sábado, 2 de abril de 2011

EFEMÉRIDEAldo Fabrizi, actor de cinema e teatro italiano, morreu em Roma no dia 2 de Abril de 1990. Nascera na mesma cidade em 1 de Novembro de 1905.

É uma das personalidades mais marcantes do cinema italiano do pós-guerra. Com a sua silhueta “arredondada”, ele conseguiu impor um personagem de romano simpático e naïf que lhe trouxe muito sucesso em Itália. O seu talento excedeu porém o registo de comediante, como ficou provado em “Roma, cidade aberta”. Aldo Fabrizi começou por se tornar célebre nos anos 1930 pelos seus desempenhos em cabarets da capital italiana. No cinema, começou com o filme “Avanti, c'è posto... ” (1942), história de um cobrador de autocarro que se apaixona por uma “empregada de quartos”.

Fabrizi aplicou nas suas interpretações numerosas variações cómicas, entre as quais a do filme “O diamante misterioso” (1943), que foi escrito por ele próprio em parceria com um jovem estreante chamado Federico Fellini…

Em registos diferentes, interpretou entre outros personagens, uma vítima humilhada em “O crime de Giovanni Episcopo” de Alberto Lattuada, e um padre corajoso resistente ao fascismo em “Roma, cidade aberta” de Roberto Rossellini, papel que lhe valeu renome internacional.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

EFEMÉRIDESusan Margaret Boyle, cantora escocesa que se tornou célebre pela sua participação no programa “Britain's Got Talent”, nasceu em Blackburn no dia 1 de Abril de 1961.

A audição de Susan para aquele programa, em Abril de 2009, cantando a canção “I dreamed a dream”do musical “Les Misérables”, foi um sucesso na Internet e divulgou rapidamente a sua imagem. Antes de cantar, tanto os jurados como o público demonstraram desconfiança pela sua aparência desleixada e comportamento inseguro. Após uma surpreendente actuação, foi ovacionada pelo auditório e pelos juízes, que a aplaudiram de pé. O contraste da sua performance com a primeira impressão dada teve repercussão mundial. Artigos sobre ela apareceram em jornais de todo o mundo, enquanto os vídeos com a sua apresentação, hospedados na Internet, bateram recordes de visualização. Um dos anfitriões do programa, Simon Cowell, assinou um contrato com a cantora através da Sony Music. Apareceram também na Internet vídeos com apresentações antigas da cantora, uma das quais com Susan a cantar “Cry Me a River”, que foi visto por mais de 100 milhões de vezes no You Tube.

O álbum de estreia de Susan, “I Dreamed a Dream”, foi lançado em Novembro de 2009 e, em apenas um mês, atingiu o título de álbum mais vendido do ano, com vendas superiores a 10 milhões de cópias. O segundo álbum da cantora, “The Gift”, foi lançado um ano depois. Em Setembro de 2010 Susan foi oficialmente reconhecida pelo Guinness World Records pelos seus feitos na indústria fonográfica britânica, sendo a mulher com o álbum de estreia mais bem sucedido e o álbum que mais vendeu na primeira semana, além de ser a mulher mais velha com um álbum no Top Ten do Reino Unido. Em Janeiro de 2011 foi reconhecido que Susan havia vendido mais de 14 milhões de CD em apenas dois anos.

Susan é filha de imigrantes irlandeses. Nasceu quando sua mãe já tinha 47 anos, o que tornou o parto difícil, chegando a ficar sem oxigénio durante alguns minutos, o que lhe deixou algumas sequelas mentais e dificuldades de aprendizagem. Susan foi vítima de bullying (violência escolar) durante a infância, tendo tentado suicidar-se quando era adolescente.

Após concluir os estudos, foi trabalhar na cozinha de sua antiga escola. Além disso, passou a integrar grupos de ajuda e a participar em diversos projectos sociais.

O pai morreu nos anos 1990, ficando para ela a responsabilidade de cuidar sozinha da mãe, que morreu em 2007, aos 91 anos.

Os meios de comunicação internacionais noticiaram a sua história em muitos países. Foi convidada e entrevistada em vários programas de televisão mundiais, sobretudo nos Estados Unidos.

Quando concorreu ao concurso que a lançaria no estrelato, estava desempregada e vivia modestamente na casa familiar. Hoje tem uma fortuna calculada em mais de 16,5 milhões de dólares.

quinta-feira, 31 de março de 2011

EFEMÉRIDEEugénio Salvador Marques da Silva, dançarino, actor e empresário teatral português, nasceu em Lisboa no dia 31 de Março de 1908. Faleceu na mesma cidade em 1 de Novembro de 1992.

Filho de um cenógrafo e empresário e neto de um dramaturgo, casou com Lina Duval, com quem formou a parelha de dança “Lina & Salvador”. Dedicou-se também ao desporto, chegando a fazer parte da equipa principal do Sport Lisboa e Benfica.

Após se ter formado no Conservatório, dedicou toda a sua vida à comédia, tendo-se estreado em 1927. Durante a sua carreira artística, participou em mais de cem revistas e em diversos filmes. No fim dos anos 1940, deixou de dançar e passou a ser “compère” das revistas à portuguesa.

Quando o teatro de revista, nos anos 1950, entrou num grande marasmo, foi ele que o viria a renovar, aproveitando o modo como o conhecia por dentro e por fora.

A sua última revista foi “Ora bate bat’manso”. Estava a representá-la quando, devido à sua idade e estado de saúde, se viu obrigado a abandonar os palcos. Morreu pouco tempo depois.

L'Été Indien - 1975

quarta-feira, 30 de março de 2011

EFEMÉRIDEJean-Claude Brialy, actor, realizador e escritor francês, nasceu em Aumale, na Argélia, em 30 de Março de 1933. Morreu em Monthyon, Seine-et-Marne, no dia 30 de Maio de 2007, após doença prolongada.

Filho de um oficial superior, seguiu o seu pai, juntamente com a família, nas suas múltiplas colocações. Instalaram-se depois em Angers, onde Jean-Claude frequentou o Liceu David-d’Angers. Mudaram-se mais tarde para Saint-Étienne. Continuou os seus estudos, frequentando simultaneamente cursos de arte dramática. Obteve o 1º Prémio de Comédia no Conservatório de Estrasburgo, entrando então no Centro de Arte Dramática do Leste, onde interpretou diferentes papéis de teatro.

Durante o seu serviço militar em Baden-Baden, foi colocado nos Serviços Cinematográfico do Exército, ocasião que aproveitou para rodar a sua primeira curta-metragem, “Chiffonard et Bon Aloi”.

Em 1954 foi para Paris, onde viveu de pequenos ofícios, pois os pais recusaram-se a ajudá-lo. Frequentou o grupo de cineastas da revista “Cahiers du cinéma”, iniciando a protagonização em vários filmes que lhe trouxeram a celebridade.

Tornou-se uma estrela do cinema no final da década de 1950, ao ser um dos mais prolíficos actores da Nouvelle Vague francesa. Trabalhou em filmes com importantes realizadores da Nouvelle Vague, como Claude Chabrol, Éric Rohmer, Jean-Luc Godard, Louis Malle e François Truffaut, bem como com outros: Roger Vadim, Claude Lelouch e Luis Buñuel.

Foi também realizador de vários filmes, destacando-se “Églantine” em 1971. Foi protagonista de mais de cem filmes durante a sua longa carreira. Amigo de numerosos artistas, foi admirado tanto pelo público como pelos seus pares e pela crítica.

Em 1966 comprou um pequeno bar na Île Saint-Louis, em Paris, que transformou em restaurante (“l’Orangerie”), lugar de vida nocturna que viu desfilar com discrição (ausência de fotos) um grande número de artistas franceses e internacionais célebres, que procuravam um lugar para comer com tranquilidade.

Jean-Claude continuou a fazer vários filmes por ano e a interpretar igualmente peças teatrais. Dedicou-se depois à realização, trabalhando ainda para a televisão. Em 2000 e 2004 escreveu várias autobiografias que foram grandes sucessos. Organizou igualmente diversas antologias sobre teatro e fez vários programas de rádio e televisão sobre a vida de diversos actores. Era comendador da Legião de Honra, da Ordem Nacional do Mérito e da Ordem das Artes e das Letras.

Morreu vítima de um cancro, do qual tinha mantido segredo mesmo junto dos amigos mais próximos. À missa de corpo presente assistiram numerosas personalidades notáveis, entre as quais Alain Delon, Catherine Deneuve, Nicolas Sarkozy, Patrick Poivre d'Arvor, Jeanne Moreau, Anouk Aimée, Jane Birkin, Claude Lelouch, Jean-Paul Belmondo, Jack Lang, Charles Aznavour, Juliette Gréco, Georges Moustaki, Claudia Cardinale e Danielle Darrieux.

terça-feira, 29 de março de 2011

EFEMÉRIDE Lima Duarte, de seu verdadeiro nome Ariclenes Venâncio Martins, actor brasileiro, nasceu em Sacramento no dia 29 de Março de 1930. É considerado um dos mais importantes actores do Brasil, tendo-se tornado famoso através de vários papéis notáveis que desempenhou em telenovelas.

Nascido no interior de Minas Gerais, filho de um boiadeiro e de uma artista de circo, chegou a São Paulo à boleia de um camião que transportava mangas. Começou a trabalhar na rádio como faz-tudo, até chegar a sonoplasta e, finalmente, a actor. Adoptou o nome artístico Lima Duarte por sugestão da mãe, que era espírita e lhe aconselhou o nome do seu “guia”.

Ingressou depois na televisão, da qual foi um dos pioneiros no Brasil. Fez parte do elenco da primeira telenovela brasileira, “Sua Vida Me Pertence”. Também fez diversas dobragens em português de desenhos animados norte-americanos. Actuou em peças teatrais de protesto, como “Arena conta Zumbi” de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri.

Depois de estar muitos anos na Rede Tupi, passou por grandes dificuldades financeiras devido ao caos da emissora, que acabou por falir. Foi contratado então pela Rede Globo, como director, graças à fama obtida ao dirigir a telenovela “Beto Rockfeller”.

Deu um grande impulso à sua carreira, ao interpretar o personagem Zeca Diabo em “O Bem-Amado” (1973). Foi um dos maiores sucessos na história das telenovelas brasileiras. Outro personagem antológico que desempenhou foi o Sinhozinho Malta de “Roque Santeiro”. Houve também o Sassá Mutema de “O Salvador da Pátria” (1989). Em “Da Cor do Pecado”, ele era o empresário Afonso Lambertini e protagonizou cenas emocionantes. Interpretou ainda o prefeito Viriato Palhares em “Desejo Proibido” (2007/08) e Shankar, um brâmane, em “Caminho das Índias” (2009).

No Cinema, entrou em cerca de 30 películas. O seu último filme foi feito em Portugal - “O Rio do Ouro”. Apresentou igualmente alguns programas televisivos.

Entre todos os autores, o seu preferido é Guimarães Rosa, «o velho mestre, meu Alcorão, meu livro de todos os dias», como ele costuma dizer. Lima Duarte mora actualmente em Angatuba, no interior de São Paulo, de onde continua a sair para o trabalho e para receber as homenagens que lhe fazem e os prémios que incessantemente lhe dão.

segunda-feira, 28 de março de 2011

EFEMÉRIDE Bernardino Luís Machado Guimarães, Presidente da República Portuguesa por duas vezes, nasceu no Rio de Janeiro em 28 de Março de 1851. Morreu em Famalicão no dia 29 de Abril de 1944.

Recebeu no baptismo o nome próprio do avô materno, Bernardino de Sousa Guimarães, capitalista estabelecido em terras brasileiras. Passou a infância no Brasil até aos nove anos, quando a família veio para Joane, no concelho de Famalicão.

A partir de 1866, estudou com brilhantismo Filosofia e Matemática na Universidade de Coimbra, tendo-se doutorado nesta Universidade onde foi depois um eminente professor. Em 1872, ao atingir a maioridade, optou pela nacionalidade portuguesa. Dez anos mais tarde, casou no Porto com Elisa Dantas Gonçalves Pereira, também nascida no Brasil, de quem teve 18 filhos. De entre os seus descendentes, destacam-se o escritor e autarca Aquilino Ribeiro Machado, presidente da Câmara Municipal de Lisboa na década de 1980, e o investigador, professor e médico portuense Júlio Machado Vaz.

Teve um importante percurso como dirigente da Maçonaria, na Loja “Perseverança” do Grande Oriente Lusitano. Durante a monarquia, foi deputado pelo Partido Regenerador (1882), Par do Reino (1890) e Ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria (1893). Aderiu ao Partido Republicano em 1903, motivo pelo qual foi afastado da Universidade.

Com a implementação da República, foi Ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro embaixador de Portugal no Brasil (1913). Era Presidente da República por ocasião da Primeira Guerra Mundial, até Sidónio Pais, à frente de uma junta militar, dissolver o Congresso e o destituir, obrigando-o a abandonar o País. Mais tarde, em 1925, foi reeleito para a Presidência da República. Um ano mais tarde, voltou a ser destituído, então pela revolução militar de 28 de Maio de 1926, que instituiu a ditadura que levaria à instauração do Estado Novo. Partiu para o exílio em França.

Depois da invasão do território francês pelas forças nazis alemãs em 1940, foi autorizado a regressar ao País, ficando com residência vigiada até à sua morte. Bernardino Machado foi autor de numerosas obras sobre a pedagogia, a escola, o ensino profissional, sobretudo feminino, e a universidade.

domingo, 27 de março de 2011

EFEMÉRIDEManuel Monteiro da Veiga, linguista cabo-verdiano de referência, tanto a nível do seu país como a nível internacional, nasceu no Concelho de Santa Catarina, ilha de Santiago, no dia 27 de Março de 1948. É especialista e um dos maiores estudiosos e obreiros da valorização da Língua Cabo-verdiana, um crioulo do Atlântico médio/ocidental africano.

Fez os seus estudos primários em Assomada, vila capital do seu Concelho natal, entre 1957 e 1961, frequentando depois o seminário católico de S. José na cidade da Praia, capital de Cabo Verde, de 1962 a 1971. Estudou posteriormente no Instituto Superior de Estudos Teológicos, em Coimbra, de 1971 a 1974. Obteve também uma Licenciatura em Linguística Geral e Aplicada na Universidade de Aix-en-Provence, França, entre 1975 e 1978, doutorando-se em 1997.

Desempenhou várias responsabilidades públicas e técnicas no seu país natal. De entre algumas dessas funções, deve realçar-se a docência da Língua Cabo-verdiana na Escola Superior de Educação; responsável do Departamento de Linguística do Ministério da Educação; Director-geral da Cultura na República de Cabo Verde; Director-geral do Património Cultural; e Presidente do Instituto Nacional da Cultura. É ainda membro do Comité Internacional dos Estudos Crioulos e representante de Cabo Verde, enquanto linguista, no âmbito dos Acordos Ortográficos da Língua Portuguesa. É Presidente da Comissão Nacional para a Padronização do Alfabeto da Língua Cabo-verdiana e Ministro da Cultura da República de Cabo Verde.
P'ra sorrir...

Que parva que eu sou - Deolinda (legendado)

sábado, 26 de março de 2011

A REPÚBLICA
(quadras)

1

Novo Hino e Bandeira,
Nova Letra e novas Cores:
- Portugal vai na esteira
De novos Navegadores! (a)

2

Mil novecentos e dez…
Passaram-se já cem anos!
- Orgulho de Português
Apesar de desenganos…

3

«O Povo é quem mais ordena»,
Acabou-se a realeza,
Os pobres entram em cena
Cantando “A Portuguesa”!

Gabriel de Sousa

(a) - Menção Honrosa nos Jogos Florais de Almeirim – 2010/2011

EFEMÉRIDE Gervásio da Silva Lima, escritor açoriano, com uma vasta obra em prosa e em verso que inclui contos, peças de teatro e ensaios de etnografia e de história, nasceu na Praia da Vitória em 26 de Março de 1876. Morreu em Angra do Heroísmo no dia 24 de Fevereiro de 1945.
Perdeu o pai aos 5 meses de idade e viu-se forçado a ingressar no mundo do trabalho, logo após a conclusão dos estudos primários. Foi essencialmente um autodidacta, desenvolvendo desde cedo, e sem frequentar mais nenhuma escola, uma escrita cuidada e erudita e um notável acervo de conhecimentos sobre a historiografia local.
Residiu até 1914 na Praia da Vitória, onde fundou e dirigiu os periódicos “Cartão” (1903), “A Primavera” (1905) e “O Imparcial” (1907-1913). Com a publicação destes jornais e com o início da sua produção escrita, foi ganhando notoriedade no meio intelectual da ilha, o que lhe valeu ser contratado para a Biblioteca Municipal de Angra.
Fixou-se então em Angra do Heroísmo, onde iniciou uma carreira de 31 anos, como bibliotecário adjunto até 1917 e como bibliotecário de 1917 a 1945, o que lhe permitiu acesso permanente aos arquivos municipais e às obras existentes na Biblioteca Municipal. Naquela biblioteca procedeu à catalogação e ao estudo das mais de 3 000 obras de temática açoriana.
No campo da história não foi um investigador preocupado com o rigor científico dos temas tratados, escrevendo obras de pendor romântico, reveladoras do seu patriotismo e do amor à terra em que nasceu. Deu corpo e alma a heróis terceirenses, transformando-os em verdadeiros mitos populares.
Mantendo a actividade de jornalista, dirigiu os periódicos “O Democrata” (1914-1920), “ABC“ (1920) e “Cantos & Contos” (1935), colaborando igualmente noutros jornais.
Paralelamente estabeleceu uma vasta rede de contactos com academias e instituições científicas, o que o levou a ser sócio da Academia de Cádis, da Academia de Sevilha, da Sociedade de Geografia de Lisboa e das Sociedades de Geografia de Paris, de Genebra e de Itália.
Quando se iniciou o movimento intelectual que pretendia criar academias nas cidades açorianas, foi sócio fundador do Instituto Histórico da Ilha Terceira.
Também se empenhou na divulgação de factos e personagens ligados à história da Terceira, organizando eventos comemorativos de acontecimentos históricos, jogos florais e homenagens a terceirenses ilustres. Interessado pela etnografia e pelo folclore, recolheu e publicou textos de cantadores populares, contos e tradições orais da ilha.
A sua obra, pela divulgação que teve, foi fundamental para a construção de uma memória histórica terceirense e açoriana.
O seu prestígio era tal que lhe foram prestadas homenagens públicas pelas Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo (1928) e da Praia da Vitória (1934), que incluíram a colocação de placas comemorativas nas casas em que viveu em ambas as localidades. Foi agraciado com o grau de Cavaleiro da Ordem de Santiago.
Homem generoso, entregava para fins de caridade parte do produto da venda de algumas das suas publicações. Nos finais da década de 1930, viu-se obrigado a pedir uma pensão ao Estado, pois os rendimentos que auferia não eram suficientes para se sustentar a ele e a sua mãe. Faleceu pobre. As cidades de Angra e Praia recordam Gervásio Lima na sua toponímia.

sexta-feira, 25 de março de 2011

EFEMÉRIDEJean Vilar, actor e realizador francês, nasceu em Sète no dia 25 de Março de 1912. Morreu na mesma cidade em 28 de Maio de 1971. Foi uma das figuras mais influentes do teatro francês contemporâneo.
Deixou a sua terra natal e foi para Paris em 1932, para preparar uma licenciatura em Letras. Simultaneamente seguiu cursos de Filosofia e de Teatro.
Apareceu pela primeira vez nos palcos para interpretar “Faiseur” de Honoré de Balzac.
Em 1940 juntou-se ao teatro ambulante “La Roulotte” que co-dirigiu. Três anos depois fundou a “Companhia dos Sete
Criou o Festival de Avinhão em 1947, tendo-o dirigido até 1971. Foi director do Théâtre National Populaire de 1951 a 1963 e teve um grande papel na modernização do gosto e na formação de novos valores. Tentou também tornar o teatro acessível ao maior número de pessoas, fazendo baixar o preço dos bilhetes.
A partir de 1963 produziu, como independente, muitos espectáculos de teatro e de ópera por toda a Europa.

quinta-feira, 24 de março de 2011



Novo impresso simplificado IRS 2011


"Rodízio de Fadistas"

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Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...