terça-feira, 30 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – Francisco da Costa Gomes, militar e político português, nasceu em Chaves no dia 30 de Junho de 1914. Faleceu em Lisboa, no Hospital Militar, em 31 de Julho de 2001. Foi o 2º Presidente da República Portuguesa, após a Revolução dos Cravos.
Estudou no Colégio Militar em Lisboa e na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde se licenciou em Matemática.
Quando era subsecretário de Estado do Exército esteve envolvido na intentona militar de Abril de 1961, liderada pelo general Botelho Moniz, então ministro da Defesa.
Em 1970, exerceu as funções de comandante da Região Militar de Angola, onde procedeu à remodelação do comando-chefe e tentou negociar um acordo militar com o grupo de guerrilheiros “menos hostis” (UNITA). Em Setembro de 1972, foi chamado para exercer o cargo de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas. No entanto, viria a ser exonerado em Março de 1974, pouco antes do 25 de Abril, por se ter recusado a prestar lealdade ao governo de Marcelo Caetano numa cerimónia pública.
Após o 25 de Abril, fez parte do grupo de sete militares que compunham a Junta de Salvação Nacional. Entre 25 de Abril e 30 de Setembro de 1974, foi a segunda figura do Estado português, logo abaixo de António de Spínola, exercendo as funções de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.
Assumiu a Presidência da República por nomeação da Junta de Salvação Nacional, devido à renúncia de Spínola em 30 de Setembro de 1974.
Ocupou o cargo até 27 de Junho de 1976, data em que as primeiras eleições livres para a escolha do Chefe de Estado ditaram a escolha do general Ramalho Eanes para lhe suceder. Em 1982 foi elevado à dignidade de marechal.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – José Leitão de Barros, cineasta português, faleceu em Lisboa no dia 29 de Junho de 1967. Nascera também em Lisboa, em 22 de Outubro de 1896. Distingue-se dos homens do cinema da sua geração pelo sentido estético dos seus filmes e por antecipar, sem ter bases teóricas, todo um movimento cinematográfico que se dedicou à prática da antropologia visual. É o autor da primeira docuficção portuguesa e da segunda etnoficção mundial na história do cinema (Maria do Mar - 1930), tendo sido Moana - 1926, de Robert Flaherty, a primeira.
Frequentou a Faculdade de Ciências e também a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Depois de concluir um curso da Escola Normal Superior de Lisboa, foi professor do ensino secundário (desenho e matemática). Tirou igualmente o curso de arquitectura na Escola de Belas-Artes. Expôs várias obras de pintura em museus portugueses, em Espanha (no Museu de Arte Contemporânea de Madrid) e também no Brasil.
Dramaturgo, teve várias peças em cena no Teatro Nacional de Lisboa e noutras salas. Cenógrafo, foi responsável pela montagem de muitas outras peças. Jornalista, colaborou nos jornais O Século, A Capital e ABC, entre outros, e dirigiu o Domingo Ilustrado, o Notícias Ilustrado e o Século Ilustrado. Foi o principal animador da construção dos estúdios da Tobis Portuguesa, concluídos em 1933.
Organizou, a partir de 1934, vários cortejos históricos e marchas populares das Festas da Cidade, actividade que regularmente manteve durante a década seguinte. Foi secretário-geral da Exposição do Mundo Português e responsável pela organização da ‘’Feira Popular’’ de Lisboa (1943). Foi director da Sociedade Nacional de Belas-Artes.
Interessou-se pelo cinema. “Malmequer” e “Mal de Espanha” (1918) foram os seus primeiros filmes. Neles se salientam duas tendências: a evocação histórica dos temas e a crónica anedótica. Assimilou, por influência de Rino Lupo, o conceito de filme pictórico, desenvolvido pelo francês Louis Feuillade, e também algumas das ideias formais do cinema soviético (Eisenstein).
Em 1930, com “Lisboa, Crónica Anedótica de uma Capital”, misturou actores conhecidos com a gente da rua, antecipando assim tendências modernas. No mesmo ano, rodou ainda “Nazaré a Maria do Mar”.
Depois, filmou “A Severa” (1931), o primeiro filme sonoro português. “Ala Arriba!” (1942), escrito por Alfredo Cortês, apresentava os pescadores da Póvoa de Varzim com uma força dramática pouco vulgar. A Bienal de Veneza deu-lhe um dos seus prémios.
Publicou: “Elementos de História de Arte” e “Os Corvos” (crónicas anteriormente inseridas no jornal Diário de Notícias).

domingo, 28 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – Mel Brooks, de seu verdadeiro nome Melvin Kaminsky, actor e cineasta norte-americano, nasceu em Nova Iorque no dia 28 de Junho de 1926.
Tem como origem uma família judia russa, radicada nos Estados Unidos. Depois de ter servido no exército, quando da Segunda Guerra Mundial, dedicou-se à comédia “standup”.
Ganhou o Oscar de Melhor Argumento Original em 1968, com o filme “Primavera para Hitler”, sendo nomeado mais duas vezes em 1974. Tornara-se muito conhecido ao produzir, em parceria com Buck Henry, a série de televisão “Get Smart”, exibida no período de 1965 a 1970.
Recebeu duas nomeações para o Globo de Ouro, na categoria de Melhor Actor - Comédia/Musical (1976 e 1977). Antes, em 1968, fora nomeado também como Melhor Argumentista.
A sua especialidade é parodiar os diversos géneros cinematográficos. Depois de satirizar os filmes de agentes secretos com o impagável “Get Smart”, a partir da década de 1970 Brooks faria o mesmo com os western, os filmes de terror, de aventura e de suspense, filmes bíblicos e de ficção de científica e mesmo com o cinema mudo.
Em 1991 fez uma tentativa de filme “sério” mas foi um fracasso, voltando ao seu estilo predilecto.
Em 2001 surgiu com a versão teatral do seu filme “The Producers” e conheceu de novo a fama ao ganhar um Prémio Grammy, doze “Tony Awards” e um “Emmy”.

sábado, 27 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – Guilhermina Augusta Xavier de Medin Suggia, célebre violoncelista portuguesa, nasceu no Porto em 27 de Junho de 1885. Faleceu na mesma cidade em 30 de Julho de 1950.
Os pais eram de ascendência italiana e espanhola. O pai foi violoncelista no Real Teatro de São Carlos e professor no Conservatório de Música de Lisboa. Guilhermina começou a estudar música aos 5 anos e a sua primeira apresentação em público aconteceu dois anos depois em Matosinhos.
Guilhermina ao violoncelo e sua irmã Virgínia (3 anos mais velha) ao piano, eram frequentemente convidadas para actuar nos meios culturais portuenses. Com apenas 13 anos, Guilhermina já era violoncelista principal da Orquestra da Cidade do Porto, tocando também num quarteto de cordas.
Em 1898 teve aulas durante algumas semanas com o famoso violoncelista catalão Pablo Casals, que estava a actuar nesse Verão no Casino de Espinho.
Em 1901 as duas irmãs actuaram no Palácio Real de Lisboa. Com 15 anos, Guilhermina respondeu a uma interpelação da rainha Dona Amélia sobre qual era o sonho da sua vida, dizendo que gostaria de aperfeiçoar os seus conhecimentos musicais no estrangeiro.
Uns meses depois a coroa portuguesa concedeu-lhe uma bolsa para estudar num local à sua escolha, o que possibilitou a sua ida, acompanhada pelo pai, para o Conservatório de Leipzig na Alemanha. A vida dos dois em Leipzig era extremamente difícil, pois a bolsa cobria os custos com as aulas e a estadia de Guilhermina, mas não a do pai nem outras despesas que iam ocorrendo. Apesar da agudização da situação financeira, o regresso de Guilhermina a Portugal foi adiado sucessivamente até à sua apresentação histórica no concerto comemorativo do aniversário da Orquestra Gewandhaus em Fevereiro de 1903. Tinha então 17 anos. Nunca um intérprete tão jovem tinha actuado com a orquestra, muito menos como solista e menos ainda do sexo feminino. O sucesso foi total e, face aos pedidos do público, o maestro pediu-lhe que repetisse toda a actuação. Começava ali o seu sucesso internacional.
Em 1903 regressou ao Porto, conquistando o público portuense. A vida de Guilhermina transformara-se completamente e a partir dessa altura foi acolhida nas salas de concerto de quase toda a Europa.
Em 1906 Suggia encontra-se em Paris a tocar para Casals. Nesse mesmo ano começam a partilhar a mesma casa. O romance com Pablo Casals, encheu as páginas dos jornais. Em 1913 o casal separou-se de forma inesperada, possivelmente por motivos passionais. Guilhermina mudou-se para Londres no ano seguinte e Casals casa-se com uma cantora norte-americana.
Durante a sua estadia em Londres, tocou em várias orquestras. Os seus recitais no Royal Albert Hall e no Wigmore Hall mereceram as melhores críticas da imprensa. As entradas em palco eram imponentes e as interpretações revelavam um domínio completo do instrumento e a compreensão total das obras tocadas.
Em 1923 o Governo de Portugal agraciou-a com o oficialato da Ordem de Santiago da Espada, uma honra raras vezes concedida a senhoras, e em 1937 foi promovida a comendador da mesma Ordem. Em 1938 foi-lhe concedida a Medalha de Ouro da cidade do Porto.
Apesar de se manter ligada à capital inglesa, Guilhermina tinha adquirido em 1924 uma casa no Porto, onde se veio a casar com um médico. Nos anos 1930 regressou definitivamente à terra natal, actuando em várias cidades.
No final dos anos 1940 promoveu, com a directora do Conservatório de Música do Porto, a criação da Orquestra Sinfónica do Conservatório, tendo Guilhermina sido solista no concerto de apresentação em 1948 no Teatro Rivoli.
Em 1949, já com uma doença grave a afligi-la, ainda criou o Trio do Porto. Em Maio de 1950 tocou pela última vez em público, num recital no Teatro Aveirense.
Em Junho foi sujeita a uma cirurgia numa clínica de Londres, sendo-lhe detectado um tumor canceroso inoperável. Na ocasião foi acarinhada pelos amigos e ficou especialmente sensibilizada pelo bilhete e pelas flores recebidas da Rainha de Inglaterra. Faleceu pouco tempo depois, já na sua casa nortenha.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – Gilberto Passos Gil Moreira, cantor, compositor e político brasileiro, nasceu em Salvador da Bahia no dia 26 de Junho de 1942.
Estudou no Colégio Maristas e frequentou uma academia de acordeão. Quando estava no secundário, recebeu da mãe um violão e tomou contacto com o trabalho de João Gilberto, que o influenciou de imediato.
Nos tempos de Faculdade conheceu Caetano Veloso, sua irmã Bethânia e Gal Costa. Realizaram o primeiro espectáculo em conjunto, na inauguração do Teatro Vila Velha em 1964, com o show "Nós, Por Exemplo”.
Formou-se em Administração de Empresas no ano seguinte e mudou-se com a esposa para São Paulo.
Nos fins de 1968, Gil e Caetano Veloso foram presos pelo regime militar brasileiro, devido a supostas actividades subversivas. Após a libertação, ambos se exilaram em Londres.
Nos anos 1970, Gil acrescentou ao seu já vasto reportório elementos novos da música africana, norte-americana e jamaicana (reggae), gravando vários discos. Fez uma tournée pelos Estados Unidos e gravou um álbum em inglês. De volta ao Brasil, em 1975, gravou “Refazenda”, um dos mais importantes trabalhos que, ao lado de “Refavela”, gravado após uma viagem ao continente africano, e “Realce”, formariam a trilogia “RE”.
Foi o único latino a participar no Festival da Ilha de Wight, em 1970, representando a Tropicália, ao lado dos maiores astros do rock-pop mundial da época, como The Who, Jimi Hendrix e The Doors.
Ao lado dos colegas Caetano Veloso e Gal Costa, lançou o disco “Doces Bárbaros”, com o grupo baptizado com o mesmo nome e idealizado por Maria Bethânia, que era uma das vozes da banda. O disco foi considerado uma obra-prima. “Doces Bárbaros” foi tema de filme, DVD e enredo de uma escola de samba. Inicialmente o disco era par ser gravado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia, foi um espectáculo ao vivo que ficou registado na gravação.
Em 1980 fez uma versão em português de “No Woman, No Cry”, sucesso de Bob Marley & The Wailers que foi um grande sucesso.
Integrou o grupo de intérpretes que viajou pelo Brasil durante dois anos com o projecto “O Grande Circo Místico”, um dos maiores e mais completos espectáculos teatrais apresentados no país. Gil interpretava a canção “Sobre todas as coisas” composta pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo.
Gilberto Gil compôs para dezenas de artistas, como Elis Regina, Simone, Maria Bethânia, Gal Costa, Zizi Possi, Daniela Mercury e Ivete Sangalo.
Em 1989, ao mesmo tempo que gravava, fazia espectáculos e se envolvia em causas sociais, foi eleito vereador em Salvador, sua cidade natal, pelo Partido Verde (PV).
Em 2003, foi nomeado para o cargo de Ministro da Cultura, cargo que ocupou durante cinco anos e meio, voltando depois a dedicar-se exclusivamente à vida artística.
Recebeu o Prémio Grammy Latino de Personalidade do Ano em Miami (2003), o Prémio Polar Music da Suécia (2005) e foi doutorado honoris causa pela Universidade de Aveiro (2006).

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – Georges Courteline, pseudónimo de Georges Victor Marcel Moinaux, romancista e dramaturgo francês, nasceu em Tours no dia 25 de Junho de 1858. Faleceu em Paris no mesmo dia (25 de Junho) de 1929, há precisamente oitenta anos.
Courteline definia-se a si próprio como um observador atento da vida quotidiana. Inspirando-se das suas experiências militares, de funcionário do ministério dos Cultos, de frequentador habitual dos cafés parisienses ou de passeante solitário, esforçou-se por descrever as pequenas comédias humanas, em pequenas peças de um acto, em contos e em romances. Criou assim, de forma magistral, personagens cómicas, pelo contraste existente entre as suas modestas condições e os seus egos demasiadamente desenvolvidos. O seu génio foi o de fazer rir o público, ao mesmo que fazia atrair a simpatia e a indulgência para estes personagens tão verdadeiros e tão humanos.
A caneta de Courteline tinha a simplicidade e a pureza dos grandes clássicos. A isso se ficou a dever uma notoriedade rápida. Foi convidado a escrever para vários Teatros e, em 1926, foi eleito para a Academia Goncourt.
Viveu desde os cinco anos no bairro de Montmartre, mesmo depois de se casar. Diariamente, descia até ao café habitual, que foi o seu laboratório e local de trabalho, onde encontrava as suas «amostras da estupidez humana».

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mote:
«Poesia é chama ardente,
É doce, meiga e dorida,
Crepita dentro da gente,
E ateia a chama da vida.»
Isidoro Cavaco

A POESIA

Transmitindo por sinais
O que o coração sente,
Com palavras racionais
Poesia é chama ardente.

Dedicada com carinho
À pessoa mais querida,
Ameniza o caminho,
É doce, meiga e dorida.

Traz-nos a paz e a calma,
É verdadeira, não mente,
Aquece a nossa alma,
Crepita dentro da gente.

Traduzindo sentimentos
Quando ela é bem sentida,
Cria-nos novos alentos
E ateia a chama da vida.


Gabriel de Sousa
Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE – Ambrose Gwinnett Bierce, crítico satírico, escritor e jornalista norte-americano, particularmente conhecido pela sua obra “O Dicionário do Diabo”, nasceu em Horse Cave Creek, no Ohio, em 24 de Junho de 1842. Faleceu em data desconhecida, provavelmente em 1914.
Bierce fez do cinismo, misturado com o humor negro, a sua imagem de marca. A família, a nação, a raça humana, nada escapava aos seus remoques, ainda hoje repetidos nos Estados Unidos. Além do já citado “Dicionário”, escreveu imensas novelas.
De origem modesta, ele foi autodidacta e exerceu muito cedo vários ofícios. Chegou a estar inscrito numa escola militar, mas só lá ficou durante um ano.
Tinha 19 anos quando eclodiu a Guerra da Secessão. Alistou-se no 9º regimento de voluntários de Indiana e tornou-se oficial do lado dos “anti-escravatura”. Foi promovido a tenente em 1863. Ferido na Batalha de Kennesaw Mountain em 23 de Junho de 1864, só foi desmobilizado no fim da guerra em 1865. As suas experiências e as imagens de carnificinas a que assistiu marcariam profundamente muito do que escreveu.
Emigrou para o Oeste e trabalhou no “News-Letter & California Advertiser” de São Francisco, onde manteve uma rubrica satírica. Tornou-se chefe de redacção aos 26 anos, mercê da sólida reputação adquirida.
Casou-se em 1871, publicou a sua primeira novela no mesmo ano e partiu para Inglaterra à procura de fortuna. Regressou, pobre como tinha ido, em 1875. Para ganhar a vida, teve de novo vários empregos, antes de voltar ao jornalismo em 1881. Como redactor do jornal “Wasp”, nele publicou as primeiras definições do futuro “Dicionário do Diabo”, que seria editado em livro no ano de 1906.
William Randolph Hearst, magnata da imprensa, contratou-o depois e daí começou uma frutuosa colaboração. Paralelamente, continuou a escrever novelas. A sua vida privada foi porém infeliz: o primeiro filho suicidou-se em 1889, separou-se da mulher em 1891 e o segundo filho morreu em 1901 na sequência de doença provocada pelo alcoolismo.
Novelista excelente, as suas obras são encontradas frequentemente em antologias de contos americanos. Aos 71 anos, Bierce seguiu em viagem para o México e desapareceu sem deixar rasto. A teoria mais popular (mas não confirmada) diz que ele foi fuzilado pelos revolucionários do exército de Pancho Villa. O local e a data de sua morte são incertos, provavelmente em Dezembro de 1913 ou 1914, talvez no México...

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