segunda-feira, 29 de agosto de 2011




EFEMÉRIDEEdu Lobo, de seu verdadeiro nome Eduardo de Góis Lobo, cantor, compositor, arranjador e instrumentista brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro no dia 29 de Agosto de 1943.


Iniciou a carreira nos anos 1960, fortemente influenciado pela bossa nova. Em parceria com Vinicius de Moraes, compôs então “Só Me Fez Bem”. Com o decorrer do tempo, adoptou uma postura mais político-social, reflectindo os anseios de uma geração reprimida pelo ditadura militar brasileira. Nesta fase surgiu em parceria com Ruy Guerra, nas composições “Canção da Terra”, “Reza” e “Aleluia”.


Participou em vários festivais de música popular, obtendo um primeiro prémio em 1965 com “Arrastão” e outro em 1967 com “Ponteio”. Venceu o Terceiro Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Dedicou-se também à composição de bandas sonoras para espectáculos teatrais, como o histórico “Arena Conta Zumbi”, ao lado de Gianfrancesco Guarnieri.


Depois de uma temporada nos Estados Unidos, voltou ao Brasil, retomou várias parcerias, especialmente com Chico Buarque, e compôs música para peças de teatro e ballets.


O Grande Circo Místico”, pensado originalmente para o “Balé Teatro Guaíra” e inspirado no poema homónimo de Jorge de Lima, estreou em Março de 1983, mesclando música, ballet, ópera, circo, teatro e poesia. Foi tamanho o sucesso, que deu lugar a uma tournée de dois anos pelo país, a que assistiram mais de duzentas mil pessoas, em quase duzentas representações. A consagração máxima viria com lotações esgotadas no Maracanãzinho e no Coliseu dos Recreios de Lisboa. As canções foram interpretadas por Milton Nascimento, Gal Costa, Simone, Gilberto Gil e Zizi Possi, entre outros.


Cantou ainda, numa pequena participação especial, no coro da uma versão brasileira de “We are the world”, o hit americano que juntou vozes e angariou fundos para ajudar populações africanas necessitadas. O projecto “Nordeste já” (1985) abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto de criação colectiva, com as canções “Chega de mágoa” e “Seca d’água”.


Entre várias distinções recebidas, saliente-se o Prémio Sharp de Melhor Disco de Música Popular Brasileira (MPB) em 1995, com “Meia-noite”, e o Grammy Latino de Melhor Álbum de MPB em 2002, com “Cambaio”, disco gravado com Chico Buarque.


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