terça-feira, 8 de maio de 2012

EFEMÉRIDEFernandel, de seu verdadeiro nome Fernand Joseph Désiré Contandin, cantor, actor e realizador francês, nasceu em Marselha no dia 8 de Maio de 1903. Morreu em Paris, em 26 de Fevereiro de 1971.
Proveniente do music-hall, ele foi durante várias décadas uma das maiores estrelas do cinema francês e um campeão das bilheteiras, tendo atraído mais de cem milhões de espectadores às salas de cinema. Cómico emblemático do cinema do pós-guerra, vários dos seus filmes tornaram-se clássicos, como “Le Schpountz”, “L'Auberge rouge”, “Ali Baba et les Quarante voleurs” e “La Cuisine au beurre” e, igualmente, vários dos seus personagens, como Don Camillo. Brilhou também em representações dramáticas, nomeadamente em “La Vache et le Prisonnier”.
Deixou para a posteridade uma discografia importante de canções populares. Granjeou uma popularidade tal que o general De Gaulle declararia, em 1968, que «Fernandel era o único francês, no mundo actual, mais célebre do que ele»… Marcel Pagnol disse também que «Fernandel era um dos maiores e mais célebres actores do seu tempo e que só poderia ser comparado a Charlie Chaplin».
O pai, contabilista, mas também cantor e comediante amador, e a mãe, igualmente comediante amadora, adivinharam rapidamente o talento do filho. Fernand acompanhava frequentemente o pai, em concertos nos arredores de Marselha. Tendo concorrido a um concurso para pequenos cantores, ganhou mesmo o primeiro prémio.
Quando acabou os estudos, o pai colocou-o no Banco Nacional de Crédito, de onde não tardou a ser despedido. Arranjou outros empregos, mas a sua paixão pelo canto e o seu carácter muito peculiar não lhe permitiam assegurar uma situação estável. Paralelamente, actuava em vários cafés-concerto. 
Depois do serviço militar (1925/1926), fixou-se em Paris onde cantou no “Bobino”. Foi tal o sucesso que, no dia seguinte, assinou um contrato para actuar durante 19 semanas. Depois da morte do pai, em 1930, o director do Casino de Paris e do Teatro Mogador contratou-o para uma revista. O realizador Marc Allégret, que assistia a um destes espectáculos, ofereceu-lhe um papel num filme que ele preparava com Sacha Guitry (“Le Blanc et le Noir”). O ano de 1930 marcou assim o começo da sua carreira cinematográfica.
No ano seguinte, Jean Renoir convidou-o para um personagem mais importante em “On purge bébé”. Em 1932, foi pela primeira vez a principal vedeta de um filme (“Le Rosier de madame Husson”). A partir daí, os êxitos multiplicaram-se mas isso não impedia que Fernandel continuasse a sua carreira de cantor. Entrou em várias comédias musicais que, muitas vezes, eram posteriormente adaptadas ao cinema.  
Em 1939, em virtude da Segunda Grande Guerra Mundial, foi chamado de novo para o exército, só sendo desmobilizado depois do armistício. Durante a guerra, gravou “Francine”, uma canção contra a propaganda alemã. 
Depois de alguns filmes sem grande relevo na década de 1940, reencontrou o sucesso em 1950 graças ao início da série “Don Camillo”, baseada na obra de Giovannino Guareschi, em que um padre e um presidente de uma câmara comunista se entregam a uma luta de influências numa pequena vila italiana: “Le Petit Monde de Don Camillo” (1951) e “Le Retour de Don Camillo” (1953). Depois, com outros realizadores, fez “La Grande Bagarre de Don Camillo” (1955), “Don Camillo Monseigneur” (1961), “Don Camillo en Russie” (1965) e por fim “Don Camillo et les Contestataires”, película que ele começou em 1970, mas que não acabaria, vítima de cancro num pulmão.
Em 1963 fundara, juntamente com Jean Gabin, a produtora Gafer. Teve igualmente grande êxito com a gravação de textos das “Cartas do meu moinho” de Alphonse Daudet. Realizou três filmes: “Simplet” em 1942, “Adrien” em 1943 e “Adhémar ou le Jouet de la fatalité” em 1951.
Em Janeiro de 1953, quando esteve em Roma, Pio XII pediu-lhe para ir ao Vaticano, afim que ele pudesse falar com «o mais conhecido dos padres da cristandade, depois do Papa»… 

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