quarta-feira, 14 de setembro de 2016

14 DE SETEMBRO - JACK HAWKINS

EFEMÉRIDE – John Edward “JackHawkins, actor britânico, nasceu em Wood Green no dia 14 de Setembro de 1910. Morreu em Chelsea, em 18 de Julho de 1973.
Actor de cinema muito popular nos anos 1950/60, Jack Hawkins inscreveu o seu nome e o seu carisma nos genéricos de várias obras-primas, como “A Terra dos Faraós”, “A Ponte do rio Kwai”, “Ben-Hur” ou “Lawrence da Arábia”, antes de conhecer um destino trágico, ao perder a voz devido a um cancro.
Aos 13 anos, Jack Hawkins inscreveu-se numa escola de arte dramática, The Italia Conti Academy Of Theatre Arts, em Londres, onde se estreou na peça “Where the Rainbow Ends” em 1923. No ano seguinte, apareceu noutra peça e ao lado de Lawrence Olivier. Cinco anos mais tarde, actuou na Broadway, em “Journey's End”.
Incentivado pela crítica, iniciou-se no cinema, mas ainda em filmes que não ultrapassavam as fronteiras do Reino Unido. 
Durante a Segunda Guerra Mundial, depois da derrota francesa, alistou-se como voluntário nos Royal Welsh Fusiliers. Foi colocado na Índia, encarregado do treino das tropas e, em 1944, foi promovido a coronel comandante de um departamento que tinha por finalidade proporcionar divertimentos ao pessoal das forças armadas britânicas.
Depois da desmobilização, assinou um contrato com Alexandre Korda e entrou em vários filmes de sucesso. Protagonizou nomeadamente “Primeira Desilusão” de Carol Reed (1948) e “A Rosa negra” de Henry Hathaway, com Orson Welles. Começou a dar réplica a grandes nomes de Hollywood, como James Stewart e Marlène Dietrich. 
Para os prestigiosos Ealing Studios, desempenhou “O Mar cruel”, onde incarnou o comandante de um navio de guerra em apuros.
A partir de 1955, foi a consagração – Howard Hawks escolheu-o para interpretar Khéops em “A Terra dos Faraós”. Dois anos depois, David Lean colocou-o como cabeça de cartaz de “A Ponte do rio Kwai”. Passou a ser solicitado pelos maiores realizadores e tornou-se o actor britânico mais popular na época.
Foi-lhe diagnosticado entretanto um cancro no esófago, devido seguramente aos seus três maços de tabaco diários. Depois de uma ablação da laringe, perdeu o uso da voz e os seus papéis passaram a ser dobrados (com o seu acordo) pelos actores Robert Rietty e Charles Gray.
Continuou a actuar até 1972. Decidido a fazer o implante de uma laringe artificial, partiu para os Estados Unidos a fim de ser operado. Devido a complicações, voltou a Inglaterra e foi hospitalizado no St. Stephen's Hospital em Londres. Acabou por sucumbir aos 62 anos, vítima de uma hemorragia. A sua autobiografia, “Anything For a Quiet Life”, foi publicada postumamente.

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