quinta-feira, 14 de junho de 2018

14 DE JUNHO - STEFFI GRAF


EFEMÉRIDE - Stefanie (Steffi) Maria Graf, ex-tenista alemã radicada nos Estados Unidos, nasceu em Mannheim no dia 14 de Junho de 1969. É considerada uma das melhores tenistas de sempre, tendo conquistado 22 títulos do Grand Slam e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1988 em Seul.
Foi a primeira tenista - e até hoje a única (entre homens e mulheres) - a ter vencido os quatro torneios do Grand Slam e os Jogos Olímpicos na mesma temporada, completando assim o Golden Slam (nome dado a esta proeza).
Integra uma lista de tenistas do chamado Década Slam, o que significa ter ganho durante dez anos consecutivos pelo menos um dos torneios do Grand Slam por temporada. No caso de Steffi Graf, conseguiu o feito de 1987 a 1996.
Steffi deixou as competições profissionais em 1999 e foi incluída no International Tennis Hall of Fame em 2004. É companheira do também ex-tenista Andre Agassi desde 1999, tendo-se casado em 2001, em Las Vegas. Têm dois filhos.
Durante a sua carreira (1982/1999) conquistou 107 títulos em singulares e 11 em pares-senhoras. É também a tenista que mais tempo ocupou o nº 1 do ranking mundial.
Stefanie iniciou-se na modalidade aos 4 anos. Desde os 3 anos, era ensinada pelo pai, em casa, na sala-de-estar, com uma raqueta de madeira.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

13 DE JUNHO - MARLENE


EFEMÉRIDE - Marlene, de seu verdadeiro nome Victória Bonaiuti de Martino Delfino dos Santos, cantora e actriz brasileira, morreu no Rio de Janeiro em 13 de Junho de 2014. Nascera em São Paulo no dia 22 de Novembro de 1922.
Tendo gravado mais de quatro mil canções durante a sua carreira, Marlene (juntamente com Emilinha Borba) foi uma das maiores lendas da rádio brasileira na sua época de ouro. A sua popularidade nacional também resultou em convites para o cinema e teatro, tendo igualmente trabalhado em cinco revistas. As suas actividades internacionais incluíram tournées pelo Uruguai, Argentina, Estados Unidos (onde se apresentou no Waldorf-Astoria Hotel e em Chicago) e França (apresentando-se durante quatro meses e meio no Olympia de Paris, a convite de Édith Piaf, que a vira no Copacabana Palace, no Rio). Também compositora, fez o samba-canção “A grande verdade” (parceria com Luís Bittencourt) gravado por Dalva de Oliveira, em 1951.
Os pais eram italianos e Victória Bonaiuti de Martino era a mais nova de três filhas. O pai, morreu sete dias antes do seu nascimento. A viúva, Antonieta, não se casou novamente e criou sozinha as filhas, dando aulas de alfabetização no Instituto de Surdos e Mudos de São Paulo e fazendo trabalhos de costura.
Devota da Igreja Baptista, internou a filha mais nova no Colégio Baptista Brasileiro, cujas mensalidades foram dispensadas em troca de serviços prestados ao colégio, como arrumação dos quartos. Marlene estudou ali, dos nove aos quinze anos, destacando-se nas actividades desportivas, assim como no coro juvenil da igreja.
Quando deixou o colégio, ingressou na Faculdade do Comércio, com o objectivo de se tornar contabilista. Na mesma época, empregou-se também num escritório. Começou a participar igualmente numa associação de estudantes, recém-formada, a qual passou a dispor de um espaço na Rádio Bandeirantes - “A Hora dos Estudantes”, programa onde seria cantora. Foi nessa época que os seus colegas escolheram, por eleição, o seu nome artístico, em homenagem à actriz alemã Marlene Dietrich.
Marlene acabou por deixar o curso para segundo plano, dando prioridade à actividade artística. Em 1940, estreou-se como profissional na Rádio Tupi de São Paulo. Fez tudo isto às escondidas da família que, por razões religiosas e sociais vigentes naquele tempo, não admitiria esta incursão no mundo artístico. O nome artístico escondeu a sua verdadeira identidade até ser descoberta, por faltar às aulas, o que resultou num castigo exemplar por parte de sua mãe.
Mas ela já estava decidida a seguir a carreira. Assim, em 1943, apesar da desaprovação familiar, partiu para o Rio de Janeiro onde, após ser aprovada no teste, passou a cantar no Casino Icaraí, em Niterói. Ali permaneceu dois meses, até ser convidada para o Casino da Urca, contratada para vocalista da orquestra.
Em 1946, houve a proibição dos jogos de azar e o consequente encerramento dos casinos, por decreto presidencial. Marlene, então, mudou-se com a orquestra para a Boîte Casablanca. Dois anos depois, tornou-se a artista principal do Copacabana Palace.
Passou a actuar também na Rádio Mayrink Veiga e, no ano seguinte, na Rádio Globo. Entretanto, já se tinha estreado em disco, pela Odeon, em meados de 1946, com as gravações dos sambas “Suingue no morro” e “Ginga, ginga, moreno”. Foi, porém, no carnaval do ano seguinte que Marlene teve o seu primeiro grande sucesso - a marchinha “Coitadinho do papai”. E foi a cantar esta música que ela se estreou no programa César de Alencar, na Rádio Nacional, em 1948. Marlene tornava-se uma das maiores estrelas da emissora. Ainda nesse ano, foi contratada pela gravadora Continental. Marlene esperou o fim do seu contrato com o Copacabana Palace para abandonar os espectáculos nas boîtes, dedicando-se à rádio, aos discos e, posteriormente, ao cinema e ao teatro.
Marlene teve também, juntamente com o seu marido nessa época (Luís Delfino), um programa exclusivo que era transmitido aos sábados às 20 horas e se intitulava “Marlene Meu Bem”.
Marlene foi internada no Hospital Casa de Portugal em 7 de Junho de 2014, devido a uma pneumonia severa. A sua morte ocorreu seis dias depois.

terça-feira, 12 de junho de 2018

12 DE JUNHO - JOHANNA SPYRI


EFEMÉRIDE - Johanna (Heusser) Spyri, escritora suíça de expressão alemã, nasceu em Hirzel no dia 12 de Junho de 1827. Morreu em Zurique, em 7 de Julho de 1901. Foi autora de obras de literatura infantil e juvenil, tendo sido a criadora da personagem ‘Heidi’.
Era a quarta de uma família com seis crianças. O pai era médico, cirurgião e cuidador de doentes mentais. A mãe era filha de um pastor, compositor de cânticos e escritor.
Johanna fez a instrução primária na sua terra natal, recebendo também lições particulares. Prosseguiu depois a sua formação em Zurique, aprendendo línguas modernas e piano.
De regresso a Hirzel, entre 1845 e 1852, ajudou a mãe a educar as duas irmãs mais novas. Tornou-se uma leitora apaixonada, sobretudo de obras de Annette von Droste-Hülshoff e de Goethe.
Em 1852, casou com o advogado Johann Bernhard Spyri, tendo tido um filho. O marido e o filho faleceram em 1884. Depois das suas mortes, Johanna consagrou-se inteiramente ao trabalho literário e a obras de caridade, até ao fim da vida.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

11 DE JUNHO - JOÃO III DE PORTUGAL


EFEMÉRIDE - João III, rei de Portugal de 1521 até à sua morte, morreu em Lisboa no dia 11 de Junho de 1557, vítima de apoplexia. Nascera na mesma cidade em 7 de Junho de 1502. Apelidado de “o Piedoso”, era o filho mais velho do rei Manuel I e da sua segunda esposa, a infanta Maria de Aragão e Castela, tendo ascendido ao trono com apenas dezanove anos de idade.
Herdou um império vastíssimo e disperso nas Ilhas Atlânticas, Costas Ocidental e Oriental de África, Índia, Malásia, Ilhas do Pacífico, China e Brasil. Continuou a política centralizadora do pai. Durante o seu reinado, negociou as Molucas com Espanha, no Tratado de Saragoça. Adquiriu novas colónias na Ásia: Diu, Bombaim e Macau. Um grupo de portugueses chegou pela primeira vez ao Japão em 1543, estendendo a presença portuguesa de Lisboa até Nagasaki.
Para fazer face à pirataria, iniciou a colonização efectiva do Brasil, que dividiu em capitanias hereditárias, estabelecendo o governo central em 1548. Ao mesmo tempo, abandonou diversas cidades fortificadas em Marrocos, devido aos custos da sua defesa face aos ataques muçulmanos. Extremamente religioso, permitiu a introdução da inquisição em Portugal em 1536, o que levou à fuga de muitos mercadores judeus e cristãos-novos, forçando o recurso a empréstimos estrangeiros.
Viu morrer os dez filhos que gerou e a crise iniciada no seu reinado viria a ampliar-se no governo do seu neto e sucessor, o rei Sebastião de Portugal.
João III fora educado em Latim e nos Clássicos pelo bispo de Viseu, que morreu em 1519, e depois por Luís Teixeira, que lhe ensinou Direito Civil. O clérigo Tomás de Torres, deu-lhe noções de Matemática, Astronomia e Geografia. Com João de Menelau, aprendeu Grego.
Portugal destacava-se entre as potências europeias do ponto de vista económico e diplomático, mas não chegava a ter um milhão e meio de habitantes.
João III foi um rei que teve de gerir muitas crises (e de toda a ordem).  Acrescente-se a proliferação da peste, maus anos agrícolas, instabilidade meteorológica e até um grande terramoto em 1531.

domingo, 10 de junho de 2018

10 DE JUNHO - JACK JOHNSON


EFEMÉRIDE - John Arthur “Jack” Johnson, pugilista norte-americano, morreu em Raleigh no dia 10 de Junho de 1946. Nascera em Galveston, em 31 de Março de 1878. Entrou para história, ao ter-se tornado o primeiro negro campeão mundial dos pesos-pesados, título conquistado em 1908 e mantido até 1915.
Filho de ex-escravos, estudou apenas durante cinco anos, tendo deixado a escola para trabalhar como estivador nas docas.
Iniciou a sua carreira no boxe, discretamente, em 1897, não tendo enfrentado grandes adversários até 1901, quando perdeu para o consagrado Joe Choynski. Esta luta mudaria a carreira de Johnson, não pelo que aconteceu no ringue, mas pelo que se sucedeu depois do combate. Detidos na prisão após a luta, Choynski e Johnson permaneceram um mês encarcerados juntos, o que acabou por selar uma amizade entre os dois, que levou o veterano Choynski a tornar-se treinador de Johnson.
Numa época de extrema segregação racial na América, Johnson teve de ser considerado primeiro o maior lutador negro do seu tempo, antes de poder pensar em conquistar o título mundial. Após travar grandes combates contra John Haines e Hank Griffin, em 1902, Johnson conseguiu uma importante vitória sobre Frank Childs, que o colocou em posição de desafiar o campeão Denver Ed Martin.
Em 1903, Johnson derrotou Denver e tornou-se campeão mundial negro dos pesos-pesados, título este que o levou a poder desafiar o campeão mundial dos pesos-pesados James Jeffries. Naturalmente, seguindo o pensamento segregacionista da época, Jeffries recusou-se a colocar o seu título em disputa contra Johnson, pois apesar das lutas inter-raciais já acontecerem naquele tempo, a defesa de um título mundial contra um negro ainda era algo inconcebível para a sociedade branca.
O estilo diferente de Johnson boxear também foi alvo de críticas pela imprensa discriminatória da época. Lutando defensivamente, sempre a espera de um erro do adversário, que lhe permitisse uma abertura para um golpe mais preciso e cauteloso, Johnson foi apelidado pelos jornais de lutador covarde e desonesto. Em contrapartida, uma década antes, essa mesma imprensa enaltecia o então campeão Jim Corbett, chamando-o «o mais inteligente homem no mundo do boxe». Agora, não tomava em consideração que Johnson repetia basicamente as mesmas tácticas praticadas por Corbett.
Apesar de tudo, com a ascensão do canadiano Tommy Burns à condição de campeão mundial dos pesos-pesados, Johnson vislumbrou uma nova oportunidade de tentar disputar o título mundial. Assim, quando Burns iniciou a sua volta ao mundo, Johnson seguiu-o pela Inglaterra, e depois até à Austrália, sem nunca perder uma oportunidade de desafiar o campeão na presença de jornalistas.
Finalmente, em Dezembro de 1908, Tommy Burns e Jack Johnson subiram ao ringue, numa inédita disputa pelo título mundial dos pesos-pesados. Realizado em Sydney, na Austrália, o combate atraiu a atenção de um público de mais de vinte mil pessoas, que assistiu à técnica de Johnson prevalecer sobre a agressividade do campeão Burns. A filmagem da luta foi cortada quando se tornou evidente que Johnson iria pôr Burns KO. Como a polícia interrompeu o combate no 14º assalto, coube ao árbitro declarar Johnson como vencedor e novo campeão mundial dos pesos-pesados.
Após esta vitória, a questão racial tomou proporções tão profundas, que se deu início à época das «esperanças brancas», um perí0do em que a reconquista do título mundial por um pugilista branco se tornou o foco principal no mundo do boxe. Nunca antes houvera um campeão tão impopular como Johnson. Somente em 1909, Johnson teve de defender o seu título contra diversas «esperanças brancas».
Em 1910, o campeão dos pesos-pesados James Jeffries, que se havia aposentado invicto, cinco anos antes, decidiu voltar aos ringues com o único intuito de destronar o campeão negro Jack Johnson. Mais do que um desafio pessoal, Jeffries deixou bem claro que a razão da luta era a questão racial.
Aconteceu em 4 de Julho de 1910 a chamada «Luta do Século», que juntou um público de vinte e dois mil espectadores, rendendo duzentos e vinte e cindo mil dólares. Inflamada com coros racistas contra Johnson, o público presenciou estupefacto a queda da «grande esperança branca» no 15º assalto. Jeffries, que nunca havia sofrido uma queda na sua carreira, conseguiu reerguer-se, tão somente para tornar a ser derrubado por Johnson. A multidão passou então a pedir a paragem da luta, a fim de evitar o KO de Jeffries.
Com a vitória sobre o grande James Jeffries, Johnson silenciou de vez todos os seus críticos, que vinham tentando desvalorizar o título conquistado frente a Tommy Burns, sob a alegação de que o lutador canadiano era um falso campeão. Por outro lado, nas ruas, surgiu uma onda de violência racial, em confrontos que aconteceram em mais de cinquenta cidades, ao longo de todo os Estados Unidos, e que causaram pelo menos vinte e cinco mortes, além de centenas de feridos.
Johnson defendeu com sucesso o seu título mais seis vezes, antes de acabar por o perder, em 1915, para Jess Willard. A luta entre Johnson e Willard, ocorrida em Havana, foi presenciada por um público de vinte e cinco mil pessoas, que assistiram à derrocada de Johnson, quando este foi posto KO no 26º assalto, numa luta programada para durar 47. O título estava de regresso a um pugilista branco.
Johnson continuou a lutar. O último combate registado aconteceu em 1938, quando já tinha 60 anos de idade. Faleceu vítima de um acidente de carro, em 1946. 
Em 1990, Jack Johnson fez parte da primeira selecção de pugilistas que entraram para a galeria dos mais distintos boxeadores de todos os tempos, que hoje estão imortalizados no International Boxing Hall of Fame.

sábado, 9 de junho de 2018

9 DE JUNHO - OUSMANE SEMBÈNE


EFEMÉRIDE - Ousmane Sembène, realizador de cinema e escritor senegalês, morreu em Dacar no dia 9 de Junho de 2007. Nascera em Ziguinchor, em 1 de Janeiro de 1923.
Frequentou a escola até aos 14 anos, passando depois por várias profissões: pescador, mecânico, pedreiro e militar. Em 1942, foi mobilizado e participou em campanhas em Itália e França, contra o fascismo e o nazismo. No fim da Segunda Guerra Mundial, trabalhou em Marselha como estivador durante dez anos, passando logo a activista sindical e militante comunista. Esta experiência proporcionou-lhe estudar sobre a temática, no seu primeiro livro, “Le docker noir” (1956), e em algumas histórias de “Voltaique” (1962).
De regresso a África, depois da independência do Senegal, entregou-se entusiasticamente a uma dupla actividade criativa: a literatura e o cinema. Estudou numa escola de cinema em Moscovo (1961). Realizou a sua primeira curta-metragem no ano seguinte. Em 1966, fez a sua primeira longa-metragem, que é também a primeira negro-africana, intitulada “La Noire de…” (Prémio Jean-Vigo). 
Apontada como uma das suas obras-primas e galardoada com o Prémio da Crítica no Festival de Veneza, “Le Mandat” (1968) é uma comédia acerba contra a nova burguesia senegalesa, surgida com a independência.
Foi considerado um dos maiores autores do sub-sahara africano e é frequentemente denominado como o Pai do Cinema Africano.
Ousmane Sembène faleceu com 84 anos de idade, vítima de doença prolongada. No ano anterior, tinha sido condecorado como oficial da Legião de Honra Francesa.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

8 DE JUNHO - BRUCE McCANDLESS


EFEMÉRIDE - Bruce McCandless, astronauta norte-americano, nasceu em Boston no dia 8 de Junho de 1937.  Morreu em Los Angeles, em 21 de Dezembro de 2017. Foi o primeiro homem a caminhar livre no espaço, sem ligação à nave-mãe.
McCandless formou-se em Ciências na Academia Naval dos Estados Unidos, recebendo treino de piloto de combate. Obteve o doutoramento em Engenharia Eléctrica na Universidade de Stanford em 1965. No começo dos anos 1960, serviu como piloto da marinha, baseado nos porta-aviões USS Forrestal e USS Enterprise, onde se encontrava durante a crise dos mísseis de Cuba, em Outubro de 1962.
Em Abril de 1966, foi um dos dezanoves oficiais seleccionados pela NASA para o treino de astronauta e as suas primeiras missões foram fazer parte da equipa de apoio da Apollo 14 e a de ser piloto-reserva da primeira missão Skylab. Nesta época, McCandless foi também um dos principais colaboradores no desenvolvimento da Unidade Portátil de Manobra, uma nova experiência que permitiria aos astronautas realizarem actividades no espaço sem estarem ligados à nave-mãe.
Bruce McCandless esteve duas vezes no espaço e, na primeira delas - em 1984, a bordo da Challenger, missão STS-41-B, tornou-se o primeiro astronauta da história a andar no espaço completamente livre.
Na sua segunda missão, STS-31, em Abril de 1990, fez parte da tripulação da Discovery, que colocou em órbita o telescópio espacial Hubble.
Em Agosto de 1990, deixou a vida militar e a NASA, para se tornar consultor aeroespacial, baseado em Houston.
Faleceu, aos 80 anos, no seu domicílio na Califórnia. Foi casado duas vezes, tendo deixado dois filhos e duas netas.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

7 DE JUNHO - EKATERINA MAKAROVA


EFEMÉRIDE - Ekaterina Valeryevna Makarova, tenista profissional russa, nasceu em Moscovo no dia 7 de Junho de 1988. Já chegou a ser n° 8 do ranking da WTA em simples e nº 3 em pares.
Ekaterina começou a jogar ténis aos seis anos de idade e passou a defrontar-se com seniores aos 16. Prefere jogar em terra batida. É treinada por Irina Granoturova.
A sua principal parceira em Pares é a compatriota Elena Vesnina. Com ela, já conquistou 2 títulos do Grand Slam: o Torneio de Roland-Garros de 2013 e o US Open de 2014. Além destas vitórias, foi finalista do Aberto da Austrália de 2013, do Torneio de Wimbledon de 2015 e do WTA Finals (ex WTA Championships) em 2013, também ao lado de Vesnina.
Em Grand Slams, Makarova tem igualmente bons resultados em Pares Mistos, onde foi campeã do US Open de 2012 (jogando com o brasileiro Bruno Soares) e finalista do Aberto da Austrália de 2010.
Em 2016, jogando ao lado da sua compatriota Elena Vesnina, conquistou a Medalha de Ouro nos Pares Femininos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

6 DE JUNHO - MANUEL MOZOS


EFEMÉRIDE - Manuel Mozos, cineasta português, nasceu em Lisboa no dia 6 de Junho de 1959.
Estudou História e Filosofia, acabando por ingressar na Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa, onde se especializou em Montagem. Nesta escola, foi aluno de Jorge Silva Melo. Estagiou no SEC de Paris, sendo responsável pela montagem de vários filmes.
Realizou em 1989 a sua primeira película, “Um Passo, Outro Passo e Depois...”, com banda sonora de Rodrigo Leão. Manuel Mozos venceu o Grande Prémio do Festival de Belfort em 1990, com este filme.
Em 1992, realizou a sua primeira longa-metragem, “Xavier”. Realizou “Lisboa no Cinema” para o Lisboa-94, recorrendo a 28 filmes portugueses com imagens de Lisboa. Assinou ainda vários documentários e videoclipes. Em 2009, fez o documentário “Ruínas” e estreou também “4 Copas”, produzido na Rosa Filmes.
Tal como Teresa Villaverde, Pedro Costa, Joaquim Sapinho, João Pedro Rodrigues e Marco Martins, entre outros, pertence à primeira leva de cineastas formados pela Escola Superior de Teatro e Cinema, que desenvolveu a sua actividade nos anos 1990 e que, regra geral, se empenha em criar filmes de autor. Estes cineastas foram beneficiados, em relação à geração precedente, pelos regulamentos estatais de apoio às primeiras obras e pelos critérios que permitem continuidade na atribuição desses subsídios.
Até 2018, fez treze películas (filmes, documentários e videoclipes).

terça-feira, 5 de junho de 2018

5 DE JUNHO - MANUEL FERNANDES


EFEMÉRIDE - Manuel José Tavares Fernandes, ex-futebolista português, treinador e comentador televisivo, nasceu em Sarilhos Pequenos no dia 5 de Junho de 1951.
Quando era pequeno e a mãe o mandava para a cama, Manuel Fernandes escondia o rádio para ouvir os relatos dos jogos europeus do Sporting CP, às quartas-feiras à noite.
Aos 16 anos, deslocou-se ao campo do Sarilhense, para realizar testes. Entrou para a equipa de juvenis e, um ano mais tarde, o treinador chamou-o para a equipa de honra, que disputava o campeonato da 3ª divisão. Como fazia a ligação entre a linha média e o ataque, não podia fazer o que mais gostava - marcar golos.
No final da temporada, um “observador” do FC Barreirense convidou-o para ir jogar na CUF, convite que aceitou. Passou um ano a marcar golos pela equipa de reservas. Na época seguinte, com a substituição de treinador, a equipa da CUF tornou-se a equipa-revelação do campeonato, classificando-se em quarto lugar. Com um golo de Manuel Fernandes, que derrotou o FC Porto, os cufistas garantiram uma participação histórica na Taça UEFA.
Surgiram convites de Alvalade, das Antas e de Belém. Aceitou o convite que lhe foi feito pelos “leões”, pois lembrou-se da premonição da mãe, que lhe disse que ele haveria de jogar no Sporting, que era o clube de toda a família. Entrou para o clube em 1975, saindo em 1987.
Manuel Fernandes gosta de recordar dois momentos da sua carreira no Sporting: o facto de ter marcado um golo na vitória sobre o União de Leiria que lhe deu o título na época de 1979/80 e ter sido autor de quatro golos no célebre jogo dos 7-1 frente ao SL Benfica, realizado em Dezembro de 1986. 
Começou a sua carreira de treinador em 1988. Passou por clubes como o CF Estrela da Amadora, CD Santa Clara, AD Ovarense e FC Penafiel. Em Novembro de 2008, foi contratado pelo UD de Leiria e conseguiu a promoção do clube ao principal escalão do futebol português. Em Outubro de 2009, demitiu-se do cargo alegando razões pessoais. Dias depois, foi anunciado como novo treinador do Vitória FC (Setúbal), onde ficou até 2011.
Palmarés como jogador: pelo Sporting, foi Campeão Nacional em 1979/80 e 1981/82; conquistou as Taças de Portugal de 1977/78 e 1981/82; a Supertaça de 1982/83; e foi o Melhor Marcador do Campeonato 1985/86 com 30 golos.  Foi internacional 31 vezes.
Actualmente, é comentador de futebol na SIC-Notícias.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

4 DE JUNHO - STEVE LACY


EFEMÉRIDE - Steve Lacy, de seu verdadeiro nome Steven Norman Lackritz, saxofonista e compositor de jazz norte-americano, morreu em Boston no dia 4 de Junho de 2004. Nascera em Nova Iorque, em 23 de Julho de 1934. Começou a sua carreira com o jazz tradicional, antes de se iniciar no livre jazz com Cecil Taylor. Viveu muito tempo na Europa e, particularmente, em Paris.
Steve Lacy entrou no mundo da música e do jazz por intermédio da fotografia, realizando retratos de músicos de jazz nova-iorquinos.
Foi no começou dos anos 1950 que ele começou a tornar-se músico profissional. Tocava jazz tradicional em clubes e aprendia as bases desta música com o clarinetista Cecil Scott, trinta anos mais velho que ele. Tocava clarinete, flauta e saxofone, na companhia de grandes figuras da época. Ele escutava igualmente os novos que aparecem e o bebop que prospera.
O encontro decisivo, porém, foi com o pianista Cecil Taylor, com quem tocou de 1953 a 1959.  Especializou-se num instrumento bem específico, o saxofone soprano, e tornou-se um dos intérpretes de referência.
Cecil Taylor fê-lo descobrir outro pianista, Thelonious Monk, igualmente compositor, a quem Steve consagrou uma grande parte das suas gravações e que acompanhou durante vários meses em 1960.
Steve Lacy entrou decididamente no mundo do free jazz, fundando em seguida -  com o trombonista Roswell Rudd - um quarteto que de 1961 a 1964 interpretou a música de Monk. Simultaneamente, multiplicou as colaborações e gravou com o compositor, pianista e chefe de orquestra Gil Evans. 
Depois de uma breve estadia na Argentina, partiu para a Europa. Começou a tocar na Suécia e na Itália. Em 1968, instalou-se em Roma, onde encontrou Irene Aebi, que se tornou sua inspiradora e sua colaboradora como cantora e violonista. Vieram a casar-se em 1993.
No começo dos anos 1970, instalou-se em Paris e constituiu um grupo com composição variável. Pôs em música textos de vários escritores, como Jack Kerouac e William Burroughs.
No fim dos anos 1990, decidiu deixar Paris. Residiu algum tempo em Berlim, onde criou uma ópera em 1997 - “The Cry”. Em 2001, voltou a viver nos Estados Unidos, passando a ensinar no departamento de jazz de um conhecido conservatório de Boston, The New England Conservatory.

domingo, 3 de junho de 2018

3 DE JUNHO - FRÉDÉRIC LENOIR


EFEMÉRIDE - Frédéric Lenoir, filósofo, sociólogo, conferencista e escritor francês, especialista em religiões e espiritualidade, nasceu em Madagáscar no dia 3 de Junho de 1962.
Formou-se na École des hautes études en sciences sociales (EHESS), onde trabalha actualmente. Iniciou em 2009, e mantém desde então, uma emissão semanal de rádio sobre a cultura em França: “Les racines du ciel”. Co-dirigiu três enciclopédias e é autor de dezenas de obras, todas com enorme sucesso e muitas traduzidas em mais de 20 línguas.
Aos 13 anos, o pai, antigo secretário do Estado para a Acção Social de Valéry Giscard d'Estaing, deu-lhe a ler, “O Banquete”, de Platão. Frédéric continuou as suas leituras com Epicuro e Aristóteles, antes de se virar para o Oriente com livros de Arnaud Desjardins, ao que se seguiu uma viagem à Índia para estar com os budistas tibetanos.
Seguiu-se um curso de Filosofia na Universidade de Friburgo, na Suíça, onde encontrou o religioso dominicano Marie-Dominique Philippe, que havia fundado, em 1975, a Comunidade São João. Frédéric passou três anos na comunidade, enquanto seguia o curso de filosofia.
Em 1986, começou - na EHESS - uma tese de doutoramento sobre o Budismo e o Ocidente, que viria a obter a unanimidade do júri, com louvor.
A partir de 1996, colaborou com “L'Express” e, em 2004, passou a dirigir “Le Monde des religions”, onde se desenvolvem os grandes pensamentos religiosos actuais.
O seu livro “Comment Jésus est devenu Dieu” provocou uma reacção do teólogo jesuíta Bernard Sesboüé, que lhe respondeu no livro “Christ, Seigneur et fils de Dieu - Libre réponse à Frédéric Lenoir”.
É autor de uma cinquentena de obras, escrevendo igualmente para o teatro e televisão. Segundo várias fontes especializadas, ele é o intelectual francês que vendeu mais livros nos últimos cinco anos.
Faz também parte de um grupo de autores muito mediáticos que, desde os anos 2010, se especializaram na produção de obras sobre a felicidade e o bem-estar (psicologia positiva, desenvolvimento pessoal e espiritual, etc.).
Escreve igualmente romances, traduzidos numa vintena de idiomas; livros sobre as crises no mundo; e ensaios que popularizam a filosofia junto dum largo publico. 
Está ligado a diversas actividades que tratam do ambiente, da ecologia e da defesa dos animais.

sábado, 2 de junho de 2018

2 DE JUNHO - KARL GJELLERUP


EFEMÉRIDE - Karl Adolph Gjellerup, poete, dramaturgo e romancista dinamarquês, nasceu em Roholte no dia 2 de Junho de 1857. Morreu em Dresden, em 13 de Outubro de 1919.
Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1917, juntamente com Henrik Pontoppidan.
O pai de Karl, que era pastor luterano, morreu quando ele tinha três anos. Foi educado por um pastor da família, que era poeta e conhecia várias línguas. Obteve o bacharelato e inscreveu-se em estudos de Teologia (1874). Porém, foi perdendo a pouco e pouco a fé, em virtude das suas leituras de obras contemporâneas.
Para a publicação dos seus primeiros escritos, utilizou o pseudónimo “Epigonos”. As suas obras estão impregnadas de idealismo e também de romantismo.  Inspirou-se largamente de autores alemães como Schillerf e Heine. Grande admirador de Richard Wagner, encontrou igualmente na obra deste compositor alemão os temas de várias das suas histórias e peças.
Casou-se em 1887 e dedicou a sua mulher o primeiro romance que escreveu (“Minna”). Publicou o segundo, “Le Moulin”, em 1896. Estes são os seus dois livros mais publicados e traduzidos. Ele próprio traduziu em alemão uma parte das suas obras.
Instalou-se em Dresden em 1892, onde veio a falecer em 1919.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

O DIA DA CRIANÇA É TODOS OS DIAS







1 DE JUNHO - ARMANDO DA SILVA CARVALHO


EFEMÉRIDE - Armando da Silva Carvalho, poeta e tradutor português, morreu nas Caldas da Rainha em 1 de Junho de 2017, vítima de cancro. Nascera em Olho Marinho, Óbidos, no dia 28 de Março de 1938.
Licenciado em Direito, na Universidade de Lisboa, foi advogado, jornalista, professor do ensino secundário e publicitário. Colaborou na “Antologia de Poesia Universitária”, em 1959, juntamente com Ruy Belo, Fiama Hasse Pais Brandão, Luiza Neto Jorge e Gastão Cruz, entre outros; também na “Quadrante”, revista da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, iniciada em 1958.
Publicou “Lírica Consumível”, em 1965, que marcou o início da sua obra poética e que lhe valeu o Prémio Revelação da Sociedade Portuguesa de Autores. A sua escrita é marcada por um timbre de mordacidade, sarcasmo e figurações da pulsão sexual.
Das obras de ficção, salienta-se “Portuguex”, publicada em 1977. Desde a década de 1960, colaborou em inúmeros jornais e revistas (“Diário de Lisboa”, “Jornal de Letras”, “O Diário”, “Colóquio-Letras” e “Sílex”, entre muitas outras).
Foi incluído no IV volume de “Líricas Portuguesas”, em 1969, antologia poética organizada por António Ramos Rosa e, desde então, esteve representado na generalidade das antologias de poesia portuguesa.
Traduziu obras de Samuel Beckett, Marguerite Duras, Jean Genet, E. E. Cummings e Stéphane Mallarmé, entre outros. Pelo seu lado, está traduzido em espanhol, russo, francês, inglês, sueco, letão, alemão, italiano e holandês.

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