sexta-feira, 12 de agosto de 2022

12 DE AGOSTO - JOANA AGUIAR

EFEMÉRIDE - Joana Várzea Aguiar, actriz portuguesa, nasceu em Lisboa no dia12 de Agosto de 1998.

Estreou-se em representação no ano de 2014, substituindo a sua irmã gémea Inês Aguiar, que estava doente, interpretando o papel da sua irmã, a Carlota Vaz na telenovela da SIC, “Mar Salgado”.

Mais tarde, em 2015, ganhou um papel no fim da mesma telenovela, como irmã perdida de Carlota, a Cláudia.

Em 2016, estreou-se na TVI, com uma participação especial na telenovela “A Única Mulher”, no papel de Filipa.

Em 2019, regressou à SIC integrando o elenco da telenovela “Nazaré” no papel de Érica Blanco.

Em 2020, foi escolhida para ser uma das protagonistas da novela da SIC, “Amor Amor”, cuja estreia iria ocorrer em 2021, interpretando Sandra Pereira.

Em 2021, estreou-se como apresentadora, na emissão de “Estamos em Casa” (SIC).

Em 2015/2017 teve três participações no cinema.

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

SYLVIE VARTAN - "La plus belle pour aller danser" - 1964

11 DE AGOSTO - LUCHO GATICA

EFEMÉRIDE Lucho Gatica, de seu verdadeiro nome Luis Enrique Gatica Silva, cantor de boleros e actor chileno, nasceu em Rancagua no dia 11 de Agosto de 1928. Morreu no México em 13 de Novembro de 2018.

Estudou no Instituto O’Higgins. Enveredou depois pela vida artística, mas viveu com dificuldades até publicar o seu primeiro disco, em 1949.

Em 1956, começou uma tournée que o levou para a Venezuela. Em 1957, decidiu mudar-se para o México, um país que se tornaria muito importante na sua vida. Aqui lançou “No me platiques”, “Tú me acostumbraste” e “Voy a apagar la luz”, três grandes êxitos (1959).

Nessa época, Lucho já era conhecido nos círculos artísticos dos EUA e a MGM organizou alguns shows com as personalidades mais célebres do momento no mundo artístico, incluindo Elvis Presley e Nat King Cole.

Em 1958, o primeiro LP de Gatica foi apresentado. Dois dos seus três discos lançados naquele ano foram compilações com as suas gravações mais conhecidas no formato 78 RPM. O terceiro teve o título de “Encadenados”.

Mais tarde, Gatica decidiu morar definitivamente no México e ali se casou, em Maio de 1960, com a actriz porto-riquenha María del Pilar Mercado, artisticamente conhecida como ‘Mapita Cortés’, que também morava naquele país. Desta união, que durou 18 anos, nasceram cinco filhos.

Após o divórcio, Gatica mudou-se para os Estados Unidos. O seu segundo casamento foi com uma modelo americana que conheceu no início da década de 1980 (o casamento durou seis anos) e com quem teve uma filha. Após a separação, em 1986, casou-se com Leslie, vinte anos mais jovem, com quem teve a sua filha mais nova.

Em 1991, Lucho Gatica começou a manifestar os primeiros problemas vocais, que se acentuariam nos anos seguintes e que afectariam a sua produção de discos.

Em 1995, foi homenageado em Miami, por diversos artistas como Monna Bell, Celia Cruz, Rafael Basurto (Los Panchos), Olga Guillot, Juan Gabriel e José José.

No ano seguinte, foi presidente do júri do XXXVII Festival Internacional da Canção de Viña del Mar, no Chile. Durante este evento, Juan Gabriel - que participou como artista convidado - prestou-lhe homenagem, tocando um medley com canções populares chilenas.

Lucho Gatica faleceu aos noventa anos de idade. Ao longo da sua carreira, publicou cerca de 20 discos e participou em 15 filmes. 

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

10 DE AGOSTO - BERNRDO SILVA

EFEMÉRIDE - Bernardo Mota Veiga de Carvalho e Silva, futebolista português que actua como meia ou ponta, nasceu em Lisboa no dia 10 de Agosto de 1994. Actualmente, joga pelo Manchester City FC.

Em 2002, chegou ao SL Benfica para as categorias de base do clube, onde ficou até 2013, ano que obteve destaque pela conquista do Campeonato Português de Juniores. No mesmo ano, em Agosto, subiu de categoria para defender o Benfica B e realizou a sua estreia diante do CD Trofense, que terminou empatado 0 a 0.

No dia 19 de Outubro de 2013, aos 19 anos, realizou a sua estreia pelo Benfica em partida a contar para a Taça de Portugal diante do CD de Cinfães, que terminou numa vitória por 1 a 0 para os encarnados.

Actuando pelo Benfica B, obteve bastante destaque na Segunda Liga (a segunda divisão do Campeonato Português), destaque esse que fez com que fosse eleito o melhor jogador da competição.

Não tendo tantas oportunidades na equipa principal do Benfica, em 2014 foi emprestado por uma temporada ao AS Mónaco FC. Realizou a sua estreia pela equipa numa partida do Campeonato Francês contra o FCG Bordeaux, entrando no lugar de Lucas Ocampos, no segundo tempo. Foi o autor do único golo, na vitória por 1 a 0 contra o O.  Marselha para Campeonato Francês.

No dia 20 de Janeiro de 2015, o Benfica anunciou a venda dos direitos económicos de Bernardo Silva ao Mónaco, por 15,75 milhões de euros, assinando um contrato válido até 30 de Junho de 2019.

Na temporada de 2016/2017, foi um dos elementos preponderantes do Mónaco, ao lado de Falcao García, Kylian Mbappé e Fabinho, na excelente campanha que a equipa realizou na Liga dos Campeões, eliminando equipas como Manchester City e o Borussia Dortmund, mas terminou em quarto lugar, após ser eliminado pela Juventus FC. Além disso, também foi fundamental na campanha que resultou na conquista do Campeonato Francês.

Após a sua actuação no Mónaco, passou e ser alvo de várias equipas na Europa, em 2017, foi anunciado como reforço do Manchester City numa transferência que rondou os 43 milhões de libras (47,9 milhões de euros). Bernardo Silva usa a camisola 20 do clube inglês.

Do seu palmarés em Inglaterra, já fazem parte: 4 Campeonato Ingleses (2017/18, 2018/19, 2020/21 e 2021/22; 4 Copa da Liga Inglesa (2017/18, 2018/19, 2019/20 e 2020/21); 2 Super-copas da Inglaterra (2018, e 2019), 1 Taça de Inglaterra (2018/19) e a Liga das Nações da UEFA 2018/19.

Jogou pelas Selecções de Portugal: Sub-19 - 12 vezes, Sub20 - 14 vezes e Selecção principal (desde 2015) - 70 vezes.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

9 DE AGOSTO - ALEXANDRE QUINTANILHA

EFEMÉRIDE - Alexandre Tiedtke Quintanilha, investigador na área da Física, professor catedrático jubilado do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e político português, nasceu em Lourenço Marques, actual Maputo, Moçambique, no dia 9 de Agosto de 1945.

Filho de pai português, o prof. doutor Aurélio Quintanilha, biólogo especialista em botânica, natural dos Açores, e de mãe alemã, Lucya Tiedtke, Alexandre Quintanilha completou os estudos secundários em Lourenço Marques, tendo prosseguido os estudos universitários na África do Sul.

Licenciado em Física Teórica em 1968 na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, e doutorado em Física do Estado Sólido em 1972, pela mesma universidade.

Trabalhou durante vários anos na Universidade da Califórnia, Berkeley, nos Estados Unidos, onde foi director do Centro de Estudos Ambientais, tendo desenvolvido investigação nessa área. Entre 1983 e 1990, foi director assistente no Laboratório Nacional Lawrence, secção de Energia e Ambiente, e - entre 1987 e 1990 - desempenhou o cargo de director do Centro de Estudo de Tecnologia da Biosfera.

Em 1991, foi nomeado director do Centro de Citologia Experimental e professor no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), da Universidade do Porto. É professor catedrático jubilado do ICBAS, director do Centro de Citologia Experimental e coordenador do Instituto de Biologia Molecular e Celular, também no Porto.

Publicou perto de 100 artigos em várias revistas científicas de nível mundial, foi editor e autor de seis volumes em áreas da Biologia e Ambiente, foi consultor redactorial da Enciclopédia de Física Aplicada e escreveu dezenas de artigos e relatórios em livros, revistas e jornais de divulgação, sendo ainda coordenador e autor de vários trabalhos nas áreas da Biologia, do Ambiente e da Física Aplicada.

Em 17 de Março de 1993, foi feito grande-oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico.

Em 2019, recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Évora.

Alexandre Quintanilha entrou na vida política após se ter jubilado como docente e investigador universitário, em 2015, como cabeça-de-lista do Partido Socialista pelo círculo eleitoral do Porto, nas Eleições legislativas de 2015.

Assumidamente homossexual, mantém, desde 1978, uma relação amorosa com Richard Zimler, romancista, jornalista e professor norte-americano, naturalizado português em 2002. O casal, residente no Porto desde 1990, foi um dos primeiros formados por figuras públicas a consorciar-se pela nova lei do casamento civil, que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo em Portugal.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

8 DE AGOSTO - RUI MOREIRA

EFEMÉRIDE - Rui de Carvalho de Araújo Moreira, empresário, dirigente associativo português e o actual presidente da Câmara Municipal do Porto, eleito em 2013 e reeleito em 2021, nasceu no Porto em 8 de Agosto de 1956.

Fez a instrução primária no Colégio Alemão do Porto (Deutsche Schule zu Porto) e no Colégio Brotero, e os estudos secundários no Liceu Normal D. Manuel II e no Liceu Nacional Garcia de Orta. Neste último fundou, no rescaldo do 25 de Abril, a União de Estudantes Democratas Independentes, que como referiu numa entrevista ao jornal “Público” se tratava de «um movimento contra a radicalização política que tinha tomado conta do liceu». No Reino Unido, para onde viajou em 1974, concluiu o BSc em Negócios e Estudos Comerciais, em 9 de Julho de 1978, um mês antes de completar 22 anos, pela Universidade de Greenwich, em Londres.

Empresário com interesses diversificados, começou pelos transportes marítimos e virou-se depois para o sector imobiliário, tendo os seus investimentos principalmente fora de Portugal.

Presidente da Associação Comercial do Porto, desde 2001 até 2013, sediada no Palácio da Bolsa, em pleno Centro Histórico do Porto; foi também membro do Senado da Universidade do Porto e do Conselho Consultivo da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica. Desde Abril de 2011 até à eleição como presidente da Câmara do Porto foi igualmente presidente do Conselho de Administração da Sociedade de Reabilitação Urbana do Porto (Porto Vivo, SRU).

Desportista, foi velejador internacional em vela, tendo vários títulos de campeão nacional em seniores e juniores em várias classes. Foi membro do Conselho Consultivo do FC Porto e comentador desportivo em programas de televisão como o “Trio d’Ataque”.

Actualmente, além da actualidade desportiva, assina colunas de opinião sobre política em diversos jornais. Começou no “Diário de Notícias” e hoje tem espaço de opinião no “Jornal de Notícias” e no jornal desportivo “A Bola”, onde assina a Coluna do Senador. É habitualmente convidado para conferências e debates, nomeadamente sobre a Região Norte e o Grande Porto, tendo colaborado activamente nos encontros “Porto Cidade Região”.

Rui Moreira foi um crítico acérrimo da opção pela construção de um novo aeroporto na Ota, tendo - em 22 de Novembro de 2007 - apresentado, em nome da Associação Comercial do Porto, o estudo “Avaliação Económica do Mérito Relativo da Opção ‘Portela + 1’.

Foi membro da Comissão de Honra da candidatura de Mário Soares à Presidência da República.

Candidatou-se como independente (com apoio do CDS-PP) à Presidência da Câmara Municipal do Porto nas eleições autárquicas de 2013, de onde saiu vencedor com 39% dos votos. Tomou posse em 22 de Outubro de 2013.

Foi recandidato, novamente como independente (novamente com apoio do CDS-PP), à Presidência da Câmara Municipal do Porto nas eleições de Outubro de 2017, que venceu. Nessa candidatura prescindiu do apoio do PS. Esta cisão surgiu após declarações da número 2 do PS, Ana Catarina Mendes, que reclamava para o partido louros de uma eventual vitória de Rui Moreira nas eleições autárquicas de Outubro.

Foi distinguido com a Cruz de Quarta Classe da Ordem da Cruz da Terra Mariana da Estónia (29 de Março de 2006) e com Grã-Cruz da Ordem do Mérito Civil de Espanha (28 de Novembro de 2016).

Casou a primeira vez com Maria João Santos Silva Gonçalves e a segunda vez com Maria Cristina Pinheiro Ferreira, tendo um filho de cada casamento.

domingo, 7 de agosto de 2022

7 DE AGOSTO - ELSA RAPOSO

EFEMÉRIDE - Elsa Raposo, ex-modelo, apresentadora de televisão e actriz portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 7 de Agosto de 1964.

Nascida em Lisboa, foi para a Angola colonial quando ainda era bebé.

Ali permaneceu até aos quatro anos de idade, tendo em seguida ido para Macau.

Em 1988, venceu o concurso “A Mulher Casada mais Bonita de Portugal”. Em 1989, ficou em segundo lugar no concurso “Miss Europa”. Ocupou o 7º lugar das «mulheres mais sexy de Portugal» em 2003, numa sondagem da revista “TV 7 Dias”.

Participou em diversos programas televisivos, o último dos quais foi a “Quinta das Celebridades”.

Entre os seus trabalhos na televisão, salientam-se: “Maré Alta”, SIC 2004; apresentação da Volta a Portugal em Bicicleta, RTP; apresentação de “Sexappeal”, SIC; “A Minha Sogra é uma Bruxa”, RTP 2002; “Um Estranho em Casa”, RTP 2001; e “A Hora da Morte”, 2001.

sábado, 6 de agosto de 2022

6 DE AGOSTO - ANA MALHOA

EFEMÉRIDE - Ana Sofia Lopes Malhoa, cantora, compositora, apresentadora, produtora e empresária portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 6 de Agosto de 1979. Filha do cantor popular José Malhoa e de Angelkuna Lopes, iniciou a sua carreira musical em 1985, ao lado do pai.

Tem quatro meios-irmãos de mães diferentes e dois meios-irmãos de pai diferente. Foi criada pela sua madrasta Rosa, falecida em 2012, aos 73 anos de idade.

Estudou até ao 12º ano. A mãe biológica de Ana, Angelina Lopes, engravidou de José Malhoa quando este já estava casado com Rosa Malhoa. Três meses depois de dar à luz Ana Malhoa, Angelina Lopes morreu. Aos 12 anos, Ana encontrou um álbum de fotos de Angelina e descobriu que não era filha biológica de Rosa.

Ana casou-se com Jorge Moreira em 1998, de quem tem uma filha, também artista, chamada Índia Malhoa, nascida em 1999.

Em 2009, posou nua para a revista “Playboy Portugal”, trabalho pelo qual recebeu um cachet de 50 mil euros, o mais alto da publicação. Em Setembro de 2016, Ana e Jorge anunciaram a sua separação e, consequência, a demissão de Jorge do cargo de gestor da carreira de Ana.

Desde os 4 anos de idade que manifestava o desejo de ser cantora. Em 1985, com apenas 5 anos, Ana Malhoa subiu pela primeira vez aos palcos com o seu pai, o cantor popular José Malhoa, durante a digressão do disco “Obrigado Amor, Obrigado”. Em 1986, lançaram um primeiro EP juntos, “Pai Amigo”, que recebeu o disco de ouro e vendeu mais de 33 mil cópias.

No ano seguinte, lançaram o single “Vem Dançar”. Em 1988, Ana foi contratada pela RTP para apresentar “O Grande Pagode”, um programa de televisão dedicado aos mais novos, que obteve êxito na época.

Com “Nossa Lambada” (1989), um novo EP lançado com o pai, Ana atingiu a maior vendagem da carreira até então, com 40 mil cópias comercializadas, resultando no terceiro disco de ouro da sua carreira. No mesmo ano, apresentou o “Natal dos Hospitais”, ao lado de Ana Zanatti e Fialho Gouveia, onde também cantou o single “A Nossa Lambada”, ao lado do pai.

Em 1992, edita o seu primeiro EP a solo, “I’m Happy”, e recebe mais um disco de ouro. No mesmo ano, editou “Dois Corações” com o pai, que resultou noutro disco de ouro e mais 27 mil cópias vendidas.

Em 1994, foi contratada pela SIC para apresentar o programa infantil “Buéréré” (1994/1098), que se tornou no programa mais visto da história da televisão portuguesa em termos de share, que apresentava uma média de 92%. Em 1994, também editou “O Amor Nunca Pode Acabar” com o pai, que resulta em mais um disco de ouro. Nesta época, ainda adolescente, consagra-se como fenómeno pop, sendo desde então uma das figuras públicas mais proeminentes da cultura popular portuguesa, com uma vida pessoal muito divulgada. Ainda na SIC, apresenta o “Super Buéréré” (1996/1999) aos fins-de-semana e, anualmente, os Globos de Ouro (1995/1999). No mesmo período, edita quatro discos de banda sonora do “Buéréré”, que juntos venderam mais de 240 mil cópias em território nacional.

Em 1998, anuncia o seu casamento com o empresário Jorge Moreira. Em 1999, afasta-se da televisão para dar à luz a sua primeira filha, Índia Malhoa Moreira. No mesmo ano, por sua influência e popularidade nos países lusófonos, é eleita embaixadora da UNICEF, com a missão de chamar a atenção dos jovens portugueses para ajudar a melhorar a saúde, a educação, igualdade e protecção de todas as crianças nas ex-colónias portuguesas.

Em 2000, lança o seu primeiro álbum de estúdio a solo, com dois singles de sucesso nas rádios portuguesas e recebe o galardão de ouro. Com “Por Amor” (2001), “Eu” (2003) e “Eu Sou Latina” (2004), mantém o sucesso na carreira musical e recebe mais três galardões de ouro. Em 2002, foi a apresentadora do “Domingo Fantástico” (TVI), um programa de entretenimento, em directo, nas tardes de domingo.

Em 2005, lançou “Bué da Fixe: Só para Amiguinhos”, um novo álbum voltado ao público infantil. No mesmo ano, lança o Mi tapeHot Reggaeton”, desta vez sob o alter-ego de “Lili’ Queen”. Recorda as suas canções de sucesso com “Êxitos” (2006), que também comemora as mais de 50 mil cópias vendidas dos seus quatro álbuns de estúdio lançados até então. No mesmo ano, lança a canção “Trilha Trilha Weapons”, que foi hino da campanha de desarmamento voluntário em Portugal e que teve como objectivo arrecadar fundos para a UNICEF.

Com “Nada Me Pára” (2007), retornou às paradas de sucesso. O álbum foi promovido com o single do mesmo nome. Seguiu-se “Exótica”, em 2008. Em 2009, lança “Sexy”, o seu primeiro disco a solo a receber o galardão de platina e a atingir o topo da lista de álbuns mais vendidos da Associação Fonográfica Portuguesa.

Simultaneamente, é capa de uma das edições da revista “Playboy Portugal”. Essa foi uma das edições mais vendidas da trajectória da revista e Ana recebeu o cachet de 50 mil euros pelo trabalho, o mais alto da publicação. Promove o mesmo na sua digressão Pop City Music Live Tour e, após este período, muda-se por alguns meses para os Estados Unidos.

Em Abril de 2011, de regresso a Portugal, lança Caliente”. O disco é reeditado em Outubro do mesmo ano. O álbum atinge a primeira posição na lista de álbuns mais vendidos pela Associação Fonográfica Portuguesa e Ana recebe mais um galardão de platina. Foi considerado o álbum nacional de maior sucesso do Verão de 2011, com quatro temas entre os mais executados nas rádios portuguesas.

O disco “Azucar” (2013) foi projectado para apresentar oficialmente Ana Malhoa ao mercado hispânico. O disco entrou directamente para o topo da lista dos álbuns mais vendidos em Portugal e recebeu o galardão de dupla platina. A divulgação do álbum, através da Azucar Tour, iniciou-se em 1 de Junho de 2012, sendo a digressão mais extensa de Ana Malhoa até hoje, com mais de 150 concertos em 20 países. O single “Sube La Temperatura” liderou a lista das canções mais executadas nas rádios portuguesas durante 17 semanas, sendo considerado a canção de maior sucesso da carreira de Ana Malhoa a solo e a canção mais executada em Portugal em 2013, chegando ao European Hot 100. O sucesso da canção em Portugal foi impulsionado por integrar a banda sonora da ficção televisiva “Destinos Cruzados”, da TVI. Ana também actuou em dois episódios da telenovela.

Em 2014, lançou “Turbinada”, que liderou a lista das canções mais executadas nas rádios portuguesas durante doze semanas, sendo a canção mais executada em Portugal em 2014. “Encaixa Baby Encaixa” (2015) foi a canção mais executada em Portugal em 2015, mantendo a liderança por oito semanas consecutivas. Durante três anos consecutivos (2013, 2014 e 2015), Ana Malhoa foi a intérprete da «canção mais executada do ano» em Portugal. O polémico vídeo de “Encaixa Baby Encaixa” atingiu a marca de um milhão de visualizações em duas semanas. Tanto “Tá Turbinada” como “Encaixa Baby Encaixa” foram incluídas no álbum “Superlatina”, que recebeu o disco de ouro pela Associação Fonográfica Portuguesa.

Em 2016, lançou o álbum “Futura”. No final do ano seguinte lançou o single “Ampulheta” e, em Abril de 2018, lançou “Viúva Negra”. Ambas as canções apresentam uma sonoridade nova na carreira de Ana, mais inspirada no trap. Em Dezembro de 2018, lançou o single “Ele Mexe”, que apresenta uma sonoridade dancehall. Foram também lançados videoclipes para os três singles. Em Maio de 2019, Ana Malhoa voltou a surpreender os seus fãs com o lançamento de um EP que contou com seis novos temas. Os temas “Sobe Desce” e “Ana” contam com videoclipes inspirados no girl power e na igualdade.

É a artista pop feminina mais requisitada para actuações em Portugal, com mais de 635 mil cópias vendidas ao longo de 30 anos de carreira. É também uma das recordistas de vendas de discos em Portugal.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

5 DE AGOSTO - JOSÉ DOMINGUES DOS SANTOS

EFEMÉRIDE - José Domingues dos Santos, político, jurista, professor e jornalista português, nasceu na casa da Tulha, em Antela, freguesia de Lavra, concelho de Matosinhos, no dia 5 de Agosto de 1885. Morreu no Porto em 16 de Agosto de 1958.

Entre outras, exerceu as funções de presidente do Ministério de um dos governos da Primeira República Portuguesa. Pertenceu, pelo menos desde 1922, à Maçonaria.

José Domingues dos Santos era filho de uma família de lavradores modestos.

Durante o ensino primário, que fez na sua localidade natal, revelou-se um aluno brilhante e esforçado. Como a modéstia social da família não lhe permitia aspirar a estudos liceais, como era norma na época, ingressou no Seminário Maior do Porto, onde concluiu o Curso Teológico. Não tendo vocação para o sacerdócio, não se ordenou padre, ingressando então no curso de Direito da Universidade de Coimbra.

Com 24 anos de idade e ainda aluno de Direito em Coimbra, casou em 7 de Outubro de 1911 com Evangelina da Silva Ramalho, também oriunda de Lavra. Terminado o curso, abriu um consultório de advogado no Porto, cidade onde se fixou, passando a acumular o trabalho como advogado com o de professor no Instituto Industrial e Comercial do Porto e, após o desdobramento deste, ocorrido em 1918, no resultante Instituto Superior de Comércio do Porto.

Republicano liberal e democrata, envolvido nas questões laborais da época, iniciou-se na vida política filiando-se no Partido Democrático, pelo qual foi sucessivamente eleito deputado pelo círculo eleitoral do Porto durante três legislaturas, entre 1918 e 1926. Ingressou então na direcção do partido, ocupando lugar de relevo entre os seus dirigentes nacionais. Seguindo o lema «Todas as ditaduras, tanto de esquerda como de direita, são odiosas», fundou no Porto o jornal “A Tribuna”.

Notabilizou-se em Janeiro de 1919, durante os acontecimentos da Monarquia do Norte, tendo sido mandado prender por Paiva Couceiro. Foi libertado em 13 de Fevereiro, pela vitória do contragolpe comandado no Porto pelo então «capitão sem medo» João Maria Sarmento Pimentel, tendo nesse dia liderado a ocupação do edifício do Governo Civil do Porto, sendo logo confirmado pelo governo no cargo de governador civil do Distrito do Porto.

Poucos meses depois, foi chamado a integrar o governo presidido por Alfredo de Sá Cardoso, tomando posse - a 28 de Julho de 1919 - do cargo de ministro do Trabalho e Previdência Social. Era um governo dominado pela «ala moderada e conciliadora» do Partido Democrático, na qual José Domingues dos Santos se incluía.

Como ministro do Trabalho, teve de enfrentar um clima de grande conflitualidade laboral, a que se associava uma forte actividade anarco-sindicalista, comprometendo-se na altura a respeitar as «justas reivindicações das classes trabalhadoras» desde que «dentro da lei e da ordem». Neste âmbito, enfrentou de imediato um dos maiores desafios do seu mandato: o controlo da greve do pessoal dos caminhos-de-ferro, que se tinha iniciado a 3 de Junho anterior e se prolongava indefinidamente. Esta greve era acompanhada de grande perturbação social e incidentes cada vez mais violentos, que culminaram em 15 de Agosto, quando explodiram algumas bombas na estação do Rossio e ocorreram cenas de tiros no Entroncamento, ao mesmo tempo que continuavam os descarrilamentos de comboios. A situação era tão grave, que o governo resolveu então colocar, compulsivamente, grevistas nos primeiros vagões das composições, para que fossem vítimas de possíveis atentados. A greve apenas terminou em 1 de Setembro, depois de uma dura intervenção governamental.

Vítima da instabilidade crónica e da violência que se tinha abatido sobre a sociedade portuguesa, o governo de Alfredo de Sá Cardoso demite-se a 15 de Janeiro de 1920, naquele que ficou como um dos incidentes mais bizarros da conturbada história da Primeira República Portuguesa, bem demonstrativos da crónica instabilidade da época, quando Francisco Fernandes Costa tendo nesse dia sido indigitado para o cargo d presidente do Ministério, foi logo obrigado a demitir-se, naquele que ficou conhecido como o Governo dos Cinco Minutos. O governo de Sá Cardoso teve de se manter interinamente até 21 de Janeiro, data em que foi substituído por um gabinete ministerial presidido por Domingos Pereira.

José Domingues dos Santos regressou à actividade governativa em 26 de Junho de 1920, quando integrou o elenco ministerial de António Maria da Silva, agora com a pasta de ministro do Comércio e Comunicações, fazendo jus à sua especialidade como professor do Instituto Superior de Comércio do Porto. O desempenho foi efémero, já que o governo caiu em 19 de Julho, decorrido menos de um mês após a sua posse.

O seu regresso ao governo ocorreu a 29 de Novembro daquele mesmo ano, quando voltou a ocupar ao cargo de ministro do Trabalho e Previdência Social, agora no executivo chefiado por Liberato Pinto. Apesar de o governo ter caído em 2 de Março de 1921, manteve-se no cargo, desta feita a convite de Bernardino Machado, o novo presidente do Ministério. Foi também uma experiência efémera, já que o governo caiu cerca de três meses depois, a 23 de Maio de 1921.

Sendo um dos eternos «ministeriáveis da República», José Domingues dos Santos regressou, mais uma vez, ao executivo, desta feita como ministro da Justiça do governo presidido por Álvaro de Castro, tomando posse em 22 de Dezembro de 1923. Este governo foi também de pouca dura, já que logo a 7 de Julho de 1924 foi substituído por mais um governo de iniciativa militar, agora chefiado pelo comandante Alfredo Rodrigues Gaspar.

Com o agudizar das tensões sociais que levavam inexoravelmente a Primeira República Portuguesa em direcção ao colapso, as soluções governativas eram cada vez menos consensuais e os riscos de sublevação cresciam. Foi nesse contexto que a Junta Consultiva e o Directório do Partido Democrático, numa cedência aos radicais do partido, propuseram ao então presidente da República Manuel Teixeira Gomes que encarregasse o dr. José Domingues dos Santos de formar governo. O governo por ele presidido tomou posse em 22 de Novembro de 1924, num ambiente em que era já clara a organização da direita em torno da chamada União dos Interesses Económicos, a que se associava a Associação Central da Agricultura Portuguesa, ao mesmo tempo que o radicalismo da esquerda crescia visivelmente.

O governo presidido por José Domingues dos Santos, no qual ele acumulava a pasta de ministro do Interior, seguiu o padrão de instabilidade e facciosismo em que tinham caído os executivos da República e sucumbiu, menos de três meses após tomar posse, minado pelas cisões dentro do Partido Democrático, quando a 11 de Fevereiro de 1925 foi apresentada uma moção de desconfiança que foi aprovada no Congresso da República por 65 votos contra 45 a favor. Ainda assim, conseguiu alguma produção legislativa e alguns arremedos de reformismo, tendo publicado 85 diplomas ministeriais no seu curto mandato.

Num discurso bem demonstrativo da crescente radicalização do Partido Democrático e do crescente esquerdismo, José Domingues dos Santos afirmava aquando da queda do seu governo: «Os senhores deputados querem um governo que esteja do lado dos exploradores contra os explorados. Vossas Excelências querem um governo que espingardeie o povo!».

A partir da queda do seu governo, José Domingues dos Santos passou a liderar a facção esquerdista do Partido Democrático, os chamados “canhotos”, que entrou em ruptura com a facção moderada dos “bonzos”, liderada por António Maria da Silva. Esta ruptura alargou-se a ponto de o partido se cindir, com o abandono dos “canhotos” que, liderados por José Domingues dos Santos, em Agosto fundaram o Partido Republicano da Esquerda Democrática, e colocavam entre os seus objectivos o fim dos monopólios e o parcelamento dos latifúndios. O novo partido tomou “A Tribuna” como o seu principal órgão de comunicação social.

A luta partidária que se esboçava foi cortada cerce com o movimento de 28 de Maio de 1926, que pôs termo à Primeira República Portuguesa e em pouco tempo eliminou as liberdades democráticas e proibiu os partidos políticos. Inconformado com esta situação, dentro da tradição política anterior de permanente golpismo, José Domingues dos Santos toma parte activa na revolta de 3 de Fevereiro de 1927, uma tentativa falhada de derrube da Ditadura Militar que, entretanto, se instalara. Ainda em 1926, aparecem citações da sua autoria no semanário “A Choldra”.

Tendo o golpe terminado num banho de sangue, os revoltosos de 1927, entre os quais José Domingues dos Santos vêem-se obrigados a fugir para o exílio, refugiando-se em França.

Instalado em Paris, não desistiu da sua luta contra a ditadura. Fez parte da Liga de Defesa da República, mais conhecida por “Liga de Paris”, que congregou democratas portugueses ali exilados, entre os quais Afonso Costa, Bernardino Machado, Jaime Cortesão, António Sérgio e Álvaro de Castro. Foi considerado como um dos membros do “grupo dos Budas” da oposição no exílio.

Manteve-se activo na oposição ao Estado Novo até ao início da década de 1950. Aquando do fim da Segunda Guerra Mundial, a União Patriótica e Democrática, a que presidia, desenvolveu infrutiferamente intensa actividade junto dos governos dos Aliados com vista ao derrube do governo de Oliveira Salazar.

José Domingues dos Santos passou a escrever para vários jornais e revistas francesas e tornou-se comentador de política internacional da Radiodifusão Francesa. Assinava crónicas, algumas publicadas na imprensa portuguesa, com o pseudónimo “José d’Além”. Autorizado a regressar a Portugal em 1954, faleceu no Porto em 1958.

José Domingues dos Santos foi adoptado como patrono da principal escola de Lavra e é recordado na toponímia de uma rua de Cabanelas. Em 1980, os Correios de Portugal (CTT) dedicaram-lhe um selo postal na emissão “Grandes Vultos do Pensamento Republicano”.

Nunca aceitou condecorações por ser Maçon.

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

4 DE AGOSTO - JOSÉ LUIS RODRÍGUEZ ZAPATERO

EFEMÉRIDE - José Luis Rodríguez Zapatero, político espanhol, nasceu em Valladolid no dia 4 de Agosto de 1960. Foi o quinto presidente do governo da Espanha, de 2004 até 2011 (cargo equivalente ao de primeiro-ministro noutros países), desde a restauração democrática em 1978.

Zapatero chegou ao poder após a sua vitória nas eleições gerais da Espanha, em 14 de Março de 2004. Ele foi oficialmente reconhecido pelo rei Juan Carlos I em 17 de Agosto.

Foi secretário geral do Partido dos Trabalhadores Socialistas Espanhol (PSOE) de 2000 até 2011. Algumas das principais medidas do seu governo foram: a retirada das tropas espanholas do Iraque, o envio de tropas para o Afeganistão e a articulação pela formação da “Aliança de Civilizações”, a legalização do casamento homossexual e uma nova regulamentação para os imigrantes, o início do «processo de paz com a ETA», a “lei antitabaco” e a reforma de “Estatutos de Autonomia”, como o da Catalunha.

A família de Zapatero é natural de Leão. O pai é advogado e a mãe faleceu em Outubro de 2000. O avô paterno, capitão republicano, foi executado pelos nacionalistas, em 1936 durante a Guerra Civil Espanhola, por se negar a participar do subjugo de Leão.

Rodríguez Zapatero cresceu em Leão. Estudou o primário no Colégio Discípulas de Jesús de León (1966/1970); e. Fundamental e o Ensino Médio no colégio privado Leonés (1970/1977).

Filiou-se ao PSOE pouco depois de completar a maioridade, em 1979. Estudou Direito na Universidade de Leão, obtendo o seu diploma em 1982. Depois de se diplomar, Zapatero foi contratado como professor adjunto de Direito Constitucional na mesma universidade (1982/1986).

Em 1986, obteve uma vaga no Congresso pela província de Leão, tornando-se o deputado mais jovem da câmara, permanecendo até recentemente como representante eleito.

As sucessivas prorrogações do serviço militar obrigatório, em razões dos seus estudos, acabariam por livrar Zapatero deste, já que se tornou deputado.

Em 1989, Zapatero foi designado secretario geral da Federação Socialista Leonesa (FSL), em Leão, depois de uma complexa luta interna que resultou num longo período de disputas internas, especialmente com os “guerristas” da comarca de Lanciana, que resultou no que se chamou de pacto de “la mantecada”, assinado no Hotel Gaudí na cidade leonesa de Astorga. Foi um golpe de mestre que levou Zapatero a comandar a secretaria provincial leonesa, graças ao apoio da corrente encabeçada por Daniel García e os representantes locais de Ponferrada, Conrado Alonso Buitrón, e de Villablino, Pedro Fernández.

Em 2 de Abril de 2011, Zapatero decidiu que não iria concorrer ao terceiro mandato, tendo sido designado como seu sucessor à frente do PSOE, o seu vice-presidente e colega de partido Alfredo Pérez Rubalcaba, que perderia as eleições gerais de 2011 para o Partido Popular liderado por Mariano Rajoy.

Em 27 de Janeiro de 1990, Zapatero casou com Sonsoles Espinosa Díaz, filha de um militar. Sonsoles estudou Direito, é cantora de música clássica e professora de música. O casal tem duas filhas. A sua família preza muito a sua intimidade e evita aparecer nos meios de comunicação social.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

3 DE AGOSTO - AURIOL DONGMO

EFEMÉRIDE - Auriol Dongmo Mekemnang, atleta do Sporting CP originária da república dos Camarões e naturalizada portuguesa, nasceu em Ngaoundéré no dia 3 de Agosto de 1990.  Compete em provas de lançamento do peso e lançamento do disco. Em Março de 2022, sagrou-se Campeã do Mundo do lançamento do peso em pista coberta.

Representou os Camarões nos Jogos Olímpicos de 2016 e no Campeonato Mundial de Atletismo de 2015. Tem duas medalhas de ouro conquistadas nos Jogos Africanos e no Campeonato Africano de Atletismo.

Tem um máximo de 20,43 m no peso, tanto no interior como ao ar livre, marca obtida nos Mundiais Indoor de Atletismo de Belgrado em 2022, que é o recorde português. No disco, o seu recorde é 47,00 m.

Representou os Camarões até 2017 e, com a sua naturalização como cidadã portuguesa, passou a representar Portugal a partir de 2020.

No Campeonato Europeu de Atletismo em Pista Coberta de 2021 realizado em Toruń, na Polónia, obteve a medalha de ouro com a marca de 19,34 m.

Em 2022, bateu o recorde nacional, nos Campeonatos de Portugal que decorreram em Fevereiro desse ano, ao obter a marca dos 19,90 metros no lançamento do peso. No mesmo ano, sagrou-se Campeã Mundial do lançamento do peso, ao atingir a marca de 20.43 metros, nos Mundiais de Atletismo de Pista Coberta que decorreram em Belgrado.

Em 2 de Maio de 2022, foi agraciada com o grau de comendador da Ordem do Mérito.

Dongmo é católica praticante e devota de NS de Fátima.

terça-feira, 2 de agosto de 2022

2 DE AGOSTO - VALERI BYKOVSKI

EFEMÉRIDE - Valeri Fiodorovich Bykovski, cosmonauta soviético veterano de três missões espaciais nas naves Vostok V, Soyuz 22 e Soyuz 31, nasceu em Pavlovsky Posad no dia 2 de Agosto de 1934. Morreu em Moscovo, em 27 de Março de 2019.

Serviu na Força Aérea Soviética entre 1955 e 1960. Fazendo parte do corpo de cosmonautas da Roscosmos desde 1960, Bykovski marcou um recorde de permanência no espaço quando passou cinco dias em órbita a bordo da Vostok V em Junho de 1963, durante o seu primeiro voo espacial; este recorde já foi largamente ultrapassado no decorrer do tempo, porém ele ainda mantém o recorde do maior tempo no espaço num voo individual. Esta foi a primeira missão soviética que colocou duas espaçonaves ao mesmo tempo em órbita. Na outra espaçonave, a Vostok VI, estava a cosmonauta Valentina Tereshkova, a primeira mulher a ir ao espaço.

Em 1967, ele deveria voltar ao espaço no comando da Soyuz 2, em companhia de mais dois cosmonautas, mas a sua missão foi abortada devido à morte de Vladimir Komarov no fim da missão Soyuz 1, que paralisou por um ano e meio o programa espacial soviético. Bykovski teve a sua vida salva por uma forte chuva em Baikonur, que impediu a descolagem da nave no dia estipulado.

Ele e os cosmonautas Yevgeny Khrunov e Aleksei Yeliseyev estavam designados para partir no dia seguinte ao do lançamento de Komarov na Soyuz 1, quando tentariam fazer a primeira caminhada espacial com troca de tripulações no espaço. Khrunov e Yeliseyev deveriam passar para a Soyuz 1 de Komarov após o encontro das duas naves em órbita, enquanto Bykovski desceria sozinho na Soyuz 2.

Em órbita, a nave de Komarov começou a apresentar sérios problemas de estabilidade, electricidade e falha na abertura dos painéis solares. Com o adiamento da partida da Soyuz 2, o comandante decidiu regressar. Durante a reentrada na atmosfera, o paraquedas da Soyuz 1 não abriu e Komarov morreu no choque com o solo.

Depois do acidente, o sistema de paraquedas da Soyuz 2 foi verificado e encontrado o mesmo problema. Se a chuva não tivesse impedido o lançamento, os mortos teriam sido quatro ao invés de um. Bykovski só retornou ao espaço em 1976, na Soyuz 22.

Muitos de seus anos no programa espacial estiveram voltados à promoção e organização do programa Intercosmos nas nações socialistas. Foi durante a vigência deste programa que ele fez o seu terceiro voo, comandando a Soyuz 31, em Setembro de 1978, levando ao espaço consigo o primeiro cosmonauta alemão, Sigmund Jahn, da então Alemanha Oriental.

Ele aposentou-se em 1988 e passou os três anos seguintes como director da Casa da Cultura e Ciência Soviética em Berlim. Recebeu a condecoração de Herói da União Soviética, a Ordem de Lenin e a Ordem da Estrela Vermelha, além de uma série de outras honrarias.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

1 DE AGOSTO - YURI ROMANENKO

Condecorado duas vezes como Herói da União Soviética, a maior distinção da antiga URSS, Romanenko participou em cinco missões espaciais a bordo das naves Soyuz 26, 27, 38, TM-2 e TM-3, entre 1977 e 1987, acumulando dezoito horas de actividades extra-veiculares no espaço.

Em 1987, integrou a tripulação da estação espacial MIR, passando 326 dias a bordo, o que lhe valeu o recorde mundial de permanência no espaço, naquela época.

Durante as suas temporadas na Mir, Romanenko compôs 25 músicas, gravando algumas delas quando retornou à Terra.

O seu filho, Roman Romanenko, também é um cosmonauta e já foi ao espaço em Maio de 2009 na missão Soyuz TMA-15.

domingo, 31 de julho de 2022

31 DE JULHO - SANDRA BARATA BELO

EFEMÉRIDE - Sandra Barata Belo, actriz portuguesa de teatro, cinema e televisão, que interpretou o papel de Amália Rodrigues no último filme sobre a fadista, “Amália”, nasceu em Lisboa no dia 31 de Julho de 1978.

Estudou na escola Chapitô, em Lisboa, tendo ainda formação acrescida em vários outros cursos, bem como, trabalhou com as companhias teatrais Útero, O Bando e no próprio Chapitô.

No cinema, interpretou o papel da fadista Amália Rodrigues, em “Amália”, do realizador Carlos Coelho da Silva, produzido por Manuel S. Fonseca. Tornou-se mais conhecida do público após a sua interpretação neste filme.

Foi esta película que a lançou nas luzes da ribalta, para a televisão e para outros filmes em cinema.

Em 2011, Sandra voltou aos ecrãs na SIC, na nova produção intitulada “Rosa Fogo”, da autoria de Patrícia Muller.

Na telenovela “Sol de Inverno”, estreada em 16 de Setembro de 2013, interpretou o papel de Rita Taborda.

Em 26 de Outubro de 2017, teve um filho natural. Entretanto, em Dezembro de 2020, nasceu o seu segundo filho.

Ao longo da sua carreira, já fez três filmes (200872011), 15 trabalhos para televisão (2005/2022) e seis peças de teatro (1998/2013).

Conquistou um Globo de Ouro - prémio de Melhor Actriz de Cinema com o filme “Amália” e o Troféu TV 7 Dias, como Melhor Protagonista da novela “Perfeito Coração”.  

sábado, 30 de julho de 2022

30 DE JULHO - ANDRÉ GOMES

EFEMÉRIDE - André Filipe Tavares Gomes, futebolista português que actua como meio-campista, nasceu em Grijó no dia 30 de Julho de 1993. Actualmente, joga pelo Everton FC.

Jogou durante a adolescência no FC Porto, até ser dispensado. Mudou para o ADR da Pasteleira e, depois, para o Boavista FC, quando revitalizou a sua carreira. Logo foi contratado pelo SL Benfica.

Estreou na equipa principal do Benfica no dia 18 de Outubro de 2012 contra o SC Freamunde, pela Taça de Portugal, marcando inclusive um golo.

Em Julho de 2014, foi emprestado por um ano ao Valencia CFD. No ano seguinte. assinou em definitivo por cinco temporadas.

Após dois anos no Valencia, sendo uma das prioridades de contratação do treinador Luis Enrique, foi contratado pelo FC Barcelona em Julho de 2016 e assinou por cinco épocas. Apesar da sua polivalência, não conseguiu a titularidade e em algumas partidas chegou a ser vaiado. Numa entrevista em Março de 2018, admitiu que o seu rendimento em campo estava abaixo das expectativas e, por conta da pressão que vivia, mais de uma vez não quis sair do clube por vergonha.

No dia 9 de Agosto de 2018, foi cedido pelo Barcelona por empréstimo ao Everton FC por uma temporada. No dia 25 de Junho de 2019, o Everton o contratou-o em definitivo por 25 milhões de euros, firmando um compromisso de cinco anos.

No dia 3 de Novembro de 2019, sofreu uma grave lesão no tornozelo, com fractura exposta, durante a partida contra o Tottenham HFC, em jogo válido pelo Campeonato Inglês.

Estreou-se pela Selecção Portuguesa principal no dia 7 de Setembro de 2014, contra a Albânia, em partida de qualificações para o Europeu 2016. Posteriormente, foi convocado para este Europeu, realizada na França. Em consequência, no dia 10 de Julho de 2016, foi feito comendador da Ordem do Mérito por ocasião da conquista do título.

Do seu palmarés fazer parte: o Campeonato de Portugal, a Taça de Portugal e a Taça da Liga 2013/2014, pelo Benfica; o Campeonato de Espanha e a Copa do Rei 2017/2018, e Super Copa de Espanha de 2016, pelo Barcelona; e o título Europeu em 2016, por Portugal.

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