terça-feira, 18 de julho de 2017

18 DE JULHO - CARLOS ALBERTO SANTOS

EFEMÉRIDECarlos Alberto Santos, ilustrador e pintor português, nasceu em Lisboa no dia 18 de Julho de 1933. Morreu na mesma cidade em 1 de Novembro de 2016. Ao longo da sua carreira, dedicou-se – sobretudo – a temas históricos e da cultura portuguesa.
Começou como ilustrador em 1947, no atelier de publicidade de José David, e trabalhou em empresas como a Fotogravura Nacional e a Agência Portuguesa de Revistas, para a qual foi convidado, tinha então 17 anos, para fazer a ilustração de cromos para o livro “História de Portugal”, que se tornou na colecção de maior sucesso no país, sendo reeditada mais de vinte vezes, percorrendo as gerações de jovens das décadas de 1950 a 1970, que ainda hoje guardam memórias dos famosos cromos.
A sua primeira ilustração publicada, a que se seguiram várias outras, aconteceu na revista “Camarada” de Abril de 1948, acompanhando um conto western de Hermínio Rodrigo da Conceição. A sua estreia nas histórias de banda desenhada ocorreu ainda aos 16 anos, logo no número inaugural de “O Mundo de Aventuras” em Agosto de 1949, com a “História Maravilhosa de João dos Mares”.
No exercício da sua actividade de ilustrador na Agência Portuguesa de Revistas, publicou mais quatro colecções de cromos: “Trajos Típicos de Todo o Mundo” (1958), “História de Lisboa” (1960), “Romeu e Julieta” (1969) e “Pedro Álvares Cabral” (1972).
O seu último projecto, na área dos cromos, foi um álbum sobre “Os Lusíadas” de Luís de Camões (1966), que era a figura da história de Portugal que o pintor mais admirava. Essa colecção, completa, teria cerca de 300 cromos, tendo sido ilustradas somente as estâncias 1 até à 44 do Canto I, através de vinte guaches, dos quais dezoito ainda existem. Ilustrou também capas e contra-capas de cadernetas de várias colecções de origem vária.
Através dos cromos, nos quais trabalhou durante 20 anos, Carlos Alberto conseguiu o reconhecimento de várias gerações de jovens portugueses, mas foi como pintor de temas da história de Portugal que se veio a notabilizar.
Além da produção para a Agência Portuguesa de Revistas, colaborou também em várias dezenas de colecções estrangeiras. De entre as colecções que complementou com cromos de sua autoria, citam-se: “Bandeiras do Universo”, “A Conquista do Espaço”, “Esquadras de Guerra” e “Navios e Navegadores”.
Enquanto colaborador da editora Amigos do Livro, de Lisboa, no período de 1979/87 e em estreita colaboração com o autor dos textos – Raul Correia – ilustrou várias obras/colecções, como “A Vida de Jesus”, “Quadros da História de Portugal”, “As Histórias do Avozinho”, “Histórias de Todo o Mundo Contadas às Crianças” e “Lendas Portuguesas”. A tiragem global foi superior a 300 000 exemplares, o que ilustra o bom acolhimento que as obras tiveram.
Teve trabalhos seus em várias exposições individuais e colectivas, em Portugal e no estrangeiro, em locais como: a Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa; o Faculty Club of the MIT, em Boston; a Biblioteca Casa da Saudade, em New Bedford; e a Biblioteca Pública de Cambridge, entre outros. Está representado em diversas colecções particulares no mundo inteiro.
Em Portugal, algumas telas do pintor podem ser vistas igualmente no Museu Militar da cidade do Porto.
O livro “História”, o terceiro volume da colecção “Ser Português”, inclui uma compilação de diversas pinturas suas sobre os temas ‘O Mar’ e ‘O Pensamento Português’.
Desenhou ainda algumas séries de selos sobre os descobrimentos portugueses e sobre as naus da carreira da Índia.
O professor José Hermano Saraiva recorria muitas vezes, no seu programa televisivo “A Alma e a Gente”, às telas de Carlos Alberto para ilustrar determinadas personalidades e episódios da história de Portugal.
Em Julho de 2014, a Editorial Seleprinter publicou a sua biografia, da autoria do crítico de arte Afonso Almeida Brandão, com o título “A Persistência da Memória Como Retrato da Alma”.
Carlos Alberto Santos faleceu no Hospital Egas Moniz, aos 83 anos de idade.

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