segunda-feira, 5 de setembro de 2011




EFEMÉRIDEWerner Herzog, de seu verdadeiro nome Werner H. Stipetic, realizador alemão, nasceu em Munique no dia 5 de Setembro de 1942.


Os pais, que eram croatas, abandonaram-no ainda na infância, quando foram libertados de um campo de prisioneiros de guerra durante a Segunda Guerra Mundial. A família, incluindo o pequeno Werner, mudou-se para uma cidade austríaca, quando uma casa próxima da sua foi destruída por um bombardeamento. Quando tinha 12 anos, mudaram-se novamente para Munique.


No início dos anos 1960 Herzog trabalhou como metalúrgico numa fábrica de aço, para ajudar a financiar os seus primeiros filmes. Em 1963 fundou a empresa de produção Werner Herzog Filmproduktion e começou a realizar as primeiras curtas-metragens. Em 1968 realizou a primeira longa-metragem “Lebenszeichen”, que conquista o Urso de Prata no Festival de Berlim.


Os três filmes seguintes foram apresentados na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, ganhando assim o reconhecimento internacional como representante do Novo Cinema Alemão.


Klaus Kinski tem sido para Herzog um actor fetiche, apesar das relações muito especiais e tumultuosas entre ambos, relatadas aliás no documentário “Inimigos íntimos”. Gosta igualmente de trabalhar com o actor anónimo Bruno S., que passou os trinta primeiros anos da sua vida entre hospitais psiquiátricos e prisões. A identificação entre os dois foi perfeita em “O enigma de Kaspar Hauser”, onde Bruno interpreta um personagem que realmente existiu, fechado numa cave nos primeiros anos de vida, totalmente isolado do resto do mundo.


A sua última longa-metragem, um documentário sobre a gruta Chauvert, em Ardèche, França, foi estreada em 1 de Setembro de 2011.


Desde os primeiros filmes, Werner Herzog tem a reputação de filmar de modo difícil e perigoso, quase caótico, o que lhe valeu ser conhecido como o “cineasta do impossível” por alguns críticos de cinema. Durante as filmagens de “Aguirre, a cólera de Deus”, certos actores e os membros da sua equipa técnica correram o risco de morrer afogados. Herzog aproveita por vezes, nas montagens finais, algumas cenas e diálogos ocorridos inesperadamente, dando às películas um realismo absoluto sem quaisquer efeitos especiais, duplos ou truques.


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