terça-feira, 25 de julho de 2017

25 DE JULHO - S. T. COLERIDGE

EFEMÉRIDES. T. Coleridge, de seu nome completo Samuel Taylor Coleridge, poeta, crítico e ensaísta britânico, morreu em Highgate no dia 25 de Julho de 1834. Nascera em Ottery St. Mary, em 21 de Outubro de 1772. É considerado, ao lado de William Wordsworth, um dos fundadores do Romantismo na Inglaterra.
Depois de publicar alguns poemas em 1796, escreveu – em parceria com o poeta W. Wordsworth – “Baladas líricas” (1798), que se tornou um marco da poesia inglesa e onde se destaca a sua famosa “Balada do antigo marinheiro”, um dos primeiros grandes poemas da escola romântica. Mais tarde, escreveu o poema simbólico “Kubla Khan” e o poema místico/narrativo “Christabel”.
A sua principal obra em prosa, “Biographia Literária” (1817), é uma série de dissertações e notas autobiográficas sobre diversos temas, entre os quais se destacam as suas observações literárias. Influenciou toda uma geração de novos escritores, como Quincey, Byron e Shelley.
Samuel era o filho mais novo do segundo casamento de um pastor protestante. Por ser o preferido da família, sofria perseguições sobretudo do irmão mais velho. Para escapar aos abusos dele, Coleridge escondia-se frequentemente na biblioteca local, o que lhe despertou a paixão pela literatura. Outro facto que lhe marcou a infância foi a fuga de casa com menos de sete anos, sendo encontrado na manhã do dia seguinte por um vizinho. Esta noite passada fora de casa serviu-lhe de tema frequente nos seus poemas.
Com a morte do pai em 1781, foi estudar, contra sua vontade, em instituições religiosas de Londres, onde se destacava como leitor voraz e, frequentemente, com dos melhores alunos da sua turma. Entretanto, sentia-se só, pois raramente lhe era permitido rever a família. No seu poema “Frost at Midnight”, escrito posteriormente, Coleridge fala sobre a sua solidão na escola.
Um irmão morreu em 1790 e a sua única irmã no ano seguinte, o que lhe fez escrever “Monody”, um dos seus primeiros poemas, onde se comparava a Thomas Chatterton, poeta inglês que se suicidou aos 17 anos. Foi nessa época que começou a ter problemas com álcool. Mais tarde, passaria a ter também problemas com ópio, droga que começou a usar para aliviar dores causadas por problemas de saúde. Em 1791, ingressou na Universidade de Cambridge. Em 1792, ganhou um prémio por uma ode sobre o tráfico de escravos.
Em 1793, alistou-se no exército com um nome falso, supostamente por problemas com dívidas ou com mulheres. Por completa inaptidão para as armas e montaria, escapou de ser enviado para o campo de batalha em França. Após quatro meses, um dos seus irmãos usou a sua influência no exército para conseguir a baixa de Coleridge por “insanidade”.
Na universidade, nunca concluída, Samuel passou a defender ideais revolucionários com o seu recém-amigo e poeta Robert Southey. Escreveram a peça “A queda de Robespierre” e planearam emigrar para a Pensilvânia e fundar uma sociedade utópica denominada Pantisocracia. Robert Southey desistiu da ideia e tornou-se advogado. Sonho portanto abortado.
Em 1795, casou-se com Sara Fricker, cunhada de Southey, com quem teve quatro filhos. O casamento seria infeliz, terminando em separação. Neste mesmo ano, foi apresentado a William Wordsworth e a sua irmã Dorothy. A amizade foi imediata e os três escreveriam muitos poemas juntos.
A obra “Poemas”, publicada em 1797, foi bem recebida e ele começou a ficar famoso. Até 1798, escreveria algumas das suas melhores obras.
Em Setembro daquele ano, viajou para a Alemanha. No tempo que ali passou, além de estudos da língua alemã, como autodidacta, interessou-se pela obra do filósofo Immanuel Kant, que passou a divulgar quando voltou a Inglaterra para morar em Lake District (1800).
Com a humidade daquele local, a sua saúde piorou e a dependência do ópio aumentou. Entretanto, escreveu o poema “Dejection: An Ode” e intensificou os seus estudos filosóficos.
Em 1804, foi para Malta e andou também por Itália, com esperança de se curar com o clima mais seco. Voltou a Inglaterra em 1806 e passou a ganhar a vida escrevendo artigos para jornais e realizando palestras. Chegou a ser pago por um Café, para manter conversas com os clientes.
Não conseguia livrar-se do ópio. A partir de 1816, passou a morar na residência de um médico, onde regressou à actividade literária, escrevendo novos livros e republicando outros.
S. T. Coleridge morreu, com inesperada serenidade, aos 61 anos de idade. Deixou, como herança, apenas alguns livros e anotações. Depois da sua morte, um sobrinho e a esposa organizaram a obra dispersa do poeta, publicando vários livros.

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