segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

12 DE JANEIRO - KIRSTIE ALLEY

EFEMÉRIDEKirstie Louise Alley, actriz, cenarista e produtora norte-americana, nasceu em Wichita (Kansas) no dia 12 de Janeiro de 1951. Foi nomeada 6 vezes para os Globos de Ouro, tendo recebido um, e 8 vezes para os Emmy Awards, conquistando dois.
Perdeu a mãe num acidente de carro, no qual o pai também ficou seriamente afectado. Em 1974, ingressou na Universidade do Kansas. Decidiu depois enveredar pela Arte Dramática. Passou 5 anos a estudar todos os aspectos da arte de representar, antes de se fixar em Hollywood.
Começou por actuar durante três temporadas na televisão (NBC), na série de comédia “Cheers”. A sua estreia no cinema deu-se numa das películas da saga “Star Trek”, interpretando a oficial Saavik. O papel que lhe deu maior fama, no entanto, foi a interpretação da neurótica Rebecca, na aludida série televisiva.
Contracenou com actores de nomeada como John Travolta e trabalhou com realizadores como Woody Allen, entre outros. Jogando com as suas qualidades e os seus defeitos, aceitou diversos papéis que não a valorizavam sobremaneira, pois considerava-se menos bela e mais gorda que outras intervenientes nos mesmos filmes. Aliás, a propósito, ela viria a parodiar-se e a parodiar Hollywood, no filme “Fat Actress”. O facto de ser julgada por vezes vulgar e excessiva, não a impediu porém de ter uma enorme popularidade nos EUA.
Entrou até agora em cerca de 30 longas-metragens (duas como produtora) e em mais de 30 filmes ou séries de televisão. É membro da igreja de Cientologia

domingo, 11 de janeiro de 2015

11 DE JANEIRO - BEULAH BONDI

EFEMÉRIDEBeulah Bondi, actriz norte-americana, morreu em Los Angeles, Califórnia, no dia 11 de Janeiro de 1981. Nascera em Valparaiso, Indiana, em 3 de Maio de 1888.
Começou a representar no teatro aos oito anos de idade, fazendo depois uma longa carreira (1925/1953), sobretudo nos palcos da Broadway. Entretanto, a partir de 1931, começou a actuar também no cinema, estreando-se com “Street Scene”, adaptação de uma peça que ela acabara de interpretar na Broadway, e um filme de John Ford (“Arrowsmith”). Interpretou depois alguns papéis secundários em vários filmes dos anos 1930, tendo sido nomeada por duas vezes para o Oscar de Melhor Actriz Secundária (1937 e 1939).
Contracenou com James Stewart em quatro filmes dos anos 1940, fazendo o papel de sua mãe. Actuou no cinema ate 1963. Trabalhou na televisão entre 1952 e 1977, conquistando um Emmy de Melhor Actriz no último ano da sua carreira.
Bondi nunca foi casada na vida real. Faleceu aos 92 anos, vítima de lesões pulmonares, causadas pela fractura de várias vértebras quando tropeçou no seu gato.
Pela sua carreira no cinema, teve direito a uma estrela no Passeio da Fama do Hollywood Boulevard. Numa lista não exaustiva, pode encontrar-se o seu nome em 51 filmes, 6 séries de televisão e 11 peças de teatro. 

sábado, 10 de janeiro de 2015

10 DE JANEIRO - EDUARDO CHILLIDA

EFEMÉRIDEEduardo Chillida Juantegui, escultor e desenhador modernista espanhol, nasceu em San Sebastian no dia 10 de Janeiro de 1924. Morreu na mesma localidade em 19 de Agosto de 2002. É considerado um dos escultores mais destacados do século XX.
Antes de ser escultor, Eduardo Chillida foi guarda-redes do Real Sociedad. Em virtude de uma lesão no menisco, pôs fim prematuramente à sua carreira de futebolista. Entre 1943 e 1947, estudou arquitectura em Madrid. Em 1947, frequentou a Academia de Arte, igualmente na capital espanhola. Fez um curso de desenho e começou a esculpir ferro.
Em 1948, mudou-se para Paris, onde se tornou amigo de Pablo Palazuelo, que o influenciou profundamente na sua carreira artística, transmitindo-lhe o gosto pelo abstraccionismo.
No início da sua carreira, costumava utilizar materiais como a madeira e o ferro. Porém, quando começou a explorar a arte abstracta, passou a interessar-se por outros materiais, como a pedra.
Seis anos mais tarde, realizou a sua primeira exposição individual, que foi a primeira mostra de escultura abstracta realizada em Espanha. Após esta exposição, foi convidado pelo arquitecto Ramón Vázquez Molezún para participar na Trienal de Arte de Milão, em Itália, onde recebeu o Diploma de Honra. Participou, em 1959, na segunda Documenta de Kassel. Fez depois a sua primeira viagem aos Estados Unidos, onde participou em várias exposições e recebeu diversos prémios.
Em 1962, fez uma exposição individual em Basileia, na Suíça, e participou na exposição Três Espanhóis: Picasso, Miro e Chillida, no Museu de Belas-Artes de Houston.
Na década de 1970, dedicou-se a observar a Natureza, em busca de informação e inspiração sobre as formas e cores das plantas. A partir da década de 1980, passou a conciliar a sua arte sobretudo com espaços naturais.
Em 1987, tornou-se membro da Real Academia de Belas-Artes de São Fernando e, em 1998, o Museu Rainha Sofia de Madrid consagrou-lhe uma grande exposição. Dois anos antes da sua morte, concretizou um dos seus sonhos, inaugurando um museu dedicado aos seus trabalhos, o Museu Chillida-Leku. Muitas das suas obras, esculturas, desenhos, gravuras e livros ilustrados, fazem parte igualmente de grandes colecções privadas e públicas, um pouco por todo o mundo. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

ELVIS PRESLEY - " Are you lonesome tonight"


9 DE JANEIRO - LEE VAN CLEEF

EFEMÉRIDELee Van Cleef, de seu verdadeiro nome Clarence LeRoy Van Cleef, Jr., actor norte-americano, descendente de colonos holandeses, nasceu em Somerville, Nova Jersey, no dia 9 de Janeiro de 1925. Morreu em Oxnard, na Califórnia, em 16 de Dezembro de 1989.
Serviu na US Navy durante a Segunda Guerra Mundial, antes de se tornar actor. Ganhou notoriedade no cinema pelos papéis de vilão em filmes western. O seu primeiro papel foi o de um dos pistoleiros perseguidos por Gary Cooper em “High Noon” (1952).
No fim dos anos 1950, interrompeu a sua carreira por motivos de saúde. Dedicou-se então à pintura figurativa e à decoração de interiores, retomando a sua profissão de actor apenas de modo episódico.
O realizador Sérgio Leone redescobriu-o nos anos 1960 e Van Cleef resolveu iniciar uma “segunda” carreira cinematográfica, tendo-se tornado uma estrela internacional.
Em toda a sua vida, terá feito cerca de 350 filmes, entre produções para o cinema e para a televisão. Na década de 1970, era considerado um dos dez actores mais conhecidos na Europa. Um dos seus últimos trabalhos foi uma série de TV sobre artes marciais.
Faleceu vítima de um colapso cardíaco, aos 64 anos de idade. Foi sepultado no Forest Lawn Memorial Park (Hollywood Hills, em Los Angeles).

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

8 DE JANEIRO - ARACY CORTES

EFEMÉRIDEAracy Cortes, de seu verdadeiro nome Zilda de Carvalho Espíndola, cantora brasileira, morreu no Rio de Janeiro em 8 de Janeiro de 1985. Nascera, igualmente na capital carioca, em 31 de Março de 1904.
Por iniciativa própria, Aracy começou a actuar em vários teatros, tornando-se muito conhecida pelo seu timbre de soprano e pelo seu jeito muito pessoal de cantar. O verdadeiro reconhecimento veio com a música “Que Pedaço” (1923) e “Jura, de Sinhô” (1928). Já em pleno sucesso e muito entrosada no mundo musical, seria ela a lançar também, na década de 1930, alguns compositores, então ainda desconhecidos, como Ary Barroso.
Com apresentações recorrentes em teatros de revista, que reuniam a nata do meio artístico da época, projectou-se como a primeira grande cantora popular, destacando-se num meio quase exclusivo de vozes masculinas. Foi dela também a interpretação de “Aquarela do Brasil”, a primeira e mais importante canção exportada do Brasil para os Estados Unidos.
Aracy revelou-se um dos maiores nomes do género samba-canção. Comparado ao bolero, em virtude da exploração e exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado também de dor-de-cotovelo ou fossa.
O samba-canção (surgido na década de 1930) antecedeu o movimento da bossa nova, que apareceu no final dos anos 1950 e que representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações, em detrimento dos dramas, dos ressentimentos e da melancolia.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

7 DE JANEIRO - WILLIAM PETER BLATTY

EFEMÉRIDEWilliam Peter Blatty, escritor, guionista e realizador norte-americano de origem libanesa, nasceu em Nova Iorque no dia 7 de Janeiro de 1928. A sua obra mais conhecida é “O Exorcista” (1971), sendo autor igualmente do guião para o filme homónimo, realizado dois anos depois por William Friedkin e que recebeu precisamente o Oscar de Melhor Guião.
Tendo começado como jornalista, dedicou-se depois – em exclusividade – à literatura e ao cinema. O livro que lhe trouxe fama mundial conta a história de um caso de possessão demoníaca e o exorcismo que se seguiu de uma jovem actriz de televisão nos arredores de Washington. É baseado em factos reais. Com efeito, quando William era ainda estudante, leu um artigo que relatava um caso de exorcismo sobre um rapaz de 14 anos, ocorrido em 1949 no Maryland. Blatty começou a escrever de imediato sobre o assunto, que o fascinou. Quando o livro foi publicado, foram vendidos mais de 13 milhões de exemplares, só nos Estados Unidos. 
Tornou-se um guionista e realizador reputado, principalmente no domínio de filmes fantásticos e de horror.
A película “A Nona Configuração”, com guião, produção e realização de William Blatty, recebeu em 1980 dois prémios para o Melhor Guião (Saturn Award e Golden Globe). Realizou mais tarde, em 1990, uma continuação do filme “O Exorcista”. 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

6 DE JANEIRO - EMMERICO NUNES

EFEMÉRIDE Emmerico Hartwich Nunes, pintor, ilustrador e caricaturista português, nasceu em Lisboa no dia 6 de Janeiro de 1888. Morreu em Sines, em 18 de Janeiro de 1968. Pertence à primeira geração de artistas modernistas portugueses.
De ascendência portuguesa por parte do pai e alemã por parte da mãe, a sua vida e obra seriam «fortemente marcadas pela sua condição de artista entre duas pátrias».
Partiu para Paris em 1906, onde permaneceu até 1911. Seguidamente, esteve em Munique (1911/14), tornando-se colaborador da revista semanal “Meggendorfer Blätter”. Após a eclosão da 1ª Guerra Mundial, fixou residência em Zurique (1914/18). Realizou exposições individuais na Suíça, mantendo a colaboração com a revista alemã.
Regressou a Portugal em 1918. Tornou-se colaborador efectivo da revista semanal “Fliegende Blätter” (1919/36); colaborando igualmente nas revistas espanholas “Buen Humor” e “Esfera e Mundo Gráfico” (1920/36). Em Portugal, a partir da década de 1920, colaborou em revistas como: “ABC”, “ABC-zinho”, “Ilustração”, “Magazine Bertrand”, “O riso d'a vitória” e “Panorama”.
Pintor, desenhador publicitário, ilustrador e restaurador de pinturas, foi acima de tudo como desenhador humorista que se notabilizou, tendo exposto nas Exposições dos Humoristas entre 1912 e 1924. Para além de centenas de desenhos publicados em periódicos alemães, suíços, holandeses, espanhóis e portugueses, a sua obra inclui uma importante produção de pintura (retratos, auto-retratos e paisagens).
Expôs nas exposições da Sociedade Nacional de Belas Artes entre 1910 e 1956, tendo ganho a 1ª Medalha de Caricatura em 1910 e a 2ª Medalha de Pintura em 1917. Participou também nas Exposições de Arte Moderna do S.P.N./S.N.I. de 1935 a 1951.
Entre 1937 e 1939, integrou a equipa de decoradores do S.P.N. (Secretariado de Propaganda Nacional) encarregue da realização dos pavilhões de Portugal, em exposições realizadas em Paris, Nova Iorque e S. Francisco. Participou igualmente na decoração da Exposição do Mundo Português, em 1940, sendo agraciado com a comenda do Oficialato da Ordem de Cristo.
Viveu grande parte da sua vida em Sines, onde viria a falecer. Em 1972, a sua obra multifacetada foi exposta no Secretariado Nacional de Informação, em Lisboa.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

5 DE JANEIRO - NUNO CASTEL-BRANCO

EFEMÉRIDENuno Vasco Vieira Castel-Branco, prestigiado médico português de diabetes, endocrinologia e nutrição, nasceu em Lisboa no dia 5 de Janeiro de 1931. Morreu, igualmente em Lisboa, em 21 de Agosto de 2003.
Foi um dos mais brilhantes alunos que passaram pelo Liceu Pedro Nunes, tendo-se depois licenciado com distinção em Medicina na Universidade de Lisboa (1955).
Em 1958, entrou para a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, onde trabalhou durante 45 anos, até ao seu falecimento.
Deu inúmeras palestras sobre nutrição e diabetes, por todo o país. Ficou conhecido como um dos melhores especialistas nas duas áreas. Era também um apaixonado por história, geografia, física, química, astronomia e ciências da natureza.
Em 1983, sofreu um grave Acidente Vascular Cerebral. Em 1998, escreveu um livro de memórias intitulado “O Livro de Capa Verde que me deu o Avô”, que distribuiu pela sua família.
Morreu no Hospital CUF Infante Santo, do qual tinha sido director clínico, vítima de pneumonia.

domingo, 4 de janeiro de 2015

4 DE JANEIRO - TADEUSZ GÓRA

EFEMÉRIDETadeusz Góra, piloto e militar polaco, morreu em Świdnik no dia 4 de Janeiro de 2010. Nascera em Cracóvia, então no império Austro-Húngaro, em 19 de Janeiro de 1918.
Foi o primeiro vencedor da Medalha Lilienthal Gliding da Federação Aeronáutica Internacional, pelo seu recorde de 577,8 quilómetros, a bordo de um planador PWS-101, de Bezmiechowa a Soleczniki, em Maio de 1938.
Durante a Segunda Guerra Mundial, juntou-se à Força Aérea Polaca, que actuava junto da Royal Air Force. Fez parte dos Polish Fighter Squadrons 306, 315 e 316. Fez cerca de 800 voos, sendo creditado de várias vitórias, por ter atingido ou destruído aviões, comboios e submarinos do inimigo.
Em 1943, estudou na Infantry Cadet and Cavalry Academy na Escócia, sendo promovido a oficial piloto. Voou sobretudo em aviões P-51 Mustangs.
Depois da guerra, foi de novo promovido e recebeu várias condecorações. Voltou à Polónia em 1948, como Instrutor Sénior da Żar Glider School, perto de Żywiec.

SONHOS & VIDAS (quadras)


sábado, 3 de janeiro de 2015

3 DE JANEIRO - CONRAD HILTON

EFEMÉRIDEConrad Nicholson Hilton senior, empresário norte-americano e fundador da rede de hotéis Hilton, morreu em Santa Mónica, Califórnia, no dia 3 de Janeiro de 1979. Nascera no Condado de Socorro, Novo México (EUA), em 25 de Dezembro de 1887.
O seu pai era norueguês e a mãe tinha origem alemã. Esteve casado com a actriz Zsa Zsa Gabor, entre 1942 e 1947.
Um dos seus filhos, falecido em 1969, foi o primeiro marido de Elisabeth Taylor. Conrad Hilton é bisavô da conhecida e multifacetada Paris Hilton, nascida em 1981.

LOUIS ARMSTRONG - "What a wonderful world".

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

2 DE JANEIRO - EMIL JANNINGS

EFEMÉRIDEEmil Jannings, de seu verdadeiro nome Theodor Friedrich Emil Janenz, actor alemão de origem suíça, primeiro vencedor de um Oscar de Melhor Actor, morreu em Strobl no dia 2 de Janeiro de 1950. Nascera em Rorschach, na Suíça, em 23 de Julho de 1884. Conquistou o prémio da Academia em 1928, pela sua actuação em dois filmes (“The Way of All Flesh” e “The Last Command”). A sua mãe era alemã e o pai norte-americano, ambos fabricantes de artigos domésticos. Emil é considerado um dos comediantes mais marcantes da era do cinema mudo.
Tinha dez meses, quando a família se instalou em Zurique. No começo dos anos 1890, mudaram-se para Görlitz, na Alemanha. Mais tarde, Emil fugiu da casa para se alistar na marinha, tendo sido ajudante de cozinha num barco baseado em Hamburgo. Um amigo do pai encontrou-o e convenceu-o a regressar ao lar. Começou então a interessar-se pela arte de representar, fez um casting e foi contratado pelo Teatro Gardelegen, iniciando a sua carreira como actor profissional.
Em 1914, iniciou-se no cinema e fez pequenos papéis em várias películas. Dois anos depois, o realizador Robert Wiene convidou-o para fazer um papel importante num filme baseado numa obra de Alphonse Daudet. Seguiram-se outros filmes dirigidos por Lubitsch, também ex-actor e seu amigo. Fez depois uma série de filmes de cariz histórico.
A partir de 1920, Jannings era já uma vedeta do cinema europeu, reconhecido e incontornável. Em 1923, passou para trás da câmara e realizou o filme “Tudo pelo dinheiro”. Continuou depois a sua carreira de actor, protagonizando filmes de sucesso, alguns tendo ficado mesmo na história do cinema mudo.
Em 1927, assinou um contrato com a Paramount para fazer o seu primeiro filme norte-americano, sob a direcção de Victor Fleming, começando assim um proveitoso período da sua vida, que o levaria ao Oscar de 1928. A chegada do cinema falado abreviaria no entanto a sua carreira em Hollywood, regressando à Europa em 1930.
Durante o Terceiro Reich na Alemanha, entrou em muitos filmes que promoviam a filosofia nazi. Joseph Goebbels, ministro da Propaganda, nomeou-o mesmo “Artista do Estado” (1941). O seu envolvimento com o nazismo acabou com qualquer veleidade sua de poder voltar a trabalhar nos Estados Unidos. Retirou-se para uma propriedade que tinha na Áustria. Morreu de cancro aos 65 anos de idade. O seu Oscar está agora exposto no Filmmuseum em Berlim.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

1 DE JANEIRO - OUIDA

EFEMÉRIDEOuida, de seu verdadeiro nome Maria Louise Ramé, escritora inglesa, nasceu em Bury Saint Edmunds (Suffolk) no dia 1 de Janeiro de 1839. Morreu em Viareggio, Itália, em 25 de Janeiro de 1908. Era filha de pai francês e de mãe inglesa.
Começou a sua carreira literária, colaborando no “New Monthly Magazine”. Publicou em 1860 a sua primeira novela, em folhetins. Em breve, ficaria conhecida internacionalmente pelas suas histórias românticas, em que retratava sobretudo a alta sociedade inglesa e europeia. Escreveu mais de quarenta romances e novelas, alguns livros para crianças, antologias de histórias mais curtas e um ensaio.
Foi uma activista dos Direitos dos Animais e albergava um grande número deles, chegando a ter cerca de trinta cães. Viveu muito tempo em Londres, fixando-se depois em Itália (Florença) em 1874, na companhia de sua mãe.
Teve uma vida literária de sucesso, mas não soube gerir bem a sua fortuna e acabou por morrer quase na miséria. Privava-se por vezes do necessário para que nada faltasse aos seus cães. Quando faleceu, foi sepultada no cemitério inglês de Bagni di Lucca, em Itália.
Um dos seus livros (“Under Two Flags”, 1867) foi adaptado ao cinema em quatro versões diferentes, já no século XX (1912, 1916, 1922 e 1936).  

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