quinta-feira, 27 de julho de 2017

27 DE JULHO - HESBA STRETTON

EFEMÉRIDEHesba Stretton, de seu verdadeiro nome Sarah Smith, escritora de livros infanto-juvenis inglesa, nasceu em Wellington, Shropshire, no dia 27 de Julho de 1832, Morreu em Ham, Londres, em 8 de Outubro de 1911. O seu pseudónimo resulta das iniciais dos nomes dos seus cinco irmãos, mais o nome de uma aldeia vizinha.
Sarah Smith era filha de um livreiro e de uma notável metodista. Ela e a irmã mais velha frequentaram a Old Hall, uma escola na cidade, mas foram sobretudo autodidactas. Em 1867, mudou-se para o sul e morou em Snaresbrook e Loughton, perto de Epping Forest, e em Ham, perto de Richmond, Surrey.
Smith foi uma das mais populares escritoras evangélicas do século XIX, que usou os «princípios cristãos como um protesto contra males sociais específicos, através dos seus livros infanto-juvenis». Os contos morais e histórias semi-religiosas, principalmente para jovens, foram impressos em grande número, para serem lidos nas escolas. Tornou-se uma contribuinte regular para a Household Words e a All the Year Round, sob a direcção editorial de Charles Dickens, depois da irmã submeter com sucesso as suas histórias àquelas instituições (sem o seu conhecimento). No total, escreveu mais de quarenta romances.
O livro que lhe deu maior fama foi “Jessica's First Prayer”, publicado pela primeira vez na revista “Sunday at Home” em 1866 e, no ano seguinte, em formato de livro. Até ao final do século XIX, vendeu pelo menos um milhão e meio de cópias. As vendas foram «quase dez vezes maiores do que “Alice no País das Maravilhas”». A sequência, “Jessica's Mother”, foi publicada na “Sunday at Home” em 1866 e como livro em 1904.
Smith tornou-se a redactora-chefe da Religious Tract Society. A sua experiência em trabalhar com crianças de barracas em Manchester, na década de 1860, deu aos seus livros um maior senso de autenticidade. Os livros dela «levavam para dentro dos lares, com força quase brutal, a situação abjecta dos pobres». Hesba Stretton tornou-se uma das fundadoras da National Society for the Prevention of Cruelty to Children em 1884. Demitiu-se uma década depois, em protesto contra a má gestão financeira.
Durante um tempo de recolhimento em Richmond, Surrey, as irmãs Smith administraram uma filial do Clube do Livro Popular (para os leitores da classe trabalhadora). Sarah morreu em casa, oito meses depois do falecimento da irmã.

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