sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

13 DE JANEIRO - MICHAEL BRECKER

EFEMÉRIDEMichael Brecker, saxofonista de jazz, morreu em Nova Iorque no dia 13 de Janeiro de 2007. Nascera em Filadélfia, em 29 de Março de 1949. Ganhou onze Grammy Awards como músico e compositor e, postumamente, ainda lhe foi atribuído este prémio mais quatro vezes.
Criado em Cheltenham Township, Michael tomou contacto com a música ainda criança, em virtude do pai ser pianista de jazz amador. Pertencente a uma geração que viu o jazz rock não como um inimigo, mas como uma opção musical viável, Brecker começou a estudar clarinete e saxofone alto. Em seguida, ingressou numa escola, onde escolheu o saxofone tenor como seu principal instrumento.
Licenciou-se na Cheltenham High School em 1967 e, depois de um ano na Indiana University, mudou-se para Nova Iorque em 1970. Estreou-se aos 21 anos como membro da banda de jazz rock Dreams, que incluía o seu irmão mais velho Randy no trompete, o trombonista Barry Rogers e o baterista Billy Cobham. A duração da Dreams foi curta, apenas um ano, mas mesmo assim foi muito influente.
A maioria do trabalho inicial de Brecker teve por timbre uma abordagem baseada tanto nas guitarras de rock como nos saxofones do R&B. Após a Dreams, actuou com Horace Silver e com Billy Cobham, mais uma vez, antes de se unir novamente com o seu irmão Randy para formar a banda Brecker Brothers. A banda seguiu as tendências jazz/rock da época, mas com muito mais atenção aos arranjos estruturados e uma forte influência rock. A banda permaneceu junta de 1975 a 1982 com sucesso e musicalidade consistentes.
Ao mesmo tempo, Brecker deixou a sua marca como solista em numerosas gravações pop e rock. As suas mais notáveis colaborações incluíram Paul Simon & Arthur Garfunkel, Lou Reed, Joni Mitchell, Eric Clapton, Aerosmith, Frank Sinatra, Frank Zappa, John Lennon, Dire Straits e Bruce Springsteen, entre outros. No início de 1980, foi também membro da banda NBC's Saturday Night Live. Gravou ou tocou também com as principais figuras do jazz da sua época, incluindo Chet Baker, Quincy Jones e muitos outros.
Após a co-liderança, com Mike Mainieri, do grupo Steps Ahead, Brecker gravou finalmente um álbum a solo em 1987, que ficou marcado pelo retorno a uma configuração de jazz mais tradicional. Continuou a gravar álbuns nos anos 1990 e 2000, ganhando vários Grammy Awards. As suas tournées a solo ou em grupo, pelas principais cidades mundiais, tinham geralmente lotações esgotadas.
Durante uma apresentação no Festival de Jazz do Monte Fuji em 2004, Brecker sentiu uma forte dor nas costas. Pouco tempo depois, em 2005, foram-lhe diagnosticados sérios problemas sanguíneos (síndrome mielodisplásica). Apesar de uma busca amplamente divulgada, não foi possível encontrar um doador de células estaminais compatível. No final de 2005, foi submetido a um transplante experimental com células estaminais parcialmente compatíveis. Em 2006, parecia estar a recuperar, mas o tratamento acabou por não resultar na cura. Fez a sua última performance em público em Junho de 2006, no Carnegie Hall. Faleceu em 2007, vítima de leucemia.
Em Fevereiro de 2007, Michael Brecker foi premiado postumamente com dois prémios Grammy pela sua participação no trabalho do irmão, o álbum “Some Skunk Funk”. Foi de novo agraciado com dois Grammy Awards, por este mesmo álbum, nas categorias de Melhor Solo Instrumental e Melhor Álbum Instrumental de Jazz.

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