domingo, 16 de julho de 2017

16 DE JULHO - TRYGVE LIE

EFEMÉRIDETrygve Halvdan Lie, político e diplomata norueguês, primeiro secretário-geral das Nações Unidas (1946/52), nasceu em Oslo no dia 16 de Julho de 1896. Morreu em Geilo, em 30 de Dezembro de 1968.
O pai, que era carpinteiro de profissão, deixou a família e emigrou para os Estados Unidos em 1902. Nunca mais houve notícias dele. A mãe mantinha uma pensão em Grorud, perto de Oslo.
Lie ingressou no Partido Trabalhista em 1911 e foi nomeado seu secretário nacional, pouco tempo depois de se ter licenciado em Direito na Universidade de Oslo (1919). Trygve casou com Hjørdis Jørgensen em 1921 e tiveram três filhas.
Trygve Lie foi editor chefe do “Det 20 århundre” (“O Século XX”), de 1919 a 1921. De 1922 a 1935, foi consultor da Confederação dos Sindicatos Noruegueses.
Na política local, foi membro do comité executivo da municipalidade de Aker, de 1922 a 1931. Eleito para o Parlamento Norueguês em 1935, supervisionou diversos ministérios até à invasão alemã.
Socialista de longa data, encontrou-se com Lenine, quando de uma visita do Partido Trabalhista a Moscovo e deu permissão a Leon Trotsky para se fixar na Noruega quando do seu exílio. Em 1940, quando a Noruega foi invadida pela Alemanha nazi, Lie ordenou que todos os navios noruegueses navegassem para portos aliados. Em 1941, foi nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros do governo norueguês no exílio (em Londres).
Liderou a delegação norueguesa à conferência das Nações Unidas em São Francisco (1946) e tornou-se um líder para instituir as disposições do Conselho de Segurança. Em Fevereiro de 1946, foi eleito como o primeiro secretário-geral das Nações Unidas, resultado de um compromisso entre as maiores potências.
Como secretário-geral, apoiou a fundação de Israel e da Indonésia. Trabalhou para a retirada das forças soviéticas do Irão e num cessar-fogo em Caxemira. Atraiu a ira da União Soviética quando ajudou a recolher apoios para a defesa da Coreia do Sul, depois desta ser invadida em 1950. Lie também foi contra a entrada da Espanha nas Nações Unidas, pois opunha-se ao governo do general Franco.
Defendeu o reconhecimento da República Popular da China pela ONU, depois do Governo Nacionalista se ter exilado, argumentando que a República Popular da China seria o único membro que poderia cumprir todas as suas obrigações. Foi criticado, por outro lado, em facilitar as negociações no Bloqueio a Berlim, como também pelas suas falhas em conseguir um fim mais rápido para a Guerra da Coreia.
Em 1950, com objecções da União Soviética, a Assembleia-geral das Nações Unidas aprovou por 46 votos contra 5 a extensão do mandato de Trygve Lie. O voto foi consequência de um impasse no Conselho de Segurança no qual os Estados Unidos se recusavam a aceitar qualquer outro candidato, enquanto a União Soviética se recusava em considerar Lie por causa dos seus envolvimentos na Guerra da Coreia.
Lie renunciou ao cargo de secretário-geral em Novembro de 1952, sendo substituído pelo sueco Dag Hammarskjöld em 1953. De regresso à Noruega, ocupou diversos lugares em ministérios e efectuou várias missões diplomáticas. 

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