terça-feira, 13 de agosto de 2019

13 DE AGOSTO - CARLOS MALHEIRO DIAS


EFEMÉRIDE - Carlos Malheiro Dias, jornalista, cronista, romancista, político e historiador português, nasceu no Porto em 13 de Agosto de 1875. Morreu em Lisboa no dia 19 de Outubro de 1941.
Estudou no Liceu de Lamego, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde iniciou o curso de Direito, e na Universidade de Lisboa, onde concluiu a licenciatura no Curso Superior de Letras.
Filho de pai português e mãe brasileira, repartiu entre os dois países a sua vocação para as letras. Foi para o Rio de Janeiro em 1893, iniciando a sua vida literária e colaborando em jornais da então capital brasileira.
A sua primeira publicação, o romance naturalista “A Mulata” (1896), sobre o baixo-mundo do Rio de Janeiro, cuja personagem principal é uma prostituta, foi recebido violentamente pela crítica, que o considerou um insulto para a época, tendo sido adjectivado de «livro infame, em que nada do Brasil escapara ao insulto» e uma verdadeira «enxurrada de lama».
Diante da reacção desfavorável, o autor voltou para Portugal, onde ingressou na política. Monárquico militante, foi deputado entre 1897 e 1910.
Com a proclamação da República Portuguesa (1910), exilou-se voluntariamente no Brasil, onde viveu até 1935. Quando do seu retorno em 1910, a comunidade portuguesa do Rio de Janeiro ofereceu-lhe, na conceituada Confeitaria Colombo, um jantar de homenagem e de desagravo pelas hostilidades ocorridas quando da publicação do seu primeiro e polémico romance. Compareceram políticos, escritores e representantes da classe conservadora, todos vaiados por um grupo de jornalistas, poetas e jovens intelectuais na Rua do Ouvidor, à porta da Colombo, inclusive Rui Barbosa que, embora recebido em respeitoso silêncio, ao entrar na confeitaria, ouviu o protesto do poeta Bastos Tigre, que lhe gritou: - Não sou tigre de tapete!».
A comunidade portuguesa no Brasil ofereceu-lhe, também, a residência onde viveu, em Lisboa, na Avenida do Brasil, perto do Campo Grande, e que hoje já não existe.
Em Junho de 1919, foi feito grande-oficial da Ordem Militar de Cristo, tendo sido elevado a grã-cruz da mesma Ordem alguns dias mais tarde.
Abandonou posteriormente a ficção e passou para a historiografia e temas cívicos e políticos. Coordenou a publicação da monumental “História da Colonização Portuguesa do Brasil” (1921), com reconhecida mestria, em que confluíram o realismo historicista e o neo-romantismo nacionalista. Fundou e dirigiu a famosa revista carioca “O Cruzeiro” (1928).
Além de ter sido director da revista “Ilustração Portuguesa” e co-director de “O Domingo Ilustrado” (1925/1927), colaborou em diversas publicações periódicas, nomeadamente em “Branco e Negro” (1896/1898), “Brasil-Portugal” (1899/1914), “Serões” (1901/1911), “Revista do Conservatório Real de Lisboa” (1902), “Atlântida” (1915/1920), “Contemporânea” (1915/1926), “Homens Livres”  (1923), “Lusitânia” (1924/1927) e “Feira da Ladra” (1929/1941).
Foi também um dos fundadores da Academia Portuguesa de História (1936), considerada sucessora da Academia Real de História Portuguesa. Foi membro-correspondente da Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Eça de Queiroz. Romancista, contista e cronista, é considerado um dos maiores e mais talentosos escritores portugueses da geração seguinte à do autor de “O primo Basílio” (Eça).

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

12 DE AGOSTO - MAFALDA LUÍS DE CASTRO


EFEMÉRIDE - Mafalda Martins da Silva Luís de Castro, actriz portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 12 de Agosto de 1989.
A irmã Joana Luís de Castro, mais velha 4 anos, é que sempre manifestara vontade de ser actriz. Mafalda queria tornar-se ginasta profissional e, depois, quis seguir o exemplo dos pais, que são ambos jornalistas. Porém…
Em 2000/2001, deu os primeiros passos na representação, ao ser escolhida para protagonizar Margarida, na novela “Olhos de Água”, da TVI.
Logo a seguir, gravou a série “Um Estranho em Casa”, da RTP, onde contracenou com a irmã, que se tornou amiga da autora Isabel Medina, quando ambas dividiram o camarim nos bastidores da peça “Fidelidades”, apresentada no Teatro Maria Matos.
Em 2003/2004, participou na série “Ana e os Sete”, da TVI, onde fez parte do grupo de sete irmãos, dando vida a Marta.
Em 2005, foi Maria no filme “A Escada”, de Jorge Paixão da Costa. No mesmo ano, teve uma participação especial em “Inspector Max - A Fuga”, da TVI, onde interpretou Marta.
Em 2007, fez parte do elenco da mini-série “Nome de Código: Sintra”, da RTP, onde interpretou Mariana.
Entretanto, teve participações especiais em “Equador” e “Meu Amor” e foi ainda Ana em “Casos da Vida - Vida Dupla” e Marina em “Ele é Ela”, tudo na TVI.
Em 2010, teve o seu primeiro papel de protagonista principal, interpretando Isabel, em “Lua Vermelha”, da SIC. Em 2011, foi Inês em “Sedução”, da TVI.
Participou no videoclip da música “Cais”, dos GNR. Já em 2012, fez parte do elenco do telefilme “Os Abutres” do projecto TVI Filmes, na TVI.
Em 2012, protagonizou a novela da TVI, “Louco Amor”, ao lado de José Carlos Pereira.
Faz regularmente dobragens para filmes e séries de televisão, entre as quais se destacam a voz de Hermione Granger, personagem interpretada por Emma Watson, no 2º, 3º e 4º filmes da saga “Harry Potter” em português, bem como em todos os jogos de vídeo com este tema. Deu voz ainda a: Princesa Pea no filme “A Lenda de Despereaux”; a Sam O'Hare no filme “HOP”; a Branca de Neve no filme “Espelho, Espelho Meu!”; e a um dos Smurfs, no filme “Os Smurfs”.

domingo, 11 de agosto de 2019

11 DE AGOSTO - DUARTE LEITE


EFEMÉRIDE - Duarte Leite Pereira da Silva, professor, historiador, matemático, jornalista, diplomata e político republicano português, nasceu no Porto em 11 de Agosto de 1864. Morreu em Lousada, em 29 de Setembro de 1950.
Licenciou-se em Matemática na Universidade de Coimbra, em 1885. Foi lente da Academia Politécnica do Porto, onde regeu, durante vinte e cinco anos, (1886/1911), as cadeiras de Geometria descritiva, Astronomia e Geodesia. Simultaneamente, foi director do diário “A Pátria”.
A partir de 1906, ocupou sucessivamente diferentes cargos políticos: vereador da Câmara Municipal do Porto e, em seguida, depois da queda da Monarquia, ministro das Finanças no governo presidido por João Chagas (1911/1912).
De Junho de 1912 a Janeiro de 1913, foi primeiro-ministro e ministro do Interior, num governo que integrou democráticos, evolucionistas e unionistas. De 1914 a 1931, foi embaixador de Portugal no Brasil.
Em Agosto de 1922, foi condecorado com a grã-cruz da Ordem Militar de Cristo.
A partir de 1931, passou a viver na sua casa de Meinedo (Douro), onde escreveu alguns livros sobre a História de Portugal, assim como sobre a história dos descobrimentos. Os seus estudos sobre os descobrimentos portugueses deram origem a uma monografia, em dois volumes, intitulada “História dos descobrimentos”.
Fiel durante toda a sua vida aos princípios republicanos de esquerda, tornou-se membro do Movimento para a unidade da democracia (1945/48) que, durante a sua breve duração, funcionou como uma oposição legalizada ao governo de Salazar. Duarte Leite faleceu aos 86 anos.

sábado, 10 de agosto de 2019

10 DE AGOSTO - NÉ LADEIRAS


EFEMÉRIDE - Né Ladeiras, de seu nome completo Maria de Nazaré de Azevedo Sobral Ladeiras, cantora portuguesa, nasceu no Porto em 10 de Agosto de 1959.
Tem por origem uma família com grandes afinidades musicais. A mãe cantava em programas de rádio, o pai tocava viola e o avô materno tocava guitarra portuguesa, braguesa, cavaquinho e instrumentos de percussão. Com 6 anos, participou no Festival dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz. Durante a adolescência, integrou vários projectos musicais, entre os quais um duo acústico formado com uma amiga da escola.
A sua carreira musical começou realmente com a fundação, em 1974, com diversos amigos, da Brigada Victor Jara, projecto no qual tocavam sobretudo música latino-americana, tendo participado em diversas campanhas de animação cultural do MFA (Movimento de Forças Armadas) e de trabalho voluntário. O interesse do grupo pela música tradicional portuguesa só se manifestou nos últimos meses de 1976, após realizarem diversos espectáculos pelo país e aí “descobrirem” as potencialidades e qualidade da nossa tradição musical.
Em 1977, na sequência de uma actuação na FIL (Feira Internacional de Lisboa), manteve contactos com a editora Mundo Novo, para a qual gravaram, durante dois dias, o álbum “Eito Fora”, que foi editado nesse mesmo ano. Né Ladeiras interpretou, neste disco, um dos temas mais conhecidos, “Marião”, com base numa tradição de Trás-os-Montes.
No ano seguinte, Né Ladeiras participou ainda nas gravações do segundo álbum da Brigada Victor Jara, intitulado “Tamborileiro”. Em 1979, após se separar da Brigada, Né Ladeiras juntou-se ao agrupamento Trovante, ainda antes de este alcançar sucesso, com o qual gravou o single “Toca a Reunir”.
Na altura da gravidez do seu primeiro filho, Né Ladeiras ficou em casa e foi nessa altura que foi convidada pelos Trovante, que já andavam há muito tempo à procura de uma voz feminina. Fizeram alguns espectáculos e toda a preparação de “Baile do Bosque”. Quase todas as músicas da maqueta apresentada às editoras eram cantadas por Né Ladeiras.
Entre 1980 e 1982, integrou um dos projectos mais inovadores da música portuguesa, a Banda do Casaco, fundada em 1973 por Nuno Rodrigues e António Pinho (ex-Filarmónica Fraude). Né Ladeiras participou na gravação dos álbuns “No Jardim da Celeste” (em 1981) e “Também Eu” (em 1982) que incluíam alguns dos maiores sucessos do grupo, como “Natação Obrigatória” e “Salvé Maravilha”.
O primeiro trabalho a solo de Né Ladeiras, “Alhur”, foi editado em 1982 pela gravadora Valentim de Carvalho. O disco, um EP (ou máxi-single) composto por quatro temas da autoria de Miguel Esteves Cardoso (letras) e Né Ladeiras (músicas), teve a participação de Ricardo Camacho na produção e dos Heróis do Mar como músicos de estúdio. “Alhur” é um disco que fala de águas, desde as águas régias do pensamento às águas salgadas dos oceanos e das lágrimas.
Né Ladeiras retribuiu, nesse mesmo ano, a colaboração com os Heróis do Mar, participando no maxi-single “Amor”, que se tornou um grande êxito comercial.
Em 1984, foi editado pela Valentim de Carvalho o álbum “Sonho Azul”, com produção de Pedro Ayres Magalhães (membro dos Heróis do Mar e futuro mentor dos Madredeus e Resistência), que também assinou as letras e partilhou, com Né Ladeiras, na composição das músicas. O disco foi dedicado a todas as pessoas que fizeram do cinzento um «sonho azul» e ao seu filho Miguel. Dos oito temas, os que obtiveram maior notoriedade foram: “Sonho Azul”, “Em Coimbra Serei Tua” e “Tu e Eu”.
Participou no Festival RTP da Canção de 1986, com “Dessas Juras que se Fazem”, um inédito de Carlos Tê e Rui Veloso.
Em 1988, integrou o projecto Ana E Suas Irmãs, idealizado por Nuno Rodrigues - seu colega na Banda do Casaco e então director da editora Transmédia. O grupo concorreu ao Festival RTP da Canção de 1988 com o tema “Nono Andar”, sendo apresentado como um conjunto mistério. No entanto, Né Ladeiras não participou no certame, colaborando apenas na edição em single.
Em 1989, lançou um álbum dedicado à actriz sueca Greta Garbo, “Corsária”, fruto de um projecto de pesquisa, o que, aliás, é bem característico do trabalho a solo de Né Ladeiras. A produção e arranjos estiveram a cargo de Luís Cília. As músicas foram compostas por si, sendo as letras da autoria de Alma Om. O disco não obteve uma grande divulgação, principalmente porque a editora abriu falência pouco tempo após a sua edição.
Colaborou igualmente com a rádio, outra das suas paixões, em rádios de Coimbra, Antena 1 e TSF. Posteriormente, em resultado de algum desencantamento com a música, retirou-se da actividade musical.
Em 1993, participou nas gravações de “Matar Saudades”, tema bónus incluído na edição em CD do disco “Banda do Casaco com Ti Chitas”.
Entre Janeiro de 1993 e Outubro de 1994, Né Ladeiras gravou, com produção de Luís Pedro Fonseca, o seu quarto álbum, “Traz-os-Montes”, uma produção da Almalusa com edição da EMI-Valentim de Carvalho, que resultou de dois anos de pesquisa de material relacionado com a música e a cultura tradicionais transmontanas (onde veio a descobrir raízes familiares), nomeadamente as recolhas efectuadas por Michel Giacometti e por Jorge e Margot Dias. O disco recebeu o Prémio José Afonso.
A qualidade de temas como “Çarandilheira” e “Beijai o Menino” fizeram deste disco, que é a revisitação de temas tradicionais transmontanos interpretados em língua mirandesa, a sua obra-prima e um dos melhores discos de sempre da música portuguesa.
No Natal de 1995, foi editado o álbum “Espanta Espíritos”, disco de natal idealizado e produzido por Manuel Faria (seu colega nos tempos dos Trovante), no qual participaram diversos artistas, entre os quais se destaca Né Ladeiras que interpretou o tema “A Lenda da Estrela” com letra de João Monge e música de João Gil.
Em 1996, participou na compilação “A Cantar com Xabarin”, Vol. III e IV, proposta pelo programa da TV Galiza, com o tema “Viva a Música!”, composto por Né Ladeiras e Bruno Candeias, no qual participaram, nos coros, os seus filhos Eduardo e João.
O álbum “Todo Este Céu”, editado em 1997, foi inteiramente dedicado às canções de Fausto, compositor popular português.
No álbum-compilação “A Voz e a Guitarra” fez incluir o tema “As Asas” do brasileiro Chico César e uma nova versão de “La Molinera”, que contou com a participação do guitarrista Pedro Jóia.
Colaborou no disco “Sexto Sentido”, que marcou o regresso dos Sétima Legião. Em 2000, foi editada a colectânea “Cantigas de Amigos” com produção de João Balão e Moz Carrapa.
Anamar, Né Ladeiras e Pilar Homem de Melo juntaram-se em concerto, por iniciativa de Tiago Torres da Silva, em dois shows realizados no mês de Novembro de 2000.
O álbum “Da Minha Voz”, de 2001, tem várias músicas do brasileiro Chico César e teve lançamento no Brasil em espectáculos realizados em São Paulo, com a orquestra do Teatro Municipal de São Paulo e com o grupo Mawaca. A imprensa brasileira teceu críticas positivas e elogiou, sobretudo, a voz grave e segura de Né Ladeiras. O disco contou com a participação de Ney Matogrosso, curiosamente cantando sozinho o tema “Sereia”.
Ao mesmo tempo, foram delineandos outros projectos: um disco inspirado nas pinturas de Frida Kahlo e um outro de homenagem à escritora Isabelle Eberhardt (escritora convertida ao Islão, autora de “Escritos no Deserto”) contando, para isso, com as letras de Tiago Torres da Silva.
Em 2002 foi editado o disco “Anamar, Né Ladeiras, Pilar - Ao Vivo”. Foi editada ainda uma compilação com os discos “Alhur” e “Sonho Azul”.
Em Abril de 2010, iniciou a gravação de um novo disco com composições suas e letras de Tiago Torres da Silva, na alcaidaria do castelo de Torres Novas. Contou com as participações de Vasco Ribeiro Casais (“Dazkarieh”), Nuno Patrício (“Blasted Mechanism”), Francesco Valente (“Terrakota”), Corvos, Lara Li e Mísia.
Em 2016, lançou o CD “Outras vidas”, dedicado a várias mulheres que marcaram a sua vivência e a sua carreira, como Avita, Greta Garbo, Frida Khalo, Madre Teresa, Isabelle Eberhardt ou Violeta Parra. A música é da própria e as letras têm assinatura de Tiago Torres da Silva, com produção de Amadeu Magalhães.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

9 DE AGOSTO - FAFÁ DE BELÉM


EFEMÉRIDE - Fafá de Belém, de seu verdadeiro nome Maria de Fátima Palha de Figueiredo, cantora, compositora e actriz luso-brasileira, nasceu em Belém no dia 9 de Agosto de 1956. Fafá ganhou reconhecimento público em 1975, quando a canção “Filho da Bahia” fez parte da banda sonora da telenovela “Gabriela”. Em Outubro de 2011, foi condecorada com a Medalha de Mérito Turístico de Portugal.
Fafá pertence a uma família da classe média-alta do nordeste brasileiro e, desde a infância, destacou-se nas reuniões familiares com a sua voz afinada. Na adolescência, já gostava de música e - em parceria com amigos - fez alguns espectáculos em bares e casas nocturnas, fugindo mesmo de casa para os realizar.
Em 1973, conheceu o baiano Roberto Santana, produtor do grupo Quinteto Violado e especialista musical da Polygram, que a aconselhou a investir na carreira fonográfica. Incentivada por ele, apresentou-se em alguns locais no Rio de Janeiro, Salvador e Belém.
Em 1973, estreou-se como actriz no musical “Tem Muita Goma no meu Tacacá”, que satirizava o cenário político da época. Em 1974, esteve também na peça “Os Sete Gatinhos”. Em 1975, iniciou a sua carreira como cantora, ao assinar com a Polydor Records e lançou o seu primeiro sucesso, “Filho da Bahia”, que deu brado nas rádios. A canção, gravada exclusivamente para a banda sonora da novela “Gabriela”, também originou um clipe no programa “Fantástico”, da mesma emissora. Ainda nessa época, lançou o primeiro compacto, que continha as canções “Naturalmente” (de Caetano Veloso e João Donato) e “Emoriô” (de Gilberto Gil e João Donato). O disco, “Tamba-Tajá”, foi lançado em 1976 e mostrou um repertório ecléctico, mas essencialmente brasileiro. O álbum teve excelente aceitação da crítica e do público.
O seu trabalho em “Água”, em 1977, vendeu mais de cem mil cópias. No ano seguinte, surgiu “Banho de cheiro”, com destaque para, entre outras canções, “Dentro de mim mora um anjo”, “Maria Solidária” (Milton Nascimento e Fernando Brant) e “Moça do Mar”. Conquistou ao longo da carreira muitos fãs, tendo como marcas registadas a apresentação descalça e interpretações intensas. Em 1979, lançou o seu maior sucesso até hoje, a canção “Sob medida” (Chico Buarque).
Fafá de Belém é uma artista consagrada e reconhecida tanto no Brasil como no estrangeiro, principalmente em Portugal, onde tem imensa popularidade. É aclamada e acarinhada pelos portugueses, que a consideram um ícone e uma verdadeira embaixadora da música brasileira, chamando-lhe A Cantora Brasileira mais Portuguesa do Brasil.
Em 1980, participou no especial “Mulher 80” (Rede Globo), um dos momentos marcantes da televisão brasileira. O programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então, abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia, Fafá de Belém, Rita Lee, Elis Regina e Gal Costa, com participações especiais das actrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram a série “Malu Mulher”. Ainda em 1980, lançou o disco “Crença”, com destaque para a faixa-título (de Milton Nascimento e Márcio Borges) e as canções “Bicho homem” (Milton Nascimento e Fernando Brant), e “Para um amor no Recife” (Paulinho da Viola). Poucos meses após o nascimento da filha, posou seminua para a extinta revista “Status Plus”, numa entrevista com Tom Jobim, mostrando toda a sua boa forma. Em 1982, Fafá tornou-se ainda mais famosa pela interpretação de duas canções: “Bilhete” (Ivan Lins e Vítor Martins), da banda sonora da novela “Sol de Verão”, e “Nos bailes da vida” (Milton Nascimento e Fernando Brant).
Fafá de Belém participou activamente em todos os 32 comícios realizados pelo movimento das Directas-Já. Cantou de forma magistral e muito original, o “Hino Nacional Brasileiro”. Esta interpretação, diante de uma multidão que clamava pela redemocratização do país, foi muito contestada pela Justiça, mas ao mesmo tempo foi ovacionada e aclamada pelo público. Durante a campanha pelas eleições directas, no final das suas apresentações, Fafá soltava uma pomba branca, gesto que se tornou símbolo do movimento e transformou a mesma na musa das Directas.
Em 1984, transferiu-se para a editora independente Som Livre. O disco que marca a sua estreia na nova gravadora tinha o seu nome. No repertório deste, destaque para as canções “Menestrel das Alagoas” (Milton Nascimento e Fernando Brant), “Você em minha vida” (Roberto e Erasmo Carlos), e “Promessas” (Tom Jobim e Newton Mendonça). Esta última foi o tema de abertura da última novela de Janete Clair, “Eu Prometo”.
Fafá deu um novo rumo à sua carreira, que foi bastante criticado pelos mais conservadores. Ela passou a incluir, no seu repertório, géneros mais populares, como o sertanejo, a brega e principalmente a lambada, apesar de nessa década se ter consagrado como cantora romântica, de timbre grave, forte, quente, encorpado e sedutor. Alheia às críticas, conseguiu sucessos atrás de sucessos. Prosseguiu nesse caminho com “Atrevida” (1986), que vendeu mais de 500 mil cópias, “Meu homem” e o samba-enredo “Rei no bagaço coisas da vida”.
No ano seguinte, lançou “Grandes amores”, cujo maior sucesso foi a canção “Meu dilema”. Depois, voltou à Polygram, onde publicou o também criticado “Sozinha”, com destaque para “Meu disfarce”.
Em 1992, gravou em Portugal o disco “Meu Fado”. Seguiram-se os discos “Do Fundo do Meu Coração” (1993) e “Cantiga Para Ninar Meu Namorado” (1994). Em 1996, “Pássaro Sonhador” foi um grande sucesso em Portugal. Seguiu-se o álbum “Coração Brasileiro” em 1998.
Na década de 2000, lançou “Maria de Fátima Palha Figueiredo”, com diversas canções românticas da Música Popular Brasileira e ainda várias regravações.
Em 2007, lançou “Fafá de Belém ao vivo”, o seu primeiro DVD, na gravadora EMI.
Mais recentemente, aceitou o desafio de voltar a ser actriz e foi a personagem Ana Luz, na telenovela da Rede Record “Caminhos do Coração”. Em 2012, Fafá fez parte do júri da última temporada do programa “Ídolos”, exibido no mesmo canal.
No ano de 2015, “Do tamanho certo para o meu sorriso” marcou os seus 40 anos de carreira, lançado após 10 anos sem gravar em estúdio. Recebeu o Prémio de Melhor Álbum de Música Popular.
Em 2013, Fafá de Belém pediu a nacionalidade portuguesa (dupla nacionalidade). A cantora, sempre demonstrara o carinho que tem por Portugal, não só por ser proveniente de uma família de portugueses, mas também pelo sucesso e popularidade que aqui disfruta, sendo considerada uma das melhores cantoras brasileiras.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

8 DE AGOSTO - ESTHER WILLIAMS


EFEMÉRIDE - Esther Jane Williams, nadadora de competição, modelo e actriz norte-americana, nasceu em Inglewood no dia 8 de Agosto de 1921. Morreu em Beverly Hills, em 6 de Junho de 2013.
Era a filha mais nova de uma família com cinco filhos. Esther começou a nadar desde criança, na piscina pública da sua cidade. Antes de entrar para o cinema, Williams, foi campeã nacional dos 100 metros livres em 1939 e estava prevista a sua convocação para as Olimpíadas de 1940, que não se realizaram em virtude do início da Segunda Guerra Mundial.  Frequentou a Universidade da Carolina do Sul e foi modelo profissional.
Esther Williams acabaria por se decidir pelo mundo do espectáculo e começou a realizar apresentações com o também nadador Johnny Weissmüller, famoso pelos seus êxitos olímpicos e pelos seus filmes como Tarzan.
Foi neste contexto que, em 1940, foi descoberta pela Metro-Goldwyn-Mayer, produtora com a qual assinou contrato. Ao lado de Mickey Rooneyn no filme “Andy Hardy’s Double Life”, estreou-se no cinema aos 20 anos de idade e, em 1944, ao actuar em “Bathing Beauty”, alcançou o estrelato, passando a figurar entre as grandes actrizes da MGM.
Divorciada, em 1944, do dr. Leonard Kouner (com quem se havia casado no ano anterior), voltou a casar-se no ano seguinte com o actor Ben Gage, de quem também se divorciou. Teve três filhos e foi igualmente casada com o actor Fernando Lamas, o latin lover do cinema americano.
Foi eleita como uma das estrelas com mais público em 1950, além de ser considerada a Sereia de Hollywood e a rainha dos filmes musicais dos estúdios MGM, invariavelmente em espectáculos aquáticos.
Em 1952, Esther estreou um dos seus maiores sucessos de bilheteria, “Million Dollar Mermaid”, uma história real na qual viveu o papel da própria Annette Kellerman, pioneira da natação sincronizada.
Como muitas outras grandes estrelas da época dourada de Hollywood, a maturidade de Esther também não foi muito feliz, principalmente quando o seu casamento com o ex-galã latino Fernando Lamas pareceu começar a degradar-se. Em Dezembro de 1974, aos 53 anos de idade, foi presa por estar a conduzir alcoolizada. Foi solta após duas horas de detenção, depois do marido pagar uma fiança.
Abandonou o cinema, para se dedicar à família, na década de 1960.
Em 6 de Junho de 2013, Esther Williams faleceu durante a noite, enquanto dormia, aos 91 anos de idade. Tem uma estrela no Hollywood Walk of Fame.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

7 DE AGOTO - CARLOS MONZÓN


EFEMÉRIDE - Carlos Monzón, pugilista argentino, que foi campeão mundial na categoria de médios entre 1970 e 1977, nasceu em San Javier no dia 7 de Agosto de 1942. Morreu em Os Cerrillos, em 8 de Janeiro de 1995.
É considerado o maior representante do boxe argentino e um dos melhores na história do boxe, além de ser indicado como um dos melhores desportistas argentinos de toda a história.
Num ranking de todos os tempos do site “Boxrec” foi colocado na posição nº 7. A revista “The Ring” colocou-o no número 11 da lista dos melhores pugilistas de sempre. Em 1990, foi incorporado no International Boxing Hall of Fame.
Começou, como amador, aos 17 anos. Durante três anos, disputou 87 combates, fechando a sua carreira de amador com 73 vitórias, 6 derrotas e 8 nulos.
Combateu pela primeira vez como profissional em Fevereiro de 1963, na categoria de médios. Invencível em oito combates, conheceu a primeira derrota, aos pontos, em Agosto. Em 1964, foi batido duas vezes por decisão dos árbitros. Esta terceira derrota seria a última da sua carreira.
Em Setembro de 1966, fez frente a Jorge Jose Fernandez, para o título de campeão argentino, que conquistou por decisão unânime dos juízes, após 12 rounds. Depois de dez novas vitórias, voltou a encontrar Fernández, então para o título de campeão da América do Sul. Volta a ganhar e defenderia depois este título por duas vezes.  
Em Novembro de 1970, defrontou o italiano Nino Benvenuti, campeão do Mundo, batendo-o por KO. Voltou a defrontá-lo no ano seguinte, num combate desforra, e de novo venceu.
Após 14 vitórias em combates para defender o título mundial, pôs termo à sua carreira em Julho de 1977.
Monzón manteve, durante alguns anos, uma relação com a modelo uruguaia Alicia Muñiz, tendo tido um filho. Depois de uma briga em Mar del Plata, Argentina, em 1988, Monzón perdeu o controlo e começou a bater em Alicia. Ele atirou-a da varanda do segundo andar do prédio onde estavam e, depois, atirou-se também. No ano seguinte, foi julgado e condenado por homicídio a 11 anos de prisão. Monzón afirmava estar inocente e dizia que a companheira tinha caído acidentalmente, no decorrer da briga.
Carlos Monzón faleceu aos 52 anos, vítima de um acidente de automóvel, quando regressava à penitenciária de Las Flores, depois de ter passado um fim-de-semana em liberdade, junto da família.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

6 DE AGOSTO - JOHN HUGHES


EFEMÉRIDE - John Wilden Hughes Jr., guionista, realizador e produtor de cinema norte-americano, morreu em Nova Iorque no dia 6 de Agosto de 2009. Nascera em Lansing, em 18 de Fevereiro de 1950. Ficou famoso por ter escrito e dirigido filmes que se tornaram clássicos da década de 1980 e início dos anos 1990.
Foi criado nos arredores de Chicago, que viriam a ser cenário da maioria dos seus filmes. Não finalizou os seus estudos na Universidade de Estado do Arizona.
Autor de sketchs para comediantes, ingressou em 1979 na revista de humor “National Lampoon”. A sua escrita chama a atenção de alguns estúdios, para os quais viria a escrever os seus primeiros dois guiões, destinados a dois filmes com a chancela da “National Lampoon”. Trabalhou igualmente, como director criativo. numa agência de publicidade.
No início da década de 1980, começou a produzir guiões, algumas vezes com o pseudónimo de ‘Edmond Dantès’, uma homenagem ao personagem principal do romance “O Conde de Monte Cristo”.
Os seus maiores sucessos, como realizador, foram filmes voltado para o público jovem, como “Clube dos Cinco”, “Esqueceram de Mim”, “Férias Frustradas” (como guionista), “Gatinhas e Gatões” e “Mulher Nota Mil”, conseguindo, em 1986, dois dos dez maiores sucessos de bilheteira dos EUA, com “Curtindo a Vida Adoidado” e “A Garota de Rosa Shocking”.
Tímido e nerd, era uma pessoa comum na sua vida pessoal e, assim, os seus personagens continham muito das suas características. Outra característica dos seus filmes era a apresentação de cenas extras, após os créditos finais. Foi um dos realizadores que mais influenciou a geração que teve a adolescência durante a década de 1980.
Faleceu aos 59 anos, de ataque cardíaco, ao caminhar em Manhattan, na cidade de Nova Iorque.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

5 DE AGOSTO - LEONID KIZIM


EFEMÉRIDE - Leonid Kizim, cosmonauta soviético, com quatro missões no espaço, nasceu em Krasny Liman, Oblast de Donetsk (actual Ucrânia), em 5 de Agosto de 1941. Morreu em Moscovo no dia 14 de Junho de 2010.
Piloto de testes da Força Aérea Soviética, foi seleccionado como cosmonauta em Outubro de 1965.
Subiu ao espaço como comandante pela primeira vez em 1980, a bordo da nave Soyuz T-3. Nessa missão fez reparações na estação MIR, no espaço, com auxílio da nave Salyut 6.
Na sua segunda missão, ao comando da Soyuz T-10, à estação Salyut 7, ficou 8 meses no espaço, executando experiências nas áreas da medicina espacial, astronomia e indústria espacial.
Em 1986, realizou a sua terceira missão, ao comando da Soyuz T-15, quando activou a nova MIR. Também foi subcomandante da nave Soyuz T-2.
Ficou, no total 374 dias 17 horas e 56 minutos no espaço, durante as quatro missões espaciais em que participou.
Kizim aposentou-se em Junho de 1987, após 32 anos de serviço junto da Roskosmos. Morreu em 2010, aos 68 anos.
Foi condecorado duas vezes como Herói da União Soviética e três vezes com a Ordem de Lenine.

domingo, 4 de agosto de 2019

4 DE AGOSTO - PAUL MURRY


EFEMÉRIDE - Paul Murry, desenhador norte-americano que ficou especialmente conhecido por desenhar - para a Disney Piuctures - as aventuras de Mickey Mouse, entre 1950 e 1984, morreu em Palmdale no dia 4 de Agosto de 1989. Nascera em Saint Joseph, em 25 de Novembro de 1911. Desenhou 330 histórias, com o Mickey como personagem principal.
O início da vida profissional de Paul Murry foi como fazendeiro. Mais tarde, decidiu ser desenhador e, em 1937, começou a trabalhar numa tipografia. O dono da empresa contratou-o, depois de ter visto alguns desenhos feitos por Murry. Num concurso, ganhou como prémio um piano novo, instrumento que, no ano seguinte, financiaria a sua viagem até Hollywood para um período de experiência num emprego na Disney.
Naquela época, as bandas desenhadas da Disney eram publicadas apenas em tiras de jornais. Assim, Paul Murry procurou emprego como animador de desenhos da Disney para o cinema. Trabalhou principalmente para Fred Moore, que era um dos principais animadores da Disney e que, essencialmente, havia criado o Mickey moderno. Esta foi a razão principal que mais estimulou Murry a, posteriormente, desenhar o Mickey. Além de curtas-metragens, trabalhou nas longas-metragens “Pinóquio”, “Dumbo”, “Você já foi à Bahia?” e “A canção do Sul”, todas contendo personagens que, mais tarde, utilizaria nas bandas que veio a desenhar.  
Paul Murry produziu BD para a Disney de 1943 até 1984 e, apesar de nunca ter feito o guião de uma história sequer, desenhou um total de 757 histórias, entre bandas de jornal e histórias publicadas em revistas, a maior parte para a editora Dell Comics. Pelas suas mãos, além do Mickey, Pateta, Minnie e Pluto, passaram personagens tão distintos como o Zé Carioca, o galo Panchito, o Superpateta, Gilberto, os vilões Mancha Negra, etc.
O seu último trabalho foi publicado na “Walt Disney's Comics and Stories” nº 510, quando esta revista foi descontinuada, sendo retomada somente dois anos mais tarde, pela editora Gemstone.
O primeiro número da revista mensal “Mickey”, lançada em Portugal em Abril de 1980, pela Editora Abril, contava com três histórias de P. Murry: “Em Busca do Selo da Fortuna”, “Uma história sem nome” e “Intelijumência”.

sábado, 3 de agosto de 2019

3 DE AGOSTO - DIAMANTINO


EFEMÉRIDE - Diamantino Manuel Fernandes Miranda, ex-jogador e treinador de futebol português, nasceu em Sarilhos Pequenos no dia 3 de Agosto de 1959.
Representou o Amora FC, o Boavista FC, o Vitória FC e o SL Benfica. Foi um dos jogadores-chave do Benfica durante a década de 1980, tendo ganho vários títulos. Jogou a final da Taça UEFA de 1983, perdida para o RSC Anderlecht (0-1 e 1-1). Devido a uma lesão, não participou na final da Taças dos Clubes Campeões Europeus de 1988.
Deixou de jogar no Benfica em 1989/1990, tendo-se transferido para o Vitória de Setúbal, onde já tinha jogado em 1976/77, e donde se transferiu para o Benfica nessa mesma altura. Entre 1990 e 1992, jogou mais de 100 jogos pelos sadinos.
Jogou 22 vezes pela Selecção de Portugal, de Novembro de 1981 (vitória 2-1 sobre a Escócia, na fase de qualificação para o Mundial) até Junho de 1986 (derrota 1-3 com Marrocos, na fase final do Mundial). Marcou 5 golos pela selecção.
Fez parte da selecção que participou na fase final do Campeonato Europeu de 1984 e na fase final do Mundial de 1986.
Durante a primeira metade da época 2007/08, foi treinador do Varzim SC. Em Maio de 2008, foi apresentado como treinador adjunto do Benfica, sendo então técnico principal Quique Flores.
Depois, treinou os juniores do Benfica (época de 2009/10), o CD Fátima (época 2010/11) e o clube moçambicano CD Costa do Sol (entre 2012 e 2013).
Faz agora comentários em programas na televisão e análises de jogos em jornais desportivos.
Do seu palmarés como jogador fazem parte: 4 Campeonatos de Portugal, 5 Taças de Portugal e 3 Supertaças, tudo pelo Benfica.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

2 DE AGOSTO - JIM CAPALDI


EFEMÉRIDE - Nicola James “Jim” Capaldi, músico, baterista, percussionista, pianista e cantor britânico, membro da banda Traffic, nasceu em Evesham no dia 2 de Agosto de 1944. Morreu em Londres, em 28 de Janeiro de 2005. Era engenheiro de som, antes de iniciar a sua carreira de artista profissional.
Além dos trabalhos com o grupo Traffic (dez álbuns entre 1967 e 1974), tocou com artistas como Jimi Hendrix, Eric Clapton e George Harrison, com quem gravou uma versão em inglês da canção “Anna Júlia”, da banda brasileira Los Hermanos. George Harrison morreu pouco depois de gravar esta canção. Jim tocou no show em homenagem a George, “Concert for George”. Em 1981, Jim Capaldi lançou “Old Photographs”, versão em inglês de “Casinha Branca” do Gilson.
Casou-se com a brasileira Ana Campos em 1975, mudando-se para a Bahia em 1977. Tiveram duas filhas, Tabitha (1977) e Tallulah (1979). Jim e Ana participavam na Jubilee Action, uma instituição de caridade, que ajuda crianças de rua brasileiras.
Gravou cerca de vinte álbuns a solo. Foi inscrito no Rock’n’Roll Hall of Fame, em 2004. Morreu aos 60 anos, num hospital de Londres, vítima de cancro no estômago.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

1 DE AGOSTO - GONÇALO PACIÊNCIA


EFEMÉRIDE - Gonçalo Mendes Paciência, jogador de futebol português, a jogar actualmente no Eintracht Frankfurt, nasceu no Poto em 1 de Agosto de 1994.
Filho do ex-jogador e treinador Domingos Paciência, Gonçalo chegou às camadas mais jovens do FC Porto, aos oito anos de idade. Estreou-se profissionalmente em Janeiro de 2014, actuando na equipa B, que ganhou - em casa - ao Portimonense SC por 2–0, para a Segunda Liga. Marcou os seus primeiros golos, na competição, em 22 de Março, num empate por 2–2, fora, frente ao CD Feirense.
Paciência estreou-se pela equipa principal dos dragões em 21 de Janeiro de 2015, para a Taça da Liga, contra o SC Braga, tendo marcado o primeiro golo na competição no jogo seguinte, numa vitória por 4–1, em casa, sobre a A. Académica de Coimbra.
Pela Selecção de Portugal, jogou pelas equipas de base (finalista do Europeu de Esperanças de 2015) e disputou os Jogos Olímpicos de 2016, sendo o melhor marcador com três golos.
No FC Porto, foi Campeão de Portugal em 2017/18. Em Julho de 2018, assinou contrato com o Eintracht Frankfurt, por 4 épocas (3 milhões de euros). Lesionou-se logo num dos primeiros treinos (ruptura do menisco), tendo esperado seis semanas para regressar à competição.

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