sábado, 3 de março de 2018

3 DE MARÇO - JAMES MERRILL


EFEMÉRIDE - James Ingram Merrill, escritor norte-americano, vencedor do Prémio Pulitzer de Poesia, nasceu em Nova Iorque no dia 3 de Março de 1926. Morreu em Tucson, em 6 de Fevereiro de 1995. A sua poesia tem duas fases distintas: a poesia lírica do início da sua carreira, muito polida e formal (mas fortemente emocional), e a narrativa épica da comunicação espiritual com almas, anjos e outros seres do oculto, que dominou a parte final da sua carreira.Em criança, Merrill cresceu, vivendo com os pais e dois meios irmãos, num ambiente privilegiado em termos financeiros e educacionais. A governanta preceptora ensinou-lhe a falar francês e alemão, o que inspirou Merrill no seu poema de 1974, “Lost in Translation”.
Os pais separaram-se quando ele tinha onze anos e acabaram por se divorciar quando ele tinha treze. Frequentou a Lawrenceville School.
Foi recrutado para o exército dos Estados Unidos em 1944, onde permaneceu 8 meses. Retomou os estudos, interrompidos pela guerra e pelo serviço militar, no Amherst College, em 1945, tendo-se formado em 1947 (bacharel em Artes). “The Black Swan” é uma colectânea de poemas que o seu professor, Kimon Friar, mandou publicar em 100 exemplares em 1946, quando Merrill tinha apenas 20 anos. É a obra mais difícil de encontrar de Merrill, sendo considerada uma das maiores raridades literárias do século XX. A primeira publicação comercial de uma sua obra foi o volume “First Poems”, em 1951, de que foram editadas 990 cópias numeradas.
Os temas, as paisagens e os personagens gregos ocupam um lugar de destaque na sua obra pois, a partir de 1979, Merrill passara a viver parte do ano na casa do seu companheiro Jackson, em Atenas.
Nas suas memórias de 1993, “A Different Person”, Merrill confessou que padeceu, no início da sua carreira, de writer's block (bloqueio de escritor), tendo recorrido a ajuda psiquiátrica para ultrapassar os seus efeitos.
Apesar da sua enorme fortuna, proveniente dos fundos financeiros criados para si na sua infância, Merrill viveu sempre modestamente. Criou a Fundação Ingram Merrill, nome que unia os apelidos dos seus pais divorciados, que se dedicava a incentivar com bolsas de estudo novos escritores e pintores. Merrill era amigo da poetisa Elizabeth Bishop e da realizadora de cinema Maya Deren, às quais proporcionou ajuda financeira em momentos críticos. Merrill ajudou muitos outros artistas, várias vezes anonimamente.
James Merrill foi chanceler da Academy of American Poets de 1979 até à sua morte, provocada por um enfarte do miocárdio, quando estava de férias no Arizona.
Ganhou o prestigiado Glascock Prize, que premiou “The Black Swan” quando era ainda estudante universitário. Merrill acabaria por receber quase todos os prémios importantes de poesia dos Estados Unidos, incluindo o Prémio Pulitzer, em 1977. Merrill recebeu, a meio da sua vida, o Bollingen Prize. Receberia igualmente o National Book Critics Circle Award em 1983, pelo seu poema épico “The Changing Light at Sandover”. Em 1990, conquistou o primeiro Bobbitt National Prize for Poetry atribuído pela Library of Congress pela sua obra “The Inner Room”. Foi premiado ainda com o National Book Award por “Nights and Days” em 1967 e, em 1979, com “Mirabell: Books of Number”.
Escritor elegante e inteligente, grande adepto de jogos de palavras e trocadilhos, Merrill foi um mestre da poesia de métrica clássica e da forma, mas – contudo - escreveu também um número significativo de versos livres e de rima solta.
Com o seu amadurecimento, a forma polida e o brilho conciso dos seus trabalhos iniciais deram lugar a uma voz mais informal e tranquila. Já firmado nos anos 1970 como um dos melhores poetas da sua geração, Merrill surpreendeu ao incorporar o espiritualismo e o oculto na sua obra. Escreveu igualmente algumas peças de teatro e dois romances.

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