quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

12 DE FEVEREIRO - FRANCISCO ROLÃO PRETO



EFEMÉRIDE Francisco de Barcelos Rolão Preto, político português, nasceu em Gavião no dia 12 de Fevereiro de 1893. Morreu em Lisboa, em 18 de Dezembro de 1977. Ainda estudante do liceu, deixou Portugal para se juntar a Paiva Couceiro, oficial monárquico que – a partir da Galiza – tentou nos anos 1911 e 1912 derrubar o regime republicano instaurado em Portugal. Estabeleceu-se depois na Bélgica, onde se tornou secretário da revista “Alma Portuguesa”, o primeiro órgão do Integralismo Lusitano. Após ter terminado o curso no Liceu Português de Lovaina, ingressou na Universidade Católica da mesma cidade. Quando começou a Primeira Guerra Mundial, foi para França, onde se licenciou em Direito na Universidade de Toulouse.
Regressado a Portugal, começou a escrever no jornal integralistaA Monarquia”, tornando-se mais tarde seu director. Também colaborou no jornal “Acção realista” (1924/26). Em 1922, tornara-se membro da Junta Central do Integralismo Lusitano. Com o eclodir do Movimento militar de 1926, que instaurou a ditadura militar, começou a colaborar com Gomes da Costa, sendo o redactor dos 12 pontos do documento distribuído em Braga.
Em 1930, dirigiu – juntamente com vários sidonistas – a Liga Nacional 28 de Maio, um grupo de origem universitária que se auto-proclamara defensor da Revolução Nacional. Quando, em Fevereiro de 1933, lançou publicamente o Movimento Nacional-Sindicalista, passou a ser uma figura nacional. Anunciara-o através de vários comícios que comemoraram o primeiro ano de publicação do jornal “Revolução, Diário Académico Nacionalista da Tarde”, que aparecera em Fevereiro de 1932 e que, em Agosto desse mesmo ano, tinha adoptado o subtítulo “Diário Nacional-Sindicalista da Tarde”.
O Movimento Nacional-Sindicalista era conhecido pela designação “camisas azuis”, que usavam como uniforme. Sendo um movimento de inspiração cristã, usavam igualmente uma braçadeira com a Cruz de Cristo, o seu símbolo. Fizeram comícios uniformizados, durante os quais utilizavam a saudação romana em voga nas organizações nacionalistas da época, conseguindo forte apoio nas universidades e na oficialidade mais jovem do exército português. Era um movimento influenciado pela Doutrina Social da Igreja.
Rolão Preto realizou um discurso anti-salazarista, em Junho de 1933, numa sessão no Teatro de São Carlos. Criticou o Estado Novo nascente, por ter estabelecido um partido único e por não fazer o suficiente pelo sindicalismo. Devido a esse acontecimento, o jornal nacional-sindicalista “Revolução” foi suspenso no mês seguinte. Em Novembro, os nacionais-sindicalistas sofreram uma cisão interna. Um grupo numeroso de jovens decidiu apoiar Salazar e integrar-se na União Nacional, abandonando assim as ideias de independência perante o novo regime defendidas por Rolão Preto.
Em Julho de 1934, Rolão Preto foi detido, após uma última exposição ao presidente da República, general Carmona, em defesa de um governo nacional com a participação de todas as tendências políticas nacionalistas. Exilou-se em Valência de Alcântara, em Espanha, frente a Castelo de Vide. Em 29 de Julho, o nacional-sindicalismo foi proibido por meio de uma nota oficiosa de Salazar, que afirmava que o movimento se inspirava «em certos modelos estrangeiros».
Regressou a Portugal em Fevereiro de 1935, mas foi detido numa tentativa de revolta contra o regime salazarista. Foi obrigado a novo exílio, voltando a Espanha, onde veio a acompanhar a Guerra Civil ao lado dos falangistas.
De novo em Portugal, juntou-se ao MUDMovimento de Unidade Democrática, criado no Outono de 1945 para participar nas eleições de Novembro seguinte, as primeiras eleições do Estado Novo onde foram admitidas listas alternativas.
Mais tarde, em 1951, apoiou a candidatura de Quintão Meireles para presidente da República, discursando na única sessão pública da campanha. Em 1958, apoiou Humberto Delgado (o candidato da oposição), participando activamente na campanha eleitoral, sendo responsável pelos serviços de imprensa da candidatura.
Em 1970, com outras personalidades monárquicas, constituiu a Biblioteca do Pensamento Político, Convergência Monárquica, organização a favor da monarquia que tentou reunir o Movimento Popular Monárquico chefiado por Gonçalo Ribeiro Teles e a Renovação Portuguesa de Henrique Barrilaro Ruas.
Nas eleições de 1969, as primeiras eleições durante o período de governo de Marcelo Caetano, participou na lista da Comissão Eleitoral Monárquica.
Após o 25 de Abril de 1974, assumiu a presidência do directório e do congresso do Partido Popular Monárquico (PPM), que seria fundado em 23 de Maio. Foi condecorado por Mário Soares (então presidente da República), em Fevereiro de 1994, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, a título póstumo, pelo seu «entranhado amor pela liberdade».

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