sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

EFEMÉRIDE – Trefossa, pseudónimo de Henri Frans De Ziel, escritor neo-romântico do Suriname, que escreveu em neerlandês e surinamês, nasceu em Paramaribo no dia 15 de Janeiro de 1916. Faleceu em Haarlem, em 3 de Fevereiro de 1975.
Trabalhou como professor e viveu na Holanda durante vários anos. Além de escritor foi também uma figura proeminente do movimento de independência do Suriname.
Em prol do seu patriotismo, escreveu a obra “Opo Kondreman”, da qual a segunda estrofe foi utilizada para o hino nacional.
Até hoje, a vida e a obra de Trefossa continua a fascinar gerações de surinameses. Em 2005 foi erguido em sua homenagem um monumento em Paramaribo.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pensamento oriental

EFEMÉRIDE – Manuel de Oliveira Gomes da Costa, militar e político português, décimo presidente da República Portuguesa e o segundo da ditadura militar que precedeu o Estado Novo, nasceu em Lisboa no dia 14 de Janeiro de 1863. Faleceu, também na capital portuguesa, em 17 de Dezembro de 1929.
Como militar, destacou-se nas campanhas de pacificação do Império Colonial Português em África e na Índia, e ainda na I Grande Guerra Mundial.
Como político, foi o líder que a direita conservadora escolheu para liderar a Revolução de 28 de Maio de 1926, com início em Braga (isto após a morte do general Alves Roçadas, que deveria ter sido o seu chefe).
Começou por não assumir o poder, que foi confiado a Mendes Cabeçadas, o líder da revolução em Lisboa. Como os revoltosos acharam, no entanto, a atitude deste um pouco frouxa, Gomes da Costa viria a alcançar a governação, após sucessivas reuniões conspirativas mantidas no quartel-general de Sacavém, após novo golpe ocorrido em 17 de Junho de 1926.
O Governo de Gomes da Costa, porém, não duraria muito mais que o de Mendes Cabeçadas. Em 9 de Julho do mesmo ano, nova contra-revolução, chefiada pelo general Óscar Carmona, derrubou Gomes da Costa. Carmona, então Presidente do Conselho de Ministros, enviou-o para o exílio, nos Açores, promovendo-o a Marechal do Exército Português.
Em Setembro de 1927, Gomes da Costa regressou ao Continente, tendo falecido dois anos mais tarde, em condições miseráveis, sozinho e pobre.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Pensamento oriental

EFEMÉRIDE – Marco Pantani, ciclista italiano, reconhecido mundialmente como um dos melhores trepadores da sua geração, nasceu em Cesena no dia 13 de Janeiro de 1970. Morreu em Rimini, em 14 de Fevereiro de 2004.
Cedo descobriu a sua paixão pela competição e pelas corridas de ciclismo, iniciando-se como amador.
O ponto mais alto da sua carreira foi o ano de 1998, em que venceu o Giro de Itália e o Tour de França, as duas competições mais importantes do ciclismo mundial. O seu estilo de ataques individuais tornou-o conhecido como “O Pirata”, pelos seus fãs e pela imprensa italiana. Ele cultivava esta alcunha através do seu look : orelha furada, tatuagem, lenço na cabeça, etc.
Com 1,72 m e apenas 57 kg, Pantani tinha um físico clássico de trepador e mostrou um grande potencial no seu primeiro Tour em 1994, sendo terceiro. No ano seguinte, ganhou a mítica etapa com chegada no cume do Alpe d'Huez. Quando tudo indicava que teria uma carreira meteórica, Pantani teve um terrível acidente durante uma competição em Itália. A perna esquerda sofreu graves lesões e a continuidade da sua carreira como atleta de competição foi posta em dúvida.
Devido à sua férrea força de vontade, Pantani conseguiu recuperar e voltou a competir no ano de 1997. Nova queda, quando um gato se atravessou diante da sua bicicleta durante o Giro de Itália. Conseguiu recuperar de novo, a tempo de entrar do Tour de França do mesmo ano, tendo lutado pela conquista da camisola amarela.
Entretanto, no Tour do ano seguinte (1998), Pantani tornou-se o primeiro italiano, desde Felice Gimondi (1965), a vencer esta prova. A sua vitória foi ainda mais espectacular porque, nas últimas décadas, a prova tinha sido sempre dominada por corredores especialistas em contra-relógios.
Marco mostrou ainda as suas qualidades espectaculares no Giro de Itália, com a vitória em 1998, além de vencer várias etapas.
As boas notícias acabaram quando, no Giro de 1999 - o qual tudo levava a crer também seria vencido por Pantani, foi excluído da competição porque um exame ao sangue revelou uma alta taxa de glóbulos vermelhos, um indicativo (não conclusivo) de que provavelmente utilizara uma substância proibida. Fora das corridas durante todo o ano, tornou a participar do Tour em 2000. Embora longe de mostrar a forma espectacular que o caracterizava, ainda manteve um grande duelo com Lance Armstrong, pedalada a pedalada, na subida do assustador Mont Ventoux, deixando para trás todos os outros competidores. No final da etapa, Armstrong permitiu a vitória de Pantani, o que o deixou ressentido. Foi a última vitória importante do “Pirata”.
Apesar de todas as acusações de uso de drogas dopantes, Pantani continuou extremamente popular entre os seus admiradores.
Em 2003 Pantani internou-se numa clínica no norte de Itália, sofrendo de depressão. As esperanças de vê-lo novamente nas grandes competições desvaneceram-se. Em 2004 morreu subitamente num hotel de Rimini. A autópsia revelou que morrera em virtude de um edema cerebral e pulmonar, com paragem cardíaca provocada por overdose de cocaína. Subsistem no entanto numerosas dúvidas, até hoje, no que respeita às circunstâncias exactas da sua morte.
O também famoso ciclista italiano Mario Cipollini, ao saber da morte do colega, declarou: «Estou transtornado. É uma tragédia de enormes proporções para todos os que estamos envolvidos com o ciclismo. Não tenho palavras para me expressar». O grupo de rock francês “Les Wampas” escreveu uma canção em homenagem ao malogrado ciclista.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Pensamento oriental

EFEMÉRIDE – Spiridon Louis, atleta grego, primeiro homem a vencer uma maratona nos Jogos Olímpicos da Era Moderna (Atenas, 1896), nasceu em Marousi, um subúrbio situado no norte de Atenas, em 12 de Janeiro de 1873. Morreu na capital grega no dia 26 de Março de 1940.
Era carregador de água e pastor de ovelhas e tornou-se um herói nacional, recebendo muitos presentes, desde jóias até à oferta de ter a barba feita por toda a vida pelos barbeiros da região.
Após a sua vitória, nunca mais correu e levou uma vida sossegada, primeiro como pequeno fazendeiro e depois como oficial de polícia. Teve também o monopólio do fornecimento de água à capital, a partir das fontes de Marousi.
Fez a sua última aparição pública em 1936, nos Jogos Olímpicos de Berlim, como convidado de honra dos organizadores. Ficou famosa a sua foto a entregar a Adolfo Hitler um ramo de oliveira trazido de Olímpia, o berço das Olimpíadas.
Spiridon morreu pouco tempo depois da invasão da Grécia pelos nazis e o seu nome foi dado desde então a inúmeras instalações e clubes do país, principalmente ao Complexo Desportivo de Atenas, onde se realizaram os Jogos Olímpicos de 2004. A rua situada em frente do complexo chama-se também Avenida Spiridon Louis.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

EFEMÉRIDE – Thomas Hardy, romancista e poeta inglês, faleceu em Max Gate, Dorchester, no dia 11 de Janeiro de 1928. Nascera em Higher Bockhampton, Dorset, em 2 de Junho de 1840. Autor de obras de grande importância, ficou conhecido pelo pessimismo radical que caracteriza os seus romances.
Nasceu numa família anglicana moderada. A sua mãe, letrada, ensinou-o em casa até ele entrar para a escola aos oito anos. Interrompeu os estudos aos dezasseis, tornando-se aprendiz de um arquitecto local. Em 1862 partiu para Londres a fim de estudar no King's College. Neste estabelecimento de ensino ganhou os prémios do “Royal Institute of British Architects” e da “Architectural Association”.
Trabalhou na restauração de edifícios antigos, principalmente igrejas, enquanto escrevia poemas que só publicaria no fim da sua vida, revelando-se um poeta extraordinário. No período de maturidade (1878-1895), escreveu obras que se tornaram clássicos da literatura inglesa. O estilo prosaico e objectivo da sua linguagem, cuja temática se voltava para a velhice, o amor e a morte, influiu na reacção anti-romântica. Por tudo isso, foi considerado o “último dos grandes vitorianos”.
Dos seus estudos guardou o gosto pela poesia latina. Foi como autodidacta que aprendeu grego, para poder ler Homero e o Novo Testamento.
Em 1867 fixou-se em Londres dedicando-se inteiramente à literatura. De 1871 a 1896 escreveu catorze romances e quatro livros de novelas. Em 1897 o seu romance “Tess of the d'Urbervilles” foi representado na Broadway, sendo adaptado ao cinema em 1913.
Depois do escândalo provocado pela crítica radical que ele fez ao casamento e à religião em “Jude”, cujos exemplares foram vendidos às escondidas embrulhados em papel de embalagem, Thomas Hardy abandonou os romances. Dedicou-se então ao que ele considerava a sua obra-prima: “The Dynasts”, um vasto poema dramático composto por três partes, publicadas respectivamente em 1903, 1906 e 1908. Espécie de “Guerra e Paz” em verso, é uma “Ilíada” dos Tempos Modernos. Recebeu a “Ordem do Mérito” em 1910.
Tendo começado a sofrer de pleurisia em Dezembro de 1927, faleceu em Janeiro do ano seguinte com 87 anos.

domingo, 10 de janeiro de 2010

EFEMÉRIDE – Sal Mineo, de seu verdadeiro nome Salvatore Mineo Jr., actor norte-americano descendente de emigrantes italianos da Sicília, nasceu em Nova Iorque, em 10 de Janeiro de 1939. Foi assassinado com arma branca, em West Hollywood (Califórnia), no dia 12 de Fevereiro de 1976.
Detido por roubo com a idade de dez anos, deram-lhe a escolher entre ir para a prisão ou ingressar numa escola de actores. Aos dezasseis anos entrou como actor secundário no célebre filme “Fúria de Viver” com James Dean e Natalie Wood.
Começou verdadeiramente a sua carreira, interpretando o personagem de um jovem príncipe, na peça “O Rei e Eu”, em que contracenava com Yul Brynner. Posteriormente a peça foi adaptada ao cinema.
Em 1957 experimentou também cantar rock, conseguindo que duas das suas canções estivessem durante várias semanas no Top 40 americano. Entrou em cerca de vinte filmes.
Em 12 de Fevereiro de 1976 foi assassinado sem motivo aparente. John Lennon ofereceu mesmo uma recompensa para quem encontrasse o assassino.
Um vagabundo chamado Lionel Ray Williams foi preso e, julgado em 1979, confessou-se culpado sendo condenado a prisão perpétua. O assassino não teria nenhuma ideia de quem era a vítima e matou-o “apenas” para lhe roubar o dinheiro de que necessitava para obter droga. Foi libertado condicionalmente em 1990.

sábado, 9 de janeiro de 2010

EFEMÉRIDE – Joan Chandos Baez, cantora norte-americana de música folk, nasceu em Nova Iorque no dia 9 de Janeiro de 1941, numa família de origem mexicana, inglesa e escocesa.
A sua carreira profissional começou em 1959 no "Newport Folk Festival" onde, com 18 anos, foi a grande revelação. Lançou no ano seguinte o seu primeiro disco, uma colecção de baladas tradicionais que chamou a atenção pela qualidade do repertório, pelo talento na guitarra acústica e pela sua bela voz de soprano. O álbum seguinte, "Joan Baez, Vol. 2", foi lançado em 1961. Ganhou um disco de ouro, o mesmo acontecendo com "Joan Baez in Concert" de 1962. No ano seguinte já era considerada uma mais populares cantoras dos Estados Unidos. Em 1964 lançou o quinto disco, em que incorporava uma selecção de canções folk dos Estados Unidos e da América Latina, com destaque para interpretações de composições do músico brasileiro Villa-Lobos. Além de folk tradicional e canções de protesto, ajudou a promover Bob Dylan, impressionada com as suas primeiras composições e incluindo várias delas no seu repertório. Acabaram por se enamorar, mas o relacionamento acabou em 1965.
Tal como Dylan, Baez foi influenciada pela “invasão britânica” e passou a usar, ainda que discretamente, acompanhamento eléctrico, além do seu violão. No final dos anos 1960, Baez interessou-se pela poesia, publicando o livro “A Journey Through Our Time”. Em 1969 lançou um álbum duplo inteiramente dedicado às canções de Bob Dylan. Também tocou em Woodstock, numa época em que estava inteiramente envolvida na luta contra a Guerra no Vietname.
Em 1968 casou-se com David Harris, um proeminente opositor da guerra vietnamita, que seria mesmo preso. Harris, fã de música country, fez então com que Baez fosse mais influenciada pelo country rock. A sua versão de “The Night They Drove Old Dixie Down” da The Band foi um sucesso, entrando para o “Top Ten” americano.
Em 1972 lançou “Come From The Shadows”, um álbum explicitamente político, com azedas críticas à presença americana no Vietname. Passou depois a interessar-se pela música pop e a investir nas suas próprias músicas. Em 1976 voltou a apresentar-se com Bob Dylan e gravou ao vivo "From every stage", onde demonstrou a sua permanente empatia com o público. Em 1980, um disco também ao vivo, acústico, marcou o retorno a uma certa simplicidade musical e talvez, ao formato artístico mais adequado ao seu estilo. Nos anos 1980 continuou a apresentar-se com frequência, mantendo um público fiel, mas deixou de gravar discos para grandes gravadoras, gravando o seu repertório de forma esporádica em produtoras independentes.
Na véspera do Natal de 1980 deu um concerto gratuito junto da Notre Dame de Paris (25 000 pessoas), acompanhada pelos órgãos e sinos da Catedral e dedicado às crianças de todo o Mundo.
Nos anos 1990, apesar das mudanças constantes de gravadoras, Baez continuou a lançar álbuns. O CD “Ring them bells” de 1996 foi considerado o melhor trabalho de folk contemporâneo do ano, por revistas da especialidade. O seu último CD foi “Dark Chords on a Big Guitar”, em 2003, após alguns anos sem gravar.
Joan vive em Woodside na Califórnia. Em 2008 comemorou os 50 anos da sua carreira musical com tournées pelos Estados Unidos e pela Europa. Veio pela primeira vez a Portugal (Cascais) em 1980 e tem previstas para Março de 2010 actuações nos Coliseus de Lisboa e do Porto. Está implicada em numerosas organizações humanitárias, que a solicitam com frequencia.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

EFEMÉRIDE – Teresa Salgueiro, cantora portuguesa e ex-vocalista do grupo “Madredeus”, nasceu em Lisboa no dia 8 de Janeiro de 1969.
Pode dizer-se que a sua carreira se iniciou em 1986, quando dois dos fundadores do grupo (Rodrigo Leão e Gabriel Gomes) a descobriram a cantar com um grupo de amigos numa tasca do Bairro Alto, em Lisboa. Depois da primeira audição com Pedro Ayres Magalhães, outro dos fundadores dos Madredeus, Teresa Salgueiro passou a ser a voz e «a maior inspiração da música do grupo».
Teresa Salgueiro é uma soprano com vasta extensão vocal, tendo um talento inato para a música. A sua formação musical deu-se ao longo dos primeiros anos de vida dos Madredeus, cursando dois anos de aulas de canto. Os compromissos internacionais do grupo acabaram por a impedir de prosseguir com uma educação musical mais completa.
Em 2005 foi editada uma compilação de diversas participações e colaborações que fez com outros artistas. O trabalho, intitulado “Obrigado”, conta com canções cuja variedade de estilos mostram a versatilidade da cantora. Entre outras, este álbum traz canções que Teresa Salgueiro gravou com os Madredeus, com António Chainho, com o tenor catalão Carreras, com os cantores e compositores brasileiros Caetano Veloso e Zeca Baleiro, com a dupla portuguesa Mário Laginha e Maria João, etc..
Em 2007 os Madredeus decidiram fazer um ano sabático e os seus membros dedicaram-se a projectos individuais. Teresa lançou então o álbum “Você e eu”. Tratou-se do primeiro trabalho a solo de Teresa Salgueiro, com grandes canções da Música Popular Brasileira: de Pixinguinha a Dorival Caymmi, passando por António Carlos Jobim e Chico Buarque.
Teresa apresentou, no mesmo ano, o espectáculo “La Serena”, com temas cantados em várias línguas, acompanhada pelo “Lusitânia Ensemble” - um grupo de músicos, na sua maioria, da Orquestra Sinfónica Portuguesa. O concerto gerou o álbum “La Serena”, lançado em Portugal em 2007.
Ainda no mesmo ano Teresa Salgueiro foi convidada para participar no álbum “Silence, Night and Dreams” do compositor polaco Zbigniew Preisner. Neste álbum, ela teve uma participação de destaque, interpretando canções em inglês e em latim. Preisner, conhecido pela sua colaboração com o cinema polaco, confessaria mais tarde que compusera “Silence, Night & Dreams” pensando na voz «pura, limpa e sem vibrato» de Teresa Salgueiro.
No fim de 2007, o anúncio da saída de Teresa Salgueiro, Fernando Júdice e José Peixoto dos “Madredeus” apanhou de surpresa os fãs do grupo. Teresa Salgueiro afirmaria que a sua saída do grupo se ficava a dever unicamente aos inúmeros compromissos profissionais surgidos a partir dos seus dois trabalhos individuais lançados em 2007.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

EFEMÉRIDE – André Maginot, soldado e político francês, conhecido por ter idealizado a “Linha Maginot”, faleceu em Paris no dia 7 de Janeiro de 1932. Nascera, também na capital francesa, em 17 de Fevereiro de 1877.
Doutorou-se em Direito em 1897, ingressando na administração pública. Começou a sua carreira política como Conselheiro Geral de Revigny-sur-Ornain, sendo eleito deputado por Bar-le-Duc em 1910, cargo que conservou até à sua morte.
Em 1913 foi nomeado Sub-secretário da Guerra. Quando a Primeira Guerra Mundial rebentou, alistou-se como soldado (44º regimento territorial) e pediu para se juntar a uma Companhia colocada em Hauts de la Meuse. Criou patrulhas regulares e a sua coragem e atitude fizeram-no aceder rapidamente ao posto de sargento.
Ferido em Novembro de 1914, não voltou para a frente de combate e recebeu a Medalha Militar. Em 1917 tornou-se Ministro das Colónias, tendo sido graduado Cavaleiro da Legião de Honra dois anos mais tarde.
Nomeado Ministro das Pensões em 1920, encarregou-se de tornar a burocracia mais humana para os antigos combatentes. Em 1922 foi nomeado Ministro da Guerra. Preocupando-se com a defesa das fronteiras francesas, fez construir várias fortificações. Substituído por Paul Painlevé, trabalhou com ele para desbloquear os fundos necessários para melhorar a defesa do país. Os trabalhos consequentes começaram a ser feitos em 1928.
Voltou a ser Ministro da Guerra em 1929 e prosseguiu a fortificação do leste da França. Convencido que as defesas fixas eram a melhor solução, ele tornou a dinamizar o projecto experimental que pouco tinha avançado. O seu objectivo era dissimular a remilitarização ao longo do Reno, que deveria estar operativa a partir de 1935. O seu lobbying permitiu completar o financiamento da Linha Maginot. Se bem que a linha defensiva tenha sido principalmente devida a Paul Painlevé, a sua edificação não teria sido possível sem a persistência e a vontade de Maginot.
Morreu em 1932, vítima de febre tifóide. O seu funeral foi realizado, com cerimónias oficiais nos “Invalides”, em 10 de Janeiro de 1932, dia de luto nacional. André Maginot era ainda detentor da Cruz de Guerra 1914-1918 e da Medalha dos Feridos Militares.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

EFEMÉRIDE – Rowan Sebastian Atkinson, actor e comediante inglês, nasceu em Newcastle upon Tyne no dia 6 de Janeiro de 1955.
Diplomado em engenharia pelas Universidades de Newcastle e Oxford, onde foi colega do futuro Primeiro-ministro britânico Tony Blair, acabou por se tornar mundialmente famoso como Mister Bean, personagem que ele próprio criou e interpreta.
Rowan começou por chamar a atenção da crítica no Festival de Edimburgo em 1977. Depois, em 1978, criou a sua própria revista no Teatro Hampstead de Londres, tornando-se mais tarde membro fundador do "Not the Nine O'Clock News Team" da BBC. Esta experiência deu-lhe vários prémios: um “LP de Platina e Ouro”, um “Emmy Internacional”, o “Prémio da Academia Inglesa” e foi ainda escolhido como “Personalidade do Ano da BBC”.
Passou a dedicar-se sobretudo ao cinema nos fins dos anos 1980. Em 1981, Rowan tornou-se o mais jovem actor a ter um show no London's West End, ganhando o “Prémio de Comediante e Actor do Ano”.
Assegurou durante cinco anos as quatro séries de “Blackadder” para a BBC, ganhando três prémios da Academia Inglesa, um Emmy Internacional e três vezes o prémio ACE, sendo mais uma vez votado a “Personalidade do Ano da BBC”.
O programa-piloto do impagável Mister Bean ganhou a “Rosa de Ouro” em Montreal, continuando depois a ganhar numerosos prémios. As séries do Mister Bean já foram vendidos em mais de 200 países, estando no topo do ranking dos shows de comédia. Rowan é produzido pela “Tiger Aspect” da qual também é sócio.
Rowan Atkinson tem aparecido igualmente noutros filmes de sucesso, entre os quais “Never Say Never Again” com Sean Connery e “The Appointments” de Dennis Jennings, que ganhou o Oscar de 1989 do Melhor Filme de Curta-Metragem.
O seu último filme, “As férias de Mr. Bean”, rodado em 2007 na região francesa de Cannes (durante a realização do próprio Festival de Cinema), descreve a viagem de Londres a Cannes e os inesperados problemas e aventuras que lhe acontecem. No final das filmagens anunciou que não actuaria mais como Mr. Bean pois, afirmou, «é muito difícil, pois tenho que aparecer em todas as cenas».
É um dos raros proprietários da viatura mais cara do mundo, a Bugatti Veyron.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

EFEMÉRIDE – Juan Carlos I, actual Rei de Espanha, nasceu em Roma no dia 5 de Janeiro de 1938.
Juan Carlos Alfonso Víctor Maria de Borbón y Borbón, de seu nome completo, nasceu durante o exílio do avô Afonso XIII, rei de Espanha até 1931, ano em que foi deposto pela Segunda República Espanhola.
Por expresso desejo do pai, a sua formação desenvolveu-se em Espanha, onde chegou pela primeira vez aos dez anos, proveniente de Portugal, onde residia no Estoril desde 1946 com seus pais, os Condes de Barcelona.
Iniciou os estudos no Instituto San Sebastián e, em 1954, terminou o bacharelato no Instituto San Isidro em Madrid. Desde 1955 estudou nas Academias e Escolas Militares dos três Exércitos, onde adquiriu o grau de Oficial. Realizou a sua viagem de “práticas”, como Guarda da Marinha, no navio escola “Juan Sebastián Elcano”e obteve o posto de piloto militar.
Em 1957 Juan Carlos passou um ano na Escola Naval de Pontevedra e, depois, na Escola Aérea em San Javier. Entre 1960 e 1961 completou a sua formação na Universidad Complutense de Madrid, onde cursou Direito Político e Internacional, Economia e Finanças Públicas.
Em Maio de 1962 contraiu matrimónio, em Atenas, com a Princesa Sofia da Grécia, filha dos reis gregos de então. Ela era ortodoxa mas, devido ao casamento, converteu-se ao catolicismo romano. Depois das bodas, os príncipes começaram a residir no Palácio da Zarzuela nos arredores de Madrid.
Apesar da sua “aliança” com os monárquicos, Franco não estava ansioso por restaurar a monarquia deposta. Estando ele no poder, preferia dirigir o país com um regime próprio, sendo ele o Chefe de Estado vitalício. Muitos apoiantes de Franco iniciaram um debate sobre quem o iria substituir quando ele morresse. O herdeiro ao trono de Espanha era Juan de Borbón (Conde de Barcelona), filho do falecido Afonso XIII. No entanto, Franco via-o com extrema desconfiança, acreditando que ele era um liberal que se opunha ao seu regime.
Franco decidiu escolher como sucessor o príncipe Juan Carlos, esperando que o jovem príncipe pudesse ser preparado para assumir o comando da nação, continuando a manter a natureza ultra-conservadora do regime. Em 1969 Juan Carlos foi oficialmente designado herdeiro e foi-lhe dado o novo título de Príncipe de Espanha (e não o tradicional de Príncipe das Astúrias).
Durante os tempos que se seguiram, Juan Carlos apoiou publicamente o regime. No entanto, à medida que os anos passavam, começou a reunir-se com líderes da oposição política e com exilados. Teve igualmente conversas secretas com o seu pai pelo telefone.
Durante os períodos em que Franco esteve incapacitado temporariamente, em 1974 e 1975, Juan Carlos foi agindo como Chefe de Estado. Perto da morte, Franco deu o controlo total a Juan Carlos. Após o falecimento de Franco, as Cortes Gerais proclamaram Juan Carlos como Rei de Espanha.
Juan Carlos I pronunciou nas Cortes a sua primeira mensagem à nação, na qual expressou as ideias básicas do seu reinado: restabelecer a Democracia e ser Rei de todos os espanhóis, sem excepção.
A transição para a democracia começou com a Lei da Reforma Política em 1976. Em Maio de 1977, o Conde de Barcelona, seu pai, transmitiu ao Rei os seus direitos dinásticos e a Chefia da Casa Real espanhola, num acto que confirmava o cumprimento do papel que correspondia à Coroa no retorno da democracia. Um mês mais tarde, realizaram-se as primeiras eleições democráticas desde 1936 e o novo Parlamento elaborou o texto da actual Constituição, aprovada por referendo em 1978 e sancionada por Juan Carlos em sessão solene das Cortes Gerais. A Constituição estabelece, como forma política do Estado, a monarquia parlamentar, em que o Rei arbitra e modera o funcionamento regular das instituições políticas. Na sua mensagem às Cortes, Dom Juan Carlos proclamou expressamente o seu propósito de aceitá-la e servi-la. Finalmente, foi a actuação do Monarca que salvou a Constituição e a Democracia na noite de 23 de Fevereiro de 1981, quando houve uma tentativa de golpe de estado no próprio Parlamento.
O seu perfil europeísta e o seu papel no restabelecimento da democracia em Espanha foram reconhecidos através de numerosos Prémios Internacionais.
Atento sempre ao mundo intelectual e à sua capacidade de inovação, Juan Carlos exerce o Alto Patronato das Reais Academias e mantém uma assídua relação com os meios culturais e em particular com a Universidade. Foi investido Doutor Honoris Causa por uma trintena de prestigiadas universidades espanholas e estrangeiras.
É também o Presidente Honorário do Instituto Cervantes, encarregado da difusão da língua espanhola no Mundo. Todos os anos entrega o Prémio Cervantes, que distingue os melhores escritores da língua espanhola nos continentes Europeu e Americano.
Durante a Conferência Ibero-Americana de 2007 realizada em Santiago do Chile, quando o presidente venezuelano Hugo Chávez criticou o ex-presidente do governo de Espanha José Maria Aznar chamando-o de fascista e interrompendo constantemente o presidente do governo Zapatero, Juan Carlos disse a Chávez: «¿Por qué no te callas?», incidente que se tornou então num caso mediático mundial
Tanto Juan Carlos como a esposa são fluentes em várias línguas. Falam espanhol, inglês e francês. Ao contrário da Rainha, no entanto, Juan Carlos não fala alemão nem grego, um facto que lamenta. Além das referidas línguas, o Rei fala ainda italiano, português e catalão.
Assíduo praticante de vários desportos, sobretudo de esqui e a vela, Juan Carlos tem apoiado a prática desportiva como escola de formação de grande valor social. A presença dos Reis e da Família Real e o seu estímulo às equipas olímpicas espanholas é constante e teve especial relevo durante os Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona.
Como Chefe de Estado espanhol ele é, por inerência, Capitão General das Reais Forças Armadas e seu Comandante Supremo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

EFEMÉRIDE – Carlos Saura Atares, realizador de cinema espanhol, nasceu em Huesca no dia 4 de Janeiro de 1932.
É um dos cineastas espanhóis mais influentes e reconhecidos no plano internacional. Originário de uma família de artistas (a mãe era pianista e o irmão António era pintor), desenvolveu desde a infância um sentido artístico adaptado à fotografia.
Em 1957 obteve em Madrid o diploma de Realizador no “Instituto de Pesquisas e Estudos Cinematográficos”, onde ficaria como professor até 1963.
Em 1957/58 fez o seu primeiro documentário: “Cuenca”. Em 1960, com “Golfos”, descreveu o problema da delinquência dos jovens nos bairros mais pobres de Madrid.
Em 1963, com "Llanto por un bandido”, realizou uma reconstituição histórica. Em 1965, o seu estilo ao mesmo tempo lírico e documental, centrado nos problemas dos mais desfavorecidos, recebeu o reconhecimento da comunidade internacional no Festival de Berlim, onde o filme “La Caza” foi agraciado com o Urso de Prata. Em 1967 o seu filme “Peppermin” recebeu nova consagração no mesmo Festival.
Os filmes “La Prima Angélica” (1973) e “Cría cuervos” (1975), que trataram com subtileza a sociedade franquista, receberam o “Prémio Especial do Júri” no Festival de Cannes.
O seu filme “Mama cumple 100 años” foi nomeado para o Oscar do Melhor Filme em Língua Estrangeira em 1979.
Em 1991 recebeu finalmente o reconhecimento do seu próprio país, com o “Prémio Goya” de Melhor Realizador e Melhor Script através do filme “¡Ay, Carmela!“.
Foi escolhido para realizar o filme oficial dos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992 (“Maratona”).
Hoje, Carlos Saura é considerado um dos clássicos da história do cinema contemporâneo europeu. Ele soube sobretudo contar a evolução da sociedade espanhola quando da transição democrática e a sua oposição à ditadura franquista.
No seu filme “Fados” (2007), o fadista português Carlos do Carmo ganhou o “Prémio Goya” para a Melhor canção original.

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