terça-feira, 8 de março de 2016

8 DE MARÇO - JUANA DE IBARBOUROU

EFEMÉRIDEJuana de Ibarbourou, poetisa uruguaia, nasceu em Melo no dia 8 de Março de 1892. Morreu em Montevideu, em 15 de Julho de 1979. Casou-se com o capitão Lucas Ibarbourou, aos vinte anos de idade. O pai era espanhol, de origem galega, nascido em Lourenzá, província de Lugo (cuja biblioteca municipal foi baptizada com o nome da poetisa) e a mãe pertencia a uma das famílias mais antigas do Uruguai.
Notabilizou-se desde logo com as suas primeiras recolhas de poesia, sendo comparada a escritoras igualmente importantes, como Gabriela Mistral e Alfonsina Storni. Foi eleita membro da Academia de Letras do Uruguai, desde a sua fundação em 1947. Em 1959, foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de Literatura. Marcadas pelo modernismo, as suas obras exaltam a maternidade, a beleza física, o erotismo e a natureza.
Os seus três primeiros livros, de estilo modernista, foram “Las lenguas de diamante” (1919), “El cántaro fresco” (1920) e “Raíz salvaje” (1922). Tiveram repercussão internacional e foram traduzidos para diversas línguas. Em 1937, viveu em Tacuarembó, no norte do país, durante cerca de seis meses, a convite da população local.
A originalidade do seu estilo consistia em ligar um rico cromatismo com imagens modernistas, dando-lhe um sentido optimista da vida, com uma linguagem sensível, sem complexidades conceptuais, o que redundava numa expressividade fresca e natural. Publicou mais de trinta livros, a maioria dos quais de poesia e de prosa poética, embora tenha escrito também memórias da sua infância e obras para crianças.
A sua enorme popularidade fez com que tivesse sido apelidada de “Juana de América”, numa homenagem oficial em 1929. Pela sua parte, ela denominava-se, muito simplesmente, “filha da natureza”.
Entre muitas honrarias recebida, salienta-se: Ordre Universel du Mérite Humain (Genebra, 1931); Medalha de Ouro Francisco Pizarro do Peru (1936); Orden del Cóndor de los Ándes da Bolívia (1937); Orden del Sol do Peru (1938); Ordem do Cruzeiro do Sul do Brasil (1945); Croix du Commandant du Grand Prix Humanitaire da Bélgica (1946); Orden Carlos Manuel de Céspedes de Cuba (1951); Mulher das Américas (1953); e Orden de Eloy Alfaro do Equador (1953). 

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