quarta-feira, 13 de julho de 2016

13 DE JULHO - BANA

EFEMÉRIDEBana, de seu verdadeiro nome Adriano Gonçalves, cantor cabo-verdiano, morreu em Loures no dia 13 de Julho de 2013. Nascera no Mindelo, Cabo Verde, em 5 de Março de 1932.
Bana começou a sua carreira artística quando Cabo Verde ainda era território português. Com mais de dois metros de altura, trabalhara até então como guarda-costas do poeta, compositor e intérprete B. Leza.
Os amadores de mornas, violões, violas e cavaquinhos aperceberam-se rapidamente da sua voz invulgar. B. Leza apresentou-o, em 1959, numa digressão que a Tuna Académica de Coimbra efectuou em São Vicente. Entre os responsáveis pela Tuna figuravam o escritor, romancista e jornalista Fernando Assis Pacheco e o poeta e político Manuel Alegre, que tentaram sem sucesso trazê-lo a Portugal para actuar.
Seria em Dakar (Senegal) que Bana gravaria o seu primeiro disco e daria os primeiros espectáculos. De Dakar, seguiu para Paris, onde permaneceu até 1968 e gravou mais dois LP, e para a Holanda, onde lançou dois LP e seis EP.
Foi no ano seguinte, 1969, que surgiu o convite oficial para se deslocar a Portugal. Foi na inauguração do Restaurante Monte Cara, em Lisboa, na companhia de dois dos seus amigos, Luís Morais e Morgadinho, com quem formara, em 1966, o conjunto Voz de Cabo Verde.
Ao longo de uma carreira de mais de sessenta anos, Bana publicou mais de meia centena de discos, em grupo ou a solo, e participou em quatro filmes – dois franceses, um alemão e um luso/cabo-verdiano.
Embaixador da música cabo-verdiana, por ser pioneiro em levá-la aos quatro cantos da Europa e de África, Bana foi recompensado com várias condecorações e homenagens, quer em Cabo Verde quer no estrangeiro. Faleceu em Portugal aos 81 anos de idade.

terça-feira, 12 de julho de 2016

12 DE JULHO - MALALA YOUSAFZAI

EFEMÉRIDEMalala Yousafzai, militante paquistanesa dos direitos das mulheres, nasceu em Swat no dia 12 de Julho de 1997. Foi a pessoa mais nova a ser laureada com um Prémio Nobel. É conhecida sobretudo pela defesa dos direitos de acesso à educação das raparigas na sua região natal, onde os talibãs impediam as jovens de frequentar as escolas. Desde então, o activismo de Malala tornou-se um movimento internacional.
A família de Malala era proprietária de várias escolas na região, algumas destruídas pelos talibãs. No início de 2009, quando tinha 11/12 anos de idade, Malala escreveu para a BBC um blogue sob pseudónimo, no qual detalhava o seu quotidiano durante a ocupação talibã, as tentativas destes para controlar o vale do Swat e os seus pontos de vista sobre a promoção da educação para as jovens.
No Verão seguinte, o “New York Times” lançou um documentário sobre o quotidiano de Malala à medida que o exército paquistanês intervinha na região. A sua popularidade aumentou consideravelmente, passando a dar entrevistas na imprensa e na televisão e sendo nomeada para o Prémio Internacional da Criança pelo activista sul-africano Desmond Tutu.
Na tarde de 9 de Outubro de 2012, Malala entrou num autocarro escolar na província de Khyber Pakhtunkhwa. Um homem armado chamou-a pelo nome, apontou-lhe uma pistola e disparou três tiros. Uma das balas atingiu o lado esquerdo da sua cabeça e a face até ao ombro. Nos dias que se seguiram, Malala manteve-se inconsciente e em estado grave. Quando a sua condição clínica melhorou e depois de uma delicada cirurgia, foi transferida para um hospital em Birmingham na Inglaterra. Em 12 de Outubro, um grupo de 50 clérigos islâmicos paquistaneses emitiu uma fátua contra os homens que a tinham tentado matar, mas os talibãs reiteraram a sua intenção de assassinar Malala e o pai.
A tentativa de assassinato desencadeou um movimento de apoio nacional e internacional. A “Deutsche Welle” escreveu – em 2013 – que Malala se tornara «a mais famosa adolescente em todo o mundo». O enviado especial das Nações Unidas para a educação global, Gordon Brown, lançou uma petição da ONU em nome de Malala com o slogan “I am Malala” (“Eu sou Malala”), exigindo que todas as crianças do mundo estivessem inscritas em escolas até ao fim de 2015, petição que impulsionou a ratificação da primeira lei paquistanesa de direito à educação.
Em Abril de 2013, Malala foi capa da revista “Time” e considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Em Julho do mesmo ano, Malala discursou na sede da Organização das Nações Unidas, pedindo acesso universal à educação. «Vamos pegar nos nossos livros e canetas. Eles são as nossas armas mais poderosas. Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo. A educação é a única solução» afirmou nessa altura.
Malala foi ainda homenageada com o Prémio Sakharov de 2013, atribuído pelo Parlamento Europeu. Em Fevereiro de 2014, foi nomeada para o World Children's Prize na Suécia. Em Outubro, foi anunciada a atribuição do Nobel da Paz a Malala, pela sua luta contra a repressão de crianças e jovens e pelo direito de todas as crianças à educação. Com apenas 17 anos, Malala era assim a mais jovem laureada com um Nobel. Partilhou o prémio com Kailash Satyarthi, um activista indiano dos direitos das crianças.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

11 DE JULHO - MANUEL CARRASCALÃO

EFEMÉRIDEManuel Viegas Carrascalão, veterano da luta pela independência de Timor-Leste, morreu em Díli no dia 11 de Julho de 2009. Nascera em Ataúro, em 16 de Dezembro de 1933.
Foi uma das figuras proeminentes do referendo para a autodeterminação realizado em 1999, ao ponto da sua casa ter sido atacada pelas milícias Aitarack, sob o comando de Eurico Guterres, opositor da independência em relação à Indonésia. Neste grave incidente, foi morto o seu filho Manuelito, apenas com 16 anos de idade. A casa tinha servido de refúgio a muitos timorenses, que tentavam escapar à violência que marcou aquele período conturbado da história do país.
Sucedeu, em 2001, a Xanana Gusmão na presidência do Conselho Nacional da Resistência Timorense, a coligação independentista de Timor-Leste.
Tinha onze irmãos, sendo o mais velho. Entre eles, João Viegas Carrascalão, que fundou a União Democrática Timorense e foi candidato presidencial em 2007, e Mário Viegas Carrascalão, fundador do Partido Social Democrata de Timor-Leste.
Em Maio de 1952, com apenas 18 anos, foi feito Cavaleiro da Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial – Classe Agrícola.
Morreu, rodeado de familiares e amigos, no Hospital Nacional Guido Valadares, em Díli, na sequência de uma embolia cerebral.

domingo, 10 de julho de 2016

10 DE JULHO - MANUEL VASQUES

EFEMÉRIDEManuel Soeiro Vasques, futebolista português, morreu em 10 de Julho de 2003. Nascera no Barreiro em 29 de Julho de 1926. Fez parte da equipa do Sporting CP nos anos 1940/50 e era um dos chamados “Cinco Violinos” (Jesus Correria, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano).
Também conhecido como o “Galgo de Raça” ou o “Malhoa”, começou a sua carreira como futebolista na CUF.
A alcunha de “Malhoa” foi popularizada pelo jornalista Tavares da Silva, também autor da expressão “cinco violinos”, devido à forma de jogar de Vasques fazer lembrar a arte do pintor José Malhoa.
Estreou-se com a camisola verde e branca em Setembro de 1946 e, em oito anos no Sporting, conquistou oito Campeonatos Nacionais e duas Taças de Portugal, entre 1946 e 1954.
Alinhou ainda pelo Atlético CP na época 1959/60. Faleceu aos 76 anos, vítima da doença de Alzheimer.

sábado, 9 de julho de 2016

FORÇA PORTUGAL!


9 DE JULHO - KING CAMP GILLETTE

EFEMÉRIDEKing Camp Gillette, engenheiro e empresário norte-americano, inventor da lâmina de barbear que ficou com o seu nome, morreu em Los Angeles no dia 9 de Julho de 1932. Nascera em Fond du Lac, no Wisconsin, em 5 de Janeiro 1855.
Os seus antepassados tinham vindo de Inglaterra para o Massachusetts em 1630. King foi criado em Chicago e a família veio a ser devastada pelo grande incêndio nesta cidade em 1871.
Gillette trabalhava para o inventor da tampa descartável para garrafas. Foi-lhe pedido que inventasse alguma coisa que fosse usada apenas uma vez, para que os clientes voltassem sempre para comprar mais. Cinco anos depois, criou a lâmina de barbear descartável, tal como a viemos a conhecer.
Em 1903, fundou a Gillette Safety Razor Company. Pelo seu baixo preço e facilidade de uso, o invento tornou-se muito popular.
Faleceu aos 77 anos de idade. Após a sua morte, a Gillette Company continuou a prosperar e a ampliar os seus negócios, vendendo produtos de uma grande variedade de marcas, incluindo a Gillette, Braun, Oral-B e Duracell. Em 2005, a empresa foi vendida à Procter & Gamble. É hoje conhecida como Blades Global & Razors, sendo a Gillette uma unidade de negócios daquela empresa.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

8 DE JULHO - ERNEST BORGNINE

EFEMÉRIDEErnest Borgnine, de seu verdadeiro nome Ermes Effron Borgnino, actor norte-americano, morreu em Los Angeles no dia 8 de Julho de 2012. Nascera em Hamden, em 24 de Janeiro de 1917.
Era filho de imigrantes da região italiana de Módena. Após servir durante dez anos na Marinha e de ter participado na Segunda Guerra Mundial, Borgnine cursou a Randall School of Drama no estado de Connecticut, estreando-se na Broadway em 1949, já com 32 anos, num pequeno papel na peça de sucesso “Harvey”.
Em 1953, já a viver em Los Angeles, com o seu rosto rude e o seu físico de pugilista, teve o primeiro grande momento no cinema ao interpretar o cruel sargento Fatso Judson no filme vencedor do Oscar daquele ano, “From Here to Eternity”, contracenando com Burt Lancaster, Montgomery Clift, Deborah Kerr, Donna Reed e Frank Sinatra.
Em 1955, conquistou fama e reconhecimento mundiais ao ganhar o Oscar de Melhor Actor pelo seu trabalho no filme “Marty”, também vencedor do Oscar de Melhor Filme e da Palma de Ouro do Festival de Cannes e que se tornou a película melhor recebida pela crítica, durante aquele ano.
A popularidade e os êxitos aumentaram nas décadas seguintes, com muitos filmes de sucesso. Borgnine também se tornou famoso na televisão americana, nos anos 1960, protagonizando a popular série cómica “McHale's Navy”, no papel de um marinheiro, que lhe valeu ser nomeado para o Prémio Emmy de Melhor Actor de Comédia.
Pela sua contribuição para as artes e a indústria do cinema, Borgnine – que participou em cerca de 140 filmes – foi agraciado com uma estrela na famosa Calçada da Fama em Hollywood.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

7 DE JULHO - MARIA BARROSO

EFEMÉRIDEMaria de Jesus Simões Barroso Soares, actriz, professora e activista política e social portuguesa, morreu em Lisboa no dia 7 de Julho de 2015. Nascera na Fuseta em 2 de Maio de 1925. Esposa de Mário Soares, foi primeira-dama de Portugal de 1986 a 1996.
Era filha de Alfredo José Barroso, de Alvor, oficial do exército, e tia do político Alfredo Barroso, do cineasta Mário Barroso e do médico cirurgião Eduardo Barroso.
Frequentou os liceus D. Filipa de Lencastre e Pedro Nunes, em Lisboa, diplomando-se depois em Arte Dramática, na Escola de Teatro do Conservatório Nacional (1943). Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1951).
Na faculdade, conheceu Mário Soares, com o qual se casou por procuração em Fevereiro de 1949, quando ele se encontrava preso por motivos políticos. Tiveram dois filhos: João, que seguiu a carreira política, e Isabel, professora, que sucedeu a sua mãe como directora do Colégio Moderno.
Maria Barroso foi actriz na Companhia Rey Colaço -Robles Monteiro, sediada no Teatro Nacional D. Maria II, onde se estreou em 1944, na peça de Jacinto Benavente “Aparências”, sob a direcção de Palmira Bastos. No cinema, teve participações em filmes de Paulo Rocha e de Manoel de Oliveira.
Em 1969, foi candidata a deputada pela Oposição Democrática e participou no III Congresso daquela organização em 1973, em Aveiro, tendo sido a única mulher a intervir na sessão de abertura. No mesmo ano, esteve em Bad Münstereifel, na Alemanha, quando da fundação do Partido Socialista. Depois da Revolução dos Cravos, foi eleita deputada à Assembleia da República, pelos círculos de Santarém, Porto e Faro, nas legislaturas iniciadas em 1976, 1979, 1980 e 1983.
Como primeira-dama, empenhou-se na defesa do sentido de família, intervindo nos países de língua portuguesa. Em 1990, criou o movimento Emergência Moçambique. Em 1995, presidiu à abertura do ciclo de realizações do Ano Internacional de Luta contra o racismo, a xenofobia, o anti-semitismo e a exclusão social.
Depois de deixar o Palácio de Belém, em 1997, presidiu a Cruz Vermelha Portuguesa, cargo que exerceu até 2003. Foi ainda presidente da Fundação Aristides de Sousa Mendes.
Foi distinguida com o doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Lesley (Maio de 1994), pela Universidade de Aveiro (Dezembro de 1996) e pela Universidade de Lisboa (Novembro de 1999). Foi professora honorária da Sociedade de Estudos Internacionais de Madrid. Recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade em Março de 1997.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

6 DE JULHO - ROBERT MCNAMARA

EFEMÉRIDE Robert Strange McNamara, empresário e político norte-americano, morreu em Washington no dia 6 de Julho de 2009. Nascera em São Francisco, em 9 de Junho de 1916. Foi secretário da Defesa dos Estados Unidos, de 1961 a 1968, durante as presidências de Kennedy e de Johnson, período em que teve um importante papel quanto ao envolvimento norte-americano na Guerra do Vietname. Depois de sair daquele cargo, foi presidente do Banco Mundial até 1981.
Antes de entrar na política, McNamara foi militar na Segunda Guerra Mundial e ajudou a Ford Motor Company a reerguer-se rapidamente depois do conflito, sendo seu presidente até ser nomeado secretário da Defesa.
McNamara era diplomado em Economia, Matemáticas e Filosofia pela Universidade de Berkeley. Prosseguiu, a partir de 1937, a sua formação em Técnicas de Gestão na Harvard Business School.
Participou na guerra contra os japoneses, sob as ordens do general LeMay. É considerado um dos iniciadores – em 1945 – do lançamento de bombas incendiárias sobre o Japão. Deixou o exército no ano seguinte, como tenente-coronel, tendo recebido a Legião do Mérito
Depois da passagem pela Ford, foi chamado por Kennedy para o governo dos Estados Unidos. Esteve ao lado do presidente durante a “crise dos mísseis” em Cuba (1962). Opôs-se a algumas chefias militares que desejavam aproveitar a supremacia nuclear norte-americana para atacar a URSS e defendeu a destruição mútua dos respectivos arsenais.
Durante a Guerra do Vietname, propôs a retirada progressiva de conselheiros americanos e o não envio de mais militares, tentando não aumentar a implicação dos Estados Unidos no conflito. Esta posição era contrária à do presidente Johnson, acabando por ser demitido em 1968 e nomeado presidente do Banco Mundial.
McNamara queria e estava determinado a ajudar a resolver os problemas existentes nos países em vias de desenvolvimento. Até 1981, conseguiu multiplicar por 12 os empréstimos feitos àqueles países. Deixou a presidência do Banco Mundial, quando do falecimento de sua esposa. 

terça-feira, 5 de julho de 2016

5 DE JULHO - DWIGHT DAVIS

EFEMÉRIDEDwight Filley Davis, jogador de ténis e político norte-americano, lembrado sobretudo por ter sido o criador da Taça Davis, nasceu em, St. Louis no dia 5 de Julho de 1879. Morreu em Washington, em 28 de Novembro de 1945. Estudou na Universidade de Harvard.
Em 1898, Dwight conquistou – juntamente com Holcombe Ward – o torneio nacional de pares. Neste mesmo ano, perderam a final dos US Championships, frente à dupla Leo Ware / George Sheldon. Sempre com Ward, conquistou três títulos consecutivos de pares nos US Championships, entre 1899 e 1901. Em singulares, o seu melhor resultado foi chegar à final dos US Championships em 1898, perdendo com Malcolm Whitman.
Em 1900, Davis idealizou a estrutura de uma competição internacional, denominada International Lawn Tennis Challenge, que logo seria denominada, em sua homenagem, Taça Davis. Para ela, doou uma taça em prata para ser entregue ao vencedor.
Foi membro da equipa norte-americana que venceu as duas primeiras edições da competição, em 1900 e 1902, sendo o capitão em 1902. O torneio consistia numa série de 5 partidas (4 individuais e 1 em pares), entre representantes dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, disputadas em território americano.
Participou nos Jogos Olímpicos de 1904 como membro da equipa americana de ténis, não conquistando qualquer medalha.
Enveredou mais tarde pela vida política. Entre 1925 e 1929, foi secretário da Guerra dos Estados Unidos (hoje equivalente a secretário da Defesa), durante o governo de Calvin Coolidge. Foi depois nomeado governador-geral das Filipinas, cargo que exerceu até 1932.
Dwight Davis entrou para o International Tennis Hall of Fame em 1956.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

4 DE JULHO - FATIMA MOREIRA DE MELO

EFEMÉRIDEFatima Moreira de Melo, ex-jogadora de hóquei em campo holandesa, com três medalhas olímpicas e um título mundial, nasceu em Roterdão no dia 4 de Julho de 1978.
Filha de um diplomata português, estudou Direito na Universidade Erasmus de Roterdão. Estreou-se na Selecção Holandesa em 1997 contra a Alemanha, partida que a sua equipa venceu por 2 a 1. Desde então, alinhou em 257 partidas e marcou 35 golos pela selecção nacional.
Para além da sua carreira desportiva no hóquei, Fatima lançou um CD e apresentou um programa televisivo. Em 2005, posou também para a capa de uma revista.
Nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000, ela e as suas companheiras de equipa levaram a selecção neerlandesa à conquista da Medalha de Bronze.
Nas Olimpíadas de 2004, em Atenas, conquistaram a Medalha de Prata. Em 2008, nos Jogos de Pequim, conquistaram finalmente a almejada Medalha de Ouro.
Fatima Moreira de Melo foi também Campeã do Mundo em 2006 e Vice-Campeã Mundial em 1998 e 2002. 

domingo, 3 de julho de 2016

3 DE JULHO - CHARLOTTE PERKINS GILMAN

EFEMÉRIDECharlotte Perkins Gilman, socióloga, conferencista e escritora norte-americana, nasceu em Hartford no dia 3 de Julho de 1860. Morreu em Pasadena, em 17 de Agosto de 1935. Grande romancista, também escreveu contos, poesias e ensaios.
Foi uma feminista antes do tempo, numa época em que as suas acções não condiziam ainda com as atitudes das mulheres. Serviu de modelo para futuras gerações feministas, em virtude dos seus conceitos não ortodoxos e do seu estilo de vida. O seu trabalho mais famoso é o conto semi-autobiográfico “O Papel de Parede Amarelo” (1892).
Tendo por origem uma família da burguesia intelectual da Nova Inglaterra, Charlotte e o irmão, ainda crianças, viram o pai abandonar o lar, deixando a família numa situação muito precária. A mãe não conseguia, sozinha, sustentar a casa, mas foi ajudada pela restante família. As tias Isabella (uma sufragista), Harriet Beecher Stowe (escritora, autora do romance “A Cabana do Pai Tomás”) e Katherine (conhecida por escrever obras sobre a educação das mulheres) estiveram muito presentes durante a infância dos sobrinhos.
Charlotte aprendeu a ler praticamente sozinha. A mãe recomendava aos dois filhos para não manterem laços muito afectuosos com as outras crianças e proibia-lhes a leitura de romances. Na sua autobiografia “A Vida de Charlotte Perkins Gilman”, a escritora conta que a mãe só os acarinhava e beijava quando julgava que eles já estavam a dormir.
Charlotte frequentou várias escolas públicas e seguiu alguns cursos por correspondência, por intermédio da Society to Encourage Studies at Home. A sua inteligência e cultura geral impressionavam os professores que, no entanto, estranhavam as suas notas muito baixas.
Em 1878, com 18 anos, ingressou na escola de design de Rhode Island graças ao apoio financeiro do pai, que retomara o contacto com ela. Dedicava-se sobretudo à feitura de cartões de visita artísticos e à pintura.
Em 1884, casou-se com Charles Walter Stetson. Desta união nasceu apenas imã filha, Katherine. Charlotte sofreu de uma depressão pós-parto. Foi esta parte da sua vida que a inspirou para escrever o conto “O Papel de Parede Amarelo”, que seria reeditado várias vezes e publicado em diversas antologias.
Em 1888, o casal separou-se, concretizando o divórcio em 1894. Charlotte mudou-se para Pasadena na Califórnia, Aderiu às lutas conduzidas por várias organizações feministas e reformadoras. Escrevia igualmente para o “Bulletin”, jornal publicado pela Pacific Coast Woman's Press Association.
Em 1894, enviou a filha para viver com o pai e a sua nova esposa (uma das melhores amigas de Charlotte). Escreveu então num seu diário: «A segunda mamã será tão boa como a primeira e Katherine fará a felicidade do casal».
Voltou para a costa Leste dos Estados Unidos, onde não ia há 8 anos. Procurou um primo, advogado em Wall Street, que não via há muito tempo. Passaram a estar muito tempo juntos e começaram uma relação amorosa, muitas vezes por carta. Casaram em 1900 e ficaram a viver em Nova Iorque. O marido morreu anos depois, subitamente, vítima de uma hemorragia cerebral. Charlotte regressou a Pasadena, onde habitava a filha.
Em 1932, foi-lhe diagnosticado um cancro incurável num seio. Partidária da eutanásia na fase terminal das doenças, suicidou-se em Agosto de 1935.
Para além da vasta obra literária que escreveu, Charlotte era convidada assiduamente para dar conferências. O seu nome está inscrito no National Women's Hall of Fame.

sábado, 2 de julho de 2016

SIMON & GARFUNKEL - "Sound of silence"


2 DE JULHO - RAY BROWN

EFEMÉRIDERay Brown, de seu nome completo Raymond Matthews Brown, contrabaixista norte-americano, um dos maiores da história do jazz, morreu em Indianapolis no dia 2 de Julho de 2002. Nascera em Pittsburgh, em 13 de Outubro de 1926.
Começou por aprender a tocar piano, mas optou depois pelo contrabaixo por o considerar mais fácil, acabando por aprender a tocar o instrumento de ouvido, sem o auxílio de professores.
Depois de se diplomar na universidade, decidiu tentar a sorte em Nova Iorque. Ingressou numa big band com Duke Ellington. Aos dezanove anos, conheceu um dos maiores trompetistas do jazz, Dizzy Gillespie, entrando na sua banda, ao lado de Charlie Parker e Bud Powell. Participou juntamente com Gillespie no filme “Jiving in Bebop”, em 1947. No ano seguinte, casou-se com a cantora Ella Fitzgerald, mas o matrimónio duraria apenas quatro anos. Ella e Ray adoptaram uma criança, Ray Brown Jr., que viria a ser pianista.
Durante os quatro anos de casamento, um trio que ele formara acompanhou Ella Fitzgerald em vários concertos. Posteriormente, de 1951 a 1966, Ray Brown participou no Oscar Peterson Trio, tendo viajado por quase todo o mundo e tocado ao lado de grandes nomes do jazz.
Após o fim do Oscar Peterson Trio, mudou-se para Los Angeles onde actuou como empresário de vários artistas e bandas, sem deixar todavia de tocar e gravar. Com o Ray Brown Trio, participou em vários concertos.
Durante a sua longa carreira, gravou cerca de 240 álbuns. Morreu enquanto dormitava, antes de um espectáculo em que ia actuar.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

1 DE JULHO - CARLOS DE OLIVEIRA

EFEMÉRIDECarlos Alberto Serra de Oliveira, escritor português, morreu em Lisboa no dia 1 de Julho de 1981. Nascera em Belém do Pará, no Brasil, em 10 de Agosto de 1921.
Filho de imigrantes portugueses, veio aos dois anos para Portugal. A família fixou-se em Cantanhede, mais precisamente na vila de Febres, onde o pai exercia medicina. Em 1933, mudou-se para Coimbra, onde permaneceu durante quinze anos, a fim de prosseguir os estudos. Em 1941, ingressou na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde estabeleceu amizade com os escritores Joaquim Namorado, João Cochofel e Fernando Namora. Em 1947, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, instalando-se definitivamente em Lisboa, no ano seguinte. Em 1949, casou-se com Ângela, uma jovem madeirense que conhecera nos bancos da faculdade, sua companheira e futura colaboradora permanente.
Data de 1942 o seu primeiro livro de poemas, intitulado “Turismo”, com ilustrações de Fernando Namora e integrado na colecção poética de 10 volumes do “Novo Cancioneiro”, iniciativa colectiva que, em Coimbra, assinalava o advento do movimento neo-realista.
Em 1937, já publicara em conjunto com Fernando Namora e Artur Varela, um pequeno livro de contos, “Cabeças de Barro”. Em 1943, publicou o seu primeiro romance, “Casa na Duna”, 2º volume da colecção dos “Novos Prosadores”. No ano seguinte, foi publicado o seu romance “Alcateia”, que viria a ser apreendido pelo regime do Estado Novo. Neste mesmo ano, publicou a segunda edição de “Casa na Duna”.
Em 1945, um novo livro de poesias, “Mãe Pobre”. Os anos seguintes foram, para Carlos de Oliveira, bem profícuos quanto à integração e afirmação no grupo que veiculava um novo humanismo, com a participação nas revistas “Seara Nova” e “Vértice”, além da colaboração no livro de Fernando Lopes Graça “Marchas, Danças e Canções”, uma antologia com vários poemas musicados pelo maestro.
Em 1953, publicou “Uma Abelha na Chuva”, um romance unanimemente reconhecido como uma das mais importantes obras da literatura portuguesa do século XX, Este livro foi integrado no programa da disciplina de Português no ensino secundário.
Em 1957, organizou – juntamente com José Gomes Ferreira – os “Contos Tradicionais Portugueses”, alguns deles posteriormente adaptados ao cinema pelo realizador João César Monteiro.
Em 1968, publicou dois novos livros de poesia, “Sobre o Lado Esquerdo” e “Micropaisagem”, e colaborou com o realizador Fernando Lopes na adaptação cinematográfica de “Uma Abelha na Chuva”. Em 1971, foi editado “O Aprendiz de Feiticeiro”, colectânea de crónicas e artigos, e “Entre Duas Memórias”, livro de poemas, que lhe vale o Prémio da Casa da Imprensa.
Em 1976, reuniu toda a sua poesia em dois volumes, sob o título de “Trabalho Poético”, juntando aos seus poemas anteriores, os inéditos reunidos em “Pastoral”, publicado autonomamente no ano seguinte.
O seu último romance, “Finisterra” (1978), proporcionou-lhe o Prémio Cidade de Lisboa (1979).

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