sábado, 17 de março de 2007

EFEMÉRIDE - Elis Regina Carvalho Costa, famosa e popular cantora brasileira, nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no dia 17 de Março de 1945. Morreu em São Paulo, em 19 de Janeiro de 1982, vítima de overdose de cocaína, tranquilizantes e bebida alcoólica.
Começou a sua carreira num programa infantil (O Clube do Guri, na Rádio Farroupilha), quando tinha onze anos. Em 1959 assinou contrato com a Rádio Gaúcha e, dois anos depois, com menos de 17 anos, foi ao Rio gravar o seu primeiro disco. Em 1964, fez novo contrato, agora com a TV Rio. Participou em vários espectáculos e lançou mais alguns discos.
No fim de 1964, conheceu o produtor Solano Ribeiro da TV Excelsior que viria a ser a sua primeira paixão. No ano seguinte, venceu o Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior de São Paulo, recebendo o Prémio Berimbau de Ouro e alcançando definitivamente a fama. O disco Dois na Bossa foi o primeiro disco a vender no Brasil um milhão de exemplares.
Em 1968 deslocou-se à Europa e, no Olympia de Paris, tornou-se na primeira artista a actuar ali duas vezes no mesmo ano, alcançando simultaneamente o sucesso internacional.
Em 1975, com o Falso Brilhante, actuou durante mais de um ano, realizando quase trezentos espectáculos.
Em 1980, gravou o programa especial “Mulher” para a Rede Globo e, no ano seguinte, fez o seu último espectáculo “Trem Azul”.
Elis lançou grandes nomes da música brasileira, entre eles Milton Nascimento que, aliás, a considerou como sua musa inspiradora e lhe dedicou várias composições.
Elis Regina sempre criticou a ditadura brasileira e talvez não tenha sido perseguida e exilada, como aconteceu com outros artistas, em virtude da sua grande popularidade. Foi presidente da ASSIM, Associação de Intérpretes e de Músicos. Casou duas vezes e teve três filhos, que também seguiram a carreira musical.
O “Furacão” ou a “Pimentinha”, como lhe chamava carinhosamente Vinícius de Moraes, deixou muitas saudades, não só no Brasil, quando decidiu partir e ir descansar no Cemitério do Morumbi.

sexta-feira, 16 de março de 2007

EFEMÉRIDE - Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco, escritor português, nasceu em Lisboa, no dia 16 de Março de 1825. Suicidou-se em São Miguel de Seide, em 1 de Junho de 1890.
A sua vida aventureira e impulsiva, inspirou muitos dos seus livros. Estreou-se com o poema heróico - cómico “Pundonores Desagravados”. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente da literatura, escrevendo mais de duzentos livros, a um ritmo frenético, alucinante e intenso. Um dos seus melhores livros (Amor de Perdição) terá sido escrito apenas em quinze dias. Escreveu poesia, teatro, história, ficção e biografias, tendo feito igualmente críticas literárias e traduções.
Foi criado por uma tia e, mais tarde por uma irmã, a partir da morte do pai, que ocorreu quando ele tinha dez anos. A mãe morrera nove anos antes.
Casou aos dezasseis, mas o casamento durou pouco tempo. Apaixonou-se depois por uma freira. Tentou estudar Medicina mas, em vez disso, a partir de 1848, passou a levar uma vida boémia, entre cafés e salões burgueses, escrevendo apesar de tudo para diversos jornais.
Apaixonou-se mais tarde por Ana Plácido e, quando esta se casou com um brasileiro, atravessou um período de misticismo que o levou a entrar num seminário, mas por pouco tempo. Camilo “raptou” Ana e, depois de andaram foragidos durante algum tempo, deslocando-se de terra em terra, acabaram por ser presos e julgados. Ficaram numa prisão do Porto, onde escreveu Memórias do Cárcere. Quando foram libertados, passaram a viver juntos, mas só se casaram dois anos antes da morte do escritor.
Paralelamente à sua actividade nas Letras, fundou e dirigiu vários jornais. Foi eleito sócio da Academia Real das Ciências, sob proposta do escritor Alexandre Herculano,.
Vários desgostos com os filhos, a morte dum e o alcoolismo doutro, a falta de dinheiro e uma cegueira progressiva, levaram-no por fim ao suicídio. A aventura que fora a sua vida, chegava ao fim.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Falta de jeito...
...Assim é que ele se atira mesmo!
EFEMÉRIDE - Victor Vasarely, de seu verdadeiro nome Vásárhelyi Győző, pintor e escultor húngaro radicado em França, morreu em Paris, no dia 15 de Março de 1997, a menos de um mês de completar 91 anos. Nascera em Pécs, na Hungria, em 9 de Abril de 1906.
Estudou em Budapeste, onde cursou Medicina durante dois anos . Foi para Paris no começo dos anos “30”, onde trabalhou como artista gráfico em agências de publicidade. Entre 1946 e 1948, depois de um período de expressão figurativa, decidiu optar por uma arte construtivista e geométrica abstracta. É considerado o pai da Op art (Arte Óptica).
Experimentou o uso de transparências e cores em projecções, produziu tapeçarias e publicou muitas gravuras. Os seus quadros combinam variações de círculos, quadrados e triângulos, por vezes com gradações de cores puras, para criar imagens abstractas e ondulantes.
Viajou por vários países, onde ganhou muitos prémios, entre eles, o Prémio Guggenheim, em Nova Iorque, e o Art Critics Prize, em Bruxelas. Foi nomeado Cavaleiro da Ordem da Legião de Honra Francesa e recebeu a Medalha de Ouro da Trienal de Milão.

quarta-feira, 14 de março de 2007

EFEMÉRIDE - Glauber de Andrade Rocha, cineasta, actor e escritor brasileiro, nasceu em Vitória da Conquista, no dia 14 de Março de 1938. Residia há meses em Sintra, Portugal, preparando-se para rodar um filme, quando foi atacado por uma bactéria, provocada por uma broncopneumonia, de que padecia há algum tempo. Foi transferido de um hospital de Lisboa para uma clínica no Rio, onde faleceu, em 22 de Agosto de 1981, vítima de septicemia.
Alfabetizado por sua mãe, estudou depois em colégios presbiterianos, em Caetité e depois em Salvador, para onde se mudara em 1947. Tendo começado a escrever e a actuar em peças teatrais, o seu talento e vocação em breve se tornaram notados, sendo convidado para participar em programas de rádio e em grupos de teatro e de cinema.
Iniciou a sua carreira cinematográfica em 1959, ingressando simultaneamente na Faculdade de Direito da Bahia, para cursar Direito - curso que, no entanto, abandonou para iniciar uma breve carreira jornalística, especializada em assuntos de cinema. Em 1962, fez a sua primeira longa-metragem e, ao mesmo tempo, dedicou-se ao cine clubismo, tendo fundado também uma produtora. Em breve começaria a ser referenciado, pela ditadura instalada no Brasil em 1964, como um elemento perigoso, porque subversivo. Em 1971, com a radicalização do regime, partiu para o exílio, de onde nunca voltou totalmente.
Existiu sempre muita controvérsia acerca da sua obra e foi um incompreendido na sua época, tanto pela direita como pela esquerda brasileiras.
O seu filme Barravento foi premiado no Festival Internacional de Cinema da Checoslováquia em 1963. Em 1964, com “Deus e o diabo na terra do sol”, conquistou o Grande Prémio no Festival de Cinema Livre da Itália e o Prémio da Crítica no Festival Internacional de Cinema de Acapulco. Seria, no entanto, com “Terra em transe” que se tornaria mais conhecido, ao conquistar o Prémio da Crítica do Festival de Cannes, o Prémio Luis Buñuel em Espanha e o Golfinho de Ouro de melhor filme do ano, no Rio de Janeiro. Outro filme premiado foi “O dragão da maldade contra o santo guerreiro” com o Prémio de Melhor Direcção no Festival de Cannes e, de novo, o Prémio Luiz Buñuel em Espanha. Cineasta muito eclético, realizou 16 filmes, foi cenógrafo em doze, produtor em dez, actor em seis, montou dois e fez composições para um.

terça-feira, 13 de março de 2007

Finalmente, descobrimo-lo em Fortaleza - Brasil

Quem não se casaria com esta mulher?? eheheheheheh


CAIPIRA FIEL

Tonico, um sujeito de uma cidade do interior, não perdia a missa do domingo de manhã, de jeito nenhum. Por isso, era muito conhecido do pároco local.
Depois de estar sem ir à igreja durante mais de seis meses, encontrou o padre da paróquia, que lhe perguntou:
- O senhor não tem ido à missa. Qual é o "ismo" responsável: comunismo, protestantismo ou ateísmo?
E o bom do Tónico respondeu:
-Nenhum dos três, padre... Foi o reumatismo!...
EFEMÉRIDE - Giórgos Stylianou Seferiádis , conhecido literariamente por Giórgos Seféris, poeta, ensaísta e diplomata grego, Prémio Nobel de Literatura em 1963, nasceu em Esmirna, no dia 13 de Março de 1900. Faleceu em Atenas, em 20 de Setembro de 1971.
Com catorze anos, foi com os pais para a capital grega e - mais tarde - para Paris, onde estudou Direito e Literatura. Em 1925, regressou à Grécia, para seguir a carreira diplomática, embora tivesse demonstrado antes o seu grande interesse pela filologia e pela arte. Prestou serviço em Londres e na Albânia, até à 2ª Guerra Mundial. Entre 1957 e 1962, foi colocado em vários países árabes e voltou depois a Londres, onde participou nas negociações para a independência de Chipre.
Escreveu as suas obras em grego vernáculo, a língua falada pelos gregos letrados. Uma das suas maiores fontes de inspiração foi a “Odisseia”, de Homero, com a qual pretendeu demonstrar que a personalidade humana não tinha sofrido transformações através dos séculos. O seu primeiro livro de poemas foi publicado em 1931 - O Ponto Crítico. A crítica aclamou-o, desde logo, como o “poeta do futuro”. Foi ele que introduziu o simbolismo na moderna literatura grega.

segunda-feira, 12 de março de 2007

ESTRATÉGIA

Um velho vivia sozinho, queria cavar seu quintal, mas o filho, que o ajudaria, estava na prisão. O velho então escreveu ao filho:
- Filho, parece que não vou poder plantar o meu quintal este ano. Estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria este problema. Pai.
Pouco depois o pai recebeu o seguinte telegrama:
- PELO AMOR DE DEUS, Pai, não cave no quintal! Foi lá que eu escondi os corpos.
Às quatro da manhã do dia seguinte, vários de agentes da Polícia apareceram e escavaram o quintal inteiro, sem encontrar corpo algum. O velho, então, escreveu uma carta ao filho contando o que acontecera.
Eis a resposta:
- Plante agora, Pai. Isso foi o máximo que eu pude fazer por enquanto.

ESTRATÉGIA É TUDO PARA UM GESTOR... E PARA PROFISSIONAIS COMPETENTES.
Nada como uma boa estratégia, para conseguir coisas que parecem impossíveis.
"Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles, é opcional"
UTILIDADE

O MUNDO TODO NUM SITE:

http://www.ibge.gov.br/paisesat/

Através deste site, pode consultar os dados históricos e estatísticos de 192 países!
EFEMÉRIDEAntónio Rapagnetta, conhecido como Gabriele d'Annunzio, escritor italiano, nasceu em Pescara, no dia 12 de Março de 1863, tendo morrido em Gardone Riviera, em 1 de Março de 1938, vítima de acidente vascular cerebral. A sua obra, cujos temas principais são o prazer, o gozo da vida e a beleza, situa-se entre o esteticismo e a decadência que, posteriormente, se reflectiu em toda a literatura italiana.
Em 1897, foi eleito como independente para a Câmara dos Deputados. Depois do começo da 1ª Guerra Mundial, voltou a Itália onde fez vários discursos defendendo a entrada da Itália nas hostilidades, ao lado dos aliados. Apresentou-se como voluntário e notabilizou-se como piloto de caça, tendo perdido um olho em consequência de um acidente aéreo. Em Agosto de 1918, como comandante de um esquadrão, organizou um raid que ficou famoso, ao liderar nove aviões num voo de 700 milhas para lançar panfletos sobre a cidade de Viena. Em 1919, apesar do armistício, liderou um exército de 2000 voluntários que tomou a cidade de Fiume (hoje Rijeka, na Croácia), obrigando à retirada das tropas aliadas americanas, francesas e inglesas. A operação decorreu à margem dos desejos das autoridades italianas e, desde aí, meteu-se em várias complicações que culminaram com a rendição das suas tropas no Natal de 1920.
Gabriele d’Annunzio retirou-se então para sua casa, no Lago de Garda, e dedicou os seus últimos anos à literatura. Em 1937, foi eleito presidente da Academia Real Italiana. Deixou vários romances, tragédias, colectâneas de poesia e autobiografias.
É considerado um inspirador de Mussolini, posição para onde se inclinou quando dos incidentes que se seguiram à tomada de Fiume, mas nunca se comprometeu com o regime fascista. A sua trajectória política, porém, foi surpreendente. Embora começasse por defender ideias mais ou menos progressistas, passou depois a ser quase um símbolo da extrema-direita, ao mesmo tempo que se declarava anti-nazi, detestando Hitler e opondo-se, quanto pôde, à aproximação da Itália com a Alemanha.

domingo, 11 de março de 2007

EFEMÉRIDE - Sir Alexander Fleming, cientista escocês que descobriu a penicilina, morreu em Londres no dia 11 de Março de 1955, vítima de ataque cardíaco. Nascera em Ayrshire, na Escócia, em 6 de Agosto de 1881.
Foi médico microbiologista no Hospital St. Mary de Londres até ao começo da 1ª Guerra Mundial. Durante a guerra, esteve na frente ocidental de batalha, em França, e verificou a enorme mortalidade causada por feridas, infecções, septicemia e gangrena. De regresso ao hospital, quando acabou a guerra, iniciou desde logo as pesquisas para encontrar um novo antiséptico que pudesse acabar com aquele flagelo.
Quase por acaso, mas beneficiando sobretudo do seu grande poder de observação, veio a descobrir a proteína antimicrobiana lisozima (1922) e o antibiótico penicilina (1928), facto que foi objecto de comunicação científica no Journal of Experimental Pathology (1929). Tanto os colegas como a comunidade científica não deram a devida importância à descoberta, julgando que a penicilina só serviria para tratar infecções banais. A indústria farmacêutica, que tinha investido imenso nas Sulfamidas (descoberta alemã), também não se mostrou muito interessada. Outro tanto não aconteceu, felizmente, com os cientistas norte-americanos que, anos mais tarde, durante a 2ª Grande Guerra, por intermédio dos químicos Ernst Boris Chain e Howard Walter Florey, descobriram o método de purificação da penicilina que permitiria finalmente a sua síntese e distribuição às populações. Propositadamente, Fleming não patenteara a sua descoberta, pois previu que assim seria mais fácil o fabrico e difusão de um produto que ele considerava fundamental para o tratamento de infecções. Fleming escreveu também numerosos e importantes artigos sobre bacteriologia, imunologia e quimioterapia.
Fleming recebeu o Prémio Nobel de Medicina em 1945, juntamente com os aludidos químicos. Juntos tinham iniciado a “era dos antibióticos”.
Graças à descoberta da penicilina, milhões de vidas puderam e continuam a poder ser salvas, por esse Mundo fora.

sábado, 10 de março de 2007

EFEMÉRIDE - Osama Bin Laden, chefe e fundador da Al-Qaeda, organização terrorista envolvida em diversos atentados, originário do Iémen, nasceu em Riyad, na Arábia Saudita, em 10 de Março de 1957, completando hoje cinquenta anos. Ignora-se, no entanto, se ainda está vivo. Tão depressa se diz que ele estará algures nas montanhas entre o Afeganistão e o Paquistão, embora sofrendo de insuficiência renal e necessitando de diálise, como depois se afirma que teria morrido vítima de tifo em 2006. Pelo meio, apareceram várias mensagens em vídeo, a si atribuídas, mas cuja veracidade nem sempre foi confirmada.
A CIA, aliada à Arábia Saudita e ao Paquistão, armou-o e apoiou-o durante a guerra-fria, para combater os soviéticos, quando da invasão e ocupação do Afeganistão. Foi agente secreto ao serviço da CIA e do Paquistão.
Em Fevereiro de 1989, os soviéticos abandonaram o Afeganistão e o grupo de Bin Laden pediu a continuação do apoio dos EUA e da Arábia Saudita, até à tomada de Cabul. Estes países, no entanto, vendo os seus objectivos atingidos (retirada da União Soviética) cortaram-lhe todos os financiamentos e o apoio logístico.
Sentindo-se traído, Osama foi para a Arábia Saudita, mas as relações já não eram boas. Este país retirou-lhe mesmo a nacionalidade. Instalou-se no Sudão, onde investiu em vários negócios e empresas. Entre 1992 e 1996, Bin Laden, que financiou grupos islamistas que tinham combatido os soviéticos, lançou um apelo para que os interesses americanos fossem atacados em todo o mundo. Um daqueles grupos foi responsável pelo atentado no Iémen contra soldados americanos. No mesmo ano, foi perpetrado o primeiro atentado contra o World Trace Center, com seis mortes. Os americanos conseguem a sua expulsão do Sudão e Bin Laden refugia-se no Afeganistão, então já sob controlo dos talibãs.
Depois do atentado às Torres de Nova Iorque, Bush ordena o ataque ao Afeganistão, com o fim de aniquilar a Al-Qaeda.
Bin Laden é procurado desde então, devido aos vários actos terroristas, principalmente os de 1998 no Quénia e na Tanzânia e o de 2001 nos Estados Unidos. O governo americano oferece uma recompensa de 25 milhões de dólares a quem indicar a sua localização exacta ou o entregar morto ou vivo.
Bin Laden, cujas origens se situam numa família várias vezes milionária, que o renegou publicamente em 1994, tem 53 meios-irmãos (filhos do mesmo pai) e, ele próprio, é pai de cerca de vinte filhos.

sexta-feira, 9 de março de 2007

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Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...