terça-feira, 28 de março de 2017

28 DE MARÇO - FRANCISCO DE MIRANDA

EFEMÉRIDE – Sebastián Francisco de Miranda Rodríguez, militar venezuelano, herói da independência do seu país, nasceu em Caracas no dia 28 de Março de 1750. Morreu em San Fernando, Cádis, em 14 de Julho de 1816.
Idealizou um plano para a independência das colónias espanholas na América Latina e é reconhecido como precursor dos ideais de Simón Bolívar, de Bernardo O'Higgins e de outros combatentes que lutaram pelos mesmos objectivos naqueles territórios.
Oriundo de uma família abastada, fez os estudos clássicos e seguiu um curso de Arte Militar. Com 21 anos, decidiu partir para Espanha a fim de prosseguir uma carreira no exército. Apesar do seu espírito independente, pouco apreciado pelos seus superiores, revelou rapidamente as suas capacidades de comando que lhe valeram várias promoções. 
Já com o posto de capitão, desembarcou em Cuba com as tropas espanholas para combater os ingleses. O rei de Espanha Carlos III tinha, com efeito, decidido ajudar os insurrectos da América do Norte durante a Guerra da independência dos Estados Unidos. Tornou-se notado não só pela sua bravura, mas também pelas suas qualidades diplomáticas.
Em 1783, com 33 anos, foi promovido a tenente-coronel mas – entusiasmado com o exemplo dos insurrectos americanos – deixou o exército e decidiu lutar pela independência das colónias espanholas, assegurando a formação de revolucionários e procurando uma potência europeia susceptível de o ajudar naqueles desígnios.
Passou então seis anos entre os Estados Unidos, a Inglaterra e o continente europeu. Em Paris, o seu espírito brilhante e a sua forte personalidade abriram-lhe os salões melhor frequentados da capital e também os corações de belas mulheres. Chegou a ser general, marechal de campo e tenente general (1792), participando na Batalha de Valmy. O seu nome está inscrito no Arco de Triunfo em Paris.
Miranda organizou uma invasão (não bem sucedida) da Venezuela, em 1806. Chegou ao porto de Coro, onde a bandeira venezuelana tricolor foi içada pela primeira vez. Depois tiveram de se retirar. Entre os voluntários que o acompanharam nesta rebelião, estava David G. Burnet dos Estados Unidos, que seria mais tarde o presidente interino da República do Texas, depois da sua separação do México, em 1836.
Em Abril de 1810, a Venezuela iniciou finalmente o seu processo de independência, pelo que Simón Bolívar persuadiu Miranda a voltar à sua terra natal, onde o fizeram general do exército revolucionário. Quando o país declarou formalmente a independência, em 1811, ele assumiu a presidência da primeira República venezuelana, com o posto de generalíssimo.
As forças espanholas contra-atacaram e Miranda, temendo uma derrota brutal e desesperada, assinou um armistício com os espanhóis em Julho de 1812 (Tratado de La Victoria). Simón Bolívar e outros revolucionários acharam que a sua rendição correspondia a uma traição às causas republicanas e frustraram a sua intenção de escapar, entregando-o ao exército real espanhol, que o trouxe para uma prisão em Cádis, Espanha, onde morreu em 1816. Viria mais tarde a ser sepultado no Panteão Nacional da Venezuela.
Em 2007, foi estreado o filme “Miranda Regresa”, realizado por Henry Herrera, que conta a história de Francisco de Miranda.

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