Patxi Andion
"Escrita - Acto Solitário, mas que se deve Partilhar" - Gabriel de Sousa *** "Quanto mais envelhecemos, mais precisamos de ter que fazer" - Voltaire *** "Homens de poucas palavras são os melhores" - Shakespeare *** "Um Banco é como um tipo que nos empresta o chapéu-de-chuva quando está sol e que o pede assim que começa a chover" - Mark Twain
quarta-feira, 9 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
EFEMÉRIDE – Fernandel, de seu verdadeiro nome Fernand Joseph Désiré Contandin, cantor, actor e realizador francês, nasceu em Marselha no dia 8 de Maio de 1903. Morreu em Paris, em 26 de Fevereiro de 1971.
Proveniente do music-hall, ele foi durante várias décadas uma das maiores estrelas do cinema francês e um campeão das bilheteiras, tendo atraído mais de cem milhões de espectadores às salas de cinema. Cómico emblemático do cinema do pós-guerra, vários dos seus filmes tornaram-se clássicos, como “Le Schpountz”, “L'Auberge rouge”, “Ali Baba et les Quarante voleurs” e “La Cuisine au beurre” e, igualmente, vários dos seus personagens, como Don Camillo. Brilhou também em representações dramáticas, nomeadamente em “La Vache et le Prisonnier”.
Deixou para a posteridade uma discografia importante de canções populares. Granjeou uma popularidade tal que o general De Gaulle declararia, em 1968, que «Fernandel era o único francês, no mundo actual, mais célebre do que ele»… Marcel Pagnol disse também que «Fernandel era um dos maiores e mais célebres actores do seu tempo e que só poderia ser comparado a Charlie Chaplin».
O pai, contabilista, mas também cantor e comediante amador, e a mãe, igualmente comediante amadora, adivinharam rapidamente o talento do filho. Fernand acompanhava frequentemente o pai, em concertos nos arredores de Marselha. Tendo concorrido a um concurso para pequenos cantores, ganhou mesmo o primeiro prémio.
Quando acabou os estudos, o pai colocou-o no Banco Nacional de Crédito, de onde não tardou a ser despedido. Arranjou outros empregos, mas a sua paixão pelo canto e o seu carácter muito peculiar não lhe permitiam assegurar uma situação estável. Paralelamente, actuava em vários cafés-concerto.
Depois do serviço militar (1925/1926), fixou-se em Paris onde cantou no “Bobino”. Foi tal o sucesso que, no dia seguinte, assinou um contrato para actuar durante 19 semanas. Depois da morte do pai, em 1930, o director do Casino de Paris e do Teatro Mogador contratou-o para uma revista. O realizador Marc Allégret, que assistia a um destes espectáculos, ofereceu-lhe um papel num filme que ele preparava com Sacha Guitry (“Le Blanc et le Noir”). O ano de 1930 marcou assim o começo da sua carreira cinematográfica.
No ano seguinte, Jean Renoir convidou-o para um personagem mais importante em “On purge bébé”. Em 1932, foi pela primeira vez a principal vedeta de um filme (“Le Rosier de madame Husson”). A partir daí, os êxitos multiplicaram-se mas isso não impedia que Fernandel continuasse a sua carreira de cantor. Entrou em várias comédias musicais que, muitas vezes, eram posteriormente adaptadas ao cinema.
Em 1939, em virtude da Segunda Grande Guerra Mundial, foi chamado de novo para o exército, só sendo desmobilizado depois do armistício. Durante a guerra, gravou “Francine”, uma canção contra a propaganda alemã.
Depois de alguns filmes sem grande relevo na década de 1940, reencontrou o sucesso em 1950 graças ao início da série “Don Camillo”, baseada na obra de Giovannino Guareschi, em que um padre e um presidente de uma câmara comunista se entregam a uma luta de influências numa pequena vila italiana: “Le Petit Monde de Don Camillo” (1951) e “Le Retour de Don Camillo” (1953). Depois, com outros realizadores, fez “La Grande Bagarre de Don Camillo” (1955), “Don Camillo Monseigneur” (1961), “Don Camillo en Russie” (1965) e por fim “Don Camillo et les Contestataires”, película que ele começou em 1970, mas que não acabaria, vítima de cancro num pulmão.
Em 1963 fundara, juntamente com Jean Gabin, a produtora Gafer. Teve igualmente grande êxito com a gravação de textos das “Cartas do meu moinho” de Alphonse Daudet. Realizou três filmes: “Simplet” em 1942, “Adrien” em 1943 e “Adhémar ou le Jouet de la fatalité” em 1951.
Em Janeiro de 1953, quando esteve em Roma, Pio XII pediu-lhe para ir ao Vaticano, afim que ele pudesse falar com «o mais conhecido dos padres da cristandade, depois do Papa»…
segunda-feira, 7 de maio de 2012
EFEMÉRIDE – Douglas Fairbanks Jr., actor norte-americano, além de militar condecorado na Segunda Guerra Mundial, morreu em Nova Iorque no dia 7 de Maio de 2000. Nascera na mesma cidade em 9 de Dezembro de 1909.
Filho de Douglas Fairbanks, um dos primeiros personagens lendários de Hollywood, estudou a partir dos dez anos em Paris, para onde seguira com a mãe recém-divorciada. Assinou um contrato com a Paramount aos catorze anos de idade, contra a vontade paterna, que desejava para ele o caminho da universidade. Estreou-se em 1923 numa comédia, a que se seguiram outros trabalhos no cinema, todos de fraca memória, com excepção do drama “Stella Dallas” em 1926.
A transição para o cinema sonoro foi tranquila, ajudada inclusivamente pelo seu casamento com Joan Crawford, com quem protagonizou “Our Modern Maidens” em 1929. Na década de 1930, conheceu finalmente a fama com os filmes “The Dawn Patrol” (1930), “Little Caesar” (1931), “The Prisoner of Zenda” (1937), onde interpretou um espadachim (personagem imortalizado pelo próprio pai numa série de filmes na era muda), “Gunga Din” (1939) e “The Corsican Brothers” (1941).
Fairbanks interrompeu a carreira para participar na Segunda Guerra Mundial, tendo-se alistado na Marinha e servido sob as ordens do herói inglês Lord Mountbatten. Lutou na frente de batalha e recebeu diversas medalhas: a Silver Star e a Legion of Merit do seu país, a British Distinguished Service Cross da Inglaterra e as francesas Légion d'Honneur e Croix de Guerre.
Findo o conflito, voltou a Hollywood, mas passava muito tempo no Reino Unido, onde frequentava os altos círculos sociais. Em 1949 recebeu uma condecoração no Palácio de Buckingham e era íntimo da Rainha Elizabeth e do Príncipe Filipe, a quem recebia inclusivamente na sua mansão. No cinema, voltou ao género de capa-e-espada em “Sinbad the Sailor” (1947) e em “The Exile” (1947). Foi-se afastando depois, aos poucos, da 7ª arte. Trabalhou esporadicamente no teatro, como por exemplo na produção americana de “My Fair Lady”. Entre 1954 e 1956, protagonizou na televisão a série “Douglas Fairbanks Jr. Presents…” e participou em vários telefilmes.
Após vender a sua mansão em Inglaterra, fixou-se em Nova Iorque, onde se dedicou à prática de desportos, aos negócios e à vida de socialite. Fairbanks casou-se três vezes. Após se divorciar de Joan Crawford, desposou Mary Lee Eppling, cujo casamento só terminou com o falecimento dela em 1988. Por fim, uniu-se a Vera Shelton em 1991, com quem viveu até à sua própria morte, vítima de crise cardíaca.
domingo, 6 de maio de 2012
EFEMÉRIDE – Árpád Szenes, pintor, ilustrador e desenhador húngaro, naturalizado francês em 1956, nasceu em Budapeste no dia 6 de Maio de 1897. Morreu em Paris, em 16 de Janeiro de 1985.
Tendo por origem uma família de intelectuais e artistas, manifestou bastante cedo os seus dons para o desenho e para a pintura. No fim dos estudos secundários, descobriu a arte contemporânea internacional.
Depois de ter feito o serviço militar de 1916 a 1918, entrou na Academia Livre de Budapeste. Quando da Revolução de 1919 na Hungria, pôde observar a diversidade de cartazes cubistas, futuristas e construtivistas que cobriram as paredes e muros da cidade.
Depois de ter exposto pela primeira vez as suas pinturas abstractas em 1922, Árpád Szenes iniciou em 1924 uma longa viagem pela Europa que o levou até Berlim, Munique, Itália e Paris (1925) onde, para ganhar a vida, fazia caricaturas nos cafés de Montmartre. Na Académie de la Grande Chaumière encontrou, em 1928, a pintora portuguesa Maria Helena Vieira da Silva com quem casou um ano depois. Desde essa época, fez numerosos retratos da sua mulher a trabalhar. Em 1930, estiveram vários meses na Hungria e na Transilvânia, vivendo em colónias de artistas. Árpád e Maria Helena formaram um dos mais célebres casais de pintores da arte contemporânea.
Em 1931, trabalhou com gravuras no Atelier 17, onde encontrou os pintores surrealistas Miró e Max Ernst. Até ao início da Segunda Guerra Mundial, o casal vinha frequentemente a Portugal, instalando-se mesmo em Lisboa nos anos 1935 e 1936.
Em 1939, deixaram Paris, confiaram o seu atelier e as suas pinturas a uma amiga e voltaram a Lisboa, mas desta vez para embarcarem para o Brasil, onde residiram durante a Segunda Guerra Mundial e no período pós-guerra. Em 1944, Árpád abriu um atelier que era frequentado por numerosos jovens artistas. Devido ao facto de ser judeu e Helena Vieira da Silva ter perdido a nacionalidade portuguesa, eram oficialmente apátridas. Regressaram a Paris em 1947.
Uma viagem que fez em 1958 pelo sul de Espanha estará na origem do desenvolvimento mais paisagista da sua pintura. Em 1966, fez cinquenta guaches para acompanhar um livro do poeta René Char. De 1970 a 1973, uma primeira retrospectiva da sua obra foi apresentada numa dezena de museus de província e, em 1974, na cidade de Paris. Uma grande exposição foi também realizada na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.
Depois da sua morte, uma nova retrospectiva foi exposta em 2000 na Câmara Municipal de Paris. A sua ligação com Portugal está bem consubstanciada na existência da Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva, que reúne em Lisboa os nomes e as obras dos dois grandes artistas.
sábado, 5 de maio de 2012
EFEMÉRIDE – Adele Laurie Blue Adkins, cantora e compositora britânica, nasceu em Tottenham, Londres, no dia 5 de Maio de 1988.
Começou a cantar aos quatro anos de idade, influenciada pelas Spice Girls. Aos 9 anos, Adele e a mãe mudaram-se para Brighton e, mais tarde, quando tinha onze, para Brixton e, depois ainda, para o vizinho distrito de West Norwood no sul de Londres. West Norwood foi, aliás, o tema para o primeiro single da cantora, intitulado “Hometown Glory”, escrito por ela mesma aos 16 anos. Entre os seus ídolos da juventude contam-se The Cure, Etta James, Peggy Lee e Beyoncé.
Em 2006, Adele atraiu a atenção da XL Recordings, com três gravações publicadas na Internet por um dos seus amigos, e acabou por assinar contrato com esta editora. O seu álbum “19” foi aclamado pela crítica, foi um sucesso de vendas e recebeu três discos de platina. O êxito nos Estados Unidos surgiu após uma sua apresentação no programa Saturday Night Live em 2008.
Foi a primeira cantora a receber o prémio Critics' Choice do BRIT Awards e foi nomeada Artista Revelação em 2008 pelos críticos da BBC. Em 2009, ganhou dois Grammy Awards de Artista Revelação e Melhor Vocal Pop Feminino e, em 2012, recebeu 6 Grammy Awards. Teve o reconhecimento mundial ao lançar o álbum “21” e ao dominar os Tops de sucesso nos Estados Unidos e Reino Unido, com o single “Rolling In The Deep”. Em 2011, a revista “Billboard” nomeou-a Artista do Ano. Em 2012, foi colocada pela “VH1” na quinta posição da lista das 100 Grandes Mulheres da Música.
Adele lançou o seu segundo álbum em Janeiro de 2011 em Inglaterra e em Fevereiro nos Estados Unidos, também com grande sucesso.
Depois de uma aclamada performance ao vivo no BRIT Awards de 2011, a canção “Someone Like You” chegou ao primeiro lugar nos tops do Reino Unido, enquanto o respectivo álbum também ficou em número um. A Official Charts Company anunciou que Adele era a primeira artista a ter, ainda em vida, simultaneamente, uma canção e um álbum em primeiro lugar nos hits de Inglaterra, o que não acontecia desde os Beatles em 1964.
Em Outubro de 2011, a editora norte-americana Columbia Records anunciou que Adele teria de ser operada às cordas vocais e que deveria ficar em repouso durante um largo período. Foi lançado em Novembro, o DVD “Adele Live at The Royal Albert Hall”. Adele completa agora 24 anos, ainda com um longo e brilhante futuro à sua frente.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
EFEMÉRIDE – Carlos Monsiváis Aceves, escritor, ensaísta, jornalista, cenarista, actor e crítico de cinema mexicano, nasceu na cidade do México em 4 de Maio de 1938. Morreu na mesma cidade no dia 19 de Junho de 2010.
Foi um dos mais importantes escritores mexicanos contemporâneos e uma das vozes mais conhecidas da cultura hispânica dos nossos tempos. Participou na vida cultural em múltiplas iniciativas (revistas, mesas-redondas, programas de rádio e televisão, jornais, colóquios, museus, filmes, antologias…), que o tornaram célebre e fizeram dele um personagem essencial da cidade do México. O escritor Adolfo Castañón, no seu ensaio “Um homem chamado cidade”, considerou-o como «o último escritor público do México» na medida em que «não só todos os mexicanos o leram ou ouviram, mas também cada um pode reconhecê-lo na rua».
Desde muito novo, colaborou em suplementos culturais e nos jornais mais importantes do México. Fez os seus estudos na Faculdade de Filosofia e de Letras da Universidade Nacional Autónoma e também no Seminário Teológico Presbiteriano. A sua grande cultura, a sua curiosidade universal, a sua escrita eficaz e a sua capacidade de síntese permitiram-lhe dissecar os aspectos fundamentais da vida cultural e política mexicana.
Porque a maior parte da sua obra foi inserida em periódicos, é difícil fazer uma estimativa do seu volume. Se bem que tenha publicado numerosos livros (mais de cinquenta), a maior parte dos seus escritos nunca foram editados e só podem ser consultados em revistas, suplementos, semanários e outros tipos de publicações.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
A GRANDE CRISE
(quadras)
1
Esta crise dói a todos,
Sofre até o Presidente.
Mesmo com dinheiro a rodos,
Ele não é suficiente!
2
Esta crise faz sofrer
Mais o pobre que o ricaço,
Pobre não tem que comer,
Rico não tem embaraço.
3
Depois de anos de História,
Nunca tão baixo desceste.
Estás a sofrer, sem glória,
Pelo mal que não fizeste!
Gabriel de Sousa
EFEMÉRIDE – Beto, de seu nome completo Roberto Luís Gaspar de Deus Severo, futebolista português, nasceu em Lisboa no dia 3 de Maio de 1976.
Iniciou-se nas escolas de formação do Sporting Clube de Portugal, onde esteve de 1990 a 1993. Começou a jogar oficialmente no União de Lamas, tendo passado a representar o Campomaiorense em 1995/1996. Regressou ao Sporting na época seguinte.
Foi uma das grandes referências do Sporting, clube a que dedicou grande parte da sua carreira e onde desempenhou durante várias épocas a função de capitão de equipa. Após a chegada de Paulo Bento como treinador, Beto perdeu a sua influência na equipa verde-branca, acabando por se transferir em Janeiro de 2006 para o futebol francês, mais especificamente para o Girondins de Bordeaux. Foi cedido no fim da época ao Recreativo de Huelva.
No início da temporada 2009/2010, foi anunciado um acordo para a rescisão do seu contrato com a equipa espanhola e, dias depois, assinou pelo Clube de Futebol Os Belenenses, pelo que regressou a Portugal.
Em representação do Sporting, foi Campeão Nacional em 2000 e 2002, venceu a Taça de Portugal de 2002 e a Super Taça de Portugal de 2000 e 2002. Foi finalista da Taça UEFA em 2005. Teve uma presença regular na Selecção de Portugal, que representou 31 vezes.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
EFEMÉRIDE – Tiago Cardoso Mendes, futebolista português actualmente a jogar no Atlético de Madrid, nasceu em Darque, Viana do Castelo, no dia 2 de Maio de 1981.
Fez parte da Selecção Portuguesa que conquistou o 4° lugar nos Mundiais de 2006, tendo sido igualmente convocado para os Mundiais de 2010 na África do Sul. Em Janeiro de 2011, decidiu abandonar oficialmente a Selecção, justificando a decisão numa carta enviada à Federação Portuguesa de Futebol, em que alegou motivos pessoais e a necessidade de dar oportunidade aos mais novos. Tiago terminou assim a sua carreira internacional, após 58 jogos ao serviço da equipa das quinas.
O pai, antigo futebolista, foi quem sempre o incentivou para trilhar os caminhos do futebol. Tiago integrou as escolinhas do Vianense, desde os 7 anos de idade. Já nos iniciados, o facto de ser muito franzino fez com que começasse a ser preterido em favor dos colegas mais velhos, pelo que o pai achou por bem que Tiago saísse do Vianense, já que a situação o estava a traumatizar. Assim, em 1995, deixou o futebol, para se dedicar ao andebol na equipa do bairro onde sempre viveu – os Capitães de Abril. No andebol foi guarda-redes, representou a selecção distrital e chegou a ser considerado o “jogador mais espectacular” num torneio internacional de praia. A prática desta modalidade durou apenas dois anos, tendo regressado ao futebol ao serviço do Âncora Praia, onde começou a jogar oficialmente um ano mais tarde.
Em 1999, despertou o interesse do Sporting de Braga, que lhe passou a pagar um subsídio de alimentação equivalente a cerca de 200 euros mensais. No seu segundo ano no escalão de juniores, saltou directamente para a equipa principal, sem passar pela recém-criada equipa B, quando o treinador Manuel Cajuda assistiu a um treino dos juniores e o catapultou para os seniores uma semana depois. Na época 1999/2000, ainda com idade de júnior, participou em 18 jogos da formação principal. Na época seguinte, alinhou em 27 partidas e tinha já o estatuto de “indiscutível”, quando o Benfica assegurou os seus serviços. Tiago é um médio defensivo muito versátil: defende, ataca e marca golos. Uma boa cultura táctica vem completar o perfil de um jogador que deixou marcas no Benfica, clube onde ganhou a sua primeira taça.
Tiago foi contratado depois pelo Chelsea por 4 épocas e o valor da transferência rendeu ao Benfica, por si só, o valor necessário para pagar os novos reforços do clube. Ganhou um título no clube inglês e, pouco mais de um ano depois, rumou a França, onde passou a jogar no Olympique Lyonnais. Foi duas vezes campeão pelo Lyon. Transferiu-se então para Itália, onde não foi muito feliz no Juventus. Foi emprestado aos espanhóis do Atlético de Madrid e era para este clube mesmo que se queria transferir, situação que acabou por ocorrer em Julho de 2011.
Do seu palmarés constam, entre outros troféus: uma Taça de Portugal pelo Benfica (2003/2004), um Campeonato Inglês pelo Chelsea (2004/2005) e dois títulos de Campeão de França pelo Lyon (2006 e 2008).
terça-feira, 1 de maio de 2012
EFEMÉRIDE – Danielle Darrieux, actriz francesa, nasceu em Bordéus no dia 1 de Maio de 1917. Durante oito décadas, atravessou a história do cinema, actuando em mais de 110 filmes. É uma das últimas actrizes míticas do cinema mundial.
Comediante, mostrou-se perfeitamente à vontade em todos os géneros, desde representar raparigas ingénuas em comédias musicais até a jovens românticas em dramas históricos, passando por melodramas e comédias.
A morte prematura do pai obrigou a mãe a dar lições de canto para subsistir. Bastante cedo, Danielle começou a gostar de música, iniciando-se no violoncelo e no piano.
Tomando conhecimento que dois produtores procuravam uma “heroína” de cerca de 13 ou 14 anos para fazer um filme, apresentou-se e foi aceite para a película “Le Bal” (1931). Seduziu os produtores pela sua espontaneidade e eles propuseram-lhe um contrato de cinco anos. Além da interpretação das personagens, Danielle cantava canções populares em vários filmes, o que entusiasmava o público.
Em 1935, casou com o realizador Henri Decoin. Ele dirigiu-a em comédias que, ainda hoje, fazem as delícias dos cinéfilos. No mesmo ano, Anatole Litvak ofereceu-lhe um papel mais dramático, no filme “Mayerling”, ao lado de Charles Boyer. O filme teve tal sucesso mundial que lhe abriu as portas de Hollywood. Foi a consagração internacional para Danielle Darrieux, que assinou um contrato de sete anos com os estúdios Universal. Partiu para a Meca do cinema com o marido e entrou no primeiro filme americano em 1938: “La Coqueluche de Paris” com Douglas Fairbanks Jr.. No entanto, Hollywood aborrecia-a e preferiu rescindir o contrato e voltar para França. Seguiram-se vários filmes e outros tantos êxitos.
Divorciou-se de Henri Decoin em 1941, mantendo no entanto a amizade e a admiração que tinham um pelo outro. Casou-se de novo em 1942, com Porfirio Rubirosa, que seria mais tarde preso por suspeita de espionagem contra a Alemanha. Aceitou deslocar-se a Berlim em 1942, contratada pela Continental, juntamente com outros actores franceses, para poder visitar o marido que ali estava encarcerado. Quando o marido foi libertado, anulou o contrato com a empresa alemã e passou o fim da guerra vivendo em França sob um nome falso.
Depois de alguns anos mais cinzentos, casou-se pela terceira e última vez com Georges Mitsinkidès em 1948, começando uma segunda carreira ainda mais brilhante que a primeira.
Jean Cocteau pediu-lhe para interpretar a rainha de Espanha em “Ruy Blas”, ao lado de Jean Marais (1948). Seguiram-se três filmes de grande sucesso com o realizador Claude Autant-Lara. O seu ex marido Henri Decoin voltou a dirigi-la em 1952, contracenando com Jean Gabin em “La Vérité sur Bébé Donge”.
Nos anos 1950, voltou a Hollywood para fazer alguns filmes, trabalhando ao lado de Richard Burton e James Mason, entre outros. De volta a França, no apogeu do seu talento e da sua beleza, triunfou tanto no cinema como no teatro.
Entrou em filmes com os grandes actores da época: Jean Gabin, Jean Marais, Jeanne Moreau, Bourvil, Fernandel, Louis de Funès, Alain Delon, Jean-Claude Brialy, Michèle Morgan, Michel Piccoli, Gérard Philipe, Paul Meurisse, Lino Ventura, Serge Reggiani...
Nos anos 1960, atingiu um ponto em que os realizadores eram acima de tudo seus admiradores e convidavam-na para múltiplos papéis. Paralelamente, voltou ao teatro e à televisão. Danielle não parava e os êxitos também não.
Nos anos 2000, além de sucessos no teatro, continuou a fazer cinema. Aos 90 anos, representou o papel de vítima no filme “A Hora Zero”, adaptação de um romance de Agatha Christie. Em 2008, projectou ainda subir ao palco para representar “A Casa do Lago”, mas uma arreliadora queda durante os últimos ensaios levou-a a renunciar. Em 2009, com 92 anos, aceitou ainda um papel no filme “Une pièce montée”.
Uma das suas melhores recordações (e motivo de orgulho) foi ter cantado em inglês na Broadway, em 1970, na comédia musical “Coco”, em que interpretava o papel de Coco Chanel. Michelle Darrieux é Cavaleiro da Legião de Honra e Oficial das Artes e das Letras.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
O PORVIR
1
O porvir já vem traçado
Nas linhas da nossa mão,
Mas poderá ser moldado
Se tivermos ambição. (a)
2
O porvir é tão incerto
E o País não avança.
O longe só se faz perto,
Não perdendo a esperança!
3
O porvir só tem sentido
Para nós, simples mortais,
Porque há muito é sabido
Que vence quem luta mais!
4
O porvir a Deus pertence
Mas nós temos que lutar,
Porque só assim se vence
Os perigos que andam no ar.
5
O porvir será risonho,
Embora acabe na morte.
A vida é só um sonho,
Um jogo de azar e sorte!
Gabriel de Sousa
(a) – Menção Honrosa no 1º Concurso de 2012 do Clube da Simpatia – Olhão
EFEMÉRIDE – Joaquim Pedro de Oliveira Martins, político, escritor e cientista social português durante a monarquia, nasceu em Lisboa no dia 30 de Abril de 1845. Morreu, igualmente na capital portuguesa, em 24 de Agosto de 1894. As suas obras marcaram sucessivas gerações de portugueses, tendo influenciado vários escritores do século XX, como António Sérgio e Eduardo Lourenço.
Órfão de pai, teve uma adolescência difícil, não chegando a concluir o curso de liceu, que o teria levado à Escola Politécnica para estudar Engenharia Militar. Esteve empregado no comércio de 1858 a 1870 mas, neste último ano, devido à falência da empresa onde trabalhava, foi convidado para administrar uma mina na Andaluzia. Quatro anos depois, regressou a Portugal para dirigir a construção da via-férrea do Porto à Póvoa de Varzim e a Vila Nova de Famalicão. Em 1880, foi eleito presidente da Sociedade de Geografia Comercial do Porto e, quatro anos depois, director do Museu Industrial e Comercial do Porto. Mais tarde, desempenhou as funções de administrador na Régie dos Tabacos e na Companhia de Moçambique, fazendo igualmente parte da comissão executiva da Exposição Industrial Portuguesa.
Foi deputado em 1883, eleito por Viana do Castelo e, em 1889, pelo círculo do Porto. Em 1892, foi convidado para a pasta da Fazenda, que recusou. Representou o governo em diferentes conferências internacionais e aceitou finalmente a pasta das Finanças. Foi eleito depois, pela Câmara dos Deputados, membro da Junta de Crédito Público.
Elemento animador da Geração de 70 (movimento académico de Coimbra), revelou grande abertura às múltiplas correntes de ideias que atravessaram o seu século. Colaborou nos principais jornais literários e científicos, assim como nos políticos e socialistas.
Juntamente com Antero, Eça de Queirós, Manuel de Arriaga, Luciano Cordeiro, Batalha Reis e Teófilo Braga, lançou o jornal de feição socialista “A República” em 1870, ano em que o marechal Saldanha realizou o seu último golpe de estado – a Saldanhada. O jornal desapareceu tão rapidamente como o governo do marechal, levando Oliveira Martins a exilar-se em Espanha.
Em Espanha, escreveu “Os Lusíadas – Ensaio sobre Camões e a sua Obra em relação à Sociedade Portuguesa e ao Movimento da Renascença” (1872), “A Teoria do Socialismo – Evolução Política e Económica das Sociedades da Europa” (1872) e “Portugal e o Socialismo – Exame Constitucional da Sociedade Portuguesa e a sua Reorganização pelo Socialismo” (1873), colaborando em vários jornais socialistas que os seus amigos de Lisboa iam lançando.
Em 1874, foi viver para o Porto. Nos dois primeiros anos, não conseguiu escrever muito, a não ser um ou outro artigo para a “Revista Ocidental”, publicação iberista que fundou. Foi nesta revista que Eça de Queirós publicou a primeira versão de “O Crime do Padre Amaro”.
Escreveu depois “A Reorganização do Banco de Portugal” (1877), onde defendeu a existência de um banco emissor único.
A sua vasta obra, iniciada com o romance “Febo Moniz” publicado em 1867, estendeu-se até à sua morte. Na área das ciências sociais escreveu, entre outros livros, “Elementos de Antropologia” em 1880, “Regime das Riquezas” em 1883 e “Tábua de Cronologia” em 1884. Das obras históricas, há a destacar “História da Civilização Ibérica” e “História de Portugal” em 1879, “O Brasil e as Colónias Portuguesas” em 1880 e “Os Filhos de D. João I” em 1891. Os seus livros suscitaram sempre controvérsia e influenciaram não só a vida política portuguesa, mas também muitos historiadores, críticos e intelectuais do seu tempo e do século XX. De realçar igualmente, a sua “História da República Romana”.
Escreveu também algumas peças teatrais nunca levadas à cena e outras ainda inéditas. Dedicou-se igualmente à poesia, tento feito parte do Cenáculo de Antero Quental e José Fontana.
domingo, 29 de abril de 2012
EFEMÉRIDE – Pedro Verona Rodrigues Pires, político cabo-verdiano, nasceu em São Filipe, na ilha do Fogo, em 29 de Abril de 1934.
Estudou na Universidade de Lisboa, onde conheceu alguns dos futuros líderes dos movimentos de libertação que lutaram pela independência das colónias portuguesas. Com o início da luta armada em Angola (1961), partiu de Portugal para a Guiné-Bissau. Depois do 25 de Abril de 1974, foi o representante de Cabo Verde nas negociações com Portugal.
Depois da declaração de independência de Cabo Verde em 5 de Julho de 1975, foi designado primeiro-ministro, ao lado do presidente Aristides Pereira, que tinha fundado o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) com Amílcar Cabral.
Pedro Pires manteve-se no cargo de primeiro-ministro até 1991. Por sua iniciativa, foi introduzido o sistema multipartidário no país e o MpD – Movimento pela Democracia, de Carlos Veiga, conseguiu a maioria dos votos nas eleições que se seguiram.
Em 2001, apresentou-se como candidato presidencial contra Carlos Veiga e venceu as eleições. Em Março de 2001 foi empossado como Presidente da República, sucedendo a António Mascarenhas Monteiro. Reeleito em 2006, manteve-se no cargo até Setembro de 2011.
Em 2002, recebeu a Ordem do Infante D. Henrique das mãos do Presidente da República Portuguesa.
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