terça-feira, 22 de maio de 2018

22 DE MAIO - SANTA RITA DE CÁSSIA


EFEMÉRIDE - Santa Rita de Cássia, de seu nome Margherita Manchini, monja italiana, morreu em Cássia no dia 22 de Maio de 1457. Nascera em Roccaporena, em 1381. Foi beatificada em 1628 e canonizada em 1900 pela Igreja Católica.
Foi uma pessoa de muita fé e que salvou da peste o cunhado, apenas pela oração. O seu marido foi assassinado e os seus filhos desejaram vingar-se dessa morte, mas Margherita disse então que preferia ver os filhos morrer a «ver derramado mais sangue».
Desde criança, demonstrou o seu desejo de viver uma vida em Cristo, acreditava no Amor pela Sagrada Família e, por isso, almejava constituir uma família. O pai, um juiz de paz, arranjou um casamento entre classes para a filha. No entanto, a moça acreditava que deveria casar por amor.
Conheceu nos mercados um homem, que salvara uma criança. Dias mais tarde, encontrou-o na casa de uma amiga e reconheceu-o. Paulo também se apaixonou por ela, mas era filho de um dos cavaleiros mais ricos e poderosos da região, que gostaria de ver os filhos fazerem casamentos que favorecessem os negócios da família. Ela pediu a intercessão de Jesus, no sentido deste casamento ser possível. Este foi o primeiro milagre: Margherita e Paulo casaram-se, mesmo provindo de classes distintas.
Teve uma vida conjugal difícil, devido aos hábitos da nova família e ao carácter violento do marido. Com o seu empenho e orações, conseguiu modificá-lo. Viveram anos como camponeses, até que ele foi assassinado. O pai de Paulo, sogro de Margherita, levou os garotos, para lhes ensinar a batalhar, a fim de, posteriormente, vingarem a morte do pai. Na hora da batalha, foram apanhados numa emboscada. Com o objectivo de protegê-los, a futura santa enviou-os para um convento distante. Contudo, as freiras abrigavam leprosos, que transmitiram a doença aos filhos de Margherita, que não sobreviveram.
Viúva e sem os filhos, manifestou a vontade de ingressar no mosteiro das irmãs Agostinianas, que só aceitavam jovens solteiras. Ficou muito tempo refugiada na casa dos sogros. Ainda assim, começou a cuidar de doentes da lepra e a tratar de enfermos.
Finalmente, abriram uma excepção e aceitaram-na no seio da comunidade religiosa. Dedicou-se especialmente a cuidar de irmãs doentes e a aconselhar pecadores. Morreu no Mosteiro de Cássia em 1457 e foi canonizada em 1900. São-lhe atribuídos tantos e tão extraordinários milagres que é tida como “advogada das causas perdidas e a santa do impossível”. É também protectora das mulheres vítimas de violência doméstica.

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