terça-feira, 27 de junho de 2017

27 DE JUNHO - ROBERTO PIRES

EFEMÉRIDERoberto Pires, realizador, guionista e produtor de cinema brasileiro, morreu em São Salvador da Baía no dia 27 de Junho de 2001, vítima de cancro na garganta. Nascera na mesma cidade em 29 de Setembro de 1934.
Com a sua capacidade de criar artesanalmente os equipamentos que usava nas filmagens, Roberto Pires inventou a lente “anafórmica igluscope” (semelhante à do cinemascópio, que não existia ainda no Brasil).
Fez a primeira longa-metragem baiana, “Redenção” (1958), filme que lançou o actor Geraldo Del Rey. O sucesso impulsionou um período importante da cinematografia brasileira – o Ciclo Baiano de Cinema (1959/1963) – que, através de realizadores como Glauber Rocha, fomentou o movimento Cinema Novo.
Pires começara a trabalhar no cinema com um grupo de jovens do qual faziam parte Glauber, Luís Paulino dos Santos, Geraldo Del Rey, Helena Ignez, António Pitanga e Othon Bastos, entre outros. Durante a sua carreira de realizador, dirigiu treze filmes dos quais sete longas-metragens. No início da década de 1960, Roberto Pires produziu “Barravento”, o primeiro filme dirigido por Gláuber Rocha.
O Cego que Gritava Luz”, do realizador João Batista de Andrade, foi praticamente a última película com a qual Roberto Pires teve envolvimento antes de falecer. Deixou inacabado o projecto de filme “Nasce o Sol a Dois de Julho”.
Ficou também famoso por reportar no cinema o acidente com a cápsula de césio 137, ocorrido em Goiânia, em 1987.
O filme “Tocaia no Asfalto” (1962), que Roberto Pires realizou e do qual fez também o guião, foi restaurado, com o patrocínio da Petrobras, através da Cinemateca Brasileira.

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