sexta-feira, 10 de março de 2017

10 DE MARÇO - ROGÉRIO RIBEIRO

EFEMÉRIDERogério Ribeiro, artista plástico português, morreu em Lisboa no dia 10 de Março de 2008. Nascera em Estremoz, em 31 de Março de 1930. Fez a sua formação académica em pintura, na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (ESBAL).
Foi sócio fundador da Gravura – Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses (1956), onde desenvolveu intensa actividade como gravador. Trabalhou também em cerâmica e em tapeçaria por encomenda de particulares, empresas e organismos oficiais.
Em 1961, iniciou a sua actividade de professor de Pintura e Tecnologia na Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa. Fez os primeiros trabalhos no âmbito do Design de Equipamento e Gráfico (1964) e colaborou com vários arquitectos nos estudos de cor e integração de materiais e trabalhos artísticos.
Foi professor da ESBAL desde 1970, instituição onde, em 1974, coordenou o grupo de trabalho de reestruturação do currículo escolar na área do Design. Em 1983, foi co-autor do projecto da Galeria de Desenho do Museu Municipal de Estremoz, com Joaquim Vermelho, Armando Alves e José Aurélio, entre outros.
Membro do Partido Comunista Português desde 1975 e do seu Comité Central entre 1983 e 1992, foi fundador da primeira Galeria Municipal de Arte em Almada e também responsável pelo projecto Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, um dos principais pólos culturais do concelho de Almada.
Foi igualmente autor do projecto e montagem da Casa Museu Manuel Ribeiro de Pavia, em Pavia (Mora, 1985) e do projecto museológico da Fortaleza de Peniche (1987). Dirigiu, desde 1988, a Galeria Municipal de Arte de Almada e, a partir de 1993, foi director da Casa da Cerca — Centro de Arte Contemporânea, também em Almada.
No domínio da azulejaria, realizou inúmeras obras, onde se destacam: a estação de metro da Avenida, em Lisboa (1959); o átrio Norte da estação de metro dos Anjos, em Lisboa (1982); o painel “Mestre Andarilho” para o Fórum Romeu Correia em Almada (1997); um painel para a estação de caminhos-de-ferro de Sete Rios, em Lisboa (1999); e um painel para o Arquivo Histórico Municipal de Usuqui, no Japão (1999).
Expôs colectivamente desde 1950 e individualmente desde 1954. No domínio da ilustração de livros, uma das suas obras mais conhecidas é a ilustração da edição de grande formato do romance de Manuel Tiago/Álvaro Cunhal “Até Amanhã Camaradas”. Ilustrou também: “Casa da Malta” de Fernando Namora (1956); “Minas de S. Francisco” de Fernando Namora (1955); e “A vida mágica da sementinha: uma breve história do trigo” de Alves Redol (1956).
Rogério Ribeiro está representado em diversas colecções particulares, instituições privadas e museus. Em 2006, o Município de Estremoz atribuiu-lhe a Medalha de Ouro da Cidade.

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