domingo, 3 de julho de 2016

3 DE JULHO - CHARLOTTE PERKINS GILMAN

EFEMÉRIDECharlotte Perkins Gilman, socióloga, conferencista e escritora norte-americana, nasceu em Hartford no dia 3 de Julho de 1860. Morreu em Pasadena, em 17 de Agosto de 1935. Grande romancista, também escreveu contos, poesias e ensaios.
Foi uma feminista antes do tempo, numa época em que as suas acções não condiziam ainda com as atitudes das mulheres. Serviu de modelo para futuras gerações feministas, em virtude dos seus conceitos não ortodoxos e do seu estilo de vida. O seu trabalho mais famoso é o conto semi-autobiográfico “O Papel de Parede Amarelo” (1892).
Tendo por origem uma família da burguesia intelectual da Nova Inglaterra, Charlotte e o irmão, ainda crianças, viram o pai abandonar o lar, deixando a família numa situação muito precária. A mãe não conseguia, sozinha, sustentar a casa, mas foi ajudada pela restante família. As tias Isabella (uma sufragista), Harriet Beecher Stowe (escritora, autora do romance “A Cabana do Pai Tomás”) e Katherine (conhecida por escrever obras sobre a educação das mulheres) estiveram muito presentes durante a infância dos sobrinhos.
Charlotte aprendeu a ler praticamente sozinha. A mãe recomendava aos dois filhos para não manterem laços muito afectuosos com as outras crianças e proibia-lhes a leitura de romances. Na sua autobiografia “A Vida de Charlotte Perkins Gilman”, a escritora conta que a mãe só os acarinhava e beijava quando julgava que eles já estavam a dormir.
Charlotte frequentou várias escolas públicas e seguiu alguns cursos por correspondência, por intermédio da Society to Encourage Studies at Home. A sua inteligência e cultura geral impressionavam os professores que, no entanto, estranhavam as suas notas muito baixas.
Em 1878, com 18 anos, ingressou na escola de design de Rhode Island graças ao apoio financeiro do pai, que retomara o contacto com ela. Dedicava-se sobretudo à feitura de cartões de visita artísticos e à pintura.
Em 1884, casou-se com Charles Walter Stetson. Desta união nasceu apenas imã filha, Katherine. Charlotte sofreu de uma depressão pós-parto. Foi esta parte da sua vida que a inspirou para escrever o conto “O Papel de Parede Amarelo”, que seria reeditado várias vezes e publicado em diversas antologias.
Em 1888, o casal separou-se, concretizando o divórcio em 1894. Charlotte mudou-se para Pasadena na Califórnia, Aderiu às lutas conduzidas por várias organizações feministas e reformadoras. Escrevia igualmente para o “Bulletin”, jornal publicado pela Pacific Coast Woman's Press Association.
Em 1894, enviou a filha para viver com o pai e a sua nova esposa (uma das melhores amigas de Charlotte). Escreveu então num seu diário: «A segunda mamã será tão boa como a primeira e Katherine fará a felicidade do casal».
Voltou para a costa Leste dos Estados Unidos, onde não ia há 8 anos. Procurou um primo, advogado em Wall Street, que não via há muito tempo. Passaram a estar muito tempo juntos e começaram uma relação amorosa, muitas vezes por carta. Casaram em 1900 e ficaram a viver em Nova Iorque. O marido morreu anos depois, subitamente, vítima de uma hemorragia cerebral. Charlotte regressou a Pasadena, onde habitava a filha.
Em 1932, foi-lhe diagnosticado um cancro incurável num seio. Partidária da eutanásia na fase terminal das doenças, suicidou-se em Agosto de 1935.
Para além da vasta obra literária que escreveu, Charlotte era convidada assiduamente para dar conferências. O seu nome está inscrito no National Women's Hall of Fame.

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