terça-feira, 12 de julho de 2016

12 DE JULHO - MALALA YOUSAFZAI

EFEMÉRIDEMalala Yousafzai, militante paquistanesa dos direitos das mulheres, nasceu em Swat no dia 12 de Julho de 1997. Foi a pessoa mais nova a ser laureada com um Prémio Nobel. É conhecida sobretudo pela defesa dos direitos de acesso à educação das raparigas na sua região natal, onde os talibãs impediam as jovens de frequentar as escolas. Desde então, o activismo de Malala tornou-se um movimento internacional.
A família de Malala era proprietária de várias escolas na região, algumas destruídas pelos talibãs. No início de 2009, quando tinha 11/12 anos de idade, Malala escreveu para a BBC um blogue sob pseudónimo, no qual detalhava o seu quotidiano durante a ocupação talibã, as tentativas destes para controlar o vale do Swat e os seus pontos de vista sobre a promoção da educação para as jovens.
No Verão seguinte, o “New York Times” lançou um documentário sobre o quotidiano de Malala à medida que o exército paquistanês intervinha na região. A sua popularidade aumentou consideravelmente, passando a dar entrevistas na imprensa e na televisão e sendo nomeada para o Prémio Internacional da Criança pelo activista sul-africano Desmond Tutu.
Na tarde de 9 de Outubro de 2012, Malala entrou num autocarro escolar na província de Khyber Pakhtunkhwa. Um homem armado chamou-a pelo nome, apontou-lhe uma pistola e disparou três tiros. Uma das balas atingiu o lado esquerdo da sua cabeça e a face até ao ombro. Nos dias que se seguiram, Malala manteve-se inconsciente e em estado grave. Quando a sua condição clínica melhorou e depois de uma delicada cirurgia, foi transferida para um hospital em Birmingham na Inglaterra. Em 12 de Outubro, um grupo de 50 clérigos islâmicos paquistaneses emitiu uma fátua contra os homens que a tinham tentado matar, mas os talibãs reiteraram a sua intenção de assassinar Malala e o pai.
A tentativa de assassinato desencadeou um movimento de apoio nacional e internacional. A “Deutsche Welle” escreveu – em 2013 – que Malala se tornara «a mais famosa adolescente em todo o mundo». O enviado especial das Nações Unidas para a educação global, Gordon Brown, lançou uma petição da ONU em nome de Malala com o slogan “I am Malala” (“Eu sou Malala”), exigindo que todas as crianças do mundo estivessem inscritas em escolas até ao fim de 2015, petição que impulsionou a ratificação da primeira lei paquistanesa de direito à educação.
Em Abril de 2013, Malala foi capa da revista “Time” e considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Em Julho do mesmo ano, Malala discursou na sede da Organização das Nações Unidas, pedindo acesso universal à educação. «Vamos pegar nos nossos livros e canetas. Eles são as nossas armas mais poderosas. Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo. A educação é a única solução» afirmou nessa altura.
Malala foi ainda homenageada com o Prémio Sakharov de 2013, atribuído pelo Parlamento Europeu. Em Fevereiro de 2014, foi nomeada para o World Children's Prize na Suécia. Em Outubro, foi anunciada a atribuição do Nobel da Paz a Malala, pela sua luta contra a repressão de crianças e jovens e pelo direito de todas as crianças à educação. Com apenas 17 anos, Malala era assim a mais jovem laureada com um Nobel. Partilhou o prémio com Kailash Satyarthi, um activista indiano dos direitos das crianças.

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