar-se. Passou a ser visto mais frequentemente nos meios homossexuais de Los Angeles, São Francisco e Nova Iorque. A sua última aparição no cinema foi em 1984 em “The Ambassador”. Desde o início da década de 1980, já com os primeiros sintomas de Sida, o actor passou a fazer mais séries de televisão.
Rock Hudson só assumiu a sua homossexualidade e a doença, três meses antes de morrer, ao anunciar que doaria 250 mil dólares a uma fundação recém-criada, para fazer pesquisas sobre a Aids (Sida). Também estava a escrever uma biografia, cujo título seria “Minha História”, devendo reverter os direitos de autor integralmente para essa mesma fundação. A América e o Mundo ficaram estupefactos, pois Rock Hudson, tal como James Dean no seu tempo, tinha sido o arquétipo do homem desejado pelas mulheres e evidentemente heterossexual.

"Apanhados": a cuequinha...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A publicidade chegou aos cemitérios...

EFEMÉRIDE – Vladimir Samoïlovitch Horowitz, virtuoso pianista clássico ucraniano, nasceu em Kiev no dia 1 de Outubro de 1903. Morreu em Nova Iorque, de crise cardíaca, em 5 de Novembro de 1989. É considerado um dos mais brilhantes pianistas de todos os tempos. As suas interpretações mais conhecidas, e tidas como inigualáveis, referem-se a obras que vão desde o barroco, passando pelos românticos Chopin, Schumann e Liszt, até ao moderno Prokofiev.
Teve aulas de piano com sua mãe desde os cinco anos e aos doze ingressou no Conservatório de Kiev. O seu primeiro recital a solo aconteceu em 1920. Começou então a fazer apresentações pela Rússia, sendo muitas vezes pago com pão, manteiga e chocolate em vez de dinheiro, devido à crise económica vivida no país. Durante os anos 1922/23/24 fez vinte e três recitais em Leninegrado. Em 1926, teve lugar a primeira actuação fora do seu país, em Berlim. Depois, tocou em Paris, Londres e Nova York.
Em 1933, Horowitz actuou pela primeira vez com Arturo Toscanini. Os dois tocaram muitas vezes juntos, tanto em espectáculos como em gravações. Justamente em 1933, Horowitz casou-se com a filha de Toscanini, que conhecera durante um recital. Como ela não conhecia nada de russo e Horowitz conhecia muito pouco de italiano, a sua linguagem comum era o francês. Fixou-se nos Estados Unidos em 1939, tornando-se cidadão americano em 1944.
Apesar dos seus recitais serem sempre aclamados pelos espectadores, Horowitz era inseguro e em diversos períodos afastou-se mesmo das actuações públicas (1936-1938, 1953-1965, 1969-1974 e 1983-1985). Dizia-se que, várias vezes, tinha sido necessário empurrá-lo, para o obrigar a entrar em palco. Sofria frequentemente de depressões, tendo feito tratamentos psicológicos e psiquiátricos nos anos 1950, 60 e 70.
Não têm conta as gravações que fez, desde 1930 até 1989, em várias editoras discográficas europeias e americanas. Recebeu inúmeros Prémios Grammy. A última gravação de Horowitz foi feita para a Sony, quatro dias antes de morrer. Os seus restos mortais encontram-se no túmulo da família Toscanini, em Milão.

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Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...