quarta-feira, 17 de julho de 2019

17 DE JULHO - JOÃO SEMEDO


EFEMÉRIDE - João Pedro Furtado da Cunha Semedo, médico e político português, morreu em Lisboa no dia 17 de Julho de 2018. Nascera na mesma cidade em 20 de Junho de 1951.
Frequentou o Liceu Camões e licenciou-se na Faculdade de Medicina, em 1975. Entre 1972 e 1974, fez parte da direcção da Associação de Estudantes daquela faculdade. Em 1975, participou na criação e dinamização do Movimento ALFA (para a alfabetização de adultos), a cuja direcção pertenceu. Fez o internato nos antigos Hospitais Civis de Lisboa, hoje Centro Hospitalar Lisboa Central, tendo integrado nessa altura o Movimento nacional dos médicos internos.
Passou a residir no Porto a partir de 1978, onde exerceu medicina e desenvolveu a sua actividade política, social e cultural. Participou na fundação do Sindicato dos Médicos do Norte e da Universidade Popular do Porto, integrou a direcção do FITEI e da Cooperativa artística Árvore.
Trabalhou em diversos serviços de saúde públicos, privados e sociais, fez uma pós-graduação em Toxicodependências na Faculdade de Psicologia do Porto e trabalhou na Associação Norte Vida com a população sem abrigo. Nos anos 1990, foi fundador e director de uma clínica privada e dirigiu os serviços médicos de uma IPSS. Entre 2000 e 2006, foi presidente do Conselho de Administração do Hospital Joaquim Urbano, unidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) especializada em doenças respiratórias e infecciosas. Em 2006, deixou a administração do hospital para ser deputado da Assembleia da República em regime de exclusividade.
Ingressou na União de Estudantes Comunistas (UEC) e, por conseguinte, no Partido Comunista Português (PCP), em 1972. No ano seguinte, foi detido pela polícia política do regime ditatorial do Estado Novo, a PIDE/DGS, acusado de actividades subversivas. Fez parte da Comissão Central da UEC e do Comité Central do PCP. Demitiu-se do Comité Central do PCP, em 1991, e do partido, em 2000. Em 2003, participou na criação do Movimento da Renovação Comunista.
Em 2004, como independente, integrou a lista do Bloco de Esquerda (BE) ao Parlamento Europeu e, em 2005, foi candidato pelo mesmo partido à Assembleia da República, candidatura que repetiria em 2009 e 2011, como cabeça-de-lista pelo círculo do Porto. Foi deputado nacional entre 2006 e 2015, renunciando a metade do último mandato por motivo de doença. Foi o candidato do BE às câmaras municipais de Gondomar, em 2005, de Gaia, em 2009, e de Lisboa, em 2013, nunca sendo o mais votado.
Em 2007, aderiu ao Bloco de Esquerda, a cuja Mesa Nacional pertenceu até 2016. Foi co-coordenador do Bloco de Esquerda entre 2012 e 2014, juntamente com Catarina Martins. Foi um dos impulsionadores do Congresso das Alternativas (2012) e promoveu, em 2013, juntamente com Mário Soares e outros, os Encontros da Aula Magna, em que se reuniram as várias tendências da esquerda em Portugal, primeiro, “Contra a austeridade” e, depois, em defesa da “Constituição, da Democracia e do Estado Social”. Em 2015, participou na fundação do movimento cívico Direito a morrer com dignidade, a cuja coordenação pertenceu desde a sua criação.
Como deputado à Assembleia da República, integrou diversas comissões parlamentares (saúde, assuntos europeus, orçamento e finanças) e as comissões de inquérito ao BPN (2009 e 2012), ao caso PT/TVI (2010), de que foi o relator, e à aquisição dos submarinos (2014). Foi autor dos projectos-lei que aprovaram as seguintes leis: testamento vital, prescrição medicamentosa por denominação comum internacional (genéricos), contra o bloqueio judicial de novos medicamentos genéricos, estatuto do dador de sangue, acompanhamento nos serviços de urgência, direitos dos utentes do SNS (tempos de espera), dispensa gratuita de medicamentos após alta hospitalar e inscrição do preço na embalagem dos medicamentos.
Em 2016, foi distinguido pela Câmara Municipal do Porto com o grau de ouro da Medalha de Mérito da cidade. Em 2017, foi anunciado como candidato à Câmara Municipal do Porto, pelo BE, mas desistiu da candidatura por motivos de saúde. Foi substituído por João Teixeira Lopes.
Era casado com uma professora de matemática e deixou um filho licenciado em Bioquímica. João Semedo era sobrinho do actor e realizador Artur Semedo, tendo ganho através dele um gosto especial pelo SL e Benfica.

terça-feira, 16 de julho de 2019

16 DE JULHO - ODUVALDO VIANNA FILHO


EFEMÉRIDE - Oduvaldo Vianna Filho, também conhecido como Vianinha, dramaturgo, actor, director e produtor de teatro e televisão, militante comunista brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 16 de Julho de 1974. Nascera em São Paulo no dia 4 de Julho de 1936.
Filho de Oduvaldo Viana que também marcou uma época no teatro brasileiro, Vianinha estreou-se no teatro em 1955, como actor, na peça “Rua da igreja”, com o grupo do Teatro Paulista do Estudante.
Com espírito polémico e sempre muito combativo, Vianna fez parte do Teatro de Arena e estreou-se como autor em 1959, ao escrever “Chapetuba Futebol Clube”. Participou como actor no filme “Cinco Vezes Favela” de 1962.
Oduvaldo foi um dos autores do espectáculo “Opinião” (1964), símbolo da primeira resistência da classe artística ao golpe militar. Resultado dos debates internos do Grupo Opinião, a montagem levava à cena o impasse entre a vontade de ser e o ser real, recorrendo a elementos da literatura popular.
Em 1972, juntamente com Armando Costa, criou e dirigiu, na Rede Globo de Televisão, uma das séries humorísticas de maior sucesso, que voltaria a ser - mais tarde - apresentada no mesmo canal - “A Grande Família”.
As suas peças “A Mão na luva”, “Allegro desbum” e “Rasga coração” mereceram diversas montagens no Brasil. Esta última peça foi muito elogiada pela crítica. Tinha estado proibida pela Censura.  
Foi um dos fundadores do Centro Popular de Cultura da UNE. A sua escrita teatral retratava a realidade brasileira, vista na perspectiva do homem simples.
Oduvaldo Vianna Filho faleceu aos 38 anos, vítima de cancro pulmonar.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

15 DE JULHO - CHRISTINE CHUBBUCK


EFEMÉRIDE - Christine Chubbuck, jornalista e animadora de televisão norte-americana, morreu em Sarasota no dia 15 de Julho de 1974.  Nascera em Hudson, em 24 de Agosto de 1944.
Christine cometeu suicídio, aos 29 anos, disparando contra a própria cabeça durante uma transmissão em directo do seu programa diário, que tratava de assuntos da comunidade.
Estudou numa escola para raparigas em Cleveland. Seguidamente, esteve um ano na Universidade do Estado de Ohio e depois no Endicott College de Beverly (Massachusetts). Obteve um diploma de Teledifusão na Universidade de Boston, em 1965.
Trabalhou para os canais WVIZ em Cleveland, nos anos 1966/67. Depois, participou num atelier-estúdio de rádio/televisão na Universidade de Nova Iorque, em 1967. No ano seguinte, trabalhou alguns meses para uma estação de televisão pública em Pittsburgh e depois em Canton (Ohio). Mudou-se em seguida para Sarasota, onde trabalhou alguns anos.
No dia 15 de Julho de 1974, anunciou aos seus colegas que ia abrir a emissão, “Suncoast Digest”, diferente do habitual em que lia as notícias. Durante os primeiros minutos da emissão, cobriu três assuntos de actualidade nacionais, depois apresentou uma reportagem, sobre um restaurante local. A bobina da reportagem bloqueou e Christine, nesse momento, declarou: «Para permanecer fiel à política do Canal 40, que consiste em vos informar de todas as últimas notícias sobre “o sangue e as tripas”, e tudo a cores, os telespectadores vão assistir a uma estreia - uma tentativa de suicídio». Apareceu um revólver na sua mão e disparou na cabeça, atrás da orelha direita. Caiu violentamente para a frente e o director técnico apressou-se a pôr o ecrã totalmente negro.
A estação apresentou rapidamente uma notícia de interesse público e depois um filme. Alguns telespectadores chamaram a polícia; outros ligaram para a estação de televisão.
Chubbuck foi transportada para o Sarasota Memorial Hospital, onde o óbito foi confirmado 14 horas mais tarde.
Segundo se soube depois, ela vinha-se queixando, junto de familiares, que se sentia deprimida e com tendências suicidas. Faltava-lhe também amigos íntimos.
O vídeo do seu suicídio foi gravado em película, mas está estritamente conservado sem acesso do público.

domingo, 14 de julho de 2019

14 DE JULHO - GERMANO


EFEMÉRIDE - Germano Luís de Figueiredo, futebolista português, morreu em Linda-a-Velha no dia 14 de Julho de 2004. Nascera em Lisboa, em 23 de Dezembro de 1932. Foi considerado, por muitos, um dos melhores jogadores portugueses de todos os tempos e como um dos melhores de sempre do SL e Benfica.
Começou a sua carreira no Atlético CP (1951/1960) e estreou-se na Selecção Nacional em Novembro de 1953, num empate 0-0 com a Áustria, na fase de qualificação para o Mundial. Transferiu-se para o Benfica em 1960/1961, tendo nele jogado até 1966.  
Conquistou os Campeonatos Nacionais de 1960/61, 1962/63, 1963/64 e 1964/65, bem como as Taças de Portugal, em 1962 e 1964. Jogou a sua última temporada no SC Salgueiros.
Germano foi uma figura importante na equipa do Benfica, que foi Bicampeã Europeia em 1961 e 1962. Foi também considerado o melhor defesa central da competição em 1961 e foi, talvez, o melhor jogador da final em que o Benfica venceu por 3-2 o FC Barcelona. Após o apito final, afirmou «Só vou acreditar nisto, na próxima semana…». Também esteve presente nas finais de 1963 e 1965.
Na Selecção Nacional, foi seu capitão durante a qualificação para o Mundial de 1966 e poderia ter sido uma figura dos “Magriços” na fase final, se não se tivesse lesionado durante o seu único jogo, em Julho de 1966, numa vitória por 3-0 sobre a Bulgária. Esta foi também a sua 24º e última internacionalização pela Selecção Portuguesa.
Em Dezembro de 1966, foi agraciado com a Medalha de Prata da Ordem do Infante D. Henrique.

sábado, 13 de julho de 2019

13 DE JULHO - TOMMASO BUSCETTA


EFEMÉRIDE - Tommaso Buscetta, um dos mais importantes membros da Cosa Nostra, a máfia siciliana, nasceu em Agrigento no dia 13 de Julho de 1928. Morreu em Nova Iorque, em 2 de Abril de 2000. Foi um “arrependido”, tendo colaborado com a Justiça, denunciando companheiros e informando o juiz Giovanni Falcone sobre as estruturas da organização e seus esquemas de corrupção de políticos.
Nasceu numa família pobre e com 17 filhos, sendo ele o mais novo. Casou-se pela primeira vez aos dezasseis anos e, para ganhar dinheiro, deu início a uma série de actividades ilegais, como o comércio clandestino de senhas para o racionamento da farinha, distribuídas durante o período fascista. Esta função tornou-o bastante célebre em Palermo, onde - não obstante a pouca idade - foi cognominado de ‘Don Masino’.
No fim da Segunda Guerra Mundial, foi para Nápoles e depois para Buenos Aires, onde abria uma vidraria. Entretanto, já estaria implicado na Mafia desde 1945.
Os escassos resultados económicos do seu trabalho, obrigaram-no a voltar para Palermo, em 1957. Ali, nos anos 1960, relacionou-se com o clã de Luigi Rigotto e iniciou o contrabando de tabaco, que interrompeu em 1961, com o começo da Primeira Guerra à Máfia, da qual escapou, ficando dez anos fugitivo.
Durante esse período, Buscetta casou-se duas vezes; utilizou identidades falsas (Manuele Lopez Cadena e Paulo Roberto Felici); e deslocou-se a vários países, passando pelos Estados Unidos, Brasil e México. Preso na cidade de Itapema - Santa Catarina, em Novembro de 1972, foi extraditado pela polícia brasileira. Foi mantido no cárcere do “Ucciardone” (na capital siciliana) e condenado a catorze anos de prisão (reduzidos a cinco, após recurso).
Foi libertado em Fevereiro de 1980 e encontra trabalho como ajudante de carpinteiro. Em Junho do mesmo ano, vendo-se em perigo, escapou novamente e foi para o Paraguai e novamente para o Brasil, onde aumentou de forma considerável o seu património, graças ao tráfico de entorpecentes. Em Outubro de 1983, quarenta homens cercaram a sua casa e conduziram-no a uma esquadra. Buscetta tentou ser libertado, oferecendo subornos, mas a tentativa fracassou e foi mantido preso.
Em 1984, os juízes Giovanni Falcone e Vincenzo Geraci foram ao seu encontro e pediram-lhe que colaborasse com a justiça, mas Buscetta começou por não aceitar. Extraditado, durante a viagem de avião, tentou inutilmente o suicídio, ingerindo uma pequena quantidade de estricnina. Posteriormente, começou a revelar organigramas e planos da Máfia ao juiz Falcone e, por isso, passou a ser considerado o primeiro mafioso “arrependido” da história.
Em 1993, foi extraditado para os Estados Unidos e recebeu do governo uma nova identidade e a liberdade (vigiada), em troca de novas revelações sobre os planos da Cosa Nostra norte-americana. Nos EUA, fez cirurgias plásticas para despistar os numerosos “assassinos sob encomenda”, que tinha no seu encalço, visto que colaborar com a justiça é, no meio mafioso, a mais grave das traições.
Faleceu, vítima de cancro, aos 71 anos de idade.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

12 DE JULHO - MINNIE RIPERTON


EFEMÉRIDE - Minnie Julia Riperton Rudolph, cantora norte-americana de soul, R&B e rock, morreu em Los Angeles no dia 12 de Julho de 1979. Nascera em Chicago, em 8 de Novembro de 1947. Granjeou enorme popularidade com o single “Loving You” de 1975.
Era a mais nova de oito irmãos de uma família dada à música. Minnie abraçou as artes desde muito jovem. Embora tenha começado pelo ballet e dança moderna, os pais reconheceram as suas habilidades vocais e musicais, encorajando-a a enveredar pela música.
No Lincoln Center de Chicago, Riperton recebeu aulas de canto operístico. Ela praticava respiração e fraseado, com especial ênfase na dicção. Foi também treinada para usar a sua extensa gama vocal, o que contrariava a formação tradicional dos cantores de ópera.
Enquanto estudava, Riperton cantou também operetas e fez pequenos shows, como preparação para uma carreira na ópera. Jeffery, que a ensinava, estava tão convencida das suas habilidades que a motivou fortemente para estudar os clássicos, na Junior Lyric Opera de Chicago.
Minnie foi, no entanto, ainda jovem, tornando-se mais interessada pelo soul, rhythm and blues e rock. Após se graduar na Hyde Park High School, matriculou-se no Loop College, mas desistiu depois de duas semanas de aulas. Mais tarde, foi introduzida no grupo Blue and White Family, tornando-se um membro da prestigiada Zeta Phi Beta.
Riperton juntou-se ao compositor e produtor musical Richard Rudolph, com quem se casou mais tarde. Tiveram um filho e uma filha.
Em meados dos anos 1960, Riperton entrou para o grupo musical The Gems. Tinha quinze anos de idade. Sete anos após a sua entrada no grupo, retirou-se e ingressou noutro, The Rotary Connection, uma banda psicadélica. Minnie, ao mesmo tempo que estava na banda, fazia a sua carreira a solo. Produziu um grande hit de sucesso, a música “Loving You”, do álbum “Perfect Angel”, um êxito romântico da década de 1970.
Em 1972, foi notada por Stevie Wonder e chegou a ser umas das suas coristas. Em Agosto de 1976, quando da transmissão de uma emissão do “The Tonight Show”, Minnie informou o público que acaba de fazer uma mastectomia de um seio. No momento do diagnóstico, a doença já tinha atingido o sistema linfático e a sua esperança de vida era de seis meses.
Continuou, no entanto, a fazer tournées em 1977/1978 e tornou-se a porta-voz da American Cancer Society (1978/1979). Ainda publicou um último álbum em 1979. Faleceu com trinta e um anos de idade, precisamente há 40 anos.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

11 DE JULHO - HOWARD ESTABROOK


EFEMÉRIDE - Howard Estabrook, de seu verdadeiro nome Howard Bolles, actor, produtor e guionista norte-americano, nasceu em Detroit, Michigan, em 11 de Julho de 1884. Morreu em Los Angeles no dia 16 de Julho de 1978.
Iniciou a sua carreira, como actor de teatro, na Broadway, com a peça “The Dictator”. Actuou em mais de 15 peças, entre 1904 e 1915. Ao lado de sua esposa Gretchen Dale, escreveu algumas peças, como “Mrs. Avery”, em que ambos actuaram. A sua última actuação foi em “Miss Information”.
No cinema, iniciou-se na era do cinema mudo, mas alcançou a era sonora e a era da televisão, para a qual aliás trabalhou no final da carreira. Dedicou-se sobretudo a escrever guiões para o cinema. Notabilizou-se por ter recebido, em 1931, o Oscar de Melhor Guião adaptado.
O primeiro filme em que Estabrook actuou foi, em 1914, “Officer 666”, pela George Kleine Productions. Depois, apareceu noutros filmes, tais como “Four Feathers”, em 1915, e a série “The Mysteries of Myra”, em 1916. Estabrook deixou o cinema em 1916, para tentar o mundo dos negócios, mas voltaria em 1921.
Esteve em posições executivas em vários estúdios de cinema e começou a produzir filmes em 1924. Produziu meia dúzia de filmes, entre 1924 e 1937.
Firmando-se como guionista a partir de 1928, com o filme “The Port of Missing Girls”, foi responsável por clássicos de Hollywood, como “Hell's Angels” (1930) e “Street of Chance” (1930), filme pelo qual foi nomeado para o Oscar de 1930. No ano seguinte, ganhou o Oscar de Melhor Guião adaptado, com “Cimarron”. Em 1935, adaptou para o cinema o livro de Charles Dickens “David Copperfield”. O seu último guião foi escrito em 1959, para o filme “The Big Fisherman”.
Morreu em Woodland Hills, Los Angeles, cinco dias depois de completar 94 anos.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

10 DE JULHO - VERA INBER


EFEMÉRIDE - Vera Mijáilovna Inber, poetiza, romancista, memorialista e tradutora ucraniana, nasceu em Odessa no dia 10 de Julho de 1890. Morreu em Moscovo, em 11 de Novembro de 1972.
A família era de origem judaica. O pai possuía uma tipografia e dirigia uma editora chamada Mathesis; a mãe era professora de Russo numa escola de raparigas. O pai era primo de León Trotsky, que morou na mesma casa de Vera, quando ela era ainda bebé.
Estudou na Faculdade de História e Filosofia. Partiu depois para Paris, juntamente com o marido, o jornalista e homem de letras Nathan Inber. O casal ficou em França, entre 1910 e 1914. Aqui publicou a sua primeira recolha de poemas.
Nos anos 1920, instalou-se em Moscovo e escreveu para numerosos jornais e revistas, juntando-se ao Centro literário dos construtivistas fundado por Ilia Selvinski.
Em 1924/26, viajou, como jornalista, para Paris, Bruxelas e Berlim. Em 1927, participou na escrita da obra colectiva “Os grandes incêndios”, um romance-folhetim publicado pela revista “Ogoniok”.
Durante a Segunda Guerra Mundial, assistiu ao cerco de Leninegrado. Continuou a escrever para jornais, ao mesmo tempo que redigia as suas obras mais conhecidas em prosa: “O meridiano de Poulkovo” (1942) e “O cerco de Leninegrado” (1945), tendo participado na redacção do “Livro negro”, aí deixando o seu testemunho sobre a ocupação nazi da sua cidade natal.
Fez a tradução para russo de versos do poeta francês Paul Éluard, entre outros. Publicou também novelas e uma autobiografia para crianças “Como eu era pequena” (1954).
Faleceu com 82 anos, sendo sepultada em Moscovo. Casou três vezes: com o já referido Nathan Inber (1910/1914); com Alexandre Froumkine, professor e membro da Academia das Ciências da URSS, desde 1920; finalmente, com Ilia Strachoun, historiador da medicina, membro da Academia dos Médicos da URSS, falecido em 1967.
Entre outras honrarias, recebeu o Prémio Estaline em 1946 e a Ordem da Bandeira Vermelha do Trabalho por três vezes (1960, 1967 e 1970).

terça-feira, 9 de julho de 2019

9 DE JULHO - CHRIS COOPER


EFEMÉRIDE - Christopher “Chris” William Cooper, actor norte-americano premiado com um Oscar, nasceu em Kansas City, Missouri, no dia 9 de Julho de 1951.
Estudou na Universidade de Missouri, onde obteve dois diplomas: um em Agricultura e o outro em Teatro. Depois dos estudos, mudou-se para Nova Iorque, em busca de uma carreira. Enveredou pelo cinema.
Tornou-se bem conhecido no final dos anos 1990, pelas suas actuações em vários grandes filmes de Hollywood, como “Beleza Americana”, “A Identidade Bourne”, “Capote”, “Syriana - A Indústria do Petróleo”, “O Céu de Outubro”, “O Reino”, “Seabiscuit - Alma de herói” e “Quebra de Confiança”.
Em 2000, actuou ao lado de Mel Gibson no filme “O Patriota”, onde representou o papel de coronel Harry Burwell.
Em 2002, recebeu o Oscar de Melhor Actor coadjuvante, pelo seu trabalho em “Adaptação”, do realizador Spike Jonze. No ano seguinte, ganhou um Globo de Ouro, pela sua interpretação no mesmo filme.
Em 2014, fez uma aparição em “O Espectacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro”. Vive actualmente em Kingston (Massachusetts), com a sua esposa Marianne Leone Cooper.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

8 DE JULHO - GHASSAN KANAFANI


EFEMÉRIDE - Ghassan Fayiz Kanafani, escritor e activista político palestiniano, morreu em Beirute no dia 8 de Julho de 1972. Nascera em Acre, na Palestina, em 8 de Abril de 1936. Escreveu romances, peças de teatro, contos e ensaios políticos. Em 1972, foi assassinado pelo serviço secreto israelitas.
Ghassan Kanafani era o terceiro filho de Muhammad Fayiz Abd al Razzag, um advogado que militava no movimento nacional e se opunha à ocupação britânica.  Kanafani recebeu a sua educação inicial numa escola missionária católica francesa, em Jaffa. Ainda jovem, mudou-se com a família para Haifa. Em 1948, exilaram-se ao sul do Líbano e, mais tarde, instalaram-se permanentemente em Damasco, na Síria.
Em Damasco, completou o ensino secundário e estudou Literatura na Universidade de Damasco. Em 1952, obteve o título de professor da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina. Foi professor de Arte para cerca de 1 200 crianças palestinianas deslocadas num campo de refugiados, onde começou a escrever histórias curtas para ajudar os alunos a entender a sua situação.
No mesmo ano, ingressou no Departamento de Filologia Árabe da Universidade de Damasco, onde, sob a supervisão do Dr. George Habash, escreveu a sua tese “Raça e religião na literatura sionista”, base para o estudo de 1967 “Literatura sionista”. Sob a influência de Habash, iniciou as suas actividades políticas, envolvendo-se no Movimento Nacionalista Árabe (MNA). Em 1955, como consequência das suas actividades políticas, foi expulso da universidade e estabeleceu-se no Kuwait, onde trabalhou como professor até 1960.
Durante a permanência no Kuwait, consolidou o seu compromisso político, ao tornar-se editor do jornal jordaniano “Al Ra’i” (“A Opinião”), afiliado ao MNA. Em 1960, Habash convenceu-o a mudar-se para Beirute e juntar-se à equipa do jornal “al-Hurriyya” (“Liberdade”). Foi nesse período que Kanafani começou a interessar-se pelo marxismo.
Em 1961, conheceu Anni Høver, uma dinamarquesa, educadora e activista dos direitos das crianças, com quem viria a ter dois filhos.
Assumiu o cargo de editor do jornal pro-Nasser “al-Muḥarrir” (“O Libertador”) e da revista de domingo “Filistīn” (“Palestina”) em 1963. No mesmo ano, escreveu a sua primeira e mais aclamada novela “Riŷāl fī-š-šams” (“Homens ao Sol”).
Em 1967, tornou-se editor do jornal “Al Anwar” (“A iluminação”), também pro-Nasser, escrevendo ensaios sob o pseudónimo ‘Faris Faris’. No mesmo ano, juntou-se à Frente Popular para a Libertação da Palestina, uma clivagem marxista-leninista do MNA, e em 1969, renunciou ao “Al-Anwar” para editar a revista semanal da Frente Popular, “al-Hadaf” (“O alvo”), marcando o seu afastamento do nacionalismo pan-árabe para a luta palestina revolucionária.
Em 8 de Julho de 1972, Kanafani - então com 36 anos - foi assassinado em Beirute. Ao ligar o seu Austin 1100, detonou uma granada e em seguida uma bomba de plástico de 3 quilos colocada na barra do pára-choques do seu carro.
Kanafani foi incinerado, juntamente com a sua sobrinha de dezassete anos, Lamees Najim, que viajava com ele. O Mossad, serviço secreto israelita, reivindicou a responsabilidade pelo atentado, alegando que era uma resposta ao massacre do aeroporto de Lod. Na época, Kanafani era o porta-voz da Frente Popular para a Libertação da Palestina e o grupo reivindicara a responsabilidade naquele ataque.
O jornal “The Daily Star”, do Líbano, escreveu então: «Ele era um comando que nunca disparou uma arma; a sua arma era uma caneta esferográfica e a sua arena situava-se nas páginas dos jornais».
Na ocasião da sua morte, vários romances incompletos foram encontrados, um datado de 1966. Em 1975, foi o vencedor póstumo do Prémio Lótus para Literatura da Conferência dos Escritores Afro-Asiáticos. A sua memória foi celebrada por meio da criação da Fundação Cultural Ghassan Kanafani que, desde o seu início, estabeleceu oito jardins de infância para os filhos de refugiados palestinianos.

domingo, 7 de julho de 2019

7 DE JULHO - PAULA FRANCISCO COELHO


EFEMÉRIDE - Paula Cristina Francisco Coelho, ambientalista e política angolana, filiada no Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), actual ministra do Ambiente de Angola, nasceu em Luanda no dia 7 de Julho de 1981.
Paula Francisco foi nomeada ministra do Ambiente da República de Angola em Setembro de 2017, sob o governo de João Lourenço. Antes do seu mandato como ministra do Ambiente, foi secretária de Estado para a   Biodiversidade e Áreas de Conservação.
Iniciou o seu trabalho no Ministério do Ambiente como técnica, tornando-se posteriormente directora nacional da Biodiversidade. Durante a sua extensa experiência a trabalhar com os desafios ambientais em Angola, ela coordenou diversos projectos relacionados com à biodiversidade, às mudanças climáticas, à gestão de resíduos e a conservação dos solos e da água.
Paula Francisco é licenciada em Gestão de áreas de conservação pela Universidade de Tecnologia de Tshwane, na África do Sul. É membro do Comité Central do MPLA e da Organização da Mulher Angolana.
As prioridades do seu mandato são a educação ambiental, a gestão de resíduos e o fortalecimento de políticas relacionadas com a vida selvagem.

sábado, 6 de julho de 2019

6 DE JULHO - LAURO CORONA


EFEMÉRIDE - Lauro Del Corona, actor brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 6 de Julho de 1957. Morreu na mesma cidade no dia 20 de Julho de 1989.
Começou a trabalhar aos 16 anos, como vendedor, na boutique de sua mãe. Um ano depois, partiu para a carreira de modelo e fez os primeiros filmes publicitários: propaganda para a Coca-Cola e o Bob’s.
Em 1977, ao actuar na peça infantil “Simbad, o Marujo”, no Rio de Janeiro, foi descoberto por Ziembinski e Paulo José, que o convidaram para participar no especial de televisão “Ciranda, Cirandinha”.
A partir daí, participou em diversas telenovelas e filmes, tendo-se destacado, inicialmente, em “Dancin’Days” (1978), de Gilberto Braga, em que era par da personagem de Glória Pires. Esta novela bateu recordes de audiência e tornou-se febre nacional. Com ela, venceu o cobiçado prémio APCA de Melhor Actor, logo na sua estreia na TV. O actor também se destacou noutros grandes sucessos como “Marina, Baila Comigo”, grande êxito de audiência. O actor ainda estrelou a popular “Elas por Elas” e outras duas novelas de imenso sucesso, “Louco Amor” e “Corpo a Corpo”, ambas de Gilberto Braga, e um clássico das novelas das seis horas, “Direito de Amar”, última e marcante parceria com Glória Pires.
O sucesso de Lauro Corona na televisão abriu-lhe as portas do cinema. Protagonizou “O Sonho não Acabou”, em 1982, e dois anos depois fez “Bete Balanço”, como par romântico da personagem de Débora Bloch, filme com música-tema da banda Barão Vermelho cantada por Cazuza.
Laurinho, como era chamado pelos colegas, era grande amigo da também actriz Glória Pires. Querido por todos no meio artístico, ele fazia a unanimidade entre os colegas de trabalho e o público em geral, que acabou coroando-o como o galã das seis, horário este reservado para histórias de amor e de conteúdo leve.
A sua popularidade era tanta que mereceu até um episódio no programa “Caso Especial”, com o título “O Sequestro de Lauro Corona”. Também alcançou algum sucesso como cantor e como apresentador do programa “Globo de Ouro”, nos anos 1980.
Lauro fez igualmente uma mini-série, “Memórias de um gigolô” em 1986, que foi considerada pela crítica especializada como um dos seus melhores desempenhos em frente das câmaras.
A sua última telenovela foi “Vida Nova”, de 1988, no papel de um imigrante português que namorava uma judia brasileira, interpretada por Deborah Evelyn.
Lauro foi um dos galãs mais queridos da história da TV brasileira e um dos melhores actores de toda uma geração.
Foi uma das primeiras personalidades brasileiras a morrer de complicações decorrentes do vírus da SIDA. O personagem na telenovela “Vida Nova” teve um final abreviado com uma viagem para Israel, por causa da doença do actor. A última cena mostrava um carro preto partindo numa noite chuvosa, ao som do poema “Viajar! Perder países!” de Fernando Pessoa, declamado em off pelo próprio actor.
A certidão de óbito do actor apontou como causas da morte diversas complicações: infecção respiratória, septicemia, infecção oportunista, miocardite, insuficiência renal aguda e hemorragia digestiva alta. Em nenhum momento foi citada a palavra AIDS, o que reforçou o comportamento adoptado pelo jovem galã e pelos familiares, nos últimos meses de vida - o de negar veementemente a doença. Lauro Corona não comentava com os amigos que era portador do vírus nem aceitava a condição. Tratava os sintomas das doenças oportunistas com homeopatia.
Os boatos de que estaria com SIDA surgiram em Janeiro de 1989, quando o actor pediu afastamento da telenovela “Vida Nova”, na qual era protagonista, alegando cansaço. Lauro instalou-se em Campos do Jordão para poder descansar e repor as energias. Voltou dois meses depois, muitos quilos mais magro e com uma visível queda de cabelo. Logo em seguida, mudou-se para a casa dos pais, isolando-se até mesmo dos amigos. Quando o estado de saúde piorou, foi internado, mas os pais proibiram a Clínica São Vicente, na Gávea, de dar qualquer informação à imprensa sobre o estado de saúde do filho.
Lauro Corona morreu nove dias depois de internado na Clínica São Vicente e foi sepultado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.
A sua morte causou grande comoção nacional. O rosto dele estava estampado nas capas de diversas revistas. Os fãs, mulheres e homens, choraram a sua morte.
O Canal Viva elegeu Lauro como o maior galã dos anos 1080 e isso garantiu ao actor um lugar entre o restrito grupo dos cinco maiores galãs da história da TV Globo. Lauro Corona ficou para sempre com «aquele rapaz bonito, frágil, amável, de belos olhos azuis e sorriso cativante».

sexta-feira, 5 de julho de 2019

5 DE JULHO - JIMMY CRESPO


EFEMÉRIDE - James “Jimmy” Crespo Jr, guitarrista norte-americano, nasceu em Nova Iorque no dia 5 de Julho de 1954. Foi guitarrista principal da banda de rock Aerosmith, entre os anos 1979 a 1984. Actualmente, mora em Las Vegas, onde toca com a banda Sin City Sinners.
É filho de mãe americana e pai porto-riquenho. Tocou na banda Flame em 2 discos. Já era um bem-sucedido e promissor músico de estúdio, quando foi convidado por Jack Douglas para substituir Joe Perry nos Aerosmith, em 1979. Tocou em algumas faixas do disco “Night in the Ruts” (1980), porém o seu nome não constou nos créditos da gravação (até então, não era ainda um membro fixo da banda, tendo sido convidado unicamente para terminar algumas faixas, já que Joe Perry abandonara a banda durante as gravações).
Após audições com alguns guitarristas, optaram por manter Jimmy Crespo nos Aerosmith. Assim sendo, Jimmy fez o seu primeiro show com o grupo, um pouco mais tarde (segundo a autobiografia da banda “Walk This Way” de 1997).
Crespo foi igualmente co-autor de 6 faixas do disco “Rock in a hard place” de 1982, sendo este o único álbum de estúdio dos Aerosmith que não contou com a dupla de guitarrista Joe Perry e Brad Whitford.
Em 1984, a banda retornou a sua a formação inicial e Jimmy Crespo seguiu o seu caminho. Jimmy também pode ser ouvido em 4 faixas do disco ao vivo “Classics Live!” de 1986.
Após a experiência nos Aerosmith, Jimmy tocou em grupos como ‘Stress’ e ‘Rough Cutt’. Acompanhou também a banda de Rod Stewart, em várias tournées, durante os anos 1995/1996.
Continua em actividade, principalmente como compositor, com actuações menos mediatizadas.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

4 DE JULHO - EVA MARIE SAINT


EFEMÉRIDE - Eva Marie Saint, actriz norte-americana, nasceu em Newark no dia 4 de Julho de 1924. Foi premiada com o Oscar de Melhor Actriz coadjuvante em 1954, pelo seu trabalho no filme “Há Lodo no Cais”, em que contracenou com Marlon Brando.
Era comum vê-la a interpretar o estereótipo da loira carismática e graciosa, em papéis importantes, da década de 1950 em diante. Hoje, embora já com mais de 90 anos, continua a actuar esporadicamente. Uma das suas participações mais recentes aconteceu em “Superman Returns” (2006).
Pensou seguir a carreira de professora, mas a actuação como amadora no grupo de teatro da universidade fê-la mudar de ideias. Estudou Actuação na Bowling Green State University.
Fez uma série de trabalhos na rádio, na televisão, em publicidade e como modelo, até ganhar o Drama Critics Awards pelo seu trabalho no telefilme “A Trip to Bountiful”, de 1953.
O primeiro papel de Saint no cinema foi em “Há Lodo no Cais”, com o qual ganhou o Oscar na categoria Melhor Actriz Coadjuvante.
Os seus filmes mais conhecidos são justamente os desse período da sua carreira: “A Hatful of Rain” (1957); “Intriga Internacional”, dirigido por Alfred Hitchcock em 1959, no qual actuou ao lado de Cary Grant; e “Exodus”, filme de 1960 que adaptava o romance homónimo de Leon Uris sobre o navio usado por judeus fugitivos do Holocausto em 1947. Neste último filme, realizado por d'Otto Preminger, c0ntracenou com Paul Newman.
Durante a década de 1970, insatisfeita com os papéis que lhe estavam a ser propostos, voltou a trabalhar na televisão. Na década seguinte, voltou ao teatro. Participou numa quantidade considerável de filmes para TV e, em 1990, ganhou um dos Prémios Emmy pela sua interpretação na mini-série televisiva “People Like Us”.
Eva Marie Saint possui duas estrelas na Calçada da Fama de Hollywood, uma pelas suas contribuições para o cinema e outra pelos seus trabalhos na televisão.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

3 DE JULHO - ALESSANDRO BLASETTI


EFEMÉRIDE - Alessandro Blasetti, cineasta italiano, nasceu em Roma no dia 3 de Julho de 1900. Morreu na mesma cidade em 1 de Fevereiro de 1987.
Nascido numa família com vocação artística - o pai era músico e o avô escultor - Alessandro fez a escolaridade numa instituição religiosa. Depois de uma passagem pela Escola Militar de Roma, seguindo os desejos de sua mãe, herdeira de uma antiga família de advogados da Curia, graduou-se em Direito na Universidade de Roma. Começou por trabalhar num banco, antes de se dedicar ao jornalismo. Colaborou diariamente no quotidiano “L'Impero”, para o qual criou, em 1925, a primeira rubrica de crítica cinematográfica, na imprensa italiana. Em 1926, fundou “Lo Schermo”, uma revista de cinema, que se tornará - dois anos mais tarde - na “Cinematografo”. 
Criou igualmente “Lo Spettacolo d’Italia”, um semanário com larga difusão. Apoiado financeiramente pelos leitores da “Cinematografo”, fundou uma cooperativa de produção, a Augustus, graças à qual ia poder realizar os seus filmes.
Blasetti é considerado um dos autores mais interessantes do cinema, durante o regime fascista. O seu filme de estreia - “Sole” (1929) - é uma exaltação épica dos do regime de Benito Mussolini; e “Vecchia guardiã”, de 1934, é uma apologia da Marcha sobre Roma.
Nos seus primeiros anos, dirigiu, também, “Ettore Fieramosca” (1938). A sua melhor obra é desse mesmo período: “1860”, de 1934, que retrata a Expedição dos Mil, episódio da História da Itália vivido por Giuseppe Garibaldi.
De 1949, a película “Fabiola” é a transposição cinematográfica do livro “Fabiola ou A Igreja das Catacumbas”, de Nicholas Wiseman.
Depois de algum tempo afastado dos estúdios cinematográficos, Blasetti rodou, em 1952, “Altri tempi” e “Tempi nostri”. Dois anos mais tarde, descobriu Sofia Loren, lançando-a como estrela dos filmes “Peccato che sia una canaglia” e “La fortuna di essere donna”.
Com “Europa di notte” (1959), Blasetti deu vida a um filão de reportagens sexy, que se tornaram muito populares.
Interpretou-se a si mesmo em “Bellissima” de Luchino Visconti (1951) e em “Una vita difficile” de Dino Risi (1961).
Nos seus últimos anos de vida, dedicou-se mais à televisão, sobretudo com a realização de documentários.  Faleceu aos 86 anos de idade, vítima de ataque cardíaco. Realizou, durante a sua carreira, mais de 40 filmes.

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